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Atenção Primária à Saúde (APS)

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UBS 5 do Itapoã inicia atendimento à população

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 do Itapoã iniciou os atendimentos nesta segunda-feira (14). Localizada nas proximidades do Condomínio 47, a nova unidade tem capacidade para atender aproximadamente 4 mil pessoas. Por lá, são ofertadas consultas médicas e de enfermagem, acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de serviços de planejamento reprodutivo. Também são disponibilizados procedimentos como inserção de dispositivo intrauterino (DIU) e Implanon, bem como testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis (IST). A equipe de Saúde da Família é formada, inicialmente, por médica, enfermeira, técnica de enfermagem e dois agentes comunitários de saúde (ACSs). A estrutura conta ainda com consultórios, sala de medicação, sala de curativos, recepção e espaços de apoio. Antes da abertura da UBS 5, os moradores do Itapoã Parque precisavam buscar atendimento em outras unidades da região, principalmente na área central do Itapoã ou no Paranoá. A abertura da quinta Unidade Básica de Saúde do Itapoã também contribui para reorganizar a demanda pelos serviços de Atenção Primária na região. A estimativa é de que o Itapoã Parque tenha cerca de 30 mil habitantes. UBS oferece consultas médicas e de enfermagem, acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de serviços de planejamento reprodutivo | Fotos: Divulgação   Ampliação gradual dos serviços A oferta de serviços será ampliada gradualmente. Neste primeiro momento, alguns atendimentos continuarão sendo realizados com o apoio de outras unidades da região. A coleta de exames, os atendimentos de saúde bucal e os serviços de farmácia serão realizados nas UBSs 2 e 3 do Itapoã. As demais demandas de Atenção Primária já podem ser atendidas na nova unidade. A abertura da quinta Unidade Básica de Saúde do Itapoã também contribui para reorganizar a demanda pelos serviços de Atenção Primária na região   Serviço: UBS 5 Itapoã Endereço: DF-001, nas proximidades do Condomínio 47, no Itapoã Parque Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h Serviços oferecidos: consulta médica, consulta de enfermagem, acompanhamento de doenças crônicas, saúde da mulher e planejamento reprodutivo (inserção de DIU, Implanon e testes rápidos).

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Delegação da Etiópia visita rede pública de saúde do DF

Representantes do Ministério da Saúde da Etiópia e de instituições parceiras estiveram no Distrito Federal para uma visita às unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O encontro focou a troca experiências entre os dois países e apresentou práticas adotadas no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o debate sobre estratégias de gestão, financiamento e organização dos serviços de saúde. Nesta quarta-feira (24), a delegação visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul para conhecer de perto o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) do DF. A programação incluiu a observação das rotinas de atendimento e a apresentação da estrutura responsável por organizar o acesso da população aos serviços da rede pública na capital. “É um privilégio mostrar como funcionam as nossas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa troca é muito rica e pode contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos dois países”, afirma o coordenador de APS da SES-DF, Afonso Mendes. A delegação visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul para conhecer de perto o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF   Em busca de exemplos A missão internacional busca promover o intercâmbio técnico sobre temas essenciais para os sistemas públicos de saúde. Entre os assuntos debatidos estão Estratégia Saúde da Família, governança descentralizada e tripartite do SUS, financiamento baseado em desempenho e qualificação da força de trabalho, entre outros.  A visita ocorre em um momento em que a Etiópia deseja aperfeiçoar seu sistema de saúde por meio de uma reforma sanitária. Nesse contexto, o país tem analisado experiências internacionais consideradas referências na área e identificou no SUS exemplos que podem auxiliar na construção de políticas voltadas à ampliação do acesso e à melhoria do cuidado oferecido à população.  “É um privilégio mostrar como funcionam as nossas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa troca é muito rica e pode contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos dois países” Afonso Mendes, coordenador de Atenção Primária à Saúde Para o assessor técnico da Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Danylo Vilaça, o intercâmbio beneficia não apenas a Etiópia, mas também fortalece a cooperação entre os países. “Depois da pandemia, ficou evidente a importância de sistemas universais de saúde capazes de promover vacinação, prevenção e atendimento integral. Compartilhar experiências acumuladas ao longo de mais de 30 anos do SUS contribui para que outros países fortaleçam seus sistemas e para que possamos enfrentar juntos desafios que são globais”, avalia.   * Com informações da SES/DF

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Mais de 6,5 mil Implanons já foram disponibilizados pela rede pública do DF

De fevereiro até o fim de maio deste ano, a rede pública de saúde do DF distribuiu e colocou 6.692 unidades do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel (Implanon). O mais recente método contraceptivo incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido oferecido a todas as meninas e mulheres de 14 a 49 anos.  Colocação do Implanon é rápida, requerendo apenas anestesia local; dispositivo é considerado de alta eficácia | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF “É um método moderno, reversível e o mais eficaz que nós temos em uso por período prolongado, atualmente, de até três anos; a taxa de falha é inferior a 0,05%", descreve Viviane Albuquerque, referência técnica distrital (RTD) em saúde da mulher no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) da Secretaria de Saúde (SES-DF). Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, o Implanon é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. Além disso, a inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local na parte interna do braço. “Não existe o melhor método do mundo; existe aquele que é o melhor para o seu corpo e para a sua rotina” Viviane Albuquerque, referência técnica distrital em saúde da mulher da Secretaria de Saúde Inicialmente limitado a grupos prioritários, o medicamento tinha 10,1 mil unidades à disposição. Com o aumento de profissionais capacitados para fazer a inserção e a soma de 5,5 mil novos dispositivos, a oferta foi ampliada. Atualmente, todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do DF possuem o contraceptivo.  Implanon não é chip para estética Apesar de semelhanças, o método contraceptivo não se confunde com os chamados “chips da beleza”. Esses últimos são, na verdade, implantes hormonais produzidos por farmácias de manipulação que contêm esteróides anabolizantes ou hormônios androgênicos (como testosterona). O comércio desses dispositivos com finalidade estética, para ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo, é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Esqueça as promessas de corpo perfeito associadas a implantes hormonais que são vistas na internet”, adverte Viviane Albuquerque. “Não é disso que se trata. O Implanon não exerce nenhuma ação nesse sentido, somente evita a gravidez.” Adaptação ao método Tratando-se de um dispositivo contraceptivo hormonal, lembra a especialista, são previstas reações indesejadas, comuns nos primeiros meses, enquanto o corpo adapta-se à ferramenta. Os principais efeitos estão relacionados a mudanças no ciclo menstrual, alterações na pele e no cabelo, sensibilidade nos seios e dor de cabeça, além de variações de peso corporal. [LEIA_TAMBEM]O Implanon não é a única opção de alta eficácia disponível na rede pública de saúde. A SES-DF oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. A secretaria ressalta que apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs); o Implanon tem como foco a gravidez. “Não existe o melhor método do mundo; existe aquele que é o melhor para o seu corpo e para a sua rotina”, orienta a médica. “Além disso, há métodos que se complementam”. Toda a população em idade fértil tem acesso aos contraceptivos a partir do atendimento nas UBSs. Para aconselhamento integral e decisão compartilhada junto a profissional de saúde, recomenda-se procurar a equipe de Saúde da Família em sua unidade de referência.    *Com informações da Secretaria de Saúde      

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DF é referência nacional em aleitamento materno

No Dia Mundial do Aleitamento Materno, comemorado nesta quinta (21), os serviços da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) destacam-se como uma referência para o Brasil. “É devido ao empenho de uma enorme rede de profissionais e do reconhecimento da população que o DF ocupa o posto onde está”, avalia Graça Cruz, integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF.    Graça Cruz, da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF: “Quando a gente protege o aleitamento materno, estamos contribuindo para a formação de um adulto mais saudável” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF  A primeira versão da política de amamentação na capital tem origem em 1993, com a Lei nº 454, de 14 de junho de 1993. De lá para cá, foram diversas iniciativas públicas na área. As medidas mais recentes incluem a implantação das salas douradas e do Selo Dourado e a dispensa da taxa de inscrição em concursos públicos para doadoras de leite materno.  No rol de ações da SES-DF, estão entre os destaques o método Canguru, que incentiva o contato pele a pele entre os pais e a criança recém-nascida; a regulação da atuação de doulas nas unidades de saúde desde 2020 e a classificação do trabalho dos 14 bancos de leite humano como Padrão-Ouro pela Fiocruz e pela Rede Nacional de Bancos de Leite Humano.  Cuidado de décadas O Dia Mundial do Aleitamento Materno remonta a 1981, quando os Estados-membros da Assembleia Mundial da Saúde (AMS), órgão deliberativo supremo da Organização Mundial da Saúde (OMS), aprovaram o Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno. No Brasil, cuja política de aleitamento materno é exemplo para o mundo, outro marco completou duas décadas em 2026: a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006, que destaca a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (Nbcal).  Ambos os textos regulam produtos e alimentos que podem ser utilizados como substitutos do aleitamento materno. De acordo com os documentos, são vedadas a distribuição de amostras de mamadeiras, bicos, chupetas e suplementos nutricionais indicados para recém-nascidos de alto risco e a atuação de representantes comerciais nas unidades de saúde. As medidas buscam enfatizar a importância da amamentação como forma de melhorar a nutrição e a saúde materno-infantil. [LEIA_TAMBEM] “Quando a gente protege o aleitamento materno, estamos contribuindo para a formação de um adulto mais saudável, com menor possibilidade de doenças crônicas e adequado desenvolvimento cognitivo”, explica Graça Cruz. “Buscamos a formação de um cidadão pleno.” Resultados Essa atuação no âmbito das políticas públicas garante bons resultados. De acordo com o mais recente boletim sobre o estado nutricional e consumo alimentar da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde (APS) do DF, mais de 68% das crianças menores de 6 meses receberam aleitamento materno exclusivo (AME). Desse público, 90,5% apresentaram peso adequado.  O resultado representa avanço em relação ao ano anterior, supera a média nacional em mais de 20% e cumpre com a meta da OMS de alcançar pelo menos 50% de AME até 2025. No que se refere ao aleitamento materno continuado (AMC), até os dois anos ou mais, 72,5% das crianças acompanhadas no DF estavam sob tal condição. O percentual é quase 30% superior à média nacional de 43,4%. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Agentes de Vigilância Ambiental recebem mais de 680 tablets

Os profissionais da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), da Secretaria de Saúde (SES-DF), terão à disposição mais de 680 tablets para o desempenho de suas atividades. A primeira remessa, com 170 novos aparelhos destinados aos agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), está sendo distribuída a equipes de Ceilândia e do Núcleo Bandeirante. Equipamento tem entre suas funções a de localizar com precisão os focos de Aedes aegypti identificados por drones da Secretaria de Saúde | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A tecnologia serve, principalmente, para o registro em tempo real das visitas domiciliares. Além disso, a ferramenta permite a localização precisa dos possíveis focos de Aedes aegypti identificados pelos drones utilizados pela SES-DF no mapeamento de determinadas regiões. “Os tablets representam a nossa entrada no mundo digital”, resume o titular da Dival, Edvar Schubach. [LEIA_TAMBEM]A entrega dos equipamentos é acompanhada de breves instruções sobre as funcionalidades e a utilização do aparelho. Nesta terça-feira (10), como parte dos preparativos para a utilização, será feito um treinamento junto à Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) sobre o sistema de informações ambientais do Distrito Federal. Transformação digital A ação faz parte da estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) para a transformação digital da Atenção Primária à Saúde (APS). Mais de 1,6 mil tablets já são usados por agentes comunitários de saúde (ACSs), equipes de Consultório na Rua (eCR) e profissionais que realizam ações fora das unidades SES-DF. “Na prática, isso se traduz em mais tempo para o cuidado direto à população e maior qualidade da informação para gestão em saúde”, ressalta o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda.    *Com informações da Secretaria de Saúde

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Pesquisa internacional avalia ferramenta para rastrear neuropatia periférica diabética

A Unidade de Endocrinologia do Hospital Regional de Taguatinga (Uendo/HRT) tem recepcionado um estudo internacional sobre diabetes. Iniciada no fim de janeiro deste ano, a pesquisa busca detectar precocemente complicações da doença e, assim, evitar consequências graves em pés e pernas, como dor neuropática, úlceras e amputações. Estudo inclui testes clínicos aplicados após o paciente responder a um questionário que apura a existência de sintomas neuropáticos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Meta é incorporar a nova ferramenta à saúde pública, após a validação científica do sistema O estudo integra uma iniciativa da Federação Internacional de Diabetes (IDF, no inglês), com a coordenação científica da Universidade de Cornell de Doha, no Catar. No processo, os pesquisadores avaliam a ferramenta A New Simple sCreening Tool (ACT), desenvolvida para tornar mais rápido o rastreamento da neuropatia periférica do diabetes (NPD), condição que pode, ou não, apresentar sintomas. Após validação científica, a expectativa é incorporar o instrumento à rede pública, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS).  “Com a utilização da ACT, equipes da APS poderão verificar, de forma simples e rápida, pessoas que convivem com diabetes e, se for o caso, encaminhá-las a uma avaliação com especialistas na Uendo/HRT, integrando os serviços da rede pública", explica a endocrinologista Hermelinda Cordeiro Pedrosa, vice-presidente da IDF, coordenadora do Polo de Pesquisa do HRT e investigadora principal do estudo. Como funciona a ACT O uso da ferramenta ACT ocorre em duas etapas. Primeiramente, o participante responde ao Questionário da Pessoa com Diabetes, que tem cinco perguntas sobre sintomas neuropáticos (formigamento, queimação e dormência), indicando a pontuação do desconforto e a localização. Em seguida, são feitos testes clínicos simples, aplicáveis por médico ou profissional de enfermagem. A participação envolve uma única visita presencial, com auxílio financeiro para transporte do voluntário. Público elegível O estudo também é feito no Catar, na Tailândia e na Índia. No Brasil, o trabalho conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes Regional (SBD-DF), comparando a nova ferramenta com métodos de rastreamento já consolidados nos Estados Unidos (Rastreamento de Michigan) e na França (DN4). “Na prática, muitas pessoas com diabetes já apresentam NDP e desconhecem a sua presença.O rastreamento possibilita o diagnóstico precoce e, em alguns casos, pode reverter o quadro ou retardar a progressão da complicação”  Flaviene Romani, endocrinologista coordenadora da pesquisa no HRT A meta da investigação brasileira é incluir 300 participantes. Os critérios de inclusão no estudo são indivíduos entre 18 e 70 anos que convivem com diabetes tipo 1 ou 2. “São excluídas pessoas com condições que possam interferir na neuropatia, como hipotireoidismo descompensado, deficiência de vitamina B12 ou hanseníase e hemoglobina glicada 11%”, detalha a endocrinologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) Flaviene Romani, integrante da equipe responsável pela pesquisa na Uendo HRT.  Usuários do SUS interessados em integrar a pesquisa ACT e que estejam dentro dos requisitos podem entrar em contato com a Uendo/HRT pelo e-mail endocrinologia.hrt@gmail.com. Complicação silenciosa A NPD é uma alteração nos nervos periféricos que começa nas pernas e nos dedos dos pés, podendo causar sintomas, dor ou ainda perda de sensibilidade, favorecendo úlceras. Na metade dos casos, no entanto, evolui silenciosamente.  “Na prática, muitas pessoas com diabetes já apresentam NDP e desconhecem a sua presença”, aponta Flaviene Romani. “O rastreamento possibilita o diagnóstico precoce e, em alguns casos, pode reverter o quadro ou retardar a progressão da complicação.” Qualidade de vida [LEIA_TAMBEM]Além dos benefícios aos participantes, a iniciativa pode reduzir impactos assistenciais no Sistema Único de Saúde (SUS). A chefe da Uendo/HRT, Patrícia Carvalho, ressalta que complicações avançadas do diabetes exigem cuidado multidisciplinar. "O tratamento de uma úlcera, por exemplo, envolve diferentes profissionais e procedimentos específicos”, explica. “Essa abordagem gera custos para o SUS, afetando a qualidade de vida do paciente e de sua família.” Participante do estudo, Wendel Araújo, de 48 anos, entende que contribuir com pesquisas desse tipo é essencial para avanços nos tratamentos. “Considero o estudo muito importante”, afirma. “Diabetes é uma condição complexa, e qualquer progresso que melhore a qualidade de vida é bem-vindo”. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Saúde convoca usuários para atualizar dados cadastrais

