Resultados da pesquisa

Casa Jasmim

Thumbnail

Arte contemporânea aproxima estudantes da rede pública e encerra temporada no Varjão neste domingo (21)

A arte tem mobilizado estudantes da rede pública do Distrito Federal por meio da exposição O abraço que faz meus pés dançarem, levando jovens a um encontro de expressões e reflexões por meio da pintura. Contemplado pela Lei Paulo Gustavo e coordenado pela Casa Jasmim, o projeto chega ao fim neste domingo (21), após receber alunos de escolas públicas de regiões como Itapoã, Paranoá, São Sebastião, Jardim Botânico e, mais recentemente, Varjão. Oficinas e performances artísticas coordenadas pelas artistas Mandí Cintra e Mylena Edna Oliveira fizeram parte da temporada de exposição | Foto: Divulgação/Mariana Guedes Além das visitas guiadas gratuitas à exposição, a iniciativa promoveu ações formativas com estudantes do Centro Educacional São Francisco (Chicão), em São Sebastião. As oficinas, conduzidas em abril pelas artistas Mandí Cintra e Mylena Edna Oliveira, convidaram os estudantes a transformar sentimentos em gestos e movimentos. O resultado foi uma performance apresentada pelos participantes durante a abertura da mostra. “É muito emocionante ver como essa juventude abraçou a proposta tanto nas oficinas feitas nas escolas quanto na culminância desse processo na ida ao espaço expositivo, quando muitos abraços dançantes se deram dentro e fora da galeria” Mandí Cintra, artista plástica Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, projetos dessa natureza ampliam as oportunidades de formação cultural e aproximam diferentes públicos das manifestações artísticas. “Além de valorizar novos talentos da cena cultural, a iniciativa fortalece processos de formação de público e de participação social, objetivos que têm sido impulsionados por políticas públicas como a Lei Paulo Gustavo, contribuindo para ampliar oportunidades e fortalecer o ambiente cultural brasileiro”, observa. Aquarelas inéditas Com curadoria de Ricardo Caldeira, a exposição reúne 20 aquarelas inéditas e propõe uma reflexão sobre vínculos, coletividade e sensibilidade. A iniciativa integra um conjunto de ações viabilizadas por recursos públicos voltados para fortalecimento da produção cultural e ampliação do acesso à arte em diferentes territórios do DF. [LEIA_TAMBEM]Segundo Mandí Cintra, o projeto também evidencia o papel das políticas públicas na valorização da cultura e na geração de oportunidades para diversos profissionais envolvidos na cadeia produtiva do setor. A artista lembra que a proposta da exposição buscou criar um espaço de contemplação e diálogo, especialmente com jovens de contextos periféricos, ampliando experiências de criação e convivência para além do ambiente digital. “É muito emocionante ver como essa juventude abraçou a proposta tanto nas oficinas feitas nas escolas quanto na culminância desse processo na ida ao espaço expositivo, quando muitos abraços dançantes se deram dentro e fora da galeria”, relata. “Foi uma feliz confirmação de que o contato com a arte tem o condão de despertar o interesse por esse algo vivo e inquieto que existe dentro de cada um de nós; e, com certeza, esse momento vai gerar a sementinha desejável da importância de alimentarmos aquilo que é sensível em nossas subjetividades para agora e vida agora.” O encerramento da mostra ocorre neste domingo, a partir das 16h, na Casa Aerada Varjão (Q. 1, Conjunto B, Casa 6). Aberta ao público, a programação inclui um momento com a artista sobre os bastidores do processo criativo das obras e uma partilha coletiva sobre as sensações despertadas pela exposição. Em seguida, o público poderá assistir a um pocket show com canções autorais de Mandí Cintra, acompanhada por Anco Marcos, além de uma apresentação do percussionista Lucas Ramalho, artista residente do Varjão. 

Ler mais...

Thumbnail

Espaço na Asa Norte acolhe e oferece cursos a mulheres e crianças vítimas de violência

Mulheres e crianças vítimas de violência no Distrito Federal têm um espaço onde são acolhidas e podem participar de aulas e de eventos culturais. É a Casa Jasmim, que funciona desde 2018 na 716 Norte. No local, há oferta de cursos e atividades, tudo de graça. Segundo a coordenadora da Casa Jasmim, o local tem se consolidado como um espaço de promoção da cultura | Fotos: Mariana Guedes/Divulgação  O projeto conta com aporte do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), para a promoção de oficinas. As crianças têm à disposição atividades de circo, musicalização, artes plásticas e yoga. Já a programação para as mulheres inclui aulas de canto. “Decidi criar um espaço que fosse acolhedor para as mulheres e crianças, e a proposta sempre foi fortalecer esse vínculo entre a comunidade e esse espaço de acolhimento”, conta a coordenadora Nambir Kaur. “A casa foi se transformando, já teve muitos formatos. Já foi e ainda é focada em yoga e no ensino de diversas modalidades, mas tem se transformado, também, cada vez mais, em um espaço de promoção da cultura, principalmente feita por mulheres.” Nambir estima ter atendido, ao longo dos sete anos de projeto, mais de 200 pessoas. A maior parte chega ao local encaminhada pelos centros de especialidades para a atenção às pessoas em situação de violência sexual, familiar e doméstica (Cepavs), da Secretaria de Saúde (SES-DF), pelas casas de passagem e por instituições parceiras. Mas há também aquelas que vão a partir de indicação de outros frequentadores do espaço. Uma das atendidas, que chegou ao local por recomendação de uma amiga, conta que sequer sabia que o espaço era voltado a vítimas de violência. “Ela falou, de forma sutil, que estava em um projeto com diversas atividades para fazer. Eu só respondi ‘eu topo’; nem sabia que abordaria essa questão”, lembra a mulher, cuja identidade está preservada. Espaço de acolhimento também tem programação para as crianças “Eles acolhem de verdade, a gente se sente em um ambiente onde todo mundo passou por alguma coisa”, prossegue a usuária do serviço. “Todas nós tínhamos uma marca dentro da gente por alguma forma de agressão. O mais fantástico é esse acolhimento: às vezes a gente nem precisa falar nada.” Ela foi vítima de violência física e psicológica e, hoje, faz aulas de canto na Casa Jasmim, junto à filha, que participa de cinco atividades, entre elas, circo e musicalidade. “Ela se esbalda”, conta. [LEIA_TAMBEM] Uma outra frequentadora do local, vítima de violência patrimonial — que também não terá a identidade revelada — foi encaminhada por um Cepav. Depois de conhecer o projeto, ela ainda passou a levar dois familiares pequenos, que viviam, segundo relata, em um ciclo de violência. “A Casa Jasmim foi muito boa para eles”, relata. “Fico pensando que, se fosse ao lado da nossa casa, a gente estaria morando lá”. A casa está de portas abertas para os interessados. Inclusive, conta com acessibilidade para pessoas com diferentes tipos de deficiência, além de áreas adaptadas para as crianças. Pelas redes sociais do projeto, é possível conferir a oferta de cursos, bem como as atividade eventuais que o local recebe.  

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador