Pesquisa de egresso do mestrado acadêmico da Escs é reconhecida em congresso nacional
Premiada no XIX Congresso Brasileiro de Transplantes e no XXII Congresso Luso-Brasileiro de Transplantes, principais eventos da área no país, uma pesquisa desenvolvida no Distrito Federal lançou luz sobre um dos maiores desafios do setor: a recusa familiar à doação de órgãos. O estudo do enfermeiro, servidor da Central de Transplantes do DF e bacharel em psicologia Anderson Galante, egresso do mestrado acadêmico em ciências da saúde da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), integrada à Universidade do Distrito Federal (UnDF), identificou que a desconfiança no sistema de transplantes é o principal fator que leva famílias brasileiras a negar a autorização. A relevância do trabalho foi reconhecida com a concessão do prêmio Cristina Massarolo, uma das principais distinções da área. Estudo conduzido por Anderson Galante, servidor da Central de Transplantes do DF, foi premiado em dois congressos nacionais | Foto: Divulgação/Fepecs O evento, promovido pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), foi realizado em outubro de 2025, em Fortaleza (CE), e reuniu especialistas de diferentes países para discutir avanços científicos, tecnológicos e desafios na doação e no transplante de órgãos e tecidos. A premiação foi concedida neste mês de março. O estudo, intitulado Fatores psicológicos presentes na não autorização familiar à doação de órgãos no Brasil: variável para a gestão de problemas, foi desenvolvido em 2025 como dissertação de mestrado acadêmico. Com orientação da professora doutora Leila Göttems e coorientação do professor doutor Tommy Goto, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a pesquisa trouxe uma abordagem inovadora ao analisar o tema sob a ótica da gestão em saúde aliada à psicologia. Anderson Galante explica que o trabalho foi realizado nos estados do Amazonas, Bahia, Goiás e no Distrito Federal, por meio de entrevistas com pessoas que recusaram a doação de órgãos. Utilizando o método fenomenológico e o método de análise e solução de problemas, a investigação buscou compreender não apenas as decisões, mas também as percepções e motivações por trás delas. [LEIA_TAMBEM]“Os resultados apontaram que a desconfiança no sistema de transplantes esteve presente em todos os relatos. Também foram identificados outros fatores psicológicos relevantes, como insegurança na tomada de decisão, ausência de apoio psicológico durante o acompanhamento hospitalar, sensação de injustiça no sistema, tentativa de interromper o sofrimento da família e percepções de desrespeito ou ameaça”, destacou o pesquisador. A pesquisa evidencia, ainda, que o desconhecimento da população sobre o funcionamento do sistema de transplantes contribui diretamente para esse cenário. Em uma das entrevistas, um participante afirmou: “O governo não explica como o sistema funciona, apenas faz apelo emocional uma vez por ano para a gente doar órgãos”. Para o pesquisador, os dados revelam a necessidade de avançar na comunicação com a sociedade sobre o sistema de transplantes, de forma a fortalecer a política pública de doação e transplante de órgãos e tecidos. O desenvolvimento da pesquisa contou com o apoio da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), além das centrais estaduais de transplantes dos estados participantes. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
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Luz que ativa informação: pesquisa apoiada pela FAPDF é publicada na 'Nature Communications'
Imagine um dispositivo eletrônico que possa ser acionado não apenas por corrente elétrica, mas também por luz, como se um feixe luminoso funcionasse igual a um interruptor extremamente rápido e preciso. É justamente essa possibilidade que um estudo com participação do pesquisador Jorlandio Francisco Felix, professor associado da Universidade de Brasília (UnB) e líder do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS), ajuda a consolidar. Com mais de 50 artigos científicos publicados, o pesquisador atua na interface entre materiais bidimensionais, spintrônica e desenvolvimento de dispositivos avançados. A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio da chamada BIO Learning, vinculada ao edital Programa FAPDF Learning (2023), iniciativa da Fundação voltada ao fortalecimento da produção científica nas macroáreas bio, tech, gov e agro. O artigo foi publicado, em inglês, na revista Nature Communications (2025), uma das revistas científicas de maior prestígio internacional. O que está em jogo: o spin do elétron O estudo se insere na área da spintrônica, campo da física que explora o spin do elétron, uma propriedade quântica que pode ser entendida, de forma simplificada, como um “estado interno” da partícula, associado a dois valores possíveis e capaz de representar informação. Segundo o pesquisador, a diferença em relação à eletrônica tradicional é clara: “Enquanto a eletrônica convencional utiliza apenas a carga elétrica do elétron, a spintrônica explora também o spin como uma nova forma de codificar informação”. Jorlandio Francisco Felix, Leander Michels e integrantes do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS) da UnB | Foto: Reprodução/Instagram LabINS Na prática, isso pode permitir dispositivos menores, mais rápidos e com menor consumo de energia. Mas, para que isso se torne viável, é preciso conseguir controlar o spin de maneira eficiente. É justamente nesse ponto que o novo estudo avança. Luz como ferramenta de controle Os pesquisadores, em colaboração com profissionais do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), demonstraram que é possível utilizar luz para controlar a conversão entre uma corrente de spin (fluxo de informação baseado nessa propriedade quântica) em um sinal elétrico mensurável, processo conhecido como conversão spin–carga. Na prática, isso significa que a iluminação adequada pode intensificar o sinal, reduzi-lo, ou até anulá-lo completamente. Em vez de depender exclusivamente de correntes elétricas, o sistema pode ser modulado por luz. Esse resultado abre perspectivas para a chamada opto-spintrônica, área que integra propriedades ópticas e magnéticas para o desenvolvimento de tecnologias potencialmente mais eficientes. [LEIA_TAMBEM]Um material ultrafino com múltiplas possibilidades O experimento foi realizado utilizando dissulfeto de molibdênio (MoS₂), um material bidimensional, isto é, com espessura de ordem atômica. Materiais 2D são considerados estratégicos porque permitem miniaturização extrema e podem ser combinados em camadas, formando heteroestruturas com propriedades ajustáveis. Além disso, o MoS₂ apresenta uma vantagem adicional: deriva da molibdenita, principal minério do molibdênio, o que favorece sua disponibilidade quando comparado a outros materiais avançados. Um dos resultados mais relevantes do estudo foi identificar que a conversão spin–carga no MoS₂ não ocorre por um único caminho. Os pesquisadores mostraram que existem dois mecanismos físicos distintos, um associado às bordas metálicas dos flocos do material e outro relacionado à região interna semicondutora. Esses dois “canais” atuam simultaneamente e competem entre si. Dependendo da geometria dos flocos e da intensidade da luz, um pode se tornar dominante sobre o outro. Em determinadas condições, ambos podem se equilibrar, anulando o sinal. Essa compreensão traz maior clareza sobre os mecanismos físicos envolvidos e oferece mais previsibilidade para o projeto de dispositivos futuros. O controle óptico da corrente de spin pode beneficiar diversas áreas tecnológicas, abrangendo desde o desenvolvimento de memórias e lógicas spintrônicas com menor consumo energético até a criação de sensores acionados por luz, dispositivos híbridos e arquiteturas voltadas ao processamento neuromórfico ou analógico. Em perspectiva, sistemas integrados que combinam spin e luz podem contribuir para aumentar a velocidade de processamento e reduzir a dissipação de energia. *Com informações da FAPDF
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Público da Biblioteca Nacional de Brasília cresce 32% em 2025
