Casamento Comunitário celebra a união de 100 casais com cerimônia inédita na Concha Acústica
Não há idade para casar. E o Casamento Comunitário promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF) é a prova disso. Na segunda edição de 2025, 100 casais de todas as idades subiram ao altar para dizer o tão sonhado “sim”. Pela primeira vez, a cerimônia foi realizada na Concha Acústica de Brasília, às margens do Lago Paranoá, neste domingo (29). Mais de 3 mil pessoas, entre os noivos, familiares, convidados e autoridades, participaram da celebração, que teve o clima das tradicionais festas juninas. A segunda edição do Casamento Comunitário deste ano promoveu a união de 100 casais neste domingo (29), na Concha Acústica de Brasília | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo a vice-governadora Celina Leão, o Casamento Comunitário representa a realização de um sonho. “Muitos já viviam juntos, mas não tinham condições de realizar uma cerimônia. Outros estão se casando agora, aproveitando essa oportunidade”, afirmou. Ela destacou que tudo é planejado com antecedência: “Os vestidos são testados, há toda uma preparação cerimonial, com música… É um evento feito com muito amor, carinho e com a colaboração de muita gente junto ao Governo do Distrito Federal.” Para ela, a cerimônia também é um momento simbólico. “Acredito que as pessoas renovam a esperança de viver uma fé em unidade e amor”, completou. A vice-governadora Celina Leão e a secretária Marcela Passamani celebram a alegria dos noivos no Casamento Comunitário Todos chegaram em carros de luxo, percorreram a passarela exclusiva até o altar e contaram com palco para a celebração, área para os convidados e um espaço especial para fotos, brindes e corte do bolo. Barracas temáticas, comidas típicas, atrações culturais e brincadeiras fizeram parte da programação. Antes realizada em espaço fechado no Pontão do Lago Sul, a cerimônia teve o mesmo cuidado em cada detalhe por parte da organização. A secretária da Sejus-DF, Marcela Passamani, celebrou que esta edição ocorreu em um local inédito: a Concha Acústica de Brasília. “Estamos muito felizes. Pela primeira vez, o Casamento Comunitário acontece aqui, nesse pôr do sol que só Brasília tem. Estamos em um mês festivo, então a decoração está toda no tema de festa junina. Hoje tem canjica, tem pipoca, tem pescaria… e tem casamento.” Desde 2020, mais de 540 casais já foram beneficiados pelo programa do GDF com a oficialização gratuita da união Segundo a secretária, a iniciativa vai além da cerimônia: representa uma política pública que oferece dignidade e cidadania. “O objetivo é proporcionar a essas pessoas a oportunidade de oficializar o relacionamento com isenção da taxa de cartório, graças à parceria com a Arpen-DF. Mas, para além disso, essa é uma política pública que entrega o que há de mais simbólico: a realização de um sonho. É o vestido de noiva, é a maquiagem inesquecível. É o governo mais perto do cidadão, de uma maneira inédita”, concluiu. Preparativos e lua de mel "Eu até adoeci de tanto querer. Agora ele está aqui… não sei como conseguiu dizer o sim, porque estava muito nervoso e com a voz rouca. Mas esse sim saiu", conta, animada, Maria Ivonete Castro, que oficializou a união de 45 anos com Manoel José de Souza No salão de beleza, enquanto se preparava para o grande momento, a enfermeira Juliana Santos, descreveu a emoção de viver um verdadeiro “dia de princesa”. “É a realização de um sonho”, afirmou. Sobre o vestido, contou, animada: “Caiu como uma luva, fiz uma boa escolha. Estou muito feliz com o meu vestido. O modelo é longo, com parte inferior em cetim, mangas transparentes com rosas brancas, decote muito bonito e acabamento perfeito”, detalha. Além do noivo, a enfermeira esteve acompanhada por familiares na hora da cerimônia. “Aqui está uma parte da minha família, meus irmãos, meus primos e meus filhos.” Juliana mora na Avenida Leste da Ceilândia. Ela e o noivo, Elias de Andrade, ambos com 25 anos, estão juntos há dois anos. “Ele me pediu em casamento, e já tinha uns cinco meses que a gente estava planejando. Quando vimos o anúncio da Sejus, decidimos nos inscrever para realizar esse nosso sonho”, conta. Juliana destaca que a expectativa é curtir a lua de mel em terras baianas. "É a realização de um sonho", diz Juliana Santos, uma das noivas desta edição Com o sonho de oficializar no papel uma união que já dura 45 anos, a aposentada Maria Ivonete Castro, 65, conta que é casada com Manoel José de Souza na igreja, mas somente agora decidiram formalizar a união civil. A inspiração para participar da cerimônia surgiu ao ver a divulgação na televisão. “Aí convidei meu esposo, ele aceitou, fomos lá e colocamos nosso nome. Da primeira vez não deu certo, mas agora conseguimos. Eu até adoeci de tanto querer, pensei que não ia dar certo de novo. Agora ele está aqui… não sei como conseguiu dizer o sim, porque estava muito nervoso e com a voz rouca. Mas esse sim saiu!”, conta, sorridente. [LEIA_TAMBEM]Para ela, o Casamento Comunitário é uma oportunidade especial, principalmente para casais mais velhos. “É um incentivo. Tem muita gente idosa também. Acho bonito ajeitar tudo, deixar tudo nos trinques, tudo certinho.” No momento do “sim”, os noivos estavam acompanhados pelos filhos e netos. “Tenho quatro filhos, mas só dois puderam vir, porque os outros moram em São Paulo e no Piauí.” Moradora de Ceilândia, revelou o destino escolhido para a lua de mel: “Quero ir para os Lençóis Maranhenses. Meu pai já tem casa lá, então a gente vai para lá. Vai dar certo!” Casamento Comunitário Em 2025, a primeira edição ocorreu em 23 de março. Outras duas edições estão previstas até dezembro: em 31 de agosto e 7 de dezembro, cada uma com 100 casais. Além da isenção das taxas cartoriais, os casais recebem apoio completo para o grande dia: transporte, trajes, maquiagem, produção de cabelo e registro fotográfico profissional, tudo viabilizado por meio de parcerias privadas e voluntárias. Mais do que um ato simbólico, o Casamento Comunitário também assegura diversos direitos e benefícios legais aos casais, como segurança jurídica, acesso a pensões, inclusão em programas sociais e direitos sucessórios. Ao garantir a oficialização gratuita da união civil, a Sejus reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) em promover dignidade e cidadania a todos, independentemente da renda. Instituído pelo Decreto nº 41.971/2021, o Programa Casamento Comunitário teve sua primeira edição em 2020. Desde então, 541 casais já foram beneficiados com a oficialização gratuita da união.
