Governadora autoriza contratação de mais de 700 professores
A governadora Celina Leão autorizou a contratação de mais de 700 professores para reforçar a rede pública de ensino do Distrito Federal. O anúncio foi feito pela chefe do Executivo, nesta quinta-feira (2), após a conclusão das análises técnicas, jurídicas e orçamentárias necessárias para viabilizar as nomeações. A formalização da medida será publicada em edição do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Segundo Celina Leão, a autorização foi resultado de um trabalho conjunto entre as áreas técnica, jurídica e orçamentária do governo, com foco em garantir responsabilidade fiscal sem comprometer os investimentos em educação. "Nós fizemos um trabalho árduo, um trabalho técnico, por conta do momento que nós estamos vivendo, mas conseguimos todas as liberações, de pareceres jurídicos e do orçamento também" Governadora Celina Leão “Notícia importante, principalmente para quem respeita e sabe a importância da educação pública aqui no Distrito Federal. Nós fizemos um trabalho árduo, um trabalho técnico, por conta do momento que nós estamos vivendo, mas conseguimos todas as liberações, de pareceres jurídicos e do orçamento também. Amanhã, no Diário Oficial, iremos contratar mais de 700 professores”, afirmou Celina Leão. A governadora destacou que esse é resultado do trabalho do GDF para fortalecer a educação pública e valorizar os profissionais da área. A ampliação do quadro de professores vai garantir maior suporte pedagógico e melhor capacidade de resposta às demandas da rede pública de ensino | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília “É um trabalho de responsabilidade, mas de compromisso com a nossa educação aqui no Distrito Federal. Eu estou muito feliz de estar assinando esse Diário Oficial. Quero dar boas-vindas a esses profissionais. Tenho certeza de que já começam a construir uma nova história e a nos ajudar na educação pública aqui no Distrito Federal”, acrescentou. A expectativa é que a ampliação do quadro de professores contribua para fortalecer o atendimento nas unidades escolares, garantindo maior suporte pedagógico e melhor capacidade de resposta às demandas da rede pública de ensino.
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Carreta da Saúde na Escola levará consultas e exames a estudantes da rede pública
A saúde dos estudantes da rede pública do Distrito Federal ganhará reforço com a criação da Carreta da Saúde na Escola. O Governo do Distrito Federal (GDF) sancionou a Lei nº 7.908/2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) da última quinta-feira (11), que cria o programa para levar atendimento médico e odontológico preventivo diretamente às escolas, com realização de exames, consultas e encaminhamentos para tratamento na rede pública de saúde. A norma, que ainda será regulamentada, tem como objetivo ampliar o acesso dos estudantes aos serviços de saúde e promover ações preventivas e curativas. Segundo a coordenadora do Programa Saúde na Escola (PSE) pela Secretaria de Saúde (SES-DF), Alana Siqueira, a integração entre saúde e educação é fundamental para a promoção do desenvolvimento integral dos alunos. “A articulação entre os setores favorece a identificação precoce de necessidades de saúde, o desenvolvimento de ações de promoção e prevenção, o fortalecimento dos vínculos com as famílias e a construção de ambientes escolares mais saudáveis e acolhedores. Além disso, contribui para melhores condições de aprendizagem, permanência e qualidade de vida”, afirma. Na avaliação da diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Larisse Cavalcante, a iniciativa reforça essa integração ao aproximar os serviços de saúde da comunidade escolar e ampliar o atendimento preventivo aos estudantes da rede pública. Além dos atendimentos clínicos, a Carreta da Saúde na Escola desenvolverá ações educativas voltadas à promoção da saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “Ao levar atendimentos preventivos diretamente ao ambiente escolar, a Carreta da Saúde na Escola favorece a identificação precoce de condições que podem interferir no desenvolvimento e na aprendizagem e possibilita encaminhamentos oportunos para o tratamento adequado”, enfatiza. Saúde itinerante A Carreta da Saúde na Escola funcionará como uma unidade móvel equipada para realizar consultas médicas e odontológicas, exames clínicos, triagens e encaminhamentos para serviços especializados. O atendimento será feito por equipes multidisciplinares compostas por médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e psicólogos. Segundo a publicação, as visitas serão realizadas por meio de um cronograma para atender progressivamente todas as escolas públicas do DF. Atendimentos Entre os procedimentos previstos estão consultas médicas de rotina, atendimentos odontológicos, aferição de pressão arterial, glicemia capilar, avaliação de peso e altura, além de testes de visão. Quando necessário, os estudantes poderão ser encaminhados para exames especializados e acompanhamento na rede pública de saúde. A legislação também determina que os alunos diagnosticados com condições que exijam tratamento recebam encaminhamento prioritário para as unidades públicas de saúde. As famílias serão informadas sobre os resultados e orientadas sobre o processo de atendimento. Além dos atendimentos clínicos, o programa desenvolverá ações educativas voltadas à promoção da saúde. As atividades abordarão temas como alimentação saudável, higiene pessoal, saúde bucal, prevenção de doenças e cuidados com o bem-estar físico e mental. Parcerias estratégicas A lei prevê ainda que a implementação e a manutenção do programa possam contar com parcerias com entidades privadas que poderão contribuir para a aquisição de equipamentos, veículos e insumos necessários ao funcionamento das unidades móveis. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Estudantes da rede pública do DF aprendem se divertindo no cinema
Nesta terça-feira (26), cerca de 1,2 mil crianças da rede pública de ensino do Distrito Federal ocuparam as poltronas do Cine Brasília para assistir à Mostra Calanguinho, seleção de curtas-metragens nacionais voltada ao público infantojuvenil. A ação faz parte do projeto Territórios Culturais, da Secretaria de Educação (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Seec-DF), que desta vez uniu forças ao Festival Curta Brasília para levar o Gira Curta às escolas públicas de forma gratuita. "Eles não vêm apenas passear; vêm apreciar o cinema, o filme, e, a partir dessa experiência, reconhecer este espaço como um patrimônio cultural e público" Ilane Nogueira, coordenadora do projeto Territórios Culturais A docente e coordenadora do projeto Territórios Culturais dentro da SEEDF, Ilane Nogueira, ressaltou que a iniciativa vai muito além de um passeio. Para ela, existe uma intencionalidade clara na proposta: “Eles não vêm apenas passear; vêm apreciar o cinema, o filme, e, a partir dessa experiência, reconhecer este espaço como um patrimônio cultural e público, um espaço que pertence a todos. Nesse processo, fortalecem-se também a educação patrimonial e a preservação ao estimular o cuidado, o sentimento de pertencimento e a valorização da memória e da cultura". A SEEDF atua como elemento-chave da iniciativa, disponibilizando professores da rede para mediar as atividades pedagógicas nos espaços culturais e garantindo que o acesso à arte faça parte da formação integral dos estudantes. Segundo Ilane, o material didático é enviado às escolas com antecedência para que os professores preparem os discentes antes da visita, tornando o momento ainda mais significativo. A parceria com o Curta Brasília surgiu da articulação entre o projeto e a direção do festival, que disponibilizou a Mostra Calanguinho, programação especialmente pensada para crianças com filmes de até uma hora de duração, todos de produção nacional. Programação diversa A programação é escolhida de acordo com a faixa etária e com a escolaridade das crianças | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A programação reuniu seis títulos de animações e ficções que exploram temas como meio ambiente, autismo, pertencimento e aventura. A escolha dos filmes não foi aleatória. Ilane Nogueira explicou que há um cuidado para oferecer diversidade temática e adequação à faixa etária. Foram selecionados os títulos Uma cidade diferente, Quando as ondas do mar desligam; Abrakbça — fruto desse chão; Lagrimar, Pipa e as ruínas do resouro e Mundinho. [LEIA_TAMBEM]As sessões, exibidas às 9h30 e às 14h30, contaram, ainda, com a participação do Palhaço Ximbica, apresentador da Mostra Calanguinho, que animou as crianças antes e durante as exibições. Para os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, muitos fazendo sua primeira visita ao cinema de rua, o impacto foi imediato. Alice Victoria Alves, de 9 anos, aluna do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 27 de Ceilândia, não escondeu o entusiasmo. “O que eu achei mais legal foi Mundinho, porque ele dá educação às crianças”, contou. O Gira Curta integra o Festival Curta Brasília, criado em 2012, que já circulou por 16 regiões administrativas do DF, por estados brasileiros e até pela França. A 14ª edição do festival está prevista para dezembro, com diversas ações itinerantes ao longo do ano. *Com informações da Secretaria de Educação
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Aluna da rede pública do DF celebra título internacional de capoeira
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) comemora mais uma conquista da rede pública de ensino. A estudante Karine Rodrigues Macedo, de 16 anos, aluna Centro de Ensino Médio 417 e treina no Centro de Ensino Fundamental 316 de Santa Maria, conquistou, no último fim de semana, o título do Campeonato Volta ao Mundo Bambas (VMB 11), considerado o maior torneio internacional de capoeira do mundo, realizado em Brasília. Conhecida nas rodas como Tigresa, a estudante venceu a categoria destinada a atletas de 16 e 17 anos após superar uma adversária de São Paulo na grande final. A trajetória até o título foi marcada por persistência e evolução dentro das competições. Antes da conquista inédita, Karine acumulou participações com eliminações nas quartas de final, semifinal e um vice-campeonato na edição anterior. O resultado também evidencia o trabalho desenvolvido por servidores da rede pública de ensino do Distrito Federal. Responsável pela formação da atleta, o professor de educação física João Paulo Araújo Barbosa, servidor da SEEDF desde 2014, acompanha Karine no projeto de capoeira desde 2017, iniciativa realizada no contraturno escolar no CEF 316 de Santa Maria. “A Karine está comigo no projeto desde 2017. Hoje, com 16 anos, ela se tornou referência para muitos jovens de Santa Maria, do DF e do Entorno. Foi um processo construído com dedicação, amadurecimento e muito treino”, destaca o professor. Karine se tornou uma referência para muitas meninas e meninos capoeiristas em Santa Maria, no DF e no entorno | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Para a estudante, a capoeira representa mais do que resultados esportivos. “Gosto das medalhas, claro, mas gosto mais da adrenalina de competir e de poder conquistar meu espaço. A capoeira traz benefícios para a saúde e para a mente”, afirma Karine. Além do título internacional conquistado neste ano, a estudante também acumula outros resultados expressivos na modalidade. Em 2025, venceu a Copa Brasil de Capoeira. Em 2024, foi vice-campeã da mesma competição e conquistou o primeiro lugar nos Jogos Internacionais de Capoeira Axé Dendê, realizados em Paracatu (MG). Atualmente no 2º ano do ensino médio da rede pública do DF, Karine já projeta o futuro ligado ao esporte. “Quero fazer uma faculdade que consiga agregar no meu esporte, talvez educação física ou fisioterapia, e continuar praticando capoeira”, completa. A conquista reforça o papel da rede pública de ensino do Distrito Federal no incentivo ao esporte, à formação cidadã e ao desenvolvimento de talentos dentro e fora das salas de aula. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Edição da Revista Com Censo celebra 65 anos da rede pública do DF
A Secretaria de Educação do DF (SEEDF) lançou a edição 44 da Revista Com Censo, publicação científica que reúne pesquisa, análise e experiências da rede. O novo volume chega marcado por um especial que percorre os 65 anos de história do ensino público na capital e projeta desafios para os próximos anos. Produzida pela Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), a revista organiza o conteúdo em torno de um eixo claro, conectando memória, identidade e perspectivas. A proposta editorial aparece também na escolha da capa, assinada por Athos Bulcão, artista cuja obra se confunde com a própria paisagem de Brasília. O novo volume da Com Censo reúne artigos que resgatam a história da educação local e apontam caminhos para o futuro “O Athos Bulcão representa o pioneiro, o fundador. O Caio Bonfim traz a juventude e a referência no esporte. O especial vem para comemorar tudo isso”, afirmou o editor-chefe da publicação, André Almeida Cunha Arantes. “A revista procurou uma capa que representasse Brasília, a fundação de Brasília, que fosse, de certa maneira, a cara de Brasília, e o Athos Bulcão é exatamente isso”. Além do conteúdo comemorativo, a edição mantém o perfil acadêmico da revista. Artigos, relatos de experiência e resenhas abordam temas centrais da educação contemporânea, como inclusão, formação docente, mediação de conflitos e inovação pedagógica. Em um cenário marcado por tensões sociais, os textos defendem a escola como espaço de escuta, convivência e construção de soluções coletivas. A edição está disponível gratuitamente no portal de periódicos da Secretaria de Educação do Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Educação
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Uso pedagógico de games e e-sports é tema de capacitação de professores da rede pública do DF
No intuito de ampliar o repertório de recursos pedagógicos utilizados por educadores da rede pública de ensino do Distrito Federal, a Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) lançou um curso sobre games e esportes eletrônicos (e-sports). A aula inaugural foi realizada na última quinta-feira (30), no Laboratório de Inovação e Criatividade para Educação Básica (LabCrie) da Eape, espaço com estrutura tecnológica dedicado à inovação. O curso será realizado de forma híbrida, contando com vivências presenciais e aulas online síncronas às quintas-feiras. Os encontros abordarão diferentes áreas de interesse no campo dos games, focando nas possibilidades e na viabilidade do uso pedagógico com um olhar multidisciplinar. As aulas abordarão diferentes áreas de interesse no campo dos games, com foco no uso pedagógico com um olhar multidisciplinar | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF A iniciativa busca aproximar a linguagem escolar dos interesses da juventude. O professor David Leonardo Teixeira, especialista em jogos eletrônicos e idealizador da disciplina, destaca a importância de colocar o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem. “Os estudantes como um todo gostam muito da cultura geek, dos jogos eletrônicos. O processo de ensino-aprendizagem pode se utilizar do jogo eletrônico como um instrumento mediador para que a gente obtenha a atenção do aluno, o engajamento, e demonstre para ele a materialidade dos conhecimentos escolares”, explica David. Essa busca por conexão foi justamente o que motivou o professor de educação física Alex Borges Lima, da Escola Classe (EC) 8 de Brazlândia, a matricular-se na formação. Atuando com crianças do 1º ao 5º anos, ele viu no curso uma ponte para dialogar melhor com os alunos. “Gostei da iniciativa de entrar mais no universo desses jovens, entender a linguagem deles. Você pode perceber no recreio, nos horários livres, que sempre estão falando de alguns jogos eletrônicos. Então, é uma coisa que pode me conectar com eles”, relata Alex, ressaltando o valor de compreender as novas dinâmicas culturais das crianças. David Leonardo Teixeira: "Eu vou trazer o jogo eletrônico enquanto um elemento lúdico, tático e estratégico, mas vou alinhar com outros componentes curriculares para demonstrar para o estudante a importância de estudar" Transdisciplinaridade e inovação nas escolas Mais do que puro entretenimento, os games oferecem um vasto campo para o desenvolvimento de habilidades, como percepção de tempo, ritmo e coordenação motora fina, além de serem produtos culturais complexos recheados de narrativas fantásticas, o que contribui para a ampliação do desenvolvimento social e cultural dos estudantes. Segundo David Leonardo, o objetivo da formação é mostrar aos professores como o videogame pode ser um aliado transversal em diversas áreas do conhecimento. “Eu vou trazer o jogo eletrônico enquanto um elemento lúdico, tático e estratégico, mas vou alinhar com outros componentes curriculares para demonstrar para o estudante a importância de estudar português, matemática, geografia, física, artes”, ressalta o especialista. Vivência consolida diálogo sobre utilização de jogos eletrônicos como recursos de aprendizagem em diferentes contextos da rede pública de ensino A disciplina propõe "abrir os horizontes" dos educadores, apresentando variados hardwares, desde consoles portáteis com telas duplas até equipamentos modernos de ritmo e imersão, como os equipamentos de realidade virtual. A intenção é que os professores transformem a teoria em vivência prática para, em seguida, levar essa inovação para as salas de aula, implementando intervenções pedagógicas e utilizando desses recursos conforme as possibilidades específicas no contexto de suas comunidades escolares. “A ideia, hoje, era a gente poder colocar a mão no console, vivenciar. É diferente de você ter um momento ali só para olhar um vídeo. Nós precisamos coletivizar esse conhecimento para debater, discutir, compartilhar experiências e, ao final, democratizar o jogo eletrônico e renovar os espaços escolares”, concluiu David. *Com informações da Secretaria de Educação
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Educação em tempo integral amplia oportunidades de aprendizagem da rede pública do DF
A educação em tempo integral segue em expansão no Distrito Federal. De acordo com dados do Censo Escolar, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o total de estudantes atendidos nessa modalidade na rede pública direta e conveniada passou de cerca de 46,7 mil, em 2019, para 51,2 mil, em 2024 — um aumento de 4,5 mil estudantes, o que representa crescimento de 9,7%. Segundo a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral da Secretaria de Educação (SEEDF), Vera Lúcia de Barros, a ampliação da jornada escolar entre 2019 e 2024 é fruto de um processo contínuo de fortalecimento da política pública. “Esse resultado expressa o esforço do GDF para ampliar o acesso à jornada ampliada e assegurar que mais crianças e jovens tenham oportunidades educativas integradas e de qualidade”, declara. Dados de 2024 apontam que 26,7 mil estudantes da educação infantil estão matriculados em período integral da rede pública de ensino do Distrito Federal | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Os dados mostram a presença da modalidade em diferentes etapas de ensino. Em 2019, do total de matrículas em tempo integral, cerca de 21 mil estavam na educação infantil, 22,6 mil no ensino fundamental e 1,7 mil no ensino médio. Havia ainda 888 matrículas na educação profissional, 107 na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 239 na educação especial. Em 2024, a ampliação foi registrada principalmente na educação infantil, que passou a contar com 26,7 mil estudantes. O ensino fundamental registrou 20,7 mil matrículas, e o ensino médio chegou a 2,2 mil. Também houve crescimento na educação profissional, que passou para 1.395 matrículas. Já em 2025, foram investidos mais de R$ 15,5 milhões em ações de manutenção das unidades atendidas pelo Programa Escola em Tempo Integral (Peti) e pelo Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (Emti), além de cerca de R$ 7 milhões aplicados na aquisição de equipamentos tecnológicos. Os investimentos fazem parte do Peti, instituído pela Lei nº 14.640/2023, que prevê assistência técnica e financeira da União para a criação e ampliação de matrículas nessa modalidade. Na educação integral, os alunos recebem cinco refeições diárias: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar Impacto real Na prática, a política se reflete no cotidiano dos alunos, como na Escola Classe Santa Helena, localizada em Sobradinho, onde todas as turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental funcionam em jornada ampliada. A unidade atende 132 estudantes, que permanecem na escola das 7h30 às 17h30, com dez horas diárias de atividades pedagógicas e formativas. Além das disciplinas do currículo regular, os estudantes participam de projetos voltados para matemática, língua portuguesa, cidadania, tecnologia, meio ambiente, ciência e saúde. Também fazem parte da rotina atividades culturais, esportivas, artísticas e práticas de desenvolvimento motor. Os alunos contam, ainda, com acompanhamento alimentar ao longo do dia, com cinco refeições: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar — o que garante segurança alimentar e apoio às famílias em situação de vulnerabilidade social. [LEIA_TAMBEM]O modelo influencia positivamente na rotina de famílias como a da dona de casa Sandra Batista dos Santos, 42 anos, mãe solo de três filhos. Entre eles está a filha de 7 anos, Jennifer Vitória, que estuda na Escola Classe Santa Helena. Para a mãe, a escola oferece segurança e um apoio fundamental no cuidado com a menina, que tem cardiopatia. “Eu me sinto totalmente segura. Desde o primeiro dia, fui bem acolhida pela equipe da escola, procuraram conhecer nossas necessidades, me sinto muito amparada. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada. A rotina da escola ajudou muito no meu dia a dia e no dela em casa. Mesmo no fim de semana, ela mantém os hábitos saudáveis que aprendeu na escola. Saber que é um serviço público com essa qualidade é maravilhoso”. A pequena Jennifer confirma: “Eu gosto de tudo, acho a escola excelente, os cuidados são ótimos e as professoras ensinam muito bem. Antes eu não sabia ler nem escrever, mas agora já estou sabendo”, comemora. Sandra Batista dos Santos, dona de casa: "Eu me sinto totalmente segura. Desde o primeiro dia fui bem acolhida pela equipe da escola, procuraram conhecer nossas necessidades, me sinto muito amparada. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada" Desenvolvimento pedagógico Segundo a diretora da unidade, Isabel Cristina dos Reis de Souza, a educação integral tem impacto direto no desenvolvimento pedagógico e social de comunidades em situação de extrema vulnerabilidade econômica, como crianças de assentamentos e acampamentos. “A educação integral é um diferencial para essas famílias. As crianças ficam dez horas na escola, fazem cinco refeições e recebem uma educação de qualidade. Conseguimos criar vínculos muito fortes com os estudantes e com as famílias. Nossa escola teve um dos melhores Índices de Desenvolvimento da Educação (Ideb) de Sobradinho, e isso mostra como a educação integral contribui para o desenvolvimento das crianças”, afirma. A Escola Classe Santa Helena, como muitas unidades integrais no DF, também desenvolve atividades esportivas por meio de projetos como ciclismo e basquete, que trabalham coordenação motora, integração entre os estudantes e valores de convivência. O professor de basquete do Centro de Iniciação Desportiva (CID), Demetrius Lopes, ressalta que a atividade física ministrada na unidade complementa esse trabalho ao incentivar a convivência e o espírito coletivo entre os estudantes. “É um esporte de equipe, então busca trabalhar também a socialização dos meninos, os conceitos básicos de movimentação, lateralidade, capacidade física e, principalmente, essa parte de integração entre eles”, observa. Demetrius Lopes, professor de basquete: "É um esporte de equipe, então busca trabalhar também a socialização dos meninos, os conceitos básicos de movimentação, lateralidade, capacidade física e, principalmente, essa parte de integração entre eles" Já o professor de ciclismo do CID, Alex Acosta, destaca o potencial inclusivo da modalidade: “Todo esporte tem o seu momento competitivo, e às vezes os menos habilidosos eram os mais empolgados. Então cada modalidade pode agregar mais”. Para o psicólogo e vice-diretor da escola, Thiago Lacerda Guimarães, a permanência ampliada permite diversificar as experiências educacionais, fortalecer o convívio entre os estudantes e ampliar as oportunidades de desenvolvimento. “Atendemos uma comunidade bastante diversa: temos crianças de alto padrão e crianças com grande dificuldade social, moradores de acampamentos e áreas rurais. Aqui, essas realidades convivem juntas, então a escola atende todos os públicos para oferecer a melhor qualidade de ensino na rede pública, durante as dez horas por dia que as crianças ficam conosco — um tempo que amplia as vivências e as oportunidades de aprendizagem”, reforça.
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Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta, no DF, quase R$ 184 milhões
O Governo do Distrito Federal (GDF) movimentou R$ 183,9 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar entre 2019 e 2025. Ao todo, quase 10 mil produtores participaram das aquisições, que abastecem principalmente a rede pública de ensino e ações de segurança alimentar. A política é executada por diversos programas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), responsável pela maior parte dos recursos. Somente pelo Pnae, foram R$ 125 milhões investidos no período, com crescimento contínuo a partir de 2022. O volume é reforçado por aportes locais, que chegam a superar em até sete vezes os repasses federais em alguns anos. O aumento da demanda tem ampliado a participação de produtores e incentivado a diversificação da produção. Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões. Em 2024, a lógica se repetiu: R$ 62,7 milhões vieram do governo federal, frente a R$ 112,4 milhões de recursos distritais. Na prática, isso evidencia a prioridade orçamentária dada à alimentação escolar e amplia significativamente a capacidade de compra de alimentos da agricultura familiar. Outras iniciativas também contribuem para o fortalecimento do setor. O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) movimentou R$ 44 milhões e adquiriu mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos, com a participação de mais de 3,3 mil agricultores. Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA) somou R$ 14,8 milhões e envolveu 2,2 mil produtores, com destaque para os produtos orgânicos, que representaram cerca de 39,4% do valor total. Além de hortifrútis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília No caso do Papa-DF e do Pnae, a comercialização ocorre principalmente por meio de associações e cooperativas, o que fortalece a organização coletiva e amplia a capacidade de atendimento às demandas públicas. Já no PAA/TA, as compras são feitas diretamente com os produtores, permitindo maior inclusão de agricultores que ainda não estão vinculados a organizações formais. As aquisições são articuladas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com participação direta de órgãos como a Secretaria de Educação, responsável pela alimentação escolar, e a Secretaria de Desenvolvimento Social, que direciona os alimentos para programas de segurança alimentar e assistência social. Outros equipamentos públicos também podem ser atendidos, como o Zoológico de Brasília. O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, afirmou que os programas de compras governamentais são estratégicos para dar estabilidade à agricultura familiar no DF. Segundo ele, a política reduz os impactos das oscilações de mercado, garante previsibilidade de renda e permite planejamento da produção, além de viabilizar investimentos e ampliar a competitividade dos produtores quando parte da produção é destinada aos mercados tradicionais, seja atacadista ou varejista. “Os programas de compra governamental são fundamentais e têm impulsionado a agropecuária no Distrito Federal, em especial a familiar. Por um lado, há o ganho do produtor familiar, por outro, há um alimento de qualidade produzido no DF e fornecido às comunidades locais”, declarou o chefe da pasta. Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Além de hortifrutis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado. A inclusão desses produtos amplia as cadeias produtivas atendidas e gera novas oportunidades de renda no campo. A previsão é de ampliação desse mercado, com aquisição mensal de filé de tilápia a partir de 2026. A mudança na prática Na Comunidade da Lagoinha, localizada no Núcleo Rural Rio Preto, em Planaltina, o produtor Ivan Engler, 49, acompanhou de perto essa transformação. Há mais de quatro décadas na atividade rural, ele fornece alimentos para a merenda escolar desde 2012 e hoje entrega cerca de 10 toneladas de hortifrútis, como cenoura, beterraba, mandioca, banana e tangerina. Bases alimentares como flocão, feijão e milho também saem da pequena propriedade para as salas de aula. Segundo o produtor, o acesso aos programas públicos trouxe estabilidade financeira e reduziu a dependência de intermediários. Ele também destaca o apoio técnico e estrutural recebido, que permitiu ampliar a produção e diversificar as atividades na propriedade, incluindo a criação de peixes. “O Pnae mudou nossa realidade. O mais importante é a segurança, saber que tenho uma venda garantida toda semana, com preço justo, e que faz com que cerca de 50% da minha renda já esteja assegurada. Antes, a gente dependia de intermediários comerciais e não tinha controle sobre o valor da produção. Hoje, conseguimos planejar, investir e crescer”, afirma. Além disso, o produtor ressalta a qualidade dos produtos colhidos e entregues frescos nas escolas. “A gente capricha porque sabe que são os nossos filhos que estão consumindo. Esse programa também ajudou a organizar os produtores, fortalecer cooperativas e mostrar que a agricultura familiar tem capacidade de atender grandes demandas com qualidade e profissionalismo”, observa. As mudanças no perfil das compras públicas também impactaram a organização do setor. O aumento da demanda incentivou a criação e fortalecimento de cooperativas, ampliando a capacidade dos produtores de atender contratos e acessar novos mercados. Com alimentos colhidos e distribuídos em curto intervalo de tempo, a produção local garante maior frescor e qualidade aos produtos entregues nas escolas, devido à proximidade entre campo e consumo. Esse modelo também reduz perdas logísticas, estimula a produção regional e mantém a renda circulando dentro do próprio Distrito Federal, fortalecendo a economia rural.
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