GDF anuncia mudanças no Fundo de Desenvolvimento Rural durante a AgroBrasília
A governadora Celina Leão participou, nesta sexta-feira (22), da AgroBrasília, no Paranoá, onde anunciou mudanças na Lei nº 6.606/2020, que rege o Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural (FDR). As alterações ampliam a capacidade de investimento no setor e criam novas linhas de apoio para públicos estratégicos. A governadora Celina Leão, na AgroBrasília: mais investimento para o setor produtivo rural | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As mudanças integram a estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) de impulsionar o setor produtivo, com foco em inclusão, modernização e sustentabilidade no campo. “A ideia é que a gente possa incentivar para que essas pessoas possam ter acesso a esse recurso. O nosso juro é o menor do Brasil, e ainda tem desconto de 3% ao ano; se você pagar em dia, tem mais 25% de desconto. Isso é incentivar realmente quem produz, quem trabalha”, destacou a chefe do Executivo. Entre as principais novidades, está a autorização para destinação de emendas parlamentares distritais ao fundo. A medida garante maior segurança jurídica e reforça o caixa do FDR, que amplia o alcance das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural. “Sabemos que o cooperativismo é o canal mais adequado para os pequenos e grandes produtores fazerem a comercialização, ganhando competitividade frente ao mercado, vencendo adversidades. E o governo está apoiando nessa linha” Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural Participação feminina Outra inovação é a criação do FDR Mulher, modalidade específica para incentivar a participação feminina no setor agropecuário. A iniciativa prevê condições diferenciadas para produtoras rurais, como ajustes nas taxas de juros, criação de faixas especiais de financiamento e facilidades em períodos estratégicos. Embora o GDF já ofereça crédito ao público feminino, a nova legislação institui um mecanismo permanente para fortalecer essas ações. “A gente sabe que, muitas vezes, a mulher que está no campo não necessariamente quer estar na cultura. Ela quer desenvolver outras atividades dentro de casa, como produção de geleias, panificados e até costura. E essa linha de financiamento vai ser voltada para isso”, explicou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. A lei também institui o FDR Cooperativa, voltado para o fortalecimento das cooperativas rurais do Distrito Federal. Com a medida, essas organizações poderão acessar financiamento próprio para aquisição de máquinas, equipamentos e infraestrutura, para reduzir a dependência de bens públicos. A proposta é ampliar a autonomia das cooperativas, agilizar investimentos e estimular o crescimento organizado da produção rural. “Sabemos que o cooperativismo é o canal mais adequado para os pequenos e grandes produtores fazerem a comercialização, ganhando competitividade frente ao mercado, vencendo adversidades. E o governo está apoiando nessa linha”, acrescentou Bueno. Recursos são destinados a diferentes segmentos da produção rural | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Entrega de cartas de crédito Durante o evento, o Governo do Distrito Federal (GDF) entregou oito cartas de crédito do Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural (FDR) a produtores rurais, que somam cerca de R$ 1 milhão neste primeiro repasse de 2026. "A gente sabe o que significam R$ 100 mil, R$ 200 mil para agricultura familiar. É a oportunidade de, às vezes, trocar o maquinário, fazer um investimento” Celina Leão, governadora Os recursos contemplam diferentes segmentos estratégicos da produção rural, como a fruticultura, com mirtilo, morango, banana, limão e goiaba; a olericultura, com destaque para hortaliças e couve; além de culturas diversas, como mandioca e abóbora, e a citricultura, com produção de laranja. Os financiamentos viabilizam a aquisição de equipamentos agrícolas, como motocultivadores e pulverizadores, além de veículos de apoio à produção, como picapes utilitárias e modelos do tipo Fiat Strada, voltados ao suporte logístico no campo. Também estão entre os itens contemplados sistemas de energia solar fotovoltaica, voltados para a sustentabilidade, e uma van de carga destinada ao fortalecimento da logística de cooperativas rurais. “Eu tenho certeza de que essas entregas chegam lá na ponta e são muito necessárias. A gente sabe o que significam R$ 100 mil, R$ 200 mil para agricultura familiar. É a oportunidade de, às vezes, trocar o maquinário, fazer um investimento”, destacou a governadora Celina Leão. Entre 2022 e 2025, o FDR financiou 122 projetos no Distrito Federal, com investimento total de R$ 10,3 milhões, consolidando-se como uma importante ferramenta de incentivo ao desenvolvimento do setor produtivo rural. Feira agrícola [LEIA_TAMBEM]Com apoio do GDF, a AgroBrasília ocorre até este sábado (23), no PAD-DF, no Paranoá. O evento de negócios e tecnologia é voltado a empreendedores rurais de diferentes portes e segmentos e feito pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). A feira funciona como uma grande vitrine de inovações, com destaque para negócios focados em maquinários, insumos, sustentabilidade, genética animal e vegetal, além de debates e palestras sobre o setor produtivo. Durante a visita à AgroBrasília, Celina Leão também entregou cinco licenças ambientais, lançou edital para regularização fundiária de 182 imóveis rurais e assinou o decreto que regulamenta o Programa Reflorestar e o texto que normatiza a Política de Boas Práticas Agropecuárias. Além disso, a feira também foi palco da assinatura simbólica de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Seagri-DF) e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), iniciativa que fortalece a defesa agropecuária e amplia a integração sanitária entre o Distrito Federal e Goiás.
