Governadora anuncia suplementação de recursos do Pdaf
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A governadora Celina Leão anunciou, nesta quinta-feira (6), a suplementação dos recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) e informou que o governo articula com a Companhia Energética de Brasília (CEB) uma solução para adequações nas redes elétricas das escolas públicas. As medidas foram apresentadas durante encontro com gestores da rede, na Residência Oficial de Águas Claras. A agenda integrou uma série de três encontros com gestores escolares. Integrantes de diferentes áreas do governo participaram da reunião para receber demandas que vão além das atribuições da Secretaria de Educação. “Muita gente acha que o governador tem muito o que falar. Claro que ele tem, mas ele tem muito o que escutar também”, afirmou Celina. Entre as questões citadas pelos gestores estavam iluminação pública, faixas de pedestres, quebra-molas e outras necessidades no entorno das unidades. “A escola não é só o lugar de aprendizagem, ela é o lugar da comunidade. Por isso, nós trouxemos todo o nosso time aqui para atender os nossos gestores escolares nas demandas de vocês, todas elas”, disse a governadora. “A escola não é só o lugar de aprendizagem, ela é o lugar da comunidade. Por isso, nós trouxemos todo o nosso time aqui para atender os nossos gestores escolares nas demandas de vocês, todas elas”, afirmou a governadora Celina Leão | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Celina determinou que as solicitações fossem apresentadas diretamente aos representantes das áreas responsáveis por trânsito, estradas, obras, segurança e desenvolvimento territorial. A orientação foi encaminhar o que pudesse ser resolvido pelos órgãos e incluir no planejamento as questões que exigissem outras providências. Pdaf Um dos principais anúncios do encontro tratou dos recursos administrados diretamente pelas escolas. No fim de julho, a Portaria nº 346 destinou R$ 41,5 milhões ao Pdaf para despesas do segundo semestre de 2026. Durante a reunião, a secretária de Educação, Iêdes Braga, afirmou que o governo preparava um novo decreto, que seria seguido por outra portaria, para suplementar os recursos destinados às unidades. Segundo ela, o reforço complementaria os valores dos repasses às escolas. O programa permite que os próprios gestores paguem despesas do cotidiano, como compra de materiais e pequenas ações de manutenção, sem depender, em todos os casos, de uma contratação centralizada pela Secretaria de Educação. Rede elétrica Outra frente discutida foi a adequação das instalações elétricas. Segundo Celina, o governo buscava com a CEB uma solução centralizada para a troca de padrões antigos, em vez de deixar cada unidade responsável por uma contratação separada para o mesmo tipo de serviço. A governadora citou escolas que já têm aparelhos de ar-condicionado, mas dependem da adequação da rede elétrica para colocá-los em funcionamento. Iêdes Braga, secretária de Educação, participou do encontro Gestão e planejamento O funcionamento do EducaDF também entrou na pauta. A governadora pediu aos gestores que apontassem os problemas encontrados no uso da ferramenta e apresentassem sugestões objetivas para corrigi-los. Celina afirmou que o sistema seria avaliado e que a substituição da plataforma poderá ser considerada caso as dificuldades persistissem. Na área de pessoal, a Secretaria de Educação informou que 713 aprovados em concurso foram nomeados em julho, e 498 haviam tomado posse até o momento da apresentação. Segundo a pasta, outras 4.635 nomeações foram feitas além do número inicialmente previsto no edital. A realização de um novo concurso público também estava em estudo, ainda sem definição de vagas ou calendário. Os dados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) também entraram na discussão sobre o segundo semestre. “Nós acolhemos esse resultado com muita responsabilidade, compreendendo que a gente tem que ter estratégias de intervenção eficazes para virar essa chave”, afirmou Iêdes. Entre as demandas apresentadas, o diretor do Centro Educacional do Lago (CEL), Vítor Rios Valdez, defendeu maior valorização dos professores que dão disciplinas em língua estrangeira. “É um professor de matemática que vai dar aula de matemática em inglês”, exemplificou. Ele também pediu divulgação mais ampla do projeto.
