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Saiba quando o intestino pede atenção médica

Muito além da digestão, o intestino exerce um papel fundamental para a saúde. Conhecido como o “segundo cérebro” do corpo humano, ele é responsável pela absorção de nutrientes e influencia diretamente o funcionamento do sistema imunológico, o metabolismo e até o equilíbrio emocional. Quando não funciona adequadamente, pode provocar sintomas como constipação, diarreia, gases, estufamento abdominal e refluxo. Entre os problemas que podem afetar esse órgão estão as doenças inflamatórias intestinais, condições que podem surgir por diferentes motivos e impactar significativamente a qualidade de vida. De acordo com o endoscopista digestivo do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Luciano Ambrosini, existem diferentes formas dessas doenças. “Temos dois grandes grupos: as inflamações do intestino grosso, chamadas colites, e as inflamações do intestino delgado, conhecidas como enterites. Na prática clínica, as colites costumam ser mais frequentes. Entre as causas mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa”, explica. Atenção aos sinais As manifestações podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas merecem atenção. Dor abdominal persistente, que não melhora com medicações de uso comum, episódios frequentes de diarreia e alterações no funcionamento intestinal estão entre os principais alertas. “É importante procurar avaliação médica quando a diarreia se torna persistente, principalmente se houver presença de muco ou sangue nas fezes. Esses são indícios que precisam ser investigados”, orienta o especialista. O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal | Foto: Divulgação  O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames específicos, como a colonoscopia, que permite avaliar diretamente o interior do trato intestinal e identificar alterações. A investigação costuma ser conduzida por gastroenterologistas, clínicos gerais ou internistas, médicos especializados em medicina interna. Mudança de hábitos O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal. O desconforto abdominal constante foi o que o levou a buscar ajuda médica. “O que mais me incomodava era a barriga estufada. Nunca imaginei que pudesse estar relacionada a uma inflamação intestinal. Resolvi procurar especialistas porque estava acima do peso e com vários exames alterados”, conta. Há cerca de um mês, ele iniciou o tratamento e adotou mudanças importantes na rotina. “Comecei a praticar exercícios físicos e mudei completamente a alimentação. Cortei refrigerantes, massas, carne vermelha, açúcar e outros alimentos que estavam prejudicando minha saúde”, relata. Além do tratamento, hábitos saudáveis são aliados importantes na prevenção e no controle das doenças inflamatórias intestinais. Manter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras e legumes diariamente, beber água regularmente, praticar atividades físicas, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas contribuem para preservar a saúde do intestino. Sintomas persistentes, no entanto, nunca devem ser ignorados e precisam ser avaliados por um profissional de saúde. Saúde que vai além da digestão Os impactos das doenças inflamatórias intestinais não se restringem ao sistema digestivo. A curto prazo, podem surgir sintomas como cansaço excessivo, sonolência, falta de energia, inchaço corporal e dificuldade para controlar o peso. Já a longo prazo, o desequilíbrio intestinal pode favorecer o desenvolvimento de doenças autoimunes e outras condições crônicas. O acesso aos serviços começa pelas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Depois dessa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg). Luciano Ambrosini reforça que é importante procurar atendimento médico sempre que os sintomas intestinais persistirem ou interferirem na rotina. “Cuidar do intestino é investir na saúde de todo o organismo. Afinal, quando ele funciona bem, o corpo inteiro sente os benefícios”, conclui o especialista.

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Câncer de mama: saiba onde buscar atendimento e tratamento na rede pública do DF

O diagnóstico precoce salva vidas e representa a principal estratégia para o sucesso no combate ao câncer de mama. Para assegurar o acesso rápido ao cuidado, a rede pública do Distrito Federal conta com um protocolo estruturado que acompanha o paciente desde a primeira triagem até o suporte oncológico completo. Embora seja raro, o câncer de mama também atinge homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que 1% dos pacientes seja do sexo maculino. Se você precisa de avaliação, saiba exatamente onde ir e como funciona o fluxo de assistência. Por onde começar A porta de entrada para o acolhimento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente. Mulheres com idades entre 40 e 75 anos, conforme diretriz do Inca, devem buscar a unidade mesmo sem apresentar sintomas. Para descobrir a UBS de referência, basta consultar este site e informar o CEP da residência. Também é preciso ficar atenta aos sinais de alerta que exigem ida imediata ao médico. Os principais sintomas são: Nódulo palpável (geralmente indolor); Alterações na pele da mama (como vermelhidão ou retração); Saída de secreção pelo mamilo; Mudança no formato ou tamanho da mama; Inchaço na axila; Inversão do mamilo; Dor mamária. A porta de entrada para o acolhimento é a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente | Foto: Divulgação Onde fazer a mamografia Na própria UBS, o médico solicita a mamografia de rastreamento. O exame é feito nos hospitais da rede ou por meio do projeto Peito Aberto, uma parceria com o Laboratório Sabin que amplia a oferta de vagas e dá agilidade à entrega dos laudos. Após a marcação, a paciente é informada sobre a data, o local e o horário. - A oferta de mamografias abrange as seguintes unidades do DF: Hospital Regional de Sobradinho (HRS) Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) Hospital da Região Leste (HRL) Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) Hospital Regional de Samambaia (HRSam) Hospital Regional de Taguatinga (HRT) Hospital Regional do Gama (HRG) Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT) Hospital Regional de Ceilândia (HRC) Atendimento com especialista e biópsia Se houver qualquer alteração na mamografia ou suspeita clínica durante o exame na UBS, a paciente vai direto para a consulta com um mastologista em um dos hospitais regionais. Esse agendamento é prioritário e demora, em média, menos de 30 dias para acontecer. Durante a consulta, se o nódulo for palpável e houver necessidade, o próprio mastologista já faz a biópsia no consultório. Caso o nódulo não seja evidente, a equipe agenda o procedimento em uma unidade de radiologia para ocorrer de forma guiada por imagem (por meio de mamografia, ecografia ou ressonância). Tratamento ágil Se o diagnóstico de câncer se confirmar, a paciente segue imediatamente para o tratamento. Essa rapidez integra protocolos criados para garantir diagnóstico e suporte rápidos, coordenados e humanizados. O plano terapêutico é montado de forma individualizada para cada caso. Dependendo do estágio do tumor e das condições da paciente, o tratamento nos aparelhos de saúde do DF pode começar por cirurgia ou por sessões de quimioterapia, com o acompanhamento integral da equipe médica e o suporte necessário para o cuidado completo.

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Ciclo de ações conscientiza e qualifica servidores na área da oncologia

A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) iniciou na terça-feira (30) uma série de ações voltadas para os servidores da saúde na área da oncologia. Os profissionais participaram de palestra que abordou os cuidados e alertas aos diferentes tipos de câncer, bem como campanhas temáticas de prevenção e conscientização do combate ao câncer de cabeça e pescoço e ao câncer de bexiga. A campanha Agosto Branco segue no próximo mês falando sobre o câncer de pulmão. As ações se estendem até o Dezembro Laranja, com iniciativas para o cuidado com o câncer de pele. Tudo o que envolve os cuidados oncológicos é fundamental para manter a conscientização sobre a doença nas suas diversas formas, afirma a referência técnica distrital (RTD) em oncologia da SES-DF, Fabiane Cesário, para quem está comprovado o aumento da procura por exames e consultas nos meses de campanha. “Se você não especifica a doença, não cria essa temática em torno dela, a preocupação passa. Então, as campanhas, os temas, estão aí como um sinal de alerta, uma lembrança de que é preciso cuidar, fazer os exames, prevenir”, comenta a RTD. Profissionais participaram de palestra que abordou os cuidados e alertas aos diferentes tipos de câncer, bem como as campanhas temáticas. Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF O mês de julho foi de atenção ao câncer de cabeça e pescoço, denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e palato duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais. É importante ficar atento aos sintomas persistentes, como manchas avermelhadas ou brancas na boca, aftas, lesões nos lábios que não cicatrizam, rouquidão que não melhora, nódulos no pescoço, dificuldade para engolir e mudança na voz. Fabiane Cesário: “Os temas estão aí como um sinal de alerta, uma lembrança de que é preciso cuidar, fazer os exames, prevenir” É fundamental buscar o serviço de saúde e realizar o diagnóstico precoce. “Nossas campanhas são, inclusive, um alerta aos próprios servidores, sendo uma forma de cuidar também desses profissionais. Com conhecimento e informação, quem cuida da saúde do outro replica esse aprendizado na área da saúde”, alerta o chefe da Assessoria de Prevenção e Controle do Câncer da SES-DF, Gustavo Ribas. Atendimento de referência Toda pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS). Após avaliação pelo profissional de saúde, e em caso de suspeita, o paciente será encaminhado para um centro de referência com especialista no combate a diversos tipos de câncer. Como exemplo da melhora dos serviços, ao longo de 2023, o setor de oncologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) foi revitalizado para oferecer melhor atendimento aos pacientes. O ambulatório passou de três para dez consultórios médicos e multiprofissionais, e com isso, ampliou o número de procedimentos de quimioterapia para, em média, 540 por mês. A enfermaria também ganhou novos leitos. Além disso, a unidade hospitalar conta com um parque de radioterapia moderno que realiza em torno de 600 sessões de radioterapia por mês. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Estudantes participam de blitz educativa para prevenção de incêndios florestais