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Noivos experimentam trajes para a segunda edição do Casamento Comunitário 2025
Antes de dizer “sim” no altar, dezenas de noivos participaram, nestas segunda (9) e terça-feiras (10), da prova dos trajes para o Programa Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF). O momento marcou uma etapa simbólica e emocionante na contagem regressiva para o grande dia: a cerimônia oficial, que será realizada em 29 de junho, às 17h, em um local inédito — a Concha Acústica, às margens do Lago Paranoá. Entre tantos sorrisos e lágrimas de felicidade, a história da auxiliar de limpeza Pedrina Cristina da Silva, 54 anos, e do bombeiro civil Sidney Souza, 53, moradores de São Sebastião, chamou a atenção pela força do amor e da persistência. Junto há 22 anos, o casal enfrentou desafios e limitações financeiras que, até hoje, impediram a formalização da união. Pedrina Cristina da Silva não esconde a ansiedade: "Já me sinto casando" | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus “Não consigo dormir de tanta ansiedade”, contou Pedrina, visivelmente emocionada ao experimentar o vestido escolhido para a cerimônia. “É lindo, do jeitinho que eu imaginava. Só de me ver vestida assim, já me sinto casando”. Sidney, mais discreto, também revelou alegria: “É um sonho nosso: casar com tudo o que uma grande cerimônia pode oferecer. Agora, esse momento finalmente chegou.” No mesmo clima de emoção, a auxiliar administrativo Sheila da Silva Leite, 32 anos, também viveu um dia inesquecível. Moradora do Itapoã, ela compartilha uma história de 16 anos ao lado do companheiro, o zelador Romário Donald Lisboa Leite, 34, desde que se conheceram nas aulas de capoeira. Ao vestir o traje que usará no casamento, Sheila não conteve as lágrimas. A ideia de se inscrever no projeto partiu de Romário Donald Leite, que trocará alianças com Sheila da Silva “Me senti uma noiva de verdade. Lembrei de tudo que a gente viveu, desde o dia em que nos conhecemos — e tudo começou com um chiclete. Eu só tinha um e estava colocando na boca, mas mesmo assim dei pra ele. Hoje temos uma filha e muitas histórias juntos. Só faltava oficializar. Agora vou poder dizer com orgulho: sou casada, e ele é o meu marido”. Na sala ao lado, Romário estava ansioso na escolha do terno que irá usar. Foi dele a ideia de se inscrever no Casamento Comunitário. “A parte financeira sempre foi um obstáculo, mas agora não tem mais desculpa. Vamos realizar nosso sonho. Felicidade e gratidão resumem tudo o que estou sentindo.” No caso desses dois casais, os trajes serviram perfeitamente — sem necessidade de ajustes. Para quem precisou, no entanto, uma equipe técnica da Sejus esteve presente para realizar as últimas adequações, garantindo que todos estivessem prontos para o grande dia. Um casamento de verdade A secretária Marcela Passamani confere os detalhes do vestido que será usado pela noiva Sheila da Silva A edição de junho do Casamento Comunitário contará com cerca de 100 casais e será a primeira realizada na Concha Acústica, um dos cenários mais emblemáticos de Brasília. Outra novidade é o número de convidados: agora, cada casal poderá levar até 25 pessoas, o que deve reunir mais de 3 mil convidados no evento. A estrutura foi pensada nos mínimos detalhes: os noivos chegarão de transporte por aplicativo, desfilarão por uma passarela exclusiva, contarão com cerimonial completo, cabelo e maquiagem, fotos profissionais, decoração especial, brinde com bolo — tudo oferecido sem custo algum aos participantes. Conquista Sidney Souza: "É um sonho nosso: casar com tudo o que uma grande cerimônia pode oferecer" Mais do que uma cerimônia simbólica, o Casamento Comunitário garante direitos legais importantes, como sucessão patrimonial, acesso a pensão, inclusão em programas sociais e segurança jurídica — especialmente para casais em situação de vulnerabilidade. Para a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, o programa vai muito além da formalização jurídica: “O Casamento Comunitário realiza sonhos e transforma vidas. Ele fortalece laços, dá dignidade às famílias e garante acesso a direitos fundamentais. Vai além da certidão: é um ato de amor, de respeito e de cidadania”. [LEIA_TAMBEM]Parceria que transforma Criado em 2021, o programa já beneficiou mais de 540 casais com cerimônias gratuitas. Em 2025, a primeira edição foi realizada em março. Outras duas estão previstas até o fim do ano: 31 de agosto e 7 de dezembro, ambas com 100 casais. Além da isenção das taxas cartoriais, os noivos recebem apoio completo para o grande dia — resultado de parcerias com instituições públicas e privadas. O pacote inclui vestidos e ternos, maquiagem, cabelo, transporte, fotos profissionais, cerimonial e estrutura completa para a celebração. *Com informações da Sejus-DF
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Casamento Comunitário: segunda edição de 2025 será na Concha Acústica de Brasília
“Não vejo a hora de mostrar para todo mundo a minha certidão de casada!” — a frase cheia de alegria é de Maria Ivonete Castro, 65 anos, que ao lado de Manoel José de Souza, 85, está ansiosa para oficializar uma união que já dura 45 anos. Moradores de Ceilândia, pais de quatro filhos, avós de 15 netos e dois bisnetos, eles são o casal mais idoso já inscrito em uma edição do Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF). Maria Ivonete Castro e Manoel José de Souza vão oficializar, no Casamento Comunitário, uma união de 45 anos | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus “Estou realizando um sonho que pensei que nunca viveria. Deus está me dando essa oportunidade única”, emociona-se Manoel, enquanto segura a mão de Maria Ivonete, que já separou o vestido e o sapato que usará no grande dia. Para eles, a cerimônia é a chance de celebrar oficialmente uma história marcada por companheirismo, superação e muito amor. E o cenário escolhido para esse momento especial não poderia ser mais inspirador: pela primeira vez, o Casamento Comunitário será realizado na icônica Concha Acústica, um dos espaços culturais mais emblemáticos e bonitos de Brasília. Localizada às margens do Lago Paranoá, a Concha é reconhecida como o primeiro espaço para grandes shows da cidade, oferecendo um ambiente acolhedor e romântico, ideal para cerimônias ao ar livre. No dia 29 de junho, a partir das 17h, com o pôr do sol como testemunha, 100 casais dirão “sim” diante de familiares, amigos e autoridades. Outra novidade desta edição é o aumento no número de convidados por casal: de quatro para até 25 convidados, ampliando ainda mais a participação de familiares e amigos. A expectativa é reunir mais de 3 mil pessoas para celebrar o amor e a cidadania. A Concha Acústica será o cenário da próxima edição do Casamento Comunitário, marcada para o dia 29 de junho, a partir das 17h | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Apesar da mudança de local, todos os detalhes continuam cuidadosamente planejados para proporcionar uma experiência única aos noivos: eles chegarão em carros de luxo (Uber Black), percorrerão uma passarela exclusiva até o altar, e contarão com um palco para a cerimônia, cadeiras para os convidados e um espaço reservado para fotos e o tradicional brinde e corte do bolo. Atualmente, 150 casais já estão inscritos nesta edição e, nesta semana, começaram a dar o primeiro passo para oficializar o matrimônio: a entrega da documentação para os cartórios. Mais do que oficialização, um resgate de sonhos [LEIA_TAMBEM]Para a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, o Casamento Comunitário vai muito além da formalização de uniões. “Esse evento resgata sonhos e fortalece laços familiares. É sempre um momento muito emocionante, não só para os noivos, mas também para suas famílias, que participam e celebram juntos esse passo tão importante”, destaca. A oficialização do casamento também assegura diversos direitos e benefícios legais, como segurança jurídica, direitos sucessórios, acesso a pensões e inclusão em programas sociais. Assim, a Sejus reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) em garantir o direito à formalização da união, independentemente das condições financeiras dos casais. Casamento Comunitário O Programa Casamento Comunitário foi instituído pelo Decreto nº 41.971/2021 e teve sua primeira edição em 2020. Desde então, já beneficiou 541 casais com a oficialização gratuita da união. Em 2025, a primeira edição ocorreu em 23 de março, reunindo 100 casais. Além da próxima cerimônia, em 29 de junho, estão previstas outras duas edições até o fim do ano: 31 de agosto e 7 de dezembro, cada uma também com 100 casais. Além da isenção das taxas cartoriais, os participantes recebem diversos apoios para o grande dia: transporte, trajes completos, maquiagem e produção de cabelo para as noivas, além de registro fotográfico profissional, tudo viabilizado por meio de parcerias privadas e voluntárias. Para saber mais sobre o programa, consultar o passo a passo para inscrição e a lista de entidades parceiras, acesse este link. *Com informações da Sejus-DF
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Rally dos Sertões e os festivais Cerrado Jazz e Sinfônico são os destaques da agenda cultural
O período de seca característico de agosto torna o mês propício para grandes eventos e festivais ao ar livre no Distrito Federal. Só esta semana, a agenda cultural conta com três: Rally dos Sertões BRB, Cerrado Jazz Festival e Festival Sinfônico, todos executados com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio das secretarias de Cultura e Economia (Secec-DF) – com a Lei de Incentivo à Cultura (LIC) – e de Turismo (Setur-DF). Pela primeira vez, Brasília será o cenário da largada e da chegada do Rally dos Sertões BRB. Mais do que uma competição de esporte de aventura, o evento também proporciona lazer. Desde terça-feira (20) está aberta para visitação a Vila Sertões, em uma estrutura no estacionamento da Arena BRB Mané Garrincha. O espaço é gratuito até esta sexta-feira (23), das 10h às 22h. Lá, as pessoas têm acesso às áreas de boxes, aos carros e aos próprios competidores das 66 equipes participantes da edição. “É muito bacana, porque dá para a população ver de perto o que são essas máquinas que competem no Rally dos Sertões”, afirma a CEO do Rally dos Sertões, Leonora Guedes. A programação do Rally dos Sertões BRB une entretenimento e esporte | Foto: Marcelo de Melo/Divulgação Outro destaque da programação é o Super Prime, que ocorre na sexta-feira (23), a partir das 14h, quando o público poderá conferir uma exibição das oito equipes que largarão nas primeiras posições no sábado durante o rally, em uma arquibancada com capacidade para 10 mil pessoas. Gratuitos, os ingressos foram disponibilizados pela Setur, mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis. Na área externa do Museu Nacional da República, o destaque é a nova edição do Cerrado Jazz Festival. “O Cerrado Jazz surgiu em 2015 com essa missão de ocupar os espaços públicos da cidade e tornar esses espaços mais acessíveis e mais democráticos, temos uma programação diversificada para todos os públicos”, destaca a idealizadora do Cerrado Jazz Festival, Lorena Oliveira. A cantora Joyce Moreno é uma das atrações do Cerrado Jazz Festival | Foto: Leo Aversa/ Divulgação Este ano, o evento ocorre em dois dias – sexta e sábado (24) –, com atrações conhecidas nacionalmente e artistas locais. No primeiro dia, os grandes destaques são Joyce Moreno, que se apresenta às 21h30, e o duo Amaro Freitas e Zé Manoel, com o show em homenagem ao Clube da Esquina, a partir das 23h. No sábado, a programação conta com Metá Metá (20h), Ivan Lins (21h30) e Ellen Oléria interpretando sucessos de Nina Simone (23h). Os ingressos estão disponíveis gratuitamente no site Sympla. Na Concha Acústica, o Festival Sinfônico V chega ao segundo fim de semana. Livre para todos os públicos, o evento começa às 17h no sábado. A programação fará uma fusão entre a música clássica e os ritmos tradicionais, com shows de Liniker, Murica, Guaja, Pé de Cerrado e Seu Estrelo & Orquestra Marafreboi. Os ingressos foram comercializados nos primeiros lotes em valores promocionais. Ainda há tíquetes disponíveis no site Sympla no formato de passaporte, que dá acesso aos shows dos próximos dias: 31 deste mês e 7 de setembro. Manifestações artísticas Em continuidade da temporada de agosto, o Buraco do Jazz terá edições nesta quinta e na sexta-feira, das 18h às 23h55, no gramado do Panteão da Pátria, espaço gerenciado pelo Centro Cultural Três Poderes, vinculado à Secec. Com mais de 200 edições executadas em oito anos, o evento promove apresentações de jazz e variáveis do blues gratuitamente para o brasiliense. Paralelamente aos shows, há um espaço para a difusão da economia criativa com expositores de roupas, joias e artesanato e foodtrucks. Promovida com recursos do FAC, a segunda edição do Forró das Fulô será realizado domingo, na altura da 206 Norte | Foto: Vanessa Acioly/ Divulgação No domingo, no Eixão do Lazer, na altura da 206 Norte, ocorre a segunda edição do Forró das Fulô, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). O projeto é encabeçado pela banda brasiliense composta apenas por mulheres As Fulô do Cerrado. A programação será das 13h às 17h, com apresentação musical do grupo, participação especial de Maísa Arantes e oficinas. O evento ocorre quinzenalmente sempre aos domingos no Eixão. O Museu de Arte de Brasília (MAB) será palco de uma experiência cultural, educativa e imersiva do Museu Dinâmico de Cera: Ato II – A Semana de Arte Moderna, no sábado. Com entrada franca, o projeto utiliza linguagens de teatro, música, artes visuais e literatura para aproximar o público de figuras icônicas, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade e Mario de Andrade. Para isso, cinco atores posicionados estrategicamente ao longo dos espaços do MAB dão vida a essas figuras centrais da Semana de Arte Moderna de 1922, narrando histórias e compartilhando curiosidades sobre o movimento. As sessões ocorrem às 10h, 11h, 14h30 e 15h30. Grandes nomes das artes plásticas brasileiras são retratados no evento Museu Dinâmico de Cera: Ato II – A Semana de Arte Moderna | Foto: Tainá Ramos/ Divulgação Sétima arte Nesta semana, a programação do Cine Brasília, localizado na 106/107 Sul, permitirá ao espectador uma viagem por diferentes partes do mundo. A primeira delas será pela cultura francesa, por meio da mostra 3X Truffaut, promovida pelo Instituto Francês, que tem exibições nesta quinta, sexta e domingo, às 14h, com entrada gratuita. Serão exibidas três obras fundamentais de um dos criadores do movimento nouvelle vague, François Truffaut: A História de Adèle H (domingo), A Idade da Inocência (quinta-feira) e Jules e Jim: Uma Mulher para Dois (sexta-feira). Já no sábado, a viagem é para a Rússia, com uma sessão especial promovida pela embaixada do país, que transmitirá o longa-metragem Ar, de Aleksey German Jr. O filme retrata uma das invasões do exército alemão de Adolf Hitler à Rússia, em 1942, durante a Grande Guerra Patriótica, do ponto de vista de jovens pilotos de aviação. A produção estreou em outubro de 2023, durante o 36º Festival Internacional de Cinema de Tóquio, ocasião em que foi premiada.
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Feira náutica desembarca em Brasília para fomentar turismo no Lago Paranoá
A capital federal recebe, entre os dias 14 e 18 de agosto, a primeira edição do maior evento náutico do Centro-Oeste, o Brasília Boat Show. Serão quatro dias em que a orla da Concha Acústica ficará tomada por embarcações e atrações musicais, gastronômicas, culturais e esportivas. O evento atende uma demanda do segmento no Distrito Federal, que possui a quarta maior frota náutica do país. O lançamento do festival ocorreu nesta quarta-feira (14) em uma cerimônia com a presença do governador Ibaneis Rocha. Durante a ocasião, o chefe do Executivo destacou o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur-DF), para trazer o Boat Show a Brasília e fomentar o turismo e o uso do Lago Paranoá. Ibaneis Rocha: “Brasília precisava desse evento para consolidar o que é uma das maiores maravilhas que o Brasil tem: o Lago Paranoá” | Fotos: Renato Alves/ Agência Brasília “A população do Distrito Federal tem paixão pelo Lago Paranoá e, desde 2019, que a gente trabalha para trazer o primeiro Boat Show para cá”, afirmou o governador. “Brasília precisava desse evento para consolidar o que é uma das maiores maravilhas que o Brasil tem: o Lago Paranoá”, acrescentou. Ibaneis Rocha lembrou que a realização do evento na Concha Acústica foi possível graças à reforma do espaço. “Essa é uma das áreas que têm um potencial turístico muito grande e que estava totalmente abandonada. O museu [MAB] estava fechado e as praças destruídas. Fizemos um grande investimento para devolver esse espaço esplêndido ao DF”, destacou. R$ 8,2 milhões investimento do GDF na reforma da Concha Acústica em 2024 Foram investidos R$ 8,2 milhões por este GDF na construção de calçadas, estacionamento, paisagismo e uma praça que interliga a área ao Museu de Arte de Brasília (MAB). Em 2021, o espaço já havia tido a estrutura interna totalmente restaurada, com investimento de R$ 500 mil. A ideia, agora, é investir na criação de uma náutica pública para atender a população do DF. Turismo náutico A expectativa dos organizadores é que o evento reúna mais de 10 mil pessoas de Brasília e também de estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. A vinda do evento à capital federal era um desejo antigo da marca que tem edições por vários locais do Brasil. Este ano, antes da edição brasiliense, o festival passou pelo Rio de Janeiro e Santa Catarina. São Paulo, Bahia e Paraná são os próximos estados a sediar o Boat Show. “Faz 15 anos que eu estou tentando trazer o Boat Show para cá e não tinha lugar, era difícil e a Concha Acústica estava destruída. Agora tive a surpresa quando disseram que a gente podia vir, que estava tudo arrumado. Então foi um prazer. Acho que vai gerar emprego, turismo e vida ao Lago Paranoá”, afirmou o CEO do Boat Show, Ernani Paciornik. Ernani Paciornik teve uma agradável surpresa com a infraestrutura encontrada no local do evento O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, destacou que o turismo náutico está dentro do planejamento estratégico da Secretaria de Turismo. “O Lago Paranoá é um grande patrimônio que Brasília tem. O clima daqui também é favorável aos esportes náuticos. E o Boat Show é um evento emblemático, conhecido nacionalmente e mundialmente”, afirmou.“Esse mercado representa 15% no Brasil, uma parcela significativa. Então é cada vez mais importante estimular esse mercado que só tende a crescer”, complementou o titular do Turismo. Programação O grande destaque é a exposição de 30 embarcações, entre pequenos barcos, lanchas de luxo, pontoons e jets, incluindo o primeiro jet elétrico do Brasil. Os barcos podem ser visitados nos estantes e até testados na água pelos visitantes. Os test-drives serão feitos a partir de agendamento direto com os expositores, seguindo as normas de cada empresa e marca. Também serão apresentadas as novidades tecnológicas por 20 marcas do setor. Além disso, o evento investe em atrações para a família, com música ao vivo, espaço gastronômico, playground temático, uma minipraia e atividades aquáticas, como wakeboard e kitesurf. Foi essa diversidade que incentivou a servidora pública Lívia Sena, 41 anos, a ir ao evento com os filhos gêmeos e o marido. “A gente gosta muito de lancha, especialmente meu marido. Então a gente veio mesmo para conhecer o evento. Meus filhos estão adorando. Querem entrar em tudo, tirar foto e adoraram a parte para criança, a brinquedoteca e os personagens”, disse. Elza Braúna veio de Campo Grande e gostou do que viu: “É tanta beleza que eu nunca vi” | Foto: Agência Brasília Pela primeira vez em Brasília, a aposentada Elza Braúna, 70, se emocionou ao ver o Lago Paranoá. “Não imaginava nada disso. É tanta beleza que eu nunca vi. Sou de Campo Grande, no Mato Grosso Sul, e lá não tem nada tão bonito assim”, revelou. Poder entrar nas embarcações foi outro ponto destacado pela mulher: “Eu quis vir conhecer para ver se eu entrava em algum desses barcos”. O Brasília Boat Show funciona de quarta a sexta-feira, das 12h às 21h, e sábado e domingo, das 11h às 21h. Os ingressos podem ser retirados pelo site de forma gratuita.
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Investimento de R$ 8,2 milhões amplia espaço de lazer da Concha Acústica
O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta terça-feira (6), um novo espaço de lazer para turistas e moradores da capital federal desfrutarem da beleza da orla do Lago Paranoá. Com um investimento de R$ 8,2 milhões, a área localizada entre a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) foi equipada com calçadas, estacionamentos, paisagismo e uma praça que agora interliga os dois centros culturais. [Olho texto=”“O pessoal da Seduh fez um projeto lindíssimo e agora está aí mais um espaço para a população do DF poder aproveitar. Está a cargo das secretarias de Cultura e Turismo trazer eventos para cá para que a gente possa valorizar cada vez mais essa área”” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”direita”] A obra faz parte de um convênio entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e a Novacap, visando à construção de calçamento e espaços de lazer. Durante a inauguração, o governador