Ministério da Saúde reconhece segurança, agilidade e humanização de três UPAs do DF
O Ministério da Saúde qualificou com certificação as unidades de pronto atendimento (UPAs) Ceilândia I, Recanto das Emas e São Sebastião, reconhecimento concedido às unidades que cumprem requisitos relacionados à estrutura, equipes, equipamentos, capacidade assistencial e organização dos processos de cuidado. Na prática, a certificação confirma que os serviços administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) atendem aos padrões nacionais de qualidade e fortalecem a capacidade de oferecer um atendimento mais seguro, ágil e resolutivo aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). UPA de Ceilândia I destaca-se como a unidade com maior volume de atendimentos do Distrito Federal | Fotos: Divulgação/IgesDF Mais do que um reconhecimento técnico, a qualificação atesta que as unidades cumprem os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde para garantir assistência de qualidade e organização dos serviços de urgência e emergência. "A qualificação demonstra que nossas unidades atendem aos critérios técnicos exigidos para oferecer uma assistência cada vez mais segura, resolutiva e humanizada" Eliane Abreu, diretora-presidente do IgesDF Para receber a certificação, as UPAs precisam comprovar o atendimento a exigências relacionadas à estrutura física, disponibilidade de equipamentos, composição das equipes, capacidade operacional e organização dos fluxos assistenciais. O reconhecimento também permite o recebimento de incentivo financeiro complementar para o custeio das unidades, contribuindo para fortalecer continuamente a estrutura, as equipes e a assistência oferecida à população. Para a diretora-presidente do IgesDF, Eliane Abreu, a conquista representa um avanço importante para a rede pública de saúde do Distrito Federal e beneficia diretamente quem utiliza os serviços. "A qualificação demonstra que nossas unidades atendem aos critérios técnicos exigidos para oferecer uma assistência cada vez mais segura, resolutiva e humanizada", destaca Eliane Abreu. "Mais do que um reconhecimento institucional, esse resultado representa um benefício direto para a população, porque fortalece a capacidade de investimento na rede e permite aprimorar continuamente a estrutura, os processos assistenciais e a qualidade do atendimento prestado aos usuários do SUS." Na UPA do Recanto das Emas, a gerente Idê Ingrid avalia que o reconhecimento consolida uma trajetória de fortalecimento da assistência prestada à comunidade "Isso representa uma importante validação do trabalho desenvolvido pela equipe e contribui para fortalecer a capacidade de atendimento da unidade" Idê Ingrid, gerente da UPA do Recanto das Emas De acordo com a coordenadora de Habilitação e Credenciamento do IgesDF, Bianca Barbieri, o reconhecimento reforça o papel estratégico das unidades dentro da Rede de Atenção às Urgências. "A qualificação envolve não apenas aspectos estruturais, mas também a adoção de boas práticas assistenciais, o impacto positivo na humanização do cuidado, a capacitação permanente das equipes e o fortalecimento da gestão do cuidado. Isso resulta em um atendimento mais acolhedor e centrado no usuário", pontua. O superintendente das UPAs, Francivaldo Soares, avalia que o resultado representa um avanço importante para a rede de urgência e emergência do Distrito Federal. "A conquista reflete o compromisso com a melhoria dos serviços e reafirma a busca por uma assistência marcada pela eficiência, qualidade e segurança para os pacientes", destaca. Além do reconhecimento assistencial, a qualificação permite o recebimento de incentivo financeiro complementar do Ministério da Saúde para o custeio das unidades. Conforme as portarias publicadas em 18 de junho no Diário Oficial da União (DOU), os recursos financeiros integram o Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde — Grupo de Atenção Especializada, a ser incorporado ao limite financeiro da Média e Alta Complexidade (MAC) do Distrito Federal. Para o gerente da UPA de São Sebastião, Marcelo Martins, a certificação prestigia um trabalho construído com dedicação e responsabilidade Impacto direto para os usuários Para quem procura atendimento nas UPAs, a qualificação representa a consolidação de unidades estruturadas para prestar assistência de urgência e emergência com segurança, equipes capacitadas e processos organizados de acordo com os padrões nacionais de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde. "É uma conquista muito importante para todos os profissionais que se dedicam a oferecer um bom atendimento à população" Marcelo Martins, gerente da UPA de São Sebastião Nas regiões atendidas pelas três UPAs qualificadas, esse reconhecimento ganha relevância adicional. As unidades funcionam como importantes portas de entrada para pacientes que necessitam de atendimento imediato, auxiliando na estabilização dos casos e na articulação com os demais serviços da rede pública. Em áreas com alta demanda assistencial, esse papel é decisivo para garantir mais agilidade e eficiência no cuidado. Na UPA Ceilândia I, unidade com maior volume de atendimentos do Distrito Federal, a gerente Graziela Ferreira avalia que a qualificação representa o reconhecimento do esforço realizado diariamente pelas equipes. "Trabalhamos no dia a dia para manter o que é preconizado pelo Ministério da Saúde, levando um bom atendimento aos usuários do SUS. Essa certificação valida o trabalho que desenvolvemos diariamente em benefício da população", explica. Para o gerente da UPA de São Sebastião, Marcelo Martins, a certificação prestigia um trabalho construído com dedicação e responsabilidade. "É uma conquista muito importante para todos os profissionais que se dedicam a oferecer um bom atendimento à população", ressalta. Já no Recanto das Emas, a gerente Idê Ingrid destaca que o reconhecimento consolida uma trajetória de fortalecimento da assistência prestada à comunidade. "Isso representa uma importante validação do trabalho desenvolvido pela equipe e contribui para fortalecer a capacidade de atendimento da unidade", ressalta. Trabalho contínuo [LEIA_TAMBEM] De acordo com Bianca Barbieri, coordenadora de Habilitação e Credenciamento do IgesDF, as UPAs de Sobradinho e Samambaia também progrediram no processo de qualificação junto ao Ministério da Saúde e já tiveram seus relatórios técnicos aprovados. "Agora aguardamos a publicação das portarias ministeriais. Na sequência, as unidades receberão uma nova visita técnica para avaliação do atendimento pediátrico, etapa necessária para a conclusão do processo de qualificação. Esse avanço fortalece a Rede de Atenção às Urgências e Emergências do Distrito Federal e amplia o acesso da população a serviços cada vez mais seguros e qualificados", explica. Bianca também destaca que o Ministério da Saúde já sinalizou o início do processo de qualificação da UPA do Núcleo Bandeirante. Com isso, o Distrito Federal caminha para consolidar a qualificação das seis UPAs pioneiras da rede, fortalecendo ainda mais a assistência prestada à população e reafirmando o compromisso com a melhoria contínua dos serviços de urgência e emergência. *Com informações do IgesDF
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Com investimento do GDF, rede de atendimento a pacientes renais crônicos cresce 74% em sete anos
Quando começou a perceber as pernas inchadas e a falta de apetite, o pedreiro Geraldo Rodrigues dos Santos, de 62 anos, não imaginava estar diante de um problema renal grave. Morador de Planaltina, ele procurou uma unidade básica de saúde e passou por exames até receber o diagnóstico que mudaria sua rotina: doença renal crônica. Número de equipamentos de hemodiálise da Secretaria de Saúde cresceu mais de 70% entre 2019 e este ano | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Desde então, há quase 11 anos, precisa fazer hemodiálise três vezes por semana no Hospital Regional de Sobradinho (HRS). A história dele se repete na vida de milhares de pacientes atendidos pela rede pública do Distrito Federal, que tem ampliado a estrutura de nefrologia para garantir o tratamento. R$ 9,6 milhões Investimentos em aquisição de aparelhos para nefrologia, de 2020 a 2026 Entre 2019 e 2026, o número de equipamentos de hemodiálise da Secretaria de Saúde (SES-DF) passou de 72 para 125, crescimento de cerca de 73,6%. No mesmo período, os sistemas de osmose reversa — essenciais para garantir a qualidade da água utilizada no processo de diálise — aumentaram de 15 para 47 equipamentos, uma expansão de aproximadamente 213,3%. De 2020 a 2026, os investimentos na aquisição de equipamentos para nefrologia somaram cerca de R$ 9,6 milhões. As máquinas estão distribuídas em diferentes hospitais da rede pública. As maiores estruturas ficam no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), com 40 equipamentos, e no Hospital Regional de Sobradinho, com 31. Também há atendimento nos hospitais regionais da Asa Norte, Gama, Ceilândia, Planaltina, Samambaia e no Hospital Materno Infantil de Brasília. Raquel Mesquita, subsecretária de Atenção Integral à Saúde: “Nós temos quase 30 mil pessoas no DF vivendo com essas condições e cerca de 3.600 pessoas que necessitam de tratamento de diálise. Vendo esses números