Dia Mundial de Combate à Poliomielite reforça a importância da vacinação infantil
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Neste sábado (24/10), Dia Mundial de Combate à Poliomielite, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância de manter a vacinação das crianças em dia. A vacina é oferecida gratuitamente durante todo o ano na rede pública e protege contra a doença, que pode causar paralisia permanente. Pais e responsáveis devem levar a criança e a caderneta de vacinação a uma sala de vacina para verificar as doses recebidas e atualizar o esquema. Quem não tiver o documento também pode procurar o serviço para verificar a situação vacinal. Quando vacinar O esquema tem cinco doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade, com o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo aos 4 anos. Esse último reforço passou a integrar o calendário nacional em 3 de agosto de 2026. Pais e responsáveis por crianças de 4 anos que ainda não receberam o segundo reforço devem procurar uma sala de vacinação. Não é necessário repetir essa dose quando a criança já completou as três doses iniciais e os dois reforços, com a vacina injetável ou oral. Desde novembro de 2024, o Brasil utiliza exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP), injetável. A vacina oral, conhecida como “gotinha”, deixou de ser aplicada. Pais e responsáveis devem levar a criança e a caderneta de vacinação a uma sala de vacina para verificar as doses recebidas e atualizar o esquema | Foto: Divulgação Proteção em todos os territórios A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, não tem cura. Embora o Brasil não registre casos causados pelo poliovírus selvagem desde 1989, a circulação em outros países mantém o risco de reintrodução e a necessidade de vacinar as crianças. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% do público-alvo. A gerente-substituta da Rede de Frio Central da SES-DF, Laís de Morais, explica que manter a cobertura elevada é essencial para evitar a volta de doenças já controladas, como a poliomielite e o sarampo. A proteção deve alcançar a população de todos os territórios, evitando a concentração de crianças não vacinadas ou com doses em atraso. Onde se vacinar A vacina está disponível nas mais de 136 salas de vacina do DF, nas unidades básicas de saúde (UBSs), além de outros pontos de atendimento e ações de vacinação fora das unidades. Confira os locais e horários de vacinação no site da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF faz apelo para vacinação contra a pólio de crianças de até 4 anos
Brasília, 29 de setembro de 2022 – Uma infância presa à cadeira de rodas, observando outras crianças brincando enquanto mal conseguia se movimentar. Na escola, a hora do recreio era o momento de maior tristeza. Uma vida limitada e cheia de obstáculos. Essa foi a realidade vivida pela pesquisadora de cinema aposentada Berê Bahia, 73 anos. Ela ficou com paralisia infantil após ser diagnosticada com poliomielite. [Olho texto=”A campanha contra a poliomielite, iniciada em 8 de agosto, e prorrogada até 30 de setembro, só alcançou até o momento 33% do público-alvo” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] “Até os meus 7 anos, eu tinha uma vida normal. Um dia senti febre e muita dor no corpo, principalmente muscular. Desde então, perdi a mobilidade da perna direita e de parte do meu braço”, conta a aposentada. “Minha mãe fazia massagens com ervas e óleos e eu tomava banhos de luz no hospital, até o médico confirmar o diagnóstico de paralisia infantil. O tratamento era somente remédios para dor”, relembra. Ao longo da vida, Berê passou por 16 cirurgias na perna. Por conta do tratamento, que demandava tempo, acabou desistindo da faculdade. Na vida profissional, não foi muito diferente. A doença atrapalhava a locomoção, gerando dor e muitos afastamentos. “Faço um apelo para os pais e responsáveis: levem suas crianças para se vacinarem contra essa doença tão terrível. Façam por amor, tenham consciência e não deixem que as crianças tenham uma vida tão limitada e dolorosa. Hoje existe vacina, na minha época não tinha”, diz Berê Bahia, 73 anos | Foto: Secretaria de Saúde De janeiro a junho deste ano, a cobertura de rotina da vacina contra a poliomielite no DF, em crianças menores de 1 ano, foi de pouco mais de 73,5%. Já a campanha contra a doença, iniciada em 8 de agosto, e prorrogada até 30 de setembro, só alcançou até o momento 33% do público-alvo. O índice significa que apenas 48 mil das 160 mil crianças entre 1 e 4 anos de idade receberam o reforço com a vacina oral de poliomielite. “Hoje, fico muito indignada e triste em ver que a poliomielite pode voltar a registrar novos casos. Há 28 anos, erradicamos essa doença do Brasil”, comenta Berê. “Faço um apelo para os pais e responsáveis: levem suas crianças para se vacinarem contra essa doença tão terrível. Façam por amor, tenham consciência e não deixem que as crianças tenham uma vida tão limitada e dolorosa. Hoje existe vacina, na minha época não tinha”, frisa. A meta da cobertura vacinal da Secretaria de Saúde é atingir 95% dessa população. [Olho texto=”O Distrito Federal está entre as unidades federativas com menor taxa de adesão à vacinação, com 33,09%, atrás apenas de Roraima (23,17%), Acre (24,49%) e Rio de Janeiro (30,59%)” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Enfermeira da área técnica de imunização, Fernanda Ledes destaca que a poliomielite é uma doença grave e que pode causar a perda dos movimentos, especialmente dos membros inferiores. Além disso, não tem cura. “A melhor forma de prevenção contra a poliomielite é a vacinação, que está disponível no SUS [Sistema Único de Saúde] para crianças de 2, 4 e 6 meses, por meio da vacina inativada poliomielite (VIP) e a partir dos 15 meses aos 4 anos de idade com a vacina VOP [vacina oral poliomielite], que é a de gotinha”, explica. Ledes esclarece que a baixa cobertura vacinal, que desde 2017 não atinge a meta de 95%, pode ocasionar a volta da doença. “Como a poliomielite ainda circula em alguns países, existe o risco de ressurgimento no Brasil. Por isso, é tão importante proteger todas as crianças e levá-las para serem vacinadas”, ressalta. O Distrito Federal está entre as unidades federativas com menor taxa de adesão, com 33,09%, atrás apenas de Roraima (23,17%), Acre (24,49%) e Rio de Janeiro (30,59%).