Com o objetivo de melhorar a comunicação e tornar mais efetiva a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Saúde (SES-DF) orienta que os usuários atualizem seus dados. A medida beneficia, principalmente, o paciente, facilitando o agendamento de consultas, exames e cirurgias. Atualizar os dados é importante para garantir atendimento aprimorado e eficiente | Arte: Agência Saúde-DF  As informações corretas auxiliam os profissionais de saúde no atendimento e contribuem para um cuidado mais eficiente e seguro. Em caso de mudança de telefone, endereço, e-mail, WhatsApp, entre outros, o usuário deve atualizar esses dados no SUS.  Como atualizar A atualização cadastral pode ser feita diretamente na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do paciente ou durante as visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde. Também pode ser feita por meio do aplicativo Meu SUS Digital, do Ministério da Saúde, ou diretamente pelo site Recadastra SUS DF, utilizando o login do gov.br. A dificuldade em acionar o paciente durante um tratamento acarreta prejuízo direto na saúde dele. “Quando não o encontramos por conta de um número de telefone errado, o paciente fica sem resultados de exames, perde consultas e cirurgias agendadas e também deixa de ser contatado para atualizar suas vacinas”, alerta o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Com cadastros mais completos, também é possível identificar as principais demandas e traçar estratégias bem direcionadas, com o real dimensionamento da demanda.  Absenteísmo [LEIA_TAMBEM]Dados da SES-DF mostram que o absenteísmo ultrapassou os 300 mil registros na Atenção Primária à Saúde (APS) em 2025, sendo cerca de 149 mil no primeiro semestre e 159 mil no segundo. Os números representam um acréscimo de 33,04% em relação ao ano anterior, quando foram registrados mais de 230 mil casos de absenteísmo.  Desde o teste do pezinho até as cirurgias, é essencial ter o contato do paciente ou do responsável. “Ainda que o paciente não tenha alterado informações pessoais recentemente, é fundamental que ele acesse seus dados e confira se tudo está preenchido corretamente”, reforça o secretário de Saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Estudantes de Harvard conhecem Sistema Único de Saúde no DF

Estudantes de mestrado e doutorado em Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA) realizaram, nesta terça-feira (6), uma visita técnica a unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). “O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes a ter um sistema único de saúde sem custos para a população", afirma a professora Márcia Castro, que dá aulas na universidade norte-americana há 18 anos.  A docente defende que o SUS seja um modelo a ser seguido internacionalmente: “A ideia dessa qualificação é mostrar o funcionamento desse sistema. Ao mesmo tempo em que os estudantes aprendem, também ajudam os órgãos de saúde brasileiros a solucionar problemas e desafios”. Estudantes conheceram os serviços ofertados pelas UBSs da Região Norte de Saúde | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Ao todo, 15 alunos de Harvard, assim como 15 estudantes brasileiros de diversas regiões do país, fizeram um tour pela Região de Saúde Norte. O intuito foi observar como o modelo de Atenção Primária à Saúde (APS) do Brasil funciona localmente. A atividade compõe o Curso Colaborativo de Campo em Saúde Pública, parceria entre Harvard e o Ministério da Saúde. A capacitação combina visitas de campo, aulas e trabalhos em grupo para entender o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Estudo pelas unidades A comitiva se dividiu em três grupos para conhecer os serviços na prática. Um visitou a UBS 2 da Fercal, que atende à região rural. Outro conheceu a UBS 8 de Planaltina, no Vale do Amanhecer, e a terceira unidade visitada foi a UBS 5 de Planaltina, em Arapoanga. Alunos analisaram serviços como acolhimento de demanda espontânea, dispensação de medicamentos e realização de atividades comunitárias Representantes da Diretoria Regional de Atenção Primária à Saúde Norte (Diraps) da SES-DF, ao lado dos gestores locais, guiaram os estudantes pelas unidades. Foram apresentados serviços como acolhimento de demanda espontânea, dispensação de medicamentos e realização de atividades comunitárias, além de consultas médicas e de enfermagem em todas as fases da vida.  À frente da Diraps Norte, Alcir Galdino ressalta que a APS é considerada a principal estratégia para garantir saúde à população. “Os municípios brasileiros que investem mais em atenção primária têm melhores indicadores sociais. Além disso, um planejamento governamental de saúde que coloque a APS como o centro do modelo garante maior economicidade do sistema, melhor qualidade no gasto público", avalia.  Exemplo para o mundo Swathi Srinivasan: "Saber que esse sistema funciona em um país tão grande quanto o Brasil, com mais de 200 milhões de habitantes, é surpreendente" [LEIA_TAMBEM]Em seu primeiro ano de doutorado pela Harvard, a norte-americana Swathi Srinivasan acredita que, embora apresente uma organização complexa, o SUS é engenhoso: “Seu funcionamento exige um conhecimento incrível do próprio país, uma enorme compilação de dados e de depoimentos da população. Há a colaboração entre as esferas federal, estadual, distrital e municipal. São todos níveis diferentes, mas que operam em conjunto. Saber que esse sistema funciona em um país tão grande quanto o Brasil, com mais de 200 milhões de habitantes, é surpreendente”. Srinivasan também compara os serviços de APS daqui e os dos EUA. “O SUS é um exemplo para o mundo. Um país rico não é, necessariamente, um país saudável. Os EUA são ricos, mas não sabem como usar seus recursos para fortalecer a saúde pública”, exemplifica.  *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Capacitação sobre covid-19 ajuda a enfrentar desinformação sobre vacinas