A entrada da Vila Basevi, em Sobradinho, na DF-001, foi palco da 2ª Blitz Educativa de Prevenção dos Incêndios Florestais, realizada na manhã desta sexta-feira (24). O evento, que aconteceu das 8h às 12h, contou com a presença de vários órgãos ambientais e autoridades locais, além de 30 estudantes da Escola Professor Carlos Mota. O secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes, enfatizou a relevância da ação. “A realização dessas blitzes educativas é crucial para sensibilizar a comunidade sobre a prevenção de incêndios florestais. Este evento não só informa, mas também mobiliza a sociedade em prol da preservação ambiental. É uma ação educativa que promove a responsabilidade e o cuidado com o meio ambiente”, afirmou. Crianças da Escola Professor Carlos Mota aprenderam e se divertiram durante blitz educativa | Fotos: Divulgação/ Sema-DF Os veículos que passaram pelo local foram abordados pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER-DF), e equipes alertaram motoristas e passageiros sobre os perigos e a proibição da queima de lixo e restos de poda, principais causas de incêndios florestais na região. No total, foram realizadas 400 abordagens durante a blitz. Antônio de Carvalho, um dos motoristas abordados, elogiou a iniciativa: “É importante que todos entendam os riscos das queimadas e como podemos prevenir. A presença dos estudantes nos sensibiliza e faz com que a mensagem seja ainda mais clara. Ver a juventude engajada em questões ambientais me dá esperança de que estamos caminhando para um futuro mais consciente e responsável. Além disso, as informações que recebemos aqui são muito valiosas e necessárias para a segurança de todos”, elogiou. A participação infantil ajuda na conscientização de adultos Essa ação conjunta tem como objetivo educar a população sobre as responsabilidades ambientais e reduzir significativamente os focos de incêndio, especialmente nas proximidades do Parque Nacional de Brasília. A participação dos alunos foi essencial, pois, além de aumentar a receptividade do público, promoveu a conscientização dos jovens, que são incentivados a disseminar o conhecimento adquirido nas famílias e comunidades. “Estamos na segunda blitz do ano, sempre envolvendo os estudantes nas abordagens aos motoristas. Além da participação dos agentes ambientais que lidam diretamente com o combate ao fogo”, destacou Carolina Schubart, coordenadora técnica do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF). A blitz faz parte de uma série de ações planejadas para os próximos meses, com eventos semelhantes programados para ocorrer até julho. *Com informações da Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal

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Câncer de mama raro em homens tem tratamento na rede pública do DF

A chegada do Outubro Rosa desperta o alerta em relação ao câncer de mama. Mas o cuidado não é exclusivo das mulheres. A doença também acomete homens. A incidência é rara na população masculina – corresponde a apenas 1% do total de casos da doença, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No entanto, o que se observa é que os homens descobrem a doença em estágio mais avançado. A manifestação do câncer de mama nos homens é bastante similar à das mulheres, com o surgimento de nódulos palpáveis na mama ou na axila. Também são sintomas dor, alteração na pele, aumento unilateral do volume mamário e secreção sanguinolenta. [Olho texto=”“A única diferença entre homens e mulheres é porque, como há pouco tecido mamário nos homens, o tumor se infiltra mais profundamente, o que pode dificultar o diagnóstico”” assinatura=”Farid Buitrago, referência técnica distrital de mastologia da SES-DF” esquerda_direita_centro=”direita”] Neste ano, a rede pública de saúde já diagnosticou quatro homens com a doença. No ano passado foram registrados três casos, enquanto em 2021 foram 12 homens com o diagnóstico de câncer de mama. “A única diferença entre homens e mulheres é porque como há pouco tecido mamário, nos homens, o tumor se infiltra mais profundamente, o que pode dificultar o diagnóstico. A falta de costume e de conhecimento dos homens é outro fator. O que vemos é que o câncer acaba sendo descoberto em estágios mais avançados”, destaca o referência técnica distrital (RTD) de mastologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), Farid Buitrago. Diagnóstico e tratamento Neste ano, a rede pública de saúde diagnosticou quatro homens com câncer de mama. Em 2022 foram três casos, e em 2021, 12 | Foto: Divulgação A identificação da doença costuma ser feita a partir do autoexame da mama. Bastante conhecido pelas mulheres, o toque consiste na avaliação própria da região mamária em busca de caroços, secreções ou alterações na forma do mamilo. A análise é feita com um braço apoiado atrás da nuca. A mão livre é usada para apalpar a mama e a axila do lado do braço elevado. O toque deve ser feito nas duas mamas. É preciso observar se há nódulos na mama ou próximos ao mamilo ou à axila. Também se há liberação de líquidos pelos mamilos ou feridas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A rede pública do Distrito Federal está preparada para atender a casos raros de câncer de mama envolvendo homens. Ao notar qualquer nódulo ou alteração, o homem deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. No local, ele será encaminhado via regulação para a consulta de especialidade com o mastologista da rede pública. O diagnóstico é feito por mamografia e, se necessário, por biópsia para identificação do tipo do tumor. A depender do estágio do tumor, o tratamento envolve quimioterapia e radioterapia ou procedimento cirúrgico radical com a retirada completa da mama. Quanto mais cedo detectado, maiores são as chances de cura. “É importante reforçar que não é uma doença exclusiva das mulheres, qualquer homem pode ser acometido e costuma ser mais frequente em homens acima de 50 anos. Por isso, é preciso que eles estejam atentos ao autoexame, já que não há uma exigência de um exame de rastreamento para os homens, como as mulheres que fazem mamografia de rotina mesmo que não sintam nada”, reforça o médico.

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Você está em dia com as vacinas para a sua faixa etária?

Se você tem mais de 18 anos e não tomou nenhuma vacina de 2013 para cá, sem contar as de covid-19, isso significa que você está desprotegido. Isso porque a cada dez anos é necessário receber pelo menos uma dose de reforço do imunizante dT, que protege contra difteria e tétano. E se estiver com a dT atrasada, é melhor dar uma conferida como estão as outras vacinas… Afinal, você sabe quais os imunizantes indicados para a sua faixa etária? [Olho texto=”“Todas as vacinas são seguras e passam por um controle de qualidade”” assinatura=”Renata Brandão, gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Saúde” esquerda_direita_centro=”direita”] O Calendário de Vacinação de rotina de 2023 prevê 18 imunizantes a serem aplicados em bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos. A lista não inclui nem a vacina contra a covid-19 nem influenza, que seguem a campanha do Ministério da Saúde. O lado bom dessa história é a facilidade para ficar em dia: basta comparecer a uma das mais de 100 unidades de saúde no Distrito Federal com sala de vacinação. É só levar um documento e, se tiver, o Cartão de Vacina. Caso a pessoa não tenha mais nenhum registro, ela receberá todos os imunizantes previstos para a idade. O Calendário de Vacinação de rotina de 2023 prevê 18 imunizantes a serem aplicados em bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde Por exemplo: vamos supor que você tenha 30 anos, tomou as vacinas contra a covid, mas não tem a menor ideia de onde está o cartão de vacina lá da infância, quando provavelmente sua mãe te levava no posto de vacinação. Neste caso, vai receber todas as vacinas previstas para o público adulto: tríplice viral (SCR), hepatite B, dupla adulto (dT) e febre amarela. Uma praticidade é que pelo menos dá para receber todas essas vacinas de uma só vez. Se tiver com a de covid atrasada também, aproveita a oportunidade para ficar em dia com esse cuidado. [Olho texto=”As regiões administrativas de Águas Claras, Lago Norte, Cruzeiro/Sudoeste, Riacho Fundo, Sobradinho e São Sebastião não ultrapassaram os 65% de cobertura vacinal para nenhuma vacina nos primeiros quatro meses de 2022. É possível se vacinar em qualquer uma das salas de vacinação de rotina, independentemente do endereço domiciliar” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Saúde, Renata Brandão, lembra que só não se deve tomar vacinas já fora da faixa etária. “Se você perdeu a oportunidade quando criança, infelizmente não vai retroagir”, explica. Isto é: um adolescente sem registros de imunização vai receber as vacinas previstas para a sua faixa etária, mas não tomará as da infância, por exemplo. Ainda assim, ela ressalta a importância de seguir o calendário para todas as idades. “Vacina não é feita só para crianças”, afirma. A especialista lembra ainda que muitas pessoas têm medo de reações e efeitos adversos dos imunizantes. “Todas as vacinas são seguras e passam por um controle de qualidade”, lembra. Vermelhidão, dor no braço, fadiga e até febre leve são reações esperadas, mas nada que assuste. A Secretaria de Saúde ressalta que uma ampla cobertura vacinal é uma política de saúde pública relevante, pois evita o adoecimento de várias faixas etárias | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde Renata Brandão garante também que é seguro receber mais de um imunizante no mesmo dia. “Você aproveita a oportunidade de atualizar todo o cartão de vacina. Não tem problema nenhum para o sistema imunológico”, finaliza. “A vacinação é uma ação preventiva de grande impacto para a população”, afirma o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Luciano Agrizzi. O gestor lembra que uma ampla cobertura vacinal é uma política de saúde pública relevante porque evita o adoecimento de pessoas de várias faixas etárias, desde os bebês até os idosos. “É tão importante para os adultos quanto para as crianças”, argumenta. Cobertura abaixo do esperado [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Aplicada na maternidade, logo após o nascimento dos bebês, a vacina BCG está com a cobertura esperada para o Distrito Federal. Na realidade, como há o atendimento a recém-nascidos vindos de estados vizinhos, o índice chegou a 105,7% nos primeiros quatro meses do ano passado. No período, foram 13.975 doses de BCG aplicadas. Somados, foram mais de 367 mil imunizantes da chamada vacinação de rotina. O lado ruim da notícia? A BCG é uma exceção. A cobertura vacinal está abaixo do esperado para todos os demais imunizantes. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece como meta uma cobertura de 80% para as vacinas contra o HPV e meningocócica C e meningocócica ACWY em adolescentes, 90% para as vacinas BCG e Rotavírus e 95% para as demais vacinas indicadas na rotina do Calendário Nacional de Vacinação. Os dados da Secretaria de Saúde até abril de 2022 mostram que quase a metade (48,2%) dos brasilienses estão com a tríplice viral atrasada. Poliomielite, difteria e sarampo são algumas das doenças que podem voltar se a população não fizer a sua parte e se vacinar. As regiões administrativas de Águas Claras, Lago Norte, Cruzeiro/Sudoeste, Riacho Fundo, Sobradinho e São Sebastião não ultrapassaram os 65% de cobertura vacinal para nenhuma vacina nos primeiros quatro meses de 2022. Vale lembrar, contudo, que é possível se vacinar em qualquer uma das salas de vacinação de rotina, independentemente do endereço domiciliar. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Ação contra febre amarela começa pelo bairro São José

