Viaduto do Jardim Botânico melhora rotina de moradores e trabalhadores
Um ano e seis meses após a inauguração, o Viaduto do Jardim Botânico já apresenta impactos na mobilidade de quem circula diariamente pela região leste do Distrito Federal. Entregue em novembro de 2024, a obra beneficia cerca de 50 mil motoristas por dia e ajudou a reduzir o tempo de deslocamento em um dos trechos mais movimentados da DF-001, principal ligação entre o Jardim Botânico, São Sebastião e o Plano Piloto. Dados do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) mostram que, em um percurso de dois quilômetros, o tempo médio de viagem caiu de seis para três minutos. A fluidez também aumentou nos horários de pico: pela manhã, a velocidade média dos veículos passou de 10,7 km/h para 55 km/h. À noite, os índices saltaram de 23 km/h para 55 km/h em um dos sentidos da via e de 13 km/h para 28 km/h no outro. Antes da construção, o antigo balão de acesso ao Jardim Botânico e a São Sebastião concentrava longos congestionamentos, especialmente nos horários de maior movimento. O viaduto permitiu uma maior circulação contínua dos veículos e reduziu parte dos pontos de retenção. Com investimento de R$ 33,5 milhões, a obra chegou a gerar cerca de 400 empregos durante a execução. Mudança real A psicanalista clínica Kátia Lemos, de 53 anos, mora no Paranoá e trabalha há cerca de 15 anos no Jardim Botânico. Ela acompanhou as mudanças na região ao longo desse período e aponta a diferença marcante que o viaduto trouxe. “Melhorou em tudo. Economia de combustível, economia de tempo e também a segurança" Kátia Lemos, moradora do Paranoá Segundo ela, o crescimento populacional e comercial trouxe um aumento expressivo no fluxo de veículos ao longo dos anos, o que provocava congestionamentos frequentes e muitos acidentes antes da intervenção do GDF. Hoje ela fala de um novo cenário: “Melhorou em tudo. Economia de combustível, economia de tempo e também a segurança. Antes eu já vinha imaginando se poderia acontecer algum acidente, porque eu já havia passado por algum no caminho. Causava aquele estresse. Melhorou até a questão psicológica”, relata. Kátia Lemos, moradora do Paranoá eleogia conclusão do viaduto: “Melhorou em tudo. Economia de combustível, economia de tempo e também a segurança" | Fotos: Matheus Borges "Trouxe mais segurança e o trânsito fluiu. Eu já acordo cedo, mas agora dá para aproveitar melhor o tempo" José Henrique Marques, comerciante A percepção também é compartilhada pelo comerciante José Henrique Marques, de 49 anos. Ele conta que o trajeto entre sua residência, no Jardins Mangueiral, e o trabalho, no Jardim Botânico, ficou significativamente mais rápido. O deslocamento, que em situações de congestionamento chegava a levar entre 30 e 40 minutos, hoje é feito em menos de dez minutos. "Eu achei positivo o viaduto, as passarelas e a via marginal dos dois lados. Trouxe mais segurança e o trânsito fluiu. Eu já acordo cedo, mas agora dá para aproveitar melhor o tempo, fazer algumas tarefas em casa”, observa. José Henrique Marques, comerciante: "Trajeto entre Jardins Mangueiral, e o trabalho, no Jardim Botânico, ficou significativamente mais rápido" Para quem depende das vias da região para trabalhar, a redução dos congestionamentos também trouxe ganhos operacionais. O motorista Ernando José da Cruz, de 47 anos, afirma que o trânsito era bastante carregado antes da obra, principalmente nos horários de pico: “Era bem caótico, com os carros praticamente parados. Agora desafogou bastante, ficou ótimo. Agiliza tudo e a gente ganha mais tempo no dia a dia”. Além do viaduto, o empreendimento incluiu serviços de drenagem, terraplenagem, pavimentação, sinalização horizontal e vertical, construção de ciclovia, passarela, urbanização e paisagismo. A estrutura está localizada no km 27,2 da DF-001, no trecho que conecta o Plano Piloto ao Jardim Botânico, beneficiando moradores e usuários de regiões como São Sebastião, Tororó, Paranoá, Jardins Mangueiral e Jardim ABC.
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GDF faz manutenção preventiva em mais de 30 km de vias não pavimentadas no Jardim Botânico
O Governo do Distrito Federal (GDF) executou, nos meses de junho, julho e agosto, a manutenção de aproximadamente 30 quilômetros de vias não pavimentadas no Jardim Botânico. Os serviços seguem um cronograma definido pela Diretoria de Obras da Administração Regional e contemplam diversas localidades, como Mansões Fazendárias, X-Maria (Nova Betânia), Barreiros I e II, Tororó, ruas 1 e 2 do Altiplano Leste, e nos bairros São Gabriel, João Cândido e Itaipu. Cerca de 30 quilômetros de vias não pavimentadas no Jardim Botânico passaram por manutenção nos últimos três meses | Foto: Divulgação/GDF Presente O Jardim Botânico é a quinta maior região administrativa do DF em área territorial, ficando atrás de Planaltina, Paranoá, Brazlândia e Plano Piloto. O administrador regional, Aderivaldo Cardoso, destaca a importância estratégica da manutenção dessas vias. “Temos feito isso antes das chuvas para minimizar seus impactos, sempre em parceria com o GDF Presente e com o Polo Rural, da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural”, afirma. Período de chuvas [LEIA_TAMBEM]Segundo o coordenador do GDF Presente Polo Sudoeste, Leandro Cardoso, a ação busca reduzir transtornos no período chuvoso e garantir o acesso a serviços essenciais. “A gente faz esse trabalho para dar maior conforto e trafegabilidade aos veículos escolares — essas vias dão acesso a várias escolas rurais: a Escola Classe Nova Betânia, a Escola Classe Cachoeirinha e a Escola Classe Jataí”, enumera. “E também para ajudar os produtores rurais da região e os moradores”. De acordo com a Administração Regional do Jardim Botânico, foram utilizados materiais de maior resistência e durabilidade, como resíduos de construção civil e dois tipos de brita. Além de reforçarem as estradas, esses materiais também contribuem para melhorar a captação da água da chuva, aumentando a segurança no tráfego. Morador da Nova Betânia e diretor de projetos da Associação de Produtores Rurais da localidade, Leonelson Amador da Silva cria galinhas caipiras e utiliza as vias pelo menos duas vezes por semana para escoar a produção. “De três anos para cá, a manutenção das estradas melhorou muito. Agora, toda vez que a estrada fica ruim, nós entramos em contato com a Administração Regional e, rapidamente, eles vêm e arrumam”, conta. Pai de três filhos, ele também valoriza o acesso escolar: “A manutenção da estrada que leva à escola tem sido muito importante. Só tenho a agradecer”.
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