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Como manter o peso após suspender o uso de caneta emagrecedora

As canetas emagrecedoras podem auxiliar no controle da fome, aumentar a saciedade e favorecer a perda de peso durante o tratamento da obesidade. Após a suspensão da medicação, porém, esses efeitos tendem a diminuir, e o retorno do apetite pode favorecer a retomada do peso. Especialistas alertam que a interrupção do tratamento deve ser planejada e acompanhada por profissionais de saúde para reduzir esse risco. Segundo a endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a obesidade é uma doença crônica que envolve alterações nos mecanismos responsáveis pela regulação da fome e da saciedade. Por isso, o organismo de quem convive com a doença pode reagir de forma mais intensa à retirada da medicação. "Esses pacientes costumam sentir mais fome e menos saciedade. Quando a medicação é retirada, existe uma tendência importante ao reganho de peso, principalmente se não foram fortalecidas outras estratégias, como a mudança do estilo de vida, a relação com a comida e o cuidado com a saúde emocional", explica. A médica acrescenta que o próprio organismo ativa mecanismos de adaptação após a perda de peso, tentando retornar ao peso anterior. No caso de pessoas com obesidade, essa resposta pode ser ainda mais intensa.  O objetivo do acompanhamento após o uso das canetas é minimizar a ocorrência de pequenas oscilações de peso e evitar que o paciente retorne ao peso anterior | Foto: Divulgação Mudança começa durante o tratamento A preparação para manter o peso não deve começar apenas quando a medicação é suspensa. A nutricionista Giovanna Menezes, do Hospital de Base, destaca que o período de tratamento deve ser aproveitado para construir hábitos que permaneçam mesmo após a redução dos efeitos do medicamento. "O medicamento deve ser encarado como um facilitador da mudança de comportamento, criando uma oportunidade para estabelecer hábitos alimentares saudáveis, uma rotina de exercícios e estratégias para lidar com a fome, a ansiedade e as situações do dia a dia", orienta. Quanto mais consolidados estiverem esses hábitos, maiores serão as chances de manter os resultados. Entre as principais medidas estão organizar os horários das refeições, evitar longos períodos de jejum, reconhecer os sinais de fome e saciedade e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados. Retirada deve ser individualizada Não existe uma regra única para suspender as canetas emagrecedoras. De acordo com Tatiana, a decisão deve ser tomada em conjunto pelo paciente e pela equipe de saúde, considerando a evolução e as necessidades de cada caso.  "É importante adaptar a alimentação ao retorno gradual do apetite sem recorrer a excessos. O planejamento das refeições e a constância fazem muita diferença na manutenção do peso" Giovanna Menezes, nutricionista do Hospital de Base "A tendência é que o tratamento seja mantido por longo prazo, por se tratar de uma doença crônica. Quando houver a decisão de suspender, é importante avaliar junto com o paciente e, de maneira geral, fazer a retirada aos poucos", esclarece. Em alguns casos, pode ser necessário manter a medicação continuamente ou adotar uma estratégia de manutenção. A interrupção por conta própria, além de favorecer o retorno do apetite, pode dificultar o controle do peso e aumentar o risco do chamado efeito sanfona.  Efeito sanfona altera a composição corporal A alternância entre perder e recuperar peso também pode comprometer a composição corporal. Tatiana explica que, durante o emagrecimento, é possível perder gordura e massa muscular. Já no reganho, quando não há alimentação adequada e treinamento de força, a tendência é recuperar principalmente gordura. "Ficar emagrecendo e engordando repetidamente pode alterar a constituição metabólica do organismo. A pessoa perde músculos e recupera mais gordura, o que prejudica o metabolismo e aumenta a resistência à insulina e a predisposição a problemas cardiovasculares", alerta. A médica ressalta que pequenas oscilações são esperadas após a suspensão da medicação. O objetivo do acompanhamento é minimizar esse reganho e evitar que o paciente retorne ao peso anterior. Alimentação ajuda no controle da fome Durante a transição, a alimentação deve permanecer equilibrada e adaptada às necessidades individuais. Proteínas, fibras e alimentos menos processados ajudam a prolongar a saciedade e controlar a ingestão de calorias. As proteínas também contribuem para preservar a massa muscular, enquanto as fibras retardam o esvaziamento gástrico e auxiliam no controle da glicemia. Frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais estão entre os alimentos que podem fazer parte da rotina. "É importante adaptar a alimentação ao retorno gradual do apetite sem recorrer a excessos. O planejamento das refeições e a constância fazem muita diferença na manutenção do peso", destaca Giovanna. Dietas muito restritivas após pequenas alterações na balança devem ser evitadas. Segundo a nutricionista, essas estratégias podem aumentar a fome, dificultar a adesão ao tratamento e favorecer episódios de compulsão alimentar. Cuidado vai além da alimentação A prática regular de atividade física, especialmente exercícios de força, ajuda a preservar a massa muscular e o gasto energético. Sono de qualidade, hidratação adequada, controle do estresse e acompanhamento da saúde emocional também contribuem para manter os resultados. Segundo Giovanna, o peso deve ser acompanhado sem obsessão, e pequenas oscilações não podem ser encaradas como um fracasso. "O foco deve estar na consistência dos hábitos, e não na busca por resultados perfeitos. O objetivo é construir um estilo de vida que permita manter a saúde e o peso de forma sustentável a longo prazo", observa. Quem utiliza canetas emagrecedoras não deve reduzir a dose nem interromper o tratamento por conta própria. A orientação é procurar o profissional responsável pelo acompanhamento. Em caso de dúvidas ou necessidade de avaliação, a unidade básica de saúde (UBS) é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Sedentarismo já atinge quase 2 bilhões de pessoas no mundo

