Lacen-DF é pioneiro do Centro-Oeste em implantação de biossegurança nível 3
Por trás dos diagnósticos que orientam tratamentos e ajudam a controlar doenças de grande impacto no Distrito Federal, existe uma estrutura altamente especializada que opera sob rigorosos protocolos. É o caso do Laboratório de Alta Contenção Biológica de Nível de Biossegurança 3 (NB3), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), pioneiro na implantação desse tipo de estrutura no Centro-Oeste. O laboratório conta com rígidos protocolos de segurança, como acesso restrito e uso obrigatório de equipamentos de proteção individual | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde “Os patógenos manipulados nesse ambiente exigem cuidados rigorosos. Por isso, o laboratório conta com processos de biossegurança e descontaminação, evitando que esses agentes sejam liberados e ofereçam qualquer risco à população ou ao meio ambiente” Solange Fagundes, diretora do Lacen-DF O espaço foi projetado para abrigar um trabalho seguro com agentes biológicos transmitidos pelo ar e que exigem medidas especiais de contenção. Atualmente, o laboratório NB3 é utilizado para o diagnóstico da tuberculose, tornando-se referência no estudo de uma das doenças infecciosas mais relevantes à saúde pública. “Os patógenos manipulados nesse ambiente exigem cuidados rigorosos. Por isso, o laboratório conta com processos de biossegurança e descontaminação, evitando que esses agentes sejam liberados e ofereçam qualquer risco à população ou ao meio ambiente”, explica a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes. Ambiente controlado O nível de biossegurança 3 é uma classificação destinada a laboratórios que manipulam agentes patogênicos transmitidos pelo ar, como a bactéria causadora da tuberculose. Dentre os protocolos exigidos no local estão o acesso restrito e o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs). Essa estrutura é fundamental e garante proteção em três frentes: segurança dos profissionais que realizam as análises diariamente; oferta de diagnósticos precisos aos pacientes; e proteção do meio ambiente, impedindo que qualquer cepa manipulada seja liberada e contribua para a manutenção da cadeia de transmissão da doença. “Para assegurar esse controle, o laboratório utiliza um sistema que impede a saída de ar da área de contenção sem o tratamento adequado”, detalha Solange Fagundes. Atualmente, a estrutura conta com cinco servidores especializados, sendo três analistas farmacêuticos e dois técnicos de laboratório. Referência para a região Equipe do GSI e representantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde em visita técnica ao Lacen-DF "Também realizamos testes de sensibilidade que identificam se a bactéria é resistente ou sensível a medicamentos de primeira e segunda linha, informação fundamental para direcionar o tratamento dos pacientes” Glaura Caldo, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF Além do Distrito Federal, o laboratório NB3 do Lacen-DF recebe amostras de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão, consolidando-se como referência para a região. “Em média, processamos entre 400 e 500 amostras por mês. Também realizamos testes de sensibilidade que identificam se a bactéria é resistente ou sensível a medicamentos de primeira e segunda linha, informação fundamental para direcionar o tratamento dos pacientes”, ressalta a chefe do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF, Glaura Caldo. Visita técnica Com o objetivo de fortalecer ações voltadas à biossegurança e à bioproteção em locais estratégicos no país, o Laboratório NB3 recebeu, nesta semana, a visita técnica de uma equipe multidisciplinar do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e representantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), do Ministério da Saúde. [LEIA_TAMBEM]A programação incluiu apresentações institucionais, exposição das atividades desenvolvidas na unidade e visita às instalações. Para o tenente-coronel e assessor militar do GSI, André Bifano, o laboratório NB3 desempenha um papel-chave na saúde pública. “A estrutura de biossegurança permite o trabalho seguro com patógenos de alto risco, garantindo que estudos, diagnósticos e pesquisas sejam feitos dentro das normas nacionais e internacionais. Isso garante à população serviços de qualidade e maior proteção”, afirma Bifano. *Com informações da SES-DF
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Capacitação orienta residentes de saúde em estratégias de busca e uso de bases científicas
Residentes dos programas de Enfermagem Obstétrica e do Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Escola de Saúde Pública (ESP/DF) participaram, nesta quarta (13), de um treinamento promovido pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB). A iniciativa, só este ano, já capacitou 220 estudantes e profissionais da área de saúde. Maurício Marques, coordenador da biblioteca central da Fepecs, alertou: “Pesquisar em fontes de credibilidade é fundamental” | Foto: Divulgação/Fepecs Durante o treinamento, os participantes receberam orientações sobre métodos de pesquisa, seleção de informações confiáveis e utilização de plataformas científicas. “A intenção é tornar esses profissionais mais capacitados diante dos avanços tecnológicos e das transformações na área da saúde, para que isso reflita, lá na ponta, quando estiverem atendendo pacientes em uma unidade de saúde”, afirmou o coordenador da biblioteca central da Fepecs, Maurício Mendes Marques. A aula também teve apresentação de diretrizes sobre a utilização da inteligência artificial na pesquisa científica. “Pesquisar em fontes de credibilidade é fundamental”, pontuou Maurício. “Existe o hábito de fazer pesquisas no Google, e, muitas vezes, o usuário se depara com sites falsos ou suspeitos. Além disso, hoje temos as inteligências artificiais como novas ferramentas de apoio.” A capacitação integra uma série de treinamentos promovidos pela Fepecs com foco na qualificação profissional e no incentivo ao uso de fontes científicas confiáveis. A proposta é fortalecer a formação e ampliar o acesso a ferramentas que contribuam para uma atuação mais técnica e atualizada na saúde pública. *Com informações da Fepecs
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Pacientes da rede pública recebem cadeiras de rodas e de banho
Neste mês, a Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio do Núcleo de Produção de Órteses e Próteses (Nupop), entregou 179 cadeiras de banho e de rodas do modelo paraplégico adulto a pacientes cadastrados em lista de espera. Outras entregas ainda vão ocorrer ao longo deste primeiro semestre, totalizando 1.582 cadeiras de rodas e 2.252 cadeiras de banho. O aposentado Cícero Gorgônia comemorou a aquisição: “Estou muito feliz em ter sido chamado. Agora eu vou poder ajudar a limpar a casa, dar uma força à esposa” | Foto: Yuri Freitas/Agência Brasília “Uma cadeira de rodas permite muito mais do que apenas se locomover; ela é um recurso essencial para autonomia, inclusão e qualidade de vida do usuário” Aloma Mendes, chefe do Núcleo de Produção de Órteses e Próteses Também conhecidos como oficinas ortopédicas, o Nupop e o Núcleo de Atendimento Ambulatorial de Órteses e Próteses e Materiais Especiais (Naopme) disponibilizam ainda outros dispositivos de locomoção, como palmilhas e calçados especiais, coletes, bengalas, andadores, cadeiras de rodas motorizadas, próteses de perna e de braço, além de aparelhos respiratórios de pressão contínua em vias aéreas (Cpap) ou de dois níveis de pressão de ar (Bipap). Para solicitar o material, o usuário de saúde precisa comparecer à sede do Naopme, na Estação 114 Sul do Metrô. Para se cadastrar na lista de espera, o cidadão precisa apresentar RG, CPF, cartão nacional do SUS e comprovante de residência atualizados, além de laudo médico ou solicitação de profissional da área da saúde. Não é cobrada qualquer taxa. “Uma cadeira de rodas permite muito mais do que apenas se locomover; ela é um recurso essencial para autonomia, inclusão e qualidade de vida do usuário”, ressalta a fisioterapeuta Aloma Mendes, chefe do Nupop. Retomada da independência [LEIA_TAMBEM]Um dos pacientes que receberam o material foi o aposentado Cícero Pereira Gorgônia, 57 anos. Ele conta que, após precisar amputar a perna direita, há seis anos, sua vida mudou completamente: “Fui caminhoneiro durante 35 anos. Daí veio o diabetes e foram aparecendo as sequelas. Começou com um ferimento no pé, que fui deixando. Eu devia ter dado uma parada, ido a um médico, mas tinha aquela teimosia em não ir”. Com mobilidade limitada, o aposentado se emociona ao falar da mudança que a nova cadeira representa em sua vida: “Eu tinha uma cadeira emprestada, mas era muito antiguinha. Essa aqui não, ela é ‘maneirinha’, estou muito feliz em ter sido chamado. Agora eu vou poder ajudar a limpar a casa, dar uma força à esposa – ela é a única que trabalha em casa”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Projeto Hackacity Impulsiona Saúde será lançado nesta quarta (11)
Em parceria com o Instituto Multiplicidades, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) lança nesta quarta-feira (11), na Escola Técnica do Guará, o projeto Hackacity Impulsiona Saúde. O objetivo é aproximar estudantes e profissionais dos setores de tecnologia e saúde e de inovação dos desafios reais da saúde pública. O evento começa às 9h e terá uma palestra com o tema “Tecnologia na saúde: a combinação entre atendimento humanizado e recursos digitais”, abordando desafios e possibilidades da integração entre inovação tecnológica e cuidado centrado nas pessoas. Recursos digitais de alta tecnologia permitirão o aprendizado do tema proposto | Foto: Divulgação/Secti-DF Em meio a experiências práticas e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas às demandas atuais, o projeto contará com um hackathon — evento colaborativo que reúne programadores, designers e especialistas para desenvolver soluções tecnológicas inovadoras — que prioriza os estudantes da rede de educação profissional técnica do DF, com incubação aberta para interessados em empreender na área da saúde, bootcamp (treinamento intensivo para capacitar profissionais da tecnologia) com hospitais parceiros e oportunidades para startups implantarem soluções desenvolvidas na Incubadora Multiplicidades, durante a execução do projeto. [LEIA_TAMBEM]“É uma excelente oportunidade de aprendizado que une qualificação profissional e tecnologia, sempre aliadas às necessidades reais da saúde pública”, enfatiza o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “É um contexto de transformação digital que integra setores por meio de inovação e prática.” As inscrições podem ser feitas de até o dia 22 deste mês, pelo site oficial do programa. As incubações começam nos dias 27 e 28, para etapa de ideação, e se estendem até setembro. As facilitações e mentorias serão híbridas, com encontros online e presenciais. Projeto Hackacity Impulsiona Saúde → Lançamento: quarta-feira (11) → Horário: 9h → Local: Escola Técnica do Guará (EQ 17/19, Lote A, Guará II) → Inscrições neste site. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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UPAs do DF entram em 2026 com expansão, modernização e alta capacidade assistencial
O ano de 2026 começa com a expectativa de ampliação e fortalecimento da rede de urgência do Distrito Federal. Administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), as unidades de pronto atendimento (UPAs) seguem em expansão, com sete novas em construção, modernização estrutural contínua e consolidação de tecnologias que agilizam o atendimento e elevam a segurança assistencial. [LEIA_TAMBEM]O desafio para este ano é manter o ritmo de entregas e consolidar os avanços estruturais e assistenciais nas unidades. O foco é ampliar o acesso, reduzir deslocamentos e garantir acolhimento resolutivo à população. O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destaca que os investimentos não se limitam à infraestrutura. “Também estamos fortalecendo as equipes com profissionais qualificados e treinamento contínuo. A assistência em urgência exige mão de obra altamente especializada, e esse é um compromisso que vamos aprofundar em 2026. A população pode esperar um serviço cada vez mais preparado, humano e resolutivo”, afirma. Protagonismo mantido Mesmo em um cenário distinto de 2024, marcado pela epidemia de dengue, as UPAs mantiveram alto volume assistencial em 2025 e seguiram como principais portas de entrada do SUS-DF na urgência e emergência. Entre janeiro e dezembro, foram registrados 1.686.822 atendimentos, número expressivo e que reforça o papel estratégico dessas unidades no equilíbrio da rede pública de saúde. Atendimento nas UPAs do Distrito Federal desempenha um papel estratégico na rede pública de saúde | Fotos: Divulgação/IgesDF As cinco UPAs com maior volume de atendimentos foram: → Ceilândia I — 201.528; → São Sebastião — 178.983; → Samambaia — 161.729; → Sobradinho — 159.326; → Ceilândia II — 152.364. Juntas, elas responderam por 50,62% do fluxo assistencial do ano. Segundo o superintendente de Atenção Pré-Hospitalar do IgesDF, Francivaldo Soares, a presença de especialidades estratégicas contribui para esse resultado. “As UPAs de Ceilândia, São Sebastião e Sobradinho contam com atendimento em Pediatria, altamente demandado, especialmente em períodos de maior circulação viral”, explica. Outras unidades também apresentaram alta procura, como as de Recanto das Emas (148.934), Vicente Pires (130.049), Gama (96.965), Riacho Fundo II (96.332), Paranoá (93.965), Núcleo Bandeirante (92.901), Brazlândia (89.965) e Planaltina (83.781). “Os dados mostram a alta