Copa do Mundo: excesso de alimentos não saudáveis exige atenção
Salgadinhos, batata frita, torresmo, queijos e outros petiscos gordurosos costumam ser presença garantida nos encontros para assistir aos jogos da Copa do Mundo. O problema é quando esses alimentos passam a fazer parte da rotina durante o torneio e são consumidos em excesso, aumentando a ingestão de gordura, sódio e açúcar. Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alerta para a importância de manter uma alimentação equilibrada, mesmo nos dias de partida, para evitar prejuízos à saúde. De acordo com a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, o organismo costuma dar sinais quando a alimentação passa dos limites. “O exagero na alimentação geralmente está associado à má digestão, sensação de empachamento e outros desconfortos gastrointestinais. Já o excesso de bebida alcoólica pode provocar perda da coordenação motora e até do nível de consciência”, explica. Para quem optar por consumir bebida alcoólica, a orientação é manter uma boa hidratação, alternando cada dose com água e evitando excessos | Foto: Matheus Oliveira/SES-DF Escolhas saudáveis Mesmo em poucos dias, o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, açúcar e sódio pode causar impactos negativos à saúde. A orientação é manter a rotina alimentar e evitar que os petiscos substituam refeições equilibradas. Pessoas com hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares devem redobrar os cuidados e seguir as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira. Quem pretende reunir amigos e familiares para acompanhar as partidas não precisa abrir mão dos lanches. A especialista recomenda incluir frutas, castanhas, sanduíches preparados com alimentos in natura ou minimamente processados e pastas à base de ricota ou iogurte natural. “Essas opções são nutritivas, práticas e também agradam as crianças”, ressalta. “O exagero na alimentação geralmente está associado à má digestão, sensação de empachamento e outros desconfortos gastrointestinais. Já o excesso de bebida alcoólica pode provocar perda da coordenação motora e até do nível de consciência” Carolina Gama, gerente de Nutrição da SES-DF Equilíbrio A emoção dos jogos também pode influenciar o comportamento alimentar. Segundo a nutricionista, algumas pessoas acabam descontando a ansiedade na comida, o que favorece os exageros. “A recomendação é manter os horários das refeições, praticar atividade física e fazer escolhas mais saudáveis ao longo da competição”, orienta Gama. Para quem optar por consumir bebida alcoólica, a orientação é manter uma boa hidratação, alternando cada dose com água e evitando excessos. “O ideal é consumir bebidas alcoólicas com moderação e não com o objetivo de perder o controle. Com equilíbrio, é possível aproveitar a Copa do Mundo sem deixar a saúde em segundo plano”, conclui a profissional. *Com informações da SES-DF
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Preparar ceia em casa é opção para Natal mais saudável
É praticamente impossível evitar: na ceia de Natal, muita gente “chuta o balde” e transforma a alimentação mais saudável em uma meta para o ano seguinte. Porém, uma dica simples pode ajudar a transformar a noite de 24 de dezembro em um encontro familiar menos danoso para a dieta: preparar a ceia em casa. “Os pratos natalinos tradicionais, feitos com carnes assadas, farofa, frutas secas, legumes e grãos fazem parte da cultura alimentar brasileira, que deve ser valorizada. As preparações caseiras geralmente têm menos sódio, gordura, açúcar e aditivos químicos”, ensina a nutricionista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Carolina Cunha. Fazer a ceia em casa, além de uma opção mais saudável, pode entreter toda a família | Foto: Arquivo/Agência Brasília A ceia feita em casa, segundo a profissional, também tem importância para a educação alimentar das crianças: ao acompanhar os preparos, elas aprendem sobre os alimentos, conhecem as tradições culinárias e até aceitam melhor os pratos, além de ser uma atividade diferente para o período de férias. “Resgatar a elaboração alimentar doméstica é uma forma de preservar tradições, fortalecer vínculos familiares e melhorar a qualidade nutricional da ceia”, acrescenta Cunha. Essa é a realidade na casa da Núbia Santos, de 43 anos. Cozinheira de mão cheia, já no início de dezembro ela começa a ser questionada pelos parentes sobre o que vai servir na véspera do feriado. O preparo, contudo, recebe ajuda de muitas mãos. “Na minha família, a gente sempre teve esse hábito de passar o Natal juntos, fazendo todo tipo de comida”, conta. Na noite da ceia, a mesa fica cheia, com o marido, seus irmãos, cunhados, sobrinhos e amigos. Núbia Santos dá o exemplo: "Eu nunca pego um peru e coloco direto no forno. Prefiro usar o meu tempero caseiro" | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Núbia prefere comprar alimentos para ela mesma preparar. “Eu nunca pego um peru e coloco direto no forno. Prefiro usar o meu tempero caseiro”, revela. Ciente da importância dos vegetais, ela aposta na criatividade para fazer apresentações bonitas, que chamam a atenção. “Uso legumes e verduras, cozidos ou crus, para fazer saladas bem bonitas”, diz. Bom senso nas escolhas Cunha ressalta a importância do Guia Alimentar para a População Brasileira. Elaborado pelo Ministério da Saúde, o documento reforça que não existem alimentos “proibidos”, mas, sim, escolhas que devem ser feitas com consciência. As exceções podem acontecer, como um doce ou um prato típico das festas, desde que inseridas em uma rotina que continue priorizando alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, vegetais, feijões, carnes, cereais, leite e ovos. [LEIA_TAMBEM]"O que realmente deve ser evitado ao máximo, especialmente para crianças, são os alimentos ultraprocessados: refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, embutidos, bebidas açucaradas, doces industrializados e produtos prontos ricos em aditivos. Esses alimentos não fazem parte de uma alimentação saudável em nenhuma época do ano e podem interferir no apetite, no comportamento e no estado nutricional”, afirma a nutricionista da SES-DF. “As férias podem trazer uma rotina mais leve e flexível, mas isso não precisa significar ‘chutar o balde’. É possível aproveitar encontros, viagens e celebrações sem abrir mão completamente de hábitos saudáveis. É sempre tempo de 'pegar o balde’ de volta”, acrescenta Cunha. *Com informações da Secretaria de Saúde
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