DF consolida política de segurança baseada em evidências com lançamento do 2º anuário e realização de simpósio especializado
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), lançou, nesta terça-feira (24), o 2º Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal, no auditório Valdéria da Silva Barbosa, no Complexo da Polícia Civil do Distrito Federal. O material consolida um dos mais importantes instrumentos de transparência ativa, inteligência institucional e fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências no país. O documento apresenta um panorama completo de indicadores como os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) — homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte — além de dados sobre mortes por intervenção legal e registros de desaparecimento de pessoas. O lançamento do anuário dá início ao 1º Simpósio Qualis de Dados e Informações de Segurança Pública, que será realizado entre os dias 24 e 26 de março, no mesmo local. O segundo anuário aprofunda a análise técnica dos fenômenos criminais, amplia a compreensão sobre padrões e dinâmicas da violência e fortalece a capacidade da pasta de planejar, monitorar e avaliar suas ações por meio de dados. A publicação também evidencia os resultados do programa Segurança Integral, que tem promovido maior integração entre as forças de segurança e contribuído para o avanço dos indicadores. A vice-governadora Celina Leão ressaltou a importância do documento e destacou que segurança pública não se faz de forma isolada — ela depende da atuação conjunta das forças de segurança, do Tribunal de Justiça, do Ministério Público e de todas as instituições que trabalham de forma articulada para proteger a população. “O DF colhe resultados importantes, com índices que demonstram a efetividade desse trabalho, mas sabemos que é preciso avançar sempre, com um olhar contínuo para os desafios que ainda persistem. Temos uma polícia preparada, presente e comprometida, que cumpre seu papel de proteger o cidadão em todos os territórios. Esse anuário é fruto de uma articulação sólida, de decisões firmes e de um compromisso coletivo com a segurança da nossa população.” O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, ressaltou o caráter estruturante e permanente da iniciativa no contexto da Segurança Integral. “Estamos consolidando no Distrito Federal uma política de segurança pública que se sustenta em evidências, planejamento e responsabilidade institucional. O segundo anuário representa um salto qualitativo na forma como produzimos, analisamos e utilizamos os dados, transformando informação em estratégia e estratégia em resultados concretos para a população. Essa é uma diretriz fundamental para garantir mais eficiência, integração e capacidade de antecipação diante dos desafios contemporâneos da segurança pública”, afirmou. A vice-governadora Celina Leão ressaltou a importância do documento e destacou que segurança pública não se faz de forma isolada | Foto: Divulgação/SSP-DF “Segurança pública é resultado de esforço coletivo. Não falta trabalho nem dedicação — o que enfrentamos são desafios que exigem a atuação integrada de todo o sistema. Por isso, destaco o papel fundamental do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria, da Controladoria, das nossas forças de segurança e, sobretudo, da sociedade civil, que tem sido essencial nesse processo. Estamos avançando com políticas de Estado, baseadas em evidências e com foco na realidade", completou Avelar. O procurador de justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), José Eduardo Sabo, reforçou a importância da informação qualificada para orientação de políticas públicas. “Vivemos um momento de superação, com muitos desafios, mas também com resultados concretos fruto da integração entre as instituições, do foco no cidadão e de uma gestão baseada em dados e evidências. Não há governança sem informação qualificada, e este trabalho traduz com clareza a realidade, orientando políticas públicas não apenas na segurança, mas em diversas áreas. O que vemos hoje no Distrito Federal é uma atuação articulada, transparente e comprometida em preservar vidas e entregar resultados à sociedade.” Segurança no DF Os dados do 2º Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal revelam mudanças importantes na dinâmica da criminalidade, com destaque para a predominância de conflitos interpessoais nos casos de homicídio em 2025, além do uso mais frequente de armas brancas em relação às armas de fogo no recorte analisado. O cenário reforça a necessidade de estratégias que vão além do policiamento tradicional, incorporando ações de prevenção, mediação de conflitos e gestão territorial orientada por evidências. No mesmo período, o Distrito Federal manteve um dos menores índices de mortes por intervenção legal do país, resultado de uma política consolidada de valorização da vida, capacitação contínua e uso proporcional da força, fortalecendo a confiança da população nas instituições de segurança. “Este anuário vai muito além de números. Ele representa o compromisso das instituições com a transparência, com a verdade e com uma gestão orientada pela realidade que impacta a vida das pessoas. É uma ferramenta estratégica que nos permite identificar avanços, corrigir rotas e fortalecer, de forma integrada, as ações de segurança pública no Distrito Federal”, esclarece o delegado-geral da Polícia Civil do DF, José Werick. Os indicadores também apontam avanços relevantes na capacidade de resposta do Estado, com aumento no número de prisões em flagrante em crimes violentos letais, evidenciando o aprimoramento da atuação integrada e dos protocolos operacionais. Ao mesmo tempo, houve reduções expressivas em diferentes modalidades criminosas, como roubos em transporte coletivo e comércio, refletindo a efetividade de ações direcionadas por análise de dados. Por outro lado, o anuário também chama atenção para a necessidade de atuações específicas ao indicar mudanças no perfil de vitimização de grupos vulneráveis, reforçando a importância de políticas intersetoriais e estratégias cada vez mais eficazes para a proteção da população. O material contribui para um debate público mais qualificado e alinhado às reais necessidades do território, como explica o subsecretário de Gestão da Informação da SSP-DF, George Couto. “O segundo anuário consolida uma evolução metodológica significativa e amplia a nossa capacidade de leitura sobre os fenômenos criminais. Estamos aprofundando análises, incorporando novas dimensões e qualificando a interpretação dos dados, o que permite decisões mais assertivas e políticas públicas mais eficazes. Trata-se de um instrumento estratégico que aproxima o Estado da sociedade e fortalece a transparência como princípio da gestão pública”, destacou. Simpósio O 1º Simpósio Qualis de Dados e Informações de Segurança Pública, será realizado entre os dias 24 e 26 de março, no Auditório Valdéria da Silva Barbosa, no Complexo da Polícia Civil do Distrito Federal. Promovido pela SSP-DF, por meio da Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), o evento integra o ciclo de consolidação do anuário. Os interessados ainda podem se inscrever para participar dos debates. O simpósio reúne especialistas, gestores, pesquisadores e profissionais das forças de segurança em um ambiente institucional voltado à troca de experiências, ao compartilhamento de metodologias e à construção de soluções inovadoras baseadas em evidências. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
Ler mais...
DF localiza 98% das pessoas desaparecidas e tem o maior índice de eficiência do Brasil
O Distrito Federal alcançou o índice de 98% na localização de pessoas desaparecidas no país, segundo o primeiro Anuário de Segurança Pública do DF, lançado na quarta-feira (18), pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A porcentagem coloca a capital do Brasil como uma das mais eficientes na resolução desse tipo de ocorrência. O relatório da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) também aponta uma redução de 18% no tempo médio de registro do desaparecimento de uma pessoa – de 148 horas, em 2023, o número caiu para 122 horas, em 2024. A diminuição demonstra assertividade das estratégias atualmente implementadas para o enfrentamento desses casos no Distrito Federal. Dados do primeiro Anuário de Segurança Pública apontam que 98% das pessoas desaparecidas na capital federal são localizadas | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Os resultados positivos, segundo o subsecretário de Integração de Políticas em Segurança Pública da SSP-DF, Jasiel Fernandes, são fruto de uma série de medidas integradas implementadas desde 2023 pela pasta, que vão além do registro e da investigação tradicional. “Hoje, contamos com uma série de iniciativas que permitem localizar mais rapidamente as pessoas, principalmente nas primeiras 24 horas, por meio de uma política pública estabelecida pela Rede de Atenção Humanizada de Pessoas Desaparecidas”, explica. [LEIA_TAMBEM]Entre as principais ações está o protocolo Sinal de Busca Imediata, que compartilha a imagem da pessoa desaparecida com mais de 30 órgãos do Distrito Federal e de outros estados, logo após o registro da ocorrência. “Esse compartilhamento agiliza a busca e potencializa as chances de localização”, completa o subsecretário. Em maio deste ano, a SSP-DF realizou o 1º Encontro Técnico Interinstitucional sobre Fluxos de Atenção às Pessoas Desaparecidas, um marco na construção da Rede Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas. O objetivo é criar protocolos bem definidos e mais eficazes. Para além disso, a pasta conta um cadastro distrital de desaparecidos no Instagram – uma parceria, em âmbito federal, com a empresa Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) para disseminação de informações em um raio de 160 km do desaparecimento da pessoa –, além de atendimento psicológico e assessoria jurídica aos familiares. “O desaparecimento de uma pessoa é sempre uma situação de angústia para as famílias. Nossa missão institucional é oferecer uma resposta integrada, sensível e eficaz”, afirma Fernandes. O protocolo Sinal de Busca Imediata, que compartilha a imagem da pessoa desaparecida com mais de 30 órgãos do DF e de outros estados, agiliza as buscas e aumenta as chances de localização Não espere 24 horas Considera-se desaparecida qualquer pessoa cujo paradeiro seja desconhecido por motivo anormal, encontrando-se em local incerto. Segundo o subsecretário, o ideal é registrar o desaparecimento o mais rápido possível. “O que define o desaparecimento é a ruptura da rotina. Quando isso ocorre, o registro deve ser imediato. Os primeiros minutos são fundamentais”, orienta. O Boletim de Ocorrência (BO) é a principal ferramenta para dar início às buscas. Além disso, ele subsidia a produção de dados importantes para a formulação de políticas públicas e estratégias de investigação. Quando a pessoa é localizada – seja por contato da família com a delegacia, seja por ação direta da polícia – o BO é atualizado e o caso passa a constar nas estatísticas de localização. Da mesma forma, se for identificado um homicídio ou um falecimento por causa natural ou acidente, o registro é alterado e deixa de ser classificado como desaparecimento. “Tão importante quanto registrar o desaparecimento de uma pessoa é o registro da sua localização, para que os órgãos possam finalizar a busca e concentrar atenção a outros casos”, finaliza Jasiel.
Ler mais...