O Governo do Distrito Federal (GDF) registrou um crescimento de 31,75% no número de usuários da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) em 2025, em comparação com o ano anterior. Entre janeiro e novembro deste ano, 129.681 pessoas passaram pelo espaço localizado no Setor Cultural da República, reforçando o papel da biblioteca como ambiente de estudo e difusão do conhecimento na capital. Vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o local é um dos principais equipamentos culturais da capital. De acordo com levantamento da própria instituição, 56.664 visitantes que passaram pela BNB neste ano não residem no Distrito Federal e estiveram na biblioteca como turistas, o que representa cerca de 44% do público atendido no período. O dado confirma o alcance do equipamento público também junto a quem visita Brasília, favorecido pela localização próxima à Rodoviária do Plano Piloto e pelo acesso facilitado ao espaço. A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) registrou um aumento de público de 32% neste ano, em comparação com 2024 | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Ampliação das atividades Em 2025, a Biblioteca Nacional promoveu 442 eventos, número 82,64% maior que o registrado em 2024, quando foram realizadas 242 ações. A programação incluiu lançamentos de livros, aulões, clubes de leitura, oficinas, palestras, cursos, exposições, reuniões, visitas guiadas, feiras e apresentações artísticas. “Com certeza, esse aumento se deve à quantidade de eventos realizados pela biblioteca”, afirmou o diretor substituto da Biblioteca Nacional de Brasília, o bibliotecário Luís Eustáquio Braga. Ele destacou que a estratégia tem sido diversificar a programação para atrair diferentes públicos, como estudantes, jovens, adultos e idosos, por meio de aulões preparatórios para o Enem e para o Concurso Nacional Unificado (CNU), além de cursos gratuitos. “Muitas pessoas vêm pela primeira vez por causa dessas ações e acabam retornando, passando a frequentar a biblioteca”, explicou. O diretor também ressaltou que iniciativas como os cursos gratuitos de inglês e mandarim ajudam a despertar o interesse pelo espaço e fortalecem o vínculo do público com o equipamento cultural do Distrito Federal. No programa de voluntariado da BNB, são oferecidos cursos gratuitos de inglês, em módulos instrumentais (conversação e gramática), e de mandarim, nos níveis iniciante e intermediário. Ele comentou ainda que outro atrativo da biblioteca é a agenda permanente de clubes de leitura voltados a diferentes públicos e eventos culturais, como o Slam DFão, batalha de poesia falada com foco na cultura periférica e em temas sociais. “Além de ser um refúgio para estudantes que se preparam para vestibulares e concursos, a biblioteca tem localização privilegiada, próxima à Rodoviária do Plano Piloto, o que facilita o acesso de moradores de todas as regiões administrativas”, concluiu Luís Eustáquio. Em 2025, a Biblioteca Nacional promoveu 442 eventos; programação incluiu lançamentos de livros, aulões, clubes de leitura, oficinas, palestras, cursos e exposições, entre outras atividades Acervo físico e indicadores Mesmo em um contexto marcado pela digitalização do acesso à informação, a biblioteca mantém forte demanda por seu acervo físico. Entre janeiro e novembro de 2025, foram contabilizados 29.103 empréstimos de livros, crescimento de 23,2% em relação a 2024, quando o total foi de 23.610. Os dados também mostram avanço consistente nos indicadores da instituição. Em 2024, o total geral de acessos — considerando usuários e turistas — foi de 153.213 registros. Em 2025, o número de usuários atendidos até novembro já supera o total de usuários registrado no ano anterior, consolidando uma trajetória de crescimento contínuo. [LEIA_TAMBEM]Serviço Horário de funcionamento da Biblioteca Nacional de Brasília: • Segunda a sexta-feira: das 8h às 22h • Sábados e domingos: das 8h às 14h A Biblioteca Nacional de Brasília ficará fechada nos dias 1º, 2, 3 e 4 de janeiro. Na quarta-feira (31 de dezembro), o atendimento ao público será realizado até as 14h.
