Programa de Incentivo Fiscal do DF tem inscrições abertas para projetos culturais
Já estão abertas as inscrições para o Programa de Incentivo Fiscal do Distrito Federal, da Lei de Incentivo à Cultura (LIC-DF), voltado à seleção de projetos culturais para execução neste ano. O prazo para envio das propostas segue até 31 de agosto, por meio de formulário disponível no site da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural (Sufic). Pelo programa, eventos culturais podem ser viabilizados pela captação de recursos com a iniciativa privada | Foto: Divulgação/Secec-DF O programa possibilita que projetos culturais captem recursos junto à iniciativa privada com base em isenção fiscal, conforme estabelecido pela Portaria nº 110/2024 e suas atualizações. Podem participar pessoas físicas e jurídicas devidamente registradas no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac). “É uma ferramenta importante para estimular a diversidade de projetos e garantir que mais iniciativas cheguem à população do Distrito Federal” Para projetos acompanhados de Carta de Intenção, a proposta deve ser apresentada com antecedência mínima de 75 dias em relação ao início da execução, considerando a fase de pré-produção. A medida tem como objetivo garantir tempo hábil para a análise e a viabilização das iniciativas. Investimentos Os limites de incentivo variam de acordo com o perfil do proponente. Pessoas físicas podem solicitar até R$ 400 mil. Para pessoas jurídicas, o teto é de R$ 813.719,20. Já planos anuais ou plurianuais de atividades podem alcançar até R$ 1,8 milhão. Ao todo, o programa dispõe de R$ 16.274.384,00 para investimento em projetos culturais em 2026. [LEIA_TAMBEM]“O Programa de Incentivo Fiscal amplia as possibilidades de financiamento à cultura, ao aproximar o setor produtivo dos agentes culturais”, reforça o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. “É uma ferramenta importante para estimular a diversidade de projetos e garantir que mais iniciativas cheguem à população do Distrito Federal.” A iniciativa integra a política pública de fomento à cultura do Governo do Distrito Federal e busca descentralizar o acesso aos recursos, promovendo o desenvolvimento econômico e social por meio da produção cultural. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Programa do GDF promove intercâmbios culturais no Brasil e no exterior
O Programa Conexão Cultura DF é voltado à qualificação, promoção, difusão e intercâmbio da arte e cultura produzida no Distrito Federal, tanto em nível nacional quanto internacional – feito para ampliar a circulação e a fruição dos agentes, bens e serviços culturais e criativos para fortalecer a cultura local. Aberto a qualquer agente cultural que tenha Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac), válido no momento da inscrição, o projeto viabiliza a participação dos artistas em cursos, feiras e outros eventos. “Se não fosse pelo projeto, a viagem seria inviável”, comentou o chef Vinicius Rossignoli, que recebeu, em Paris, condecoração como embaixador da cultura brasileira, pelo trabalho com a valorização do resgate cultural e sabores do Cerrado | Foto: Divulgação As despesas para participar de eventos fora do Distrito Federal são custeadas pelo programa, como passagens aéreas ou terrestres, alimentação, hospedagem, taxas de inscrição (caso a participação de um evento cobre algum valor), seguros e transporte de instrumentos ou materiais de apresentações artísticas. Caso seja necessário despachar a bagagem, também é possível que esse valor seja custeado, apresentando a justificativa. [Olho texto=”“Os agentes culturais podem contar com esse incentivo para se qualificar e promover o seu trabalho. Nossa missão é trabalhar para garantir políticas públicas promovendo maior alcance cultural”” assinatura=”Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Ainda durante a viagem, novos convites podem ser feitos para participação em futuras edições. O edital é permanente e com um fluxo contínuo, ou seja, permitindo inscrições do início ao fim do ano, a depender da data em que o artista precisar do apoio financeiro. Este ano, o recurso disponibilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para a utilização do Conexão Cultura foi de R$ 3.970.404. Esse valor é distribuído entre quatro linhas de atuação: circulação nacional, internacional ou mista; participação em eventos estratégicos nacionais e internacionais; promoção de plataformas e, com os artistas do Distrito Federal, intercâmbios de residências artísticas, técnicas de injeção cultural e cursos de capacitação de duração de até seis meses. “A partir do momento que a gente possibilita o agente cultural levar o seu trabalho para outros locais, dentro e fora do país, fortalece e acredita no seu trabalho, estimulando que a cultura seja, de fato, difundida. Os agentes culturais podem contar com esse incentivo para se qualificar e promover o seu trabalho. Nossa missão é trabalhar para garantir políticas públicas, promovendo maior alcance cultural”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. Gastronomia do Cerrado O chef Vinicius Rossignoli, por exemplo, esteve em Paris entre 18 e 21 de outubro, quando recebeu a condecoração como embaixador da cultura brasileira, pelo trabalho com a valorização do resgate cultural e sabores do Cerrado. O título foi concedido pela Divine Académie, uma instituição francesa que promove a excelência cultural. Rossignoli foi o primeiro chef brasileiro a receber essa honraria. Ele afirma que, geralmente, participar de uma premiação não é simples, além de caro – especialmente quando envolve viagens internacionais e artistas que estão iniciando. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Se não fosse pelo projeto, a viagem seria inviável. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal [Secec] tem feito um trabalho muito bacana com o incentivo e valorização dos agentes culturais do DF. Fizemos muitos contatos com embaixadas, e muitos interesses surgiram, o que nos coloca em boa posição para falar de Brasília, além da política. A cultura daqui é um universo a ser apresentado; então, compartilhar e receber conhecimento foi transformador”, declara o chef. Para ele, o Cerrado é um bioma muito estratégico, rico em culturas originais do Brasil. Seus pratos, típicos da região, trazem um projeto de resgate e valorização cultural brasileira com ingredientes como pequi, baru, buriti, jatobá e araticum. “Alguns dos ingredientes mais saborosos são daqui e passam despercebidos por nós. A principal função do chef é traduzir para as pessoas como trabalhar com os ingredientes da região e encontrar suas raízes. E o ingrediente principal é ter orgulho do que você entrega”, acentuou. O Cerrado abriga uma das mais ricas biodiversidades do mundo, sendo ameaçado pelo desmatamento e pelas queimadas. De acordo com Rossignoli, a união entre meio ambiente e gastronomia se dá por meio da redescoberta de sabores, pois quanto mais as pessoas demandam esses alimentos, mais se recuperam áreas degradadas para produzi-los. “A melhor maneira de preservar e proteger é o consumo daquilo que é nosso”, reforça.
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Fundo de Apoio investe R$ 32 milhões no Carnaval e em projetos culturais
A folia de rua de 2023 começa a ser planejada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Uma das linhas de apoio do edital FAC Brasília Multicultural I é totalmente dedicada ao fomento das atividades momescas. Na categoria Jeito Carnavalesco, são, ao menos, 77 vagas de projetos para seis áreas, totalizando o valor de R$ 6,4 milhões. As duas outras categorias previstas no edital são Meu Primeiro FAC e Cultura de Todo Tipo. Com total de R$ 32 milhões, o edital FAC Brasília Multicultural I segue com inscrições abertas até às 18h de 1° de junho, por meio do preenchimento eletrônico. Para saber o detalhamento de cada área e as questões de estrutura, acesse o Edital e os anexos com as categorias Cultura de Todo Tipo, Meu Primeiro FAC, e Jeito Carnavalesco. “O Carnaval é uma manifestação cultural que movimenta as comunidades e a economia. É uma das prioridades dessa gestão“, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. O edital FAC Brasília Multicultural I segue com inscrições abertas até a próxima quarta-feira, 1° de junho | Foto: Hugo Lira Aptos no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac), os proponentes podem inscrever um projeto em uma das seis áreas de linguagens. Confira: – Atividades Carnavalescas de Rua – Mini Porte: 23 vagas no valor de R$ 20 mil – Atividades Carnavalescas de Rua – Pequeno Porte: 21 vagas no valor de R$ 30 mil – Atividades Carnavalescas de Rua – Médio Porte: 14 vagas no valor de R$ 75 mil – Atividades Carnavalescas de Rua – Grande Porte: 10 vagas no valor de R$ 150 mil – Atividades Carnavalescas de Rua – Porte Especial: oito vagas no valor de R$ 220 mil – Organização do Desfile das Escolas de Samba: uma vaga de R$ 1 milhão “É muito importante que o agente cultural leia atentamente o anexo dessa linha de apoio para entender as necessidades das áreas e o detalhamento da estrutura”, lembra o subsecretário de Fomento e Incentivo Cultural da Secec, João Moro. Orientações gerais – Deverá ser considerada no âmbito do projeto a eventual necessidade de carta de anuência das pessoas jurídicas detentoras das áreas públicas de uso especial e das pessoas físicas ou jurídicas detentoras das áreas particulares. – As atividades deverão ocorrer no Distrito Federal, em período obrigatoriamente compreendido entre 1º de fevereiro e 15 de março de 2023. – Os horários e locais escolhidos para realização das atividades carnavalescas poderão sofrer ajustes por parte de órgãos de segurança e fiscalização que deverão ser comunicados previamente à Secretaria de Cultura e Economia Criativa durante a execução do projeto, não constituindo alteração do objeto do projeto para fins deste edital. – Em caso de negativa definitiva dos órgãos de segurança, licenciamento e fiscalização à realização da atividade carnavalesca, será considerado prejudicado o objeto do projeto e cancelado o termo de ajuste, com as demais consequências jurídicas e administrativas. – Não é permitido o cercamento com restrição de entrada, de área da realização da atividade, uma vez que o edital visa um conjunto de eventos abertos realizados em área pública a integrar o carnaval de rua de Brasília em 2023. – Os projetos poderão prever a realização de atividades carnavalescas de rua em mais de um dia e local, devendo estar comprovado, no caso de previsão de realização de mais de uma atividade, que existe capacidade técnica para realização em dias e locais diversos. Nesse caso, será contabilizada a somatória total de público para fins de definição da linha de apoio. – Não é permitido prever no âmbito de um mesmo projeto a realização de atividades concomitantes. – Os selecionados se apresentarão nos locais, datas e horários conforme o que constar no projeto apresentado e conforme a legislação e regramento que rege o carnaval, expedidos pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa e demais órgãos públicos vinculados ao carnaval. – O licenciamento é de exclusiva responsabilidade dos proponentes das atividades carnavalescas, os quais deverão cumprir todas as exigências legais e efetuar o protocolo da documentação necessária dentro do prazo exigido em cada um dos órgãos competentes, não havendo qualquer interlocução ou competência da Secretaria de Cultura e Economia Criativa referente às deliberações. – Os projetos devem observar, independentemente dos prazos deste edital, do pagamento ou de quaisquer outros fatos, os prazos e condições relativos à comunicação e atendimento aos órgãos de segurança, fiscalização e controle, entre eles o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar (PMDF), a Defesa Civil , a Agência de Fiscalização e a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal e Territórios. – Também devem ser observados no âmbito do projeto, além dos prazos estipulados neste edital, os prazos para pagamento de taxas ou relativos à comunicação ou atendimento de outras condições estabelecidas por órgãos de segurança, fiscalização e controle, entre eles o CBMDF, a SSP, a PMDF, a Defesa Civil, a Agência de Fiscalização e a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal e Territórios. – A proteção do patrimônio público e privado deverá ser eficiente a resguardar tais estruturas de eventuais danos pelo público do evento ou ação. – O agente cultural proponente de projeto que no âmbito de sua execução deixar de fornecer as condições mínimas de segurança e limpeza previstas na legislação vigente poderá ser responsabilizado civil e criminalmente por todos os danos causados aos particulares ou ao Estado, reconhecendo no ato de inscrição de que é de sua responsabilidade jurídica exclusiva a realização da atividade carnavalesca. – A não observância dos ditames supracitados no item anterior poderá ainda acarretar na rescisão do termo de ajuste, podendo ainda, o agente cultural proponente do projeto ficar impossibilitado de participar de quaisquer outros editais realizados pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa. – Será inadmitido o projeto que não demonstrar prever a estrutura mínima necessária para a festividade carnavalesca e principalmente para a segurança do público e do patrimônio da cidade. – Deverá necessariamente ser apresentado o alvará do evento, na etapa de prestação de contas do projeto. Dúvidas sobre o edital podem ser tiradas pelo e-mail selecao.sufic@cultura.df.gov.br. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Secec lança prêmio para valorizar a cultura LGBTQIA+
Os artistas LGBTQIA+ de diversas modalidades culturais são destaque na pauta cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Após a inclusão da categoria no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac), a pasta promove um marco no reconhecimento dessa arte no Brasil: lançou nesta quinta-feira (17) o edital 13/2021, que vai premiar 50 artistas do segmento num aporte de R$ 150 mil. Os candidatos podem efetuar a inscrição no período de 18 deste mês até as 18h de 2 de julho. O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, recebeu na tarde da terça-feira (15) representantes do Fórum de Cultura LGBTQIA+ do DF para anunciar o edital de premiação | Divulgação/Secec O Edital 13/2021 foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e vai celebrar artistas do segmento que tenham prestado relevante contribuição ao desenvolvimento artístico do DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, lembra que a arte é generosa em abrigar as minorias, por isso é preciso dar esse passo de reconhecimento aos artistas marginalizados. “Eu me sinto feliz de participar de um momento como esse, ser o pequeno tijolinho dessa construção no país. Espero que sejamos exemplo para as outras secretarias e construamos um edifício”, disse o gestor da pasta, que recebeu, na tarde da terça-feira (15), representantes do Fórum de Cultura LGBTQIA+ do DF para anunciar o edital de premiação. Símbolo de resistência, a arte LGBTQIA+ representa a diversidade e a interseccionalidade no campo cultural. Por meio da arte ballroom (de salão) e drag, a comunidade se destaca. No entanto, é preciso considerar que essa população está presente em todos os estilos e também nos bastidores artísticos. [Olho texto=”“Eu me sinto feliz de participar de um momento como esse, ser o pequeno tijolinho dessa construção no país. Espero que sejamos exemplo para as outras secretarias e construamos um edifício”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”direita”] Combate à homofobia Com a meta de criar cada vez mais meios e contratações inclusivas, a Secec inicia um percurso para o melhoramento das políticas públicas na cultura. “A diversidade, para que tenha voz, precisa sentar na mesa de decisão. Por isso, nada mais justo do que um espaço para isso”, explica a subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural, Sol Montes. A valorização do artista e o acolhimento político funcionam como um enfrentamento ao bullying e à violência. “Os artistas, quando visibilizam sua identidade de gênero e sua orientação sexual, querem dizer algo. E esse algo é que não está tudo bem, porque não é natural e não é normal a violência. Por isso, com esse gesto, a secretaria promove arte como um fator de mudança e transformação social”, declara a produtora cultural Dayse Hansa, representante do Fórum de Cultura LGBTQIA+ do DF. Também produtora e representante do fórum, Ruth Venceremos recorda que a diversidade cultural dentro da comunidade LGBTQIA+ traduz concepções de uma unicidade de manifestações e vivências que perpassam somente pessoas da comunidade, de forma que a arte se torna construtora de uma consciência de humanização. “É de uma coragem e de uma autenticidade o que a secretaria está fazendo em meio à conjuntura que a gente vive. É muito importante esse passo; a gente reconhece, nesta gestão e nesta equipe, pessoas que têm compromisso com a cultura”, agradece Ruth. Inscrições Para participar, basta preencher a ficha do Anexo I, disponível no