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queimadas no distrito federal

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Estudantes participam de blitz educativa sobre prevenção de queimadas

A preservação ambiental ganhou outro capítulo para além da sala de aula, quando estudantes da Escola Classe (EC) 03 de Ceilândia participaram, na última sexta-feira (12), de uma blitz educativa voltada para a prevenção de incêndios florestais e a conscientização da população sobre os cuidados necessários durante o período de estiagem. A atividade integrou ações do programa GDF na Sua Porta e aproximou os alunos de temas relacionados à preservação ambiental. A ação da Secretaria de Educação(SEEDF) foi realizada em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e faz parte de uma série de atividades educativas voltadas para a prevenção de incêndios florestais na capital.  Durante a blitz, realizada na área central de Ceilândia, os alunos conversaram com motoristas, distribuíram materiais informativos e compartilharam orientações sobre como prevenir queimadas e agir ao identificar focos de incêndio | Foto: Divulgação/SEEDF Durante a blitz, realizada na área central de Ceilândia, os alunos conversaram com motoristas, distribuíram materiais informativos e compartilharam orientações sobre como prevenir queimadas e agir ao identificar focos de incêndio. A iniciativa permitiu que os estudantes colocassem em prática os conhecimentos trabalhados em sala de aula, tornando esses alunos multiplicadores de informações.  A secretária de Educação do DF, Iêdes Braga, compareceu à blitz e falou sobre a importância de experiências que unem aprendizado e participação cidadã. "Aqui eles aprendem sobre a prevenção de incêndios florestais e sobre a preservação ambiental. Os estudantes levam esse conhecimento para suas famílias e ajudam a conscientizar a comunidade", afirmou. [LEIA_TAMBEM] Conscientização ambiental A ação reforçou a importância da preservação do Cerrado e estimulou o protagonismo estudantil, mostrando como a educação pode contribuir para a construção de comunidades mais conscientes com o meio ambiente. Segundo a coordenadora do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif), Carolina Schubart, os discentes participaram de momentos de orientação antes da atividade prática, aprendendo sobre os impactos das queimadas e as formas de prevenção.  "Eles tiveram a oportunidade de compartilhar essas informações diretamente com a população, contribuindo para ampliar a conscientização ambiental", explicou.   *Com informações da SEEDF  

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População pode ajudar a combater incêndios florestais

Onde há fumaça, há fogo. O dito popular, no contexto do período de seca mais intensa no Distrito Federal, é um convite para a população ajudar no combate aos focos de incêndios florestais e queimadas irregulares. E a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), que coordena o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF), intensifica esse convite. Quem detectar um foco de incêndio pode entrar em contato direto com o Corpo de Bombeiros e, se tiver certeza de que o fogo ocorre em uma Unidade de Conservação, ligar também para o Brasília Ambiental | Foto: Divulgação/CBMDF O objetivo é que os cidadãos alertem o Instituto Brasília Ambiental e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) ao avistar focos de fogo. “Em 2021, a meta é diminuir o total de área queimada nas Unidades de Conservação (UCs) em relação ao ano passado, quando houve 50% de redução se comparado ao período anterior”, diz o titular da Sema, Sarney Filho. [Olho texto=”“Pedimos que as pessoas mandem mensagem no WhatsApp, com localização, foto e até um breve relato da situação. Vai ajudar a dimensionar equipe e equipamentos necessários ao combate”” assinatura=” Pedro Cardoso, diretor de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (DPCIF) do Brasília Ambiental” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O diretor de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (DPCIF) do Brasília Ambiental, Pedro Cardoso, explica que, entre agosto e setembro, 99% dos focos correspondem a incêndios ambientais, ou seja, ocorrem de forma acidental, geralmente motivados por queima de restos de podas ou por bituca de cigarro. “Nesta época de baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas, a propagação do fogo é favorecida. Em contato com material combustível do Cerrado, que é propenso a incêndios, as chamas podem se alastrar rapidamente”, ele explica. Assim, quem detectar um foco de incêndio pode entrar em contato direto com o Corpo de Bombeiros, pelo número 193. Se houver certeza de que o fogo ocorre em uma UC, o Brasília Ambiental também deve ser informado, por meio do telefone (61) 99224-7202, que funciona 24 horas. “Pedimos que, se possível, as pessoas mandem mensagem no WhatsApp, enviando a localização, foto e até um breve relato da situação. Isso vai ajudar a dimensionar a equipe e os equipamentos necessários para o combate”, afirma Pedro Cardoso. De acordo com ele, em caso de dúvidas, a pessoa pode entrar em contato com um dos dois órgãos: “Estamos em linha direta com os bombeiros. Acompanhamos todos os protocolos e o deslocamento de viaturas e juntos realizamos a triagem das informações e definimos os procedimentos adequados”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O Brasília Ambiental coordena o trabalho de 150 brigadistas florestais que atuam nas UCs, que incluem os parques ecológicos e distritais, frequentados pela população como opção de lazer, e unidades de uso restrito, que servem como reserva ecológica, por exemplo. A DPCIF conta com três grandes eixos de atuação: Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq); Gestão de Brigada Florestal e Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais nas Unidades de Conservação geridas pelo instituto. A Brigada Florestal está distribuída em 16 locais, sendo dez bases e seis postos avançados. As bases contam com cinco ou seis profissionais por dia e estão localizadas na sede do Brasília Ambiental, Estação Ecológica Águas Emendadas (Esecae), Parque Distrital do Gama, parques ecológicos Águas Claras, Veredinha (Brazlândia), do Cortado (Taguatinga), do Riacho Fundo, Ezechias Heringer (Guará), do Lago Norte e do Paranoá. Já os postos avançados contam com dois profissionais, diariamente, e estão localizados nos parques ecológicos Três Meninas (Samambaia), Saburo Onoyama (Taguatinga), Olhos d`Água (Asa Norte) e Jequitibás (Sobradinho), além do Monumento Natural Dom Bosco (Lago Sul) e Jardim Botânico de Brasília. Serviço: Corpo de Bombeiros Militar do DF: Ligar 193 DPCIF – Instituto Brasília Ambiental: Ligar (61) 99224-7202 *Com informações da Secretaria de Meio Ambiente do DF e do Instituto Brasília Ambiental

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Evento no Eixão Norte abre a Semana do Meio Ambiente

Paisagem do Eixão Norte foi alterada por evento que comemora a semana do Meio Ambiente. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília  O evento Meio Ambiente no Eixo abriu oficialmente a Semana do Meio Ambiente. As ações, entre as quadras 211 e 212 Norte, foram coordenadas pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), e realizadas em parceria com órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), do governo federal e ONGs. O secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, participou do evento e elogiou o empenho dos técnicos dos diversos órgãos do GDF para a concretização da iniciativa. “Na semana do Meio Ambiente optamos por levar à população ações práticas que ajudam a proteger o meio ambiente e assim garantir o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal”, afirmou. Secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho prestigiou evento na manhã de domingo (2/6) Sarney Filho falou também sobre as principais diretrizes do governo Ibaneis Rocha  na área ambiental, citando a  revitalização dos espaços públicos comunitários. “Queremos levar mais conforto aos parques de Brasília para que a população possa se sentir mais à vontade, mais acolhida. Quatro parques já foram recuperados”, disse. Com relação à proximidade de seca na capital, período mais favorável à propagação de incêndios florestais, o secretário enfatizou  a necessidade de dobrar os cuidados na prevenção do fogo. “Estamos tomando todas as precauções para que não haja grandes incêndios florestais este ano, que foi de muita chuva, mas também é um ano perigoso para fogo. Por mais paradoxal que possa parecer, as árvores crescem mais, têm mais folhas. Então, quando vem um período seco, elas ficam acumuladas e servem como combustível para maior quantidade de incêndio”, explicou. No Eixão A programação variada, dividida entre as tendas e o gramado, atraiu gente de todas as idades. Moradores da quadra 211 Norte,  Tales Weber e Márcia Lordelo, ambos de 69 anos, estava saindo de casa para ir ao clube, quando viu a movimentação “verde” no Eixão. Os dois resolveram conferir de perto o que estava acontecendo. Depois de visitar os diversos espaços, aproveitaram para levar uma muda de copaíba. “Vamos ver o melhor lugar para plantar a muda. E ainda tem o óleo, que é muito bom”, explicou Tales. A distribuição de mudas de plantas nativas do Cerrado foi promovida pelo Grupo de Ambientalistas da Granja do Torto (GAT).  “Estamos entregando mudas de copaíba, saboneteira, anjico e jacarandá, que são árvores que podem ser plantadas em residências e que chegam até a 2 metros e meio de altura”, explicou o presidente do GAT, Rodrigo Amaral. O Jardim Botânico de Brasília distribuiu mil sementes de plantas nativas do Cerrado, acompanhadas de material explicativo. Coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, evento abriu as comemorações da Semana do Meio Ambiente. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília   Realidade virtual Sucesso garantido entre a criançada  foi o espaço que apresentou conteúdos relacionados às temáticas ambientais por meio de óculos de realidade virtual. Com efeitos visuais e sonoros, os óculos possibilitam  a  imersão em um ambiente simulado. “Voei de Asa Delta sobre o Rio de janeiro e gostei muito. É maravilhoso, mas eu já conheço muita coisa de tecnologia porque quero ser agente da Interpol”, atestou Helder Lucas dos Santos, 10 anos, morador de Águas Lindas de Goiás. Gabriel Magalhães Campos, 10 anos, acompanhou a madrinha, Flávia, que estava trabalhando no Meio Ambiente no Eixo. O menino, que reside na Vila Planalto, conheceu as viaturas utilizadas pelo Corpo de Bombeiros no combate aos incêndios florestais. “As campanhas são importantes para que os homens parem de desmatar as florestas”, disse. Sentada à sombra das árvores com os filhos Natan e Luan, de 4 e 10 anos, respectivamente, a funcionária pública Emily Hatano, gostou da iniciativa da SEMA. “As crianças fizeram atividades de pinturas, vão ver o teatrinho agora e estão gostando muito de tudo”, enfatizou a moradora de Águas Claras. O evento terminou com uma roda de conversa que reuniu índios das etnias Gavião, Guarani, Wapichana e Kokama. Eles  falaram com o público sobre sua cultura e sobre os problemas que enfrentam com invasões de suas terras. A exposição de um carro  elétrico chamou a atenção das pessoas que passaram  pelo Eixão. *Com informações da Secretaria de Meio Ambiente

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Zoo orienta agentes públicos sobre resgate de animal silvestre em incêndio florestal

Integrantes do Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais fazem, até esta quarta-feira (20), curso sobre manejo de animais silvestres em caso de queimadas. A capacitação, que começou na segunda-feira (18), ocorre na Fundação Jardim Zoológico de Brasília. Integrantes do Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais fazem, até esta quarta-feira (20), curso sobre manejo de animais silvestres em caso de queimadas. Foto: Andre Borges/Agência Brasília É a primeira vez que o grupo tem aulas com a equipe do zoo. A intenção é que os servidores públicos ligados ao tema aprendam o que fazer caso encontrem um bicho ferido ou sem condições de fugir do fogo. Na terça-feira, foi a vez de os integrantes aprenderem a lidar com répteis, principalmente cobras. “Mostramos que o comportamento desses bichos muitas vezes é diferente daquilo que a gente aprendeu a achar durante a vida”, explica o diretor de Répteis, Anfíbios e Artrópodes da fundação, Alberto Gomes de Brito. Ele explicou à turma características de animais peçonhentos e como atuar, caso a cobra seja venenosa ou não. Além disso, deu dicas sobre os materiais a usar e os principais cuidados ao ter contato com o resgatado. [Olho texto='”Se houver necessidade, é importante que eles saibam fazer a contenção e a captura sem risco para a pessoa ou para o bicho”‘ assinatura=”Alberto Gomes de Brito, diretor de Répteis, Anfíbios e Artrópodes do zoo” esquerda_direita_centro=”esquerda”] De acordo com o diretor, muitas vezes o animal até consegue continuar no lugar, mas é preciso observar. “Se houver necessidade, é importante que eles saibam fazer a contenção e a captura sem risco para a pessoa ou para o bicho.” As aulas foram divididas em práticas e teóricas, com dias específicos para mamíferos, répteis e aves. No encerramento da atividade, eles também aprenderão sobre primeiros socorros para animais em situação de risco. Esse encontro será no hospital veterinário da fundação. De acordo com Carolina Leite Schubant, assessora técnica da Secretaria do Meio Ambiente, pasta coordenadora do plano, é comum, em incêndios florestais, encontrar animais que precisam de ajuda — especialmente cobras. Por isso, a iniciativa é tão importante, na visão dela. “Estamos capacitando os profissionais que atuam diretamente com o combate a incêndios florestais”, detalha. “A ideia é tirar o bicho da zona de perigo e chamar o resgaste.” Integrante do grupo executivo do plano, o zoológico também é acionado para atuar em resgates. É a primeira vez que o grupo tem aulas com a equipe do zoo. A intenção é que os servidores públicos ligados ao tema aprendam o que fazer caso encontrem um bicho ferido ou sem condições de fugir do fogo. Foto: Andre Borges/Agência Brasília O Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais O plano funciona como um sistema de parcerias institucionais, com mais de 20 órgãos envolvidos para a proteção do Cerrado. A estratégia é a cooperação mútua para otimizar a aplicação dos recursos humanos e materiais disponíveis. [Olho texto='”A ideia é tirar o bicho da zona de perigo e chamar o resgaste”‘ assinatura=”Carolina Leite Schubant, assessora técnica da Secretaria do Meio Ambiente” esquerda_direita_centro=”direita”] A concepção do programa foi reformulada pelo Decreto nº 37.594, de agosto de 2016. O principal objetivo é reduzir a ocorrência de incêndios florestais, em número e extensão, como ação permanente de governo. A preparação dos profissionais que trabalham na contenção das queimadas começa em março, com cursos, blitze preventivas e campanhas educativas. Além disso, são feitas oficinas para a população sobre confecção de abafador e de aceiros mecânicos e negros nas áreas de preservação. A época de combate vai de julho a novembro. Participaram do curso órgãos como: Secretaria do Meio Ambiente Polícia Militar Ambiental Instituto Brasília Ambiental (Ibram) Jardim Botânico de Brasília Corpo de Bombeiros Militar do DF Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF) Floresta Nacional de Brasília Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Polícia Rodoviária Federal Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Edição: Vannildo Mendes

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Propostas do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios para 2018 serão debatidas na segunda (11)

A Secretaria do Meio Ambiente promove, na segunda-feira (11), o 19º Fórum do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais. A ideia é avaliar as ações de 2017 e apresentar propostas para 2018. Aberto ao público, o evento será das 9 às 18 horas, no auditório da Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), que fica no Setor de Garagens Oficiais, Quadra 1, Lote 1, Bloco A. O objetivo do plano, que é atualizado anualmente, é reduzir, em número e extensão, a ocorrência de incêndios florestais no DF. Para isso, envolve os órgãos ambientais e tem como princípio a cooperação, para melhor aplicação dos recursos humanos e materiais disponíveis. Propostas do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios para 2018 Entre as propostas para o próximo ano estão: Manutenção de campanha publicitária Inserção de mensagens educativas nas contas de água e de luz Elaboração de um plano de comunicação integrada Manutenção de mutirões de educação ambiental em áreas críticas próximo às unidades de conservação Números de hectares queimados e registros de ocorrências desde 2015 Segundo o Grupamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, a área queimada no Distrito Federal neste ano — 15.996,59 hectares — foi maior do que nos últimos dois anos: 15.811,99 em 2016 e 12.665,08 em 2015. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O número de ocorrências registradas também aumentou. Foram 9.970 em 2017; 6.944 em 2016; e 5.229 no ano anterior. Por causa da seca intensa, os meses de julho a outubro apresentaram os maiores números de hectares queimados e de registros de ocorrências. O que é o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do DF Criado em 1996, o Plano de Ação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do DF foi reformulado pelo Decreto nº 37.549, de 15 de agosto de 2016, que estabeleceu ainda o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. O programa é voltado para promoção, prevenção e apoio a atividades educativas e de saúde relacionadas a queimadas. Entre os objetivos estão proteger unidades de conservação no DF e áreas de proteção de mananciais, prevenir incidentes e fiscalizar queimadas.

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Com umidade do ar a 11%, Defesa Civil declara estado de emergência no DF

A Defesa Civil do Distrito Federal declarou estado de emergência em função da baixa umidade relativa do ar, que chegou a 11% na tarde desta quarta-feira (30), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Coluna de fumaça da queimada na Floresta Nacional de Brasília pode ser vista de vários pontos da cidade. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília Nas escolas, a orientação para os diretores é suspender atividades de educação física, mesmo aquelas que não ocorram ao ar livre. Para a população em geral, o órgão sugere não praticar atividades que exijam grande esforço das 10 às 17 horas, período em que normalmente a seca se apresenta mais severa. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] O estado de emergência é decretado quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 12% por dois dias ou mais. No estado de alerta, os índices devem perdurar por três dias consecutivos entre 12% e 20%. Já no de atenção, a umidade se mantém entre 20% e 30% por cinco dias seguidos. Segundo a coordenadora de Riscos e Desastres da Defesa Civil, major do Corpo de Bombeiros Solange Ribeiro, considerando a série histórica, a situação pode se tornar ainda mais crítica nos próximos dias, daí a importância de os brasilienses seguirem as medidas para evitar problemas de saúde. “Podemos chegar a 9% de umidade relativa do ar, por isso é importante lançar um olhar especial para as crianças, para os idosos e para aquelas pessoas que trabalham expostas ao sol”, destacou a coordenadora. Incêndio atinge Floresta Nacional de Brasília A falta de chuva na cidade tem como consequência o aumento de incêndios em áreas de mata. Às 11 horas desta quarta-feira (30), o Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para combater uma queimada na Floresta Nacional de Brasília. Vinte e cinco militares, cinco viaturas e uma aeronave foram mobilizados para debelar as chamas. De acordo com a corporação, o total de área consumida pelo fogo só será divulgada após o final da operação. Bombeiros combatem 18 queimadas por dia em matas O Corpo de Bombeiros registrou 4.413 incêndios florestais em 2017, quase metade deles (2.126) apenas nos primeiros 23 dias de agosto. Por dia, em média, houve 18,7 ocorrências dessa natureza. No mesmo período de 2016, foram computadas 4.861 notificações. Segundo os bombeiros, mais de 90% dessas queimadas foram provocados por causas não naturais, como queima irregular de lixo, poda de árvores ou de pasto para manejo de solo, por parcelamento irregular e por guimbas de cigarros jogadas no chão. Para colaborar na identificação de causadores de incêndios florestais, a população pode fazer denúncia anônima pelo telefone (61) 3214-5602. Outros cuidados para minimizar efeitos da seca Em época de estiagem, o ar-condicionado costuma ser bastante acionado para aliviar o calor, mas a Defesa Civil alerta para o uso excessivo, pois os aparelhos retiram ainda mais a umidade do ambiente. Uma boa dica é substituí-los por umidificadores ou espalhar bacias com água nos recintos. Veja outras recomendações para minimizar os efeitos da seca: Passar protetor solar com fator mínimo 30 quando ficar exposto ao sol Usar cremes hidratantes ou óleos vegetais para hidratar a pele Usar bonés e carregar garrafas com água para fazer atividades físicas Beber mais líquidos, como água, água de coco, sucos naturais e chás e evitar bebidas alcoólicas e gaseificadas Beber pelo menos seis copos de água por dia Comer alimentos leves, como verduras e frutas Evitar alimentos gordurosos Hidratar os olhos com lágrimas artificiais; as narinas, com soluções nasais; e os lábios, com hidratantes labiais que tenham filtro solar Evitar banhos demorados e quentes e o uso de buchas de banho. Ambos diminuem a oleosidade da pele Usar sabonete apenas nas axilas, regiões genitais e nos pés. O sabão também diminui a oleosidade Usar roupas leves e, se possível, de algodão Ficar mais atento a idosos, que são suscetíveis a problemas respiratórios, e a crianças, que têm a pele mais sensível e vulnerável Usar bonés ou outros acessórios para se proteger do sol, como sombrinha e guarda-chuvas Evitar aglomerações em ambientes com pouca ventilação durante o dia Evitar queima de lixo e entulho para prevenir incêndios florestais acidentais Edição: Raquel Flores

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Servidores são capacitados em perícia de incêndios florestais

Servidores de órgãos ambientais do Distrito Federal e da União aperfeiçoam as habilidades para identificar focos de queimadas. Até sábado (22), 38 inscritos participam do primeiro curso de capacitação em técnicas de perícia, previsto no Plano de Preservação e Combate aos Incêndios Florestais. Servidores participam de curso para capacitação em perícia de incêndios florestais. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Em sete dias de aulas teóricas e práticas, os servidores aprendem a controlar chamas de incêndio e a construir laudos periciais que atestam a origem do fogo. A queima de lixo doméstico, o manejo de solo feito com fogo ou mesmo a incidência do sol em pedaços de vidro jogados em áreas secas são focos comuns de queimadas. “Um dos objetivos do curso é aumentar a capacidade de identificar e autuar os responsáveis por crimes ambientais nas áreas de preservação”, destaca a subsecretária de Serviços Ecossistêmicos da Secretaria do Meio Ambiente, Nazaré Soares. De acordo com ela, além de aumentar o conhecimento técnico nas instituições, o curso atende a uma demanda da sociedade. A próxima edição está prevista para 2018. [Olho texto='”Um dos objetivos do curso é aumentar a capacidade de autuar os responsáveis por crimes ambientais nas áreas de preservação”‘ assinatura=”Nazaré Soares, subsecretária de Serviços Ecossistêmicos” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O gerente do Fogo do Parque Nacional de Brasília, Manoel Eurípedes da Silva, reforça a necessidade do treinamento. “Descobrir a causa também é fundamental para impedir que o incêndio ocorra novamente”. Manoel foi um dos responsáveis pelas ações pedagógicas ministradas em aulas práticas nesta quarta-feira (19), na unidade de conservação. Para demonstrar a dinâmica do fogo, foram queimados intencionalmente 12 mil metros quadrados de uma área, dividida em cinco faixas. A técnica de queima controlada usada no curso, chamada de aceiro negro, é usada para evitar propagação de incêndios florestais. O procedimento é recomendado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão do parque. Até o fim de julho, o órgão federal concluirá 142 quilômetros de aceiros negros no território do DF. Governos local e federal trocam experiência Capacitados, os peritos darão suporte nos órgãos responsáveis. “Normalmente, essa função é restrita ao trabalho dos bombeiros, mas agora teremos mais profissionais aptos a atender amplamente o território do DF”, explica a técnica da Secretaria do Meio Ambiente para o Plano de Preservação e Combate aos Incêndios Florestais, Carolina Schubart. A turma é orientada por cinco instrutores do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Durante o curso, servidores aprendem a construir laudos periciais sobre a origem do fogo. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Para garantir a segurança dos participantes, 15 brigadistas, um caminhão-pipa e dois caminhões de combate a sinistros acompanham a prática. Um dos alunos, o comandante do Grupamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Gláuber de La Fuente, reforça que a capacitação é importante para a troca de experiências. Pelos bombeiros, participam do curso quatro combatentes e dois peritos. “Também fazemos essa atividade na corporação, mas aqui aproveitamos a expertise de órgãos que usam metodologias específicas para áreas de preservação”, observa o oficial. Ele reforça que a perícia é fundamental para aprender como preservar as áreas afetadas e concluir com mais precisão a origem dos focos de incêndio. “Aprender o comportamento do fogo é muito importante no combate direto ao incêndio”, acrescenta o comandante. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Além dos bombeiros, integram a turma, pelo governo de Brasília, servidores da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Também participam representantes do Jardim Botânico de Brasília, da Polícia Civil do DF, da Aeronáutica e da ONG Grupo Ambientalista do Torto. O que é o plano de ação Criado em 1996, o Plano de Ação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do DF foi reformulado pelo Decreto nº 37.549, de 15 de agosto de 2016, que criou ainda o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. O programa é voltado para promoção, prevenção e apoio a atividades educativas e de saúde relacionadas a queimadas. Entre os objetivos estão proteger unidades de conservação no DF e áreas de proteção de mananciais, prevenir incidentes e fiscalizar queimadas. Edição: Vannildo Mendes

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Incêndios florestais podem se alastrar com maior rapidez em áreas acidentadas

Devido à queima de lixo doméstico, de podas de árvores ou do manejo de solo feito com fogo, o Distrito Federal é um território suscetível a incêndios florestais. Incêndio na área da Estação Ecológica de Águas Emendadas em 2016. Foto: Tony Winston/Agência Brasília – 21.6.2016 No entanto, regiões com relevo acidentado, como o Lago Oeste, ou com grandes extensões de área rural, a exemplo de Brazlândia e de Samambaia, tendem a concentrar os casos de queimadas. Em locais com topografia íngreme, a pronta resposta das equipes de combate ao fogo fica prejudicada. Com isso, as chamas se alastram rapidamente. “No Lago Oeste, o declive é muito grande, o que oferece riscos aos militares e aos brigadistas à noite”, exemplifica João Henrique Correia Pinto, tenente do Grupamento de Proteção Ambiental, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Em regiões de produção agrícola, por sua vez, quanto mais afastada a propriedade fica do ponto de recolhimento de lixo, mais comum se tornam as queimadas. “A dificuldade de acesso ao serviço faz com que os moradores dessas áreas ateiem fogo aos resíduos”, explica o tenente. Características ambientais também favorecem maior ocorrência de incêndios Os incêndios florestais são quase sempre resultado de atividade humana. Apenas em casos isolados, as chamas decorrem de causas naturais, como queda de raios. Em algumas fitofisionomias (forma como o bioma se apresenta) do Cerrado, porém, o fogo se expande mais facilmente. Assim ocorre com as chamadas áreas abertas de Cerrado, as formações savânicas. Nessa situação, enquadram-se o campo limpo e o campo sujo. No primeiro, encontram-se arbustos em cerca de 10% do terreno — a maior parte dele é recoberta por gramíneas. No segundo, a presença de arbustos entre o estrato herbáceo (cobertura vegetal rasteira) é mais evidente. Ao passar por esses locais, as chamas consomem a biodiversidade. Se isso se der em área com infiltração de água, como próximo a nascentes ou de recarga de aquíferos, a tendência é que eles sequem. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Apresentações mais fechadas do Cerrado, as matas mostram-se extremamente sensíveis ao fogo. A incidência de queimadas nelas é menor, mas, quando há, são muito mais impactadas do que as formações com menos arbustos. “A mata tende a retroceder, e se aumenta a faixa de campo”, detalha Airton Mauro de Lara Santos, analista de atividades de meio ambiente, da Gerência de Emergências e Riscos Ambientais, do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Mais campos significam áreas maiores de grama — nativa ou exótica. Dessa forma, a quantidade de material combustível, ou seja, elementos naturais capazes de propagar as chamas, também aumenta. “Forma-se um ciclo vicioso, em que se perde biodiversidade e se aumenta o risco de incêndio florestal”, conta Santos. O Cerrado tem adaptações para enfrentar o fogo, como caules grossos e raízes profundas. No entanto, a reincidência do fogo tem sido constante. “A capacidade de resiliência da vegetação tem ficado bastante reduzida”, alerta o analista do Ibram. Acompanhamento por satélite mapeia parques com mais incidência de fogo Desde 2008, o Instituto Brasília Ambiental acompanha dados de áreas queimadas das unidades de conservação que gere. O levantamento é feito por meio de relatórios e visitas de campo e, em 2016, passou a ser também com a análise de imagens georreferenciadas. “O ano passado foi o que mais monitoramos”, destaca Airton Santos. Com isso, estabeleceu-se um ranking das unidades de conservação que mais tiveram perdas por área queimada em 2016. Estação Ecológica de Águas Emendadas Área de Relevante Interesse Ecológico Granja do Ipê Área total: 9.372,37 hectares Número de focos: 13 Área queimada (em hectares): 1.335,99 Área queimada (em porcentual): 14,25% Área total: 1.142,85 hectares Número de focos: 20 Área queimada (em hectares): 263,74 Área queimada (em porcentual): 23,08% Parque Distrital Recanto das Emas Parque Ecológico Boca da Mata Área total: 266,8 hectares Número de focos: 12 Área queimada (em hectares): 195,1 Área queimada (em porcentual): 73,13% Área total: 196,31 hectares Número de focos: 24 Área queimada (em hectares): 166,03 Área queimada (em porcentual): 84,58% No caso do Parque Ecológico Boca da Mata, em Taguatinga, que teve 84,58% da área queimada, os incêndios florestais recorrentes ameaçam espécies que justificaram a criação da unidade de conservação. “É o único local de ocorrência de campo de murundu em Taguatinga. É uma área úmida, importante para a recarga de aquíferos, e tem se reduzido drasticamente por causa do avanço do fogo”, lamenta Santos.A reincidência de fogo nelas é anual, intervalo de tempo muito pequeno para a vegetação se recuperar. A Área de Relevante Interesse Ecológico Granja do Ipê, uma região de campo no Park Way, também tem sido vitimada por chamas continuamente, devido ao depósito irregular de lixo e entulho. “As pessoas passam e ateiam fogo com a intenção de afastar roedores e animais que se aproveitam do lixo”, relata o analista de atividades ambientais. Para evitar o manejo inadequado do material, a recomendação é comunicar o Ibram sobre o acúmulo. O contato pode ser feito pelo telefone 162, da Ouvidoria do governo do Distrito Federal. Edição: Raquel Flores

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