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Sem celulares, escolas públicas do DF apostam em atividades para a nova rotina dos alunos
Desde a implementação da lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas da educação básica, instituições de ensino do Distrito Federal têm adotado estratégias para estimular a interação entre os alunos. Um dos exemplos é o Centro Educacional Incra 8, que atende em horário integral cerca de mil estudantes do ensino fundamental e médio em Brazlândia, onde foram instalados pontos de leitura e jogos de tabuleiro nos espaços em que os estudantes costumavam utilizar os aparelhos eletrônicos. A diretora da unidade, Solange Pereira, explica que a iniciativa Leitura On surgiu da necessidade de melhorar a proficiência em leitura dos alunos, identificada por meio de indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Os estudantes já estavam acostumados a se reunir em locais com melhor sinal de wi-fi, só que depois da proibição dos celulares eles não tinham o que fazer ali. Então transformamos em um ambiente que incentiva a leitura para mostrar que existem outras formas de estar em outro mundo, que não necessariamente o celular”, afirma. O Centro Educacional Incra 8 atende em horário integral cerca de mil estudantes do ensino fundamental e médio em Brazlândia; foram instalados pontos de leitura e jogos de tabuleiro nos espaços em que os estudantes costumavam utilizar os aparelhos eletrônicos | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília No novo cenário, é feito um monitoramento para inibir o uso dos aparelhos móveis, onde os alunos recebem orientações. Caso o estudante seja flagrado, os pais são comunicados sobre o ato; e, se o aluno insistir no uso, recebe uma advertência. “Foi difícil no começo, mas depois de eles perceberem que não era possível negociar, o foco nas aulas melhorou bastante, e a gente já consegue perceber a diferença. Deixamos claro que a retirada não é uma punição, mas uma maneira de cuidar da saúde mental e física dos alunos com a redução do tempo de tela, que já tem benefícios comprovados”, afirma a diretora. Atenção e interação “Agora, conseguimos reter melhor a atenção, eles participam mais e tiram dúvidas”, afirma o professor Welbet Menezes A nova lei, sancionada em janeiro deste ano, veda o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas, recreios e intervalos, salvo em casos de necessidade ou uso pedagógico previamente planejado. O DF já possui legislação própria sobre o uso de tecnologias desde 200,8 com a lei nº 4.131, que proíbe o uso de aparelhos celulares e eletrônicos pelos alunos das escolas públicas e privadas de educação básica da capital do país. Com o intuito de reforçar as diretrizes, a Secretaria de Educação divulgou uma circular em 7 de fevereiro, alinhada à nova regulamentação nacional. Para os professores, a proibição aprimorou significativamente o aprendizado. Welbet Menezes, docente de inglês no CED Incra 8, observa um maior aproveitamento das aulas. “Os alunos estavam sempre distraídos com jogos, músicas e redes sociais. Agora, conseguimos reter melhor a atenção, eles participam mais e tiram dúvidas, coisa que eles não faziam tanto antes”, relata. Ana Catarina Ribeiro Caldas, de 17 anos, aluna do CED Incra 8, conta que a interação com os colegas aumentou e até novas amizades foram formadas nos últimos dias Claro que a medida não agradou a todos os alunos. Afinal, eles já estavam acostumados à facilidade da tecnologia na palma da mão 24h por dia. Mas muitos jovens já conseguem ver os prós além dos contras, como a estudante Ana Catarina Ribeiro Caldas, 17. Aluna do CED Incra 8, ela conta que a interação com os colegas aumentou e até novas amizades foram formadas nos últimos dias. “Com celulares, a gente usava os horários vagos para mexer no TikTok e nas redes sociais. Agora usamos o tempo livre para jogar dominó, conversar e realmente interagir. Antes ficava todo mundo no seu cantinho mexendo no celular”, relata. A jovem destaca que a medida também influenciou a dedicação na hora de fazer pesquisas e trabalhos escolares. “A gente via o celular como uma facilidade para pesquisar as respostas e ter menos trabalho para fazer redações, com a ajuda do Chat GPT e do Google. Agora temos que tirar tudo da nossa cabeça mesmo”, admite a