Ibaneis Rocha destacou a importância das intervenções. “Esse lugar é um dos mais belos da nossa cidade e estava abandonado há muitos anos. Nós fizemos um trabalho de paisagismo, de reconstrução de calçadas. O pessoal da Seduh [Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação] fez um projeto lindíssimo, e agora está aí mais um espaço para a população do DF poder aproveitar. Está a cargo das secretarias de Cultura e Turismo [Setur] trazer eventos para cá para que a gente possa valorizar cada vez mais essa área”, disse o governador. Obras incluíram novas calçadas, piso tátil e paisagismo na área localizada entre a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Foram executados serviços de drenagem pluvial, com instalação de grelhas de ferro fundido, construção de 12.398 m² de calçada em concreto e implantação de 3.969 m² de ciclovia. O paisagismo inclui um amplo gramado com cerca de 8,3 mil mudas do Cerrado. Além disso, para o conforto dos visitantes, foram instalados 14 bancos individuais e 29 coletivos, juntamente com placas de sinalização que incluem recursos de linguagem em Braille e piso tátil. “Pensamos na obra como um todo, desde o sistema de drenagem, com tubos coletores, grelhas e bocas de lobo, até a mobilidade, com pisos táteis e rampas elevadas para a passagem de pedestres. Adaptamos inclusive a bilheteria da Concha Acústica para atender às questões de acessibilidade, tudo para facilitar para as pessoas que frequentam os espaços”, ressaltou a engenheira responsável pela obra, Samara Leite. “São dois dos espaços culturais mais antigos da cidade, e não havia uma ligação física entre eles. Agora, temos isso, o que permite que turistas e brasilienses visitem os dois espaços simultaneamente”, disse o gerente do MAB e da Concha Acústica, Marcelo Gonczarowska Jorge “O sistema de drenagem estava com bastante problema, não atendia mais ao local, então foi tudo recuperado”, acrescenta o diretor de Edificações da Novacap, Carlos Alberto Spies. Espaços culturais Com a reforma, os equipamentos públicos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer na década de 1960 passam a ser interligados pela Praça das Artes, demonstrando o compromisso do GDF com a cultura, a arte e a valorização do patrimônio histórico do DF. “A Concha Acústica é um símbolo de Brasília, um lugar extremamente dedicado à cultura e que reflete muito também um espírito que Brasília tem, que é esse museu a céu aberto. Penso que quando o Djavan escreveu a música Linha do Equador, o céu de Brasília, traço do arquiteto, acho que ele estava por aqui na Concha Acústica. É um lugar muito bonito que precisava de uma intervenção”, pontuou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Cláudio Abrantes. O gerente do MAB e da Concha Acústica, Marcelo Gonczarowska Jorge, lembrou que esse é um dos principais objetivos das melhorias: “São dois dos espaços culturais mais antigos da cidade, e não havia uma ligação física entre eles. Agora temos isso, o que permite que turistas e brasilienses visitem os dois espaços simultaneamente. O visitante pode explorar o museu, a Concha Acústica e o Lago Paranoá, conhecendo o legado cultural da cidade”. “Está sendo uma maravilha, pois tenho visto que aumentou muito a frequência de usuários; antes, era cheio de lama, barro e poeira”, comenta o auxiliar de serviços gerais Antônio José Azevedo O gestor relatou que a nova infraestrutura já está sendo utilizada diariamente por turistas e moradores locais, que aproveitam a região para fazer atividades físicas. “A população utiliza o calçadão sem parar, fazendo caminhadas, andando de bicicleta. Ele atende à comunidade de várias maneiras e tem sido bastante útil para a convivência e urbanidade dos brasilienses”, ressaltou. A Praça das Artes também deverá ser usada para atividades culturais, como feiras e exposições. Uma das pessoas que transitam pelo local é o auxiliar de serviços gerais Antônio José Azevedo. Ele acredita que a obra tem atraído mais pessoas para a região. “Está sendo uma maravilha, pois tenho visto que aumentou muito a frequência de usuários; antes, era cheio de lama, barro e poeira. Com as calçadas, ficou mais confortável para os pedestres, além de ter melhorado bastante a paisagem”, avaliou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Outras obras A Concha Acústica, que não passava por reformas havia cerca de 18 anos, ganhou, com este último trabalho, duas intervenções na gestão do governador Ibaneis Rocha. Em 2021, o espaço teve sua estrutura interna totalmente restaurada. Entre os serviços, estão a pintura completa, troca de piso e alambrado, instalação de refletores, substituição de vidros, limpeza das lajes, reparos hidráulicos e elétricos. O investimento foi de aproximadamente R$ 500 mil. Localizada às margens do Lago Paranoá, a Concha Acústica tem capacidade para abrigar 5 mil pessoas, conta com 200 bancos de concreto e possui uma área de 29.750 metros quadrados e área construída de 8.435 metros quadrados dedicada a apresentações artísticas ao ar livre. Possui ainda uma concha de 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, além de dependências para bilheteria, camarins, banheiros, além de estacionamento público.
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#TBT: Concha Acústica, um cartão-postal da música
A Concha Acústica de Brasília guarda uma magia. Talvez por conta do céu, do Lago Paranoá e de toda a natureza em volta do monumento que forma o cenário ideal. O fato é que o primeiro palco de Brasília caminha lado a lado com a história da música na capital. Nomes como Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Nando Reis, além de bandas como Capital Inicial e Pato Fu, marcaram presença em um dos principais cartões-postais da cidade. A Concha Acústica de Brasília recebeu o primeiro show em 1960, mas só foi inaugurada oficialmente em 1969 | Foto: Arquivo Público do DF A Agência Brasília conta a história do teatro de arena em mais uma matéria da série especial #TBTdoDF, que aproveita a sigla em inglês de Throwback Thursday (em tradução livre, quinta-feira do retrocesso) para reviver momentos marcantes do palco que pertence a todas as tribos e gerações. Assim como os vários monumentos da capital federal, a Concha Acústica foi projetada por Oscar Niemeyer. Em forma de anfiteatro ao ar livre, o palco, em nível inferior ao da plateia, é dotado de concha acústica com 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, com o objetivo de integrar a arquitetura do projeto com a natureza. O espaço conta também com dependências para bilheteria, camarins, banheiros e estacionamento público. E tem capacidade para receber 5 mil pessoas sentadas. No cenário musical, a primeira apresentação feita na arena foi do Balé Municipal do Rio de Janeiro, em 1960, na inauguração de Brasília. O maior público já registrado dentro do teatro foi no concerto dos líderes do movimento da Jovem Guarda, em 1967 – Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que levaram 25 mil pessoas para a Concha. Em 2021, o local teve sua estrutura interna totalmente restaurada | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Contudo, a inauguração oficial só veio em 1969, quando a Terracap doou o terreno para a Fundação Cultural de Brasília, atual Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Entre as atrações, logo após a oficialização, foi antológico o show de Roberto Carlos, em 1971. Nos anos 1980 e 1990, outros artistas locais e de renome nacional passaram pelo palco do monumento. “Qualquer atração que se adapte a um palco pode se apresentar aqui na Concha. Recebemos shows de comédia, apresentações musicais de todos os estilos, orquestra sinfônica, filarmônica, cinema, eventos para crianças. Se falarmos da história, aqui houve shows enormes, porque a Concha foi o primeiro espaço para atrações”, conta o gerente do espaço cultural, Marcelo Gonczarowska. O gestor destaca também o papel democrático da arena, que atende público e artistas de todos os gostos e bolsos: “O papel da Concha é receber eventos da comunidade, daqueles artistas que precisam de espaços para se apresentar, e priorizamos aqueles que sejam gratuitos para o público. Mas se é um evento pago, tem que ser feita a reversão para a comunidade pelo uso do espaço, e é cobrada uma taxa”. Palco para os artistas Entre os mais antigos a se apresentarem no local está o regente da Orquestra Filarmônica de Brasília, Doner Cavalcante. Na década de 1980, ele era um dos principais assessores do maestro Claudio Santoro, da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. “Minha história com a Concha é bem antiga; na década de 1980, realizamos o programa Ouro, com a Orquestra Sinfônica. Eram espetáculos lindíssimos”, relembra. [Olho texto=”Assim como os vários monumentos da capital federal, a Concha Acústica foi projetada por Oscar Niemeyer. Em forma de anfiteatro ao ar livre, o palco, em nível inferior ao da plateia, é dotado de concha acústica com 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, com o objetivo de integrar a arquitetura do projeto com a natureza” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Anos depois a frente da Orquestra Filarmônica, o maestro passou a realizar apresentações quase que anuais no espaço, com grandes públicos infantis e levando para o espaço a música clássica. “É um ótimo local. Recentemente, em 2022, fizemos quatro festivais e, no ano passado, fizemos o festival sinfônico com três grandes espetáculos, com artistas de renome da cidade. De certa forma, popularizamos a orquestra e a música clássica, mostrando de maneira gratuita o que ela pode ser para todos”, completa Doner Cavalcante. A banda brasiliense de reggae Jah Live, que nasceu em 1998, já viveu bons momentos no palco da Concha. A primeira apresentação foi em 1999; e, depois disso, as apresentações se tornaram frequentes nas tardes de domingo. “Na época da seca, tínhamos aquele pôr do sol maravilhoso, e isso ficou marcado na nossa história. É sempre um show lindo, com um visual maravilhoso. A Concha tem esse diferencial de viver uma experiência. Eu já estive como espectador e como músico. E se apresentar aqui é algo incrível; esse formato possibilita uma acústica muito inteligente, porque o som se propaga”, conta o baterista Martin Barreiro. “O palco na parte inferior permite que o público enxergue o show de todos os ângulos.” A Concha já recebeu espetáculos de todos os tipos, como shows musicais e peças de teatro | Foto: Arquivo Público do DF Além dos diversos espetáculos abrigados em Brasília, a Concha Acústica está marcada por ser a precursora de um dos maiores eventos musicais do Centro-Oeste. O Porão do Rock deu o seu primeiro sinal de vida no palco da Concha, com uma programação de 14 bandas do DF. A coletânea seguiu por lá em 1999, mas já era grande demais para ficar contida entre os bancos de concreto. Obras no centro cultural A Concha Acústica passou por algumas pausas para reformas. O espaço, que não recebia obras havia cerca de 18 anos, sofreu duas intervenções na gestão do governador Ibaneis Rocha. Em 2021, o local teve a estrutura interna totalmente restaurada. Entre os serviços realizados, estão pintura completa, troca de piso e alambrado, instalação de refletores, substituição de vidros, limpeza das lajes, reparos hidráulicos e elétricos, entre outros. O investimento foi de aproximadamente R$ 500 mil. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Agora em fase final de acabamento, a área localizada entre a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) foi equipada com calçadas, estacionamentos, paisagismo e uma praça que interliga os dois centros culturais. Estão sendo feitos serviços de drenagem pluvial, com instalação de grelhas de ferro fundido, construção de 12.398 m² de calçada em concreto e implantação de 3.969 m² de ciclovia. O paisagismo inclui um amplo gramado, com o plantio de cerca de 8,3 mil mudas do Cerrado. Além disso, para o conforto dos visitantes, foram instalados 14 bancos individuais e 29 coletivos, juntamente com placas de sinalização que incluem recursos de linguagem em Braille e piso tátil. “A Concha Acústica foi devolvida à comunidade após [ter ficado] muitos anos fechada, e está junto ao MAB pelo aspecto interdisciplinar. Podemos fazer exibição de filmes, shows e outros eventos. É um espaço convidativo em um setor que tem uma destinação cultural. A reforma traz a verdadeira vocação do espaço”, conclui o subsecretário do Patrimônio Cultural, Felipe Ramón.