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Cagaita, baru, murici, araticum… Projeto do DF pesquisa potencial de frutos do Cerrado
Há quem ame ou odeie o pequi. Mas você conhece cagaita, baru, buriti, mangaba, murici, jatobá-do-cerrado e araticum? Com o objetivo de conhecer o potencial destes frutos para a preservação do cerrado e para atender a políticas públicas da merenda escolar, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) está desenvolvendo o projeto Caminhos da restauração: valoração dos produtos florestais não madeireiros. O projeto do IPEDF tem o objetivo de proteger o Cerrado, o segundo maior bioma em área do país, sua grande biodiversidade, espécies endêmicas (únicas para um determinado local), que ajudam a regular o clima e fazem a recarga de aquíferos abastecendo as principais bacias hidrográficas do país e são também importantes estocadores de CO2, especialmente em suas raízes. O Cerrado tem um gigantesco potencial de biodiversidade que pode servir de fonte de alimentos, medicamentos e cosméticos que, extraídos de forma adequada, podem aumentar o potencial econômico do bioma, além de reduzir as desigualdades sociais daqueles que utilizam produtos oferecidos pela floresta. O projeto do IPEDF tem o objetivo de proteger o Cerrado, o segundo maior bioma em área do país | Foto: Divulgação/IPEDF A iniciativa do IPEDF também está em consonância à lei nº 7.228/2023, sancionada em janeiro de 2023, que prevê que a merenda escolar do DF priorize a compra de frutos e produtos nativos do Cerrado. Assim, o projeto, ao trazer informações quanto aos benefícios socioeconômicos, culturais, ambientais, estimativa da cadeia de valor e traças cenários econômicos para os produtos florestais não madeireiros, está ao mesmo tempo subsidiando o governo quanto ao atendimento à lei e valorizando a floresta em pé. Manutenção do homem na área rural A pesquisa visa a contribuir com as ações do Governo do Distrito Federal, que reconhece a importância deste bioma para a manutenção da qualidade de vida das populações e manter o home do campo no seu habitat, além de gerar emprego e renda. A pesquisa vai buscar aprofundar o conhecimento sobre a cadeia produtiva e ajudar na implementação de políticas públicas que possam valorizar os produtos florestais não madeireiros, como as frutas do Cerrado, castanhas e sementes que podem ser processadas e inseridas na alimentação dos estudantes das escolas públicas do DF. *Com informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)
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Projeto vai estudar população de capivaras do Distrito Federal ao longo de três anos
O Instituto Brasília Ambiental, em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB), iniciará um estudo inovador para monitorar e propor manejos das populações de capivaras e carrapatos na orla do Lago Paranoá e em outras regiões do Distrito Federal. Com duração prevista de três anos, o projeto inclui ações de monitoramento, educação ambiental e saúde pública, unindo ciência e gestão integrada. A iniciativa busca atender à crescente preocupação da população em relação à convivência com esses animais, especialmente devido ao receio de transmissão de doenças. Projeto, que terá três anos de duração, inclui ações de monitoramento, educação ambiental e saúde pública | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Para o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, a parceria representa um marco importante. “Esse projeto reafirma o compromisso do GDF em equilibrar a conservação do meio ambiente com os anseios da população. Queremos trazer respostas claras sobre as capivaras e os carrapatos, atendendo à preocupação recorrente dos moradores e garantindo a preservação da saúde coletiva”, declarou. O estudo utilizará métodos avançados para análise populacional das capivaras, identificação genética e mapeamento das áreas de maior risco de transmissão de doenças. Além disso, investigará a presença de bactérias do gênero Rickettsia nos carrapatos encontrados na região. Embora estudos anteriores tenham sugerido que o risco de febre maculosa seja baixo, a convivência harmoniosa com a fauna local ainda depende de ações educativas e manejo adequado. Thiago Silvestre, servidor da Gerência de Fauna do Instituto, destacou a importância do projeto. “Trata-se de uma pesquisa inovadora, cujo principal objetivo é garantir a segurança sanitária das populações humanas e promover a coexistência harmônica entre seres humanos e animais. Ao desmistificar a ideia de que as capivaras representam um problema, contribuímos para a construção de um futuro mais sustentável e respeitoso com a natureza”, afirmou. A iniciativa também inclui ações de educação ambiental, com o objetivo de conscientizar moradores e frequentadores da região sobre práticas seguras e sustentáveis para a convivência com a fauna local. Com essa iniciativa, o GDF dá mais um passo na promoção do desenvolvimento sustentável e na proteção da biodiversidade, assegurando que o equilíbrio entre natureza e cidade continue a ser um diferencial do Distrito Federal. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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Alunos da rede pública participam de 2ª fase de olimpíada de matemática
Neste sábado (19), cerca de 9.500 alunos da rede pública do Distrito Federal participam da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). A competição, promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), é a mais importante do gênero no país e oferece diversas oportunidades para jovens talentos. Mais de 220 mil estudantes foram inscritos na primeira fase. Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal se preparam para a segunda fase da OBMEP | Foto: André Amendoeira/SEEDF A prova da segunda etapa, mais complexa que a primeira, exigirá dos participantes a resolução de seis questões discursivas. O teste foi elaborado de acordo com o nível de escolaridade dos alunos, abrangendo os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Para a subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação (SEEDF), Iêdes Soares Braga, a OBMEP vai muito além de uma simples competição. “As Olimpíadas de Matemática são verdadeiros catalisadores do raciocínio lógico e da criatividade. Ao participarem, nossos estudantes desenvolvem habilidades essenciais para o futuro, como a resolução de problemas complexos e o trabalho em equipe”, avalia. Além disso, ser medalhista na OBMEP é um passaporte para um futuro promissor. Os alunos premiados têm acesso a diversas oportunidades, como: Neste ano, a olimpíada homenageia os 100 anos de Johanna Döbereiner e César Lattes, cientistas brasileiros que inspiraram gerações com suas descobertas • Programas de iniciação científica – Os medalhistas podem participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) e do Programa de Iniciação Científica e Mestrado (Picme), com direito a bolsas de estudo. • Acesso facilitado a universidades – Algumas das mais prestigiadas universidades brasileiras, como a Unicamp, Unifei, USP e Unesp, oferecem vagas especiais para os medalhistas da OBMEP. • Bolsas de estudo – A Fundação Behring e a IHS Towers oferecem bolsas de estudo para alunos medalhistas das áreas de Ciências e Exatas. A OBMEP também reconhece o trabalho dos docentes e das escolas. Professores com alunos premiados recebem cursos de formação, diplomas e livros, enquanto as instituições de ensino são contempladas com kits de material didático e troféus. O coordenador intermediário responsável pela OBMEP na Coordenação Regional de Ensino de Planaltina, Breno Ramires Vargas da Silva, enfatizou a importância da preparação dos alunos para a garantia de um bom resultado. “Esperamos que Planaltina continue se destacando na OBMEP e que nossos alunos tragam mais medalhas para o Distrito Federal”, afirma. Neste ano, a olimpíada homenageia os 100 anos de Johanna Döbereiner e César Lattes, cientistas brasileiros que inspiraram gerações com suas descobertas. Olimpíadas internacionais Se destacar na OBMEP é o primeiro passo para representar o Brasil nas Olimpíadas Internacionais de Matemática. Os 300 melhores estudantes de cada nível (1, 2 e 3) são convidados a participar da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Aqueles que se sobressaem nessa etapa são selecionados para representar o país em competições internacionais. Os participantes dessa seleção passam por um treinamento intensivo, onde aprimoram seus conhecimentos e habilidades e se aproximam de uma oportunidade única: conquistar uma bolsa de estudos em uma universidade de renome internacional. *Com informações da Secretaria de Educação
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Escolaridade dos pais favorece o ingresso de crianças na educação infantil do DF, diz pesquisa
O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou resultados complementares da pesquisa Desenvolvimento Infantil e Parentalidades no Distrito Federal. O suplemento trouxe informações sobre o perfil educacional das famílias e suas escolhas em relação ao ingresso das crianças à vida escolar, com foco na relação entre a escolaridade dos pais e a frequência de crianças de até 6 anos em berçários, escolas e creches no Distrito Federal. Estudos acompanham a frequência das crianças em instituições de ensino e creches no DF | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília De acordo com o suplemento, 50,2% das crianças dessa faixa etária no DF frequentam algum tipo de instituição educacional (berçário, creche ou escola). Para a faixa de até 3 anos, esse percentual é de apenas 25,1%; já na faixa de 4 a 6 anos, para o qual o ensino é obrigatório, cerca de 86% frequentam instituições. 92,6% Percentual de crianças de 4 a 6 anos, filhas de mães com ensino superior, que frequentam a escola Em relação às mães com ensino superior que têm filhos, 33% das crianças de até 3 anos frequentam a escola. Para as crianças de 4 a 6 anos, esse percentual chega a 92,6%. Esses percentuais diminuem entre as mães com menores graus de escolaridade. Ao observar as mães que não sabem ler nem escrever e têm filhos e 4 a 6 anos, o percentual de crianças que frequentam a escola é de 62%. Quanto à escolaridade paterna, 94,4% das crianças de 4 a 6 anos cujos pais possuem ensino superior completo frequentam a escola, enquanto 58,8% dos filhos cujo pai não sabem ler e escrever frequentam a escola. A pesquisa também investigou os motivos pelos quais algumas crianças não frequentam instituições de ensino. Os principais apontados incluem a falta de vagas em escolas públicas (30,8%), a decisão de não matricular a criança antes dos 2 anos (26,2%) e a escolha de esperar até que a matrícula seja obrigatória, aos 4 anos (21,6%). Outros motivos alegados são a falta de recursos para pagar por uma creche particular e a ausência de vontade de matricular em uma creche pública (4,8%), além da dificuldade de levar e buscar a criança na unidade escolar (2,6%). Acesse o material. *Com informações do IPEDF
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Projeto Enem Inclusivo e Especial oferece preparação a estudantes com deficiência
Com as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abertas até sexta-feira (7), a Secretaria de Educação do Distrito Federal, por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin) incentiva a participação no exame dos estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), comportamento de altas habilidades ou superdotação e transtornos funcionais. A inscrição no Enem 2024 é fundamental e necessária para que estes alunos possam participar do projeto de aulas preparatórias Enem Inclusivo e Especial. Realizado pela SEEDF, o projeto Enem Inclusivo e Especial é realizado desde 2019 | Foto: Mary Leal/SEEDF Desde 2019, a Subin realiza o projeto Enem Inclusivo e Especial, uma iniciativa fundamental para garantir que estudantes com deficiência e transtornos funcionais tenham uma preparação adequada com todos os recursos de acessibilidade necessários para a participação no Enem. Para participar do Enem Inclusivo e Especial é imprescindível que os estudantes realizem a inscrição no Enem 2024 até a próxima sexta-feira (7) Realizadas aos sábados, as aulas do projeto oferecem recursos de acessibilidade, como intérpretes de Libras, audiodescrição, leitores de prova e monitores da faculdade de pedagogia da Universidade de Brasília (UnB), assegurando que todos os participantes realizem o exame em condições justas e adequadas. Em 2024, o projeto continua com a missão de promover a inclusão. As aulas devem começar em agosto, alguns meses antes do exame, que, neste ano, será aplicado em 3 e 10 de novembro. Os encontros serão ministrados por professores voluntários de diversos componentes curriculares, como matemática, física, química, geografia, história, biologia, filosofia, sociologia, língua estrangeira, gramática, redação e artes. Inscrição Para participar do Enem Inclusivo e Especial é imprescindível que os estudantes realizem a inscrição no Enem 2024 até a próxima sexta-feira (7). Esse é o primeiro passo para garantir a inclusão dos alunos no projeto. As inscrições devem ser feitas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Um vídeo de divulgação da subsecretária da Subin, Vera Barros, foi enviado para as escolas da rede pública com o objetivo de sensibilizar e incentivar os pais a inscreverem os filhos no Enem. As coordenações regionais de ensino e equipes gestoras das unidades escolares desempenham um papel crucial em informar e motivar as famílias sobre a importância dessa inscrição. *Com informações da SEEDF
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