Resultados da pesquisa

Banco de leite materno

Thumbnail

Banco de leite do HRT homenageia mães doadoras

O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) homenageou, nesta sexta-feira (5), as mães doadoras em uma festa de Natal. A ocasião reuniu profissionais, usuários e parceiros do serviço de saúde durante um almoço na sede do Rotary Club de Taguatinga Norte, um apoiador histórico. A celebração promoveu o encontro entre mães doadoras e mães cujos bebês, internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do HRT, recebem o leite doado. O objetivo foi agradecer às protagonistas da rede de apoio à saúde materno-infantil. "São mulheres que transformam vidas e a realidade. Cada bebê que recebe o leite doado, hoje, pode viver, pode sonhar", enaltece a chefe do BLH-HRT, Natália Conceição. Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga (BLH-HRT) homenageou as mães doadoras em uma festa de Natal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF     Rede de apoio Metici Santos, 39 anos, sabe bem da importância do alimento para o desenvolvimento de um bebê prematuro. Nascida antes das 38 semanas de gestação, a filha Luisa, hoje com seis meses de vida, esteve no colo dos pais durante a comemoração. A mãe doa leite humano há três meses: “É como se eu transmitisse um pouco do carinho que sinto por minha filha para outros bebezinhos”, traduz. Quem reconhece o empenho é Andecléia Campos, 33 anos, mãe do pequeno Asafe, nascido há 17 dias. O bebê está na Utin do HRT, após 27 semanas de gestação; mas a mãe, com suporte da equipe da unidade hospitalar, foi ao evento levar o agradecimento pelo leite ofertado pelo BLH. “Tenho certeza que, quando meu filho estiver grande, vou sempre contar a história de mulheres que se disponibilizaram a tirar e doar leite para ele”, promete. Aleitamento materno Os BLH e os Postos de Coleta de Leite Humano (PCLH) desempenham um papel fundamental na promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno no Distrito Federal. As doações contribuem diretamente para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da saúde e qualidade de vida da população. Caso deseje doar leite, necessite de orientações sobre amamentação ou esteja com problemas nas mamas no período do aleitamento, é possível entrar em contato com o BLH ou PCLH mais próximo de casa. No DF, a Secretaria de Saúde (SES-DF) conta com 14 BLHs e 7 PCLHs. O cadastro para a doação é feito pelo Disque Saúde 160, opção 4; pelo site Amamenta Brasília; ou pelo Portal Cidadão do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Bancos de leite do DF alimentaram 7.990 bebês no primeiro semestre de 2023

O Dia Mundial da Amamentação, celebrado nesta terça-feira (1º), tem significado especial para o Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), a capital do Brasil é a única cidade do mundo a ter autossuficiência do alimento em unidades neonatal. Só no primeiro semestre de 2023, as doações recebidas pela rede pública de saúde nutriram quase 8 mil bebês. Mais de 10.990 litros de leite foram coletados, volume que superou em 14% o mesmo período de 2022. Os números expressivos não refletem apenas a solidariedade das mães lactantes. O sucesso no abastecimento dos bancos de leite também passa pela facilidade que as doadoras encontram na hora de entregar o alimento. Desde 1989, o Corpo de Bombeiros destaca militares para fazer coleta de leite materno em residências do DF. Todas as regiões administrativas são atendidas pelo serviço. Miriam Santos, coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno da Secretaria de Saúde: “Muitas vezes, a mãe está sentindo dor no processo e acha que é normal. Não é. Sentiu dor, tem que procurar ajuda” | Fotos: Sandro Araújo / SESDF “Para agendar uma visita dos bombeiros, basta ligar no telefone 160 [opção 4] ou realizar o cadastro no site do programa Amamenta Brasília”, ensina a coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno da Secretaria de Saúde, Miriam Santos. “A equipe do banco de leite mais próximo entrará em contato para marcar uma visita dos militares, que já levam um kit com máscara, touca e potes esterilizados.” A neonatologista explica que doar o leite materno excedente é mais fácil do que muitas mães pensam. “Um erro comum é achar que o frasco precisa ser preenchido de uma só vez com o alimento”, aponta Miriam. “Na verdade, a mulher tem até dez dias para encher o pote”. Para isso, basta completar o frasco mantido no congelador com a ajuda de um copo de vidro, conforme o leite for retirado. A doação precisa chegar a um banco de leite para ser pasteurizada em até 15 dias, processo que livra o alimento de germes e aumenta a validade. Assim, é importante que a mãe identifique os potes com a data da primeira coleta de cada um deles. Pasteurizado e congelado, o leite poderá ser usado em até seis meses. Um pote com cerca de 300 ml do alimento pode garantir a nutrição de até dez recém-nascidos. [Olho texto=”Um pote com cerca de 300 ml do alimento pode garantir a nutrição de até dez recém-nascidos” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Neste Agosto Dourado, mês de conscientização ao aleitamento materno, estamos focando no apoio à amamentação. Uma mulher que amamenta com prazer é uma potencial doadora”, explica Miriam. “Muitas vezes, a mãe está sentindo dor no processo e acha que é normal. Não é. Sentiu dor, tem que procurar ajuda”. A neonatologista ressalta que a rede pública de bancos de leite do DF está à disposição para dar orientações. “Nossos ambulatórios mantêm as portas abertas de segunda a sexta-feira, pela manhã e à tarde. Basta a mãe chegar para receber o primeiro atendimento”, informa Miriam. “O DF tem 12 maternidades públicas, todas com pontos de atendimento de amamentação. O serviço também é oferecido no Hospital Universitário de Brasília [HUB].” As duas pontas da corrente Ao lado de Paulo Victor e da bebê Sarah, a auxiliar em enfermagem Carla Rodrigues sempre quis ser doadora de leite materno Quando a técnica em enfermagem Carla Rodrigues engravidou, já sabia que seria uma doadora de leite materno. A servidora pública de 37 anos trabalha na unidade de neonatologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e sempre acompanhou de perto a angústia das mães que não conseguem amamentar seus bebês. Os planos da mamãe de primeira viagem, no entanto, por pouco não se concretizaram. “A Sarah, minha bebê, nasceu prematura, e o meu leite demorou um pouco para descer em boa quantidade. Ainda assim, eu conseguia ordenhar e oferecer alguma coisa para ela”, conta. “Quando ela completou 1 mês, minha produção aumentou bastante. E eu pude finalmente me tornar uma doadora. Toda a semana, o Corpo de Bombeiros vai lá em casa e busca os frascos”, comemora. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] ?A história vivida por outra técnica em enfermagem, Luiza Rodrigues, é parecida. Assim como Carla, ela teve pressão alta durante a gestação e também precisou antecipar a vinda de sua bebê no HRT. A diferença é que Olívia nasceu com apenas 32 semanas, e o leite da mamãe de 43 anos demorou para descer na quantidade que deveria. “Eu até conseguia dar algumas mamadas, mas faltava para as outras”, lamenta. A doação de outras mães permitiu que Olívia continuasse se alimentando exclusivamente de leite humano. “Ela tem se desenvolvido muito bem, graças a Deus”, avisa Luiza. “Eu sou só gratidão pelo trabalho desenvolvido pelo banco de leite do HRT. É uma ação muito bonita, que salva vidas e serve como um verdadeiro apoio emocional para aquelas que não podem amamentar seus bebês”.

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador