Resultados da pesquisa

tabagismo

Thumbnail

DF tem 77 locais de atendimento para quem quer parar de fumar

Você trocaria algo caro e que faz mal por uma vida mais saudável e com mais tempo de qualidade ao lado de sua filha? Há oito meses, essa foi a decisão que a diarista Keila Maria de Abreu, de 40 anos, resolveu tomar. Com o apoio da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Taguatinga, encarou de frente o desafio de parar de fumar e hoje já colhe os benefícios da decisão. "Um dia de trabalho meu era só para pagar o cigarro. Depois que parei, consegui comprar um guarda-roupa. E toda semana saímos para comer alguma coisa gostosa", comemora. A alegria contagiou a família: "Confesso que minha mãe ficou bem nervosa ao parar com o cigarro, mas hoje está mais tranquila, mais do que quando fumava todos os dias", elogia a filha Ana Luiza de Abreu, de 15 anos. A adolescente também celebra o bem-estar familiar: "A casa não está mais com cheiro ruim. Eu também estou respirando melhor". A quase 50 quilômetros dali, na UBS 3 de São Sebastião, outra mulher tem a mesma motivação para parar de fumar. A publicitária Hélida Wonstein, 40, não quer servir de mau exemplo para os filhos. Por esse motivo, neste mês, passou a frequentar o grupo de tabagismo da unidade de saúde. "Já consegui tirar aqueles cigarros que eram habituais no dia a dia, como aqueles depois de tomar um café", conta. Ela ainda não marcou o "dia D" para afastar o vício totalmente, mas está otimista: "Eu já parei uma vez. Vou conseguir de novo", promete. O grupo contra o tabagismo da Secretaria de Saúde destacam-se pela abordagem multidisciplinar e o acolhimento a um público diverso | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Abordagem multidisciplinar Histórias semelhantes são ouvidas diariamente nos 77 grupos para tratamento contra tabagismo em unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Equipes multiprofissionais oferecem apoio necessário com diversas abordagens, que vão desde o uso de medicamentos a dinâmicas coletivas. "Temos tratamento de reposição de nicotina e de controle da ansiedade, além de outras questões, mas o resultado é alcançado por meio de frentes distintas, com informação e atenção em áreas como psicologia e serviço social. É integral", explica a farmacêutica Cristiane Falcão, da UBS 2 de Taguatinga.  "Fazemos dinâmicas como perguntar o que o cigarro significa para cada um: as pessoas definem como amigo, como companhia, como relaxante. Depois perguntamos o que o cigarro já tirou: dinheiro, saúde, tempo com filho. Também informamos muito sobre a composição desses produtos, e as pessoas se surpreendem", acrescenta a farmacêutica Fernanda França, da UBS 3 de São Sebastião. Outro método de sucesso na unidade é a "cápsula do tempo", no qual pacientes registram seus anseios antes do tratamento e, 30 dias depois, podem ter orgulho da própria mudança. Prazo O caminho que leva a uma vida longe do vício não é linear e o tempo não se apresenta de forma igual para todo mundo. Há quem decida largar o cigarro com apenas um encontro. Mas há, também, pacientes que tentam várias vezes antes de conseguir completamente. "Com um apoio estruturado, a taxa de sucesso, no geral, varia entre 15% e 85%. Nosso objetivo é atingir pelo menos 30%", explica o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo no DF, Saulo Viana. Antônio Eustáquio diz que nunca é tarde para parar de fumar; aos 69 anos, comemorou 12 meses longe do cigarro, depois de descobrir um enfisema pulmonar Desafio para todas as idades Os grupos de tabagismo caracterizam-se pela diversidade, com pessoas de classes sociais, profissões e faixas etárias distintas. Aos 69 anos, o aposentado Antônio Eustáquio Russo diz que sempre é hora de largar o vício. "Nunca é tarde para nada. Se a pessoa quer ter uma qualidade de vida melhor, precisa buscar uma UBS que presta esse serviço e participar", aconselha. Ao descobrir o início de um enfisema pulmonar, Antônio decidiu procurar a UBS 2 de Taguatinga. "Comecei a fumar aos 13 anos. Foram 55 anos de cigarro", conta. Ele disse ter dispensado apoio de fármacos durante o tratamento, preferindo a experiência de conversar com os profissionais e com outros pacientes. "A minha decisão de parar tem que ser definitiva", opina. É a trilha que o estudante Mateus Mota quer adotar. Aos 20 anos, ele diz que a futura carreira na área de educação física não condiz com o tabagismo: "Como eu posso melhorar a vida, a saúde e o físico de alguém se não faço isso por mim?", reflete.  O vício começou aos 17 anos, com a versão eletrônica, o vape. Em seguida, vieram os cigarros tradicionais. Mateus já participou do primeiro encontro, na UBS 3 de São Sebastião. A meta é parar de fumar e comemorar os 21 anos sem cigarro. "O grupo ajuda porque você abre um pouco sua percepção e começa a ver a sua doença, o seu vício. Hoje, sinto vergonha de fumar", relata.  *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

UBS 1 de São Sebastião oferece apoio para deixar de fumar

A Unidade Básica de Saúde 1 de São Sebastião implementou a segunda turma de prevenção e controle do tabagismo. Os encontros começaram na segunda (8) e seguem nos dias 10, 17 e 22 deste mês, a partir das 16h. No grupo, os participantes irão focar na cessação do uso da nicotina e na manutenção da abstinência, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). Com uma abordagem multiprofissional, a turma é acompanhada por médica, farmacêutica e fonoaudióloga. “A relevância do trabalho em grupo reside na combinação de dois fatores cruciais: o apoio social e a abordagem multiprofissional. O ambiente coletivo oferece um espaço de acolhimento e identificação, onde os participantes compartilham experiências, estratégias de enfrentamento e reforçam a motivação mútua", explica a fonoaudióloga da unidade, Marília Gabriela. Grupo antitabagismo da UBS 1 de São Sebastião segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), com foco na cessação da nicotina e manutenção da abstinência | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Impactos A primeira turma do projeto atingiu um resultado positivo: a taxa de sucesso ficou em quase 79%. Na prática, 11 pessoas conseguiram parar de fumar e outras três irão continuar o acompanhamento para se livrar do vício. Os encontros ocorrem na própria UBS 1 de São Sebastião, localizada no Centro de Múltiplas Atividades. [LEIA_TAMBEM]Luta contra o cigarro Globalmente, o tabagismo é um dos maiores desafios de saúde pública, sendo a principal causa de morte evitável e um fator de risco crítico para diversas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), o PNCT preconiza a abordagem terapêutica em grupo como uma estratégia acessível e altamente eficaz para a cessação do fumo, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Conheça os sintomas e a terapia adequada para a doença pulmonar obstrutiva crônica 

A doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) é uma condição que dificulta a passagem do ar pelas vias aéreas, comprometendo o bem-estar dos pacientes. Além da exposição à fumaça proveniente da poluição ambiental e de queimadas, o tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento dessa enfermidade. “O ideal é não dar a primeira tragada; e, para quem fuma, parar é sempre possível, faz diferença em qualquer fase da vida” Guilherme Morais, pneumologista da Secretaria de Saúde No Dia Mundial da Dpoc, instituído como 19 de novembro, a Secretaria de Saúde (SES-DF) lembra a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado de uma condição que pode afetar de forma permanente a qualidade de vida. Embora não tenha cura, a Dpoc é tratável, com medicamentos e reabilitação. Na rede pública, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é referência na terapia da doença e de outras patologias pulmonares crônicas. Principal fator de risco para o desenvolvimento da doença é o tabagismo | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Referência técnica distrital (RTD) no assunto, o pneumologista Guilherme Otávio Morais, da Secretaria de Saúde (SES-DF), chama a atenção para os desafios na detecção da Dpoc. “Em um estudo realizado em São Paulo, apenas 18% dos pacientes tiveram o diagnóstico confirmado”, enumera. “Isso mostra que ainda há uma baixa percepção sobre os sinais da doença. Tosse persistente, pigarro frequente, chiado no peito e falta de ar mesmo em pequenos esforços são sintomas que precisam ser investigados. Muitas pessoas atribuem esses sinais ao cansaço ou ao envelhecimento e só procuram ajuda médica quando o quadro já está avançado”. Outros sintomas comuns incluem sensação de aperto ou peso no peito, respiração mais lenta ou ofegante para atividades simples, secreção persistente (catarro) e infecções respiratórias frequentes. Com o tempo, aponta o médico, a doença pode evoluir para limitações severas, exigindo o uso contínuo de oxigênio. Como buscar ajuda [LEIA_TAMBEM]Ao identificar os sintomas, o paciente deve procurar primeiro a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A confirmação do diagnóstico vem a partir da avaliação clínica, que pode incluir exames como radiografia, tomografia e, principalmente, a espirometria. Caso sejam identificados problemas, a pessoa é direcionada ao ambulatório do Hran ou a outros hospitais da rede pública com pneumologistas disponíveis. Segundo Guilherme Morais, o tabagismo é o maior fator de risco e a principal porta de entrada para doenças graves do pulmão. “O ideal é não dar a primeira tragada; e, para quem fuma, parar é sempre possível, e faz diferença em qualquer fase da vida”, reforça. A SES-DF disponibiliza mais de 70 UBSs para atender quem quer deixar o cigarro. A Dpoc, de acordo com o pneumologista, impõe uma jornada longa e desafiadora aos pacientes e seus familiares, desde os primeiros sintomas até o diagnóstico preciso, passando por muitos estigmas. “O manejo adequado dessas crises é essencial para evitar hospitalizações recorrentes e perda funcional”, adverte.  Veja, abaixo, outras formas de reduzir risco de Dpoc.  ⇒ Evitar ambientes com fumaça ou vaporizadores eletrônicos (vapes) ⇒ Reduzir exposição à poeira e à poluição ⇒ Usar máscaras de proteção em ambientes com partículas suspensas ⇒ Manter calendário de vacinação atualizado, para evitar infecções que possam acelerar a progressão da doença. *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