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Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta, no DF, quase R$ 184 milhões
O Governo do Distrito Federal (GDF) movimentou R$ 183,9 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar entre 2019 e 2025. Ao todo, quase 10 mil produtores participaram das aquisições, que abastecem principalmente a rede pública de ensino e ações de segurança alimentar. A política é executada por diversos programas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), responsável pela maior parte dos recursos. Somente pelo Pnae, foram R$ 125 milhões investidos no período, com crescimento contínuo a partir de 2022. O volume é reforçado por aportes locais, que chegam a superar em até sete vezes os repasses federais em alguns anos. O aumento da demanda tem ampliado a participação de produtores e incentivado a diversificação da produção. Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões. Em 2024, a lógica se repetiu: R$ 62,7 milhões vieram do governo federal, frente a R$ 112,4 milhões de recursos distritais. Na prática, isso evidencia a prioridade orçamentária dada à alimentação escolar e amplia significativamente a capacidade de compra de alimentos da agricultura familiar. Outras iniciativas também contribuem para o fortalecimento do setor. O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) movimentou R$ 44 milhões e adquiriu mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos, com a participação de mais de 3,3 mil agricultores. Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA) somou R$ 14,8 milhões e envolveu 2,2 mil produtores, com destaque para os produtos orgânicos, que representaram cerca de 39,4% do valor total. Além de hortifrútis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília No caso do Papa-DF e do Pnae, a comercialização ocorre principalmente por meio de associações e cooperativas, o que fortalece a organização coletiva e amplia a capacidade de atendimento às demandas públicas. Já no PAA/TA, as compras são feitas diretamente com os produtores, permitindo maior inclusão de agricultores que ainda não estão vinculados a organizações formais. As aquisições são articuladas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com participação direta de órgãos como a Secretaria de Educação, responsável pela alimentação escolar, e a Secretaria de Desenvolvimento Social, que direciona os alimentos para programas de segurança alimentar e assistência social. Outros equipamentos públicos também podem ser atendidos, como o Zoológico de Brasília. O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, afirmou que os programas de compras governamentais são estratégicos para dar estabilidade à agricultura familiar no DF. Segundo ele, a política reduz os impactos das oscilações de mercado, garante previsibilidade de renda e permite planejamento da produção, além de viabilizar investimentos e ampliar a competitividade dos produtores quando parte da produção é destinada aos mercados tradicionais, seja atacadista ou varejista. “Os programas de compra governamental são fundamentais e têm impulsionado a agropecuária no Distrito Federal, em especial a familiar. Por um lado, há o ganho do produtor familiar, por outro, há um alimento de qualidade produzido no DF e fornecido às comunidades locais”, declarou o chefe da pasta. Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Além de hortifrutis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado. A inclusão desses produtos amplia as cadeias produtivas atendidas e gera novas oportunidades de renda no campo. A previsão é de ampliação desse mercado, com aquisição mensal de filé de tilápia a partir de 2026. A mudança na prática Na Comunidade da Lagoinha, localizada no Núcleo Rural Rio Preto, em Planaltina, o produtor Ivan Engler, 49, acompanhou de perto essa transformação. Há mais de quatro décadas na atividade rural, ele fornece alimentos para a merenda escolar desde 2012 e hoje entrega cerca de 10 toneladas de hortifrútis, como cenoura, beterraba, mandioca, banana e tangerina. Bases alimentares como flocão, feijão e milho também saem da pequena propriedade para as salas de aula. Segundo o produtor, o acesso aos programas públicos trouxe estabilidade financeira e reduziu a dependência de intermediários. Ele também destaca o apoio técnico e estrutural recebido, que permitiu ampliar a produção e diversificar as atividades na propriedade, incluindo a criação de peixes. “O Pnae mudou nossa realidade. O mais importante é a segurança, saber que tenho uma venda garantida toda semana, com preço justo, e que faz com que cerca de 50% da minha renda já esteja assegurada. Antes, a gente dependia de intermediários comerciais e não tinha controle sobre o valor da produção. Hoje, conseguimos planejar, investir e crescer”, afirma. Além disso, o produtor ressalta a qualidade dos produtos colhidos e entregues frescos nas escolas. “A gente capricha porque sabe que são os nossos filhos que estão consumindo. Esse programa também ajudou a organizar os produtores, fortalecer cooperativas e mostrar que a agricultura familiar tem capacidade de atender grandes demandas com qualidade e profissionalismo”, observa. As mudanças no perfil das compras públicas também impactaram a organização do setor. O aumento da demanda incentivou a criação e fortalecimento de cooperativas, ampliando a capacidade dos produtores de atender contratos e acessar novos mercados. Com alimentos colhidos e distribuídos em curto intervalo de tempo, a produção local garante maior frescor e qualidade aos produtos entregues nas escolas, devido à proximidade entre campo e consumo. Esse modelo também reduz perdas logísticas, estimula a produção regional e mantém a renda circulando dentro do próprio Distrito Federal, fortalecendo a economia rural.