Nesta semana, foi lançado o projeto Covid Combate no Distrito Federal, uma iniciativa de capacitação técnica e educativa voltada a profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) que busca combater a desinformação no país. Participaram da capacitação 125 servidores da APS da Secretaria de Saúde (SES-DF). A médica de família e comunidade Lívia Mariosi lembra que a cobertura vacinal está baixa: “De uma meta de 90% de cobertura dos grupos prioritários e especiais, segundo o Plano Nacional de Imunizações, tivemos uma abrangência média de 13% apenas” | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Iniciado na segunda-feira (10), o curso busca fortalecer as competências de trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente do atendimento à população. O objetivo é recuperar os níveis de cobertura vacinal infantil contra a covid-19 no Brasil. Parte importante da capacitação consiste em criar estratégias eficazes para contrapor as fake news sobre imunização, em especial de crianças menores de 5 anos. “Essa é a vacina mais estudada da história, é uma vacina supersegura. Para mim, é inconcebível uma criança morrer por uma doença que é prevenível por imunização”  Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da SES-DF Fruto de parceria entre o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (Ipads), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a empresa farmacêutica Pfizer, o curso é ministrado na modalidade semipresencial, com duração de quatro semanas.  Imunização Segundo a médica de família e comunidade Lívia Antunes Mariosi, desde a pandemia de covid-19, a vacinação de grupos elegíveis a se imunizar contra o coronavírus – entre idosos, gestantes e crianças de seis meses e menos de cinco anos – nunca esteve tão baixa. “Nós temos essa vacina em nosso calendário normal, mas as pessoas não têm procurado as doses”, alerta. “De uma meta de 90% de cobertura dos grupos prioritários e especiais, segundo o Plano Nacional de Imunizações [PNI], tivemos uma abrangência média de 13% apenas”. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, reforça que, embora a pandemia de covid-19 tenha terminado, a vacinação contra o coronavírus continua sendo a principal estratégia de prevenção à doença: “A covid foi um dos vírus respiratórios que mais matou neste ano, e uma das faixas etárias que mais veio a óbito foi a das crianças até 5 anos – exatamente pela baixa cobertura vacinal desse grupo”. De acordo com a gestora, mesmo não evitando que as crianças contraiam a doença, a imunização serve para evitar o agravamento dos quadros. “Isso mostra a importância de se vacinar, de os pais manterem a caderneta de vacinação atualizada”, enfatiza. “Essa é a vacina mais estudada da história, é uma vacina supersegura. Para mim, é inconcebível uma criança morrer por uma doença que é prevenível por imunização”. Projeto de conscientização [LEIA_TAMBEM]Presidente do Ipads, o sanitarista Thiago Lavras Trapé afirma que a baixa cobertura vacinal pediátrica, observada de norte a sul do Brasil, foi o que impulsionou a criação do curso Covid Combate. “Essa baixa cobertura tem muito a ver com o desenvolvimento de fake news associadas à imunização, o que cria uma hesitação às mães em levarem suas crianças aos postos de vacina”, observa. “Por isso, já implementamos esse projeto em 12 cidades pelo país, Brasília é a 13ª”. Durante a capacitação, os profissionais da APS concebem diversas estratégias para acolher e educar o usuário dos serviços de saúde sobre a importância e a segurança da vacinação infantil contra o coronavírus. “Desenvolvemos, por exemplo, um modelo de ‘entrevista motivacional’, em que se ensina a não se contrapor, num primeiro momento, à resistência demonstrada pelos pais em relação às vacinas, mas encorajando, sim, a construírem-se vínculos que possam, pouco a pouco, reverter aquela percepção errada causada pelas fake news”, defende Thiago. *Com informações da Secretaria de Saúde      

