Blitz educativa leva prevenção a incêndios florestais para Brazlândia
Brazlândia recebe, nesta sexta-feira (3), mais uma edição da Blitz Educativa de Prevenção aos Incêndios Florestais, iniciativa que já se tornou tradição no calendário ambiental do Distrito Federal. A sétima ação será realizada em Brazlândia, das 8h às 12h, às margens da DF-080, em frente ao Centro de Educação Infantil 03. A escolha do local não é por acaso: a grande circulação de moradores na via é uma oportunidade estratégica para levar informação direta à população sobre a prevenção aos incêndios florestais, a proteção dos recursos naturais e o papel de cada cidadão na preservação do meio ambiente. "Prevenir incêndios florestais é uma responsabilidade de todos e o GDF segue investindo em iniciativas que unem educação ambiental e proteção dos nossos recursos naturais" Governadora Celina Leão "As blitzes educativas mostram a importância de levar a informação até onde as pessoas estão. Prevenir incêndios florestais é uma responsabilidade de todos e o GDF segue investindo em iniciativas que unem educação ambiental e proteção dos nossos recursos naturais", destacou a governadora Celina Leão. Como vai funcionar Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordam os veículos e representantes de diversos órgãos ambientais aproveitam o momento para alertar motoristas e passageiros sobre a proibição e os riscos da queima de lixo e de resto de poda: práticas que respondem pela maior parte dos incêndios florestais registrados no DF. O secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana, ressaltou a importância da mobilização conjunta de instituições para o sucesso da ação. "A queima de lixo e de resto de poda ainda são a principal causa dos incêndios florestais no DF. Unimos vários órgãos em um só esforço para conscientizar a população e reduzir os riscos, principalmente em regiões como Brazlândia, que exigem atenção redobrada nesse período", afirmou. A participação dos estudantes como multiplicadores de informações é primordial para o sucesso das blitzes ambientais | Foto: Divulgação/Sema-DF Estudantes como multiplicadores Um dos destaques da ação é a participação de 26 estudantes do 5º ano do Centro de Educação Infantil 03 de Brazlândia. A presença das crianças ajuda a aproximar a mensagem da comunidade e desperta desde cedo o cuidado com o meio ambiente. Muitos desses alunos moram em área rural e levam o aprendizado para dentro de casa, tornando-se verdadeiros multiplicadores da conscientização ambiental entre familiares e vizinhos. [LEIA_TAMBEM]O trabalho conjunto entre os órgãos têm um objetivo claro: reduzir os focos de incêndio e as áreas queimadas nas unidades de conservação da região, como a Floresta Nacional de Brasília. Essa proteção é fundamental para preservar a biodiversidade do Distrito Federal, com atenção especial às regiões de Brazlândia, uma das mais afetadas historicamente pelos incêndios florestais. A ação reúne as secretarias do Meio Ambiente (Sema-DF), de Educação (SEE-DF), do Instituto Brasília Ambiental, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e da Caesb, entre outras empresas e órgãos que atuam dentro do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Distrito Federal (PPCif). *Com informações da Sema-DF
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Operação Verde Vivo reforça prevenção e combate aos incêndios florestais no DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) lançará terça-feira (26) a Operação Verde Vivo 2026. Coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a iniciativa marca oficialmente o início das ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais no território do Distrito Federal. A operação é considerada uma das mais importantes ações anuais de proteção ambiental promovidas pelo GDF, reunindo esforços integrados de diversos órgãos públicos para preservar o Cerrado, proteger a fauna e a flora locais e reduzir os impactos causados pelas queimadas durante o período de estiagem. O Distrito Federal já está em estado de emergência ambiental, conforme o Decreto nº 48.599, de 14 de maio de 2026, vigente entre abril e dezembro deste ano. A medida reforça as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais durante o período de seca, ampliando a capacidade de resposta dos órgãos envolvidos na proteção do Cerrado, da fauna e da flora do DF. No lançamento, serão apresentados os recursos para a Operação Verde Vivo deste ano, incluindo efetivos especializados, viaturas, equipamentos e estratégias de atuação | Foto: Agência Brasília Durante o evento, serão apresentados os recursos operacionais empregados na missão, incluindo efetivos especializados, viaturas, equipamentos e estratégias de atuação que serão utilizadas ao longo da temporada de seca. A operação também reforça o trabalho preventivo junto às comunidades, por meio de campanhas educativas e ações de conscientização ambiental. Nos últimos anos, a Operação Verde Vivo tem desempenhado papel fundamental na resposta rápida aos focos de incêndio e na preservação de áreas ambientais sensíveis do Distrito Federal, especialmente em unidades de conservação, parques ecológicos e regiões rurais. O Distrito Federal já está em estado de emergência ambiental, conforme o Decreto nº 48.599, de 14 de maio de 2026, vigente entre abril e dezembro deste ano Além da atuação direta no combate às chamas, a iniciativa busca fortalecer a integração entre os órgãos envolvidos e ampliar a capacidade de resposta diante do aumento do risco de incêndios característico dos meses de baixa umidade. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal destaca que a participação da população também é essencial para o sucesso da operação. A orientação é para que a comunidade evite queimadas irregulares, descarte inadequado de materiais inflamáveis e acione imediatamente os serviços de emergência em caso de focos de incêndio. *Com informações do Corpo de Bombeiros
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Blitz educativa reforça prevenção aos incêndios florestais no Riacho Fundo II
Na manhã desta sexta-feira (15), a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), com os demais órgãos que compõem o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCif), realizou uma blitz educativa no Riacho Fundo II com foco na prevenção aos incêndios florestais durante o período de seca. A ação promoveu abordagens educativas a motoristas e passageiros sobre os riscos da queima irregular de lixo, entulho e restos de poda, práticas consideradas entre as principais causas de incêndios no Cerrado. Além das equipes técnicas, a ação contou com a participação de estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Lobo Guará, que auxiliaram nas abordagens e na distribuição de materiais educativos. A proposta foi fortalecer a conscientização ambiental e incentivar a participação da comunidade na prevenção aos incêndios florestais. O secretário do Meio Ambiente do DF, Rafael Santana, ressaltou a importância das ações de educação ambiental realizadas em parceria com estudantes da rede pública. “A participação das crianças e dos estudantes nessas ações educativas aproxima ainda mais a população da causa ambiental. É uma iniciativa importante, porque leva conscientização de forma leve e acessível, além de mostrar a sensibilidade do Governo do Distrito Federal com a preservação da nossa fauna, da flora e do bioma Cerrado”, comentou. A coordenadora do PPCif da Sema-DF, Carolina Schubart, reforçou a importância das ações preventivas para reduzir os riscos de incêndios florestais durante o período de estiagem. “Nosso foco é fortalecer cada vez mais as ações de prevenção e conscientização da população, principalmente em áreas ambientalmente sensíveis e de grande relevância ecológica, como a região da Granja do Ipê. O trabalho integrado entre os órgãos do PPcif é essencial para proteger o Cerrado e evitar ocorrências de incêndios florestais”, afirmou. Além das equipes técnicas, a ação contou com a participação de estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Lobo Guará, que auxiliaram nas abordagens e na distribuição de materiais educativos | Foto: Divulgação/Sema-DF As blitzes educativas integram as ações preventivas desenvolvidas pelo PPCif antes do período mais crítico da estiagem, quando aumentam os riscos de incêndios florestais no Distrito Federal. Segundo os órgãos ambientais, grande parte das ocorrências está relacionada à ação humana, especialmente à queima irregular de resíduos em áreas urbanas e rurais. O diretor de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Brasília Ambiental, Erisom Vieira Cassimiro, destacou a importância das unidades de conservação da região e o papel da população na prevenção aos incêndios florestais. “Essa é uma região de grande importância ambiental, que abriga unidades de conservação como a do Riacho Fundo, a do Recanto das Emas e a Granja do Ipê, áreas que sofrem bastante com os incêndios florestais durante o período de seca. Por isso, esse trabalho de conscientização é fundamental para aproximar a comunidade e reforçar a importância da prevenção”, afirmou. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos do GDF e da participação dos estudantes nas ações de educação ambiental: “Essa ação é fundamental, porque une prevenção, conscientização e participação da comunidade no combate aos incêndios florestais. A presença das crianças torna esse trabalho ainda mais importante, já que elas ajudam a levar a mensagem de preservação ambiental para dentro de casa e contribuem para conscientizar a população sobre a importância de evitar queimadas e proteger o Cerrado”. O professor do Centro de Ensino Fundamental Lobo Guará, Aurélio Neres, destacou a importância da conscientização ambiental entre os estudantes durante o período de estiagem. “É fundamental trabalhar esse tema com as crianças para que elas compreendam, desde cedo, a importância da preservação ambiental e da prevenção aos incêndios florestais. Esse cuidado ajuda a proteger o meio ambiente, os animais e toda a biodiversidade do nosso Cerrado”, afirmou Aurélio Neres. A estudante do Centro de Ensino Fundamental Lobo Guará, Júlia Barbosa Lima, de 11 anos, também destacou a importância da conscientização ambiental desde a infância. “Eu acho muito importante participar dessa ação, porque, quando as crianças crescem com esse pensamento de cuidar da natureza, elas se tornam adultos mais conscientes no futuro. Além disso, os incêndios não prejudicam só o meio ambiente, mas também a nossa própria vida”, afirmou Júlia Barbosa Lima. Participaram da ação o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Instituto Brasília Ambiental, Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF)
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Curso de operador de motosserra foca no combate aos incêndios florestais
O Jardim Botânico de Brasília (JBB) sediará, entre segunda (4) e sexta-feira (8), no Centro de Visitantes, um curso de operador de motosserra, voltado para a capacitação técnica de brigadistas que atuam em níveis distrital e federal. A instituição será o ponto focal da formação, que integra as ações do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) do Distrito Federal, em parceria com o Prevfogo/Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF). A equipe da Gerência de Prevenção e Combate a Incêndios do Jardim Botânico de Brasília será responsável por ministrar o curso, atuando como instrutores na formação técnica dos participantes e compartilhando conhecimentos adquiridos em capacitações realizadas em 2024, promovidas pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e pelo Serviço Florestal Norte-Americano, que contribuíram para o aprimoramento técnico de servidores do JBB e de instituições parceiras. "Essa capacitação reforça a atuação técnica das equipes de prevenção e combate aos incêndios florestais, ao mesmo tempo em que contribui para o manejo ambiental responsável dentro do Jardim Botânico de Brasília" Diego Miranda, gerente de Prevenção e Combate a Incêndios do Jardim Botânico de Brasília “Essa capacitação reforça a atuação técnica das equipes de prevenção e combate aos incêndios florestais, ao mesmo tempo em que contribui para o manejo ambiental responsável dentro do Jardim Botânico de Brasília. Além de qualificar os brigadistas, o curso vai realizar a retirada de espécies exóticas invasoras, como os pinheiros, que não pertencem ao Cerrado e impactam negativamente nosso bioma” ressalta o gerente de Prevenção e Combate a Incêndios do Jardim Botânico de Brasília, Diego Miranda. Como parte das atividades práticas, o treinamento também estará alinhado ao Plano de Manejo do JBB, com foco na remoção controlada de pinheiros em áreas específicas. Além de serem espécies exóticas invasoras que comprometem o equilíbrio do Cerrado, os pinheiros representam material altamente combustível, aumentando os riscos e a propagação de incêndios florestais quando atingidos pelo fogo. A iniciativa contribui para a recuperação ambiental, favorece o desenvolvimento da vegetação nativa e fortalece estratégias de prevenção de riscos ecológicos e incêndios florestais. *Com informações do Jardim Botânico de Brasília
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GDF reforça prevenção contra incêndios florestais com blitz educativa no Park Way
A manhã desta sexta-feira (24) foi marcada por uma mobilização educativa na feirinha da Quadra 14 do Park Way, de olho na redução de focos de incêndio e na proteção da Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado. A ação, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF) e reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres. O secretário de Meio Ambiente, Rafael Luiz Ramalho de Santana, ressaltou a importância da antecipação ao período mais crítico da estiagem. "Estamos na nossa segunda blitz de prevenção e combate aos incêndios do ano. É fundamental a população receber informação e estar participando de forma ativa. A seca está logo ali e a gente sabe muito bem como o Distrito Federal sofre nesse período. Nosso trabalho primeiro é de conscientização. O Governo do Distrito Federal tem se preocupado bastante com isso, em colaboração também com outros órgãos", afirmou. Além dos órgãos que fazem parte do PPCIF, a ação também conta com 30 estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I do Centro Educacional de Vargem Bonita. Para o secretário, a participação dos alunos torna o trabalho de conscientização "mais leve" e eficaz. “Sem falar que também é uma preparação para o futuro. O meio ambiente também se trata de futuro. Então, trazendo as crianças para participar desse momento, elas se tornam conscientes, e estamos preparando futuros preservadores do meio ambiente”, completa. A ação reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília A coordenadora do PPCIF, Carolina Schubart, explicou a escolha estratégica da região. "O Park Way está inserido dentro da APA do Gama e Cabeça de Veado, que é uma área super importante para o Distrito Federal em termos de preservação do Cerrado", detalhou. Segundo a gestora, a blitz ocorre agora porque, a partir de julho, os incêndios tornam-se mais agressivos, mudando o foco da prevenção para o combate. Para Carolina, a iniciativa em parceria com os estudantes desperta neles a importância do cuidado com o meio ambiente. Além disso, muitos moram na área rural e se tornam multiplicadores nas famílias e comunidades. "A gente trabalha com as crianças para trazer essa leveza e conscientização, especialmente em áreas rurais onde há maior incidência de fogo por queima irregular de lixo ou resto de poda", completou. Vozes da comunidade Os motoristas que passaram pelo local aprovaram a iniciativa. O motorista profissional Matheus Victor Silva, morador do Gama, destacou o impacto das crianças na abordagem. "Eu acho certinho isso. Tem que falar para o próximo para não botar fogo, senão estraga a natureza", disse. Para ele, o envolvimento dos alunos é um diferencial. “Quando é um adulto falando, muitas vezes a gente nem esquenta muito. Mas se é uma criança, a gente bota a cabeça no lugar”, avaliou o motorista. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação. "Acho um ótimo incentivo, não só para a gente, mas para as crianças também, porque todo mundo tem que ter essa consciência de preservar o nosso ambiente. Dependemos dele para ter uma qualidade de vida melhor", refletiu a moradora de Ceilândia. Próximas ações A blitz educativa do Park Way é a segunda de um cronograma que prevê mais cinco ações no Distrito Federal. De acordo com a Sema, as próximas mobilizações ocorrerão na última sexta-feira de cada mês. Em maio, está prevista uma blitz simultânea nas regiões do Jardim Botânico e do Lago Oeste. Outras áreas constantemente afetadas por incêndios florestais, como a Floresta Nacional de Brasília (em Brazlândia), Riacho Fundo e Granja do Torto, também receberão a iniciativa. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação Crime ambiental: multas e o que fazer ao avistar fogo Durante a blitz, foram distribuídos materiais informativos com o slogan "DF de Olho no Fogo", com orientações sobre a Lei de Crimes Ambientais e informações para produtores rurais sobre manejo controlado. A lei permite aos produtores rurais usar a queima controlada em algumas situações. Mesmo assim, ela é perigosa e precisa ser feita de forma correta. Um curso gratuito do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com o PrevFogo, aborda as técnicas seguras em propriedades rurais (Técnicas de Realização de Queima Controlada em Propriedades Rurais — Senar Play). Antes de fazer uma queima controlada, é preciso solicitar autorização da Sema-DF, que é obrigatória. A permissão pode ser suspensa, de forma temporária, nas épocas de estiagem intensa, que aumentam os riscos dos incêndios florestais. Entre as alternativas ao uso do fogo, estão adubação verde, agroecologia, agroextrativismo, apicultura e meloponicultura, artesanato e reciclagem, compostagem e minhocultura, consórcio e torração de culturas, ecoturismo e turismo rural, pastagem ecológica, pastejo misto, permacultura, plantio direto, silagem e sistemas agroflorestais. Fazer queimadas sem autorização do órgão ambiental ou sem tomar os devidos cuidados no DF é infração penal, de acordo com a Lei nº 4.329/2009, sujeita a multa de R$ 500 a R$ 5.000. Provocar incêndios em mata ou floresta é crime sujeito a multa e reclusão de dois a quatro anos. Denúncias sobre suspeitas de autoria de incêndios florestais devem ser feitas à Polícia Militar (190), quando há possibilidade de intervenção imediata, e à Polícia Civil (197), para crimes já cometidos. Caso o cidadão aviste um incêndio florestal ou práticas irregulares de queimada, deve entrar em contato imediatamente com os órgãos ambientais, o Corpo de Bombeiros (193) ou a linha verde do Ibama, por meio de ligação gratuita pelo telefone 0800 061 8080.
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Fórum distrital reúne instituições e propõe ações conjuntas para prevenir incêndios florestais em 2026
Com foco na construção de soluções conjuntas para enfrentar os incêndios florestais no Distrito Federal, o Fórum Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais reuniu, quinta (4) e sexta-feira (5), gestores públicos, pesquisadores, brigadistas e representantes da sociedade civil. Realizado pela Secretaria do Meio Ambiente do DF (Sema-DF), o evento foi dedicado ao planejamento das ações para 2026. O secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, classificou o fórum como um espaço democrático de escuta e articulação entre os diferentes atores que atuam na prevenção e no combate ao fogo. “A construção transversal das soluções é o caminho mais eficaz para proteger nosso território contra os incêndios. O fórum é um espaço democrático de escuta, planejamento e ação”, afirmou. Gestores públicos, pesquisadores, brigadistas e representantes da sociedade civil discutiram estratégias de combate a incêndios florestais para serem adotadas em 2026 | Foto: Divulgação/Sema-DF A vice-governadora do DF, Celina Leão, ressaltou o compromisso do governo com decisões pautadas por evidências e com a escuta ativa dos profissionais da linha de frente. “Trata-se de mais uma oportunidade em que o GDF reforça o compromisso com decisões fundamentadas em evidências, ouvindo os profissionais que atuam na linha de frente e a população diretamente afetada pelos incêndios”, disse. Para a coordenadora do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF), Carolina Schubart, o fórum reafirmou a importância de unir esforços e promover formação contínua. “Este é o momento de intensificar o diálogo entre instituições e comunidade, para que possamos fortalecer e ampliar nossas ações contra o fogo em 2026”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]A programação foi dividida em quatro módulos temáticos: manejo integrado do fogo, educação ambiental, tecnologias de monitoramento e estratégias de combate. As atividades incluíram mesas-redondas, exposições técnicas, sessões participativas e apresentações especializadas. Juliana Salles dos Santos, brigadista florestal do Parque do Cortado, destacou a importância da troca entre profissionais. “Quando a gente senta para alinhar os pontos de vista, consegue entender melhor e, no dia a dia, alinhar nosso trabalho da melhor forma possível”, comentou. Edson Vieira Cacimiro, diretor de Manejo Integrado do Fogo do Brasília Ambiental, defendeu a ampliação da participação. “O fórum abre espaço para trocas e nos dá a oportunidade de ouvir a comunidade envolvida com o tema”, disse. As propostas debatidas serão sistematizadas pela Sema-DF e vão orientar o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais em 2026. A expectativa é que o planejamento contemple medidas mais integradas e ações educativas permanentes voltadas à proteção do Cerrado. *Com informações da Sema-DF
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Curso prepara profissionais para resposta rápida a incêndios no Distrito Federal
Com o objetivo de aprimorar a resposta integrada aos incêndios florestais no Distrito Federal, nesta semana será realizado o Curso Intermediário de Sistema de Comando de Incidentes (SCI). A formação faz parte das ações do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF/DF) e será ministrada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). O treinamento começou nesta segunda (20) e segue até sexta-feira (24), no Grupamento de Proteção Civil do CBMDF (Taguatinga Centro), das 8h às 17h — a carga horária é de 40 horas, divididas entre aulas teóricas e práticas. A etapa final do curso será um simulado de campo na Floresta Nacional de Brasília, em Brazlândia, onde os participantes poderão aplicar os conhecimentos adquiridos em um ambiente real de operação. O Curso Intermediário de Sistema de Comando de Incidentes (SCI) visa aprimorar a resposta integrada aos incêndios florestais no DF | Foto: Divulgação/Sema-DF De acordo com Carolina Schubart, coordenadora do PPCIF/DF, o curso representa um avanço importante na formação técnica dos profissionais que atuam na linha de frente do combate aos incêndios florestais. “O curso visa à capacitação de diversos órgãos que integram o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, com o objetivo de preparar o corpo técnico dos servidores para aprimorar ainda mais a eficácia no combate aos incêndios florestais de grande proporção”, afirma Carolina. [LEIA_TAMBEM]Participam da capacitação servidores e representantes de diversas instituições que compõem o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, entre elas ICMBio, Instituto Brasília Ambiental, Jardim Botânico de Brasília (JBB), Polícia Federal, Anac, Aeronáutica e brigadistas voluntários. Esta é a segunda edição do curso realizada em 2025. “O Governo do Distrito Federal tem investido continuamente na capacitação dos profissionais que atuam na linha de frente do combate aos incêndios florestais. Esse curso, coordenado pela Sema-DF [Secretaria do Meio Ambiente] e realizado pelo Corpo de Bombeiros, é fundamental para fortalecer a integração entre os órgãos e garantir uma resposta rápida e eficiente nas ações de prevenção e controle do fogo”, destaca a vice-governadora do DF, Celina Leão. Criado na década de 1970, na Califórnia (EUA), o Sistema de Comando de Incidentes (SCI) é uma ferramenta reconhecida internacionalmente pela capacidade de organizar e coordenar respostas a emergências, sejam elas incêndios, desastres naturais ou acidentes. O método garante uma gestão eficiente, comunicação integrada e divisão clara de responsabilidades, possibilitando maior eficácia nas operações de campo. O modelo foi incorporado à estrutura de segurança pública do Distrito Federal e tem se mostrado essencial na resposta a eventos de grande escala. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF)
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Drones ampliam eficiência do Corpo de Bombeiros do DF em salvamentos e no combate a incêndios florestais
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) conta com 11 drones para auxiliar no combate a incêndios florestais, ações de busca e salvamento, monitoramento de áreas de risco e apoio à defesa civil. Os aparelhos são estratégicos para as operações, gerando assertividade e eficiência para a atuação das equipes. A gestão dos dispositivos, tecnicamente intitulados como aeronaves tripuladas remotamente, cabe ao 3º Esquadrão de Aviação Operacional (3º ESAV), instituído por decreto em 2024. A tecnologia começou a ser empregada há dez anos, com a aquisição do primeiro equipamento do tipo Mavic 2, apelidado como Zangão 01. De lá para cá, a aeronave passou a ser amplamente utilizada pela corporação, que investiu na capacitação de cerca de 300 militares e obteve, com recursos próprios e por doação, outros exemplares do dispositivo. Atualmente, estão disponíveis cinco drones do modelo Mavic 2, que se destaca pelo zoom de longo alcance, e seis do Mavic 3T, que conta com câmera termográfica e indicado para operações em campo. “Com o Mavic 3T, conseguimos identificar obstáculos, vítimas em áreas de mata e até definir prioridades no combate às chamas. Já o Mavic 2, mesmo sendo mais antigo, continua sendo útil para investigações a longas distâncias”, explica o tenente Rony Junio Rodrigues da Costa, responsável pela coordenação do uso dos aparelhos. Atualmente, estão disponíveis cinco drones do modelo Mavic 2, que se destaca pelo zoom de longo alcance, e seis do Mavic 3T, que conta com câmera termográfica e indicado para operações em campo | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Novos drones devem ser incorporados em breve. Está em andamento um processo para doação pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e a compra de outros exemplares com recursos da própria corporação. Recentemente, o CBMDF recebeu dispositivos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e acessórios, como câmeras e cartões de memória, da Receita Federal. Combate Os dispositivos estão integrados a grupamentos especializados, como o de Busca e Salvamento (GBS), Proteção Ambiental (GPRAM), Proteção Civil (GPCIV) e Prevenção e Combate a Incêndio Urbano (GPCIU). Durante a Operação Verde Vivo, promovida anualmente entre abril e novembro, ao menos três aeronaves são empregadas nas missões. “Os equipamentos são muito úteis no combate a incêndios por permitirem a visualização completa da região afetada e a direção do fogo, trazendo mais eficiência ao trabalho”, salienta o tenente. Com o reconhecimento da região atingida pelo fogo, o drone também contribui com a segurança dos bombeiros, reduzindo a exposição das tropas às chamas, e agiliza a resolução das situações de emergência. “O maior ganho é a questão do monitoramento em tempo real, já que é possível antecipar mudanças no comportamento do fogo, prever a direção que pode ser causada pelo vento, por exemplo, e assim ter uma resposta mais rápida e precisa no combate”, ressalta Costa. “Com o Mavic 3T, conseguimos identificar obstáculos, vítimas em áreas de mata e até definir prioridades no combate às chamas. Já o Mavic 2, mesmo sendo mais antigo, continua sendo útil para investigações a longas distâncias”, explica o tenente Rony Junio Rodrigues da Costa No ano passado, durante o período de vigência da Operação Verde Vivo, foram registradas 9.005 ocorrências de queimadas, com 22.250,40 hectares de área afetada. Setembro, agosto e julho foram os meses com maior número de chamados, representando, juntos, quase 73% do total de ocorrências. Neste ano, de abril a agosto, foram recebidos 4.848 casos de incêndios florestais, que afetaram área de 8.797,70 hectares. Os dados de setembro ainda estão em fase de apuração. Capacitação Para operar os dispositivos, os militares passam por treinamento que aborda desde os princípios básicos de navegação até legislação e normas de segurança. São oferecidos três cursos por ano, além de oficinas para órgãos externos. O curso tem duração de três semanas, sendo duas online e uma presencial. O cabo Henrique Senna concluiu a formação no ano passado e atualmente está lotado no 3º ESAV. Para ele, o emprego da tecnologia durante incêndios florestais gera mais eficiência e assertividade ao combate, impactando diretamente a proteção da população e da natureza. “Quando chegamos por terra, não sabemos a dimensão do fogo nem a direção que está tomando, se tem casas no caminho ou não. Com o drone, podemos ter essa visão antes de partir para o combate, facilitando o controle dos focos e nos ajudando a proteger as pessoas”, salienta. Outro militar capacitado para a operação dos dispositivos é o subtenente Ricardo Cruz. Ele destaca as demais atividades que podem ser monitoradas pelo aparelho, como é o caso de grandes eventos como shows e festivais. “Temos uma maior visão das vias de acesso, da localização das viaturas e, no caso de operações de busca e salvamento, podemos usar para encontrar pessoas, principalmente em matas”, conclui.
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