Cursos dos centros de referência da mulher brasileira ampliam oportunidades de geração de renda
Quase mil mulheres do Distrito Federal encontraram nos cursos profissionalizantes oferecidos pelos centros de referência da mulher brasileira (CRMBs) uma oportunidade para conquistar autonomia financeira e construir novos caminhos. Promovidas pela Secretaria da Mulher (SMDF), em parceria com a Ação Social Renascer, as capacitações já certificaram 989 alunas desde março de 2026. Segundo a coordenação das unidades, cerca de 70% delas passaram a trabalhar ou gerar renda após a conclusão dos cursos, principalmente nas áreas de tranças, design de sobrancelhas e crochê. Nos centros de referência, cursos fazem parte da política de fortalecimento da autonomia feminina Mais do que ensinar uma profissão, os cursos fazem parte da política de fortalecimento da autonomia feminina desenvolvida pela Secretaria da Mulher. Nos centros de referência, as participantes encontram um espaço de acolhimento, orientação e atendimento especializado, reunindo serviços que contribuem para a reconstrução de trajetórias marcadas por situações de violência e vulnerabilidade. "O curso de tranças me deu uma profissão e autonomia. Hoje pago minhas contas com meu próprio esforço. Esse trabalho devolveu minha autoestima e o controle da minha história" Mirian Marislania Serrano Nunes, trancista "Os centros de referência da mulher brasileira são espaços de acolhimento, proteção e fortalecimento das mulheres. Além da qualificação profissional, elas encontram equipes preparadas para oferecer orientação, atendimento psicossocial e os encaminhamentos necessários para que possam reconstruir suas vidas com mais segurança, autonomia e dignidade", afirma a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar. Além dos cursos profissionalizantes, os centros de referência oferecem atendimento psicossocial, orientação jurídica, assistência social, enfermagem e brinquedoteca. Desde a inauguração das quatro unidades, cerca de 2,8 mil mulheres já foram atendidas pelos equipamentos da SMDF. Os CRMBs têm capacidade para prestar até 3.864 atendimentos por mês e disponibilizam cerca de 500 vagas mensais em cursos de qualificação profissional, fortalecendo o acesso das mulheres às políticas públicas de proteção, autonomia e inclusão produtiva. Um novo começo Curso de rranças e penteados afro marcou uma reviravolta na vida Mirian Nunes, após nove anos afastada do mercado de trabalho "Quando conquistam uma profissão, as mulheres ampliam as oportunidades de geração de renda, fortalecem sua autonomia e passam a construir novos projetos de vida" Fausta Maria de Matos, diretora-geral dos centros de referência da mulher brasileira Entre as mulheres que transformaram a capacitação em oportunidade de trabalho está Mirian Marislania Serrano Nunes, de 31 anos, moradora de Ceilândia Norte. Mãe de três filhos, ela permaneceu nove anos afastada do mercado de trabalho para se dedicar à maternidade. Após vivenciar uma situação de violência doméstica, foi encaminhada ao Centro de Referência da Mulher Brasileira do Sol Nascente, onde recebeu acolhimento e acompanhamento psicossocial. Foi durante esse processo que Mirian conheceu o curso de tranças e penteados afro. Mesmo insegura no início, decidiu se matricular. A formação marcou o começo de uma nova trajetória profissional. Hoje, trabalha em um salão de beleza e também realiza atendimentos em domicílio nos fins de semana. "O curso de tranças me deu uma profissão, e o trabalho me deu autonomia. Hoje pago minhas contas com meu próprio esforço. Esse trabalho devolveu minha autoestima e o controle da minha história", conta. [LEIA_TAMBEM]Para a diretora-geral do Centro de Referência da Mulher Brasileira, Fausta Maria de Matos, a autonomia financeira representa um passo importante para que as mulheres reconstruam suas vidas com mais segurança e independência. "Quando conquistam uma profissão, as mulheres ampliam as oportunidades de geração de renda, fortalecem sua autonomia e passam a construir novos projetos de vida", destaca. As mulheres interessadas podem procurar as unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira localizadas no Recanto das Emas, Sol Nascente, São Sebastião e Sobradinho II para obter informações sobre os cursos e os demais serviços oferecidos. As inscrições para o sexto ciclo de capacitações estão previstas para o fim de julho. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Da maquiagem à costura, Fábrica Social inicia formação de 800 alunos
A governadora Celina Leão abriu, nesta quinta-feira (18), a aula inaugural da primeira turma de 2026 da Fábrica Social, na Feira do Trabalhador, no Museu Nacional da República. Quase 800 alunos começam a formação gratuita nos cursos de corte e costura industrial e beleza, que serão ministrados nas unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente. Novidade desta edição, o curso de maquiagem foi incluído a partir de sugestão da governadora, dentro da estratégia de ampliar as opções de qualificação em áreas com demanda por serviços e possibilidade de renda imediata. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o programa prepara os participantes para vagas no mercado de trabalho e também para o empreendedorismo. A governadora Celina Leão (C) inaugura na abertura da primeira aula na Fábrica Social; formação profissional impulsiona a autonomia financeira das mulheres | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “A gente está pensando em ver como pode crescer a Fábrica Social, mas, principalmente, crescer a renda dessas mulheres. Esse tipo de curso cria exatamente isso: autonomia financeira” Governadora Celina Leão “São quase 800 mulheres. Nós temos duas fábricas sociais e, cada vez mais, estamos melhorando esse acolhimento. Já temos o curso de corte e costura e o curso de maquiagem, e vamos agregando valor cada vez mais”, afirmou a governadora. Impacto direto Celina destacou que a qualificação tem impacto direto na autonomia financeira das alunas, especialmente em áreas que permitem atuação profissional dentro de casa, em pequenos negócios ou em empresas do setor. “A gente está pensando em ver como pode crescer a Fábrica Social, mas, principalmente, crescer a renda dessas mulheres. Esse tipo de curso cria exatamente isso: autonomia financeira”, disse. Exemplo disso é a aluna Orlene Maria de Amorim. Aos 56 anos, começou o curso de corte e costura com a expectativa de transformar a formação em trabalho. Ela conta que já tinha feito outras capacitações na área, mas vê na Fábrica Social uma estrutura mais completa. Curso vai além da formação técnica: os alunos recebem orientação sobre caminhos possíveis após a profissionalização “A pergunta que a gente faz aos nossos alunos é o que eles querem ser ao final: patrão ou empregado. Se quiserem ser patrões, vão participar de palestras de empreendedorismo, aprender como montar uma empresa, como estabelecer preço e como estruturar o negócio" Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda “É um curso muito bom, porque é completo. Tem serigrafia, modelagem, bordado e corte em máquinas. A pessoa sai profissional. Hoje eu já consigo pegar um tecido, colocar em cima de uma mesa e fazer o modelo que eu quero. Posso fazer um vestido sob medida. Para mim, é um sonho realizado”, compartilhou. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, a proposta da Fábrica Social atende a demanda do mercado de trabalho: “Todos os cursos de qualificação profissional, quando são desenhados, estão dentro de uma expectativa de consumo do mercado por aquele tipo de mão de obra. Hoje, temos mais de 80 vagas em aberto somente nas empresas que participam do programa do uniforme escolar do GDF. Nós vamos preparar essa mão de obra, e o mercado vai consumir essa mão de obra”. Além da formação técnica, os alunos recebem orientação sobre caminhos possíveis após a conclusão do curso. Quem busca emprego pode ser direcionado a empresas com vagas abertas. Quem pretende abrir o próprio negócio pode receber orientação sobre empreendedorismo, formação de preço, estruturação da atividade e acesso a microcrédito. Os cursos de corte e costura industrial serão ministrados nas unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente “A pergunta que a gente faz aos nossos alunos é o que eles querem ser ao final: patrão ou empregado. Se quiserem ser patrões, vão participar de palestras de empreendedorismo, aprender como montar uma empresa, como estabelecer preço e como estruturar o negócio. Ao final, podem aderir a um microcrédito para fazer com que a ideia se torne viável e concreta”, afirmou Thales. O microcrédito citado pelo secretário é voltado para o financiamento de ferramentas, máquinas e equipamentos para pequenos empreendedores. Segundo Thales, os empréstimos começam em R$ 1 mil e podem ser pagos em até 36 parcelas, com carência de até seis meses, conforme o perfil do negócio. Ampliação [LEIA_TAMBEM]De acordo com a governadora, o GDF estuda formas de aproximar a formação de áreas com maior fluxo de comércio e de serviços. Uma das possibilidades citadas é a região do Feirão dos Goianos, em Taguatinga, onde alunas poderiam prestar serviços ou produzir peças vinculadas à demanda do comércio local. Segundo Celina, a proposta ainda precisa de planejamento técnico para garantir que a capacitação se converta em renda. “É um plano de negócios que precisa ser feito com muita capacidade, para que a gente possa promover não só a capacitação, mas a autonomia financeira dessas mulheres”, afirmou Celina. “A mulher se forma e pode, dentro da casa dela, criar a renda dela.” A aula inaugural ocorreu durante a Feira do Trabalhador, que reuniu serviços de qualificação profissional, cadastro de currículos e oferta de vagas de emprego. Segundo a Sedet-DF, os cursos da Fábrica Social integram a política de qualificação profissional do GDF voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
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Painel discute relação entre assistência social e educação