e a sobrecarga, a Secretaria de Saúde vem atuando e trabalhando para ampliar o sistema” De acordo com a subsecretária de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Raquel Mesquita, a ampliação responde ao crescimento de pacientes com doença renal crônica e à necessidade de garantir tratamento contínuo. “Estima-se que em torno de 10% da população mundial têm doença renal crônica em algum estágio”, aponta. “Nós temos quase 30 mil pessoas no DF vivendo com essas condições e cerca de 3.600 pessoas que necessitam de tratamento de diálise. Vendo esses números e a sobrecarga, a Secretaria de Saúde vem atuando e trabalhando para ampliar o sistema”. Segundo a subsecretária, a rede também passou por reformas estruturais, com renovação dos serviços de nefrologia nos hospitais regionais de Taguatinga e do Gama, além da aquisição de novas máquinas e modernização dos sistemas de tratamento de água. Com as mudanças, a capacidade de hemodiálises aumentou significativamente. “Com essas ações, saímos de 774 sessões para 2.200”, enumera Raquel. “O aumento do número de vagas permite que mais usuários sejam reinseridos nas suas atividades. Muitos pacientes conseguem sair do ambiente hospitalar e voltar para casa, ter qualidade de vida. Afinal, é um tratamento necessário para manutenção da vida.” Rotina de tratamento Geraldo dos Santos faz hemodiálise no Hospital Regional de Sobradinho e elogia o tratamento: “Com as novas máquinas, melhorou 100%. Antes dava problema, às vezes tinha que esperar, remarcar” A hemodiálise é indicada quando os rins não conseguem mais filtrar o sangue adequadamente (geralmente com função renal abaixo de 15% ou em insuficiência aguda), resultando no acúmulo tóxico de resíduos e líquidos. Os principais sintomas dessa condição incluem náuseas ou vômitos intensos, fadiga extrema, inchaço nos pés, pernas ou rosto, falta de ar, coceira intensa, confusão mental e cãibras. No Hospital Regional de Sobradinho, pacientes participam de sessões que duram cerca de quatro horas, geralmente três vezes por semana. A enfermeira Margarida Matsumoto explica que o tratamento exige disciplina e mudanças na rotina. “É um paciente que precisa vir à unidade para diálise, fazer restrição de água, escolher determinados tipos de alimentos e seguir várias orientações; não é uma vida fácil, mas são pessoas resilientes”, relata. A enfermeira Margarida Matsumoto acompanha a ampliação da rede de hemodiálise no DF: “As máquinas novas otimizaram o sistema de forma mais eficaz, organizada e sem perdas para o paciente ou para a equipe” A modernização dos equipamentos impactou o funcionamento do serviço. Antes da substituição, parte das máquinas tinha mais de uma década de uso e apresentava falhas frequentes, o que exigia reorganização constante da equipe. “Antes estávamos com grandes dificuldades”, lembra Margarida. “Hoje temos 60 pacientes com vaga fixa na unidade de Sobradinho. As máquinas novas otimizaram o sistema de forma mais eficaz, organizada e sem perdas para o paciente ou para a equipe. O ganho para a comunidade é muito grande. É um dos tratamentos mais caros dentro do SUS [Sistema Único de Saúde] que, junto à Secretaria de Saúde e até clínicas conveniadas para atender uma demanda ainda maior, consegue oportunizar isso.” [LEIA_TAMBEM]Em média, o custo de uma sessão de hemodiálise na rede particular do DF pode ficar acima de R$ 300. O valor seria inacessível a pacientes como Geraldo, que também utiliza um transporte gratuito disponibilizado pelo GDF para as sessões. Quando iniciou o tratamento na rede pública, mesmo com medo, ele conta ter sido bem-amparado pela equipe do Hospital Regional de Sobradinho. “Quando disseram o que eu tinha que enfrentar, o negócio pesou”, conta Geraldo. “As pernas balançaram.” Apesar das dificuldades e das limitações impostas pelo tratamento, ele reconhece que o atendimento recebido na unidade e a chegada de novos equipamentos trouxeram melhorias para a rotina. “Com as novas máquinas, melhorou 100%. Antes dava problema, às vezes tinha que esperar, remarcar. Melhorou bastante, e a equipe cuida bem direitinho da gente. Não tenho do que reclamar.” Além da hemodiálise, a rede pública também oferece a diálise peritoneal, modalidade que pode ser feita em casa e amplia a autonomia dos pacientes que convivem com a doença renal crônica. No DF, cerca de 25% dos pacientes em diálise utilizam esse método, percentual superior à média nacional. A SES-DF também auxilia pessoas que desejam viajar para outras unidades da Federação, fazendo a interligação com unidades do SUS que possam receber o paciente e fazer a hemodiálise para manter a rotina de tratamento.
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GDF entrega novos equipamentos de hemodiálise e oftalmologia para a rede pública
A rede pública de saúde conta com novos equipamentos de hemodiálise e oftalmologia. Com investimento total de R$ 5.090.969, os 111 aparelhos foram entregues pela governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, nesta segunda-feira (12). A tecnologia chega para reforçar o atendimento a pacientes renais crônicos e ampliar diagnósticos e tratamentos especializados em oftalmologia e otorrinolaringologia em diferentes regiões do DF. Do total investido, R$ 4,7 milhões foram destinados à aquisição de 75 sistemas de hemodiálise, que vão reforçar o atendimento em hospitais estratégicos, enquanto R$ 388,9 mil contemplam equipamentos oftalmológicos e cadeiras otorrinolaringológicas. A distribuição prioriza unidades com maior demanda, ampliando a capacidade instalada e garantindo mais conforto e segurança a pacientes e profissionais de saúde. Durante a entrega, a governadora em exercício destacou o impacto direto da modernização na ponta do atendimento. “Isso vai dobrar a nossa capacidade. Hoje temos dois turnos de hemodiálise, e passaremos a fazer quatro. Vamos trocar todo o maquinário e dobrar a capacidade de atendimento. Isso vai trazer mais eficiência, mais eficácia e ampliar o número de leitos de UTI com suporte de hemodiálise”, afirmou Celina Leão. Do total investido, R$ 4,7 milhões foram destinados à aquisição de 75 sistemas de hemodiálise, que vão reforçar o atendimento em hospitais estratégicos, enquanto R$ 388,9 mil contemplam equipamentos oftalmológicos e cadeiras otorrinolaringológicas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Segundo ela, a iniciativa também reduz custos com serviços terceirizados e fortalece a rede própria. “Diminuímos o custo com terceirizado, modernizamos o parque tecnológico e garantimos que o melhor esteja dentro da rede pública de saúde. No Hospital de Taguatinga, por exemplo, estamos fazendo uma reforma e em breve teremos um novo centro de hemodiálise, que será o maior do Centro-Oeste”, completou. Os 75 sistemas de hemodiálise serão distribuídos em unidades onde há esse tipo de atendimento, como nos hospitais regionais de Taguatinga, do Gama, de Sobradinho, da Asa Norte e de Planaltina. A entrega está prevista para os próximos dias, com instalação em até 15 dias após o recebimento, e a expectativa é que todos os equipamentos estejam em funcionamento até o fim do mês. Já os 36 equipamentos de oftalmologia e otorrinolaringologia incluem oito oftalmoscópios binoculares indiretos, dois topógrafos de córnea, 13 colunas pantográficas oftalmológicas e 13 cadeiras otorrinolaringológicas, que serão distribuídos entre unidades como os hospitais regionais de Taguatinga, Asa Norte, Gama, Guará, Sobradinho, Planaltina, Ceilândia e o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Durante a entrega, a governadora em exercício Celina Leão destacou o impacto direto da modernização na ponta do atendimento Além de fortalecer o cuidado com pacientes renais, a iniciativa amplia o acesso a exames e tratamentos oftalmológicos, contribuindo para diagnósticos mais precoces e redução de encaminhamentos externos. Para quem está na ponta, o investimento reflete em mais rapidez no atendimento e maior capacidade de resposta do sistema de saúde. Mais estrutura na rede pública A governadora em exercício também conferiu de perto as outras aquisições da pasta para renovar a estrutura da rede. “O Distrito Federal vem trabalhando para renovar os equipamentos tecnológicos e também a frota. Hoje adquirimos 50 veículos de transporte que serão distribuídos na rede de saúde. Desde a década de 1980, não se tinha uma compra nesse montante”, anunciou o subsecretário de Infraestrutura em Saúde, Leonídio Neto. Segundo ele, os investimentos vão além dos equipamentos entregues nesta etapa. “Estamos organizando novas compras de ambulâncias, carros de vacina, veículos para transporte de medicamentos refrigerados e consultórios de rua. É uma renovação completa da frota, que mostra compromisso com os servidores, com as unidades de saúde e com a população”, afirmou.