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DF alcança 30% de cobertura da vacinação
A recomendação é que os pais levem os filhos para vacinar, mantendo os cuidados de segurança exigidos na pandemia | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF A Secretaria de Saúde já vacinou, até a terceira semana da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 48.388 crianças entre um e cinco anos incompletos. O número corresponde a 30% da meta de cobertura que é de 95% do público-alvo estimado em 160 mil crianças nessa faixa etária. Já a Campanha Nacional de Multivacinação, também em andamento, atingiu 100.301 crianças e adolescentes, que compareceram às salas para verificar alguma vacina pendente. Desse total, 63.362 precisavam atualizar a carteira de vacinação, alcançando 63,1% do público-alvo. Campanha Segundo a secretaria, os esforços vão prosseguir para que um número maior de crianças seja vacinado e a meta alcançada. Para isso, as 135 salas de vacinação, que funcionam de segunda a sexta-feira nos horários das unidades básicas de saúde (UBSs), permanecerão abertas para receber a população. A procura pela vacina tende a aumentar na reta final das campanhas, que ocorrem simultaneamente, e vão encerrar no dia 29 de outubro. A esperada corrida pelo insumo pode aumentar a procura, provocando filas nas salas de vacinação. A recomendação é que os pais levem os filhos para vacinar, mantendo os cuidados de segurança exigidos na pandemia. “É preciso ter um pouco de paciência, persistir e não desistir”, orienta o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Fernando Erick Damasceno. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Vacinadas 7,3 mil crianças contra a poliomielite
As salas de vacinação oferecem toda a segurança, conforme o momento de pandemia exige | Foto: Geovana Albuquerque/SES Em uma semana, a Secretaria de Saúde (SES) vacinou 7.314 crianças menores de 5 anos contra a poliomielite, o que representa 4,5% do público-alvo a ser imunizado. A procura pela vacina, de acordo com a área técnica da pasta, tem sido baixa nos últimos dias. A meta da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite é vacinar 95% da população dessa faixa etária. No DF, estima-se que haja cerca de 160 mil crianças com menos de 5 anos. “As salas de vacina estão preparadas para receber as crianças com toda a segurança que o momento de pandemia exige”, assegura o secretário de Saúde, Osnei Okumoto. “É importante os pais levarem seus filhos para protegê-los contra a poliomielite; e, aproveitando a oportunidade, a equipe da área de imunização vai verificar se há alguma pendência na caderneta de vacinação e completar as doses.” De acordo com os dados obtidos junto às Regiões de Saúde, até o momento, a menor cobertura está entre as crianças de 3 anos a 4 anos incompletos. Nessa faixa, foram vacinadas 1.783 crianças, o que corresponde a uma cobertura de 4,5%. A procura foi maior entre aquelas de 1 ano até 2 incompletos, com 2.033 vacinados – cobertura de 4,6%. Campanha de Multivacinação O mês de outubro também alerta sobre a importância da atualização do cartão de vacina. A Campanha Nacional de Multivacinação é a oportunidade para crianças e adolescentes menores de 15 anos receberem eventuais vacinas que estejam faltando em seus cartões. “A dose da poliomielite é extra para crianças de um a menores de cinco anos de idade”, explica a enfermeira Fernanda Ledes, da área técnica de imunização da SES. “Tivemos baixa adesão e baixa procura. Das pessoas que procuraram as salas de vacina, 59% precisaram fazer a atualização da situação vacinal. Mesmo que não tenha o cartão de vacina, orientamos que procurem as unidades para que a equipe possa fazer a verificação da situação.” No período de janeiro a abril deste ano, nenhuma das vacinas do calendário infantil atingiu as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde. Os dados parciais da campanha de 2020 mostram que 12.546 pessoas de até 15 anos compareceram às salas de vacinação entre os dias 5 e 9 deste mês. Após análise da caderneta, 7.399 receberam alguma dose. As duas campanhas continuam até o dia 30 deste mês, em todas as salas de imunização do DF. Poliomielite no Brasil O Brasil não detecta casos de poliomielite desde 1989; o DF, desde 1987. O país recebeu, em 1994, da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas. Desde então, vários ações têm sido empreendidas para atingir a meta dos indicadores preconizados pelo Ministério da Saúde para manutenção do país livre da doença. No DF, a série histórica dos últimos 20 anos da cobertura vacinal contra a poliomielite em menores de 1 ano mostra uma tendência de queda das coberturas – em 2015 e de 2017 a 2019, a meta não foi atingida (95%). De janeiro a abril de 2020, a cobertura vacinal foi de apenas 67,3%. No mesmo período de 2019, era de 89,2%. * Com informações da SES
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