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Dia Nacional da Pessoa Idosa é celebrado com atividades de convivência, cultura e protagonismo no DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa é celebrado nesta quinta-feira, 1º de outubro. E, nessa data, as unidades socioassistenciais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) prepararam atividades especiais para homenagear esse público e mostrar a importância de garantir dignidade, autonomia, proteção e convivência. No Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon) Mozart Parada, na CNL 1, em Taguatinga, as celebrações começaram cedo. Às 8h30, 63 pessoas idosas já estavam lá no ginásio, animadas e prontas para a esperada atividade de Ritbox, modalidade de aula coletiva que trabalha lateralidade, coordenação motora e exercícios funcionais ao som de músicas. “Esta aula aqui, para nós, está sendo um benção, porque somos muito sedentários, e aqui a gente se diverte. Já tem uns três anos que eu venho, sempre participo. Eu sou muito caseira, então, eu não tenho pra onde ir e me divertir. E o nosso professor é nota 10”, comemora Inês da Silva, de 66 anos, que convidou as duas netas, de 18 e 13 anos para participar da comemoração pelo Dia Nacional da Pessoa Idosa.  Um dia especial No Cecon Mozart Parada, em Taguatinga, as celebrações começaram cedo. Às 8h30, 63 pessoas idosas já estavam no ginásio, animadas e prontas para as atividades | Fotos: Divulgação/Sedes-DF  “Olha, eu não perco um dia, só falto se estiver doente. Aqui, fazemos muita amizade. Somos uma família” Alaene Souza da Rocha, frequentadora do Cecon Mozart Parada, em Taguatinga Inês frequenta o Cecon Mozart Parada há 3 anos, assim como as colegas Alaene, de 70 anos,  e Sueleide, 63 anos. “Olha, eu não perco um dia, só falto se estiver doente. Todos os dias que tem exercício, eu venho. Aqui, fazemos muita amizade. Somos uma família”, conta Alaene Souza da Rocha. “Se preciso faltar, sinto muita saudade da turma, do professor”, complementa a colega Sueleide da Conceição, de 63 anos. A aula foi animada e estava cheia, também, porque a unidade recebeu o grupo de pessoas idosas atendidas no Cecon Bernardo Sayão, que fica na M Norte. Como Maria Aparecida Alves da Silva, de 77 anos, que fez questão de aproveitar o dia especial. “Faz apenas dois anos que frequento o Cecon, mas minhas filhas cresceram fazendo atividade lá no Bernardo Sayão, no contraturno. Eu trabalhava fazendo faxina, e elas ficavam lá. Aí minha irmã de coração me inscreveu depois, e eu estou aqui. É muito bom, sempre participo de tudo”, relata Maria Aparecida. Após a aula de Ritbox, o grupo dançou, fez alongamento e participou de café da manhã especialmente preparado para comemorar o Dia Nacional da Pessoa Idosa. “Trabalhar com a pessoa idosa é renovador, traz vitalidade a alegria delas, especialmente aqui no grupo Mais Vida do Cecon Parada. Elas colaboram com tudo. Trouxeram toalha, lanche, sugeriram atividades. Isso mostra muito o que a gente faz aqui no serviço de convivência, que é estimular o protagonismo da pessoa idosa, fortalecer os vínculos, e criar novos vínculos", destaca o educador social de referência do grupo de pessoas idosas atendidas no Cecon Mozart Parada, Thiago Aguilar.  "Hoje também temos aqui o grupo do Cecon Bernardo Sayão, e elas estão estreitando esses laços", observa Aguilar. "Estamos reforçando a importância do envelhecimento ativo, que é envelhecer bem, com autonomia, com independência, desenvolvendo esse protagonismo e esse convívio social.” Acolhimento institucional Comida, bingo, dança e concurso literário movimentaram o dia no Serviço de Acolhimento Institucional para Pessoas Idosas Casa Viva   Nesta quinta-feira (1/10), o Serviço de Acolhimento Institucional para Pessoas Idosas (Saipi) Casa Viva, na QNF, em Taguatinga, também preparou atividade especial em alusão ao Dia Nacional da Pessoa Idosa. Cerca de 20 acolhidos atendidos na unidade participaram pela manhã de um concurso literário, que premiou as melhores histórias e poesias. Dez pessoas se inscreveram participar da premiação e expor seus trabalhos, mas todos os 35 acolhidos na unidade receberam um caderno e, durante um mês, desenvolveram trabalhos individuais, com tema livre, e suporte dos profissionais da equipe socioassistencial.  “Fizemos um concurso literário hoje e distribuímos o certificado para todo mundo que participou. O retorno deles tem sido maravilhoso. Esse concurso de poesia foi trabalhado durante um mês, não foi uma coisa pontual, eles receberam um caderno para desenvolver o projeto e muitos escreveram, mesmo sem participar do concurso. Também foi organizado um bingo, uma das atividades mais esperadas por eles”, destaca a gerente do Saipi Casa Viva, Marcelle Pucci.  “Eu fiz um relato de quando cheguei aqui a esta casa maravilhosa. Eu não tenho família, não tenho ninguém. Então, aqui é minha casa. Sinto que essa é a minha família” Sérgio Fernando Puch, peruano que mora na Casa Viva e vencedor do concurso literário Quem recebeu o primeiro lugar no concurso literário foi o peruano Sérgio Fernando Puch, de 61 anos, que está acolhido há cerca de dois meses no Saipi Casa Viva. Ele ganhou o prêmio com o relato que fez contando a trajetória dele quando estava em situação de rua, passando pelo atendimento no Centro de Atendimento Especializado para Pessoa em Situação de Rua (Centro Pop) até chegar ao acolhimento institucional da Sedes. “Eu fiz um relato de quando cheguei aqui a esta casa maravilhosa. É linda, todo mundo é bom, os diretores, os cuidadores, seguranças. Para mim, é o melhor que tem na minha vida. Eu não tenho família, não tenho ninguém. Então, aqui é minha casa. Sinto que essa é a minha família”, conta emocionado. Ao longo da semana, os acolhidos no Saipi Casa Viva participaram de atividade coletivas e lúdicas, com ações que destacam a importância do envelhecimento saudável, da autonomia e da garantia de direitos da pessoa idosa. “Além das comemorações, neste Dia Nacional da Pessoa Idosa, nós relembramos aos acolhidos que eles são cidadãos, que têm direitos, que têm deveres e que há vida na terceira idade. Lembramos que ainda tem muita coisa para descobrir, para fazer. É o momento de a gente poder conversar com mais calma, de socializar mesmo, nós e os idosos”, conclui a gerente da unidade, Marcelle Pucci.   *Com informações da Sedes-DF

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Programa Absorva o Bem completa 1 ano e consolida rede de cuidado e dignidade no DF 

Há projetos que nascem como política pública. Outros, como gesto. O Absorva o Bem, da Secretaria de Atendimento à Comunidade do Distrito Federal (Seac-DF), nasceu dos dois e, ao completar um ano, se firma como uma das iniciativas mais sensíveis e transformadoras da pasta. Criado em maio de 2025, o projeto disponibiliza pontos solidários (caixas de acrílico) instalados em banheiros públicos de órgãos parceiros e oferece absorventes gratuitos. A rede do Absorva o Bem conta, atualmente, com 200 pontos solidários; órgãos que quiserem participar podem procurar a Seac | Foto: Foto: Divulgação/Seac-DF Um ano depois, o que começou como um gesto se tornou rede. Já são mais de 200 pontos solidários espalhados por todas as regiões administrativas do Distrito Federal, em órgãos públicos, administrações regionais e espaços de grande circulação. Cada ponto é abastecido tanto pela atuação da secretaria quanto pelas doações da própria comunidade, uma engrenagem coletiva que transforma usuários em participantes ativos da política pública. “O Absorva o Bem nasce da certeza de que é nos imprevistos que a empatia se revela" Clara Roriz, secretária de Atendimento à Comunidade “O Absorva o Bem nasce da certeza de que é nos imprevistos que a empatia se revela. Quando a menstruação chega de surpresa, ter um ponto de apoio vai além do cuidado, é um gesto de respeito e acolhimento”, afirma a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz. Ao longo desse primeiro ano, o projeto, que tem como lema “Se precisar, pegue! Se puder, doe!”, também ampliou o alcance para além dos pontos físicos. A iniciativa promove ações educativas sobre saúde menstrual, reforçando a importância do autocuidado, da informação e da quebra de tabus que ainda cercam o tema.  Qualquer pessoa pode contribuir com o projeto doando diretamente nos pontos solidários instalados nos órgãos participantes. As doações são simples, espontâneas e não exigem cadastro. Cada contribuição ajuda a manter a rede ativa e a ampliar o alcance da iniciativa.  Órgãos interessados em aderir ao projeto podem entrar em contato com a Seac para orientações sobre a instalação de novos pontos. *Com informações da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF)  

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Casa nova, vida nova: GDF leva dignidade a famílias que viviam em situação precária

Depois de mais de duas décadas convivendo com a precariedade e a insegurança, a aposentada Helena Leandro, 75 anos, finalmente conquistou algo que sempre pareceu impossível: uma casa em alvenaria. Natural da Bahia, ela chegou na capital em 2002 e, desde então, vivia com a família em um barraco de madeira. Sem condições financeiras de mudar aquela realidade, Helena confiou o sonho a este Governo do Distrito Federal (GDF), que reconstruiu o lar em 2022 por meio do programa Melhorias Habitacionais, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab). “Era um barraco de madeira, com três quartos, sala, cozinha e um banheiro. Era bem feito, mas eu sonhava com a minha casa arrumada, construída, para sair e ficar mais tranquila. Antes, sempre precisava ficar alguém aqui, por causa da segurança. Hoje isso não acontece mais”, relata Helena, que agora sente orgulho do lugar em que reside com o esposo, o filho e a nora. “Esse programa da Codhab é bom demais para a gente que não tem uma casa e não pode construir; eles vêm e constroem.” Desde 2019, o programa Melhorias Habitacionais beneficiou mais de 860 pessoas com a reforma e reconstrução de 216 residências em situações precárias com investimento superior a R$ 8 milhões. A política atende famílias de baixa renda que vivem em moradias improvisadas, sem ventilação, com infiltrações ou risco estrutural, localizadas em Áreas de Regularização de Interesse Social (Aris). “Não se trata de tijolo, de cimento, de telha: a gente transforma a vida e realiza sonhos de famílias que viviam em situações precárias, em casas inabitáveis”, reforça o presidente da Codhab, Marcelo Fagundes. Depois de mais de duas décadas convivendo com a precariedade e a insegurança, a aposentada Helena Leandro, 75 anos, finalmente conquistou algo que sempre pareceu impossível: uma casa em alvenaria | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo ele, a iniciativa é apenas um dos braços do Executivo para garantir moradia digna para a população, promover inclusão social e reduzir o déficit habitacional. “O governador determinou que nós zerássemos a fila da vulnerabilidade e nós vamos fazer isso. Vai ser um grande avanço e este, certamente, será o governo que mais investiu na parte habitacional de interesse social”, observa o presidente. Sonho realizado Inspirado em diretrizes nacionais e no Plano Distrital de Habitação de Interesse Social, o programa Melhorias Habitacionais surgiu para requalificar lares já existentes, reduzindo vulnerabilidades, prevenindo riscos e garantindo dignidade. Neste ano, o valor atribuído a cada modelo de obra foi ampliado, passando de R$ 35 mil para R$ 50 mil no caso de reformas, e de R$ 75 mil para R$ 100 mil para reconstruções.   Os casos são analisados conforme as necessidades de cada família. “Avaliamos a segurança da casa, a insalubridade, e no caso da dona Helena, a casa era totalmente insalubre, insegura, composta de madeirite. Todo o processo tentamos fazer junto com o morador, então muitas opções de layout para a casa foram conversadas com ela”, explica o arquiteto da Codhab Leandro Fernandes. “A reforma envolve pintura, ampliação, janela, colocar o piso, mexer um pouco na parte hidráulica, elétrica e tudo mais, enquanto a reconstrução tem todos esses aspectos mais a questão estrutural da casa.” Para a assistente social Marilurde Lago, o programa pode ser resumido em uma palavra: dignidade. “Nas visitas, nos deparamos com situações de extrema vulnerabilidade, pessoas que não possuem banheiro, que fazem as suas necessidades em baldes e sacolas plásticas, que são deficientes físicas e não têm acessibilidade nenhuma, que não têm uma porta adequada ou uma rampa, um banheiro para fazer a sua higiene. Esse é um dos programas mais bonitos do GDF. É a realização de um sonho que eles nunca conseguiram ter por conta das dificuldades da vida. É algo fundamental e muito gratificante de fazer parte.” “Avaliamos a segurança da casa, a insalubridade, e no caso da dona Helena, a casa era totalmente insalubre, insegura, composta de madeirites. Todo o processo tentamos fazer junto com o morador, então muitas opções de layout para a casa foram conversadas com ela”, explica o arquiteto da Codhab Leandro Fernandes Esforço contínuo Em junho deste ano, o GDF doou lotes a 198 famílias que perderam suas casas em um incêndio que atingiu a Ocupação da Quadra 406 do Recanto das Emas — conhecida como Favelinha — e também famílias da comunidade do Bananal, na Fercal. As famílias também receberam os primeiros cartões do programa Material de Construção, auxílio financeiro lançado em maio no valor de R$ 15 mil. O recurso é destinado a pessoas desabrigadas em situação de emergência ou que estejam passando por estado de calamidade para que possam adquirir materiais de construção civil. Também neste ano, ocorreu o reajuste do Cheque Moradia, política pública pensada para reduzir os custos de entrada e facilitar o financiamento de imóveis. O valor foi ampliado para R$ 16.079,27 para acompanhar o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), que mede a evolução dos custos da construção no Brasil. Além disso, já foram entregues 11.335 unidades habitacionais pelo programa Morar Bem desde 2019, beneficiando mais de 36 mil pessoas em diversas regiões administrativas. O Itapoã concentra o maior número de moradias entregues — 6.912 unidades, seguido por São Sebastião e Sol Nascente, com 1.962 e 1.008 apartamentos, respectivamente. Também foram construídos residenciais no Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia e Sobradinho. Acesse o site da Codhab para verificar o regulamento das políticas públicas.

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Aluguel Social completa um ano garantindo dignidade e um novo começo para mulheres e seus filhos 

Agência Brasília · ALUGUEL SOCIAL COMPLETA UM ANO GARANTINDO DIGNIDADE E UM NOVO COMEÇO PARA MULHERES E SEUS FILHOS Criado em 2024 pela Secretaria da Mulher (SMDF), o Programa Aluguel Social — que atualmente garante o benefício mensal de R$ 600 a 536 mulheres atendidas — sela o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com o acolhimento e apoio a vítimas de violência doméstica. Além do auxílio de R$ 600, programa encaminha beneficiárias a serviços de saúde e psicossociais | Foto: Divulgação/SMDF   “Este programa é uma oportunidade concreta para que essas mulheres possam dar um novo passo em suas vidas, recuperando a autoestima e a esperança, elementos essenciais para que elas e seus filhos possam construir um futuro mais digno” Giselle Ferreira, secretária da Mulher A assistência oferecida vai além do apoio financeiro: as beneficiárias também são acompanhadas nas unidades da secretaria, onde recebem avaliação detalhada das demandas emocionais e sociais, permitindo o direcionamento para serviços que contribuem para a reconstrução da autonomia e do bem-estar. Libertação Moradora de Planaltina e mãe de cinco filhos, Ana Karina é a voz de uma entre várias mulheres que enfrentaram a difícil decisão de romper com um ciclo de violência. “Para mim, o Aluguel Social foi um ato extraordinário, porque garante que mulheres assim como eu não precisem mais se submeter à violência doméstica”, relata. “Foi uma libertação muito grande”, enfatiza. “Sou acompanhada em todas as áreas, e todos os profissionais me tratam bem — desde o recepcionista até a psicóloga. Me sinto segura. Se não fosse a Secretaria da Mulher, eu ainda estaria em um grande quadro de depressão e sozinha. Foi a equipe que me ajudou.”  “Cada chave entregue representa uma vitória, um passo rumo a um futuro mais justo, a uma sociedade que valoriza e protege as mulheres” Celina Leão, vice-governadora A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, lembra que o benefício traduz a sensibilidade e o compromisso da gestão pública com a garantia dos direitos humanos: “Este programa é uma oportunidade concreta para que essas mulheres possam dar um novo passo em suas vidas, recuperando a autoestima e a esperança, elementos essenciais para que elas e seus filhos possam construir um futuro mais digno”. A vice-governadora Celina Leão reforça a importância da iniciativa: “O Aluguel Social representa o compromisso do GDF com a dignidade das mulheres que enfrentam situações difíceis. Ao completar um ano, o programa se consolida como uma iniciativa humanizada que transforma vidas. Cada chave entregue representa uma vitória, um passo rumo a um futuro mais justo, a uma sociedade que valoriza e protege as mulheres”. Encaminhamentos [LEIA_TAMBEM]O Aluguel Social também estimula o acesso a programas sociais complementares e ao cadastro em programas habitacionais, fortalecendo a rede de proteção e apoio. Entre as ações disponibilizadas estão a análise da composição familiar, o agendamento de consultas de acompanhamento, a elaboração do chamado mapa da vida e o suporte jurídico e assistencial. Conforme a necessidade de cada caso, o acompanhamento pode ser feito de forma mensal ou quinzenal, garantindo um suporte contínuo e personalizado. Para ter acesso ao benefício, é fundamental que a mulher resida no Distrito Federal e esteja em atendimento por algum dos equipamentos da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência da SMDF. Têm prioridade os casos de mulheres acolhidas na Casa Abrigo e na Casa da Mulher Brasileira, assim como aquelas com filhos de até cinco anos, desde que atendam aos critérios exigidos para o recebimento do benefício.   *Com informações da Secretaria da Mulher  

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Conferência distrital reforça protagonismo da pessoa idosa e propõe caminhos para garantir direitos e dignidade

Mais de 250 pessoas participaram nesta sexta-feira (27) da 6ª Conferência Distrital dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada no auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB). Promovido pelo Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa do Distrito Federal (CDI-DF), vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o evento teve como objetivo discutir os principais desafios enfrentados no atendimento à população idosa e construir, de forma coletiva, propostas concretas para a garantia de seus direitos. Com o tema “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”, a conferência se consolidou como espaço democrático e participativo, com a presença ativa de pessoas idosas, representantes de entidades, movimentos sociais, conselheiros de direitos, gestores públicos e integrantes da sociedade civil organizada. Durante a abertura, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ressaltou a importância do debate diante da transformação demográfica prevista para as próximas décadas, quando, por volta de 2050, a população idosa será maior do que a de jovens no Brasil. Ela destacou ações pioneiras da Sejus voltadas ao cuidado e à inclusão desse público, como a criação do projeto Hotelaria Solidária, durante a pandemia — reconhecido internacionalmente pelo seu ineditismo e impacto social —, e o fortalecimento do programa Viver 60+, que incentiva o convívio social, a inclusão produtiva e a valorização da pessoa idosa. O evento teve como objetivo discutir os principais desafios enfrentados no atendimento à população idosa e construir, de forma coletiva, propostas concretas para a garantia de seus direitos | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF “Esse programa e outros projetos promovidos por entidades e instituições comprometidas com essa pauta têm permitido que hoje as pessoas idosas levantem a mão e digam: nós temos direitos, nós precisamos disso e daquilo. Essa escuta ativa e esse diálogo com o governo é o que nos permite avançar”, afirmou Passamani. Na sequência, o presidente do CDI-DF, Mauro Moreira de Oliveira Freitas, destacou o alinhamento entre o conselho, o governo e a sociedade civil para o fortalecimento das políticas públicas. “Somos um conselho paritário, consultivo e deliberativo, com a missão de propor e fiscalizar políticas públicas voltadas à pessoa idosa, independentemente dos governos que passam. Nossa atuação é permanente e voltada à garantia de direitos.” Programação intensa e participação ativa Ao longo do dia, os participantes acompanharam palestras, mesas de debate, grupos de trabalho temáticos e uma plenária final para aprovação de propostas, além da eleição dos delegados que representarão o DF na etapa nacional da conferência. Os debates foram organizados em cinco eixos principais: financiamento das políticas públicas para ampliação e garantia dos direitos sociais; proteção à vida, à saúde e acesso ao cuidado integral da pessoa idosa; enfrentamento à violência, abandono social e familiar; participação social, protagonismo e vida comunitária; e fortalecimento dos conselhos de direitos como política de Estado. A professora Camila Alves Areda, coordenadora da Universidade do Envelhecer (Uniser) — projeto de extensão da UnB voltado ao envelhecimento saudável —, também defendeu a importância da escuta e da efetividade na aplicação das políticas públicas. “É fundamental ouvir as pessoas idosas, entender onde estão as falhas e como podemos melhorar. A universidade contribui com pesquisa e também com ações práticas que empoderam e garantem o acesso a direitos”, afirmou. A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, participou da abertura do evento Protagonismo em ação Uma das participantes da conferência foi Maria Aparecida de Jesus, de 66 anos, moradora do Paranoá e integrante ativa do programa Viver 60+. Essa foi a segunda conferência distrital da qual ela participou — e a expectativa era grande. “Aqui é um espaço onde a gente é ouvida, onde podemos dizer com clareza o que está faltando, o que precisa mudar. Isso é muito importante, porque muita gente acha que a pessoa idosa só quer descanso. A gente quer dignidade, respeito e oportunidade também”, afirmou Maria, antes de participar de uma mesa de debate sobre protagonismo e vida comunitária. Além da escuta ativa e da ampla participação, a conferência se destacou por garantir acessibilidade, ambiente acolhedor e estrutura completa para receber o público 60+, reafirmando o compromisso com um envelhecimento digno, ativo e respeitado. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)

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Com apoio do GDF, oito pessoas deixam as ruas e conquistam empregos em serviços públicos

“Tenho muita gratidão ao GDF por ter aberto essa porta para a gente.” A emoção de conquistar um emprego e abrir não só uma, mas inúmeras portas, tem um sabor mais do que especial para Ubledson Tenório, 53. Ele é um dos oito beneficiados pelo trabalho de acolhimento a pessoas em situação de rua promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde o ano passado, sob coordenação da Casa Civil. As ações contam com parceria de outras secretarias, a exemplo da de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). Ubledson é uma das pessoas que não desistiu e foi acolhido pelo decreto que destina 2% das vagas de trabalho em licitações de serviços e obras públicas distritais a pessoas em situação de rua. Essa é apenas uma das medidas do Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, liderado pela Casa Civil. “Depois de quatro meses morando na rua, fui acolhido e hoje vou poder trabalhar como ajudante de carga. Só tenho a agradecer a todas as pessoas que se dedicaram e confiaram em mim”, declarou Ubledson. Para o GDF, o agradecimento de Ubledson significa trabalho. Missão que foi incorporada pela Casa Civil desde o ano passado e tem sido cumprida de forma perene e pacientemente para alcançar toda a população em situação de rua. “Desde maio de 2024, este GDF trabalha arduamente para acolher as pessoas em situação de rua que estão na nossa capital. Hoje é um dia muito importante para todos nós, ao vermos oito pessoas, que passaram pela rede pública de proteção social, serem empregadas graças às políticas públicas de qualidade do governo Ibaneis Rocha. Nossa atuação é contínua para que todas as pessoas que hoje estão em situação de rua tenham vidas dignas em Brasília”, ressaltou o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. Aprovados em processo seletivo, os beneficiados atuarão como ajudantes de carga no Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp), organização do terceiro setor voltada ao desenvolvimento institucional do setor público e à gestão de saúde. Aprovados em processo seletivo, os beneficiados atuarão como ajudantes de carga no Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp) | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O serviço de ajudante geral é mais um dos benefícios conquistados pela venezuelana Norvis Duarte, 34, com apoio deste GDF. “Assim que cheguei a Brasília, há 11 meses, fui atendida pelo Renova-DF e agora terei a chance de trabalhar com carteira assinada”, contou a imigrante, realizada. As oportunidades trouxeram mais qualidade de vida para ela e para a filha. “Eu estava passando por muita dificuldade e hoje consigo morar bem, em um abrigo, e comer. Brasília mudou minha vida em todas as formas”, relatou Norvis, ansiosa para o futuro. “São muitos sonhos, muitas metas que eu tenho para mim e para minha filha, e, graças a Deus, minha vida está melhorando”. Ubledson Tenório, 53 anos: “Tenho muita gratidão ao GDF por ter aberto essa porta para a gente” Acompanhar esses relatos e ver o Estado ajudar a quem precisa motiva os gestores. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, a inclusão é a palavra que descreve esse projeto: “Chegamos a um momento muito especial de desenvolvimento de uma política pública real, que mexe com a vida das pessoas e que é a inclusão produtiva e social das pessoas, principalmente das que estão em situação de rua. Quando a gente abre uma porta de trabalho e consegue resgatar a vida de uma pessoa que se encontra em uma situação difícil, é muito realizador para nós ,e vamos avançar cada vez mais exigindo que as empresas que prestam serviço para o GDF cumpram esse compromisso”. Para a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, a ação reflete a aplicabilidade e importância da legislação. “É o desenvolvimento econômico, junto ao desenvolvimento social, fazendo o desenvolvimento da nossa capital. Essas pessoas estão em processo de saída de rua, nas nossas casas de passagem, e é com muita satisfação e alegria que a gente percebe que, hoje, a legislação está sendo aplicada”, comemorou. “Fornecer esse tipo de dignidade, de cidadania, é muito realizador. A gente começou com o público de pessoas com deficiência (PcDs) e agora estamos na nossa segunda frente de trabalho”, explicou o gestor de contratos do Ibrapp, João Henrique Barcelos.

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Projeto Borboleta ajuda a reconstruir a autoestima de reeducandas

“É a oportunidade de se vestir, de tirar aquela roupa branca e se sentir diferente e importante na vida; é o primeiro passo para a liberdade”, descreve a reeducanda Samantha*, 50, uma das beneficiadas pelo projeto Borboleta, da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF). Vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa disponibiliza roupas e acessórios para elevar a autoestima dos sentenciados em sua nova fase de vida. Desde 2017, essa ação já beneficiou 5 mil pessoas. Samantha, que trabalha como manicure em regime semiaberto, é uma das beneficiárias do projeto:  “Ter acesso a roupas novas de graça e poder trabalhar com dignidade é uma força muito grande – é um gasto a menos, uma preocupação a menos” | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “A doação dessas roupas vai muito além do vestuário. Elas representam um novo começo para os reeducandos que estão retomando suas vidas no mercado de trabalho e na sociedade” Deuselita Martins, diretora-executiva da Funap-DF “Assim que eu saí da prisão, a situação financeira estava muito difícil, então ter acesso a roupas novas de graça e poder trabalhar com dignidade é uma força muito grande – é um gasto a menos, uma preocupação a menos”, relembra Samantha. Com o apoio da Funap, desde que entrou em regime semiaberto, ela atua há nove meses como manicure e, quando possível, no projeto Borboleta, ajudando outros reeducandos na nova vida. As roupas do borboletário, local onde ficam armazenadas, são adquiridas por meio de doações. Cada pessoa (homem e mulher) tem direito a cinco itens, que podem ser escolhidos em araras dispostas na sede da Funap. “O projeto Borboleta resgata autoestima, dignidade e fortalece a reintegração social e profissional dessas pessoas, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania “A doação dessas roupas vai muito além do vestuário; elas representam um novo começo para os reeducandos que estão retomando suas vidas no mercado de trabalho e na sociedade”, ressalta a diretora-executiva da Funap-DF, Deuselita Martins. “Muitos chegam sem condições de se apresentar adequadamente para uma entrevista ou para o primeiro dia de emprego, e o projeto Borboleta lhes dá esse suporte essencial, ajudando a resgatar a dignidade e a autoestima nesse momento de recomeço”, complementa a gestora. Andreia escolhe peças no borboletário: “O guarda-roupa comunitário facilita a vida do preso que está se reintegrado na sociedade, porque a gente chega aqui e consegue um sapato, uma roupa de qualidade para se apresentar no trabalho” A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, também vê na iniciativa um caminho para ressocialização. “O projeto Borboleta resgata autoestima, dignidade e fortalece a reintegração social e profissional dessas pessoas, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva”, pontua. Autoestima e recomeço O simples ato de trocar de roupa no borboletário assim que chegou à Funap -DF transformou a vida de Andreia*, 57. Depois de dez anos na prisão, a costureira saiu sem nada. “O guarda-roupa comunitário facilita a vida do preso que está se reintegrado na sociedade, porque a gente chega aqui e consegue um sapato, uma roupa de qualidade para se apresentar no trabalho e até nos outros dias,  porque a gente demora 30 dias para receber o primeiro salário”, relata. Além do impacto financeiro, ela reforça a importância do projeto para a confiança das reeducandas: “Já pensou todo mundo chegando de branco ao trabalho? Seria constrangedor, né? Aqui, a gente entra presa, mas sai como qualquer outra pessoa da sociedade. Isso é muito bom para a nossa autoestima”. Como ajudar O projeto Borboleta recebe doações de qualquer item de vestuário, cosmético ou acessório, beneficiando tanto homens quanto mulheres. As peças mais procuradas são roupas de frio, calças jeans (de todos os tamanhos) e camisas, de preferência coloridas. As doações podem ser entregues de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede da Funap-DF: Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Trecho 2, lotes 1835/1845, 1º andar. Mais informações pelos telefones (61) 3686-5031 e 3686-5030. *Para preservar a identidade das entrevistadas, foram usados nomes fictícios.

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Programa que oferece CNH gratuita muda a vida de 15 mil pessoas em situação de vulnerabilidade

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é um documento que confere ao titular o direito de dirigir. Mas, tal qual um passaporte, ela também pode abrir portas para outros mundos: da autonomia, da dignidade e do mercado de trabalho. A dona de casa e estudante Marcia Padilha, por exemplo, tinha o sonho de tirar a CNH na categoria D, o que realizou em 2021, aos 41 anos. Mais do que dirigir caminhões, a carteira também lhe deu novas oportunidades. “Como foi em um momento que eu tinha recém-ganhado neném, ficava pensando muito o que ia fazer da vida. Estávamos no meio de uma pandemia, eu com neném novo, meio sem saber o que fazer da vida, tinha trancado a faculdade, não trabalhava… Foi um norte, uma direção nova”, lembra. Luiza Cristina Oliveira é uma das pessoas que seguiram em outros cursos após obter a Habilitação Social, em 2023. “Sempre tive vontade de ser motorista de ônibus de transporte escolar. Aí, quando apareceu a oportunidade da CNH Social eu falei: ‘Vou tentar, não custa nada’. Tentei, fui contemplada e tirei” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Os custos para obter a certificação eram uma barreira para Marcia. A “direção nova” só chegou graças ao programa Habilitação Social, do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), que tem como objetivo oferecer a primeira CNH, a adição ou alteração de categoria, e a renovação do documento de forma gratuita a pessoas em situação de vulnerabilidade. “Foi muito bom na minha vida. Eu falo que dirigir, para mim, é libertador, pegar um carro, ir para onde quiser, quando quiser. Também é uma válvula de escape para quando estou cansada, estressada, precisando pensar na vida. Para as mulheres, é independência, não precisar ficar dependendo de companheiro, de pai, de transporte por aplicativo”, acrescenta a estudante. “A ideia, primeiro, é abrir o mercado de trabalho para essas pessoas. Claro, inclui também ela ter a dignidade dentro do deslocamento, mas é muito mais voltado para a realidade da busca pelo emprego” Marcelo Granja, gerente da Escola Pública de Trânsito A primeira edição da Habilitação Social foi exatamente em 2021. Para este ano — na terceira edição —, as inscrições estão abertas até a próxima sexta-feira (18), no site do Detran. Com os selecionados de 2024, o programa chegará a 15 mil pessoas atendidas. Para participar, é preciso ter mais de 18 anos, estar inscrito como titular ou dependente no Cadastro Único (CadÚnico), saber ler e escrever, ser penalmente imputável e ter domicílio no DF há pelo menos dois anos. Há percentuais de vagas destinados a jovens de até 25 anos que concluíram o Ensino Médio na rede pública de ensino (ou com bolsa integral em instituições particulares) e a beneficiários de programas sociais das secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes) e de Justiça e Cidadania (Sejus). No momento da inscrição, também é importante indicar o tipo de serviço que o candidato deseja — primeira habilitação, renovação, adição ou troca de categoria — e informar se a pessoa se declara como negra, parda ou indígena, transexual, egressa do Sistema Socioeducativo, idosa, integrante de família beneficiária do Bolsa Família, em situação de extrema pobreza, ou se participou do Detran nas Escolas, conforme previsto no edital. A dona de casa e estudante Marcia Padilha tinha o sonho de tirar a CNH na categoria D, o que realizou em 2021, aos 41 anos. Mais do que dirigir caminhões, a carteira também lhe deu novas oportunidades Após a conclusão do cadastro, não é possível fazer nenhuma alteração, tampouco outra inscrição. Por isso, o candidato precisa ler tudo com atenção. Passado o período de inscrições, Detran, Sejus e Sedes farão a seleção em até 60 dias. Depois desse prazo, os selecionados serão avisados e terão de 30 a 60 dias para iniciarem o processo e até 12 meses para concluí-lo — podendo fazer até duas provas, em cada etapa, de forma gratuita. Em 2021, o Detran recebeu cerca de 28 mil inscrições, número que passou para 30 mil em 2022. Neste ano, até o último dia 11, já eram mais de 51 mil inscritos. “A ideia, primeiro, é abrir o mercado de trabalho para essas pessoas. Claro, inclui também ela ter a dignidade dentro do deslocamento, mas é muito mais voltado para a realidade da busca pelo emprego”, pontua o gerente da Escola Pública de Trânsito do Detran-DF, Marcelo Granja. “Então, não é simplesmente dar uma habilitação, mas é proporcionar que essa pessoa possa ter a possibilidade do emprego”, completa. O gerente ainda destaca a oferta de cursos gratuitos pelo Detran — alguns exclusivos para mulheres —, como um de mecânica e outro para condutores de transporte escolar: “A gente tem recebido muitas pessoas que já vieram da primeira edição (do Habilitação Social) e estão nesses cursos. Pessoas que já estão trabalhando e não tinham sequer habilitação. Isso tem acontecido e é interessante. No geral, a gente tem tido um retorno muito positivo daqueles que concluíram. É um programa que tem um cunho social importante”. Luiza Cristina Oliveira, 28 anos, é uma das pessoas que seguiram em outros cursos após obter a Habilitação Social, em 2023. “Sempre tive vontade de ser motorista de ônibus de transporte escolar. Aí, quando apareceu a oportunidade da CNH Social eu falei: ‘Vou tentar, não custa nada’. Tentei, fui contemplada e tirei. Neste ano, eu fiz o (curso de motorista) de transporte escolar e ano que vem eu vou ver se consigo entrar na área”, relata. Mesmo que ainda esteja atuando como confeiteira, ela já conquistou o que precisa para realizar o sonho. “Tudo com a CNH Social e a ajuda do Detran. É um programa muito bacana”, arremata.

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