Dia Mundial de Combate à Obesidade: rede pública do DF oferece tratamento multidisciplinar e contínuo
A obesidade é uma doença crônica causada por fatores genéticos, metabólicos, comportamentais, emocionais e sociais. Por isso, seu tratamento deve ser feito de forma multidisciplinar e contínua, alinhando diferentes tipos de terapias. É o que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece aos seus usuários. Para algumas pessoas, o acompanhamento com endocrinologista e nutricionista é suficiente e as mudanças acontecem; para outras, porém, intervenções cirúrgicas podem ser a melhor opção. Esse é o caso de Maria do Socorro Ferreira, 58, que no último sábado (28) foi uma das pacientes atendidas na força-tarefa de cirurgia bariátrica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A iniciativa, estimulada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), reforça o Dia Mundial de Combate à Obesidade, celebrado nesta quarta-feira (4). “É a realização de um sonho e, aqui no Hran, o atendimento foi muito além do que eu esperava, tanto da parte da nutricionista quanto do cirurgião e do endocrinologista. Tive e estou tendo muito apoio e assistência", comemora a paciente. Maria do Socorro realizou o sonho de fazer a cirurgia bariátrica para combater as dores crônicas e outras doenças associadas à obesidade | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Maria do Socorro já havia tentado outros tratamentos, como mudanças na alimentação e a prática de exercícios físicos. Porém, a bariátrica foi recomendada como a melhor alternativa, já que também sofre de dores crônicas na coluna e nos joelhos, diabetes, pressão alta e gordura no fígado — condições que necessitam de acompanhamento médico urgente. "Contudo, a cirurgia deve sempre ser acompanhada de um tratamento mais amplo, pois não é uma solução mágica. É uma etapa que pode ser necessária para completar um leque de terapias", explica a chefe da Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran, Ana Carolina Fernandes. [LEIA_TAMBEM]Procedimento A cirurgia bariátrica é realizada no estômago, podendo incluir também o intestino. Os profissionais do Hran realizam o procedimento por meio da técnica de videolaparoscopia, isto é, pequenas incisões no abdome, o que possibilita reduzir o tempo de cirurgia e de internação. Para ter acesso ao serviço, o paciente deve, primeiro, ser atendido na unidade básica de saúde (UBS) de referência. Em seguida, se for o caso, a pessoa é encaminhada a unidades como o Centro Especializado em Obesidade, Diabetes e Hipertensão (Cedoh), o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (CADH) ou o próprio Hran. O Hran é referência em procedimento bariátrico no DF, onde são atendidos, em média, 700 pacientes por mês para avaliações Cuidado contínuo Há 18 anos, a Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran oferece o serviço, que já beneficiou mais de mil pessoas. Mensalmente, são atendidos, em média, 700 pacientes no setor, que é referência no DF para esse tipo de operação. No Hran, a equipe responsável é composta por profissionais de diferentes áreas: nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas. "Nós fazemos a avaliação do paciente encaminhado pela UBS. Se realmente houver indicação de cirurgia, solicitamos os exames necessários para a inserção na lista de espera", detalha Fernandes. Após a intervenção, ainda há acompanhamento com o nutricionista e o cirurgião bariátrico. "O tratamento é contínuo e precisa ser mantido durante toda a vida", acrescenta a médica. Entre os sonhos, Maria do Socorro reconhece o tamanho da responsabilidade com a própria saúde. “Sei que não é a solução definitiva, é um caminho e muita coisa depende de mim. Mas já tenho vários planos para depois da cirurgia: quero viajar e ir à praia! Quero poder curtir meu neto e meu filho. Quero esquecer as dores crônicas e ter uma vida melhor”, desabafa. O Cedoh oferece tratamento multidisciplinar focado, principalmente, na mudança de hábitos dos pacientes Tratamento multidisciplinar A obesidade é uma das enfermidades crônicas que mais afeta crianças e adultos no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, 36,29% da população adulta brasileira está com algum nível da doença. Já no DF, dados da SES-DF mostram que, em 2024, 19,3% dos quase 336 mil pacientes avaliados estavam com obesidade grau I; 7,2% com grau II; e 3,5% com grau III. Na rede pública, os brasilienses podem contar com diversas unidades de tratamento. Uma delas é o Cedoh. “Aqui, recebemos pacientes de todas as faixas etárias. Temos nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas. É uma abordagem multidisciplinar, na qual todos esses profissionais trabalham integrados para levar informação e mudança nos hábitos”, conta a nutricionista do centro especializado Carolina Pessoa. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Secretaria de Saúde reúne mulheres para discutir o Dia Mundial da Obesidade
