Aprovados projetos de requalificação urbana para Asa Norte e SIA
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) aprovou a requalificação do Setor Terminal Norte, no trecho entre as quadras 716 e 916, da Asa Norte. Publicada nesta quinta-feira (9/7) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Portaria nº 105 trata de melhorias na infraestrutura urbana, com foco na mobilidade, na acessibilidade e na qualificação dos espaços públicos utilizados por moradores, comerciantes e frequentadores da região, contemplando uma área de 58.825,97 metros quadrados. Trecho entre as quadras 716 e 916 da Asa Norteterá mais de 4,3 mil metros quadrados de calçadas acessíveis | Foto: Divulgação/Seduh-DF As alterações previstas incluem a ampliação e a readequação das calçadas, bem como a implantação de rampas de acessibilidade e de travessias de pedestres. No total, serão 4.310 metros quadrados de calçadas acessíveis. O projeto contempla ainda a reconfiguração dos estacionamentos, com pavimentação em blocos de concreto e a previsão de 25 vagas para veículos, quatro para motocicletas e seis paraciclos. A proposta também inclui tratamento paisagístico, com o plantio de 21 árvores. Antes da aprovação, a proposta foi analisada pelas concessionárias de serviços públicos. Após a publicação, a iniciativa segue para a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), responsável pela elaboração dos projetos complementares de engenharia. SIA 6.169 m² Extensão prevista de áreas verdes no projeto do SIA Também publicada na quinta-feira, a Portaria nº 107/2026 aprova o projeto de sistema viário que prevê a requalificação dos trechos 5 e 6 do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). A medida amplia a oferta de estacionamento público, buscando viabilizar a redução das ocupações irregulares das vias e a melhoria das condições de mobilidade, segurança e acessibilidade na região. Elaborada pela Administração Regional do SIA, a intervenção prevê a implantação de 173 vagas para veículos, 25 para motocicletas e 20 para paraciclos, além de 4.930 metros quadrados de calçadas acessíveis, 6.169 metros quadrados de áreas verdes e o plantio de 31 árvores, em uma área total de 31.386 metros quadrados. Concluída essa etapa, a Administração Regional do SIA fará a gestão da elaboração dos projetos complementares de engenharia e das demais providências necessárias à execução das obras. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
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Em encontros, gestores são avaliados por ação feita nas escolas do DF
A Corregedoria da Secretaria de Educação (SEEDF) promoveu, na última sexta-feira (24), a culminância do projeto "De Ponta a Ponta...De Ponto a Ponto...Um Encontro!", parte do programa Corregedoria em Ação. O evento reuniu gestores das escolas que participaram dos encontros para um momento de escuta, troca e avaliação dos resultados. "Primeiro, a gente foi à casa deles — a gente chama de chão da escola. Agora, eles vêm aqui para conhecer a nossa equipe, trazer o que tiraram de proveito dessa ação e, caso tenham algo a apontar, que nos digam", explicou Ana Paula Gadelha, chefe da Corregedoria da SEEDF. A ação nasceu com um propósito claro de prevenir irregularidades antes que elas aconteçam. Desde outubro de 2025, a equipe da corregedoria visitou 18 escolas classes do DF durante os horários de coordenação coletiva, levando informações acessíveis sobre o regime disciplinar previsto na Lei nº 840/2011. Ao todo, 582 servidores foram atendidos — entre professores, coordenadores pedagógicos, diretores, vice-diretores, orientadores educacionais e outros profissionais da rede pública. A ação nasceu com o propósito de prevenir irregularidades antes que elas aconteçam | Foto: Felipe Noronha/SEEDF Nos encontros, é reforçado o diálogo. Nas visitas, a equipe apresentou os casos mais frequentes apurados pela Corregedoria, escutou relatos dos servidores e promoveu reflexões sobre conduta e responsabilidade profissional — sempre com respeito ao sigilo necessário. O retorno foi positivo. Paula Augusto da Silva, gestora da Escola Classe 502 do Itapoã Parque, descreveu o impacto da visita como um alerta necessário. "A gente se atentou a vários detalhes que estava deixando passar. Eu sabia, mas já não estava praticando. Foi muito esclarecedor, tanto para a equipe gestora quanto para os professores", contou. Ela chegou a pedir uma nova rodada do encontro com todos os funcionários da escola, incluindo terceirizados. A reunião marcou o fechamento do primeiro ciclo de visitas, mas não o fim do projeto. A intenção da Corregedoria é expandir a ação para os centros de ensino fundamental, ensino médio e demais segmentos da rede pública de educação do DF. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Lançado edital para construção da estação rodoviária do Arapoanga
Na edição desta quinta (16) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) publicou o edital de licitação para a construção da estação rodoviária do Arapoanga, em Planaltina. A iniciativa integra as ações do Governo do Distrito Federal (GDF) voltadas à ampliação e qualificação da infraestrutura de transporte público na região. Edificação será construída em terreno ao longo da Avenida Erasmo de Castro, em uma área de quase 4,5 mil metros quadrados | Foto: Divulgação/Semob-DF A contratação prevê a elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia, bem como a execução das obras, por meio do regime de contratação integrada. O valor estimado para o investimento é de R$ 6.466.526,60. O prazo de execução do contrato é de 18 meses, contados a partir da assinatura da ordem de serviço. A licitação será feita na modalidade concorrência eletrônica, com critério de julgamento pelo menor preço global. A abertura das propostas está marcada para 21 de julho, às 10h. O novo espaço contribuirá para a melhoria da mobilidade urbana no Arapoanga, oferecendo mais conforto, segurança e eficiência aos usuários do transporte coletivo. A expectativa é que o equipamento amplie a integração entre linhas e reduza o tempo de deslocamento da população. [LEIA_TAMBEM]“Além de atender diretamente os moradores do Arapoanga, o equipamento também beneficiará usuários de regiões próximas, como Vale do Amanhecer, Estâncias Mestre d’Armas, Vila Nossa Senhora de Fátima e Setor Tradicional, fortalecendo a integração regional do sistema de transporte”, anuncia o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves. Construção O prédio será construído na Avenida Erasmo de Castro, em uma área de 4.434,04 metros quadrados, e contará com estrutura moderna e funcional, incluindo plataforma coberta, pavimentação, calçadas, estacionamento e áreas verdes. O projeto prioriza a segurança e a eficiência operacional, com fluxos segregados para veículos, ônibus e pedestres. Estão previstas baias de embarque e desembarque nos modelos “espinha de peixe” e “dente de serra”, além de áreas de estocagem, permitindo a operação simultânea das linhas que atendem a região. A estrutura também contará com três módulos destinados a serviços essenciais, incluindo bilheteria, sanitários acessíveis, área operacional das empresas, lanchonete, espaço para serviços públicos, bicicletário e casa de máquinas. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade
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Caravana do Empreendedorismo Feminino oferece 16 cursos gratuitos no Recanto das Emas
Entre esta segunda-feira (2) e o dia 27, o Recanto das Emas recebe a Caravana do Empreendedorismo Feminino, projeto que oferece qualificação profissional gratuita a mulheres a partir de 16 anos. As atividades serão realizadas na administração regional local, com expectativa de atender centenas de participantes interessadas em aprender uma nova profissão ou ampliar a renda. Maquiagem, corte de cabelos e serviços de beleza também fazem parte das atividades desenvolvidas pelo projeto | Foto: Arquivo/Agência Brasília A iniciativa, realizada pelo Instituto Omni com apoio da Administração Regional do Recanto das Emas e fomento do Ministério das Mulheres, percorre o Distrito Federal e cidades do Entorno com o objetivo de incentivar o empreendedorismo, fortalecer a autonomia financeira e ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Em sua primeira edição, o projeto já passou por Ceilândia, Águas Lindas e Taguatinga. Ao todo, serão oferecidos 16 cursos de curta duração, distribuídos em dois turnos diários, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Os cursos têm duração média de cinco dias e contemplam diferentes áreas. Nesta semana, serão oferecidas capacitações em barbearia, panificação, cabeleireiro e confeitaria. Entre os dias 9 e 13, as opções incluem design de sobrancelhas, pizzaiolo, extensão de cílios e marmitaria. [LEIA_TAMBEM]Para o período de 16 a 20, haverá turmas de limpeza de pele, sorveteria, maquiagem e vendas. Já do dia 23 ao dia 27, serão ofertados cursos de microagulhamento, construção civil, unhas em gel e informática. As inscrições e o cronograma completo estão disponíveis neste site. Responsável pela execução do projeto, a presidente do Instituto Omni, Elisângela Araújo, falou sobre o impacto social da iniciativa: “Cada capacitação oferecida amplia as chances de geração de renda, fortalece a independência financeira e contribui para elevar a autoestima. São oportunidades efetivas para que essas mulheres se tornem protagonistas de suas trajetórias e conquistem mais espaço dentro da própria comunidade”. O administrador regional do Recanto das Emas, Carlos Dalvan, reforçou a importância da ação para a cidade: “Investir na qualificação das mulheres é investir na nossa cidade. Fazendo unhas, pizzas ou dominando grandes empresas, o que importa é que elas saiam daqui donas de suas próprias histórias. O Recanto das Emas acredita na força feminina, e esse projeto é a prova de que, com apoio, nossas moradoras podem chegar onde quiserem”.
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Acompanhe o projeto da reforma do Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade
A Secretaria de Projetos Especiais (Sepe-DF) vai promover sessões de roadshow — eventos itinerantes de lançamento de produtos — voltadas à apresentação dos estudos de viabilidade e ao diálogo com potenciais interessados no projeto de reforma do Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Investidores, operadores e demais profissionais interessados poderão participar das discussões sobre a reforma do espaço no Parque da Cidade | Foto: Fabio Sousa/Sepe-DF A iniciativa integra o processo de estruturação do projeto conduzido pela Sepe-DF e tem como objetivo ampliar a transparência, esclarecer aspectos técnicos da modelagem e promover a participação de investidores, operadores e instituições interessadas. O roadshow ocorrerá mediante agendamento, até o dia 14 deste mês, de segunda a sexta-feira, em sessões virtuais com duração aproximada de 60 minutos. As reuniões poderão ser realizadas das 10h às 12h e das 15h às 18h. O link de acesso será disponibilizado pela secretaria aos participantes previamente confirmados. Audiência pública Além do roadshow, a Sepe-DF vai promover uma audiência pública para apresentação dos estudos de viabilidade e discussão da minuta do edital do projeto. Esse encontro será às 10h do dia 15, em formato online, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da secretaria no YouTube. A audiência tem como finalidade ampliar o diálogo com a sociedade, permitir a manifestação dos interessados e contribuir para o aprimoramento do projeto. [LEIA_TAMBEM]Quem estiver interessado em participar do roadshow deve fazer a inscrição com antecedência mínima de 48 horas, respeitando a data-limite do dia 12 deste mês. As solicitações devem ser encaminhadas para o e-mail sepe.supac@buriti.df.gov.br. O roadshow e a audiência pública compõem as etapas preparatórias do projeto de modernização, que prevê a seleção de concessionária, por meio de licitação na modalidade concorrência, para a gestão, exploração, promoção, reforma e execução melhorias no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. A ação reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a construção de projetos estruturados, baseados no diálogo com o mercado e na participação social. *Com informações da Sepe-DF
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Estudantes do CEF 11 de Ceilândia lançam livro inspirado no DF
Os estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 de Ceilândia lançaram, na sexta-feira (12), no auditório do Campus Ceilândia da Universidade de Brasília (UnB), o livro P.Q.P – Palavras que provocam: escrevendo o meu lugar no mundo. A obra é resultado de um percurso formativo viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), que envolveu a realização de oficinas de escrita criativa e visitas a patrimônios culturais do Distrito Federal, com destaque para espaços de Ceilândia. Ao todo, 45 estudantes do 9º ano do CEF 11 participaram da iniciativa, produzindo poemas, contos e manifestos que ampliaram seus olhares sobre o território, as memórias e as próprias trajetórias, fortalecendo o protagonismo juvenil. Projeto promoveu oficinas de escrita criativa e passeios culturais a patrimônios do Distrito Federal | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Idealizador do projeto, o psicólogo escolar do CEF 11, André Santos, explicou que a iniciativa nasceu da necessidade de fortalecer o vínculo dos jovens com o território: “O PQP nasceu da minha vivência como psicólogo escolar. Percebi que os alunos tinham muita necessidade de trabalhar a questão do território, então propus um projeto maior. Levamos os estudantes para saídas a locais culturais do DF e recuperamos suas vivências nas oficinas de escrita. O produto final de tudo isso é o livro que lançamos hoje, a culminância de todo esse processo”, contou. A diretora do CEF 11, Alzira Formiga, destacou a importância de garantir que os estudantes tenham acesso ao patrimônio cultural do Distrito Federal e ocupem esses espaços como protagonistas, ressaltando que experiências como as do projeto ampliam o repertório cultural, fortalecem o pertencimento e estimulam a autoria. [LEIA_TAMBEM]“Esse projeto trouxe muito aprendizado e ampliou a dimensão cultural e social dos nossos estudantes. Tenho certeza de que esses meninos estarão, amanhã, ocupando universidades e faculdades, porque receberam uma carga riquíssima de conhecimento”, ressaltou. Ela acrescentou que espera ver o projeto crescer e alcançar outras escolas de Ceilândia e do Distrito Federal, ampliando o acesso dos jovens à leitura, à escrita e às vivências culturais nos territórios onde vivem. O evento de lançamento contou ainda com a presença de escritores e artistas brasilienses. A escritora Maíra Valério, coordenadora editorial e curadora da obra, destacou que o P.Q.P. é, antes de tudo, um projeto de educação patrimonial e escrita criativa, que aproxima os estudantes da arte em suas múltiplas formas. Responsável por ministrar parte das quatro oficinas, Maíra ressaltou que se surpreendeu com o forte interesse dos jovens pelos caminhos da escrita e pelas visitas aos espaços culturais. Segundo ela, as atividades combinaram técnicas e gêneros literários com conversas, trocas de referências e vivências do próprio território, permitindo que os estudantes transformassem suas experiências em criação e, ao final, participassem coletivamente da produção do livro que agora chega ao público. Já a escritora e oficineira Meimei Bastos, mestre em Culturas e Saberes pela UnB, contou que ministrar as oficinas do Palavras que provocam foi uma experiência marcante, especialmente pelo contato direto com os territórios dos estudantes. “A partir das vivências nos próprios lugares onde esses jovens moram, criamos textos que revelam as potências da periferia. Levamos a poesia do papel para o corpo e para a voz, e o resultado foram produções muito potentes, como eu já esperava de jovens periféricos”, afirmou. Os alunos foram surpreendidos pela riqueza cultural dos espaços visitados, reconhecendo aspectos da história e da arte da região que antes passavam despercebidos Novos talentos Entre os talentos revelados pelo projeto está Letícia Machado, de 15 anos, que transformou sua vivência no PQP em um passo decisivo para a trajetória como jovem escritora. O texto que produziu, Territórios, agora publicado no livro do projeto, foi indicado por André Santos para concorrer ao Prêmio Candanguinho 2025, iniciativa que reconhece talentos da escrita entre estudantes do Distrito Federal. Concorrendo com mais de 1.200 candidatos, Letícia conquistou o 3º lugar do prêmio, resultado que ela atribui diretamente ao estímulo e às experiências proporcionadas pelo projeto. “Foi uma experiência que eu vou levar para a vida. A cerimônia foi no Teatro Nacional, e foi emocionante comemorar com meus pais e amigos”, relembrou. Os passeios aos patrimônios culturais também foram marcantes para Letícia, que descobriu, em Ceilândia, lugares aos quais antes não tinha acesso, ampliando seu contato com a história da cidade e com artistas locais. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Aprovado projeto de reforma do Percurso Turístico Cultural de Planaltina
O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, nessa quinta-feira (23), por ampla maioria de votos, o projeto de reforma do Percurso Turístico Cultural do Setor Tradicional de Planaltina. De autoria da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh), a iniciativa prevê, entre outras medidas, a construção de calçadas mais amplas que valorizem o pedestre, placas de sinalização que destaquem o valor histórico de monumentos, soluções compartilhadas entre pedestres e veículos com a diminuição da velocidade máxima da via, diferenciação do novo e do antigo, reforçando a história da região. A área de intervenção do projeto é de 42.452 m². O percurso contempla a entrada entre a Avenida Goiás até a Praça Coronel Salviano Monteiro, a própria Praça Coronel Salviano Monteiro, o trecho da Avenida Goiás até a Igreja Matriz, a Avenida Salvador Coelho, que interliga a Praça Coronel Salviano Monteiro à Praça da São Sebastião e o seu entorno, e a Rua 58. A iniciativa prioriza o turismo com ampliação de calçadas tanto para o pedestre quanto para ciclistas e prevê ainda reformas de acessibilidade | Artes: Seduh-DF A iniciativa prioriza o turismo com ampliação de calçadas tanto para o pedestre quanto para ciclistas e prevê ainda reformas de acessibilidade. Mobiliário urbano especial e sinalização turística estão contemplados no texto, além de arborização urbana e iluminação pública para os monumentos. Todas as mudanças respeitam as edificações históricas existentes. Com relação à estrutura urbana, as obras também incluem drenagem urbana, instalação de um coreto na praça do Museu Histórico e Artístico de Planaltina, instalação de Skate Park na praça da Igreja São Sebastião, recuperação de ambiente para a prática de capoeira e similares, além da remoção de placas e elementos degradados nas praças. Trânsito No local de trânsito de veículos, o projeto visa a elevar o piso ao nível das calçadas e das praças com a implantação de piso intertravado ou similar nas vias. O objetivo é reduzir o fluxo de veículos, priorizando o pedestre e criando espaços compartilhados. A definição de pontos de travessia para pedestres também visa à segurança dos pedestres ao atravessarem a via. “Na Seduh, sempre temos como diretriz garantir a acessibilidade dentro das intervenções no espaço público, garantir a melhoria da circulação das pessoas com substituição do pavimento de calçadas e também a redução da velocidade de veículos e diminuição do trânsito muito pesado, até para a segurança dos pedestres”, afirmou o diretor de Espaço Público e Qualificação Urbana da Seduh, Clécio Rezende. Para a elaboração do texto foram considerados os aspectos discutidos na oficina participativa com a comunidade de Planaltina As reformas preveem ainda a instalação de bancos, lixeiras, paraciclos — suportes para travas de bicicletas —, quiosques, palcos para apresentações culturais, entre outras benfeitorias, respeitando e se adequando à característica local. Participação popular Relator no Conplan e secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes destacou que a população teve uma participação ativa na elaboração do projeto: “Foi um trabalho muito forte, com muita participação popular, demonstrada na audiência pública e também nas oficinas. Elas foram propostas com a finalidade de ampliar e também alterar com melhorias o projeto”. Para a elaboração do texto foram considerados os aspectos discutidos na oficina participativa com a comunidade de Planaltina, realizada em janeiro de 2016, e a elaboração de propostas e diretrizes a serem observadas na reforma da Praça Salviano Monteiro. Também foram realizadas diversas atividades junto aos moradores e mapeadas as necessidades e obras a serem feitas no espaço. Nesse ponto, ainda foi definida a padronização de sinalização turística, ecológica e educativa nas três praças do Percurso Turístico Cultural. Próximos passos Após o Conplan, o projeto segue para aprovação por portaria da Seduh, a ser publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Depois, será encaminhado à Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) para a elaboração de projetos complementares e orçamento. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh)
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Pesquisa apoiada pela FAPDF aproxima produção acadêmica e cenário cultural independente
Desenvolvido pela Universidade Católica de Brasília (UCB) com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o projeto Cultura Pop e Sociedade Contemporânea no Distrito Federal analisa a cena criativa local e propõe um novo olhar sobre a cultura popular como campo de pesquisa e produção de conhecimento. A iniciativa foi viabilizada por meio do edital Demanda Espontânea (2022). Coordenado pelo professor Ciro Inácio Marcondes, do mestrado profissional em inovação em comunicação e economia criativa da Universidade Católica de Brasília, o projeto conecta teoria crítica, economia criativa e expressões culturais contemporâneas. A iniciativa parte da ideia de que produtos considerados populares — como quadrinhos, filmes e canções — são também expressões legítimas de pensamento estético, social e político, merecendo o mesmo olhar analítico dedicado às chamadas altas artes. Segundo o pesquisador, “a cultura pop sempre foi vista como entretenimento, mas ela é também um campo fértil para entender quem somos, o que consumimos e como nos expressamos no mundo contemporâneo”. Entre a teoria crítica e os super-heróis Inspirado por autores como Theodor Adorno, Walter Benjamin e Henry Jenkins, o projeto examina como a antiga noção de indústria cultural se transformou em um ecossistema de participação e convergência digital. Esses três pensadores, de épocas diferentes, têm em comum o interesse por compreender como a arte e a mídia moldam a sociedade: enquanto Adorno analisou os efeitos da padronização cultural na era industrial, Benjamin viu nas novas tecnologias uma oportunidade de ampliar o acesso à arte, e Jenkins, já no contexto das redes digitais, destacou o papel ativo do público na criação e circulação de conteúdos. Mais do que um estudo teórico, o projeto se consolidou como uma plataforma de valorização da produção cultural local | Fotos: Divulgação/FAPDF Essa perspectiva deu origem ao Pop ao Cubo, um canal-laboratório que