estudante. “Ela está mais focada nos estudos, não está preocupada com o celular e interagindo mais na vida real”, celebra Patrícia de Souza Rodrigues, mãe de uma aluna de 13 anos Ana acrescenta, ainda, que a escola implementou a medida com compreensão da necessidade dos alunos: “A coordenação foi bem organizada quanto a isso e não deixou a gente desamparada. Se precisarmos nos comunicar com nossos pais, por exemplo, é só ir até a coordenação, que nos auxiliam em tudo”. Nessa linha, a Regional de Ensino de Brazlândia tem atuado junto às escolas, oferecendo suporte pedagógico e materiais para projetos que substituam o uso do celular. “A gente precisa entrar com o fato de que é uma lei que precisa ser cumprida, mas não basta apenas proibir. É essencial proporcionar atividades que estimulem os alunos de forma positiva, como estamos fazendo, além de um trabalho de sensibilização com conversas e escuta ativa”, afirma a coordenadora regional Neuseli Rodrigues. Mudanças em casa Entre os pais, a nova regra também encontra apoio. Patrícia de Souza Rodrigues, 46, é mãe de uma aluna de 13 anos e percebeu até mesmo uma redução do tempo de tela em casa, além de uma melhora no rendimento escolar. “Ela está mais focada nos estudos, não está preocupada com o celular e interagindo mais na vida real. Era tudo o que eu e outros pais queríamos”, celebra a agente comunitária de saúde. Pai de outro estudante, o professor de judô Walter Teruo Saheki, 43, compartilha da mesma satisfação diante da medida: “Está mais que claro que os celulares atrapalham na sala de aula. Os alunos têm que focar em aprender o que o professor passa, sem tanto estímulo e distração das telas, e também saber se socializar, principalmente os adolescentes que levam o celular para todo lugar e estão vivendo o virtual e deixando de viver em sociedade, na vida real”.
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EC 19 celebra 60 anos e comemora liderança no Ideb
A Escola Classe 19 (EC 19) de Taguatinga Norte celebrou recentemente 60 anos de atuação destacada na região. Primeiro lugar em Taguatinga no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o CEF 19 ocupa a nona posição entre as escolas do Distrito Federal – com a nota 7,3 – nos anos iniciais do ensino fundamental. Representantes da Secretaria de Educação e autoridades se juntaram aos alunos para comemorar o aniversário da escola, na sexta-feira (16) | Foto: André Amendoeira/SEEDF A comemoração do aniversário foi na sexta-feira (16), reunindo autoridades e representantes da Secretaria de Educação (SEEDF), além do administrador de Taguatinga, Renato dos Santos. Os principais homenageados foram os profissionais da educação, cuja dedicação foi e tem sido fundamental para o sucesso da escola. 10 mil Número aproximado de estudantes atendidos pela EC 19 desde a criação da escola “Essa colocação é o resultado de um trabalho de muitos anos”, declarou a diretora da EC 19, Thaís Andrade. “Aos poucos, fomos subindo degrau por degrau, corrigindo os erros dentro da escola e trazendo novas propostas. No início, quando o Ideb foi implementado, éramos a penúltima escola. Esse crescimento é um sinal do comprometimento do grupo, que trabalha com seriedade e dedicação.” Ensino integral À frente da Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga, Murilo Marconi ressaltou o papel do ensino integral na formação dos alunos: “Uma escola integral vai além da educação; ela cria uma comunidade, agregando valor à vida social dos estudantes”. A celebração incluiu apresentações culturais, como a declamação do poema A Casa Feita de Sonhos, pela professora Márcia Bittencourt, e a tradicional coreografia e canto da música Lindo Lago do Amor, de Gonzaguinha, pelos alunos, uma prática que atravessa gerações na escola. A chefe de secretaria da EC 19, Nília Raquel Oliveira, lembrou a história da escola, que começou a funcionar em 1964 em um prédio que anteriormente servia como dormitório para os trabalhadores que construíram Brasília. “Guardamos documentos dos primeiros alunos, com fotos e assinaturas”, relatou. “Muitas vezes, ex-alunos retornam para rever suas fichas de matrícula ou as de seus pais. Já atendemos cerca de 10 mil estudantes ao longo desses anos”. *Com informações da Secretaria de Educação
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