O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh) realizou, nesta quarta-feira (15), um bate-papo entre mulheres que venceram a obesidade e especialistas clínicos. As pacientes deram testemunho sobre o processo de tratamento, recuperação e vida pós-obesidade. E os profissionais destacaram a importância da prevenção e do tratamento da doença. “Neste ano, em alusão ao Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o Cedoh escolheu falar sobre a obesidade entre nós mulheres. Durante as fases da nossa vida, a obesidade pode trazer diversos problemas de saúde, além de sofrimento, isolamento e culpabilização”, afirma a endocrinologista e gerente do Cedoh, Alexandra Rubim. A gerente do Cedoh, Alexandra Rubim, diz: “Quando conversamos, debatemos e compartilhamos, podemos mudar estigmas, orientar de forma clara as causas profundas da obesidade e transformar ações individualistas em estratégias comunitárias” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Segundo dados de 2020 do Ministério da Saúde, 20% da população brasileira apresentam obesidade e o público feminino tem prevalência nesse número. Infertilidade, diabetes tipo II e síndrome dos ovários policísticos são alguns dos problemas trazidos pela obesidade. Por isso, é fundamental a implantação de políticas públicas voltadas para o tratamento das comorbidades e a discussão da importância da prevenção e do tratamento da doença. “Acreditamos que, quando conversamos, debatemos e compartilhamos, nós podemos mudar estigmas, orientar de forma clara as causas profundas da obesidade e transformar ações individualistas em estratégias comunitárias”, explica a gerente do Cedoh. Centro de referência O Cedoh é uma unidade da atenção secundária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) e foi idealizado por diversos profissionais, incluindo médicos, nutricionistas e psicólogos. Em 2017, os atendimentos foram iniciados com uma equipe multidisciplinar especialista em doenças crônicas não transmissíveis, especialmente diabetes, hipertensão e obesidade. [Olho texto=”“A nutrição é umas das pernas do tratamento. A gente busca que as mulheres desenvolvam uma relação amigável com o alimento, porém conscientes da importância de controlar as quantidades e a qualidade do alimento. É um processo individualizado de reeducação alimentar que acaba impactando não só elas, mas toda a família”” assinatura=”Cassia Regina Luz, nutricionista” esquerda_direita_centro=”direita”] Na SES, existem ambulatórios de endocrinologia distribuídos nas sete regiões de saúde, com médicos endocrinologistas preparados para atender casos de obesidade. Os pacientes são encaminhados pelo sistema de regulação por meio das unidades básicas de saúde (UBSs) e, após o atendimento médico, são direcionados para acompanhamento com psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais. “A nutrição é umas das pernas do tratamento. A gente busca que as mulheres desenvolvam uma relação amigável com o alimento, porém conscientes da importância de controlar as quantidades e a qualidade do alimento. É um processo individualizado de reeducação alimentar que acaba impactando não só elas, mas toda a família”, ressalta a nutricionista Cassia Regina Luz. A técnica de enfermagem aposentada Maria Sueli Fernandes é uma das atendidas pelo Cedoh. “O centro é referência nesses atendimentos. Cheguei com diabetes, hipertensão e pesando 94 kg. E tive um acolhimento excepcional pela equipe multidisciplinar, comecei meu tratamento e hoje estou com 72 kg”, conta, animada. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A produtora cultural Neidilena Nobre, que também compõe o grupo, desenvolveu a obesidade devido à medicação que utiliza para tratamento de uma doença autoimune. “Eu estava em um estágio bem sério que me levou ao desenvolvimento de outras doenças. Fui acolhida pelo programa, comecei o tratamento com diversas especialidades e isso mudou a minha vida completamente”, relata. O acompanhamento psicológico é outra parte fundamental do tratamento da obesidade. “Muitas vezes, o paciente não tem consciência do que o levou a desenvolver a obesidade. Às vezes, a obesidade é resultado de uma defesa. A compulsão alimentar vem para minimizar uma angústia existencial ou um trauma vivido. A psicologia leva a essa consciência e consequentemente contribui para o manejo da angústia, da ansiedade e do autocontrole”, explica Maria Fernanda de Carvalho, psicóloga do Cedoh. O debate promovido pelo centro foi mais uma forma de mostrar que falar sobre obesidade e seus desdobramentos é sempre fundamental. “Conversar sobre esse assunto nem sempre é fácil, mas, juntas e com respeito e cuidado, isso é possível”, conclui a gerente do Cedoh. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF é referência para o Brasil no tratamento do diabetes mellitus