DF tem queda no consumo de cigarro, mas lidera uso de vapes

Além de nocivo, o hábito de fumar é a principal causa de morte evitável no mundo. No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado na sexta-feira (29), a Secretaria de Saúde (SES-DF) promoveu evento na Escola de Governo (Egov), para reforçar as ações de conscientização da população para os danos causados pelo tabaco. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Controle do Tabagismo, em 2023, a prevalência de pessoas que usam tabaco no Distrito Federal foi de 8,4%, totalizando 204.883 usuários. Em meio a oscilações, o número reduziu em comparação com 2019, quando o índice era de 12%, com 271.818 usuários. O boletim foi publicado em 15 de agosto pela Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde (GVDANTPS) da SES-DF. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Controle do Tabagismo, em 2023, a prevalência de pessoas que usam tabaco no Distrito Federal foi de 8,4%  Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF No entanto, em relação ao último boletim publicado em 2024, referente a 2023, o Distrito Federal desponta na primeira posição no percentual de adultos que usam dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), com 5,7%. O coordenador do Programa de Controle do Tabagismo no DF, Saulo Viana, analisa o cenário com preocupação. “O DF deu uma melhorada em relação à prevalência de cigarros e ficou em 14º entre as unidades da Federação. Mas, no uso de cigarro eletrônico, o DF está em primeiro lugar. Os jovens estão utilizando vape cada vez mais cedo. E a dependência da substância sintética é bem maior”, relata. Programa de Controle do Tabagismo Em 2024, o Programa de Controle do Tabagismo da SES-DF atendeu 1.728 pacientes. Já no primeiro quadrimestre de 2025, 800 pessoas procuraram o serviço gratuito buscando parar de fumar. O programa oferece atendimento médico, acompanhamento profissional e medicamentos (quando necessário). "Os cigarros eletrônicos, muitas vezes apresentados como alternativa mais segura aos cigarros ditos convencionais, não são inofensivos" Nancilene Melo, referência técnica em tabagismo da SES-DF Nancilene Melo, referência técnica em tabagismo da SES-DF, destacou que a indústria busca modificar cheiro, sabor e aparência dos vapes como estratégia para atrair mais jovens ao consumo. A especialista reforça que não existe nível seguro de exposição ao tabaco e todas as formas de uso são prejudiciais. “Os cigarros eletrônicos, muitas vezes apresentados como alternativa mais segura aos cigarros ditos convencionais, não são inofensivos. Eles contêm nicotina altamente viciante e diversos compostos químicos que podem causar inflamações, lesões pulmonares e prejuízos cardiovasculares”, alerta. Segundo Melo, o uso por adolescentes e jovens é especialmente preocupante, pois o cérebro ainda em desenvolvimento é mais suscetível aos efeitos da dependência. “Estudos mostram que muitos usuários acabam se tornando duplos consumidores, mantendo o cigarro tradicional e o eletrônico. Por trás desses dispositivos com aparência moderna, há uma indústria que se reinventa para manter as pessoas presas à nicotina e aos riscos que ela traz para a saúde”. Fiscalização e prevenção O tabagismo ainda é o principal fator de risco para o câncer de pulmão, responsável por cerca de 85% dos casos da doença. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, entre 2023 e o início de 2025, o Brasil registrou cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano, sendo cerca de 32 mil de pulmão. Fabiano dos Anjos ressaltou que o controle do tabagismo salva vidas, reduz custos para o SUS e melhora a qualidade de vida O subsecretário da Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos, ressaltou que o controle do tabagismo salva vidas, reduz custos para o SUS e melhora a qualidade de vida. “A Vigilância Sanitária tem atuado de maneira forte no comércio de cigarros eletrônicos, por meio das autuações nas madrugadas, e na educação da população”, disse. A Secretaria de Saúde oferece o Programa de Controle do Tabagismo em 78 unidades de saúde. Os pacientes são avaliados por equipes multiprofissionais, podendo ser encaminhados a tratamentos de condições específicas e convidados a participarem dos grupos. Os interessados podem procurar a unidade mais próxima do seu domicílio ou trabalho, onde serão acolhidos e receberão todas as informações necessárias. Interessados também podem acessar o site. Confira a lista completa com os centros de atendimento. [LEIA_TAMBEM]Selo Durante o evento, também foi lançado o edital do selo Equipes inovadoras no controle do tabagismo. “Queremos dar visibilidade às equipes que oferecem a prevenção e valorizar os profissionais que atuam na área, a fim de inspirar outras equipes”, contou a gerente da GVDANTPS, Mélquia Lima. Os três primeiros colocados das equipes rurais e urbanas serão convidados a apresentar suas experiências exitosas no evento de premiação do selo, que em novembro, no Dia Nacional de Combate ao Câncer. *Com informações da Secretaria de Saúde

