Bloco das Caliandras anima idosos que frequentam centros de convivência do Gama
Promover um espaço de lazer e, ao mesmo tempo, trazer o tema da segurança da mulher no Carnaval e do combate à violência doméstica. Esse é o objetivo do tradicional Bloco das Caliandras. A tradicional comemoração de Carnaval este ano foi organizada pelas equipes dos centros de convivência e fortalecimento de vínculos (Cecon) Gama Sul e Gama Oeste, na última quinta-feira (27). As unidades são gerenciadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). O evento, realizado no Cecon Gama Oeste, reuniu cerca de 160 participantes das duas unidades. A comemoração é a finalização de um longo percurso, iniciado em outubro, com a realização de oficinas de musicalização, pintura, capoterapia e rodas de conversas com os usuários. Nesse período, foram trabalhados diversos temas envolvendo questões de gênero, como envelhecimento e carnaval, valores culturais e o papel das mulheres na sociedade. Percurso é como são chamados os projetos desenvolvidos no âmbito do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. A comemoração fecha o Carnaval e abre as homenagens pelo Dia Internacional da Mulher nos Cecons | Foto: Divulgação/Sedes-DF Segundo a chefe do Cecon Gama Sul, Flávia Mendes, esse é um projeto criado, inicialmente, para os grupos de idosos, que são formados em sua maioria por mulheres. “O Carnaval cai geralmente muito perto do Dia da Mulher [8 de março]. Então, a ideia é juntar todos esses temas, falar de carnaval, de gênero, de fortalecimento social e cultura. Elas estão vivendo o amadurecimento delas numa fase em que estão sendo debatidas questões que não eram discutidas quando elas eram jovens. Nós falamos sobre o lugar da mulher no carnaval, que também vem sendo ressignificado, como um espaço de lazer, importante para a saúde mental delas, além de ser um lugar seguro para elas se divertirem”, destaca. Neste ano, o Bloco das Caliandras teve apresentação musical do grupo Coco da Quebrada e dos participantes das oficinas de música, além da exposição de pinturas com o mural Mulheres do Samba. Frequentadora do Cecon Gama Oeste há nove anos, Maria do Socorro dos Santos, de 85 anos, fez questão de prestigiar. “Eu já vim aqui duas vezes. Gosto de tudo, a gente se diverte, dança. É tudo muito bom, muito animado. O que gostei mais foi do samba, sambei demais”, conta. Em meio à diversão, são abordados temas como a violência contra a mulher A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra ressaltou que “o Bloco das Caliandras representa um momento de resgate cultural, fortalecimento de vínculos e celebração de trocas intergeracionais.” A gestora continua: “Com essa atividade, os conviventes têm a oportunidade de superar suas próprias vulnerabilidades por meio da diversão." A chefe do Cecon Gama Oeste, Jaqueline Lima, lembra que, normalmente, os casos de violência contra a mulher aumentam no Carnaval. “A ideia dessa ação é unir forças e desenvolver ações e atividades com os nossos conviventes do serviço de convivência para tratar do tema da violência doméstica de forma lúdica. O nome Caliandras dialoga com as características da flor do cerrado, remete justamente à força da mulher e à resistência a contextos não favoráveis”. *Com informações da Sedes-DF
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Carnaval social une debate e diversão em unidades socioassistenciais
[Olho texto=”“O objetivo é levantar questões relacionadas a violação de direitos durante esse período e trazer para a discussão em grupos atendidos por essas unidades”” assinatura=”Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social” esquerda_direita_centro=”direita”] Muito mais do que a folia, o Carnaval é pano de fundo para profundos debates sociais. Equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) aproveitam o momento para abordar questões como combate à violência contra a mulher, combate à exploração do trabalho infantil e temas relacionados a gênero ou raça, entre outras. Ao longo desta semana, os centros de convivência e fortalecimento de vínculos e as unidades de atendimento a pessoas em situação de rua, os centros Pop, vão promover diversas atividades para abordar assuntos como esses. “O objetivo é levantar questões relacionadas a violação de direitos durante esse período e trazer para a discussão em grupos atendidos por essas unidades”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. As ações já iniciadas no fim de janeiro incluem, além dos bailes, oficinas de dança, de percussão e outras apresentações culturais | Foto: Flávia Mendes/Sedes As intervenções começaram, no entanto, no fim do mês passado. Em 21 de janeiro, por exemplo, entrou em campo o tradicional Bloco das Caliandras, no Centro de Convivência Gama Sul. Além das oficinas de dança, de percussão e da apresentação cultural, “a ação dialoga sobre aspectos culturais, relacionais, sociais e políticos, alinhados ao Carnaval e às questões de gênero”, explica a educadora social Flávia Mendes. Na unidade Mozart Parada, mais conhecida como Paradão, está previsto um baile com o Grupo + Vida, com pessoas de mais de 60 anos. No centro do Núcleo Bandeirante, a abordagem é sobre a temática Ser Mulher. Na oportunidade, uma especialista em assistência social vai desenvolver a dinâmica “A mulher no território”, com uma reflexão sobre o espaço feminino na região. “É muito mais que a festa, que também faz parte do trabalho. A ideia é que o público atendido nesses lugares tenha um momento de reflexão para além da folia”, explica o diretor de Convivência da Sedes, Clayton Andreoni. Ao longo desta semana, o Centro Pop de Taguatinga promove diversas oficinas com pessoas em situação de rua com o tema “Carnaval”. Na sexta-feira (17), os frequentadores participam de um baile com diversas atrações. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Estrutura O Distrito Federal tem 16 unidades do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos gerenciadas diretamente pela Sedes, além de parcerias com instituições, totalizando cerca de cinco mil pessoas acompanhadas. Em relação aos centros Pop, o DF conta com dois que funcionam diariamente a partir das 7h e servem como ponto de apoio para quem vive, ou sobrevive, nas ruas. Com rotatividade de cerca de 500 pessoas por dia, nesse local é possível acessar espaços para guarda de pertences, higiene pessoal, alimentação (café da manhã, almoço e lanche) e provisão de documentação, além de prestar informações e orientações sobre os direitos e viabilizar o acesso a outros serviços, benefícios socioassistenciais e programas. *Com informações da Sedes
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