site www.cultura.df.gov.br, com a apresentação da documentação, que deve ser direcionada à Subsecretaria de Difusão e Diversidade Cultural (SDDC) no e-mail difusaoediversidadedf@gmail.com. A inscrição também pode ser realizada por terceiros, contanto que apresente uma carta de anuência da personalidade e anexo da cópia de documento de identificação com foto e data de nascimento. Do resultado da seleção das candidaturas premiadas caberá recurso fundamentado e específico, que deve ser encaminhado e direcionado à comissão de seleção, por meio do e-mail difusaoediversidadedf@gmail.com. O prazo de apresentação é de dez dias corridos a contar da publicação do resultado no Diário Oficial do Distrito Federal. Considera-se o início da contagem o primeiro dia útil posterior à publicação. Não haverá recurso administrativo após esta fase. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A seleção para o prêmio é composta por servidores da Secec e um agente cultural convidado da sociedade civil. “O edital vai celebrar a trajetória de todos os artistas LGBTQIA+, no entanto, vamos também criar oportunidades para aqueles que nunca receberam nenhuma premiação em fomento da Secec, assim como observaremos a equidade de gênero na seleção”, destaca Sol Montes. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Setor da gastronomia, agora, pode recorrer ao FAC
Empreendedores e profissionais da gastronomia ergueram um brinde à inclusão desse segmento no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac), o que lhes permite acessar recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). A Portaria nº 54 da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), publicada na quarta-feira passada (5), estendeu a elegibilidade ao Ceac a mais quatro categorias – além da gastronomia, trabalhadores de bastidores, artistas circenses de lona e a comunidade LGBTQIA+ que atua nas artes. Chef e empresário Gil Guimarães: “A comida faz parte do nosso dia a dia, de nossa cultura, da nossa identidade” | Foto: arquivo pessoal Entre as mais sofisticadas “Percebemos a necessidade de tornar o Cadastro de Entes e Agentes Culturais espelhado com a complexidade da cadeia de economia criativa do DF. Temos hoje uma das gastronomias mais sofisticadas do país”, observa o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “A gastronomia revela os traços da nossa população, culturas e tradições. Essa inclusão reforça a importância e o potencial de crescimento deste setor”, justifica a subsecretária de Economia Criativa, Érica Lewis. O chef e empresário Gil Guimarães ecoa a fala de Érica: “A comida faz parte do nosso dia a dia, de nossa cultura, da nossa identidade. Nada mais pertinente do que a Secretaria de Cultura valorizar projetos em gastronomia. É uma iniciativa sensacional”. Ele é criador da Baco Pizzaria, da Casa do Baco, da Frankies Hotdog e do Parrilla Burger, em Brasília, e da Napoli Centrale e do C6, em São Paulo. [Olho texto=”“Brasília é uma cidade jovem, mas que já desponta como um dos principais polos gastronômicos do país”” assinatura=”Gil Guimarães, empresário e chef” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Gil entende que Brasília está se descobrindo no terreno da gastronomia. “O trabalho que a gente fez nos últimos dez anos, levando o cerrado para a mesa das pessoas dentro e fora de Brasília, gerou um conhecimento muito grande, desenvolveu a produção familiar e um cinturão verde no entorno, com muitos pequenos produtores que fazem com que a gente consiga ter hoje uma identidade, uma gastronomia com nossa cara, nosso gosto.” O empreendedor acredita que os 61 anos de Brasília não são empecilho para concorrer com lugares em que a tradição recua séculos no tempo: “É uma cidade jovem, mas que já desponta como um dos principais polos gastronômicos do país.” Formado na Universidade de Brasília (UnB) e detentor de muitos prêmios nesse requintado campo, Gil aponta as influências da vegetação que marca nossa geografia física. “É impossível fazer gastronomia em Brasília sem levar em conta um bioma tão forte, tão exuberante e com características tão marcantes. Muita coisa que a gente faz em vários pratos está baseada em produtos do cerrado.” Ana Paula Boquad: gastronomia é expressão fina da cultura | Foto: arquivo pessoal Alimentação e educação Ana Paula Boquad , formada em Pedagogia pela UnB, trabalha desde 2009 com educação ambiental e alimentação. Seu foco está na alimentação orgânica e uso dos frutos do cerrado a partir de pesquisas e parcerias com comunidades agroextrativistas. Em seu trabalho, Ana Paula busca o equilíbrio e a valorização dos frutos sazonais a partir da economia sustentável de pequenos produtores locais, como os kalungas do Vão de Almas em Cavalcante (GO), quilombolas e indígenas. [Olho texto=”“Trata-se de um passo muito importante para enriquecer a nossa história”” assinatura=”Ana Paula Boquad, especialista no uso das frutas do cerrado” esquerda_direita_centro=”direita”] Ativista do movimento “slow food” (educação do paladar), ela participa de encontros como o “Terra Madre Brasil” e festivais gastronômicos e promove o curso “Frutos do Cerrado, identificação botânica e o uso na gastronomia”. Já foi selecionada para representar o Brasil no Urbal (Urban Driven Innovations for Sustainable Food System) em Montpellier, na França, onde alguns países se reuniram para discutir as inovações e soluções de políticas públicas e de sustentabilidade dos sistemas alimentares. Na opinião da empreendedora, a inclusão desse segmento no Ceac é fundamental porque “a gastronomia, como arte e ciência, e a cozinha, como laboratório, são expressões finas da nossa cultura e dos nossos saberes e precisam ser valorizadas como patrimônio cultural, o que inclui os povos tradicionais que representam a identidade da nossa gente. Trata-se de um passo muito importante para enriquecer a nossa história”. Ana cita a Festa do Morango, em Brazlândia (DF), para ilustrar o potencial que festivais gastronômicos têm e que podem ser impulsionados pelo FAC. “Imagina se a gente conseguisse promover outros frutos, que representam o bioma?” Não hesita em dizer que Brasília pode se tornar a capital do pequi, como Arinos (MG) representa a castanha baru. Chás O músico Fábio Pedroza, licenciado em Ciências Sociais e mestre em Psicologia na linha de Desenvolvimento Humano e Cultura pela UnB, assumiu uma paixão por chás que deixou a qualificação acadêmica na lista de espera. O baixista da banda Móveis Coloniais de Acaju foi o precursor na obtenção de incentivo de R$ 11,997 mil no edital Conexão Cultura 2019 para viajar a Taiwan a fim de aprender sobre infusões. “Conhecia pouco sobre os chás de Taiwan até ir para o World Tea Expo em 2017 (a maior feira de chás no Ocidente). Lá conheci e fiquei apaixonado pelos ‘wulongs’ taiwaneses.” Ele explica que o wulong é uma das seis famílias de chá. Aproveita para ensinar que “a gente chama tudo de chá, mas chá é a bebida a partir de uma planta específica, a Camellia sinensis. Todas as outras bebidas, como hortelã, mate, camomila etc., são infusões”. [Olho texto=”“A gente vê a força da gastronomia da Feira da Torre de TV. Há muitas manifestações. Culinária é resistência, comida é cultura na rua”” assinatura=”Fábio Pedroza, dono de loja de chá e cultura” esquerda_direita_centro=”direita”] Fábio também festeja a extensão do Ceac à área de gastronomia. Dono da loja Vai Té Chá – um trocadilho com a grafias estrangeiras da palavra “chá” –, local que mistura ervas e literatura em encontros culturais, além de promover cursos da arte, acredita no potencial de Brasília não apenas para a alta culinária, com suas contas mais salgadas, mas também nas diversas manifestações que pipocam. “A gente vê a força da gastronomia da Feira da Torre de TV. Há muitas manifestações. Culinária é resistência, comida é cultura na rua”, levanta a bandeira. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Última oportunidade – FAC Brasília Multicultural Essas novas categorias podem tirar o Ceac e se inscrever no FAC Brasília Multicultural, publicado no dia 30 de abril, desde que apresentem os documentos até esta quinta-feira (13) para análise em tempo hábil de concorrer ao edital, aberto para propostas entre 14 de maio e 18 de junho. FAC Brasília Multicultural Conheça na íntegra a nova Portaria do CEAC. Edital 6 – FAC Brasília Multicultural Tire ou renove o CEAC Acompanhe o FAC Acesse os formulários de inscrição no Ceac e outras informações (clique aqui). Acesse a cartilha do Ceac CARTILHA CEAC *Com informações da Secec
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