Ler mais...

Thumbnail

Temporada de gripe pode agravar crises de asma; veja como evitar

Falta de ar, chiado, sensação de pressão no peito, tosse e cansaço ao falar são alguns dos sintomas de uma crise de asma, doença pulmonar inflamatória e crônica que causa obstrução das vias aéreas, dificultando a passagem do ar. Após passar por sucessivas doenças respiratórias, Rosemeire Pereira faz acompanhamento no Hran:  “Sigo o controle diário, faço fisioterapia para fortalecer os pulmões e tomo as medicações corretamente” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde A pneumologista Andréa Martha Rodrigues, referência técnica distrital (RTD) de asma na Secretaria de Saúde (SES-DF), fala sobre a importância de identificar os fatores desencadeantes das crises: “Pode ser a poeira, uma infecção viral, ácaros, pólen, pelos de animais, fumaça de cigarro, produtos químicos, poluição, exercício físico intenso ou estresse. A lista é grande”. Segundo a especialista, doenças respiratórias, como a gripe e a covid-19, são grandes responsáveis por agravar as crises, pois aumentam as chances de crianças – principalmente – e adultos desenvolverem bronquiolite e pneumonia, por exemplo. Medicações No caso de Rosemeire Pereira, 55, a covid-19 foi o gatilho para a crise mais recente. Ela recebeu o diagnóstico há três anos, após sucessivas doenças respiratórias, e hoje faz acompanhamento no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). “Estou cansada, tenho dificuldade até para fazer um esforço mínimo, sinto chiado e muita tosse – isso porque sigo o controle diário, faço fisioterapia para fortalecer os pulmões e tomo as medicações corretamente”, relata ela, que utiliza direto as bombinhas broncodilatadoras. Segundo o Registro Brasileiro de Asma Grave de 2024, 60% dos pacientes não fazem controle da doença Já Maria Guiomar Moraes, 61, conhece a asma desde a infância e sabe de cor o passo a passo para controlar suas crises: “Utilizo a bombinha de uso diário e a de resgate. Acho essencial acompanhar e realizar o treinamento corretamente para evitar que a crise se agrave”. Embora Rosemeire e Maria saibam reconhecer os sinais de uma crise, um estudo do Registro Brasileiro de Asma Grave (Rebrag) sobre asma grave no país, divulgado em 2024, aponta que 60% dos pacientes não têm a doença controlada. O histórico de hospitalizações chega a 69% entre maiores de 18 anos. Tratamento “Priorizar os exercícios aeróbicos também ajuda no fortalecimento do abdômen e dos pulmões” Andréa Rodrigues, pneumologista A asma é uma doença sem cura que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Só no Brasil, 20 milhões de habitantes convivem com a doença. Apesar desse cenário, existem tratamentos eficazes que permitem o controle pleno da asma, como o uso adequado dos broncodilatadores inalatórios, a vacinação anual contra gripe e pneumonia e as medicações específicas sob orientação médica. “Além desses pontos, pessoas asmáticas precisam dar atenção especial à higiene e à alimentação, uma vez que ambas auxiliam na produção de anticorpos e impactam a imunidade”, lembra a pneumologista Andréa Rodrigues. “Priorizar os exercícios aeróbicos também ajuda no fortalecimento do abdômen e dos pulmões.” Clima O tempo seco é outro fator que dificulta a vida de quem convive com a asma, pois provoca inflamações nas vias aéreas superiores associadas a ressecamento e inflamações nasais recorrentes. “Evitar a baixa umidade e a exposição em dias muito quentes, com alta poluição, é o recomendado”, pontua a médica. No Distrito Federal, o tratamento e o acompanhamento são oferecidos em todos os níveis de assistência. Desde 1999, a população conta com o Programa de Atendimento ao Paciente Asmático – que, aliado à capacitação dos profissionais da saúde, permitiu o desenvolvimento de 27 centros de referência que atendem aos casos mais complexos e de difícil controle. Com equipes aptas a diagnosticar, as unidades básicas de saúde (UBSs) continuam sendo a porta de entrada aos serviços. Em caso de crises recorrentes, os profissionais encaminham os pacientes para ambulatórios especializados, onde a análise é feita com base na história clínica, no exame físico e nos testes de função pulmonar. Automedicação Segundo Andréa Rodrigues, o paciente diagnosticado com asma precisa manter a medicação em dia e utilizá-la de forma emergencial, quando necessário. Para ela, a automedicação é um desafio, pois a venda de corticoides e broncodilatadores sem prescrição médica possibilita o uso de doses altas sem necessidade ou por tempo prolongado, o que pode reduzir sua eficácia ou até mesmo agravar o quadro clínico e a doença. Já o uso prolongado de corticoides de forma sistêmica, adverte a médica,  pode causar gastrite, úlceras gástricas e osteoporose, enquanto os broncodilatadores podem ocasionar arritmias cardíacas. *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

UBS 3 de São Sebastião inicia primeiro grupo antitabagismo

Pessoas que desejam parar de fumar contam com mais um apoio no DF. A Unidade Básica de Saúde (UBS) nº 3 de São Sebastião iniciou esta semana as atividades do seu primeiro grupo antitabagismo e os encontros ocorrerão todas as quintas-feiras, às 9h. Para participar, o interessado precisa apenas se inscrever gratuitamente. De início, o grupo conta com 14 pacientes que serão acompanhados por uma equipe multiprofissional de medicina, farmácia e enfermagem. Em uma conversa, os usuários trocam relatos, dificuldades e experiências com o objetivo de abandonar o vício. Na primeira sessão, os temas abordados incluíram os malefícios do cigarro para a saúde do usuário, além dos motivos que levam ao uso e porque desejam deixar o hábito. Em uma roda de conversa, os usuários trocam relatos, dificuldades e experiências com o objetivo de abandonar o vício | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A médica de família e comunidade da UBS 3, Rúbia Arakaki, destacou que a adesão ao grupo pode ocorrer em qualquer momento do tratamento para parar de fumar. “A estratégia em grupo tende a ser mais eficaz devido à troca de ideias. Damos suporte multiprofissional, fornecemos medicações para alívio da síndrome de abstinência e encaminhamos para o tratamento psicológico os pacientes que necessitam”, relata. Uma das idealizadoras da ação, a farmacêutica Fernanda França disse que a criação do grupo foi motivada pelo interesse da própria comunidade em enfrentar o tema. “Aqui no grupo, quando um usuário começa a falar, o outro se identifica. Eles vão começando a se abrir e o intuito do grupo é esse mesmo, ser um apoio. Qualquer pessoa que tenha vontade de parar de fumar pode nos procurar que será bem acolhido”, emendou. Com histórico de câncer de pulmão na família, o arquiteto Thalles de Carvalho, 30 anos, foi um dos que buscou ajuda na unidade próxima de sua residência. Ele começou a fumar há quatro anos e, atualmente, fuma uma carteira por dia. “Também chamei amigos para fazer parte porque é importante socialmente, é uma questão de saúde pública. Comecei a fumar após um episódio de depressão. Meu objetivo é parar completamente, abandonar o vício mesmo”, relata. “Qualquer pessoa que tenha vontade de parar de fumar pode nos procurar que será bem acolhido”, disse a farmacêutica Fernanda França A aposentada Maria José de Queiroz, 61 anos, começou a fumar aos 11 anos devido à rotina estressante e um quadro de depressão. “Estou há um ano sem fumar. O grupo é muito importante porque dividimos, tem um acompanhamento, a gente dá força e recebe força, embora acho que depende da gente. E não é fácil. Eu mudei muita coisa. É uma luta diária”, conta. Combate ao tabagismo no DF Em 2023, 1.673 pessoas procuraram o serviço da Secretaria de Saúde – dessas, 647 completaram o tratamento e 337 deixaram de fumar, cerca de 20,1% do total. A estratégia é considerada bem-sucedida, sobretudo porque os pacientes podem tentar várias vezes. A SES-DF possui 80 unidades cadastradas para realizar o tratamento contra o tabagismo. Confira aqui a lista de UBSs onde o serviço está disponível. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Projeto Viver 60+ promove palestra sobre os perigos do cigarro para a saúde

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) realizou palestra de conscientização sobre os riscos do tabagismo, na tarde desta segunda-feira (26). A programação faz parte do projeto Viver 60+ e contou com a participação de 80 pessoas idosas. Com o tema Tabagismo: nunca é tarde para parar, a equipe da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed) ministrou palestra sobre os perigos que os cigarros comuns e eletrônicos trazem à saúde. O tema também foi abordado por meio de uma apresentação teatral. Ao final, os participantes tiveram um momento de alongamento com fisioterapeutas do Centro Universitário e Escola Técnica LS, um dos parceiros da Sejus. Marcela Passamani destaca a importância de projetos voltados à população idosa | Foto: Divulgação/Sejus Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a iniciativa é uma grande oportunidade para que as pessoas possam melhorar os hábitos e garantir mais qualidade de vida. “Nós passamos por um período muito difícil, que foi a questão da pandemia e, desde então, buscamos intensificar as ações voltadas para a pessoa com mais de 60 anos. Um dos programas de sucesso e reconhecido internacionalmente foi o Hotelaria Solidária, que hospedou centenas de idosos no Brasília Palace durante a pandemia da covid-19”, lembrou a secretária. Marcela Passamani destacou a importância do projeto Viver 60+, voltado para a população idosa do DF. “O projeto oferece atividade física, aula de dança, visita ao Parque da Cidade, cinema, zoológico e eventos, além de oportunizar momentos de interação e troca de vivências”, afirmou. Genir Cabral, 83 anos, participou da palestra e ficou atenta às informações sobre as doenças causadas pelo tabagismo. “O cigarro causa muitos danos à saúde, principalmente em relação às doenças cancerígenas. Achei muito interessante falar sobre isso por meio do Viver 60+”, disse ela. Projeto Viver 60+ O sucesso da iniciativa reforça a importância de projetos como o Viver 60+, que permitem aos idosos manter-se ativos e integrados na sociedade, além de promoverem o contato com a natureza e a conscientização sobre a preservação das espécies. Até o momento, o projeto beneficia moradores de Água Quente, Ceilândia, Estrutural, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Sol Nascente e Taguatinga. *Com informações da Sejus-DF

Ler mais...