Residências são visitadas por servidores de várias equipes de saúde, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnico administrativos e gestores | Foto: Geovana Albuquerque / Agência Brasília O primeiro dia da ação de bloqueio vacinal contra a febre amarela em São Sebastião cobriu parte do bairro São José nesta segunda-feira (9). A ação será mantida durante toda a semana para conferir às residências que estão em um raio de 300 metros quadrados do local onde foi encontrado um macaco morto infectado com a doença. Nesse primeiro momento foram avaliados 82 cartões de vacinação, em que 22 pessoas precisaram ser imunizadas. As casas estão sendo visitadas por servidores de várias equipes de saúde, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnico administrativos e gestores. Eles conferem o cartão de vacinação dos residentes e verificam se estão imunizados contra a doença. Serão vacinados todos aqueles que não tiverem recebido as doses necessárias ou que não se lembrarem se já foram imunizados. [Olho texto=”“Além da vacinação, a população também deve ficar atenta para, quando vir um macaco morto, nos comunicar para fazermos o exame nos corpos. Por meio deles temos a primeira ideia de monitoramento das áreas prováveis de contaminação”” assinatura=”Divino Valero, subsecretário de Vigilância em Saúde” esquerda_direita_centro=”centro”] Uma das casas visitadas no bairro São José foi a da estudante Kauany Rodrigues, de 17 anos. Ela foi a única na casa que precisou ser imunizada contra a febre amarela, enquanto o restante da sua família estava com a vacina em dia. “Essa ação foi muito importante. Como tem muitas crianças na área, é bom proteger. Aproveitei e atualizei meu cartão de vacinação”, disse. Outro morador que também foi beneficiado com a ação volante foi Rene Barros, de 18 anos. Ele não tinha a quantidade de doses necessárias para estar imunizado contra a doença, por isso precisou ser vacinado. “É melhor prevenir e vacinar logo, antes que a doença se espalhe. Ainda bem que eles estão passando por aqui”, elogiou. [Numeralha titulo_grande=”62,9%” texto=”é o atual estágio da cobertura vacinal da febre amarela no DF” esquerda_direita_centro=”centro”] Serão visitadas todas as quadras, ruas e chácaras dos bairros São José, São Francisco, Morro da Cruz, Vila Nova e núcleo rural Zumbi dos Palmares, além da Avenida Central. Caso os moradores não tenham sido vacinados contra a febre amarela, as doses serão aplicadas pelos profissionais de saúde na casa das pessoas. Nos casos em que moradores de São Sebastião não estejam presentes durante as visitas, eles podem buscar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de suas residências para conferir se precisam da vacina. Nesse sentido, comunicados estão sendo deixados nas casas visitadas pelas equipes de saúde. A população também pode enviar mensagem de WhatsApp para o telefone (61) 99451-0143, informando nome e endereço e registrando foto do cartão de vacinação. Óbito de macacos Em 2020, este foi o primeiro caso de óbito de macaco confirmado com a doença no Distrito Federal. A última ocorrência do tipo havia sido registrada em 2016. Equipe da Dival faz controle químico em áreas de mata, com borrifação, para eliminar mosquitos / Foto: Geovana Albuquerque / Agência Saúde No último boletim do Ministério da Saúde sobre monitoramento de mortes de macacos, o Distrito Federal recolheu 69 macacos mortos para análise, sem a confirmação de caso positivo para febre amarela. Vacinação e prevenção Presente à ação sanitária, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Divino Valero, destacou que a vacinação é a principal medida para prevenir a disseminação da febre amarela, transmitida em áreas urbanas pelo mosquito Aedes aegypti. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da doença é principalmente o mosquito Haemagogus. “Além da vacinação, a população também deve ficar atenta para, quando vir um macaco morto, nos comunicar para fazermos o exame nos corpos. Lembrando que eles não transmitem a doença aos seres humanos. Por meio deles temos a primeira ideia de monitoramento das áreas prováveis de contaminação”, explicou Divino. Ao mesmo tempo, uma equipe da Vigilância em Saúde vai fazer uma busca ativa no local por mais corpos de macacos em toda a região. Desde quinta-feira (5), como medida ambiental, a equipe da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) tem atuado próximo ao bairro São José e realizado controle químico, com borrifação, para eliminar os mosquitos Aedes aegypti da área, além de fazer a captura de alguns insetos para análise laboratorial. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A morte de um primata não humano (PNH) em determinada área é um dos principais indícios de circulação do vírus em regiões de matas e florestas. Portanto, eles são indicadores importantes para a vigilância contra a febre amarela. Caso a população encontre macacos mortos, o ideal é comunicar a ocorrência pelo telefone (61) 99269-3673 ou pelo e-mail zoonosesdf@gmail.com. Casos em humanos De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde, o Distrito Federal não registrou casos da doença em seres humanos em 2019 e em 2020. Neste ano foram notificados nove casos suspeitos, mas nenhum deles positivo para a doença. No entanto, em 2018, o DF teve dois casos confirmados, mas de pessoas contaminadas em São Paulo. Cabe ressaltar que a principal medida de prevenção contra a doença é a vacinação. No DF, a cobertura vacinal de febre amarela está em 62,9%. A vacina é aplicada com uma dose aos nove meses de idade e um reforço aos quatro anos. Pessoas de cinco a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovação vacinal devem tomar dose única.   * Com informações da Secretaria de Saúde 

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Febre amarela pode ser prevenida com vacina

