Caminhada mobiliza São Sebastião no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, unidades sociassistenciais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) em São Sebastião organizaram, na sexta-feira (22), uma grande caminhada para conscientizar a população sobre a importância de denunciar os abusos. Cerca de 750 pessoas participaram da mobilização, entre estudantes de escolas públicas e particulares da região, servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) e trabalhadores de organizações da sociedade civil e instituições parceiras. Ao longo de um percurso de cerca de três quilômetros, saindo da Administração Regional de São Sebastião até a sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na região, eles caminharam com cartazes em mãos e materiais reforçando a urgência de combater a violência sexual contra crianças e adolescentes, reconhecer os sinais e divulgar canais de denúncia como o Disque 100. “Esse tipo de ação colabora muito na prevenção, porque a gente mobiliza todo o território, a rede que atende essas famílias, as crianças, as escolas. Então, as crianças sabem o que estamos falando e elas sabem, por exemplo, que vão ter no Cras, no Creas, no Conselho Tutelar, nas escolas, na saúde, pessoas que vão estar prontas para acolhê-las, escutá-las, e poder ajudar nesses momentos”, ressalta a gerente do Creas São Sebastião, Priscila Carvalho. “O Creas e Cecon de São Sebastião recebem muitos casos desse tipo. Em relação ao Cras, todo ano promovemos essa caminhada, entregamos materiais informativos para as escolas, para as unidades básicas de saúde, instituições do serviço de convivência e fazemos oficinas sobre o tema nas entidades voltadas para crianças e adolescentes. O nosso trabalho de prevenção é nesse sentido, com a campanha e as oficinas ao longo do ano”, explica a gerente do Cras São Sebastião, Nara Priscila Gomes Nogueira Santos. Cerca de 750 pessoas participaram da mobilização, entre estudantes de escolas públicas e particulares da região, servidores do (GDF) e trabalhadores de organizações da sociedade civil e instituições parceiras| Foto: Divulgação/Sedes-DF Além do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon), a caminhada foi promovida com apoio de entidades parcerias da Sedes e do GDF, cáritas, conselho tutelar, administração regional, centro olímpico, Corpo de Bombeiros do DF, Polícia Militar do DF, as escolas públicas Dom Bosco, CEF Jardins Mangueiral e Centro Educacional Zumbi dos Palmares e o Instituto Master. "Essa caminhada serve para a gente chamar atenção para os canais de denúncia. Esse momento também é importante para alertar os pais, porque eles são os principais responsáveis por cuidar dos seus filhos, às vezes, eles ficam caladinhos, mudam o comportamento, as vestimentas, não querem conversar nem com os colegas então, às vezes, podem estar passando por uma situação de abuso. A gente sabe que a maioria dos agressores vive dentro da casa ou então próximos dessas crianças. Então, esse momento é primordial para chamar a atenção dos familiares, da comunidade e, principalmente, das crianças e adolescentes para que eles reconheçam o seu direito de voz diante da comunidade”, reitera a pedagoga Denise Soares, da Associação Comunitária de São Sebastião, organização da sociedade civil parceira que levou crianças e adolescentes para participar da ação. Caminhada A caminhada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes já é tradicional na Sedes e faz parte do cronograma anual de atividades das unidades socioassistenciais, que se mobilizam com as redes locais para fazer caminhadas e campanhas educativas. Na segunda-feira (18), por exemplo, as unidades da região de Planaltina promoveram uma caminhada para reforçar a prevenção. Na quarta-feira (20), foi a vez do Cras Varjão. Neste sábado (23), o Creas Ceilândia tem uma manhã de atividades lúdicas voltadas para crianças e adolescentes. Na próxima quarta-feira (27), o Creas Recanto das Emas vai promover um seminário para discutir o tema. No dia 10 de junho, as unidades do Núcleo Bandeirante vão fazer uma caminhada, e no dia 30 de junho terá ação promovida pelas unidades de Sobradinho. “Mobilizações como essas são fundamentais para dar visibilidade ao tema, fortalecer a prevenção e conscientizar a população sobre a importância da denúncia. O enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes é uma prioridade para a Sedes-DF. Por isso, nossas unidades socioassistenciais realizam ações permanentes ao longo do ano, em articulação com escolas, órgãos públicos, entidades parceiras e toda a rede de proteção. Precisamos falar sobre esse assunto e envolver toda a sociedade nessa responsabilidade coletiva de proteger nossas crianças e adolescentes”, finaliza a subsecretária de Assistência Social da Sedes, Rafaella da Câmara. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
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GDF destina mais de R$ 1 milhão para garantir oficinas educativas a 500 crianças e adolescentes
Um investimento de mais de R$ 1 milhão vai transformar a vida de 500 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade do Recanto das Emas e do Riacho Fundo II. Os recursos foram destinados pelo Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (CDCA), vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), para o desenvolvimento do projeto social Sementes do Amanhã, executado em parceria com o Instituto Proeza. O projeto já está em execução e, nesta terça-feira (3), foi realizado o lançamento oficial, com a entrega de uma van que garantirá transporte seguro para os alunos em atividades externas. Além da van, o investimento prevê a contratação de psicólogos, pedagogos e assistentes sociais, a aquisição de uniformes, eletrodomésticos e a realização de 288 novas oficinas socioeducativas. Gabrielly Ferreira, 10 anos, já participa das atividades e destaca como a iniciativa tem impactado sua vida escolar | Fotos: Divulgação/Sejus-DF Educação, acolhimento e novas oportunidades As crianças e adolescentes atendidos têm acesso a atividades no contraturno escolar, como oficinas de arte, conversas, acompanhamento pedagógico e até a produção de um jornal comunitário. O objetivo é apoiar o desenvolvimento integral, fortalecendo vínculos familiares e comunitários e prevenindo situações de vulnerabilidade social. Gabrielly Ferreira, 10 anos, já participa das atividades e destaca como a iniciativa tem impactado sua vida escolar. “Aqui é bem legal! Eu tenho muitos amigos e os orientadores me ajudam com as tarefas de casa, o que fez minhas notas na escola melhorarem”, conta a estudante, que é destaque no projeto Proeza News, um telejornal educativo que incentiva leitura, fala e escrita de forma lúdica. O projeto já está em execução e, nesta terça-feira (3), foi realizado o lançamento oficial, com a entrega de uma van que garantirá transporte seguro para os alunos em atividades externas Compromisso com o futuro Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o investimento representa mais do que um apoio material: é um passo importante na construção de oportunidades. “Projetos como o Sementes do Amanhã são fundamentais para transformar realidades. Temos o compromisso de apoiar iniciativas que garantam oportunidades, ampliem horizontes e reduzam a desigualdade. Estamos dando a esses jovens a chance de construir um futuro melhor”, afirma. Kátia Ferreira, presidente do Instituto Proeza, reforça a importância da parceria. “Esse recurso fará muita diferença na vida das crianças atendidas. Agora poderemos contar com transporte seguro, aumentar o nosso quadro de profissionais e oferecer mais qualidade no atendimento. É um avanço enorme para todos nós”, destaca. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)
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Servidores são capacitados sobre tratamento da tuberculose em crianças e adolescentes
Servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) participaram, nesta semana (8 e 9), de uma oficina voltada ao manejo da tuberculose em crianças e adolescentes. O curso se destina a profissionais atuantes, preferencialmente, na Atenção Primária à Saúde (APS), entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e farmacêuticos de todas as regiões de Saúde da pasta. A iniciativa foi organizada pela SES-DF junto ao Ministério da Saúde (MS). A tuberculose pode ser tratada e curada; medicamentos são ofertados exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Segundo o gerente substituto de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist), Sérgio D’Ávila, há forte correlação entre a tuberculose e as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), em função dos riscos que representam à saúde e por afetarem pessoas em situação de vulnerabilidade. “A tuberculose é uma doença extremamente negligenciada, na perspectiva de que ela tem determinantes sociais importantes. Desse modo, é fundamental montarmos uma rede de atenção integrada e articulada para solucionar as dificuldades de acesso ao tratamento", avalia D'Ávila. A principal maneira de prevenir as formas graves da doença na infância e juventude se dá pela vacina BCG, disponibilizada pela Secretaria de Saúde logo nos primeiros dias de vida Consideradas as vulnerabilidades das pessoas mais afetadas, é crucial, de acordo com o gerente, que os serviços de saúde fortaleçam ações de acolhimento, busca ativa, investigação de possíveis contatos e oferta de tratamento adequado. A tuberculose pode ser tratada e curada, ao passo que os medicamentos são ofertados exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). [LEIA_TAMBEM]Crianças e adolescentes Segundo o Boletim Epidemiológico da Tuberculose 2025, publicado pelo MS, crianças e adolescentes representam 12% dos casos de infecção no mundo. A principal maneira de prevenir as formas graves da doença se dá pela aplicação da vacina BCG. O imunizante é disponibilizado gratuitamente pelo SUS em dose única e deve ser aplicado em recém-nascidos com mais de 2 kg, de preferência nas primeiras 12 horas após o nascimento. Caso não seja possível a vacinação ainda na maternidade, a dose pode ser administrada até os 4 anos de idade, com horários específicos definidos por cada unidade básica de saúde (UBS). Confira os locais de vacinação no site da SES-DF. Além da vacina BCG, a prevenção da tuberculose pode ser feita com o tratamento profilático, a partir de busca ativa e avaliação de contatos, mediante teste da prova tuberculínica e exame de sangue IGRA (sigla em inglês para Ensaio de Liberação de Interferon Gama), ambos disponibilizados pela SES-DF. *Com informações da SES-DF
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Projeto Ser Multiplicadores atenderá 60 crianças e adolescentes do Gama com cursos e acompanhamento psicológico
Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (1º) o Extrato do Termo de Fomento nº 03/2025, firmado entre a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) e a Organização da Sociedade Civil Obras Benedita Cambiagio. A parceria é originária do Edital nº 03/2022 do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA-DF), vinculado à Sejus, e tem como objetivo a execução do projeto Ser Multiplicadores, que atenderá 60 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 15 anos, na região do Gama. Crianças e adolescentes do Gama serão beneficiados com diversas atividades educativas por meio do projeto Ser Multiplicadores | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Com início em 30 de junho de 2025 e vigência de 25 meses, o projeto será desenvolvido na sede da entidade, localizada na Área Especial Quadra 07 Lote C, Setor Sul do Gama. A iniciativa tem caráter preventivo e busca garantir a promoção, proteção e defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. [LEIA_TAMBEM]Serão oferecidas diversas atividades, como aulas de dança, música, informática, acompanhamento psicológico, palestras educativas, dinâmicas interativas e visitas a espaços culturais, todas voltadas ao fortalecimento das capacidades e potencialidades do público atendido. Complementar ao trabalho social com famílias já realizado por meio dos serviços Paif (Proteção e Atendimento Integral às Famílias) e Paefi (Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos), o projeto tem foco no desenvolvimento de vínculos e na construção de alternativas emancipatórias para os jovens atendidos. Ao todo, serão destinados R$ 890.684,50 do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente à execução do projeto. *Com informações da Sejus-DF
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Projeto Formando Cidadão entrega bolas de futebol a estudantes
Crianças e adolescentes contemplados pelo projeto Formando Cidadão, do Centro de Políticas de Segurança Pública (CPSP), receberam ontem bolas de futebol de salão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A entrega foi feita no 11º Batalhão, em Samambaia, beneficiando cerca de 140 jovens. Projeto faz parte dos programas desenvolvidos pelos batalhões de Polícia Militar para jovens em vulnerabilidade | Foto: Divulgação/PMDF O projeto Formando Cidadão integra os programas preventivos de segurança pública desenvolvidos pelos batalhões, com foco especial em crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A iniciativa reforça o papel da Polícia Militar para além da segurança ostensiva, investindo em cidadania, respeito e integração comunitária por meio do esporte, do diálogo e do fortalecimento de vínculos. *Com informações da PMDF
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Número de crianças e adolescentes atendidos nos Caps cresce mais de 33%
Os atendimentos de crianças e adolescentes nas unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Distrito Federal cresceram 33,47% entre 2023 e 2024. O maior aumento foi registrado na faixa etária de 10 a 14 anos, cujos atendimentos saltaram de 9,2 mil para 13,5 mil – um crescimento de 45,6%. Entre 15 e 19 anos, o número de atendimentos também subiu, indo de 13,5 mil para 16,9 mil, representando 25,15% de aumento. O ano de 2024 teve o maior número de atendimentos de crianças e adolescentes em sete anos. Apenas no primeiro trimestre de 2025, foram registrados mais de 3,5 mil atendimentos na faixa etária de 10 a 14 anos e mais de 4 mil na faixa de 15 a 19 anos. Em comparação, no mesmo período de 2024, foram registrados 3,6 mil atendimentos em crianças de 10 a 14 anos e 4,3 mil atendimentos na faixa etária de 15 a 19 anos. O ano de 2024 teve o maior número de atendimentos de crianças e adolescentes em sete anos | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Para a Secretaria de Saúde [SES-DF], o fortalecimento do atendimento em saúde mental de crianças e adolescentes é uma prioridade. Estamos em processo de expansão da rede para garantir mais acesso às crianças, adolescentes e suas famílias”, afirma a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer. Ansiedade A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 10% a 20% dos adolescentes vivenciam problemas de saúde mental. No mundo, estima-se que a depressão seja a nona causa de doença e incapacidade nessa fase da vida, enquanto a ansiedade aparece na oitava posição. Apesar de não haver um levantamento específico sobre o número de diagnósticos de transtornos de ansiedade no Distrito Federal, o médico Thiago Blanco, referência técnica distrital em psiquiatria da SES-DF, alerta para o crescimento de casos clínicos de ansiedade em crianças e adolescentes: “A ansiedade é a nossa grande preocupação atual do ponto de vista epidemiológico”. Os atendimentos de crianças e adolescentes nas unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Distrito Federal cresceram 33,47% entre 2023 e 2024 O profissional explica que o tratamento exige apoio de muitas pessoas e profissionais capacitados para oferecer o suporte adequado para a criança e adolescente. “A ansiedade nessa fase é marcada por preocupações excessivas e por medos exagerados que atrapalham no desempenho acadêmico, na relação com outras crianças, com a família e com o mundo de maneira geral”, afirma. [LEIA_TAMBEM]O tratamento oferece suporte para que crianças e adolescentes incorporem os recursos necessários para enfrentar os medos do dia a dia. “Eventualmente, quando os sintomas são muito graves, o uso de medicações também pode ser recomendado”, complementa o psiquiatra da SES-DF. “Também precisamos cuidar e proporcionar um ambiente seguro, tolerante, cuidadoso, amoroso em qualquer espaço de convivência, na escola, na família e em outros ambientes”. Atendimento O tratamento para transtornos de ansiedade em crianças e adolescente pode ocorrer nos centros de Atenção Primária, como as unidades básicas de saúde (UBS) e nas unidades do Caps, dependendo da gravidade do caso. Os Caps são destinados a atendimentos de pessoas com sofrimento mental grave, inclusive, decorrente do uso de álcool e outras drogas, tanto em situações de crise quanto nos processos de reabilitação processual. As atividades nos Caps são realizadas prioritariamente em espaços coletivos (grupos, assembleias de usuários, reunião diária de equipe), de forma articulada com outros pontos de atenção da rede de saúde e das demais redes. O cuidado é desenvolvido por intermédio de projeto terapêutico singular, que é construído pela equipe de saúde em conjunto com o usuário e sua família. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Mais de 163 mil crianças e adolescentes já se vacinaram contra a dengue no DF
Governo do Distrito Federal · MAIS DE 163 MIL CRIANÇAS E ADOLESCENTES JÁ SE VACINARAM CONTRA A DENGUE NO DF Mais de 163 mil crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos já se imunizaram contra a dengue no Distrito Federal. Desde fevereiro do ano passado, o imunizante, que previne as formas graves da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti, está disponível para a população nas Salas de Vacina da rede pública de saúde. Apesar dos números expressivos, a vacinação contra a dengue ainda está longe da cobertura ideal. Do total de imunizações, 109.172 foram de primeira dose (D1) e 53.976 foram D2, representando um índice de 59,7% para a D1 e 29,5% para a D2. Para se vacinar, basta que a criança ou o adolescente compareça a uma das salas de vacina do DF acompanhada de pai ou responsável, portando documento de identificação e a caderneta de vacinação | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “A vacina da dengue foi incorporada no ano passado à rede pública de saúde como uma estratégia do Ministério da Saúde para imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Essa é a faixa etária com maior índice de hospitalizações e óbitos por dengue no país. Ela está disponível em toda a rede pública, com mais de 100 pontos de vacinação — unidades básicas, principalmente — preparados para atender esse público”, explicou Karine Castro, gerente substituta da Rede de Frio do DF. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde. Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2023, o imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo de 90 dias entre as aplicações. Para isso, basta que a criança compareça a uma das salas de vacina do DF (lista completa aqui) acompanhada de pai ou responsável, portando documento de identificação e a caderneta de vacinação. “É importante destacar que para a imunização ser eficaz, é essencial completar o esquema vacinal com as duas doses”, enfatizou. “Por isso, sempre reforçamos: quem ainda não tomou a primeira dose, que vá se vacinar. E quem já tomou a primeira, que não deixe de tomar a segunda. Só assim conseguiremos uma proteção efetiva contra a doença.” Recomendações A vacina da dengue foi incorporada no ano passado à rede pública de saúde como uma estratégia para imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. "Essa é a faixa etária com maior índice de hospitalizações e óbitos por dengue no país", afirma Karine Castro, gerente substituta da Rede de Frio do DF A Secretaria de Saúde do DF recomenda que, caso a criança ou adolescente tenha sido diagnosticada com dengue, é necessário aguardar seis meses para iniciar o esquema vacinal. Se houver contaminação pela doença após a primeira dose, deve-se manter a data prevista para a segunda dose, desde que haja um intervalo de 30 dias entre a infecção e a segunda dose. [LEIA_TAMBEM] A vacinação contra a dengue não é indicada para indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles em terapias imunossupressoras, com infecção por HIV sintomática ou com evidência de função imunológica comprometida, e pessoas com hipersensibilidade às substâncias listadas na bula, além de mulheres gestantes ou em fase de amamentação. Cuidados permanecem Embora a vacina contra a dengue represente um avanço na proteção da população, o controle do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia de prevenção não apenas contra a dengue, mas também contra outras arboviroses urbanas, como a chikungunya e o vírus Zika. Isso se deve ao fato de que o imunizante, por si só, não interrompe a cadeia de transmissão, especialmente em áreas com alta densidade do vetor. Medidas como eliminar focos de água parada, vedar caixas d’água e manter quintais limpos seguem sendo essenciais no combate à proliferação do mosquito.
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Colônia de Férias Inclusiva: Centro Olímpico de São Sebastião promove integração e diversão
Muita alegria, correria e animação. Além de manter a energia de quem participa da Colônia de Férias no Centro Olímpico e Paralímpico de São Sebastião (COP São Sebastião), os principais objetivos nas atividades, pensadas para crianças e adolescentes com idades entre 4 e 17 anos, são incentivar o respeito e a inclusão. O evento, que ocorre de 28 a 31 de janeiro, é totalmente gratuito e inclui atividades esportivas, recreação, musicalização, contação de histórias, oficinas e alongamentos. Todas as opções são planejadas de acordo com a capacidade e a faixa etária dos participantes, nos turnos matutino e vespertino. Além de estimular a criatividade e a experimentação, as atividades da colônia beneficiam o desenvolvimento cognitivo dos participantes | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília “A colônia é voltada para a comunidade, e buscamos a inclusão em todas as modalidades dentro do centro olímpico”, destaca a diretora do Cop São Sebastião, Camila Meireles. Ao todo, 20 alunos com deficiência participam da programação. Além de estimular a criatividade e a experimentação, as atividades da colônia beneficiam o desenvolvimento cognitivo dos participantes. Para o coordenador pedagógico do Cop São Sebastião, Gilvan Carvalho, a iniciativa é essencial para a socialização das crianças. “Como a colônia é aberta para todos, ninguém se sente excluído. Buscamos incentivar a interação e mostrar que todos são capazes de participar”, afirma. Interação e aprendizado Levi Silva Lima gosta de fazer amizades, além de praticar os esportes oferecidos na colônia de férias Os irmãos Glória Maria Silva Lima, 6 anos, e Levi Silva Lima, 9, diagnosticados com transtorno do espectro autista (TEA), estão aproveitando cada momento da colônia. Glória se encantou com as brincadeiras da gincana, como pique-pega e pique-esconde, enquanto Levi está ansioso para ver sua equipe vencer a competição. “Acho que meu grupo foi o mais rápido e que vamos ganhar”, diz o garoto, animado. Além de experimentar novas atividades, como o karatê, o que ele mais gosta é de fazer novos amigos. “É muito legal conhecer outras crianças”, completa. A mãe, Myllena Patrycia Silva, 31 anos, acompanha de perto a participação dos filhos e comemora os avanços. “É maravilhoso ter um ambiente que acolhe e respeita as diferenças, sem tentar padronizar as crianças. Esse é um dos passos para que eles se envolvam mais com a sociedade”, afirma a mãe. Essa é a primeira vez que Myllena inscreve os filhos em uma colônia de férias. “Fiquei mais tranquila porque já conhecia o trabalho dos professores e sabia que seria um momento importante para o desenvolvimento deles.” Para ela, a rotina estruturada da colônia também é um diferencial. “Crianças com TEA precisam de rotina, e manter essa organização mesmo nas férias faz muito bem para elas”, conclui.
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