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) participou, nesta quarta-feira (4), da 2ª edição do Fórum Movimente, evento promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF) que incentiva o empreendedorismo feminino e reúne lideranças comprometidas com o fortalecimento da autonomia das mulheres. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, integrou o painel “Assistência social e educação como garantias de direitos”, ao lado da primeira-dama Mayara Noronha Rocha e da secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. O debate evidenciou o papel estratégico das políticas públicas na ampliação da autonomia financeira feminina e na consolidação de oportunidades concretas para a transformação social. Hélvia Paranaguá: "Firmamos essa parceria para ampliar a formação de mulheres que desejam atuar na área de vestuário. Elas terão acesso à capacitação, apoio para compra de máquinas, linha de crédito e acompanhamento do Sebrae" | Foto: André Amendoeira/SEEDF Durante o evento, realizado no Royal Tulip Brasília Alvorada, foi assinado um protocolo de intenções com o Sebrae, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) para ampliar ações de qualificação profissional e geração de renda. A iniciativa fortalece o Cartão Uniforme Escolar, previsto na Lei nº 7.745/2025, que garante a compra de uniformes para estudantes da rede pública de ensino. “Firmamos essa parceria para ampliar a formação de mulheres que desejam atuar na área de vestuário. Elas terão acesso à capacitação, apoio para compra de máquinas, linha de crédito e acompanhamento do Sebrae. É uma união de esforços para garantir oportunidade e autonomia”, afirmou Hélvia. Celina Leão: "É uma alegria saber que há costureiras faturando quase R$ 2 mil por semana. Isso significa mais emprego e renda no Distrito Federal" A vice-governadora Celina Leão também participou da assinatura e destacou a evolução do setor produtivo no atendimento à rede pública. “No início, havia receio de que o setor não conseguisse atender a rede pública. Hoje vemos o setor de vestuário preparado. É uma alegria saber que há costureiras faturando quase R$ 2 mil por semana. Isso significa mais emprego e renda no Distrito Federal”, ressaltou. Assistência social e educação Durante o painel, Mayara Noronha Rocha reforçou que o empreendedorismo precisa caminhar junto com políticas de proteção social, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, medidas como transporte gratuito para registrar ocorrência, buscar apoio jurídico ou participar de cursos de capacitação têm ampliado a dignidade e a independência feminina. "É importante ver tantas mulheres empreendedoras aqui, mas também precisamos apoiar aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade. Temos ações como passagem gratuita e cursos com bolsa para garantir autonomia financeira" Mayara Noronha Rocha, primeira-dama do DF “É importante ver tantas mulheres empreendedoras aqui, mas também precisamos apoiar aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade. Temos ações como passagem gratuita e cursos com bolsa para garantir autonomia financeira”, afirmou. Na mesma linha, Ana Paula Marra destacou que falar em empreendedorismo exige, antes, assegurar condições mínimas de sobrevivência. “É impossível falar de empreendedorismo para quem não tem o que comer em casa. O Estado precisa garantir o mínimo para que essa mulher tenha a oportunidade de sonhar”, disse. Educação e oportunidades O evento contou com a participação da primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, e da secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra Ao abordar a conexão entre educação e oportunidades, Hélvia Paranaguá defendeu maior presença feminina nos espaços de decisão e lembrou que políticas educacionais também são instrumentos de emancipação. “Precisamos abrir mais espaço para as mulheres nos lugares de poder. E é importante lembrar: creche é educação. É um direito da criança e da mãe, seja para trabalhar ou estudar”, apontou. A secretária apresentou ainda dados sobre o Cartão Creche no Distrito Federal, que disponibiliza atualmente 6.300 vagas, com cerca de 4 mil crianças já em processo de encaminhamento. [LEIA_TAMBEM]Alunas na ciência O evento também foi marcado pelo reconhecimento internacional de estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 111, no Recanto das Emas. A escola está entre as três finalistas de uma premiação global realizada nos Emirados Árabes Unidos com um projeto voltado para o reaproveitamento de água e o uso de energia solar. “Mais de 8 mil escolas no mundo participaram, e uma escola pública do Distrito Federal está entre as finalistas. Isso mostra que, quando a política pública chega e há gestores comprometidos, o resultado aparece”, afirmou a secretária Hélvia Paranaguá. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Semana do Empreendedorismo Feminino impulsiona geração de renda em Brasília
Promover o empoderamento e a geração de renda para mulheres empreendedoras. Esse é o objetivo da Semana do Empreendedorismo Feminino – EmpoderaDF, uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). O evento contará com palestras, feiras de negócios e ações de capacitação, criando oportunidades para que as participantes desenvolvam seus negócios e alcancem maior autonomia financeira. Na segunda etapa do EmpoderaDF, empreendedoras selecionadas terão acesso a stands gratuitos para expor e comercializar seus produtos no Pontão do Lago Sul | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A primeira fase do EmpoderaDF começa nesta sexta-feira (13), na sede da pasta (Quadra 511 da Asa Norte), onde serão realizadas palestras voltadas para micro e pequenos empreendedores, oferecendo ferramentas práticas para capacitar e fortalecer os participantes no universo do empreendedorismo. A segunda etapa ocorre de 19 a 22 de dezembro, no Pontão do Lago Sul, com uma edição especial de Natal em parceria com a tradicional Feira da Lua. Nesse período, empreendedoras selecionadas terão acesso a stands gratuitos para expor e comercializar seus produtos, gerando visibilidade e renda para os negócios participantes. Além de fomentar a inovação e fortalecer startups e pequenos negócios, a iniciativa promove o networking e soluções práticas para o contexto econômico do Distrito Federal. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, o evento representa um marco no empoderamento feminino. “O empreendedorismo é uma ferramenta poderosa de transformação social, que permite às mulheres conquistar autonomia financeira, romper ciclos de dependência e construir um futuro com mais dignidade e liberdade”, afirmou a gestora. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF)
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Programa Prepara Mulher incentiva autonomia financeira e empregabilidade feminina
O programa Prepara Mulher foi publicado, nesta segunda-feira (14), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), com o objetivo de oferecer orientações práticas para que as mulheres possam se destacar em entrevistas de emprego e processos seletivos, facilitando sua contratação e promovendo sua autonomia econômica. Coordenado pela Secretaria da Mulher (SMDF), o Prepara Mulher visa não apenas à capacitação técnica, mas também ao fortalecimento das mulheres, incentivando a busca por um emprego digno e compatível com suas habilidades. A iniciativa busca integrar a rede de promoção da mulher, com foco na geração de renda e autonomia econômica. O programa atenderá mulheres com mais de 18 anos, interessadas em se capacitar, que poderão procurar atendimento nos espaços Empreende Mais Mulher, localizados na Casa da Mulher Brasileira, na Agência do Trabalhador de Taguatinga ou na sede II da Secretaria da Mulher, na Asa Norte. Além disso, o programa atenderá aquelas que já foram qualificadas em cursos oferecidos pela SMDF ou encaminhadas por órgãos e instituições parceiras. A iniciativa busca integrar a rede de promoção da mulher, com foco na geração de renda e autonomia econômica | Foto: Divulgação/SMDF À frente da Secretaria da Mulher, Gisele Ferreira afirmou que o programa representa um marco na promoção da autonomia e do empoderamento das mulheres do Distrito Federal, especialmente daquelas que enfrentam situações de vulnerabilidade e violência. “Sabemos que a independência financeira é um caminho poderoso para a liberdade, e é isso que o Prepara Mulher se propõe a oferecer: uma oportunidade concreta de mudança. O programa e toda a rede de proteção e apoio do Distrito Federal estão aqui para apoiar, acolher e garantir que cada uma tenha a oportunidade de alcançar sua autonomia e viver livre da violência”, observou a secretária. As aulas ministradas serão principalmente orientadas para montagem e análise de currículos, preparação para entrevista com direcionamento de vestuário, postura corporal, etiqueta profissional e social e simulação de entrevistas, entre outros temas. A Subsecretaria de Promoção da Mulher atuará para que a trilha do conhecimento das alunas inscritas no programa seja conectada à Assessoria Especial da Empregabilidade da Mulher, que tem como objetivo relacioná-las às vagas de emprego oferecidas por acordos de cooperação técnica (ACTs), assinados pela Secretaria da Mulher. As aulas ministradas serão principalmente orientadas para montagem e análise de currículos, preparação para entrevista com direcionamento de vestuário, postura corporal, etiqueta profissional e social e simulação de entrevistas, entre outros temas ACTs A SMDF formaliza ACTs com o governo federal e órgãos do Judiciário e Legislativo com o objetivo de fortalecer a política de enfrentamento à violência, garantindo a inserção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar no mercado de trabalho. Atualmente, por meio das parcerias com a pasta, já estão no mercado de trabalho 100 mulheres terceirizadas nos órgãos. Todas são acompanhadas nos equipamentos da SMDF pelas equipes multidisciplinares – psicólogo, pedagogo e assistentes sociais. Conforme os ACTs, as contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra reservam, no mínimo, 8% das vagas para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A cota é aplicada a contratos com um quantitativo mínimo de 25 colaboradores. Esse percentual deverá ser mantido durante toda a execução contratual. O acordo também determina que as vagas incluam mulheres trans, travestis, quilombolas, indígenas, refugiadas e outras possibilidades do gênero feminino. *Com informações da Secretaria da Mulher (SMDF)
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Congresso Realize Mulher tem 400 vagas gratuitas para capacitação em empreendedorismo
A Secretaria da Mulher (SMDF) promove, nos dias 9 e 10 de outubro, o III Congresso Realize Mulher, no Museu Nacional da República, das 8h30 às 17h30. Voltado para mulheres que buscam autonomia financeira, e que muitas vezes não sabem por onde começar e desejam desenvolver competências socioemocionais para o empreendedorismo, o evento disponibiliza 400 vagas gratuitas. As interessadas podem se inscrever por meio do formulário até o dia do evento. “O GDF está empenhado em fornecer suporte por meio de programas de capacitação, formação profissional e acesso a crédito. Queremos garantir que cada mulher tenha as ferramentas necessárias para prosperar e alcançar sua independência” Giselle Ferreira, secretária da Mulher Com o tema “Plantando e Concretizando Sonhos”, a programação do congresso está diversificada entre palestras, workshops e dinâmicas voltadas para o empreendedorismo e o empoderamento femininos. O encontro tem o objetivo de disponibilizar um espaço de aprendizagem a fim de promover competências para a empregabilidade e o empreendedorismo, proporcionando ainda a construção de uma rede de apoio entre as mulheres participantes e uma oportunidade de divulgação dos projetos voltados para a promoção da mulher e dos serviços oferecidos pela SMDF. O encontro tem o objetivo de disponibilizar um espaço de aprendizagem a fim de promover competências para a empregabilidade e o empreendedorismo | Fotos: Arquivo/SMDF A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca a importância de apoiar as mulheres no empreendedorismo e na busca por novas oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. “Incentivar as mulheres a empreender e explorar novos caminhos é uma prioridade na nossa gestão. O Congresso Realize, por exemplo, está alinhado com diversos programas e projetos que a Secretaria da Mulher vem implementando nos últimos anos, focados em capacitar, empoderar e fortalecer o protagonismo feminino em várias esferas. O GDF está empenhado em fornecer suporte por meio de programas de capacitação, formação profissional e acesso a crédito. Queremos garantir que cada mulher tenha as ferramentas necessárias para prosperar e alcançar sua independência” , destaca. Direcionado ao público feminino do Distrito Federal, em especial às mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, o Realize é aplicado em todas as ações da SMDF, voltadas para a promoção da autonomia econômica feminina O programa Realize é composto majoritariamente por mulheres que já fizeram cursos de capacitação ofertados pela SMDF, com apoio do instituto BRB. Durante os primeiros dias, o principal objetivo do Congresso é despertar a protagonista que existe dentro de cada mulher, por meio da participação do Serviço de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No local foi montada uma brinquedoteca para possibilitar que as mães deixem seus filhos entretidos, para poderem usufruir dessa oportunidade inteiramente voltada para o seu crescimento pessoal e profissional. Em alusão à Campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama e de colo de útero, o Congresso Realize separou um momento especial, para que algumas participantes, que já tiveram câncer ou que ainda estão com a doença, atendidas pelo Instituto Sara Mulher, deixem uma mensagem no coração de cada mulher presente. E, também terá como foco o Empreendedorismo Social, pela participação do Projeto Elas. Programa Realize Direcionado ao público feminino do Distrito Federal, em especial às mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, o Realize é aplicado em todas as ações da SMDF, voltadas para a promoção da autonomia econômica feminina. A equipe do programa acompanha as alunas por, pelo menos, seis meses após o fim do curso, oferecendo atendimentos psicossociais individuais para garantir o cuidado emocional dessas mulheres, que também estarão capacitadas a se engajarem em projetos de empreendedorismo e de terem atitudes empreendedoras; além de estarem aptas a gerir o próprio negócio e de ampliarem a sua visão de mercado. Todas as mulheres do DF, maiores de 18 anos, podem participar do programa. As capacitações acontecem nos espaços Empreende Mais Mulher, localizados em Taguatinga e na Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia. Serviço III Congresso Realize Mulher – Data: 9 e 10 de outubro – Horário: das 8h30 às 17h30 – Local: Museu Nacional da República *Com informações da SMDF
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Mulheres aprendem sobre empreendedorismo em oficina na Estrutural
O Governo do Distrito Federal (GDF) e o Grupo Mulheres do Brasil ofereceram, nesta quinta-feira (6), uma oficina de pastéis com sabor de empreendedorismo, empoderamento feminino e autonomia financeira. O evento foi realizado na creche Semeando Esperança, que fica na expansão da Estrutural, e capacitou mais de 30 mulheres em situação de vulnerabilidade, enquanto os filhos brincavam com animadores. Mais de 30 mulheres, em sua maioria vítimas de violência doméstica, foram capacitadas em oficina de pastel promovida na Estrutural, no âmbito do programa Direito Delas, nesta quinta-feira (6) | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O evento foi organizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), no âmbito do programa Direito Delas. Foram capacitadas mulheres em sua maioria vítimas de violência doméstica. A secretaria mobilizou as participantes e forneceu a estrutura para as palestras, como também informou sobre os direitos das mulheres. “Esta iniciativa contribui para a autonomia financeira das mulheres atendidas, o que fortalece o crescimento profissional e a igualdade de oportunidades. O empreendedorismo feminino movimenta a economia e traz contribuições sociais relevantes, como a diversidade no mercado de trabalho”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. Não identificada por ter sido vítima de violência doméstica desde criança, FSE, de 56 anos, morou na rua e hoje conta com o apoio do GDF. “Estou aqui porque a necessidade obriga. Quando a gente está precisando, a gente corre atrás. Meu objetivo é me capacitar, me profissionalizar e buscar atendimento psicológico, que é muito importante para nós, vítimas de violência. O programa Direito Delas foi uma coisa muito importante que aconteceu na minha vida. Nos dá muito apoio”, contou. Participantes da oficina aprenderam sobre noções de marketing, vendas e precificação de pastéis As mulheres atendidas pelo programa Direito Delas participaram de uma conversa sobre os temas. A secretaria também levou uma psicóloga, uma servidora do departamento jurídico e uma assistente social para fazer atendimentos durante o evento. Essa foi a primeira ação com o Grupo Mulheres do Brasil. “O grupo tem como objetivo o fortalecimento das famílias por meio do empoderamento das mulheres por meio dos elos de amor e fraternidade. Temos vários comitês dentro de cada núcleo. O grupo é formado por empresárias, funcionárias públicas e demais interessadas em fazer a diferença. Ele começou em São Paulo e hoje está em todos estados do país e no exterior, como na França e nos Estados Unidos”, explicou Taciana Freitas, 41, líder do Comitê Social do Grupo Mulheres do Brasil. A empresária de buffet Renata La Porta orientou as participantes da oficina sobre empreendedorismo A Secretaria de Justiça e Cidadania e o Grupo Mulheres do Brasil escolheram duas instituições para receber o evento, a Pingo de Ouro, no Sol Nascente, e a Semeando Esperança, na Estrutural. “Estamos muito felizes de receber o GDF aqui. Todas essas mulheres que estão aqui são vizinhas da creche que fica em Santa Luzia, na extensão da Estrutural, e é um trabalho muito bonito que estão fazendo aqui hoje. A maioria delas é de catadoras de materiais recicláveis e trazer o GDF para cá aproxima essas pessoas. Esse projeto traz autoestima para essas mulheres. É um novo caminho”, defendeu Raquel Cristina Pereira Castro, 51, gestora da creche Semeando Esperança. O curso foi ministrado pela empresária de buffet Renata La Porta. “Faço parte do grupo Mulheres do Brasil desde o início porque é um grupo de mão na massa e de execução, que não fica apenas idealizado ações. Na verdade, eu dou um curso de empreendedorismo feminino. Dou noções de marketing, vendas, precificação. Trago a necessidade de estar sempre aprendendo e se especializando”, disse. KPA é mãe de duas crianças e explicou que não é apenas a violência física e sexual que vitima as mulheres. “Sofri violência psicológica por nove anos. Meu ex-marido falava que eu não valia nada, que ninguém iria me querer, que nem minha mãe gostava de mim e que eu só tinha a ele. Isso é violência doméstica psicológica e deixa a gente muito doente. Até o dia que ele me falou que eu não teria direito a nada porque ele pagava o lote. Fui buscar o Direito Delas e me ajudou muito. Hoje tenho acompanhamento médico e psicológico”, contou. Para a subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Secretaria de Justiça e Cidadania, Uiara Couto, as mulheres precisam estar fortalecidas. “Essas mulheres em situação de extrema vulnerabilidade social precisam ser acolhidas. Por isso que realizamos essa conversa e a capacitação. E principalmente trazendo informações, porque informação rompe qualquer ciclo de violência e insegurança”, finalizou.
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Autonomia financeira e empoderamento das mulheres rurais são prioridades para a Emater-DF
O trabalho da Emater-DF para a mulher rural vai além do atendimento voltado à produção rural. Colocar a mulher num local de autonomia financeira e empoderamento tem norteado as atividades de assistência técnica e extensão rural (Ater) e as parcerias com instituições públicas, como a Secretaria da Mulher (SMDF) e o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDF). O Dia Internacional da Mulher reafirma a importância de empoderar as produtoras rurais que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), são as grandes responsáveis pela preservação da biodiversidade, pela garantia da soberania e da segurança alimentar e pela produção de alimentos saudáveis | Fotos: Divulgação/Emater-DF Do lado da produção agrícola, os dados de cadastro da Emater-DF apontam para o número de 7.341 produtoras rurais em todo o DF. Dessas, em 2023, 5.554 mulheres foram atendidas por meio de Ater, que correspondem a 38,2% de todo o público atendido. Além disso, existem 16.497 propriedades cadastradas, sendo que desse total 5.379 propriedades têm mulheres como proprietárias ou coproprietárias. Dessa forma, a semana do Dia Internacional da Mulher é o momento de reafirmar a importância de empoderar as produtoras rurais que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), são as grandes responsáveis pela preservação da biodiversidade, pela garantia da soberania e da segurança alimentar e pela produção de alimentos saudáveis. A diretora-executiva Loiselene Trindade reforça que a Emater-DF tem feito diversas parcerias com a Secretaria da Mulher do DF e com o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) para levar conhecimento e oportunidade, visando combater definitivamente a violência no campo contra as mulheres e meninas rurais A diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, ressalta o compromisso da empresa junto às produtoras rurais, entre todos os trabalhos realizados, pela busca da igualdade de gênero, em atendimento aos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Esse trabalho passa por inserir a mulher jovem, adulta e idosa em atividades de capacitação para melhoria tanto na produção agrícola como nas produções não agrícolas, para que possam contribuir com a geração e aumento da renda familiar. “Muito tem sido feito para levar autonomia e desenvolvimento às mulheres rurais, como priorizá-las nas políticas públicas de compras governamentais e na concessão dos documentos de posse das terras. Isso reflete diretamente no empoderamento dessas mulheres, que precisam ser qualificadas e capacitadas para que se desenvolvam e se reconheçam diante desse empoderamento. No entanto, ainda existem desafios que precisam ser vencidos. A Emater-DF tem feito diversos trabalhos, como empreendedorismo, sessões de conversa e integração para que as mulheres se reconheçam nesse papel e essa é uma preocupação constante que precisamos ter. Outra questão não menos importante é violência contra a mulher, física, moral, psicológica e patrimonial, que é urgente combater”, declarou Loiselene Trindade. A dirigente informou também que a Emater-DF tem feito diversas parcerias com a SMDF e com o TJDFT para levar conhecimento e oportunidade para essas mulheres, visando combater definitivamente a violência no campo contra as mulheres e meninas rurais. “Diferente das mulheres urbanas, as mulheres do campo têm dificuldades de fazerem as notificações de violência e por essa razão precisam ser ouvidas”, finalizou. A produtora rural Mariazinha Porto dos Santos, moradora há 10 anos do Assentamento 15 de Agosto, em São Sebastião, decidiu deixar o trabalho de diarista para se transformar em produtora rural e viver da terra Sessões de conversa Em 2022, a Emater-DF iniciou o Programa Terapia Comunitária Integrativa (TCI), com o objetivo de levar acolhimento, apoio e escuta às mulheres rurais de São Sebastião, PAD-DF, Rio Preto, Vargem Bonita e Taquara, com idade entre 19 e 59 anos, em sua maioria. A TCI é um espaço terapêutico de fala e escuta com participação horizontal das mulheres que está promovendo uma transformação quanto à autoestima, ao empoderamento individual e do grupo, a ajudas mútuas, fortalecendo laços, promovendo confiança, cooperação e melhorando a organização na produção e comercialização dos produtos agrícolas. Em 2023, foram realizadas 23 sessões de TCI com a participação de 80 mulheres. As conversas são uma prática coletiva que visa a saúde mental, a integração, a coletividade e momentos de partilha das dores e superações. A produtora rural Roselita Urani Camargo produz biscoitos caseiros e é novata nos encontros de TCI. A morte da mãe a deixou sem chão, pois era a pessoa que experimentava e aprovava as fornadas e novas receitas de biscoitos. “Estava sem perspectiva, perdida, e foi a Emater-DF que me deu coragem e confiança no meu trabalho. Participei de apenas uma sessão e saí gratificada por tanta coisa que tenho aprendido”, falou Rosinha, como é conhecida. A condução dos trabalhos é coordenada pela extensionista da Emater-DF, Maria Bezerra, juntamente com terapeutas voluntárias. “As mulheres rurais estão longe do centro urbano e às vezes estão numa condição de invisibilidade, convivendo com dores e sofrimentos que levam à improdutividade, descrença e perda da autoestima. Portanto, é nossa missão buscar meios de resgate e empoderamento da mulher rural. O lema da TCI é “quando a boca fala, os órgãos saram”, assim, durante as sessões de conversa utilizam recursos da cultura local, como a empatia, a escuta amorosa, e as estratégias de superação para ajudarem as mulheres e comunidade superarem os desafios individuais e coletivos”, finalizou. Muitas mulheres em todo o DF são atendidas pela Emater-DF e vivem o desafio de dividirem o trabalho rural, que compreende todas as etapas da cadeia produtiva, como plantar, adubar, irrigar, colher e comercializar, com as atividades domésticas e cuidados com os filhos e família Participação feminina nas cadeias produtivas De olho no desenvolvimento econômico e autonomia das produtoras rurais, os extensionistas da Emater-DF desenvolvem atividades diárias nas diversas cadeias agrícolas e não agrícolas. As primeiras com maior participação feminina são: bovinocultura, floricultura, avicultura, olericultura, agricultura orgânica e agroecologia, totalizando 1.138, 769, 1.388, 2.226, 709 e 720, respectivamente. Já nas atividades não agrícolas, que compreendem agroindústria, artesanato e turismo, a Emater-DF atendeu 3.054 pessoas, sendo 1.300 mulheres, totalizando 43,7% do público geral atendido. A produtora rural Mariazinha Porto dos Santos (38), moradora do Assentamento 15 de Agosto, em São Sebastião, divide os cuidados com a produção de hortaliças, cuidando da casa e dos três filhos, de 11, 6 anos e apenas 11 meses. A família é assentada há 10 anos, quando Mariazinha decidiu deixar o trabalho de diarista para se transformar em produtora rural e viver da terra. Apesar de o marido lhe ajudar com a produção orgânica de alface, cenoura, salsinha, cebolinha, brócolis, couve e batata-doce que vendem para o PAA há cinco anos, não é fácil dar conta de todos os afazeres. “A dificuldade é grande, mas a força que a mulher tem para enfrentar é maior. Eu cuido da terra, planto, colho e vendo, limpo a casa, cuido dos meninos, mando para a escola e faço a comida. Meu marido trabalhava fora e era mais difícil, agora cuidamos juntos da plantação, o que facilita muito. Dois cuidando é mais fácil. Mas a mão da mulher faz a diferença, apesar de que tem coisas que é mais complicado quando se trata de mulher, como comprar insumos, comercializar. Quando eu penso que em 40 dias posso ver a produção do meu trabalho e colocar comida saudável na mesa é prazeroso, apesar de tudo. E, como mãe, transfiro todo dia esse conhecimento pros meus filhos”, disse Mariazinha. Assim como ela, há muitas mulheres na região e em todo o DF que são atendidas pela Emater-DF e vivem o desafio de dividirem o trabalho rural, que compreende todas as etapas da cadeia produtiva, como plantar, adubar, irrigar, colher e comercializar, com as atividades domésticas e cuidados com os filhos e família. Há ainda aquelas produtoras rurais que são as únicas mantenedoras da casa e precisam realizar todas essas atividades sozinhas. A gerente do escritório local da Emater-DF em São Sebastião, Maíra Andrade, que é mãe de um casal de filhos e também divide seu dia com trabalho, casa e família, observa que o governo tem muitas políticas de incentivo às produtoras rurais, como preferência na abertura do calendário dos programas de compras governamentais. “Nosso trabalho de assistência técnica junto a essas mulheres é muito mais que assistência técnica e extensão rural e levar a autonomia financeira e empoderamento. Passa também por dar apoio, pois muitas vezes temos de saber ouvir suas queixas e desabafos, levar políticas públicas e, assim, tentar minimizar as dificuldades de fazerem quase tudo sozinhas. Por isso, implementamos uma vez por semana ou a cada 15 dias os mutirões de plantio, adubação e tratos culturais. São mulheres ajudando outras mulheres, um trabalho de empatia e sororidade”, declarou Maíra Andrade. *Com informações da Emater-DF
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