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Unidade de saúde mental infantil oferece cuidado e transforma vidas

Cerca de 1,2 mil crianças são atendidas por mês no Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (Compp), órgão da Secretaria de Saúde (SES-DF) que, nesta quinta-feira (23), completa 56 anos de história. A unidade oferece atendimento ambulatorial a pacientes de até 11 anos em sofrimento psíquico moderado ou em uso eventual de substâncias psicoativas. Nesta quinta-feira (23), a equipe do Compp comemorou o aniversário de 56 anos da unidade | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF O pequeno Gael, 5 anos, é atendido no local. Ele foi diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA). A mãe, Suellen Brasil, relata que o Compp foi um divisor de águas na vida da família.  “Quando eu recebi o diagnóstico de TEA do Gael, fiquei perdida, me senti desamparada, e considero que as sessões do Compp fizeram toda a diferença”, afirma. “Eu me senti mais segura nas tomadas de decisões com o Gael, pois tive a oportunidade de participar de um grupo de apoio. Lá eles fizeram todos os encaminhamentos necessários e sou muito grata por isso e por todo atendimento que recebemos”.  A gerente do Compp, Simone Schwartz, ressalta: “Acredito na força desta equipe e reforço que o que sempre nos diferenciou foi a prática interdisciplinar, a escuta cuidadosa e a construção coletiva de soluções para nossas crianças e familiares. O trabalho do Compp é uma prova de que, quando o cuidado é coletivo, a vida pode seguir novos caminhos, com mais afeto, segurança e possibilidades”. [LEIA_TAMBEM]Mais do que um centro de saúde mental, o Compp é um lugar de escuta, acolhimento e construção de possibilidades, onde uma equipe multiprofissional oferece desde atendimentos individuais e grupos terapêuticos até mutirões para elaboração de laudos e realização de exames especializados.  A equipe é composta por 38 profissionais de diversas áreas, incluindo pediatras, neuropediatra, psiquiatras infantis, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistente social. Todos trabalham de forma integrada para oferecer um cuidado humanizado e baseado em evidências, atuando como retaguarda essencial à Atenção Primária à Saúde (APS). Formação e conhecimento O Compp também é um importante espaço de formação e conhecimento, recebendo estudantes de medicina, residentes multiprofissionais e estagiários da Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal (Escs). As ações de matriciamento desenvolvidas pelos profissionais fortalecem a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e qualificam o cuidado em saúde mental oferecido às crianças e suas famílias. Hatha yoga, tai chi chuan e meditação estão entre as atividades oferecidas no Compp Ao longo de sua trajetória, o Compp tem levado o nome da SES-DF a eventos científicos nacionais e internacionais, com trabalhos premiados e reconhecidos pela relevância social. Seus profissionais publicam artigos e livros, contribuindo para a produção de conhecimento em saúde mental infantojuvenil, um campo fundamental para o futuro da sociedade. Outro diferencial do serviço são as Práticas Integrativas em Saúde (PIS), como hatha yoga, tai chi chuan e meditação, que promovem o bem-estar, previnem agravos e fortalecem vínculos terapêuticos. Essas atividades refletem a essência do Compp: olhar a criança em sua totalidade, corpo, mente e contexto social, e construir caminhos de cuidado em parceria com suas famílias. Atendimento O acesso ao serviço se dá por meio de regulação feita pela Atenção Primária, quando os usuários preenchem alguns critérios, como apresentar humor deprimido, ansiedade intensa, sofrimento psíquico, entre outros. Após a avaliação e estratificação do risco, os pacientes recebem um plano de cuidado e, uma vez estabilizados, são contrarreferenciados à Atenção Primária para continuidade do acompanhamento. O processo inclui ainda a articulação da rede intersetorial para o cuidado em saúde mental, garantindo uma atenção integral e contínua. *Com informações da Secretaria de Saúde     

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