capacidade de resposta das UPAs e o impacto direto dessas unidades na organização da rede. Ao absorverem casos de menor e média complexidade, elas desafogam os hospitais e garantem acolhimento ágil e regionalizado”, reforça Francivaldo. Teleconsulta teve resultados importantes em 2025, com 12,9 mil atendimentos, e agilizou casos de menor gravidade Modernização e novas entregas marcam o ano O avanço na qualidade do atendimento pré-hospitalar também foi impulsionado por um pacote de investimentos em tecnologia, infraestrutura e humanização. A teleconsulta, por exemplo, se consolidou nas UPAs do Gama, Vicente Pires, Ceilândia, Samambaia e São Sebastião, registrando mais de 12,9 mil atendimentos em 2025, principalmente em casos de menor gravidade, com diagnósticos e orientações rápidas. “A assistência em urgência exige mão de obra altamente especializada, e esse é um compromisso que vamos aprofundar em 2026. A população pode esperar um serviço cada vez mais preparado, humano e resolutivo” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF As UPAs de Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho receberam obras de renovação e adequação, com investimento superior a R$ 1,9 milhão. Segundo o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel Vieira, a prioridade é assegurar estabilidade operacional nas unidades já existentes. “Nosso objetivo é ampliar, com qualidade, o acesso da população aos serviços de saúde, garantindo que cada UPA tenha estrutura e equipe adequadas para atender com segurança e eficiência”, reforça. Também estão em construção sete novas UPAs de porte 3, cada uma com 65 leitos, pediatria, salas de estabilização, laboratório e imagem. As novas unidades serão entregues no Sol Nascente/Pôr do Sol, Taguatinga Sul, Estrutural, Água Quente, Arapoanga, Guará e Águas Claras. “Cada entrega amplia a dignidade no atendimento e reforça o compromisso com o cuidado integral à população do Distrito Federal”, destaca Cleber Monteiro. * Com informações do IgesDF
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Hospital de Santa Maria encerra 2025 com ampliação na assistência materno-infantil
Segurança, humanização e qualificação da assistência marcaram a atenção materno-infantil do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) em 2025. Administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a unidade implementou ações estruturantes que ampliaram a eficiência assistencial, reforçaram a segurança das pacientes e consolidaram a humanização como eixo central do cuidado às gestantes e puérperas. 26.203 atendimentos de urgência foram prestados em 2025, número maior do que os 22.500 registrados em 2024 Entre os principais resultados alcançados, destaca-se a redução de 41% no tempo médio entre a retirada da senha e o atendimento médico no Centro Obstétrico (CO). A melhoria impactou diretamente a experiência das usuárias e garantiu maior agilidade no cuidado, especialmente em situações de risco, refletindo a efetividade das mudanças implantadas ao longo do ano. Em 2025, o HRSM ultrapassou os números de 2024, com 26.203 atendimentos de urgência e emergência obstétrica, frente a 22.500 no ano anterior, mantendo o tempo de espera controlado, sem prejuízo à qualidade da assistência. Hospital de Santa Maria registrou equilíbrio entre os partos normais e cesarianas | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Os avanços também se refletem no volume e no perfil dos partos realizados na unidade. Em 2024, o hospital contabilizou 1.969 cesarianas e 1.878 partos normais. Já em 2025, até o mês de novembro, foram registrados 1.697 cesarianas e 1.721 partos normais, demonstrando equilíbrio entre as vias de parto e o fortalecimento de práticas assistenciais alinhadas às recomendações de segurança e humanização. Para a gerente da maternidade, Ivonete Rodrigues, os resultados são fruto de planejamento e do trabalho integrado entre as equipes. “Cada melhoria implementada foi pensada a partir da realidade do serviço e das necessidades das pacientes. Nosso objetivo é garantir um atendimento seguro, ágil e humanizado, desde a chegada à unidade até o pós-parto”, destaca. Investimento em novos equipamentos foi aliado à valorização dos servidores em 2025 Agilidade e segurança do cuidado Outro avanço relevante foi a implementação de um novo fluxo assistencial voltado aos casos de maior gravidade. Com a mudança, após a primeira consulta médica, as pacientes passam a receber as demais doses de medicação diretamente, sem necessidade de aguardar novo atendimento médico, retornando apenas em caso de intercorrências ou ao final do tratamento. A medida trouxe mais rapidez às condutas e contribuiu para a segurança clínica. Também foi desenvolvida uma estratégia específica para o manejo de intercorrências durante consultas ambulatoriais, otimizando o fluxo do pronto atendimento obstétrico e reduzindo gargalos no serviço. Fortalecimento das equipes A reorganização das equipes foi um dos pilares das melhorias registradas em 2025. O reforço dos profissionais de ginecologia e obstetrícia possibilitou melhor distribuição no setor, impactando positivamente a realização de procedimentos, as visitas médicas em tempo oportuno e a redução do tempo de espera no atendimento de porta. [LEIA_TAMBEM]Somente no primeiro semestre de 2025, foram contratados 19 ginecologistas obstetras, totalizando 74 profissionais. “A equipe de enfermagem também foi ampliada, sendo que 80% dos enfermeiros são especialistas em ginecologia e obstetrícia, enquanto os demais possuem especialização em neonatologia e formação como generalistas ou emergencistas”, explica Pollyane Nobre, chefe de Núcleo de Enfermagem do Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico e Central de Material Esterilizado. A assistência às gestantes e puérperas foi garantida por uma equipe multiprofissional integrada, composta por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos e assistentes sociais, entre outros especialistas. O HRSM também se consolidou como referência ao ser o único hospital do Distrito Federal, das redes pública e privada, a disponibilizar fisioterapeutas especialistas em saúde da mulher 24 horas por dia, acompanhando as pacientes desde o pré-natal de alto risco até o pós-parto. Unidade é referência em atendimento humanizado e reduziu a fila de espera em 41% no Centro Obstétrico Humanização O cuidado humanizado ganhou ainda mais protagonismo com a atuação dos enfermeiros navegadores, que acompanharam e orientaram as pacientes durante toda a internação, promovendo acolhimento, informação qualificada e integração entre os diferentes pontos da linha de cuidado materno-infantil. Houve também iniciativas voltadas ao acolhimento das famílias e acompanhantes, com abordagens psicossociais e realização de reuniões familiares sempre que necessário. Outro marco de 2025 foi a inauguração do Espaço Terapêutico, em setembro, dentro do Centro Obstétrico. Implantado pelo IgesDF, o novo ambiente substituiu áreas improvisadas e passou a oferecer às gestantes e familiares um espaço calmo, arejado e acolhedor, contribuindo para o bem-estar emocional durante a internação. Espaço Terapêutico foi inaugurado em setembro e passou a oferecer um ambiente acolhedor para os pacientes O hospital também implantou o Net Promoter Score (NPS), ferramenta que subsidia estratégias contínuas de melhoria, além de avançar na implementação das práticas da Iniciativa Hospital Amigo da Mulher e da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (Ihac), baseadas em evidências científicas e no respeito aos direitos humanos, como a presença de acompanhante de livre escolha, liberdade de movimento, métodos não farmacológicos de alívio da dor e a redução de intervenções desnecessárias. Por fim, o HRSM encerra 2025 com avanços nos protocolos assistenciais, entre eles a fase final de publicação do Protocolo de Parto e Nascimento Seguro, além da revisão de outras diretrizes clínicas adotadas na unidade, reafirmando o compromisso com uma assistência segura, qualificada e centrada na mulher. * Com informações do IgesDF
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Congresso debate uso de inteligência artificial e inovações na saúde pública
A programação dedicada à inovação, ciência, tecnologia e políticas públicas em saúde seguiu, na última quarta-feira (19), no V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep 2025), organizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Os debates abordaram como novas tecnologias, pesquisas e ferramentas digitais podem fortalecer o atendimento e modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo do dia, temas como o uso de inteligência artificial na saúde, inovações para o diagnóstico precoce de câncer, terapias genéticas, avanços em cardiologia e desafios regulatórios e jurídicos ganharam destaque. A estudante de Nutrição Edna Albuquerque acompanhou a programação e elogiou os conteúdos apresentados. “Os temas estão sempre interligados e se conectando. Essas palestras estão abrindo mais a minha mente e me deixando mais segura”, afirmou. Último dia do Ciep 2025 abordou temas como temas uso de inteligência artificial na saúde, inovações para o diagnóstico precoce de câncer, terapias genéticas, avanços em cardiologia e desafios regulatórios e jurídicos | Fotos: Divulgação/IgesDF Pesquisas oncológicas e inteligência artificial A abertura dos trabalhos no último dia do congresso foi conduzida pelo oncologista Gustavo Ribas, gestor da Secretaria de Saúde (SES-DF), que apresentou atualizações recentes sobre as pesquisas relacionadas ao câncer de pulmão. Em seguida, a diretora-geral do Complexo Regulador em Saúde do DF, Mônica Iassanã, destacou a relevância e os desafios da regulação em saúde. Um dos temas centrais do dia foi o uso de inteligência artificial (IA) para aprimorar processos assistenciais. O pesquisador líder do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Brasília (UnB), Nilton Correia da Silva, reforçou que a tecnologia pode aperfeiçoar fluxos e reduzir burocracias no ambiente hospitalar. Com o tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde”, o Congresso do IgesDF teve início na segunda-feira (17) e reuniu autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes “O tempo que um profissional perde atrás de uma mesa, lidando com burocracia, é o tempo que ele poderia usar para se dedicar aos pacientes. A IA pode ajudar a organizar o cotidiano, para que haja mais tempo para os profissionais de saúde cuidarem melhor dos pacientes”, destacou. O pesquisador também ressaltou que a integração de sistemas é um dos principais potenciais da tecnologia: “A saúde, muitas vezes, precisa interagir com vários sistemas diferentes. Por meio da tecnologia, podemos criar formas para que essas plataformas conversem entre si, organizando e alimentando dados de maneira mais eficiente”. Embora reconheça o potencial da IA, o pesquisador reforçou que ela não substitui o trabalho humano. “Sempre vai haver a necessidade da verificação humana. Não podemos depender cegamente da tecnologia”, completou. Tecnologias que impulsionam a saúde Em sua palestra “Da Inovação à Prática: A Incorporação da Robótica e de Novas Tecnologias no SUS”, o cirurgião torácico Daniel Sammartino destacou como o avanço tecnológico ampliou a precisão e a eficiência do diagnóstico oncológico. O médico explicou que novas ferramentas permitiram melhorar a detecção e o avanço, o estágio do câncer no momento do diagnóstico. De acordo com o especialista, a taxa de sobrevivência de pacientes diagnosticados tardiamente com câncer de pulmão é de cerca de 20% após cinco anos — um avanço em relação aos 15% registrados anteriormente. O aumento é atribuído principalmente à detecção precoce viabilizada por exames mais modernos. [LEIA_TAMBEM]Terapias genéticas e avanços em cardiologia Outro destaque do último dia do Ciep 2025 foi o bate-papo sobre terapias gênicas, que reuniu Ana Karine Bittencourt, diretora-presidente do Instituto Deaf1; Ricardo Titze, coordenador do laboratório de tecnologia para terapia gênica da UnB; Raphael Bonadio, pesquisador da UnB; e a empresária Naiara Freire. Os especialistas discutiram o potencial de tratamentos baseados em genética para doenças raras e para o transtorno do espectro autista. A cardiologia também teve espaço relevante na programação. O cardiologista Diandro Marinho Mota abordou a importância da espiritualidade no cuidado cardiovascular, enquanto Gabriel Kanhouche, chefe da Hemodinâmica do Hospital de Base do DF, apresentou a evolução das cirurgias transcateter. Em seguida, Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia do HBDF, destacou os resultados de projetos que fortaleceram a comunicação entre equipes médicas. Já o cardiologista Marcelo Ulhoa, coordenador do Programa de Transplante Cardíaco do Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF), trouxe um panorama sobre os desafios do transplante de coração no país. Palestras focaram novas tecnologias, pesquisas e ferramentas digitais que podem fortalecer o atendimento e modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS) Judicialização da saúde e encerramento A programação seguiu com um debate sobre judicialização na saúde, mediado pelo diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Lira, com participação da cardiologista Edna Maria, da promotora de Justiça Hiza Maria e de Túlio Cunha, da Superintendência Jurídica do IgesDF. Os participantes discutiram as repercussões legais e assistenciais das decisões judiciais na rotina dos serviços. Para encerrar, o doutor em Biofísica Diego Nolasco apresentou a palestra “Pense como um Cientista”, ressaltando a importância da curiosidade, da pesquisa e da análise crítica no desenvolvimento de soluções inovadoras para a saúde. Conectando saberes Com o tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde”, o Congresso do IgesDF teve início na segunda-feira (17) e reuniu autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes. Esta edição alcançou seu maior público: mais de 1.800 inscritos, consolidando o CIEP como uma das principais referências em inovação em saúde no Distrito Federal. O Ciep 2025 foi organizado pela Agência Sisters e contou com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), patrocínio da Financeira BRB e parceria das empresas AstraZeneca, Noxtec, Brakko, Concimed, Alabia, B2IF e Infinity Medical. O evento também recebeu apoio institucional da Caesb, Hospcom, Instituto Deaf1 e Samu. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria apresenta estudos no V Congresso Brasileiro de Saúde Pública
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), tem apresentado estudos inovadores no V Congresso Brasileiro de Saúde Pública (Conbrasp), em curso no formato virtual até esta quinta-feira (6). O evento é um dos principais fóruns de debate sobre os desafios e avanços da saúde pública no país, reunindo pesquisadores, gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Equipe do HRSM apresentou um trabalho que tem como foco a segurança das gestantes | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Apresentado pela equipe multiprofissional do HRSM, o estudo “Implantação de uma linha de cuidados em fisioterapia obstétrica em hospital público de referência no Distrito Federal: relato de experiência” reflete o compromisso da instituição com uma assistência cada vez mais humanizada e segura às gestantes. Trabalho coletivo “Trabalhamos para oferecer conforto e humanização às gestantes, respeitando o corpo e o protagonismo da mulher em todas as fases, do pré-parto ao pós-parto” Giovanna Cassaro, fisioterapeuta e coautora do estudo apresentado A fisioterapeuta Giovanna Cassaro, coautora do estudo, lembra que o reconhecimento no congresso é resultado do empenho coletivo da equipe: “Esse estudo representa a valorização de todo o esforço e dedicação de cada fisioterapeuta que atua no centro obstétrico, na maternidade e no ambulatório. Trabalhamos para oferecer conforto e humanização às gestantes, respeitando o corpo e o protagonismo da mulher em todas as fases, do pré-parto ao pós-parto”. Segundo Giovanna, quando o corpo da mulher e sua fisiologia são respeitados, os resultados são melhores. “Há menos necessidade de intervenções, redução de lacerações e maior autonomia da parturiente”, aponta. “É gratificante ver esse empoderamento acontecer no nosso dia a dia”. Dor crônica Outros trabalhos do HRSM também foram aprovados no congresso, entre eles, o estudo sobre linha de cuidados para pacientes com dores crônicas e a implantação do primeiro fluxo digital da assistência e faturamento nutricional do SUS. De acordo com a chefe do Serviço de Psicologia do HRSM, Paola Bello, o grupo tem caráter interdisciplinar, com atuação conjunta de enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, farmácia, serviço social e terapia ocupacional, garantindo uma abordagem integral e mais efetiva aos pacientes. “A dor crônica é uma condição que exige aprendizado e estratégias de enfrentamento”, enfatiza a gestora. “Criamos uma linha de cuidados voltados à psicoeducação, à promoção da autonomia e ao manejo da dor — inclusive com métodos não farmacológicos.” [LEIA_TAMBEM]A nutricionista Patrícia dos Santos, chefe do Serviço de Nutrição Dietética do IgesDF, explica que a iniciativa trouxe mais agilidade e rastreabilidade ao trabalho entre as áreas: “Com o novo sistema, todas as etapas da prescrição e do acompanhamento nutricional ficaram integradas e automáticas. Hoje conseguimos rastrear quem solicitou, quem prescreveu e em quanto tempo o atendimento foi realizado, garantindo mais eficiência e qualidade no cuidado ao paciente”. A gerente multiprofissional do HRSM, Luciana Gomes, lembra que a participação no congresso reforça a credibilidade do hospital e sua contribuição para o fortalecimento da saúde pública no Brasil. “Cada vez que levamos nossos projetos e boas práticas a congressos como o Conbrasp, ganhamos visibilidade e inspiramos outras instituições públicas e privadas”, enfatiza. Com uma programação diversificada, o encontro reúne palestras, minicursos e apresentações científicas que incentivam a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Para acompanhar o evento, acesse este link. *Com informações do IgesDF
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