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Grandes eventos impulsionaram o turismo e a hotelaria do DF em 2023
A parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e os setores hoteleiro e de turismo foi reconhecida nesta quarta-feira (20) com a entrega de um diploma ao governador Ibaneis Rocha. A comenda da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (Abih-DF) foi entregue para enaltecer ações como a redução do Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 3%, um dos menores entre as capitais do país. Cada vez mais, a capital federal vem sendo procurada por turistas brasileiros e de outros países | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O aumento na taxa de ocupação dos hotéis de Brasília, que saltou de 59,43% em 2019 para 65,71% em 2023, também foi lembrada pelo segmento. A flexibilização nos impostos é um dos claros motivos para o bom desempenho do setor. Ainda por parte do GDF, cerca de R$ 100 milhões foram investidos no setor este ano, beneficiando mais de 50 segmentos. [Olho texto=”“Esses números refletem a importância desses segmentos para a nossa cidade. É seguir evoluindo e dando mais condições para que possamos crescer ainda mais” ” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (Abih-DF), Henrique Severien, foi o responsável por entregar o diploma de honra ao mérito a Ibaneis Rocha no gabinete do governador no Palácio do Buriti. Além de Severien, participaram do encontro o secretário de Turismo, Cristiano Araújo; o presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Wellington Luiz, e os empresários Paulo Octávio e André Octavio Kubitschek, além de outros representantes do setor de hotelaria. Crescimento [Olho texto=”“O primeiro sintoma de que o turismo está indo bem é a hotelaria. Foi um ano fantástico” ” assinatura=”Cristiano Araújo, secretário de Turismo do DF” esquerda_direita_centro=”direita”] “Quando assumimos o governo, nem telefone a Secretaria de Turismo tinha”, lembrou o governador Ibaneis. “O setor estava abandonado, e iniciamos um trabalho de reconstrução que tem colhido muitos frutos. Reunimos as entidades do setor produtivo para que Brasília tivesse uma agenda de eventos, com a ocupação dos hotéis em alta, gerando emprego e renda. Esses números refletem a importância desses segmentos para a nossa cidade. É seguir evoluindo e dando mais condições para que possamos crescer ainda mais.” Durante o encontro em que recebeu da Abih-DF, o governador Ibaneis lembrou: “Reunimos as entidades do setor produtivo para que Brasília tivesse uma agenda de eventos, com a ocupação dos hotéis em alta, gerando emprego e renda” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Segundo Cristiano Araújo, têm colaborado para o boom vivenciado pelo setor os grandes shows no DF – como das bandas Kiss, Deep Purple e Red Hot Chilli Peppers e dos astros Paul McCartney e Roger Waters –, os eventos corporativos, as partidas de futebol e da Liga das Nações de vôlei feminino. “Se você tirar os finais de semana dá quase 90% de ocupação dos hotéis”, avaliou. “A arrecadação com ISS era de R$ 7 milhões em 2018 e subiu para R$ 35 milhões em 2023. O primeiro sintoma de que o turismo está indo bem é a hotelaria; isso é o significado mais puro, porque se os hotéis estão cheios é porque tem muita gente de fora aqui em Brasília. Foi um ano fantástico.” Mais eventos e novo voo internacional Rally dos Sertões de 2024 também terá Brasília como ponto de partida e de chegada | Foto: Renato Alves/Agência Brasília A expectativa para 2024 é grande para o setor, com grandes eventos planejados. O DF terá uma nova edição do Villa Mix, em 21 de abril, e já tem confirmado o show do tenor e compositor italiano Andrea Bocelli, marcado para 21 de maio. Outros grandes espetáculos com artistas nacionais e internacionais estão em negociação. Um novo voo direto internacional saindo de Brasília para uma importante cidade do Chile também está confirmado. [Olho texto=”Maior feira do setor na América Latina, Abav Expo está programada para a última semana de setembro” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Cristiano Araújo complementa: “Implementamos o voo para Lima [Peru], temos três voos diários para Orlando e Miami [EUA] e conseguimos mais um voo para a Argentina. Passamos a ter stopover aqui – a pessoa pode passar três dias em Brasília sem ter que pagar a mais por isso. Brasília está na rota do turismo”. Outra boa notícia para o DF é que a Abav Expo 2024, maior feira de turismo da América Latina, está confirmada em Brasília, entre 25 e 27 de setembro do próximo ano. No ramo esportivo, a capital federal será ponto de partida e de chegada do Rally dos Sertões, em agosto, além de ter a expectativa de receber mais jogos de grandes clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Força do turismo [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Outras ações adotadas nos últimos anos colaboraram para o turismo no DF. Pela primeira vez, a capital esteve apta a captar recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), do Ministério do Turismo. A emissão da carteira para artesãos saltou de 7,4 mil em 2019 para mais de 12,6 mil em 2023. A reforma de espaços como a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) e dos centros de atendimento ao turista (CATs) entram nesse rol de iniciativas. A concessão do Parque Granja do Torto à iniciativa privada também movimentou o DF. Por lá são realizados eventos de grande porte, a exemplo da Expoabra e do Brasília Capital Moto Week. Arena BSB movimentou bastante a capital neste ano, com shows de grande repercussão | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O DF é, atualmente, o terceiro polo gastronômico do país, situando-se entre as cinco cidades brasileiras com maior visitação náutica e dispondo de um grande parque hoteleiro com mais de 400 hotéis, de acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar). Por sua vez, a coleção Rotas Brasília, disponível para viajantes nos CATs e no site da Secretaria de Turismo do DF (Setur), reúne 13 rotas turísticas, organizadas por segmentos, como a Rota do Café e do Rock. [Olho texto=”“Nada disso seria possível sem a parceria com o governo. Essa junção do público e do privado permite que a gente realize eventos desse tipo” ” assinatura=”Richard Dubois, CEO da Arena BSB” esquerda_direita_centro=”esquerda”] CEO da Arena BSB – responsável por administrar o Mané Garrincha e o Ginásio Nilson Nelson –, Richard Dubois reforçou que o calendário de eventos em Brasília estará recheado em 2024, tanto com shows internacionais e nacionais quanto com esporte. “Vamos trazer ainda no primeiro semestre um festival, o Monsters of Rock”, anunciou. “Teremos o The Who, uma banda que ainda não fechamos, que será o ZZ Top ou Lynyrd Skynyrd, e uma banda brasileira. Teremos sertanejo, vai ter MPB, vai ter show grande no fim do ano e temos pelo menos quatro shows internacionais do calibre que tivemos esse ano”. O apoio do GDF, lembrou Dubois, é essencial para o entretenimento na cidade. “Nada disso seria possível sem a parceria com o governo. O governador Ibaneis Rocha sempre colocou uma prioridade de trazer eventos e conteúdos, e tem nos apoiado de todas as formas possíveis. O BRB é um parceiro de todos os eventos. Essa junção do público e do privado permite que a gente realize eventos desse tipo, e sem isso Brasília estaria na mesmice do passado”. *Colaborou Adriana Izel
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