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alunos de escolas públicas do DF

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Evento reúne trabalhos científicos de alunos de escolas públicas do DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Estudantes da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal terão um dia dedicado à ciência, à pesquisa e à tecnologia durante a Etapa Regional de Taguatinga do 15º Circuito de Ciências das Escolas Públicas do Distrito Federal. O evento será realizado nesta quinta-feira (8/10), das 8h às 16h30, no Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), com expectativa de reunir entre 1.500 e 2 mil participantes. A programação contará com cerca de 40 trabalhos científicos desenvolvidos por estudantes de diferentes etapas e modalidades da Educação Básica. Os projetos serão apresentados, avaliados e compartilhados ao longo do dia, em uma programação que também inclui atividades de instituições parceiras. Com o tema “Elas na Ciência: conectando saberes, tecnologia e meio ambiente”, a edição de 2026 destaca a participação feminina na ciência e reúne propostas relacionadas à ciência, tecnologia, inovação, sustentabilidade e meio ambiente. O Circuito também busca estimular a investigação, a criatividade, a produção e a divulgação do conhecimento desenvolvido nas escolas. Atividades de robótica estão entre as atividades | Foto: Divulgação Entre as atividades previstas estão experiências de realidade virtual, jogos e ações de educação empreendedora, além de atividades de robótica, impressão 3D e oficina de foguetes de papel. A etapa regional integra uma iniciativa que chega à sua 15ª edição em 2026. Como referência do alcance do Circuito, em 2024 cerca de 80 mil estudantes das 14 coordenações regionais de ensino (Cres) participaram das atividades, com 512 trabalhos científicos apresentados nas etapas local, regional e distrital. Além de valorizar a produção científica realizada nas escolas públicas, o Circuito cria oportunidades para que crianças e jovens desenvolvam habilidades de investigação, criatividade, pensamento crítico e comunicação científica. Os trabalhos selecionados nas etapas regionais poderão avançar para a Etapa Distrital, conforme os critérios estabelecidos pelo regulamento. SERVIÇO → Etapa Regional de Taguatinga do 15º Circuito de Ciências das Escolas Públicas do Distrito Federal → Data: quinta-feira (8/10) → Horário: das 8h às 16h30 → Local: Cemeit – Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga → Endereço: QNB 01, Área Especial 01, Taguatinga Norte, Brasília-DF → Público estimado: 1.500 a 2.000 participantes → Participação: visitantes não precisam realizar inscrição prévia.   *Com informações da Secti-DF

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Plenarinha 2026 mobiliza 75 mil estudantes do DF em ações de escuta e participação infantil

A Secretaria de Educação (SEEDF) promove a XIV Plenarinha 2026, iniciativa que mobiliza cerca de 75 mil bebês e crianças da educação infantil da rede pública de ensino. Neste ano, o tema "Desemparedamento das Infâncias" orienta as atividades desenvolvidas nas unidades escolares, incentivando experiências que ampliam o contato das crianças com a natureza e fortalecem sua participação na construção das vivências escolares. Promovida pela Subsecretaria de Educação Básica, por meio da Diretoria de Educação Infantil, a Plenarinha convida as comunidades escolares a refletirem sobre as relações entre infância, território, natureza e ambiente educativo. A proposta vai além da utilização dos espaços externos e incentiva práticas que reconhecem diferentes ambientes como oportunidades de aprendizagem. Alinhada ao Currículo em Movimento da Educação Básica do DF, a iniciativa valoriza as interações, as brincadeiras, a investigação, a exploração e o contato com a natureza como elementos essenciais ao desenvolvimento infantil. Ao incentivar atividades ao ar livre, a Plenarinha busca fortalecer a autonomia, a curiosidade, o sentimento de pertencimento e a participação das crianças, contribuindo também para o bem-estar físico, emocional e social. O subsecretário de Educação Básica substituto, Hamilton Cavalcante, destaca a importância da iniciativa: "A Plenarinha é um espaço legítimo de escuta e participação das crianças, em que elas deixam de ser apenas destinatárias das ações pedagógicas e passam a contribuir ativamente para a construção das experiências educativas".  Comitê mirim do Centro de Educação Infantil 02 de Taguatinga se reúne para tomar decisões sobre a festa da escola | Foto: Divulgação/SEEDF "Neste ano, com o eixo Desemparedamento das Infâncias, reforçamos a importância de garantir vivências que ampliem o contato com a natureza, com o território e com diferentes formas de aprender e brincar, reconhecendo as crianças como protagonistas de suas descobertas", complementa.  Nas unidades escolares, a participação ocorre por meio de comitês mirins, assembleias, investigações, registros das ideias das crianças e explorações de diferentes ambientes da escola e da comunidade. As atividades permitem que os estudantes expressem percepções, interesses e propostas, contribuindo para a construção de práticas pedagógicas cada vez mais significativas. O processo também conta com 28 comitês regionais, formados por representantes de 14 instituições educacionais públicas e 14 instituições parceiras. A iniciativa amplia a participação infantil e fortalece o trabalho conjunto entre escolas e comunidade na promoção dos direitos das crianças. As contribuições construídas ao longo das etapas locais e regionais serão apresentadas na etapa distrital da XIV Plenarinha, prevista para 25 de agosto. O encontro reunirá representantes de diferentes regiões administrativas para compartilhar as experiências desenvolvidas nas escolas e fortalecer práticas educacionais que valorizem a escuta, a participação e o protagonismo infantil.   *Com informações da SEEDF

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Dada a largada: Brasília inicia contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027™️

Está dada a largada para a Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027™️. A exatamente um ano do início da competição, Brasília recebeu nesta quarta-feira (24) uma série de ações apoiadas pela entidade máxima do futebol para celebrar a importante marca. A iniciativa, liderada pela Fifa e pelos organizadores do torneio, reforçou o papel da capital como uma das cidades-sede do mundial, o primeiro a ser realizado na América do Sul. A programação especial uniu esporte, inclusão e participação social. As atividades foram articuladas em alinhamento com o Comitê Executivo responsável pela organização do evento e se dividiram em três cartões-postais da cidade: o Estádio Nacional Mané Garrincha, o Parque da Cidade e a Rodoviária do Plano Piloto. Cerca de 