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Programa Deep Tech encerra segunda fase com conexão entre ciência e mercado

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Tecnologias desenvolvidas a partir da pesquisa científica ganharam espaço para se apresentar na noite da última quinta-feira (20/8), durante o encerramento da segunda fase do programa Deep Tech da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O encontro foi realizado no BRB Lab, no Parque Tecnológico de Brasília (BioTic), na Granja do Torto, e reuniu representantes das startups participantes, além de pesquisadores e empreendedores do Distrito Federal. Ao longo da programação, cada startup teve três minutos para apresentar sua proposta. Os empreendedores mostraram as tecnologias em desenvolvimento, os desafios que pretendem resolver e as possibilidades de aplicação de suas soluções. O evento também criou um ambiente de aproximação entre os participantes, permitindo a troca de experiências e a formação de novas conexões com instituições de pesquisa, empresas e profissionais do setor. O encerramento marca mais um passo de um processo iniciado com a seleção dos projetos. Lançado em 2025, o Deep Tech FAPDF recebeu 819 inscrições. Após as primeiras etapas de avaliação, 115 propostas foram desenvolvidas e submetidas para análise, resultando na seleção de 30 startups para a segunda fase da iniciativa. Com investimento total de R$ 9,8 milhões, o programa foi estruturado para apoiar negócios que surgem a partir de pesquisas científicas e tecnologias de maior complexidade. A proposta é acompanhar essas empresas desde as etapas iniciais de desenvolvimento até a aproximação com o mercado e potenciais investidores. Na segunda fase, cada empresa recebeu R$ 60 mil em subvenção econômica para investir na validação de suas tecnologias e no desenvolvimento de seus modelos de negócio. O investimento total destinado às 30 startups foi de R$ 1,8 milhão. Durante esse período, as empresas contaram com o acompanhamento da Cotidiano Aceleradora de Startups, do Distrito Federal, e da Emerge, de São Paulo, responsáveis pela execução do programa. Agora, o programa segue para uma nova fase. Das 30 empresas participantes, dez serão selecionadas para continuar o processo de desenvolvimento. Cada uma receberá R$ 600 mil em subvenção econômica para avançar na estruturação e validação de seus negócios. A escolha das empresas que seguirão para a próxima etapa está sendo feita por especialistas de mercado. A comissão julgadora se reúne nesta sexta-feira (21/8), e a previsão é de que o resultado preliminar seja divulgado no dia 28 de agosto. Das 30 empresas participantes, dez serão selecionadas para continuar o processo de desenvolvimento | Foto: Divulgação/FAPDF   Ciência, tecnologia e mercado Além das apresentações das startups, o encerramento contou com debates sobre os desafios de transformar conhecimento científico em negócios e sobre as oportunidades para o crescimento das deep techs no Distrito Federal. Um dos painéis reuniu a superintendente científica, tecnológica e de inovação da FAPDF, Ana Paula Aragão; o sócio-diretor da Cotidiano Aceleradora de Startups, Henrique Guimarães; e Daniel Pimentel, da Emerge. A conversa abordou a experiência das empresas ao longo do programa, os desafios enfrentados pelos empreendedores e o potencial de Brasília para fortalecer negócios baseados em ciência e tecnologia. Ana Paula Aragão, superintendente da FAPDF, afirmou que o Distrito Federal tem vocação para empreender. "Temos soluções e precisamos aprender a levar aquilo que fazemos para o mercado e também para o governo”, destacou. O crescimento desse segmento no Distrito Federal ajuda a dimensionar o avanço do ecossistema. Em apenas um ano, o número de deep techs mapeadas na região cresceu 240%, passando de 15 para 51 empresas em 2026. O movimento também se reflete na busca por novas oportunidades de mercado. Na semana passada, as startups participaram de uma missão empresarial voltada para a aproximação do ecossistema com empresas, investidores e outros agentes do setor do Brasil e do exterior, em São Paulo, apoiada pelo Sebrae-DF. Para as dez empresas que avançarem, a próxima fase será um novo passo na tentativa de transformar pesquisa e conhecimento científico em soluções capazes de alcançar o mercado e gerar impacto.   *Com informações da FAPDF

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Novo Laboratório Multiusuário de Inteligência Artificial do GDF amplia investimento em tecnologia de ponta

O Governo do Distrito Federal (GDF) lança, nesta quarta-feira (6), o Laboratório Multiusuário de Inteligência Artificial (LIA). Trata-se de uma infraestrutura de computação de alto desempenho que visa a democratizar o acesso a tecnologias avançadas de inteligência artificial (IA) para pesquisadores, servidores públicos, startups e estudantes.  Laboratório será lançado na sede do BRB Lab, no Biotic | Foto: Divulgação/Secti-DF O lançamento oficial será nesta quarta, às 18h, com solenidade na sede do BRB Lab, no Biotic. O LIA, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), é equipado com recursos computacionais de última geração, incluindo GPUs Nvidia H100 e capacidade de armazenamento. O espaço pretende oferecer ambiente colaborativo para desenvolvimento, teste e implementação de soluções de IA voltadas aos desafios do setor público, nas áreas de saúde, educação, segurança e outras.  A expectativa é que o laboratório viabilize mais de 50 projetos nos primeiros dois anos de operação, gerando economia estimada direta de mais de R$ 15 milhões em recursos públicos. É esperada a formação de um ecossistema robusto, com mais de 5 mil estudantes e profissionais especializados em IA aplicada ao governo. O LIA compõe o Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA-DF), criado em 2023. É um projeto executado pelo Instituto Hardware BR e desenvolvido em parceria com a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF) e demais secretarias do DF.  

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