mistura audiovisual, jornalismo e design para investigar o universo pop brasiliense. “Queríamos criar um espaço experimental, onde os alunos pudessem pensar cultura de forma crítica e, ao mesmo tempo, produzir conteúdo acessível, com linguagem pop e contemporânea”, destaca Ciro. O formato foi desenvolvido de forma colaborativa, com a participação de alunos dos cursos de jornalismo, publicidade, design e cinema da Universidade Católica de Brasília (UCB) em todas as etapas — da criação da identidade visual à gravação e edição dos vídeos. O resultado é um retrato plural da produção cultural do Distrito Federal, com destaque para artistas, músicos e realizadores independentes de diferentes regiões administrativas. Entre as produções, uma entrevista com o rapper GOG — sigla de Genival Oliveira Gonçalves — se tornou um dos pontos altos do projeto. Conhecido como Poeta do Rap Nacional, GOG é uma referência do hip-hop brasileiro e ícone da cultura de resistência do Distrito Federal, com trajetória marcada pelo engajamento social, pela valorização da periferia e pela força poética de suas letras. Brasília como cena e memória Mais do que um estudo teórico, o projeto se consolidou como uma plataforma de valorização da produção cultural local. A equipe realizou um mapeamento inédito de quadrinistas, músicos e cineastas do DF, revelando uma cena vibrante que vai muito além do Plano Piloto. Os participantes do projeto criaram Pop ao Cubo, um canal-laboratório que mistura audiovisual, jornalismo e design para investigar o universo pop brasiliense Entre os produtos estão 24 vídeos publicados no YouTube e nas redes sociais do projeto, divididos entre entrevistas, coberturas e debates sobre o cenário criativo do Distrito Federal. As produções apresentam artistas, produtores, designers, músicos e técnicos ligados à cultura pop local, com atenção à diversidade racial, de gênero e territorial. O canal também realizou coberturas de eventos culturais, incluindo a participação na Comic Con Experience 2024 (maior convenção de cultura pop da América Latina, dedicada a quadrinhos, cinema, séries e games), onde a equipe registrou painéis, lançamentos e bastidores — ampliando a visibilidade do projeto e sua conexão com o universo que estuda. Outra entrega importante é a coletânea digital de quadrinhos brasilienses, que reunirá artistas de diferentes gerações em torno da identidade cultural do DF. A antologia busca registrar a história e a estética das HQs produzidas na cidade, valorizando tanto nomes consolidados quanto novos talentos da cena independente. O projeto prevê ainda uma exposição de originais e uma feira de quadrinhos na Universidade Católica de Brasília (UCB), que reunirá artistas, editoras e o público em um espaço de troca e comercialização. Essas ações aproximam arte, pesquisa e mercado criativo, reforçando o papel do projeto como ponte entre o ambiente acadêmico e a produção cultural do Distrito Federal. Segundo Ciro, a ideia é dar visibilidade a um fenômeno que já existe em Brasília, historicamente e contemporaneamente. "Ainda não há uma antologia que reúna o melhor dessa produção, e queremos que o projeto funcione como um retrato da identidade brasiliense”, completa. Apoio que transforma teoria em prática Com investimento de R$ 45 mil, o apoio da FAPDF viabilizou bolsas de iniciação científica, produção audiovisual e editorial, festivais e eventos. O fomento foi decisivo para consolidar o projeto como uma experiência pioneira de integração entre ciência, cultura e inovação. “Quando falamos em pesquisa, não tratamos apenas das áreas de bio, agro ou tech. A ciência também está presente nas artes e nas áreas humanas. Por isso, a FAPDF apoia e fomenta projetos como este, que ampliam o alcance do conhecimento e fortalecem a produção cultural do Distrito Federal”, afirma Leonardo Reisman, presidente da fundação. Para o pesquisador, o apoio da fundação foi determinante para transformar ideias em entregas concretas. “Sem o fomento da FAPDF, não teríamos conseguido reunir equipe, equipamentos e estrutura. Foi o que nos permitiu transformar teoria em prática e alcançar o público para além dos muros da universidade”, afirma. Encerrando sua primeira fase, o Pop ao Cubo se destaca ao unir teoria e criatividade em um mesmo movimento. A continuidade da iniciativa prevê novas parcerias e abordagens, explorando territórios simbólicos ainda pouco estudados — e reafirmando que pensar o mundo também pode ser pop. *Com informações da FAPDF
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