700 crianças fizeram a festa na Arena Mané Garrincha | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As celebrações começaram no gramado da Arena Mané Garrincha, onde cerca de 700 crianças dos centros olímpicos e paralímpicos (COPs) do DF se reuniram para formar um grande mosaico comemorativo nas arquibancadas. O momento foi idealizado para simbolizar a união, a diversidade e o forte legado que o esporte deixa para as futuras gerações. Empolgado com a Seleção Feminina de futebol do Brasil, Eduardo Xavier, de apenas 7 anos, faz natação e futebol no Centro Olímpico do Setor O. Demonstrando animação no evento desta quarta-feira, o pequeno contou que vai assistir a todos os jogos da seleção feminina e que adorou ter conhecido o Estádio Mané Garrincha: “Estou achando muito divertido, porque é a primeira vez que eu venho ao Estádio”.   Também foi a primeira visita de Camilly Victoria de Oliveira, de 10 anos. Ela pratica atletismo e natação no Centro Olímpico de São Sebastião desde os 4 anos: “Estou achando muito legal. É muita emoção estar aqui, dá até vontade de chorar. Eu nunca estive aqui e estou amando”, contou, emocionada. Já Eloah Nery, também com 10 anos e na turma de natação no Centro Olímpico de São Sebastião, foi ao Estádio Mané Garrincha pela segunda vez. Agora, a animação veio em contar os dias até o torneio feminino. “Eu estou muito feliz, a gente está se divertindo muito e agradeço todos os professores que conseguiram trazer a gente aqui”, relatou. “Estou achando muito legal. É muita emoção estar aqui, dá até vontade de chorar. Eu nunca estive aqui e estou amando”, contou Camilly Victoria de Oliveira, de 10 anos Programação Na sequência, os jovens atletas seguiram para o Parque da Cidade Sarah Kubitschek. Lá, participaram de atividades coletivas que incluíram a pintura do chão em áreas conhecidas do público, como a entrada do Estacionamento 10, o Parque Ana Lídia e o Castelinho. O foco dessa etapa foi celebrar o mundial e espalhar mensagens de cidadania, inclusão e incentivo à prática esportiva. A população do Distrito Federal também foi convidada a entrar no clima da contagem regressiva. Simultaneamente aos eventos com as crianças, a plataforma inferior da Rodoviária do Plano Piloto sediou uma grande ação de engajamento. Quem passou pelo terminal pôde interagir com um cenário temático (backdrop) montado com artes enviadas pela própria Fifa e participar de um desafio de golzinho. Legado "Falta um ano para a Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027™️e esse trabalho que o DF está fazendo, por ser uma das sedes, é muito importante", destacou a ex-jogadora Mariléia Santos Quem também marcou presença no evento desta quarta-feira foi a ex-futebolista Mariléia Santos, que ficou conhecida no meio esportivo pelo apelido de Michael Jackson. Considerada uma lenda do futebol feminino e uma das pioneiras na modalidade, ela fez história nos gramados como atacante da Seleção Brasileira Feminina nas décadas de 1980 e 1990, com mais de 1,5 mil gols na carreira. A ex-atleta defendeu a Seleção Brasileira de Futebol Feminino por 12 anos e disputou as Copas do Mundo de 1991 e 1995, além das Olimpíadas de Atlanta em 1996. A ex-atacante da seleção destacou a importância da preparação para o evento da FIFA e da construção de um legado para as próximas gerações. “Falta um ano para a Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027™️e esse trabalho que o DF está fazendo, por ser uma das sedes, é muito importante. Não é só a competição, temos que pensar no legado, para que essas crianças tenham um futuro no futebol feminino com respeito, porque é isso que o esporte precisa. Estou muito feliz por fazer parte desse momento, que é uma virada de chave do futebol feminino. Enquanto atleta, eu sonhei em jogar uma Copa do Mundo em casa. Hoje, eu me sinto orgulhosa, porque o Brasil é o país do futebol — masculino e o feminino também. Tenho certeza que vamos trabalhar para deixar o melhor legado social e esportivo”, ressaltou.

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Ação reforça cultura de paz e prevenção à violência no ambiente escolar

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) realizou, nessa segunda (11) e terça-feira (12), a 11ª edição do programa formativo Promotores de Segurança Cidadã. Realizado no Centro Cultural de Planaltina, o evento reuniu estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio da rede pública de ensino em uma programação voltada para o fortalecimento do protagonismo juvenil, a prevenção às violências e a promoção de uma cultura de paz no ambiente escolar. A ação integra o eixo Escola Mais Segura, do programa DF Mais Seguro – Segurança Integral, e reforça a estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) de atuar de forma preventiva e integrada na proteção de crianças, adolescentes e jovens, por meio do fortalecimento dos vínculos comunitários e da promoção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e inclusivos. Durante os dois dias de atividades, os estudantes participaram de palestras, oficinas, dinâmicas interativas e apresentações culturais conduzidas por profissionais das forças de segurança e instituições parceiras. Entre os temas abordados estiveram bullying, cyberbullying, saúde emocional, prevenção à violência contra crianças e adolescentes, valorização da vida, cidadania, convivência respeitosa e mediação de conflitos. A ação integra o eixo Escola Mais Segura, do programa DF Mais Seguro – Segurança Integral | Foto: Divulgação/SSP-DF Para o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, iniciativas voltadas à juventude representam uma estratégia estruturante dentro da política de segurança pública do Distrito Federal. “Segurança pública também se constrói com educação, prevenção e fortalecimento de vínculos sociais. Quando o Estado se aproxima dos estudantes, promove o diálogo e cria espaços de participação, amplia a capacidade de proteção das comunidades escolares e atua diretamente na redução de vulnerabilidades. O Promotores de Segurança Cidadã reforça exatamente essa lógica de integração e prevenção que orienta o programa DF Mais Seguro – Segurança Integral”, destaca. A secretária-executiva institucional e de Políticas de Segurança Pública interina, Regilene Siqueira, ressalta o impacto social da iniciativa no fortalecimento da cidadania entre os jovens. “O programa contribui para aproximar os estudantes das instituições públicas e fortalecer o sentimento de pertencimento e responsabilidade coletiva. É uma ação de base, construída a partir do diálogo, da escuta e do incentivo à convivência respeitosa, estimulando que os jovens se reconheçam como agentes de transformação social”, afirma. A professora Sabrina Câmara, do Centro Educacional Dona América Guimarães, em Planaltina, destacou a importância da abordagem adotada durante a programação. “As palestras despertaram o senso crítico dos estudantes de uma forma muito acessível e participativa. Os adolescentes precisam de espaços de diálogo que consigam realmente envolvê-los, e foi exatamente isso que aconteceu aqui. A palestra sobre bullying me tocou muito, porque ainda é uma realidade presente nas escolas e pode gerar consequências graves, como evasão escolar, desmotivação e sofrimento emocional”, avaliou. A docente também ressaltou o caráter educativo das apresentações culturais e atividades práticas desenvolvidas durante o evento. “O teatro foi muito envolvente e trouxe ensinamentos importantes de forma leve e dinâmica”, completou. Entre os estudantes, a programação também provocou reflexões importantes sobre temas relacionados à proteção de mulheres e ao enfrentamento da violência. “Foi tudo muito importante e enriquecedor. Um dos assuntos que mais me tocou foi a violência contra a mulher, porque é uma realidade muito delicada e que precisa ser debatida. Nenhuma mulher deveria sofrer violência ou perder a vida apenas por ser mulher. São temas difíceis, mas necessários para conscientizar os jovens e construir uma sociedade melhor”, relatou Sofia Rodrigues. *Com informações da SSP-DF

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Projeto leva estudantes do DF a imersão na cultura afro-brasileira em Planaltina

O que acontece quando a história deixa os livros e passa a ser vivida? Em Planaltina-DF, estudantes do Distrito Federal têm descoberto essa resposta ao atravessar os portões de uma comunidade de matriz africana e mergulhar em uma experiência que conecta passado, presente e identidade. É nesse cenário que se desenvolve a segunda edição do projeto Ogbon Mimo — Sabedoria Sagrada. Do ponto de vista pedagógico, segundo o professor Danilo Estella, do Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois, o maior ganho para os alunos é conhecer a ancestralidade por meio da tradição oral.  "É muito rico a gente ensinar através desse projeto. Principalmente na perspectiva em que o próprio povo conta a sua história, que foi mudada, ressignificada e reescrita durante a historiografia geral”, defende. Realizado em parceria com a Fundação Cultural Palmares e o Ministério da Cultura, o projeto oferece visitas gratuitas ao longo de abril e maio | Fotos: Divulgação No espaço que recebe as visitas, o acolhimento também é parte da proposta. Para o babalorixá Baba Aurélio de Odé, abrir as portas da comunidade é uma forma de construir pontes. "Mostramos isso sob o olhar da cultura, da arte, da gastronomia, do vestiário, da ciência, da dança, da música, da tecnologia ancestral e a importância dos cuidados com a água, a terra, a alimentação e o respeito aos mais velhos”, afirma a autoridade da casa. Roteiro educativo Realizado em parceria com a Fundação Cultural Palmares e o Ministério da Cultura, o projeto oferece visitas gratuitas ao longo de abril e maio. As atividades ocorrem sempre às terças e quintas-feiras, nos turnos da manhã, das 8h às 12h, e da tarde, das 14h às 17h. Estão confirmadas visitas nos dias 28 e 30 de abril e 7 de maio.  A programação inclui exposição fotográfica, vivência gastronômica com as Yabas, espaço agroecológico, visitas guiadas com monitores e intérpretes de Libras, além de apresentações de teatro e dança sobre saberes ancestrais. As escolas interessadas podem agendar a participação gratuitamente, por meio de formulário disponível no perfil @ogbonmimo Mais de 600 alunos já passaram pela experiência. As escolas interessadas podem agendar a participação gratuitamente, por meio de formulário disponível no perfil @ogbonmimo. O projeto também garante transporte com ônibus escolar gratuito para os estudantes.

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Vacinação e saúde bucal são oferecidos à comunidade escolar de Samambaia

A Festa da Família do Centro de Ensino Especial (CEE) 01 de Samambaia contou com um ingrediente especial neste sábado (25): o serviço de saúde oferecido pela equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) 7 de Samambaia. Os estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiências, altas habilidades e superdotação, além de familiares e professores, foram beneficiados pela oferta de vacinas e do cuidado odontológico oferecidos no próprio ambiente escolar. Mais de cem pessoas foram atendidas e quase 150 doses de imunizantes foram aplicadas. Entre as doses oferecidas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), a vacina contra gripe foi a que teve a maior procura: foram 110 doses aplicadas.  A família de Flávio de Souza, 44 anos, faz parte desse quantitativo. Ao saber da oferta de vacina na unidade onde estuda o filho Daniel, 8 anos, o servidor público reuniu as outras duas filhas e foi até o local. Lá, cada um garantiu a proteção contra o vírus influenza. "Com a correria do dia a dia, a rotina de escola e terapia, fica meio difícil irmos até a UBS. Aqui é uma oportunidade", conta o pai. Ao saber da oferta de vacina na unidade onde estuda o filho, Flávio de Souza reuniu as outras duas filhas e foi até o local | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Essa é justamente a motivação para incorporar o serviço de saúde ao evento da escola, explica a orientadora educacional do CEE 01 de Samambaia, Ellany Barbosa. "A gente percebe que as famílias têm esse tipo de obstáculo. Aqui é um ambiente já conhecido por eles, o que favorece o cuidado", detalha. Para ela, a participação dos profissionais de saúde enriquece a celebração da escola. Prevenção e promoção da saúde A ação das profissionais de odontologia da SES-DF na escola teve como foco a prevenção e a promoção da saúde bucal. Além de atividade coletiva, quase 30 usuários receberam orientações sobre higiene oral e escovação supervisionada. Também foi oferecido acolhimento e avaliação de risco de usuários que pertencem à população atendida pela UBS 7 de Samambaia. Kits de saúde bucal foram distribuídos e fornecidos à escola. A atividade integra a Semana de Vacinação nas Escolas, que acontece de 24 a 30 de abril, e busca atualizar a carteira de vacinação de crianças e adolescentes. Além do calendário básico, a estratégia inclui a imunização contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade recomendada. A ação pretende alcançar 27 milhões de estudantes em todo o território nacional.

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Com 85 escolas, DF se consolida como referência nacional em educação do campo

O Distrito Federal consolidou, nos últimos anos, uma das maiores redes de educação do campo do país. São 85 escolas distribuídas em regiões como Planaltina, Paranoá, Brazlândia e Ceilândia, um número que coloca a rede pública do DF entre as que mais concentram unidades voltadas ao ensino no meio rural no Brasil. Além de garantir matrícula, a presença dessas escolas encurta distâncias históricas. Em territórios onde o deslocamento até áreas urbanas pode levar horas, a escola próxima de casa representa permanência, segurança e continuidade dos estudos. É também um ponto de encontro das comunidades, onde a rotina escolar se mistura com a vida no campo. Nesta sexta-feira (17), quando se celebra o Dia do Campo, as unidades da rede transformaram essa realidade em pauta dentro e fora da sala de aula. A data foi marcada por atividades que envolveram estudantes, professores e famílias, reforçando o papel dessas escolas na formação e no fortalecimento dos vínculos comunitários. Celebração do Dia do Campo No CEF Bonsucesso, em Planaltina, mais de 500 estudantes participaram de uma programação ao ar livre realizada na Chácara 49. A agenda incluiu caminhada coletiva e ações educativas voltadas à conscientização ambiental e à qualidade de vida | Foto: Bruno Formiga/Ascom SEEDF No Centro de Ensino Fundamental (CEF) Bonsucesso, em Planaltina, mais de 500 estudantes participaram de uma programação ao ar livre realizada na Chácara 49. A agenda incluiu caminhada coletiva e ações educativas voltadas à conscientização ambiental e à qualidade de vida. Ao longo do dia, os alunos ocuparam o espaço externo como extensão da escola, em uma dinâmica que valoriza o território onde vivem. Entre os participantes da caminhada, o estudante Miguel Gonçalves destacou a experiência de aprender em contato direto com o ambiente fora da sala de aula. “Além de ser uma atividade muito rica, amplia nossa visão. Em vez de ficar só na escola, a gente aprende também fora dela, conhecendo árvores importantes, rios e muitas outras coisas que fazem parte do nosso território.” A proposta dialoga diretamente com a realidade da educação do campo: integrar ensino e vivência. Em vez de tratar o ambiente rural como cenário distante, as atividades colocam o estudante como protagonista da própria realidade. Na Escola Classe (EC) Guariroba, o olhar dos alunos sobre o lugar onde vivem ganhou forma em maquetes produzidas por eles mesmos. As estruturas representavam moradias e elementos do cotidiano local, aproximando conteúdo pedagógico e experiência prática. A exposição reuniu familiares e moradores da região. A família do estudante Zaion Moura esteve presente durante a programação do Dia do Campo na Escola Classe (EC) Gariroba, em Samambaia | Foto: Jotta Castro/Ascom SEEDF Moradora do setor de chácaras, a mãe de Zaion Moura, Luciete Moura, destacou a diferença que a escola faz na comunidade. “Facilita muito e tem mais segurança. Temos mais acesso aos professores, cria vínculo e isso se fosse na cidade não teria como.” Na área rural de Ceilândia, a celebração mobilizou todas as escolas do campo da regional. Além da Escola Classe (EC) Jiboia, o CEF Boa Esperança, a Escola Classe (EC) Lajes da Jiboia, o CED Incra 9 e a Escola Classe (EC) Córrego das Corujas também realizaram atividades em alusão à data, reforçando o alcance das ações e a força da educação do campo nas comunidades rurais. De acordo com a coordenadora intermediária das Instituições de Ensino Públicas do Campo de Ceilândia, Thailisa Katiele Batista de Oliveira, a mobilização reforça a identidade das escolas do campo e o papel dessas unidades na formação dos estudantes. “Celebrar o Dia do Campo é reconhecer a trajetória dessas comunidades e valorizar uma educação conectada ao território, à cultura local e às vivências dos nossos estudantes. Essas escolas cumprem um papel fundamental para garantir acesso, permanência e aprendizagem.” Para a mãe Amanda Oliveira, de 28 anos, a presença da unidade na região é determinante para o futuro das crianças. “A escola aqui perto faz toda a diferença. Sem ela, seria muito mais difícil garantir o acesso das crianças à educação.” Rede que aproxima e transforma Estudantes participaram de apresentações culturais durante programação do Dia do Campo na regional de Ceilândia | Foto: Jotta Castro/Ascom SEEDF A dimensão da rede de escolas do campo no DF vai além dos números. Em regiões como Planaltina e Brazlândia, onde há forte presença de áreas produtivas e comunidades tradicionais, as unidades escolares funcionam como eixo estruturante da vida local. Além do currículo regular, muitas dessas escolas desenvolvem atividades que dialogam com a realidade rural, promovendo educação ambiental, valorização do território e práticas pedagógicas conectadas ao cotidiano dos estudantes. A capilaridade da rede também contribui para reduzir desigualdades. Ao garantir ensino próximo de casa, a Secretaria de Educação (SEEDF) diminui a evasão escolar, amplia o acesso e fortalece o vínculo entre estudante e escola, um dos principais desafios em áreas rurais. As ações do Dia do Campo, realizadas simultaneamente em diferentes regiões administrativas, refletem esse modelo. Ao reunir centenas de estudantes e famílias, as escolas reafirmam seu papel como espaço de aprendizagem, convivência e pertencimento. No DF, a educação do campo segue como política estruturante. E, para quem vive longe do centro, isso faz toda a diferença no presente e no futuro.   *Com informações da SEEDF

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Estudantes do programa Pontes para o Mundo falam sobre experiência no Reino Unido

Em uma tarde marcada por emoção, apresentações culturais e encontros simbólicos, estudantes do Centro Educacional (CED) 06 de Ceilândia que participaram da primeira edição do programa Pontes para o Mundo prepararam uma homenagem para a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá. A iniciativa partiu dos próprios intercambistas, que organizaram um momento especial de agradecimento pelas oportunidades proporcionadas pelo programa de intercâmbio internacional, responsável por levar estudantes da rede pública para uma experiência educacional no Reino Unido. Durante o encontro, os jovens entregaram flores à secretária e compartilharam relatos sobre as transformações vividas durante o período de estudos no exterior. Para Isabelle Neris, de 17 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio, a homenagem foi uma forma de expressar a gratidão por uma experiência que ampliou horizontes acadêmicos e pessoais. “Planejamos essa homenagem porque o que a secretária Hélvia fez por nós foi muito importante e temos muita gratidão. Preparamos uma surpresa, um buquê de flores, e nós cinco [intercambistas] apresentaremos uma carta de agradecimento a ela”, contou a estudante. Estudantes que participaram do Pontes para o Mundo ao lado da professora de inglês Fernanda Santos, que incentivou a inscrição dos alunos no programa de intercâmbio internacional | Fotos: Felipe de Noronha/Ascom SEEDF Construindo pontes de transformação Os participantes do programa destacaram que a experiência internacional representou um marco em suas trajetórias escolares e pessoais, contribuindo para o fortalecimento da autonomia, da confiança e das perspectivas de futuro. Um dos estudantes, Enzo Cardoso, relatou que a vivência em colleges britânicos ampliou sua visão de mundo e reforçou sua segurança em relação ao domínio da língua inglesa. “Essa experiência foi muito importante na questão cultural. Antes da viagem eu não sabia muito bem o que faria no futuro. Hoje tenho mais perspectiva. Eu também era mais tímido e não confiava no meu inglês; agora sou mais confiante e sinto que estou mais fluente”, afirmou. Entre os relatos, o sentimento foi o de que a oportunidade representou a realização de um sonho que, para muitos, parecia distante. “Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Desde criança eu sonhava em fazer intercâmbio, sempre planejei, mas pelas condições parecia impossível. Graças a Deus o governo conseguiu oferecer isso para a gente. Eu cresci muito, aprendi muita coisa e sou muito grata pela oportunidade”, destacou Isabelle. Intercambistas do CED 06 de Ceilândia homenageiam a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, durante encontro na unidade escolar Uma jornada para o protagonismo O programa Pontes para o Mundo levou 100 estudantes da rede pública do segundo ano do ensino médio para uma experiência educacional e cultural em instituições de ensino do Reino Unido. No CED 06 de Ceilândia, cinco alunos foram selecionados para participar da iniciativa, resultado de um trabalho pedagógico consistente e do incentivo constante de professores da unidade escolar. A professora de inglês Fernanda Santos foi apontada pelos estudantes como uma das principais incentivadoras para a inscrição no processo seletivo do intercâmbio. Para a educadora, o sucesso dos alunos reflete o esforço individual aliado ao apoio da comunidade escolar. “Eu sempre digo que o mérito é todo deles. Eu apenas fui uma facilitadora, alguém que estava ali para orientar e ajudar no processo. A conquista é deles, fruto do esforço e da dedicação. Nosso papel como educadores é impulsionar os alunos”, afirmou. A homenagem ocorreu durante uma cerimônia promovida pela escola para celebrar conquistas educacionais da comunidade escolar, reforçando o papel da educação pública como espaço de transformação social e ampliação de oportunidades para estudantes da rede. *Com informações da SEEDF

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