O Distrito Federal possui um trabalho de referência no tratamento do diabetes mellitus, reconhecido inclusive pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A saúde pública do DF vem sendo acompanhada de perto pelo Conass – por meio do projeto de Planificação da Atenção à Saúde – e tem no diabetes um ponto alto. A expertise local está sendo levada para outros estados para tratar essa condição de saúde que acomete mais de 500 milhões de brasileiros, entre 20 e 79 anos, segundo dados do Atlas do Diabetes 2021. Com o atendimento em dia, a capital do Brasil se tornou um centro colaborador em saúde no que diz respeito ao diabetes, conforme explica a assessora técnica do Conass, Maria José Evangelista. “O DF faz um serviço de excelência. Dessa forma, estamos trazendo profissionais de outros estados para acompanhar o tratamento e serem treinados por equipes de Brasília”, pontua a médica. O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) conta com uma equipe multidisciplinar composta por nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, entre outros profissionais | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Centro especializado no Plano Piloto Profissionais de saúde da Bahia, de Goiás, do Maranhão, entre outros estados, já passaram por Brasília e tiveram contato com o dia a dia do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) da Secretaria de Saúde. Localizado na entrequadra 208/408 Norte, o Cedoh faz consultas ambulatoriais individuais e em grupo e conta com uma equipe multidisciplinar composta por nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, entre outros profissionais. Leonardo Cortez, 19 anos, portador do diabetes autoimune, revela se sentir muito bem acolhido no Cedoh “Fazemos um atendimento em conjunto, pois o diabetes é uma doença complexa. O paciente precisa de todo esse apoio em cada área”, observa a gerente do Cedoh, Alexandra Rubim. “E é fundamental que o diabético aos poucos tenha a autonomia e o conhecimento para que ele possa também se cuidar”, diz a endocrinologista. A assistência médica integral está na rotina do estudante Leonardo Cortez, 19 anos, portador do tipo 1 da doença, também chamada de diabetes autoimune. Diagnosticado aos 3 anos de idade, Leonardo revela se sentir muito bem acolhido no centro de saúde por onde passa a cada dois meses e frequenta desde 2017. Sensor moderno para aferir a glicose A rede pública, inclusive, já disponibiliza um sensor chamado Libre, que monitora os níveis de glicemia no sangue dos diabéticos tipo 1, conforme o protocolo da Secretaria de Saúde. Trata-se de um equipamento moderno que substitui o glicosímetro e suas recorrentes agulhadas nos dedos do paciente. Equipamento moderno, o Libre substitui o glicosímetro para monitorar os níveis de glicemia no sangue dos diabéticos tipo 1 “Aqui é sensacional, não tenho nem palavras pra agradecer a todo mundo que me auxilia. As orientações, os itens que uso, como a caneta de insulina, o Libre; tive acesso a tudo isso no Cedoh”, afirma Leonardo. “Eu mesmo aplico insulina em média seis vezes ao dia, para se ter uma ideia. Mas, faço tudo com a supervisão das médicas do posto”, acrescenta o jovem. Já a endocrinologista Katianny Araújo é uma das profissionais especializadas em diabetes do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Lá, ela frisa que o paciente recebe todo o encaminhamento necessário. “Temos um sistema de dados, o Sisreg, no qual conseguimos fazer esse link entre o diabético e o especialista na região onde ele mora. Penso que o DF está muito bem assistido, tanto em relação ao diabetes 1 e 2, quanto no gestacional também”, aponta Katianny. Atenção ao pé diabético A capital conta, ainda, com duas unidades voltadas para o tratamento da doença: o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), no Guará, e o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (CADH), no Paranoá. Cada paciente é referenciado para uma unidade, de acordo com o local onde mora. