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Estudantes da rede pública do DF debatem acesso à cultura

Estudantes da rede pública do Distrito Federal participaram, nesta quarta-feira (20), de uma visita guiada ao Museu Nacional da República, dentro da programação do projeto Territórios Culturais, da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A atividade integrou a 24ª Semana Nacional de Museus, realizada entre os dias 18 e 24 de maio, em celebração ao Dia Internacional dos Museus. Participaram da programação estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 02 de Planaltina e do Centro Educacional (CED) Incra 08 de Brazlândia, além de professores da rede pública e estudantes de graduação da Universidade de Brasília (UnB). A proposta visa aproximar os participantes dos debates sobre memória, patrimônio cultural e ocupação dos espaços culturais da cidade. "Trazemos para o estudante a ideia de que os territórios culturais, a educação e patrimônio não são algo fixo em um museu ou em algum sítio arqueológico, mas de que ele faz parte, de que ele vive esse patrimônio" Hércio Ferreira, chefe do Npam “Trabalhamos bastante na perspectiva de pertencimento. Então, trazemos para o estudante a ideia de que os territórios culturais, a educação e o patrimônio não são algo fixo em um museu ou em algum sítio arqueológico, mas de que ele faz parte, de que ele vive esse patrimônio”, destacou o chefe do Núcleo de Memória da Educação e Arte-Educação (NPam), Hércio Ferreira. Hércio também ressaltou que a programação foi construída para aproximar os estudantes das discussões sobre memória, patrimônio cultural e vivência dos espaços culturais do Distrito Federal. “Temos estudantes que estão trabalhando em Brazlândia com inventário cultural participativo. A ideia é trazer esses estudantes para ter um pouco dessa discussão e dessa vivência prática”, explicou. Memória e identidade cultural Jornada cultural dos estudantes teve visita guiada pelo museu e participação em mesa-redonda | Fotos: Mary Leal/ SEEDF Durante a programação, os estudantes receberam exemplares do livro Em busca da Planaltina Perdida, publicação lançada em 2025 como resultado do trabalho de inventário participativo desenvolvido por estudantes e professores da rede pública em Planaltina. A entrega dos exemplares contou com a presença da ilustradora Iasmim Kali, responsável por autografar os livros e conversar com os estudantes sobre o processo de criação da obra. A publicação integra a coleção Patrimônio para Jovens, desenvolvida por meio de termo de cooperação entre a secretaria e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O livro reúne produções realizadas por estudantes e professores a partir de ações de resgate da memória e valorização do patrimônio cultural local. Além de Planaltina, a iniciativa já resultou em publicações sobre Ceilândia e, neste ano, segue com inventários participativos desenvolvidos junto à comunidade escolar de Brazlândia. Para Iasmim Kali, a participação no projeto representou a oportunidade de transformar em arte as vivências e memórias construídas junto à comunidade escolar de Planaltina. “Participei indo à escola, conversando com os alunos para entender o que eles gostavam da cidade e o que pensavam para o futuro dela”, lembrou. Segundo a artista, o trabalho desenvolvido em parceria com os estudantes fortalece a valorização da história local e do patrimônio cultural da região. Beatriz Christina Silva recebeu o livro "Em busca da Planaltina Perdida" autografado pela ilustradora Iasmim Kali A estudante Beatriz Christina Silva, de 15 anos, aluna do 1º ano do CEM 02 de Planaltina, destacou que o projeto valoriza a memória e a história da cidade junto às novas gerações. “A gente aprende coisas novas e também consegue mostrar isso para as outras pessoas. É uma forma de preservar quando reconhecemos esse patrimônio da cidade. Também ajuda a olhar melhor para os lugares e a reconhecer a história de Planaltina”, afirmou. Ela também ressaltou a participação dos colegas na construção da publicação, com contribuições em desenhos, paisagens e ideias para os textos do livro. Museu como espaço educativo [LEIA_TAMBEM]A programação contou, ainda, com a mesa-redonda Territórios Culturais: vozes, acessos e pertencimentos. A proposta buscou aproximar estudantes e professores dos debates sobre cidadania cultural, diversidade de vozes e valorização das experiências construídas nos territórios. A mesa temática reuniu especialistas das áreas de educação, museologia e arte. Entre os participantes estiveram a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Renata Almendra; o artista plástico e ex-diretor do Museu Nacional da República, Wagner Barja; e a coordenadora da Coordenação de Museologia Social e Educação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marielle Costa Gonçalves, responsável pela mediação da mesa. Após a mesa-redonda, os estudantes participaram de uma visita mediada ao Museu Nacional da República, que completa 20 anos em 2026 e atualmente recebe parte da 36ª Bienal de Arte de São Paulo. Inspirada no título Nem todo viandante anda estradas: da humanidade como prática, da escritora Conceição Evaristo, a mostra propõe reflexões sobre convivência, diversidade e pertencimento. A atividade também buscou desconstruir a percepção do museu como um espaço distante da realidade dos estudantes, fortalecendo a conexão entre escola, território e patrimônio cultural e incentivando a ocupação dos espaços culturais da cidade de forma mais acolhedora e participativa. *Com informações da Secretaria de Educação

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Alunos da rede pública de ensino vão ao Cine Brasília em atividade pedagógica

Com pipoca nas mãos e atenção voltada para a tela, cerca de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal ocuparam, nesta terça-feira (24), as poltronas do Cine Brasília para uma experiência que foi além do entretenimento. A atividade integra o projeto Territórios Culturais, iniciativa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), que promove vivências pedagógicas em espaços culturais da capital. Mais do que uma ida ao cinema, a proposta articula aprendizado, identidade e patrimônio, transformando a experiência em ferramenta pedagógica. "Não é um passeio só de vir ao cinema. Ele tem muita personalidade. Trabalha perspectivas relacionadas ao patrimônio, à educação patrimonial e também ao que o filme está trazendo, à importância de uma produção brasileira. É uma oportunidade para que os alunos percebam que não existem somente filmes da Disney ou produções internacionais. Nós temos uma produção muito pulsante no Brasil", afirmou Ilane Nogueira, responsável pelo projeto Territórios Culturais. Cerca de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal compareceram à sessão de cinema no Cine Brasília, nesta terça-feira (24) | Foto: Mary Leal/SEEDF O filme exibido foi Aba e Sua Banda, lançamento de 2025 que conta a história de um festival em um reino de frutas. Com linguagem acessível, a produção dialoga diretamente com estudantes do 1º ao 6º anos do ensino fundamental. Antes da sessão, as escolas recebem material pedagógico preparado pela equipe do projeto, ampliando o aproveitamento da atividade em sala de aula. Participaram da ação sete unidades escolares: Escola Classe (EC) 02 do Guará, EC 316 Sul, EC 11 de Sobradinho, EC 15 de Ceilândia, EC 501 de Samambaia, EC 05 do Cruzeiro e, como convidada, uma turma do projeto Parque Educador, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 306 Norte. O acesso foi garantido com transporte e ingressos gratuitos. [LEIA_TAMBEM]Do cinema ao patrimônio cultural A escolha do Cine Brasília também carrega simbolismo. Inaugurado em 22 de abril de 1960, um dia após a fundação da capital, o espaço integra o conjunto arquitetônico de Oscar Niemeyer e é reconhecido como patrimônio histórico. A visita, portanto, também funciona como uma aula viva sobre a cidade. Para Danielle Gomes, supervisora pedagógica da EC 05 do Cruzeiro, o impacto é imediato. "É ampliar o acesso à cultura e à arte. Aqui nós temos estudantes que hoje, pela primeira vez, estão num cinema. E em um lugar histórico, patrimônio da nossa cidade", disse. O Territórios Culturais também promove atividades em outros pontos históricos, como o Catetinho, o Museu da República e o Memorial dos Povos Indígenas. A proposta é transformar esses espaços em extensões da escola, ambientes em que o aprendizado ganha significado a partir da vivência. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Encontro pedagógico integra educação ambiental e patrimonial no DF

A Secretaria de Educação (SEEDF) iniciou, neste mês, o I Encontro Pedagógico de Educação Ambiental e Educação Patrimonial, reunindo educadores, especialistas e parceiros institucionais em uma agenda de formação e intercâmbio pedagógico. A abertura ocorreu na Escola da Natureza, no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, com a participação de educadores das Escolas Parque da Natureza e representantes de instituições parceiras. A programação segue com palestras, formações, visitas técnicas e atividades de integração em diferentes territórios culturais e ambientais do Distrito Federal, ampliando as possibilidades de aprendizagem fora da sala de aula. Encontro se divide em atividades diversificadas, com foto em educação ambiental e patrimonial | Fotos: André Amendoeira/SEEDF “Momentos como esse reafirmam a relevância da integração entre a educação patrimonial e a ambiental”, pontuou a chefe do Núcleo de Educação Ambiental, Cibele Lima. “Quando articulamos essas duas frentes, fortalecemos a compreensão do território, da identidade, da sustentabilidade e do pertencimento, garantindo que as ações dialoguem de forma estratégica com as políticas públicas educacionais já em andamento.” Fazem parte da programação visitas ao Parque Ecológico Sucupira, à Estação Ecológica de Águas Emendadas, ao Museu Nacional da República, ao Memorial dos Povos Indígenas, ao Museu do Catetinho, ao Cine Brasília e ao Monumento Natural Dom Bosco, além dos parques ecológicos de Águas Claras e Saburo Onoyama e dos parques Três Meninas e Riacho Fundo. Vivências pedagógicas  A participação dos pontos focais das coordenações regionais de ensino (CREs) foi um dos eixos centrais do encontro. “A presença dos pontos focais é imprescindível para apoiar, acompanhar e potencializar esse trabalho”, explicou Cibele. “Eles garantem o alinhamento e a continuidade das ações, com iniciativas mais adequadas às suas realidades”. O encontro também apresentou experiências pedagógicas desenvolvidas pelas escolas parque da Natureza do Núcleo Bandeirante e de Brazlândia. O destaque foi uma oficina vivencial de reconhecimento do espaço da Escola da Natureza, marcando o início das atividades práticas da semana pedagógica, que seguirá com visitas técnicas e intercâmbios em parques ecológicos, unidades de conservação e espaços culturais do DF. Educação patrimonial Durante a programação, a chefe substituta do Núcleo de Memórias da Educação e Arte-Educação, Michelle Cheibub, apresentou a cartilha do projeto Territórios Culturais, iniciativa desenvolvida em parceria entre as secretarias de Educação e de de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Michelle Cheibub, chefe substituta do Núcleo de Memórias da Educação e Arte-Educação: “O diferencial do projeto é fazer a ponte entre o estudante e o patrimônio cultural da sua cidade, conectando memória, identidade e pertencimento, para que ele se reconheça como sujeito que se relaciona com esses espaços e com a história do lugar onde vive” O projeto amplia o uso pedagógico de equipamentos culturais da cidade, transformando esses espaços em ambientes de aprendizagem por meio de visitas mediadas com estudantes da rede pública. [LEIA_TAMBEM]Atualmente, as atividades ocorrem em espaços como o Cine Brasília, o Museu do Catetinho, o Museu Nacional da República e o Memorial dos Povos Indígenas. “O diferencial do projeto é fazer a ponte entre o estudante e o patrimônio cultural da sua cidade, conectando memória, identidade e pertencimento, para que ele se reconheça como sujeito que se relaciona com esses espaços e com a história do lugar onde vive”, ressaltou Michelle. Parceiros institucionais O encontro também promoveu diálogo com parceiros estratégicos que desenvolvem ações junto à rede pública de ensino. Participaram representantes da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), da Neoenergia Brasília, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e do Instituto Alana. Representantes de outras instituições acompanharam a programação, como o Jardim Botânico de Brasília, o Sesi Lab e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Quando trabalhamos de forma integrada, ampliamos o impacto dessas iniciativas e consolidamos uma política pública mais efetiva e transformadora”, avaliou Cibele Lima. Durante o encontro também foi anunciada a abertura da consulta pública para contribuições ao documento Diretrizes Pedagógicas para Educação Ambiental. A participação está aberta até o dia 15, envolvendo profissionais da educação, estudantes e a comunidade escolar a colaborar com o aprimoramento do material.   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Evento valoriza manifestações populares tradicionais das regiões administrativas

A pergunta que abriu a programação da 12ª Jornada do Patrimônio, realizada na última sexta-feira (28/11), no Museu Nacional da República, já provocava: quantos lados tem o nosso quadradinho? A resposta passava por Sobradinho, Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Taguatinga e outras regiões que compõem o mosaico cultural do Distrito Federal. O evento anual reuniu professores e estudantes para ampliar o entendimento sobre o patrimônio cultural que nasce do encontro entre diferentes saberes e tradições. Organizada pela Secretaria de Educação (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a iniciativa colocou em evidência manifestações como o Boi do Seu Teodoro, a Via Sacra de Planaltina, Martinha do Coco e o Mestre Zé do Pife. Também fizeram parte do debate expressões contemporâneas presentes no território, como hip-hop, samba, reggae e rock. Iniciativa colocou em evidência manifestações como o Boi do Seu Teodoro, Via Sacra de Planaltina, Martinha do Coco e Mestre Zé do Pife | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Brasília de muitas raízes O tema escolhido para 2025 buscou romper com imagens cristalizadas de Brasília, cidade construída por trabalhadores vindos de diversas regiões do país e que carrega, em suas regiões administrativas, elementos das raízes trazidas por quem a edificou. Festas, danças, narrativas orais, culinária e brincadeiras compõem a tessitura de identidades que atravessam o tradicional e o contemporâneo. “A 12ª Jornada do Patrimônio reafirmou o compromisso da secretaria com uma escola que reconhece, valoriza e se alimenta da potência das culturas populares do Distrito Federal”, afirmou a diretora de Educação em Tempo Integral, Érica Martins. “Quando ampliamos o olhar para além do Plano Piloto e evidenciamos os muitos lados do nosso quadradinho, fortalecemos o sentimento de pertencimento, promovemos justiça social e asseguramos o direito à cultura como parte essencial da formação integral”, completou. O encerramento do encontro contou com a apresentação do grupo Tribo das Artes A programação do evento incluiu três conversas ao longo do dia. Pela manhã, os educadores Elza Caetano e Pablo Feitosa debateram a cultura afro-brasileira na capital. À tarde, Chico Simões e Manu Matusquella abordaram o teatro de bonecos e a palhaçaria. No fim do dia, os artistas Tico Magalhães, do Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, e Martinha do Côco conversaram sobre a cultura popular cerratense. O encerramento contou com a apresentação do grupo Tribo das Artes.  *Com informações da Secretaria de Educação

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Nova versão de livro sobre educação patrimonial é lançada em escola pública do DF

Nesta sexta-feira (25), os alunos da Escola Parque da 308 Sul tiveram um momento dedicado ao conhecimento cívico por meio do lançamento de uma nova versão do livro Gabriel em Brasília – Cidade com Asas, narrativa que abrange a educação patrimonial, conforme os planos de trabalho estabelecidos entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), o Instituto BRB e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Editado e lançado pela primeira vez em 2015, o livro se passa em 2012 e narra a aventura do menino Gabriel, que veio de São Paulo com a tia para visitar Brasília, em um lúdico Plano Piloto, construído a partir das ideias de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. O enredo é contado de forma leve e com um viés infantojuvenil, convidando jovens de todas as idades a experimentar o misto de estranhamento e encantamento por uma cidade única como a capital do país, próxima a data em que completa 65 anos de existência. Cauê Nunes é o protagonista de um curta-metragem baseado no livro | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A apresentação de um curta baseado no livro também fez parte da cerimônia e foi estrelado pelo estudante da 308 Sul, Cauê Nunes, de 9 anos. Na breve obra audiovisual, Cauê passeia por Brasília e interpreta o Gabriel do livro, maravilhado pela arquitetura diferente. O pequeno relatou a visão da história do ponto de vista do personagem que interpreta: “Como o Gabriel mora em São Paulo, ele acha que só tem político em Brasília. Mas, na real, é uma cidade que tem muito mais do que ele pensa. Ele se impressiona com a quantidade de monumentos e faz até uma nova amiga que se chama Joana”. Conhecer para preservar Brasília, reconhecida como patrimônio cultural, desde a sua origem esbanja arrojo nas formas modernas e liberdade nos espaços amplos: esplanadas, parques, jardins e áreas verdes. O livro também remete à história da construção da capital, feita pelos candangos e pioneiros vindos de diversas partes do país. Representando a Secretaria de Educação junto à Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, a diretora de Educação em Tempo Integral, Erika Martins, ressaltou que o evento foi uma excelente oportunidade para destacar a importância dos bens culturais e naturais, alinhando-se à política de educação patrimonial da pasta. “Nós precisamos trabalhar a memória e o pertencimento dos nossos estudantes” Erika Martins, diretora de Educação em Tempo Integral “A educação patrimonial é uma política instituída tanto no âmbito federal quanto no Distrito Federal. Nós precisamos trabalhar a memória e o pertencimento dos nossos estudantes e, com esse tipo de atividade, eles vão reconhecer cada prédio histórico que tem na cidade onde vivem e a importância do contexto histórico no passado, no presente e para o futuro das gerações”, destacou. Todos os anos um livro com temáticas de educação patrimonial é trabalhado em conjunto com a Secretaria de Educação e financiado pelo Instituto BRB. As obras literárias são entregues nas bibliotecas e escolas, onde as equipes pedagógicas fazem trabalhos escolares com base nas produções no intuito de ensinar os alunos a reconhecer, valorizar e preservar o patrimônio público. “Participar de um projeto em que estamos investindo e potencializando os estudos para a preservação do patrimônio cultural da nossa cidade é uma honra muito grande, porque nos reconhecemos nesse lugar de valorizar a cultura e oferecer a possibilidade de mais um aprendizado para essas crianças”, afirmou a presidente do Instituto BRB, Leila Cristina Republicano. Orgulho da cidade Depois de aplaudir o filme e receber os livros, três estudantes de 10 anos da 308 Sul comentaram suas impressões. Dos pontos turísticos por onde o Gabriel do livro passou, a pequena Luiza Alves Parodes disse que não conhecia a Catedral, mas já era familiarizada com a Igrejinha, que fica bem em frente à escola. Ao ser questionada sobre a importância de conhecer a cidade que mora, ela respondeu: “Quando eu for passear e alguém perguntar o que sei sobre Brasília, vou saber responder quais são pontos turísticos daqui”. Ana Beatriz Moura cita a Catedral como o monumento preferido dela em Brasília: “Os anjos lá de cima são lindos” A colega Ana Beatriz Moura, por sua vez, já chegou contando quais os monumentos famosos do DF de que mais gosta. “Eu aprendi que Brasília é muito importante para todos, porque é a nossa capital. E se a gente não cuidar, a capital fica feia, não fica legal. Mas, para cuidar, tem que conhecer primeiro. Um monumento que eu adoro é a Catedral. Os anjos lá de cima são lindos”, disse, animada. A estudante Laís Bianca da Silva mostrou encanto pelas imagens do vídeo e do livro, sem nunca ter visto a Ponte JK e outros monumentos de pertinho. “Achei as coisas bem bonitas. Tenho orgulho de ser brasiliense e morar na capital do país”, declarou.

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Educação firma parceria para fortalecer a educação patrimonial

A relação entre o indivíduo e o seu território é um dos pilares para a construção da identidade e do pertencimento social. O reconhecimento do espaço que ocupamos e de sua história fortalece a noção de comunidade, mobilizando esforços coletivos para a valorização e a preservação do patrimônio cultural. Nesse contexto, a educação patrimonial surge como um instrumento fundamental para aproximar as novas gerações de seus legados histórico e cultural, promovendo o engajamento e a responsabilidade coletiva com a memória e os valores que moldam nossa sociedade. Para ampliar as ações dentro dessa temática na rede pública de ensino do Distrito Federal, a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) assinaram, nesta quarta-feira (26), um termo de cooperação voltado à promoção da educação patrimonial nas escolas públicas do DF. O reconhecimento do espaço que ocupamos e de sua história fortalece a noção de comunidade, mobilizando esforços coletivos para a valorização e a preservação do patrimônio cultural | Foto: André Amendoeira/SEEDF A iniciativa reafirma o papel das instituições de ensino como o primeiro espaço de contato dos estudantes com o patrimônio público, um ambiente onde se consolidam os valores essenciais para a cidadania, o respeito à diversidade cultural e a consciência sobre a preservação do legado histórico. “É na escola onde tudo começa. A escola é o primeiro patrimônio público com o qual a criança tem contato. É lá que ela aprende, em primeiro lugar, sobre direitos, deveres, valores e justiça. É na escola que nasce o amor pelo local onde se vive”, destacou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, durante a cerimônia de assinatura do acordo. O evento contou com a presença de outros parceiros como o Instituto BRB e a Gerência de Educação Ambiental, Patrimonial, Língua Estrangeira e Arte-Educação (Geapla) da SEEDF. O presidente do Iphan, Leandro Grass, ressaltou a importância da articulação entre territórios e comunidades na preservação do patrimônio cultural. “Essa conexão com o espaço que habitamos é essencial para fortalecer laços sociais e reconhecer a diversidade cultural do Distrito Federal. Projetos como os desenvolvidos em Planaltina e Ceilândia, por meio da Geapla, têm sido fundamentais para impulsionar essa conscientização em diferentes regiões”, afirmou. A parceria entre SEEDF e Iphan prevê a manutenção e a ampliação das atividades voltadas ao reconhecimento e à valorização dos bens culturais do DF, envolvendo estudantes, professores e a comunidade escolar. Além disso, a iniciativa reforça o compromisso das instituições em integrar a educação patrimonial ao cotidiano escolar, promovendo ações que incentivem o respeito, a memória e a preservação dos elementos que compõem a identidade cultural do Distrito Federal. Com essa parceria, a SEEDF reafirma seu papel na formação de cidadãos conscientes da importância do patrimônio cultural e engajados na construção de uma sociedade que valoriza sua história e suas raízes. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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Evento Jornadas do Patrimônio Cultural do Distrito Federal discute o futuro do Cerrado

A Biblioteca Nacional de Brasília foi palco, nesta sexta-feira (29), do encerramento da 11ª edição das Jornadas do Patrimônio Cultural do Distrito Federal. Com o tema Cerrado: raízes, pegadas e percursos, o evento propôs uma imersão técnico-científica, educativa e cultural, destacando a importância do bioma Cerrado como parte da formação sociopolítica e cultural do Distrito Federal. O tema das Jornadas de 2024 propõe uma reflexão sobre o Cerrado em três dimensões: a ocupação humana ao longo de 10 mil anos, com diferentes formas de organização social; as transformações que o bioma sofreu e produziu nas relações humanas; e as possibilidades de futuro, considerando os desafios ambientais, sociais e econômicos que impactam o território de maneira desigual. O Trio Pé de Serra animou a abertura do evento, na Biblioteca Nacional de Brasília | Fotos: Mary Leal/SEEDF A programação do dia, das 9h às 18h30, inclui apresentações culturais, mesas de discussão e reflexões que abordam o Cerrado sob perspectivas históricas, ecológicas e sociais. A abertura foi marcada por uma apresentação do Trio Pé de Serra. Pela manhã, foi realizada a mesa Raízes do Cerrado – viver antes de Brasília, sobre a ocupação humana do bioma, que remonta a 10 mil anos. A mesa Pegadas na terra vermelha – relações entre humanos e Cerrado discutiu a interação entre as transformações do ecossistema e a ação humana. No período da tarde, a mesa Percursos (im)possíveis – Futuros do Cerrado e de suas gentes encerra os debates com uma análise sobre as implicações da mudança climática, a exploração econômica e os desafios de conservação do bioma. Para o encerramento está previsto o espetáculo teatral Maria das Alembranças, apresentado pela Casa Moringa. Patrimônio Cultural Organizadas pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), as jornadas foram instituídas no calendário oficial do DF pela Lei nº 5.080/2013. Em 2024, a programação incluiu oficinas regionais em São Sebastião, Taguatinga e Núcleo Bandeirante, envolvendo 44 participantes, entre professores e servidores da educação. “O encontro que realizamos hoje é o fechamento de um ciclo de encontros regionalizados que desenvolvemos ao longo do ano com as 14 regionais de ensino, fortalecendo o diálogo sobre os bens culturais da nossa cidade” Érica Soares, diretora de Educação em Tempo Integral “Essa iniciativa une três instituições para promover a consciência sobre a educação patrimonial e a conservação do patrimônio cultural de Brasília. O encontro que realizamos hoje é o fechamento de um ciclo de encontros regionalizados que desenvolvemos ao longo do ano com as 14 regionais de ensino, fortalecendo o diálogo sobre os bens culturais da nossa cidade”, explicou Érica Soares, diretora de Educação em Tempo Integral da Subin. Ela também detalhou as atividades realizadas com os professores nas regionais de ensino: “Promovemos oficinas em quatro polos, onde os professores reconhecem o território, exploram o patrimônio local e criam percursos pedagógicos que podem ser aplicados nas escolas. Essas oficinas integram os territórios culturais, permitindo que estudantes conheçam espaços emblemáticos como o Museu Nacional da República, o Memorial dos Povos Indígenas e o Catetinho”, destacou. Érica comentou, ainda, sobre a relevância do desenvolvimento das ações de educação patrimonial. “Este ano foi publicado o livro Arqueologia e os Primeiros Habitantes do Distrito Federal, com apoio do Iphan, em parceria com o Banco de Brasília (BRB), que custeou a publicação. Essa união de esforços entre diferentes entidades é fundamental para fortalecer a preservação do patrimônio e enriquecer a formação cultural de nossos estudantes”, afirmou Érica. Parcerias O evento partiu do tema Cerrado: raízes, pegadas e percursos para falar a importância do bioma para a formação sociopolítica e cultural do DF A ação é fruto de uma parceria da SEEDF com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O projeto busca promover a educação patrimonial e a preservação das referências culturais e ecológicas do Cerrado. O subsecretário de Difusão e Diversidade Cultural da Secec, Felipe Ramón, ressaltou a essência interdisciplinar que marca Brasília desde a fundação. “Brasília nasceu transversal, reunindo os maiores especialistas, das ciências exatas às artes visuais. O tombamento da cidade, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, trouxe novos desafios para essa transversalidade, com sobreposições de tombamentos e registros de patrimônio material”, explicou. “Essa cidade só existe porque pessoas de diversas áreas e correntes de pensamento se uniram em torno de um bem comum” Felipe Ramon, subsecretário de Difusão e Diversidade Cultural Para Felipe, essa cooperação é a essência da cidade e do trabalho pela preservação do patrimônio cultural. “Brasília foi fundada com base na colaboração entre diferentes setores. Essa cidade só existe porque pessoas de diversas áreas e correntes de pensamento se uniram em torno de um bem comum. É essa inspiração que nos move a trabalhar cada vez mais pela proteção e valorização do patrimônio cultural do Distrito Federal”, destacou. O coordenador técnico do Iphan DF, Maurício Goulart, também ressaltou a importância das parcerias: “Apesar dos desafios, nossas equipes, valorosas e engajadas, não mediram esforços, criatividade e energia neste projeto”. *Com informações da Secretaria de Educação

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Estudantes da rede pública exploram Brasília com instalação lúdica sobre arquitetura modernista

Crianças e adolescentes da rede pública de ensino do Distrito Federal (DF) tiveram a oportunidade de ver a capital federal por um ângulo diferente nesta terça-feira (12). Por meio da obra De Ver Cidade – Brasília Numa Caixa de Brincar, 20 estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 301 do Recanto das Emas participaram da iniciativa, que une arquitetura, urbanismo e educação patrimonial com blocos móveis inspirados em elementos icônicos da cidade e nas curvas de Oscar Niemeyer. A instalação lúdica e interativa estimula a imaginação, a reflexão sobre a cidade e promove a educação patrimonial entre os jovens. A iniciativa conta com investimento de R$ 100 mil do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF) e poderá ser visitada até 1º de dezembro na Biblioteca Nacional de Brasília (BNB). A entrada é gratuita. A instalação ‘De Ver Cidade – Brasília Numa Caixa de Brincar’ junta artes plásticas e educação patrimonial | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Faz parte da nossa missão receber esse tipo de obra. Estamos em Brasília, uma capital moderna, e termos essa iniciativa é uma forma de mostrar para os pequenos e adultos também sobre educação patrimonial e as belezas da nossa cidade sob todos os ângulos”, ressalta a diretora da BNB, Marmenha Rosário. Os estudantes do CEF 301 do Recanto das Emas participaram da visita guiada para descobrir Brasília de um jeito diferente. A vista da cidade por dentro de uma caixa chamou a atenção do aluno Juan Snider Estevão Vieira, de 11 anos. “É a segunda vez que venho à Biblioteca Nacional e está sendo muito legal porque tem várias coisas novas. A caixa de que eu mais gostei é a que tem um olho mágico que dava para ver algumas fotos. Eu não conhecia nada disso”, compartilhou Juan. Juan Snider Estevão Vieira gostou da caixa na qual viu algumas fotos por meio de um olho mágico De acordo com a idealizadora da obra, Luênia Guedes, o objetivo era fazer uma exposição atrativa para as crianças sob o ponto de vista da arquitetura de Brasília: “As escalas do plano urbanístico da cidade foram o que inspiraram a pensar no projeto. Para a criançada, muitas coisas viram brincadeira, como falar no interfone e olhar pelo olho mágico. A ideia era mostrar o potencial da cidade para a brincadeira e ao mesmo tempo repassar alguns conceitos de educação patrimonial”. Para a professora dos alunos dos 3º e 4º anos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 301 do Recanto das Emas, Kelly Cristina Silva dos Reis, a visita à exposição facilita a absorção do conteúdo repassado dentro de sala de aula: “Ajuda muito porque estamos ensinando os itinerários de Brasília, trazendo sempre aspectos geográficos e culturais. Então, eles conseguem ver na prática como é a cidade onde moram, os pontos turísticos e os monumentos”. Luênia Guedes: “A ideia era mostrar o potencial da cidade para a brincadeira e ao mesmo tempo repassar alguns conceitos de educação patrimonial” As escolas que desejam participar do circuito podem agendar a visita entre segunda e sexta-feira, às 9h e às 14h30, com capacidade para até 40 estudantes por horário. As instituições de ensino devem entrar em contato pelos perfis no Instagram do Entrevazios e do Todo Público. Também estão abertos para grupos de idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social. A expectativa é receber cerca de 1,6 mil estudantes de escolas ou instituições agendadas durante toda a programação, além da visitação espontânea da Biblioteca Nacional de Brasília. Além das visitas escolares, o projeto oferece ações acessíveis, como audiodescrição e interpretação em Libras, e inclui transporte gratuito para instituições públicas, conforme disponibilidade.

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