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Agricultura familiar abastece escolas públicas do DF e garante alimentação de qualidade para 697 unidades
“Eu acho a alimentação daqui muito boa, de verdade. Ela é cheia de nutrientes, tem muita salada e as tias cozinham muito bem. Sempre há bastante variedade. A gente sabe que pode comer bem aqui e, assim, se concentrar melhor nos estudos." A fala do estudante Adam Brandão, de 17 anos, do Centro de Ensino Médio 1 do Guará, reflete o impacto da agricultura familiar no abastecimento das 697 escolas públicas do Distrito Federal, que recebem gêneros alimentícios frescos e de qualidade, em um esforço que beneficia cerca de 983 famílias fornecedoras do Programa de Alimentação Escolar (PAE-DF). A merenda escolar é um pilar estratégico para o DF porque ela cumpre uma dupla função: garante uma alimentação saudável aos nossos estudantes e movimenta a economia da agricultura familiar no DF. “Ao trazer para as escolas produtos frescos, de qualidade e de alto valor nutricional, nós fortalecemos o produtor rural, criamos oportunidades de renda no campo e contribuímos de forma direta para a segurança alimentar de milhares de famílias. É um ciclo virtuoso que ultrapassa os muros da sala de aula e alcança toda a sociedade brasiliense, promovendo inclusão produtiva, sustentabilidade e desenvolvimento local”, afirma o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Adam Brandão: "A gente sabe que pode comer bem aqui e, assim, se concentrar melhor nos estudos" | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Até o momento, foram pagos mais de R$ 22,7 milhões aos grupos formais da agricultura familiar com contratos vigentes, o que corresponde a 42,5% do valor repassado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Além disso, a Secretaria de Educação (SEEDF) realizou compras com recursos próprios do Governo do Distrito Federal (GDF), que somam mais de R$ 8,6 milhões. Atualmente, 18 contratos ativos com cooperativas e associações da agricultura familiar totalizam mais de R$ 57,2 milhões. Os alimentos fornecidos incluem 39 gêneros alimentícios convencionais e orgânicos, entre frutas (banana, goiaba, morango, maracujá, tangerina, limão, abacate), verduras e legumes (abóbora, alface, batata, cenoura, couve, tomate, cebola), além de produtos lácteos como queijo, manteiga e iogurte. Em 2026, o mel e o filé de tilápia também serão incorporados aos cardápios. Para garantir a qualidade nutricional, os produtos são colhidos no fim de semana e entregues às escolas na segunda-feira, assegurando frescor, enquanto nutricionistas da Secretaria de Educação realizam visitas periódicas para avaliar os itens recebidos. “A variedade é muito rica, e a gente prioriza montar um cardápio que garanta frutas e verduras todos os dias, para que o aluno tenha acesso a esses alimentos” Fernanda Mateus, subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais A subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais da SEEDF, Fernanda Mateus, explica que a gestão dos alimentos da agricultura familiar na alimentação escolar tem avançado continuamente. Segundo ela, a cada chamamento público, a equipe busca inserir novos produtos, sempre respeitando a sazonalidade. Fernanda destaca que o Distrito Federal é privilegiado por estar cercado por uma região com agricultura muito rica, o que permite ofertar hoje mais de 38 itens da agricultura familiar, entre frutas, verduras e hortaliças, no cardápio das escolas. Neste ano, por exemplo, foram incluídos o tomate-cereja e até o quiabo. “A variedade é muito rica, e a gente prioriza montar um cardápio que garanta frutas e verduras todos os dias, para que o aluno tenha acesso a esses alimentos”, afirma. Mais de 50% dos gêneros alimentícios utilizados na alimentação escolar são oriundos da agricultura familiar. “Temos um leque de cerca de 90 produtos. Desses, mais de 40 vêm da agricultura. É muita coisa. São 500 mil refeições por dia, é uma estrutura enorme”, destaca Fernanda. Ela explica que a SEEDF