Thumbnail

Campanha alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de intestino

Conscientização e combate ao câncer de intestino ou colorretal é o tema da campanha Março Azul-Marinho, realizada em todo o país. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que no triênio 2023/2025 ocorram 45.630 novos casos de câncer colorretal no Brasil, afetando mais de 136 mil brasileiros – é o terceiro tipo mais comum da doença, só atrás dos de mama e de próstata. “É necessário uma mudança de hábitos, porque a incidência cada vez mais precoce acende uma luz. Tendo em vista que é uma doença prevenível, os fatores estão atrelados à má qualidade de vida, como o consumo de alimentos processados e bebidas com alto teor de açúcar, que é combustível para várias doenças” Dannilo Silveira, coordenador do ambulatório da Unidade de Coloproctologia do HBDF De acordo com os especialistas, estudos apontam que a incidência da doença tem aumentado entre pessoas mais jovens, consequência da alimentação e do estilo de vida. Entre os fatores de risco, estão o consumo de carnes processadas, tabagismo, bebida alcoólica em excesso, sedentarismo e histórico familiar. Membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, o coordenador do ambulatório da Unidade de Coloproctologia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Dannilo Silveira, afirma que o fato da doença estar atingindo uma população mais jovem é sinal de alerta. “É necessário uma mudança de hábitos, porque a incidência cada vez mais precoce acende uma luz. Tendo em vista que é uma doença prevenível, os fatores estão atrelados à má qualidade de vida, como o consumo de alimentos processados e bebidas com alto teor de açúcar, que é combustível para várias doenças”, destaca Silveira. O médico enfatiza ainda que a campanha procura conscientizar a população e os profissionais da saúde da necessidade de um diagnóstico precoce da doença. “Tem como objetivo chamar a atenção para o campo do intestino, afinal é um câncer com grande incidência e um dos que mais mata. Os pacientes têm a cultura de ir ao ginecologista, urologista anualmente, mas não há o mesmo cuidado com as questões intestinais”, completa. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que no triênio 2023/2025 ocorram 45.630 novos casos de câncer colorretal no Brasil, afetando mais de 136 mil brasileiros – é o terceiro tipo mais comum da doença, só atrás dos de mama e de próstata | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Diagnóstico precoce O câncer colorretal origina-se no intestino grosso, também chamado de cólon, e no reto, região final do trato digestivo, anterior ao ânus. Outros fatores de risco para desenvolvimento dessa doença envolvem obesidade, faixa etária acima dos 50 anos e histórico familiar para esse tipo de tumor maligno. Para os médicos, o diagnóstico precoce é o grande aliado no combate à doença, pois geralmente os pacientes apresentam sintomas só nos estágios mais avançados, quando o tumor já evoluiu. A coloproctologista da rede pública de saúde Joele Melo, que é referência técnica distrital na área, reforça que o rastreamento e o diagnóstico precoce da doença são essenciais e necessários para o tratamento. “Os protocolos da Secretaria de Saúde [SES] estão alinhados com os procedimentos do resto do mundo, que é fazer o rastreamento da doença na população assintomática para a detecção precoce dos sintomas, isso do ponto de vista individual e populacional. A colonoscopia é um exame para diagnósticos em nível individual, para pacientes que já passaram por outros exames anteriores”, explica a especialista. O exame de sangue oculto nas fezes pode identificar pequenos sangramentos, invisíveis a olho nu, causados por pólipos e tumores de intestino. Segundo a médica da SES, se o exame mostrar alteração, o paciente é direcionado para fazer uma colonoscopia, procedimento capaz de diagnosticar e mesmo tratar algumas lesões, evitando que elas se transformem em câncer. “As unidades básicas de saúde [UBSs]) são a porta de entrada para o diagnóstico precoce e indicações de tratamentos iniciais. Para os exames de colonoscopia existe uma fila única e distrital que é gerida pelo Complexo Regulador em tempo real e acompanhada pelo Ministério Público. Todos na fila têm o acesso garantido, e aqueles pacientes em casos mais graves são classificados como vermelhos e têm prioridade no atendimento”, destaca Joele Melo. Atualmente, os exames de colonoscopia são realizados nos hospitais regionais de Taguatinga (HRT), Sobradinho (HRS), Gama (HRG) e Ceilândia (HRC), no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Hospital de Base, gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF). De acordo com o portal InfoSaúde, da SES, durante o ano de 2023 foram feitos quase 7 mil exames na rede.

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador