GDF destina R$ 50 milhões para cirurgias ortopédicas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Governo do Distrito Federal (GDF) vai destinar R$ 50 milhões para cirurgias ortopédicas eletivas. O recurso será incluído no orçamento e deve viabilizar mais de três mil procedimentos para pacientes que aguardam na fila. A medida foi anunciada pela governadora Celina Leão nesta terça-feira (6/10), durante reunião com representantes de hospitais privados credenciados à rede pública, no Palácio do Buriti. Na ocasião, a chefe do Executivo também comunicou o repasse de R$ 46 milhões aos hospitais privados credenciados à rede pública do DF. Segundo a governadora, a ampliação da oferta de cirurgias eletivas por meio da complementaridade entre as redes pública e privada é uma estratégia para reduzir o tempo de espera dos pacientes, especialmente em procedimentos que podem comprometer a mobilidade e a rotina das pessoas enquanto aguardam atendimento. Celina Leão: "Somos a unidade da Federação que mais opera no Brasil proporcionalmente. Isso é fruto de um trabalho grande nosso, das cirurgias que nós estamos fazendo no privado, da complementaridade daquilo que estava na fila há muitos anos, que nossa rede pública não tem condição de suportar" | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília "É um trabalho árduo que a gente tem feito para melhorar esse tempo de espera. A gente não pode falar em zerar a fila. Eu zero hoje e amanhã tem consulta, então outra pessoa volta para a fila. Mas o tempo de espera tem que ser razoável, não pode ser mais do que um mês, dependendo da complexidade. É o tempo de espera que você teria no privado se você tivesse um plano de saúde”, explicou Celina Leão. A chefe do Executivo pontuou a importância da parceria com a rede privada e a participação dos estabelecimentos nos editais. “Segundo o dado que saiu agora do Ministério da Saúde, nós somos a unidade da Federação que mais opera no Brasil proporcionalmente. Isso é fruto de um trabalho grande nosso, das cirurgias que nós estamos fazendo no privado, da complementaridade daquilo que estava na fila há muitos anos que nossa rede pública não tem condição de suportar”, salientou. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, explicou que a ampliação da rede complementar é necessária para acompanhar a demanda gerada pela melhora do atendimento ambulatorial. “Quando a oferta da rede pública não suporta o que está entrando na fila, acionamos a rede privada para nos ajudar. É importante que os editais permaneçam abertos para que possamos ampliar a oferta conforme a necessidade”, pontuou. 90 dias Tempo de espera por uma cirurgia na vesícula na rede pública de saúde Segundo Juracy, a ampliação da oferta já reduziu a espera em diferentes especialidades. “Saímos de um tempo de espera para cirurgias de varizes que era de mil dias para seis dias. Na cirurgia de vesícula, tínhamos um tempo de espera de cerca de 350 dias. Chegamos a 70 dias e hoje estamos em torno de 90. A partir do momento em que disponibilizamos mais vagas, conseguimos colocar esses pacientes na rede de cuidado e resolver o problema”, continuou o secretário. Pagamento a hospitais Durante a reunião, Celina Leão também autorizou o pagamento de R$ 46 milhões aos hospitais privados credenciados na rede pública do DF. O recurso integra o processo de reorganização dos pagamentos do Fundo de Saúde do Distrito Federal. Os repasses vão iniciar nesta semana e seguem conforme a programação ao longo do mês. O secretário de Economia, Valdivino Oliveira, afirmou que o governo trabalha na organização do orçamento e na regularização das chamadas Despesas de Exercícios Anteriores (DEAs), referentes a serviços prestados em períodos anteriores. “A governadora pediu nesta semana que reservássemos R$ 50 milhões para as cirurgias ortopédicas e que pagássemos os hospitais. Estamos trabalhando para encontrar as soluções e avançar com esses pagamentos”, comentou. O diretor-executivo do Fundo de Saúde do Distrito Federal, Cleyton Menezes, informou que ocorreu a reestruturação do fluxo de pagamentos, buscando reduzir o tempo entre o processamento da produção dos hospitais e o pagamento. “A gente identificou que o processo, até chegar ao Fundo de Saúde pronto para pagar, tem um lapso de dois ou três meses por problemas na preparação. Na terceira etapa dessa reestruturação, vamos rever esse fluxo e eliminar etapas desnecessárias para que a produção dos hospitais possa ser processada em até 30 dias.” Orientação é estabelecer um cronograma de pagamentos que permita dar previsibilidade aos hospitais, respeitando as regras de controle e a ordem cronológica A orientação, segundo a governadora, é estabelecer um cronograma de pagamentos que permita dar previsibilidade aos hospitais, respeitando as regras de controle e a ordem cronológica. Regulação integrada Outro anúncio feito durante a reunião foi a integração dos sistemas de regulação de saúde do Distrito Federal e de Goiás. O projeto está em processo de licitação e prevê a comunicação entre os dois sistemas. Com a interoperabilidade, pacientes regulados simultaneamente pelas duas redes poderão ser identificados nos sistemas. “Nós estamos em processo licitatório para um sistema de regulação em que eu vou conseguir linkar a regulação daqui com a de Goiás. Não é um projeto fácil, mas é importante porque os sistemas vão se conectar. Não é o mesmo sistema: nós vamos ter a nossa própria regulação, e Goiás a dele. Mas o sistema vai se comunicar e, se o paciente regulado para os dois estados for atendido lá, ele será tirado da minha fila”, explicou Celina. Juracy Lacerda: "A partir do momento em que disponibilizamos mais vagas, conseguimos colocar esses pacientes na rede de cuidado e resolver o problema" A integração também deverá contribuir para o acompanhamento da chamada jornada do paciente, com informações sobre etapas como tempo de espera, internação e realização de exames e procedimentos.
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Hospital de Base reduz em 55% cancelamentos de cirurgias ortopédicas e acelera atendimentos
Luiz Moreira deu entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), para colocar uma prótese no joelho e, em poucos dias, já estava em recuperação. A esposa dele, Maria Lucineide, conta que recebeu a ligação confirmando a cirurgia de forma rápida e organizada. “Foi tudo bem ágil. Entendemos que as informações sobre o caso dele estavam bem cuidadas e só temos a agradecer. Ele chegou, rapidamente fez a cirurgia e logo mais estará em casa”, afirma. A confirmação do procedimento de Luiz, feita diretamente com o paciente ou seus familiares, reflete uma mudança na forma de organizar as agendas cirúrgicas e acompanhar cada etapa antes da internação no Hospital de Base. Em 2025, por exemplo, houve uma redução histórica de 55% no índice de cancelamento na ortopedia e trauma, garantindo mais rapidez e segurança para pacientes que aguardam cirurgia. Luiz Moreira recebeu a ligação confirmando a cirurgia no joelho e foi prontamente atendido ao chegar ao Hospital de Base | Fotos por Divulgação/IgesDF A melhora veio a partir de uma maior integração entre médicos, equipe de enfermagem, área administrativa e outros profissionais da assistência, além da implementação da ferramenta Airtable para estruturar o planejamento das cirurgias. A plataforma permite acompanhar, em tempo real, o diagnóstico, a prioridade do caso, o tipo de procedimento e possíveis pendências, dando mais controle sobre cada etapa do preparo cirúrgico. Segundo o chefe do serviço da Ortopedia do Hospital de Base, Rodrigo do Carmo, o novo modelo trouxe mais segurança no planejamento das salas. “Com as informações organizadas em tempo real, conseguimos planejar melhor as salas, alinhar as equipes e reduzir imprevistos que antes levavam ao cancelamento das cirurgias”, explica. Rodrigo do Carmo explica que o novo sistema é mais organizado, o que aumenta o fluxo e diminui o número de cancelamentos de cirurgias A divisão por tipo de problema também possibilita agrupar cirurgias semelhantes, o que otimiza o uso de materiais e o tempo dentro do centro cirúrgico. “Isso gera mais eficiência, menos desperdício e mais segurança para o paciente”, completa. Organização que melhora o atendimento Antes, o controle era feito em planilhas menos integradas, o que dificultava a atualização simultânea dos dados e a visão completa da situação de cada paciente. Agora, exames, avaliação de risco para cirurgia, pendências e tempo de espera ficam centralizados e acessíveis às equipes. A assistente administrativo Mariana de Melo, que sugeriu a adoção da ferramenta, explica que o sistema ajuda a identificar rapidamente quem já pode ser incluído na agenda e quem ainda precisa concluir exames ou ajustes clínicos. “Conseguimos agrupar os pacientes por situação, ver o que falta e orientar os médicos com mais clareza. Isso facilita muito a organização”, relata. Ela destaca, ainda, que o histórico dos pacientes permanece registrado, o que é importante em um hospital em que muitas pessoas retornam para novos procedimentos. “Nada se perde. Temos o registro de todas as internações e conseguimos acompanhar a trajetória do paciente dentro do hospital”, acrescenta. Resultado direto para a população Gilson Batista reforça a importância da integração entre setores do hospital propiciada pelo sistema mais moderno Para o residente em ortopedia Gilson Batista, a mudança trouxe mais agilidade ao dia a dia das equipes. “Hoje todos conseguem acessar as informações ao mesmo tempo. Se eu atualizo um dado, todos já visualizam. Isso melhora o controle dos pacientes, da gestão de leitos e da programação das cirurgias”, destaca. [LEIA_TAMBEM]A integração também permite que a equipe de enfermagem e a gestão de leitos acompanhem as prioridades em tempo real, definindo com mais rapidez quem precisa ser internado e evitando atrasos no procedimento. Para o chefe do serviço, o resultado mostra como organização e planejamento fortalecem o cuidado. “Quando a informação circula de forma clara, o cuidado acontece com mais eficiência”, conclui. No caso de Luiz Moreira, a agilidade significou iniciar a recuperação sem longas esperas. “Para mim é uma sensação boa. A previsão era a de que eu ficasse aqui aguardando por um tempo para fazer o procedimento. Agora estou feliz que vou voltar pra casa com mais qualidade de vida que antes”, celebra. *Com informações do IgesDF
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GDF fecha contrato de R$ 1 milhão em materiais para cirurgias ortopédicas
Com o intuito de abastecer os serviços de cirurgias ortopédicas, a Secretária de Saúde (SES-DF) firmou contrato para compra de parafusos do tipo Herbert. O material é utilizado, especialmente, para realização de procedimentos cirúrgicos em articulações ou ossos menores. O valor inicialmente empenhado para abastecimento do material é de R$ 1.198.125,18. A Secretaria de Saúde firmou contrato para compra de parafusos tipo Herbert, utilizados para realização de procedimentos cirúrgicos em articulações ou ossos menores | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Os parafusos são utilizados principalmente em áreas articulares, devido ao tamanho. “Este parafuso tem como característica um posicionamento chamado de sepultamento, porque não fica exposto no osso, fica totalmente interno, por isso é tão utilizado nas fraturas articulares”, explica o médico Referência Técnica Distrital em Ortopedia, Roberto Mendonça. Foi realizada aquisição de parafusos de 2 milímetros, 2,3 mm, 2,4 mm e 2,7 mm. Segundo o especialista, os parafusos são utilizados em larga escala e contribuem para a melhor recuperação. Rede de atendimento Para atendimentos de urgência e emergência ortopédicas, hospitais da rede da SES-DF funcionam em regime de pronto-socorro. Entre as unidades de referência, estão o Hospital Regional Leste (HRL), o Hospital Regional de Sobradinho (HRS), o Hospital Regional do Gama (HRG), o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o Hospital Regional da Ceilândia e o Hospital Regional de Planaltina (HRPl). *Com informações da SES-DF
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Novos insumos vão reforçar cirurgias ortopédicas no DF
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES), investiu R$ 767.731,56 no fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais para a realização de cirurgias ortopédicas. Os itens serão utilizados em pacientes que necessitam de intervenções na coluna cervical, quadril e joelho. “A compra dos materiais é imprescindível para manter o atendimento à população”, afirma o superintendente da Região Leste de Saúde, Sidney Sotero, responsável pelo suporte ao Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, unidade especializada nos serviços de ortopedia. O extrato contratual foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) do dia 20 deste mês. [Olho texto=”“A gestão eficaz de equipamentos e insumos é crucial para atender aquilo que a população precisa em cirurgias ortopédicas, especialmente considerando a crescente demanda no setor”” assinatura=”Bianca Lima, coordenadora de Atenção Especializada à Saúde da SES” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O HRL atende usuários encaminhados de todo o DF e, em 2023, já havia recebido novos aparelhos de anestesia e kits laringoscópios, necessários para intubação. A demanda de equipamentos é alta: são cerca de 300 cirurgias de coluna ao ano, procedimentos complexos que chegam a durar 12 horas, com uso intensivo de insumos e equipamentos específicos. Ao todo, o hospital passa das três mil operações anuais em diversas áreas. De acordo com a coordenadora de Atenção Especializada à Saúde da SES, Bianca Lima, a ortopedia exige aquisições regulares que atendam às demandas de itens necessários para manter o fluxo de pacientes. “A gestão eficaz de equipamentos e insumos é crucial para atender aquilo de que a população precisa em cirurgias ortopédicas, especialmente considerando a crescente demanda no setor”, destaca. Os itens adquiridos serão utilizados em pacientes que necessitam de intervenções na coluna cervical, quadril e joelho | Foto: Illa Balzi/Agência Saúde-DF [Olho texto=”Apenas neste ano, até o fim de agosto, a rede pública do DF realizou 6.799 cirurgias do sistema osteomuscular, cerca de 849,87 mensais. Em 2022, a média era de 798,58 ao mês” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] No DF, o Hospital de Base (HBDF) e os hospitais regionais de Ceilândia (HRC), Taguatinga (HRT), Gama (HRG), Planaltina (HRP), Santa Maria (HRSM) e Sobradinho (HRS) também fazem cirurgias ortopédicas. Em 2022, foram 9.583 procedimentos do sistema osteomuscular, uma média de 798,58 ao mês. A produção aumentou em 2023: até o fim de agosto, foram 6.799 operações, cerca de 849,87 mensais. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal
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HRT organiza força-tarefa de cirurgias ortopédicas
Para agilizar procedimentos – liberando mais rapidamente leitos de internação –, servidores do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) estão focados em uma força-tarefa na área ortopédica. Em 18 horas ininterruptas de trabalho, de terça-feira (19) à madrugada desta quarta (20), a equipe realizou oito cirurgias. A iniciativa – que começou no Dia do Ortopedista (19 de setembro) – atendeu pacientes com fraturas e lesões em cotovelos, pés, mãos e antebraços. “É a melhor forma de comemorar”, afirma o diretor do HRT, Felipe Motinha, que é médico ortopedista e integra a força-tarefa ao lado de outros 20 servidores. Força-tarefa no HRT atendeu pacientes com fraturas e lesões em cotovelos, pés, mãos e antebraços | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Entre os pacientes beneficiados, a manicure Dalvina Moreira, 49 anos, foi internada após fraturar o cotovelo por conta de uma queda. “No dia em que eu entrei nesse hospital, pedi a Deus que fosse atendida logo. Deus é bom e vocês também. Agradeço muito”, afirma. Em breve, ela poderá voltar a exercer a profissão dela e a fazer o que mais deseja: cuidar do seu cachorro, o Pipoca. A expectativa é que a alta seja concedida ainda nesta quarta (20). A celeridade na liberação do paciente é um ponto considerado estratégico para a gestão. “A alta hospitalar do paciente de ortopedia pode acontecer no mesmo dia. O giro de leitos é muito rápido”, explica o médico ortopedista e superintendente da Região Oeste de Saúde, José Williams de Oliveira. Isso significa liberar leitos de internação no HRT. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O gestor, que também participou da força-tarefa, ressalta que a medida foi possível com a chegada de novos equipamentos, como carrinho de anestesia e focos cirúrgicos. O próximo passo será a realização de forças-tarefas semanais na área e agilizar o atendimento de pacientes que, em geral, são vítimas de quedas e de acidentes de trânsito. A chefe do centro cirúrgico do HRT, Mônica Dias, explica ainda que houve um planejamento para não interromper os demais procedimentos eletivos nem retirar a retaguarda para a emergência. “Aqui, todos os dias temos muitas cirurgias, cerca de 20 a 25, de diversas áreas. A sala de urgência não para nunca”, conta. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Começa no DF o mutirão de cirurgias ortopédicas
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) dá início, nesta segunda-feira (6), à força-tarefa de cirurgias eletivas ortopédicas, após a chegada, no fim da semana passada, de perfuradores necessários para esses procedimentos. O superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Luciano Almeida, afirma que a programação é executar cerca de 40 cirurgias nesta primeira semana. “A chegada desses perfuradores traz um benefício enorme para os pacientes da ortopedia, uma vez que o HRT é uma das unidades-referência neste serviço”, comenta. “Estávamos trabalhando nessa aquisição há muito tempo.” Os aparelhos são pneumáticos, usados para todos os tipos de cirurgia | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde O diretor do Hospital Regional de Taguatinga, Anderson Amaral, relembra que, durante algum tempo, a unidade ficou com apenas um perfurador cirúrgico. “Isso comprometeu o prazo de cirurgias de inúmeros pacientes. Agora, com os novos perfuradores, poderemos começar essa força-tarefa”, pontua. Ao todo, foram 32 perfuradores adquiridos. Dez deles já foram distribuídos para sete hospitais da rede pública. Quatro foram para o HRT e dois para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), enquanto os hospitais regionais do Gama, Planaltina, Sobradinho e Região Leste (Paranoá) receberam, cada unidade um aparelho. [Olho texto=”“A chegada desses perfuradores traz um benefício enorme para os pacientes da ortopedia, uma vez que o HRT é uma das unidades-referência neste serviço”” assinatura=”Luciano Almeida, superintendente da Região de Saúde Sudoeste” esquerda_direita_centro=”direita”] Esses dez aparelhos recém-chegados são pneumáticos; os demais são elétricos e devem ser entregues em até 60 dias. Os pneumáticos são usados para todos os tipos de cirurgia, diferentemente dos perfuradores elétricos, indicados para cirurgias mais leves. “É uma furadeira com potência maior, porque usa ar comprimido e permite tanto o processo mais delicado quanto o de maior esforço”, explica o secretário-adjunto de Gestão em Saúde, Jansen Roger Sousa Rodrigues. Os perfuradores fazem orifícios no tecido ósseo, com utilização de vários tipos de brocas, tanto para a introdução quanto para a extração de pinos e fios lisos ou com roscas. Os equipamentos já recebidos estão em processo de patrimonialização, fase obrigatória para incorporar bens à administração pública. “São de uso imediato, e cada hospital vai organizar uma força-tarefa para realizar os procedimentos que estavam represados”, explica Rodrigues. Ele destaca que a aquisição desse material demonstra o comprometimento da gestão “que não mede esforços para reequipar os hospitais”. A obtenção dos perfuradores foi possível por meio de contrapartida com instituições de ensino superior conveniadas com a Secretaria de Saúde (SEE). Alunos dessas instituições estagiam nas unidades vinculadas à pasta, o que gera um valor hora-aula. Esse quantitativo é revertido para a saúde em forma de doação de serviços e materiais. Além do novo material, a pasta trabalha no reforço da ampliação de carga horária dos profissionais para aumentar o número de cirurgias eletivas, interrompidas desde o começo da pandemia da covid-19. Ampliação de horas As unidades da rede também ganham reforço de recursos humanos com a ampliação da carga horária de 104 médicos de diversas especialidades e 300 técnicos de enfermagem. Os profissionais contratados em escala de 20 horas semanais poderão passar para 40 horas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “O governador Ibaneis Rocha assegurou os recursos para dobrarmos o período de trabalho dos profissionais interessados, que vão suprir o atendimento em locais de maior demanda”, resume o secretário-adjunto. Serão priorizadas também as especialidades com maior déficit, como anestesia , ortopedia, psiquiatria e atividades intensivistas. Outro acerto nessa mesma direção foi a autorização dada pelo governador Ibaneis para abertura de novo certame que contratará 100 médicos temporários. A SES estuda formas de aumentar a remuneração desses contratados. A alteração ocorrerá por meio de projeto de lei a ser aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Além disso, também é avaliada a possibilidade de novas formas de gratificação para reduzir a defasagem no valor +ofertado por lei. *Com informações da Secretaria de Saúde
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No HRC, força-tarefa operou 17 pessoas em dois dias
O HRC tem um centro de trauma que agende a demanda de Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Brazlândia | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde Nos primeiros dois dias deste ano de força-tarefa de cirurgias ortopédicas (8 e 9 deste mês), o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) executou 17 cirurgias da especialidade, beneficiando pacientes internados. A direção do HRC tem como meta aumentar a produtividade mensal, fazendo até 30 cirurgias extras, além daquelas já previstas. O hospital possui um centro de trauma que absorve toda a demanda de Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Brazlândia, cidades que integram a Região de Saúde Oeste, além de atender outras localidades do entorno do Distrito Federal. Tal estrutura torna a unidade referência nesse tipo de atendimento para essas regiões. Segundo a gerente de Assistência Cirúrgica do HRC, Thalita Ribeiro Epstein, o ano de 2020 foi positivo para a unidade. “Mantivemos o andamento dos procedimentos cirúrgicos dentro das determinações da SES [Secretaria de Saúde] e conseguimos otimizar a equipe e o centro cirúrgico para tirar o máximo proveito das oportunidades de realizar os procedimentos”, explica. Thalita destaca o empenho das equipes do HRC para conseguir aumentar a produtividade: “Gostaria de exaltar os nossos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que têm se dedicado imensamente, o que possibilitou até que superássemos o número de cirurgias realizadas em comparação aos anos anteriores, mesmo diante das adversidades que a pandemia [de Covid-19] nos trouxe”. Produtividade Em outubro de 2020, foram registradas no hospital 318 cirurgias, entre ortopédicas, ginecológicas e procedimentos gerais. Em novembro, foram 282 cirurgias; e em dezembro, 304. Ao longo do ano passado, mesmo com as restrições devido à pandemia de Covid-19, o HRC promoveu mutirões de cirurgias ortopédicas. Em outubro o hospital conseguiu operar 196 pacientes da ortopedia – quantidade que representou na época um aumento de 21% em relação ao mesmo mês em 2019, quando foram feitas 162 cirurgias desse tipo. Os dados de cirurgias feitas pela equipe de ortopedia apontam aumento dos procedimentos comparando o mês de dezembro de 2020 com o mesmo mês de dois anos anteriores. No último mês de 2017, a unidade operou 98 pacientes; no ano seguinte, foram 135 cirurgias, e no ano passado, 186. * Com informações da SES
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