atua em conjunto com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) por meio de um grupo gestor. É esse grupo que faz estudos técnicos para verificar se há produtores cadastrados, se a produção é suficiente e se o item pode ser inserido no cardápio da rede. Foi assim com a inclusão recente do mel: após analisar a produção disponível no DF e no Entorno, a Secretaria de Educação lançou a chamada pública e já começará a inserir o produto gradualmente no cardápio. Parceria Um grupo de acompanhamento faz estudos técnicos para verificar se há produtores cadastrados, se a produção é suficiente e se o item pode ser inserido no cardápio da rede O Grupo de Acompanhamento da Agricultura Familiar (Portaria Conjunta nº 9/2020), composto por SEEDF, Seagri-DF e Emater-DF, atua para ampliar e qualificar as compras da agricultura familiar, sempre com o objetivo de aprimorar a alimentação escolar e fortalecer a cadeia produtiva local. A Emater-DF desempenha um papel essencial na participação dos agricultores familiares do DF no PNAE. Segundo o presidente Cleison Duval, a empresa orienta os produtores desde a decisão sobre o que plantar até o processo final de entrega, além de oferecer assistência técnica contínua, acompanhamento da produção, apoio no entendimento dos editais e organização da documentação necessária para participar das chamadas públicas. “O PNAE é uma política pública estruturante porque não apenas compra alimentos: ele organiza e fortalece toda uma cadeia produtiva. Garante renda estável, diversifica a produção, incentiva práticas sustentáveis e promove inclusão social, dando oportunidade para que agricultores que antes não acessavam mercados maiores se profissionalizem e cresçam. Muitos produtores começam no PNAE, ganham segurança, permanecem no campo e depois conseguem alcançar outros mercados. A Emater-DF acompanha cada etapa desse processo, oferecendo orientação, organização e apoio técnico para que essas famílias produzam mais, melhor e com qualidade”, explica Cleison Duval. Alimentação reforçada Cynara Martins: "São muitos itens, e isso é muito importante para a alimentação" O Centro de Ensino Médio 1 do Guará, uma das escolas abastecidas pela agricultura familiar, conta com 1.175 estudantes entre 14 e 17 anos, distribuídos do 1º ao 3º anos do ensino médio. A escola funciona na modalidade integral parcial, em que parte dos alunos frequenta a modalidade integral, enquanto a outra parte segue o regime regular. A diretora da unidade, Cynara Martins, explica que a principal mudança percebida no cardápio foi a variedade. “Hoje você tem opção de salada fria, legumes e frutas. Os alunos têm muita aceitação, eles adoram a merenda. Antes, quando preparávamos uma galinhada, por exemplo, o máximo que conseguíamos era colocar um milho e pronto. Não havia opção de salada, de legumes. Agora tem fruta todo dia, fazemos sucos, vem batata-doce. São muitos itens, e isso é muito importante para a alimentação”, afirma. Cynara destaca também o frescor dos alimentos e a organização da logística. “Os produtos chegam toda segunda-feira. A pessoa recebe, dá uma olhadinha, e se tiver alguma coisa com problema eles mesmos já trocam. Eles são muito atenciosos, nunca nos deram qualquer dificuldade. Acredito que trabalham com prazer”, disse. A merendeira Elivania Nogueira recebe muitos elogios dos alunos [LEIA_TAMBEM]A merendeira Elivania Nogueira, de 48 anos, conta que a rotina de trabalho na alimentação escolar é boa, principalmente porque tudo chega muito fresquinho. Ela diz que faz tudo com muito prazer e segue uma orientação recebida: cozinhar como se fosse para os próprios filhos, nunca servindo algo de má qualidade. Para ela, trabalhar com ingredientes frescos é muito gratificante e torna o preparo mais saboroso. Explica que a variedade de produtos facilita o trabalho e permite inovar no cardápio. Sobre o retorno dos alunos, afirma que eles sempre elogiam. “Tia, estava uma delícia o lanche”, escuta quase todos os dias.
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