O mesmo da dengue: mosquito Aedes aegypti também é o transmissor da febre amarela urbana | Foto: Agência Saúde A febre amarela é uma doença viral que há algum tempo voltou a ser notícia no Brasil e ainda preocupa as autoridades. Em 2017, ocorreu um novo surto da doença no leste de Minas Gerais com diversas mortes. No Distrito Federal, a situação está sob controle e a cobertura vacinal da população tem sido essencial para manter a doença longe da população. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão dá-se pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). Há ainda o Aedes albopictus que apresenta ampla valência ecológica, adaptando-se aos ambientes rurais, periurbanos e urbanos. Essa característica lhe confere destaque pela possibilidade de fazer a ponte entre os ciclos silvestre e urbano de transmissão. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Por isso, é importante manter a vacina em dia, principalmente as pessoas que mantêm contato direto com regiões de mata, ecoturismo entre outras atividades em que a pessoa fica exposta na zona rural. O Distrito Federal não tem casos confirmados da doença, mas em outros estados do Brasil há registro da doença tanto em locais urbanos quanto em regiões rurais. No país já é admitida a presença dos dois ciclos de transmissão. Por isso ela ainda tem grande importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo Aedes. Membro da gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), Fabiano Martins destaca que a doença continua exigindo uma vigilância permanente pelo quadro clínico grave que apresenta. Como recorrentemente não chega a dar sintomas nas pessoas, o paciente não é tratado de maneira precoce, podendo ter hemorragia e chegar a óbito. O profissional alerta para os deslocamentos para áreas endêmicas e propensas à transmissão. “A doença tem um potencial muito grande de transmissão em área urbana por conta do Aedes. A vigilância é essencial para evitar essa proliferação que pode acontecer de maneira muito rápida. Por isso, a pessoa não vacinada, independentemente da idade ou sexo, que se exponha em áreas de risco pode ser contaminada e morrer. Viajar para lugares de mata onde há registro de casos e não estar com a vacina em dia é se expor ao risco de contaminação com a doença”, alerta. Em viagens internacionais, o cidadão pode ser barrado por não ter a comprovação da vacina, bem como correr o risco em países endêmicos como o Brasil. Primatas A Vigilância Ambiental trabalha no controle do ambiente e mapeamento de macacos que aparecem mortos. Rodrigo Menna, gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, explica que a população deve contribuir informando a gerência sempre ao encontrar macacos mortos para que os animais sejam recolhidos e feita a autópsia. Vacina contra a febre amarela está disponível em todas as UBSs do DF | Foto: Agência Saúde “Esse animal não pode ser descartado, jogado no lixo ou enterrado. É preciso a investigação de sua morte, pois é o principal hospedeiro da doença no meio ambiente. Também reforçamos o alerta sobre os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Não podemos mais permitir que ele nasça, deixando depósitos de água para o seu desenvolvimento”, afirmou Rodrigo. O Distrito Federal, no último boletim do Ministério da Saúde sobre monitoramento de mortes de macacos, recolheu 69 macacos mortos para análise, sem a confirmação de caso positivo para a febre amarela. Caso a população encontre macacos mortos, deve comunicar pelo telefone (61) 99269-3673 ou pelo e-mail zoonosesdf@gmail.com. Sintomas e prevenção Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou eles são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A vacina contra a febre amarela está disponível em todas as salas de vacina do DF. Assim como as demais vacinas do calendário nacional de imunização, a que previne contra essa doença está com baixa cobertura em 2020. Até o momento, a cobertura vacinal é de 62,9%, número abaixo do registrado em 2019, quando atingiu-se 90,5% e a meta preconizada foi alcançada. Veja todos os dados abaixo: Casos De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde nesta sexta-feira (28), o Distrito Federal não registrou casos da doença em 2019 e em 2020. Este ano, foram notificados 16 casos suspeitos de residentes e não residentes do DF. Porém nenhum foi positivo para a doença. No entanto, em 2018, o DF teve dois casos confirmados. Por isso, a vacinação é a única proteção. Nas duas últimas décadas, diversas reemergências do vírus foram registradas. A última, iniciada em 2014 apresenta efeitos até o presente e resultou nos maiores surtos de febre amarela silvestre da história do país, desde que esse ciclo foi descrito na década de 1930, alcançando a área de domínio de Mata Atlântica, onde as populações não estavam imunizadas. No século XXI, além da área endêmica, casos humanos e/ou epizootias em primatas não humanos foram registrados em todos os estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além da Bahia, caracterizando a expansão recorrente da área de circulação viral nos sentidos Leste e Sul do país. Isso afetou áreas antes consideradas indenes, onde o vírus não era registrado há décadas, o que gerou profundos impactos à saúde pública e à biodiversidade. * Com informações da Secretaria de Saúde

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