Centro de Trauma do Hospital de Base passa por atualização e eleva padrão de cuidado em 2025
Em 2025, a rotina intensa do Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganhou novos fluxos, mais organização e ferramentas que facilitaram o trabalho das equipes, tornando o atendimento ao paciente ainda mais seguro. As mudanças partiram da iniciativa da Gerência de Enfermagem do hospital, que revisou protocolos, padronizou processos críticos e ouviu os profissionais que atuam diariamente no atendimento ao trauma. Espaço do Hospital de Base dedicado ao tratamento de casos de traumas tem funcionamento agilizado | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “No trauma, tudo acontece ao mesmo tempo. Com o novo quadro, a sincronia melhorou muito. Organização salva tempo, e, no trauma, tempo salva vida” Rennyffer Lopes, enfermeiro Entre as novidades implementadas, uma teve impacto imediato no dia a dia das equipes: a atualização dos quadros do time de resposta rápida, onde ficam os nomes dos responsáveis pelo plantão e suas funções. Antes, as informações se perdiam na dinâmica da emergência. Agora, com cores diferentes, disposição organizada e visual claro, o setor passou a funcionar como uma engrenagem precisa. “Cada um precisa saber exatamente onde ficar”, explica o enfermeiro Rennyffer Lopes. “No trauma, tudo acontece ao mesmo tempo. É quase como uma equipe de Fórmula 1. Cada segundo importa, e cada pessoa tem um papel específico. Com o novo quadro, a sincronia melhorou muito. Organização salva tempo, e, no trauma, tempo salva vidas. Quando o paciente chega e a adrenalina dispara, se alguém não sabe seu lugar, atrapalha. Agora isso não acontece mais, porque tudo já está pré-definido.” O quadro foi adquirido por meio de doações da Rede Feminina de Combate ao Câncer, da própria equipe do trauma e da Gerência-Geral de Assistência da unidade. “Hoje todo mundo faz questão de manter o quadro atualizado; virou parte da cultura da equipe”, comenta a assessora técnica da Gerência de Enfermagem, Gabriela Rodrigues Protocolos que fazem diferença Outra mudança importante atingiu o coração dos atendimentos de emergência: o carro de parada — que possibilita acesso rápido a insumos necessários — do centro de trauma. Ele passou a contar com organizadores internos e placas de identificação, que facilitam a visualização e a reposição de cada medicamento. O recurso já vinha sendo utilizado em outras unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). Com o ajuste, o carro de parada passou a ser denominado Carro de Acesso Imediato (CAI), com insumos definidos especificamente para o atendimento ao trauma. As placas organizadoras foram doadas pela Associação de Amigos do Hospital de Base. [LEIA_TAMBEM]Para o técnico de enfermagem Ricardo Carvalho, a diferença é clara: “Antes, as medicações ficavam um pouco misturadas. Agora, cada uma tem seu espaço. Até quem acabou de chegar consegue encontrar tudo rapidamente.” As placas também solucionaram um problema recorrente, o excesso de itens. “Com o organizador, padronizamos o estoque”, detalha Gabriela. Não tem como colocar nem menos nem mais do que o necessário.” A rotina do setor também ganhou mais visibilidade com a instalação de um novo painel de gestão pela Gerência de Enfermagem (Geref). Onde antes havia apenas uma parede vazia, hoje existe um espaço de informação, alinhamento e educação permanente, com dados atualizados de atendimento, treinamentos, inovações da área médica e matérias institucionais. O painel foi doado pela enfermeira rotineira do trauma, Karina Simplício. “Melhorou muito a comunicação”, afirma o enfermeiro Carlos Eduardo Martins de Oliveira. “Agora tudo está à vista, como dados, avisos, recados e estudos científicos. Ficou mais fácil alinhar o trabalho entre médicos e enfermagem.” Escutar o paciente “Cada avanço implantado aqui é um investimento direto na vida das pessoas e nas condições de trabalho das equipes. O trauma é uma das portas mais sensíveis da nossa rede, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF O ano de 2025 marcou o início da aplicação da pesquisa NPS (Net Promoter Score) no Centro de Trauma. A ferramenta mede o grau de satisfação e a probabilidade de recomendação do serviço pelos pacientes, sendo aplicada no momento da alta. A avaliação considera aspectos como tempo de espera, atendimento médico e de enfermagem, alimentação, limpeza e demais etapas do percurso do paciente. “Queríamos entender como o paciente saía daqui, se estava satisfeito, se recomendaria o serviço e onde ainda poderíamos melhorar”, explica Paulo Henrique Marcineiro, assistente-executivo da Geref. Os resultados apareceram rapidamente. No primeiro mês de aplicação da pesquisa, em agosto, o Centro de Trauma alcançou a Zona de Excelência, classificação mais alta do NPS, refletindo o impacto das melhorias implementadas. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, as mudanças no Centro de Trauma evidenciam o compromisso do Instituto com a modernização dos processos e a segurança do paciente: “Cada avanço implantado aqui é um investimento direto na vida das pessoas e nas condições de trabalho das equipes. O trauma é uma das portas mais sensíveis da nossa rede, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo.” *Com informações do IgesDF
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UBS 4 do Capão da Erva no Itapoã passará por reforma
A Unidade Básica de Saúde (UBS) 4 do Itapoã, no Capão da Erva, dará início, neste mês, a manutenções no local. O objetivo é melhorar as condições de trabalho dos servidores e a qualidade do atendimento prestado à comunidade. O prazo estimado para conclusão é de 20 dias úteis. Obras têm como foco ampliar o atendimento ao público e aprimorar as condições de trabalho das equipes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Durante o período de adequações, de modo a garantir a continuidade dos serviços prestados à população, os atendimentos serão prestados na sala da Assessoria de Planejamento, Estratégia e Controle (Aspec), localizada atrás da UBS 4 do Itapoã. As obras incluem colocação de cerâmica, melhorias na sala de odontologia e pintura da área externa visando à padronização da unidade. “Vamos proporcionar mais acolhimento aos usuários e ampliação da carteira de serviços, especialmente o atendimento odontológico”, afirma a diretora regional de Atenção Primária da Região de Saúde Leste, Danielle Gonçalves. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Cras do Varjão é contemplado com obras para atendimento a 6 mil famílias
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) entregou simbolicamente, nesta terça-feira (1º), as novas instalações do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Varjão. O espaço passou por melhorias significativas em sua estrutura física, com o objetivo de aprimorar o atendimento às cerca de 6 mil famílias referenciadas pela unidade. Equipe do Cras Varjão passa a contar com mais conforto para o público e os servidores | Foto: Divulgação/Sedes-DF Em obras desde dezembro de 2024, a unidade recebeu pintura nova, reestruturação das salas, adequação dos banheiros, melhorias no forro e telhado e implementação de medidas de acessibilidade nas estruturas, além de atualizações no sistema elétrico. Durante a execução das mudanças, os servidores ficaram instalados na Administração do Varjão para garantir o atendimento ao público. “A entrega de uma unidade renovada proporciona mais conforto tanto para os servidores quanto para a população, fortalecendo a oferta de serviços”, avalia a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Com um ambiente mais acolhedor e funcional, conseguimos atender melhor às necessidades da comunidade, garantindo que todos tenham acesso a um atendimento de qualidade e digno.” Melhorias Agora, o local dispõe de mobiliário renovado e novos computadores. Localizado na Quadra 7 da cidade, o Cras Varjão conta com recepção, sala para atividades administrativas, salas de atendimento, banheiros, auditório, copa e cozinha, além de uma área externa. A equipe, composta por oito mulheres, inclui assistentes sociais, psicólogas e técnicas que atendem a população do Varjão, da Granja do Torto e do Lago Norte. Somente neste ano já foram registrados mais de 3.700 atendimentos individualizados. A gerente do Cras Varjão, Karoline Souza, explica que a unidade atende a um número significativo de migrantes internacionais da Venezuela, Senegal e Haiti, atuando em parceria com o Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH). “Quando necessário, e após o atendimento no Cras, encaminhamos esse público ao instituto para emissão de documentos e inclusão em projetos e no mercado de trabalho”, afirma. “O Cras trabalha de forma intersetorial, onde temos um fluxo muito bem-estruturado de parcerias com os órgãos da região, como a UBS [Unidade Básica de Saúde] e o Restaurante Comunitário, entre outros”. O Cras, que tem 32 unidades no DF - além do Cras Móvel -, é a porta de entrada para a assistência social. As unidades ofertam serviços de atualização do Cadastro Único, avaliação e inclusão em benefícios sociais e acompanhamento familiar, visando a apoiar o público em situação de vulnerabilidade socioeconômica, insegurança e dificuldades de acesso a serviços públicos. O atendimento deve ser feito com data e horário agendados pelo telefone 156 ou pelo site da Sedes-DF. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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GDF investe R$ 28 milhões na construção da Rota de Fuga da Cidade do Automóvel
O governador Ibaneis Rocha assinou, neste sábado (8), a ordem de serviço para início das obras da Rota de Fuga na Cidade do Automóvel, trabalho que demanda investimento de mais de R$ 28,8 milhões. A pista será dupla e terá aproximadamente 7 km de pavimento asfáltico. A obra foi contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER). Durante a assinatura do documento, o governador afirmou: “Temos que apoiar o empresariado da nossa cidade para que possa cada vez mais avançar na qualificação das pessoas, na geração de emprego e de renda” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília O chefe do Executivo ressaltou que a construção representa um avanço para a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos trabalhadores e frequentadores da Cidade do Automóvel. “Essa é uma obra que já discutíamos havia uns dois anos”, declarou. “Temos que apoiar o empresariado da nossa cidade para que possa cada vez mais avançar na qualificação das pessoas, na geração de emprego e de renda”. Deslocamento facilitado A via começará no Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), passando entre o Complexo de Reciclagem e o Instituto Federal de Brasília da Estrutural, e seguirá pelo 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), na DF-010, até o viaduto do Setor Militar Urbano (SMU), na Epia (DF-003). O trecho entre o RCG e o SMU já existe e será duplicado, enquanto a pista entre o SCIA e o RCG será construída do zero, também com duas faixas de rolamento e acostamento de ambos os lados. “Se estou vindo da região norte e indo para Brazlândia, vou poder cortar caminho pela pista e economizar de 5 a 7 km, deixando de passar por uma região altamente adensada, que geralmente tem engarrafamento; é uma melhoria muito significativa” Fauzi Nacfur Júnior, presidente do DER O presidente do DER, Fauzi Nacfur, explicou que a nova pista reduzirá o tempo de deslocamento de todos que desejarem atravessar o DF, partindo da região Norte para a Oeste e vice-versa. “Se estou vindo da região norte e indo para Brazlândia, por exemplo, vou poder cortar caminho pela pista e economizar de 5 a 7 km, deixando de passar por uma região altamente adensada, que geralmente tem engarrafamento por causa de semáforos; é uma melhoria muito significativa”, avaliou. A estimativa é de que a construção da rota alternativa beneficie 35 mil motoristas diariamente, segundo projeções das agências de automóveis da região. Além disso, as obras vão gerar, pelo menos, 50 empregos. Economia local “Hoje temos uma única entrada e saída da Cidade do Automóvel”, observou o presidente da Associação de Revendedores de Veículos do DF (Agenciauto), José Rodrigues Neto. “Quando a região foi criada, tínhamos só lojas e vendedores de veículos. Hoje temos construtoras e outros profissionais liberais que trabalham aqui, além da Estrutural, que vem crescendo todos os dias. A obra vai beneficiar muito o fluxo de veículos.” A empresa Costa Brava Projetos e Construções, vencedora do certame, será responsável pela execução dos serviços, que incluem etapas de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical, além de obras complementares e um plano de gerenciamento de resíduos sólidos. O investimento em mobilidade também impactará a economia da região, lembrou o administrador da Estrutural/SCIA, Alceu Prestes. “O fluxo de veículos será muito melhor, e o trânsito, muito mais rápido”, reforçou. “Abriremos um outro caminho que não existia, gerando desenvolvimento para empresas e para a cidade”.
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Moradores do Sol Nascente e Pôr do Sol destacam obras e apresentam demandas ao GDF
Uma das prioridades da Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal (SODF) é manter o diálogo constante com a população, a fim de acelerar as entregas. Nesta terça-feira (14), o titular da pasta, Valter Casimiro, foi recebido pelos moradores do Sol Nascente e Pôr do Sol, que apresentaram as principais demandas da região. Obras executadas pela SODF podem ser vistas em todos os cantos da cidade | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “É fundamental escutar os cidadãos que serão beneficiados. Dessa forma, temos um diagnóstico real do projeto” Valter Casimiro, secretário de Obras e Infraestrutura Durante a visita, o secretário caminhou pelas ruas de Pedra Verde e Cachoeirinha, no Trecho 3 de Sol Nascente, e conferiu de perto o andamento das obras de drenagem e pavimentação. “É fundamental escutar os cidadãos que serão beneficiados”, disse. “Dessa forma, temos um diagnóstico real do projeto. Fazemos vistorias frequentes nessa região e, junto à equipe técnica, planejamos diferentes frentes de ataque para dinamizar a execução dos projetos”. Líder comunitária local, Claudinha do Pôr do Sol afirmou que o olhar do governo para a região tem sido cuidadoso: “A comunidade se sente abraçada pelo GDF. É muito gratificante ver o secretário caminhando junto, vendo a realidade dos moradores. Conseguimos avançar nas discussões do que está sendo feito por aqui”. Investimentos O GDF investe cerca de R$ 181 milhões em obras de pavimentação e drenagem, com o objetivo de aumentar a trafegabilidade das vias e garantir conforto e segurança aos moradores. As obras na região são executadas pela SODF em diferentes pontos. Os serviços incluem implantação de pavimento em asfalto e blocos intertravados, drenagem, meios-fios, calçadas e sinalização horizontal e vertical, além de bacias de detenção. Desde 2019, quando o Sol Nascente foi transformado em região administrativa, foram investidos mais de R$ 630 milhões para levar saneamento básico, água, luz e equipamentos públicos aos 95 mil moradores da cidade. *Com informações da Secretaria de Obras e Infraestrutura
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Rede de saúde recebe 65 bisturis elétricos para centros cirúrgicos
Com o intuito de aprimorar as salas cirúrgicas dos hospitais da rede e oferecer maior segurança aos pacientes e profissionais, o governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), adquiriu 65 novos bisturis elétricos. Com investimento de R$ 1 milhão, os equipamentos foram entregues, nesta segunda-feira (6), em 12 unidades hospitalares e serão utilizados em centros cirúrgicos, obstétricos e ambulatórios para pequenas operações. O GDF fez um investimento de R$ 1 milhão para adquirir os equipamentos | Foto: Kamila Rodrigues/Agência Saúde-DF Os bisturis elétricos são aparelhos capazes de realizar cortes e coagulação de tecidos por meio da aplicação de corrente elétrica de alta frequência (KHz ou MHz), o que resulta em aquecimento local instantâneo e controlado. “A substituição dos equipamentos garante a continuidade da força-tarefa cirúrgica em andamento pela SES-DF”, explica a Referência Técnica Distrital (RTD) de Cirurgia-Geral, Caroline Mendes. A ação pretende melhorar as condições da prestação do serviço à população, bem como sua eficiência, aumentando a confiabilidade no atendimento da rede. “A SES-DF está empenhada em fazer a substituição de aparelhos em situação de obsolescência”, garante o subsecretário de Infraestrutura, Leonidio Neto. Inovação Vários hospitais da rede já sentem a diferença com a chegada de diversos novos equipamentos. Em julho deste ano, foram entregues 64 aparelhos de anestesia a dez unidades, com um investimento de cerca de R$ 18 milhões, provenientes de emendas parlamentares. Os bisturis elétricos foram entregues em 12 unidades hospitalares e serão utilizados em centros cirúrgicos, obstétricos e ambulatórios para pequenas cirurgias | Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília A SES-DF também distribuiu 32 aparelhos de raios-X digitais portáteis para hospitais, com um custo de quase R$ 17 milhões. Esses equipamentos móveis permitem um atendimento mais ágil a pacientes com dificuldades ou falta de locomoção. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC), por exemplo, que recebeu cinco unidades, as máquinas ajudam a atender uma demanda média de cerca de sete mil exames mensais. A área de dermatologia também recebeu reforços, com um investimento da SES-DF de mais de R$ 268 mil em 54 cabines de fototerapia. Esse tratamento é utilizado principalmente em recém-nascidos com icterícia, mas também pode ser indicado para condições como psoríase, urticária crônica, dermatite atópica, vitiligo ou eczema. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] ”Estamos investindo para modernizar os hospitais e o Parque Tecnológico da rede pública. Tivemos cerca de R$ 30 milhões em aquisições somente em 2023. São mais de 700 itens”, aponta a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Novo terminal do Itapoã vai ampliar a mobilidade de 70 mil pessoas
As obras de construção do terminal de ônibus urbano do Itapoã, na Quadra 203 da cidade, vão ampliar a mobilidade de mais de 70 mil moradores da região. Com investimento de cerca de R$ 4,4 milhões, a rodoviária vai dispor de oito boxes, seis vagas de estacionamento para ônibus, 33 vagas para veículos, 20 vagas para motos, banheiros com acessibilidade, lanchonete, bicicletário e salas administrativas. “O terminal do Itapoã inovará no transporte público da região, porque, além de atender toda a população, vai ser ótimo para os rodoviários estacionarem os ônibus com segurança. Isso sem falar que as linhas de ônibus que passam pela região vão aumentar”, pontua o engenheiro civil Marcos Antônio Costa, da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob). Serão investidos cerca de R$ 4,4 milhões nas obras da rodoviária | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Divulgação “Com o terminal rodoviário, a população do Itapoã e os trabalhadores do transporte público coletivo terão um espaço estruturado para suas atividades e seus deslocamentos”, afirma o subsecretário de Terminais da Semob, Denysson Franklin de Souza. Segundo ele, além da sua importância para a mobilidade do DF, a rodoviária torna-se um polo gerador de atividades capaz de atrair e gerar desenvolvimento para a cidade. Os 40 funcionários diretos contratados pela secretaria trabalham na construção da rodoviária durante seis dias na semana. Os serviços estão concentrados na finalização da terraplanagem do espaço, que conta com 9,5 mil m², para poder receber o pavimento. Simultaneamente, as equipes atuam na construção das salas administrativas do espaço. Prevendo o período chuvoso no Distrito Federal, a próxima etapa a ser concluída é a estrutura metálica que cobre o terminal. Após finalizada essa fase, os trabalhos poderão continuar sem interrupções, ainda que haja eventuais precipitações. “Mesmo se chover, o trabalho não vai parar, porque a cobertura vai segurar a água que cair. Estamos finalizando a estrutura em alguns pontos, e, em breve, ela será concluída”, explica Marcos Antônio Costa. Os serviços estão concentrados na finalização da terraplanagem do espaço, que conta com 9,5 mil m² Os serviços de hidráulica, incêndio e drenagem, bem como os reservatórios de água, já foram finalizados. O próximo passo é concluir a terraplanagem para, então, aplicar o pavimento. Cidade independente O novo terminal de ônibus integra um pacote de investimentos de R$ 57 milhões do GDF no Itapoã. A cidade tem em andamento obras de drenagem, pavimentação nas quadras internas e moradias populares, além do Viaduto do Itapoã/Paranoá, que vai melhorar o trânsito para mais de 65 mil motoristas que circulam diariamente na região. O Itapoã se tornou uma região administrativa em 2005. Desde então, a população dependia do terminal de Planaltina para ter acesso a determinadas linhas de ônibus. A construção de uma rodoviária exclusiva que atendesse aos anseios dos moradores da região era um sonho que, até então, parecia distante de se concretizar. “Esse terminal representa uma independência para nós”, compartilhou o administrador regional Dilson Bulhões. “Por muitos anos, a população dependia sempre do Paranoá. A partir do momento em que teremos a nossa própria rodoviária, os ônibus vão ter seu destino final no terminal. Isso vai trazer mais comodidade para as pessoas do Itapoã, além de ter maior facilidade nas linhas de ônibus.” Com o aporte de R$ 33 milhões, o governo trabalha também na construção do Viaduto do Itapoã, que promete aliviar a rotina de cerca de 65 mil motoristas Oto Gonçalves Júnior, 33 anos, é motorista de ônibus. Segundo ele, tanto a população quanto os trabalhadores do transporte público estão animados com o terminal de ônibus. “A expectativa está muito boa para essa obra, porque vai melhorar bastante para a sociedade. Vai separar as duas cidades; Itapoã vai ganhar o terminal, e, na minha visão, as linhas também vão aumentar, e os ônibus não vão mais andar superlotados”, compartilhou. Além do terminal, o GDF trabalha em outras frentes de melhorias no Itapoã. São aproximadamente R$ 21,5 milhões investidos em obras de drenagem, com 1.735 metros de construção de uma rede de escoamento e pavimentação nas quadras 202, 203, 378, 379 e 366. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Com o aporte de R$ 33 milhões, o governo atua também na construção do Viaduto do Itapoã, que promete aliviar a rotina de cerca de 65 mil motoristas que trafegam pelas rodovias DF-250, DF-015 e DF-250. Além disso, desde 2019, o Itapoã já conquistou uma horta comunitária, a Praça Del Lago, a Praça da Juventude, papa-lixos e uma completa rede de iluminação com 749 luminárias em LED. Demanda bastante aguardada pela comunidade, a duplicação da DF-250 em um trecho de 5,3 km já é realidade para mais de 30 mil motoristas que diariamente trafegam pelo local. Também houve investimentos em unidades habitacionais. Recentemente, o governo entregou 320 apartamentos no Itapoã Parque, totalizando 3.264 famílias acolhidas pelos programas de habitação promovidos pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab). Na área da educação, a cidade receberá, em breve, a Escola Classe 203, com capacidade para 1,2 mil alunos.
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GDF vai contratar 100 vagas em residências terapêuticas para saúde mental
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), vai investir R$ 10,6 milhões ao ano para abrir 100 vagas em residências terapêuticas para pacientes com transtornos mentais. Um novo edital de credenciamento para o serviço foi publicado nesta sexta-feira (3) no site da pasta e traz os requisitos para a contratação de instituições interessadas, que precisam cumprir uma série de requisitos, desde habilitação jurídica até vistoria nos imóveis e avaliação dos profissionais. Pacientes contarão com o apoio de cuidadores 24 horas, além de enfermeiro, auxiliar de enfermagem, cozinheiro e profissional de serviços gerais | Foto: Humberto Leite/Agência Saúde Nas residências terapêuticas, os pacientes contarão com o apoio de cuidadores 24 horas, além de enfermeiro, auxiliar de enfermagem, cozinheiro e profissional de serviços gerais. Os espaços devem abrigar sala de estar, copa, cozinha, acomodações para cuidadores, área de serviço, pelo menos três banheiros em conformidade com o código de obras do DF. Também deve ter área administrativa e dormitórios, para um máximo de até três pessoas e um mínimo de 4 m² por morador, entre outras exigências. Haverá monitoramento técnico diário e pessoal auxiliar permanente. Não se trata de uma internação. As residências terapêuticas serão como domicílios tradicionais, inclusive com estímulo à adoção de uma rotina de cuidados com o lar e passeios externos, respeitando as características de cada morador, porém sempre com estímulo à autonomia e reinserção social. Todos também devem continuar a frequentar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para seus respectivos tratamentos. “Com as residências terapêuticas, estaremos alinhados às legislações de saúde mental e de direitos humanos, promovendo a alta médica e manutenção do acompanhamento clínico para desinstitucionalização e reabilitação psicossocial, com ganho de qualidade de vida para esses pacientes”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. No edital, a SES-DF abre a possibilidade de contratar até 100 vagas, sendo 20 em residências terapêuticas localizadas em Taguatinga, 20 no Paranoá, 30 em Samambaia e 30 no Riacho Fundo II. As regiões administrativas foram selecionadas com base nas proximidades dos Caps de referência. O número total de residências dependerá das ofertas das empresas interessadas, respeitando-se o limite mínimo e máximo de residentes. Moradores das residências terapêuticas vão continuar a frequentar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para seus respectivos tratamentos | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde A desinstitucionalização é a principal meta da contratação. Os futuros beneficiados serão pacientes egressos do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), do Instituto de Saúde Mental (ISM), da unidade de psiquiatria do Hospital de Base e da Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP). O encaminhamento dependerá de avaliação prévia e organização de eventual lista de espera pela SES-DF. Entre os requisitos para os futuros moradores estão: adultos portadores de transtornos mentais graves e persistentes; apresentar comprometimento de sua autonomia, capacidade produtiva e convívio social; ser egresso de internação psiquiátrica por dois anos ou mais ininterruptos; necessitar de cuidados de saúde mental; não possuir moradia; e não ter suporte familiar, financeiro ou social necessários para proporcionar outras formas de reinserção social. Modernização A diretora de Serviços de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, afirma que os pacientes a serem beneficiados, em geral, estão internados em unidades de saúde mental por não terem laços familiares. Por esse motivo, contar com as residências terapêuticas também é uma modernização dos serviços prestados. “Conseguimos trazer dignidade para essas pessoas. O Distrito Federal está empenhado em trazer qualidade de vida para as pessoas com transtornos mentais que ainda hoje estão institucionalizadas. Assim, colocamos em prática todos os aspectos previstos na reforma psiquiátrica brasileira”, acrescenta. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Com a contratação das residências, entre as regulamentações a serem respeitadas estão a Lei 10.216/2001, sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais; a Portaria de Consolidação nº 3/GM/MS/2017, que instituiu a Rede de Atenção Psicossocial (Raps); e a Resolução 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Todo o programa será conduzido por meio da Comissão de Desinstitucionalização em Saúde Mental da SES-DF, criada pela Portaria 407, de 16 de outubro de 2023. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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