O sedentarismo já é responsável por 5 milhões de mortes por ano no mundo e ameaça se tornar a próxima grande epidemia global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,8 bilhão de pessoas vivem abaixo do mínimo recomendado de atividade física, número que deve crescer ainda mais até 2030, elevando os casos de infarto, derrame e até câncer. A falta de atividade física está associada ao aumento de doenças cardíacas, obesidade, diabetes e até alguns tipos de câncer, como o de mama e o de cólon. Segundo estimativas internacionais, quase 500 milhões de pessoas podem desenvolver doenças graves relacionadas ao sedentarismo até o fim da década. No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador. Considerado o país mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial, cerca de 300 mil pessoas morrem por ano por doenças ligadas à inatividade física. De acordo com o IBGE, 47% dos brasileiros adultos são sedentários e, entre os jovens, o índice chega a 84%. Segundo estimativas internacionais, quase 500 milhões de pessoas podem desenvolver doenças graves relacionadas ao sedentarismo até o fim da década | Foto: Divulgação/IgesDF Para a cardiologista Alexandra Mesquita, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a situação exige atenção imediata. “O sedentarismo já pode ser considerado uma epidemia moderna. Ele eleva o risco de doenças cardiovasculares tanto quanto fatores clássicos como a hipertensão e a obesidade”, destaca. Entre os fatores que contribuem para esse cenário, está o uso prolongado de telas, como celulares e computadores, além da rotina de trabalho cada vez mais ligada ao ambiente online. Isso não apenas aumenta o tempo sentado, mas também altera padrões de sono, eleva a pressão arterial e favorece o ganho de peso. “A tecnologia trouxe inúmeros benefícios, mas também intensificou o sedentarismo. Precisamos contrabalançar isso com escolhas mais ativas no dia a dia”, reforça Alexandra Mesquita. A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana para reduzir os riscos. Mas, segundo os médicos, pequenas mudanças já fazem diferença. “O sedentarismo já pode ser considerado uma epidemia moderna. Ele eleva o risco de doenças cardiovasculares tanto quanto fatores clássicos como a hipertensão e a obesidade” Alexandra Mesquita, cardiologista “Não é preciso ser atleta para proteger o coração. Subir escadas, caminhar mais ao ar livre, pedalar, nadar, dançar e reduzir o tempo sentado já reduz o risco cardiovascular e ajuda a cuidar da saúde mental”, orienta a cardiologista. Para a médica, os números mostram que estamos avançando devagar no combate ao sedentarismo, mas ainda há um longo caminho a percorrer. “Precisamos de campanhas que incentivem a população e a estimulem a adotar hábitos mais saudáveis”, afirma Alexandra. Confira algumas dicas para combater o sedentarismo no dia a dia: - Suba escadas em vez de usar o elevador. Pequenas mudanças de hábito já contam como atividade física - Faça pausas no trabalho. Levante a cada hora e caminhe por alguns minutos - Reduza o tempo de tela para não passar horas seguidas diante do computador, celular ou TV - Sempre que puder troque o carro por caminhada ou bicicleta em trajetos curtos *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Projeto oferece atividades físicas com transporte gratuito para idosas das vilas Telebrasília e Planalto

Agência Brasília · PROJETO OFERECE ATIVIDADES FÍSICAS COM TRANSPORTE GRATUITO PARA IDOSAS DAS VILAS TELEBRASÍLIA E PLANALTO Com foco na inclusão social, na autonomia e no bem-estar de mulheres com 60 anos ou mais, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Mulher do DF (SMDF) lançou, nesta terça-feira (22), o projeto "Mulher 60+ – Ainda Estou Aqui: Escuta Qualificada", a ser realizado de 18 de agosto a 18 de dezembro, na sede do Centro Presbiteriano Idade e Experiência (CPIE), na Asa Sul. A iniciativa é voltada, prioritariamente, às moradoras das comunidades da Vila Telebrasília e da Vila Planalto. Fruto da parceria entre a Secretaria da Mulher e o CPIE, o projeto está alinhado ao Eixo 9 do Plano Distrital de Políticas para as Mulheres (PDPM), que trata do envelhecimento ativo, da equidade de gênero e da valorização do protagonismo feminino em todas as fases da vida. Por meio de uma abordagem que une escuta qualificada, atividades físicas adaptadas e acompanhamento psicossocial, a ação busca valorizar o envelhecimento como uma fase de potência e de novas possibilidades. Com foco prioritário em idosas das vilas Telebrasília e Planalto, projeto da Secretaria da Mulher vai oferecer atividades físicas e acompanhamento psicossocial | Foto: Vinícius de Melo/Arquivo SMDF A vice-governadora do DF, Celina Leão, destaca o papel do projeto na promoção da dignidade e no fortalecimento da autoestima das participantes. “Valorizar a mulher idosa é reconhecer sua história, sua força e o papel essencial que desempenha nas famílias e nas comunidades. O projeto Mulher 60+ é um espaço de acolhimento, de escuta e, principalmente, de promoção da autonomia. O GDF segue firme no compromisso de garantir políticas públicas que respeitem e incluam todas as mulheres, em todas as fases da vida”, afirma Celina. [LEIA_TAMBEM]Entre as atividades gratuitas oferecidas estão hidroginástica, alongamento, pilates e atendimentos com assistente social, sempre com foco no cuidado integral e no convívio comunitário. As participantes também contarão com transporte gratuito em ônibus acessível, com saída da Vila Telebrasília e da Vila Planalto. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressalta a importância da iniciativa no fortalecimento das políticas de gênero voltadas ao envelhecimento. “O projeto Mulher 60+ é uma ação estratégica que une cuidado, inclusão e valorização da trajetória das mulheres idosas do DF. Estamos promovendo não só bem-estar físico e emocional, mas também reconhecimento e pertencimento. É um passo importante para que elas se sintam vistas, ouvidas e respeitadas”, destaca. Como participar As inscrições estão abertas até o dia 8 de agosto, na sede do CPIE (SGAS 906, Conjunto A, Bloco 6/7). Para participar, é necessário apresentar CPF, RG e comprovante de residência, além de passar por uma triagem com entrevista e avaliação física. As atividades ocorrerão de segunda a quinta-feira, nos turnos matutino e vespertino, com organização das participantes em grupos. O projeto é uma oportunidade concreta de construir um DF mais justo, inclusivo e com políticas públicas efetivas para todas as mulheres – em especial, aquelas que tanto contribuíram e ainda contribuem para o desenvolvimento das comunidades e da cidade. *Com informações da Secretaria da Mulher  

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Escola do Esporte transforma vidas e forma cidadãos por meio da atividade física no DF

O esporte tem o poder de transformar vidas – e a Escola do Esporte, iniciativa da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF), é a prova disso. Com aulas acessíveis e voltadas a todas as idades, o programa vai além da atividade física: promove inclusão, resgata sonhos e fortalece vínculos, mostrando que, mais do que formar atletas, o esporte forma cidadãos. Desde 2019, mais de 7 mil alunos já passaram pela Escola do Esporte, em modalidades que vão da formação de novos talentos à promoção do bem-estar, da inclusão social e da convivência entre gerações. Atualmente, o programa funciona no Complexo Cláudio Coutinho e no Pavilhão do Parque da Cidade. A Escola do Esporte promove hábitos saudáveis e estimula o surgimento de novos atletas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, afirma que o foco da iniciativa é promover uma cultura de hábitos saudáveis e estimular o surgimento de novos atletas para o cenário esportivo, além de contribuir no combate ao sedentarismo, à violência e na redução de custos com saúde pública.   “A Escola do Esporte representa esse compromisso: formar com qualidade, acolher com respeito e incentivar cada aluno a ir além, seja como atleta, cidadão ou agente de mudança. Queremos criar um ambiente onde talentos sejam descobertos, desenvolvidos e possam sonhar mais alto por meio do esporte”, defende. Vidas transformadas Juliana Coutinho: "Aqui, a gente não só pratica esporte, mas constrói relações; fiz amizades que quero levar para a vida” Entre os milhares de alunos matriculados, está a revisora de textos Juliana Coutinho, 44 anos, que reencontrou, no programa, uma paixão antiga de infância: “Comecei acompanhando meus filhos nas aulas de caratê e acabei entrando também. Sempre foi um sonho de infância”. “Aqui, a gente não só pratica esporte, mas constrói relações; fiz amizades que quero levar para a vida”. A história de Flávia Avelar, economiária de 60 anos, é parecida. Sem se identificar com as academias tradicionais e as aulas de musculação, ela viu na Escola do Esporte a chance de resgatar o prazer da infância. “Faço salto ornamental e isso me traz uma energia fantástica. Conheci o espaço pela televisão e fiquei encantada. É uma alegria voltar a me movimentar dessa forma”, relata. Kátia Barcelos reforça que "a atividade física aqui vem acompanhada de saúde emocional" Já Kátia Barcelos, 59, pet sitter, se apaixonou pelo deepwater – uma espécie de ginástica praticada em piscinas de grande profundidade. “Descobri por amigas e me encantei. A atividade física aqui vem acompanhada de saúde emocional. A energia do acolhimento entre os colegas é maravilhosa. A gente encontra pessoas de todas as idades, convivendo e se motivando”, diz. Inscrições No momento, as inscrições para a Escola do Esporte estão encerradas, mas os interessados em garantir uma vaga no próximo semestre de 2025 devem ficar atentos às próximas etapas. A renovação de matrícula é feita presencialmente no Complexo Aquático Cláudio Coutinho, de acordo com um cronograma específico para cada perfil de aluno. Já os novos candidatos deverão aguardar a divulgação das datas dos testes práticos (para modalidades aquáticas) e da reabertura do sistema para realizar a pré-matrícula online. É importante lembrar que a participação exige o pagamento de uma taxa semestral, com isenção garantida a idosos acima de 60 anos, alunos da rede pública, integrantes das equipes da SEL, pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social — mediante apresentação da documentação exigida.

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Dia Mundial da Atividade Física: rede pública promove saúde e longevidade

Celebrado em 6 de março, o Dia Mundial da Atividade Física reforça a importância da prática regular de exercícios para a saúde e para a qualidade de vida. Muito além da estética, manter-se ativo é uma das principais estratégias para promover o bem-estar, prevenir doenças e garantir longevidade com autonomia e disposição. A coordenadora médica do Hospital Cidade do Sol (HSol), Juliana de Almeida Barros, destaca que a atividade física desempenha um papel fundamental na prevenção de diversas doenças crônicas. “Exercícios regulares reduzem significativamente o risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2 e até mesmo de alguns tipos de câncer. Além disso, eles fortalecem a musculatura, melhoram a mobilidade e ajudam a preservar a função cognitiva com o avanço da idade”, explica. Praticar exercício físico com regularidade pode prevenir doenças crônicas e alguns tipos de câncer | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF No entanto, para quem nunca se exercitou, a especialista faz um alerta: o ideal é procurar atendimento médico antes de iniciar qualquer atividade física. “É importante avaliar o condicionamento atual e descartar possíveis riscos, principalmente para pessoas sedentárias ou com doenças pré-existentes. Esse cuidado evita complicações e permite um início seguro e progressivo”, orienta a médica. O impacto do movimento no bem-estar mental também é inegável. Durante a prática de atividades físicas, o corpo libera endorfina e serotonina, neurotransmissores responsáveis por sensações de prazer e bem-estar. “A atividade física é um excelente recurso para combater o estresse, a ansiedade e a depressão. Pessoas que se exercitam regularmente tendem a ter uma melhor qualidade de sono e maior equilíbrio emocional”, acrescenta a especialista. Movimentação Alongamento diário é essencial para manter a flexibilidade e evitar dores musculares Além dos exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, o alongamento diário é essencial para manter a flexibilidade e evitar dores musculares. O educador físico do Projeto Acolher, do IgesDF, Mir Rodrigues, ministra ginástica laboral em todas as unidades administradas pelo instituto e reforça a importância dessa prática. “Alongar-se todos os dias melhora a postura, reduz a rigidez do corpo e previne lesões. Pequenos movimentos diários ajudam na mobilidade e no relaxamento muscular”, orienta. Outra dica essencial para garantir autonomia ao longo da vida é treinar a capacidade de sentar e levantar sem apoio. Segundo Mir, o movimento simula a ação natural de se levantar de uma cadeira ou do sofá, sendo um ótimo indicador de força e equilíbrio. “O agachamento é considerado o exercício da longevidade. Ele fortalece a musculatura dos membros inferiores, melhora a coordenação motora e previne quedas, que são um grande risco para idosos. Quanto mais independência tivermos para movimentos básicos, melhor será nossa qualidade de vida no futuro”, destaca o educador físico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de exercícios intensos. Caminhadas, corridas, musculação, dança, esportes e até mesmo atividades simples, como subir escadas ou andar de bicicleta, são formas eficazes de movimentar o corpo e garantir uma vida mais saudável. *Com informações do IgesDF

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Academia Buriti oferece 12 modalidades esportivas gratuitas aos servidores do GDF

Inaugurada em agosto de 2020, a Academia Buriti tem como missão promover o bem-estar físico e a qualidade de vida dos servidores, empregados públicos e colaboradores (terceirizados e estagiários) do Governo do Distrito Federal. Localizada no Anexo do Palácio do Buriti e gerida pela Secretaria de Economia (Seec-DF), por meio da Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), a academia atende diariamente cerca de 500 alunos, totalizando mais de 2.000 servidores que já participaram de suas atividades. Entre as modalidades oferecidas na Academia Buriti, estão defesa pessoal, boxe, jiu-jítsu e treinamento funcional | Fotos: Divulgação/Seec-DF O espaço, com 218 m², conta com recepção, sala de espera, duas salas equipadas com tatames (60 m² e 58 m²), vestiários secos (feminino e masculino) e uma área dedicada à avaliação física (bioimpedância). No subsolo, os frequentadores encontram banheiros com chuveiro, proporcionando mais conforto. Os usuários têm acesso a 12 modalidades de atividades físicas gratuitamente, incluindo defesa pessoal, arnis kali (arte marcial), boxe, jiu-jítsu, jiu-jítsu sem kimono, karatê, muay thai, tai chi chuan, yoga, alongamento e flexibilidade, move dance (forró), treinamento funcional e condicionamento físico, além do exame de bioimpedância. A Academia Buriti atende diariamente cerca de 500 alunos, totalizando mais de 2.000 servidores que já participaram de suas atividades | Foto: Divulgação/Seec-DF Devido à alta demanda, as aulas frequentemente ficam lotadas. Para atender a essa procura, houve a renovação dos equipamentos, incluindo a troca dos tatames e a aquisição de mais fitas elásticas, cones, cordas navais, halteres, steps, arcos e bolas para as atividades funcionais. A Academia Buriti agora conta também com bicicletas ergométricas disponíveis para os alunos, graças à parceria entre as secretarias de Economia e de Esporte e Lazer (SEL-DF). Os órgãos realizaram diversas reuniões e consultorias para a implementação da Academia Ativa e para desenvolver outros projetos voltados à qualidade de vida dos servidores do quadro de pessoal da SEL-DF. A subsecretária de Saúde Física para o Servidor Público, Denise Parreira, destacou a importância das novas aquisições de equipamentos para a Academia: “Esses novos materiais não apenas modernizam o espaço, mas também proporcionam melhores condições para que nossos servidores se exercitem de forma eficaz e segura”, disse. “Nosso objetivo é trazer a política de qualidade de vida laboral, amplamente reconhecida mundialmente, para os cerca de 170 mil servidores do GDF”, afirma o titular da Sequali, Epitácio Júnior. Servidores interessados em conhecer a Academia Buriti, participar de uma aula experimental ou obter mais informações podem entrar em contato pelos seguintes meios: → Telefone: (61) 3313-8136 → E-mail: subativ@economia.df.gov.br *Com informações da Seec-DF  

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Estrutural ganha núcleo esportivo para pessoas com deficiência intelectual

Promover a inclusão social, a saúde e transformar a vida das pessoas é o objetivo do núcleo esportivo voltado para pessoas com deficiência intelectual, lançado na quarta-feira (26), no Centro Olímpico e Paralímpico (COP) da Estrutural. O projeto Paraesporte, da organização de mesmo nome, é realizado com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL). No total, são 500 vagas abertas, e metade delas ainda não foi preenchida. O projeto Paraesporte, no COP da Estrutural, conta com 500 vagas, metade das quais ainda não foi preenchida, e oferece diversas modalidades esportivas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A Estrutural foi escolhida para receber o projeto por ser uma das regiões administrativas com maior vulnerabilidade do DF. Os participantes foram escolhidos com o apoio do Conselho Tutelar. Tanto as vagas que já foram preenchidas quanto as que estão em aberto são independentes das vagas do COP, disponibilizadas para a população em geral. O patrocínio é da Shell, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte e do Ministério do Esporte. Entre as modalidades estão natação, hidroginástica, futebol, futsal e bocha. O projeto tem 12 meses de duração e pode ser renovado por igual período. A professora aposentada Ana Luzia Assis Nascimento, de 59 anos, está muito satisfeita com a participação da filha Thaimée, 24. “Há muito tempo eu procurava um lugar assim para colocá-la no esporte. Estou gostando muito, e ela está interessada, dormindo melhor. Tem ajudado bastante, tanto na saúde mental quanto na física”, afirma. “O sonho da gente é vê-los crescendo e se desenvolvendo”. Já Felipe Khalill, 21, conta que trabalha em uma lanchonete e está muito animado com a prática de esportes. “Eu estava treinando muito para jogar e estou com o coração a mil”, disse. A aposentada Ana Luzia Assis diz que procurava um lugar assim para a filha Thaimée praticar esportes: “Estou gostando muito e ela está interessada, dormindo melhor. Tem ajudado bastante, tanto na saúde mental como na física” O secretário de Esportes do DF, Renato Junqueira, lembrou que o projeto tem apoio da vice-governadora Celina Leão. A partir daí, foi possível colocar em prática a iniciativa que une prática de esporte com foco na inclusão social, segundo o secretário, pela primeira vez no DF. “O esporte é a maior ferramenta de transformação social, e as pessoas com deficiência se sentem mais aceitas. Além disso, essa convivência com outras pessoas ajuda muito na formação de cada um deles”, ressalta Junqueira. Transformação Felipe Khalil, de 21 anos, é um dos participantes do projeto Paraesporte O fundador da organização Paraesporte, Raphael Thuin, conta que tudo começou há alguns anos quando ele, que é ex-atleta de natação e foi quatro vezes campeão mundial, ajudou a organizar os jogos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais no Rio de Janeiro (Apae-RJ) e não parou mais. “Ficamos muito felizes de poder incluir as crianças que, muitas vezes, não têm oportunidades, sem contar que ainda há muito preconceito. Hoje, o Paraesporte atende mais de mil pessoas no Brasil inteiro, e nós queremos que em Brasília nós cheguemos a 500”, adianta o ex-atleta. Participaram ainda da solenidade de lançamento do projeto a deputada federal Soraya Santos, o deputado federal Júlio César Ribeiro, o deputado distrital Martins Machado, o secretário nacional de Paradesporto do Ministério do Esporte, Fábio Araújo, e representantes do GDF e da Shell, além de delegações do Centro Olímpico e Paralímpico do Gama (COP-Gama), da Associação de Mães, Pais, Amigos e Reabilitadores de Excepcionais do DF (Ampare-DF), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal (Apae-DF) e Associação Pestalozzi.