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Estrutura real de entreposto de ovos para legalização da produção é destaque na Expoabra 2025
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) apresenta, na 33ª edição da Expoabra, uma maquete em tamanho real de um entreposto de ovos. A iniciativa, em exposição até domingo (7) no Parque de Exposições Granja do Torto, busca mostrar de forma prática como deve ser a estrutura exigida pela legislação sanitária. O objetivo é orientar os produtores, já que não é mais permitido comercializar ovos de forma improvisada. Para isso, a Emater-DF desenvolveu, em parceria com órgãos fiscalizadores, plantas pré-aprovadas para pequenas agroindústrias. Paulo Álvares, técnico em agroindústria da Emater-DF, orienta: “Não é mais possível comercializar ovos diretamente do ninho para o mercado sem atender aos requisitos sanitários” | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Segundo o técnico em agroindústria Paulo Álvares, da Emater-DF, a demanda por ovos sempre foi forte no Brasil, mas, nos últimos anos, houve aumento significativo tanto na produção quanto na tecnologia utilizada. Diante desse cenário, cresce também a necessidade de formalização da atividade. “Não é mais possível comercializar ovos diretamente do ninho para o mercado sem atender aos requisitos sanitários”, ressalta o técnico. “O desafio, porém, é que muitos produtores rurais desconhecem como deve ser um entreposto adequado”. Lei e investimento R$ 60mil Preço médio estimado para a construção de um entreposto de ovos A legislação estabelece que, para o quantitativo de até 999 aves, a produção pode ser destinada ao consumo próprio. A partir de mil aves, é obrigatória a estrutura para comercialização. “O limite para o pequeno produtor é de 3.600 ovos por dia, quantidade que corresponde a cerca de 4 mil aves”, explica Paulo Álvares. “A planta apresentada foi pensada para atender esse perfil, com o menor investimento possível e de forma compacta, mas com capacidade de manipular até quatro vezes esse volume, caso haja necessidade de expansão. Assim, o produtor pode começar pequeno e adaptar a estrutura conforme cresce, sem necessidade de construir tudo novamente”, complementa. O investimento estimado para a construção é de até R$ 60 mil, considerando os melhores materiais e equipamentos. No entanto, esse valor pode cair significativamente, já que muitos produtores, se construírem por conta própria, aproveitam materiais mais simples e baratos. Dessa forma, segundo Paulo, o custo pode ser reduzido em até 60%, pois mesmo no cenário mais caro o retorno financeiro é rápido: com 3.600 ovos/dia, o produtor alcança cerca de 180 mil ovos por ano, o que representa um valor de aproximadamente R$ 54 mil, suficiente para praticamente pagar o investimento inicial já no primeiro ano. [LEIA_TAMBEM]Outro aspecto ressaltado pelo técnico é que a estrutura não é destinada a todos os produtores individualmente, mas pode atender também a uma comunidade, que processa não apenas a produção própria, mas a de uma região inteira. Isso fortalece o desenvolvimento local e garante mercado para quem produz. “Para o pequeno produtor, soluções simples e bem-planejadas são suficientes para garantir a formalização, a qualidade e a competitividade no mercado”, afirma o técnico. Modelo acessível O modelo em tamanho real permite visualizar ainda a simplicidade da operação. Os equipamentos básicos são acessíveis: bancadas, pias, lixeiras, pallets, bandejas de coleta e ovoscópio para seleção dos ovos. Há também salas de recepção, manipulação, classificação, armazenamento e expedição, sempre com atenção às práticas de higiene, como barreira sanitária e lavagem de mãos. Não é necessário investir em máquinas complexas, a não ser que o volume de produção o justifique. Segundo o zootecnista Ricardo Magalhães, da Emater-DF, o entreposto de ovos apresentado é um dos melhores projetos desenvolvidos atualmente, pois permite que o produtor visualize, de forma prática, todos os aspectos exigidos pela legislação sanitária e tributária e os procedimentos necessários para legalizar a atividade. “Depois de mais de 30 anos de discussões, foi possível transformar a legislação em algo palpável e acessível”, relata. O zootecnista Ricardo Magalhães explica: “Ao visitar a estrutura, muitos produtores se surpreendem ao perceber que montar um entreposto não é tão complicado como imaginavam” A ideia, pontua ele, é mostrar que, embora o processo seja complexo, não é complicado. Basta seguir um checklist que orienta cada etapa: “Ao visitar a estrutura, muitos produtores se surpreendem ao perceber que montar um entreposto não é tão complicado como imaginavam. A construção, que custa entre R$ 30 mil e R$ 60 mil, pode ser financiada por meio de linhas de crédito específicas. Dessa forma, a Emater auxilia na transição da informalidade para a legalidade, e garante que o produtor esteja apto a comercializar em qualquer lugar, com respaldo técnico tanto no campo quanto na agroindústria”. O apoio da instituição começa desde o primeiro dia em que as pintainhas ou frangos de corte chegam à propriedade. A assistência envolve o manejo alimentar, sanitário e gerencial, até culminar na comercialização do produto. Assim, há um ciclo que assegura fiscalização, qualidade e aceitação no mercado, com o diferencial de se tratar de ovos originários da agricultura familiar, produzidos em sistemas mais soltos e tranquilos nos quais o foco é o bem-estar animal, um aspecto cada vez mais valorizado.
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Saúde abre pregões para aquisição de fármacos e instrumentos médicos
A Secretaria de Saúde (SES-DF) lançou, nesta quarta-feira (13), novos editais para a aquisição de remédios e equipamentos que impactam diretamente a assistência a pacientes da rede pública do Distrito Federal. Os pregões eletrônicos, em sistema de registro de preços, vão cadastrar propostas até o dia 25 deste mês - o mesmo dia da abertura, prevista para as 8h. Editais podem ser conferidos no site da Secretaria de Saúde | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Os editais estão disponíveis no site da SES-DF ou na Central de Compras/DAQ/Sucomp (SRTVN 701, Lote D, Edifício PO 700, 2º andar). As propostas deverão ser enviadas por meio deste site. Novos editais preveem a aquisição de instrumentos para videolaparoscopias e estetoscópios adulto, infantil e neonatal, com valor estimado de R$ 3,2 milhões. A SES-DF pretende adquirir os medicamentos conforme especificações e quantitativos listados. O valor estimado é de R$ 8,1 milhões. *Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF renova sistema de tecnologia das unidades socioassistenciais
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) começou este ano com o parque tecnológico de sua estrutura renovado. Foram cerca de dois mil novos computadores e 119 notebooks, entre outros equipamentos, como nobreaks, webcam, headset, impressoras, além dos softwares atualizados que garantem mais recursos para armazenamento de informações, reuniões online com mais qualidade e monitoramento dos dados. Wi-fi está presente em todas as unidades do Cras e do Creas | Foto: Divulgação/Sedes-DF R$ 27 milhões Total investido pelo GDF entre 2019 e 2024 na renovação do parque tecnológico Os equipamentos estão sendo instalados em todas as unidades socioassistenciais e administrativas que compõem a estrutura da pasta. Segundo dados da secretaria, de 2019 a 2024, foram investidos cerca de R$ 27 milhões na renovação do parque tecnológico. “Os novos equipamentos e tecnologias garantem mais agilidade, transparência e qualidade nos atendimentos da ponta”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Temos, agora, suporte para aprimorar nossos serviços, ter mais segurança no monitoramento dos dados, além de trazer mais conforto para o servidor no seu dia a dia. Essa modernização do parque tecnológico da Sedes, com certeza, será um legado importante para os servidores da secretaria.” Renovação total A pasta adquiriu mais de 800 máquinas, e já há um cronograma para trocar nas unidades todos os computadores anteriores a 2018. “Todo o parque tecnológico anterior a esse período será descontinuado”, explica o subsecretário de Governança, Inovação e Educação Permanente, Rodrigo Freitas. “Só teremos equipamentos de 2021 para cá. Com isso, teremos um ciclo de troca total nos últimos quatro anos de 100% do parque tecnológico. Todas as máquinas defasadas conseguimos substituir”. Segundo Freitas, nos últimos quatro anos, a Sedes-DF também instalou wi-fi em todas as unidades socioassistenciais para atender servidores e cidadãos. “Todas as unidades de Cras [Centro de Referência de Assistência Social] e Creas [Centro Especializado de Referência de Assistência Social] têm wi-fi”, detalha. “Estamos fazendo a aquisição de mais 160 equipamentos de wi-fi para expandir essas conexões. A nossa rede pode ser conectada pelos servidor e pelo visitante, ou seja, o cidadão que não tem internet no celular pode ir até uma das nossas unidades e utilizar gratuitamente a rede de internet se precisar”. Um dos avanços importantes foi a modernização do Sistema de Desenvolvimento Social (Sids), que é a base de dados onde as informações das famílias em vulnerabilidade social ficam armazenadas para avaliação da situação, concessão de benefícios socioassistenciais e acessos aos serviços da pasta. Mais agilidade “A partir da mudança no sistema, hoje temos muita agilidade para entregar novas funcionalidades”, assegura Rodrigo Freitas. “O sistema anterior era mais frágil. Compramos nova tecnologia para análise de dados, para produção de relatórios em tempo real. A ideia é que consigamos acessar e cruzar dados de forma mais ágil para as áreas técnicas e dar apoio para que a vigilância socioassistencial seja, de fato, implementada.” O sistema recém-implantado traz inovações importantes no dia a dia da secretaria, como o novo módulo da Central de Vagas, que permite direcionar melhor as oportunidades disponíveis para acolhimento institucional; e o módulo da recepção, que contabiliza os atendimentos prestados na recepção das unidades do Cras. Também foram inovados o módulo de folha de pagamento de benefícios, automação do fluxo do Cartão Prato Cheio, a gestão das cestas emergenciais e modelagem dos auxílios vulnerabilidade, calamidade e natalidade, entre outros. *Com informações da Sedes-DF
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Especialistas em mergulho do CBMDF dão continuidade à operação subaquática em Minas Gerais
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) intensificou a atuação no Lago de Furnas, em Minas Gerais, para apoiar o resgate de um veículo e uma vítima submersos. Desde domingo (12), seis especialistas em operações subaquáticas estão na região para auxiliar as autoridades locais nas buscas. Operação ganhou reforço a partir de domingo, quando bombeiros do DF se deslocaram para o local e se juntaram às equipes de resgate | Foto: Divulgação/CBMDF Já no primeiro dia da missão, a equipe fez o reconhecimento dos pontos de interesse, com informações prévias e equipamentos de tecnologia avançada, como um sonar de alta precisão, que permite varreduras detalhadas em grandes profundidades. O ponto da operação é marcado pela grande profundidade, com cerca de 60 metros, e por estruturas de uma antiga cidade inundada, com pontes, casas e árvores – o que dificulta a atuação dos militares. As condições climáticas adversas também agravaram a situação no domingo. Uma tempestade causou forte agitação na superfície da água e gerou ruídos intensos, comprometendo a leitura dos dados obtidos pelo equipamento. A missão foi retomada na segunda-feira (13). Nesta nova fase, as buscas foram direcionadas a uma área próxima a uma ponte naufragada, considerada importante para a localização do veículo. Os mergulhadores do CBMDF empregam técnicas avançadas para operar em grandes profundidades e em terrenos submersos de alta complexidade. A missão tem duração prevista até o dia 18 deste mês, com retorno da equipe após a conclusão das buscas.
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Bombeiros do DF são enviados para atuar em resgate no Rio Tocantins após queda de ponte no Maranhão
Na tarde desta segunda-feira (30), a equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) partiu do Grupamento de Busca e Salvamento, na Vila Planalto, para trabalhar no resgate e na busca às pessoas que continuam desaparecidas após a tragédia da queda da ponte sobre o Rio Tocantins, no Maranhão, ocorrida no último dia 22. Os militares seguiram com equipamentos em duas viaturas, estando a chegada prevista para a terça-feira (31), por volta das 12h. Fazem parte da equipe oito mergulhadores altamente qualificados, que levarão equipamentos de grande capacidade para os trabalhos de resgate | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília A autorização para o envio dos militares foi feita no sábado (28) pelo governador Ibaneis Rocha, atendendo a um pedido do Corpo de Bombeiros do Maranhão. “O Corpo de Bombeiros Militar do DF vai levar sua expertise para auxiliar mais uma missão de suma importância, desta vez, prestando apoio no resgate e busca às pessoas que seguem desaparecidas e na remoção de veículos submersos no Rio Tocantins”, declarou a vice-governadora Celina Leão. “Nós nos solidarizamos com todos que perderam entes queridos nessa tragédia e seguiremos cumprindo a nossa missão, que é cuidar das pessoas onde quer que elas estejam”. “É muito importante ajudarmos outros estados e organizações coirmãs nesse momento de sensibilização, do mesmo jeito que foi no Rio Grande do Sul” Capitão Ramon Lauton Andrade, chefe da delegação Além de oito mergulhadores altamente experientes, a delegação levará para o Maranhão um equipamento capaz de reflutuar até 22 toneladas. A ferramenta vai auxiliar no resgate às vítimas e na remoção de veículos que caíram no Rio Tocantins. O chefe da delegação que partiu na missão, capitão Ramon Lauton Andrade, ressaltou a capacitação da equipe convocada. “São oito mergulhadores altamente capacitados, e estamos levando o material de reflutuação para auxiliar tanto na retirada do material submerso, como para resgatar os corpos que ainda estão desaparecidos”, observou o bombeiro. “É muito importante ajudarmos outros estados e organizações coirmãs nesse momento de sensibilização, do mesmo jeito que foi no Rio Grande do Sul. Como fomos em apoio às tragédias, nós também estamos disponíveis e queremos fazer um ótimo trabalho lá e ajudar a população maranhense.” Troca de experiências De acordo com o comandante-geral do CBMDF, Leonardo Duarte Raslan, a missão é um ganho não apenas para a população do Maranhão, mas também para os profissionais do DF, que agregam experiência ao vivenciarem situações diversas de resgate com outras corporações. “A experiência de estar em outros estados acaba sendo uma troca de conhecimento técnico, e a gente pode atuar em situações que não vivenciaríamos em Brasília; é uma troca técnica, um crescimento para o nosso pessoal”, pontuou. Um dos mergulhadores enviados, o subtenente Danilo Brites lembrou que o objetivo é oferecer o conhecimento técnico para unir as forças e finalizar a missão. “Nós já temos uma história muito grande de pioneirismo em mergulho no Centro-Oeste, e vamos dedicar esse conhecimento para atuar na operação juntamente com os demais bombeiros e mergulhadores da Marinha”, afirmou. Nos anos 1990, a corporação prestou cursos de treinamento e instrutoria de mergulho para as regiões Norte e Nordeste do país, incluindo o estado do Maranhão. O segundo-sargento Francisco Erivan da Rocha Brito destacou a importância da missão: “Somos treinados para isso, e é uma satisfação poder ajudar e minimizar a dor daquelas pessoas” Para o segundo-sargento Francisco Erivan da Rocha Brito, também integrante da equipe que viajou em apoio ao estado nordestino, o trabalho é essencial para dar desfecho a muitas famílias afetadas pelo desastre. “Uma das nossas missões é encontrar o ente querido para que seja possível a dignidade de um enterro nas melhores condições possíveis”, pontuou. “A gente sabe da dor e da tristeza de uma família com dúvidas. Somos treinados para isso, e é uma satisfação poder ajudar e minimizar a dor daquelas pessoas. Para nós, é sempre um privilégio e uma honra servir a população em qualquer estado da Federação”. Acidente No dia 22 deste mês, parte da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou na cidade de Estreito, no Maranhão. No momento do acidente, oito veículos passavam pela estrutura e caíram no Rio Tocantins. Com 533 metros de extensão, o elevado liga Estreito à cidade de Aguiarnópolis, no Tocantins, pela BR-226, além de integrar o corredor rodoviário Belém-Brasília.
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