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Reformada, academia pública do Parque da Cidade tem horário ampliado de funcionamento

O que já estava bom ficou ainda melhor. Depois de passar por reforma e ampliação de espaço, a academia pública gratuita no Parque da Cidade Sarah Kubitschek voltou a funcionar com novos equipamentos e capacidade para receber até 45 pessoas simultaneamente. A academia fica atrás do prédio da administração, no Estacionamento 11, e é fruto de uma parceria do Governo do Distrito Federal (GDF) com o Laboratório Exame e a empresa Mude. A academia pública gratuita fica atrás da administração do Parque da Cidade e funciona seis vezes por semana, com agendamento de aulas por meio de aplicativo | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Por meio de parceria da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF), na cessão do espaço, com o Laboratório Exame e a Mude, a academia também teve o horário de funcionamento ampliado. Inaugurada em 2022, funcionando três vezes por semana, a academia agora abre seis vezes por semana e em dois turnos, de manhã e no início da noite. Os usuários contam com o apoio de instrutores e as aulas podem ser agendadas pelo aplicativo da Mude. Recentemente ampliado, o espaço conta com 300 m² a céu aberto. Com a reforma e a instalação de piso emborrachado, é possível realizar atividades de musculação, yoga, HIIT, fitdance e funcional. Na área da musculação, há banco e máquina para supino, aparelho conjugado com barra de alongamento e paralela, banco extensor, aparelho para agachamento, banco para remada, pesos diversos, banco de panturrilha sentada, banco declinado para abdominal, suporte para halteres, barra móvel do tipo olímpica, entre outros equipamentos. Com piso emborrachado, a academia tem área de 300 m² a céu aberto | Foto: Alexandre Heller “O governo tem se preocupado em gerar oportunidades de acesso e democratização ao esporte. Ao firmar essa parceria, fortalecemos a ideia de que a atividade física deve ser acessível a todos, independentemente de sua condição financeira. Além disso, estamos investindo em um ambiente propício para a promoção da saúde e qualidade de vida da população, contribuindo para uma comunidade mais ativa e saudável”, reforçou o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. “O importante é a acessibilidade que o projeto traz, por ser gratuito. Qualquer um que passa pelo parque pode se inscrever e se programar para malhar ou praticar as aulas. O esporte gera saúde”, destacou o administrador do Parque da Cidade, Toddi Moreno. Como utilizar A população pode usufruir da sala completa de musculação e aulas coletivas de diversas modalidades gratuitamente. Para realizar as atividades, é necessário baixar o aplicativo Mude – Yoga e Fitness, concluir o cadastro e agendar o horário. O funcionamento dos espaços está condicionado à presença de um profissional de educação física, conforme exigência do Conselho Regional da categoria. “Estamos entusiasmados em anunciar essa parceria, que reforça o nosso compromisso em promover uma vida mais saudável e ativa para Brasília. Juntos, daremos um passo importante rumo a um futuro no qual a saúde preventiva e a atividade física caminham lado a lado, garantindo uma vida plena e com qualidade. Essa colaboração proporciona uma experiência completa, integrando a visão holística por meio do acesso ao acompanhamento de saúde detalhado associado à prática de exercícios”, destaca Gleidson Viana, diretor médico do Exame Medicina Diagnóstica.

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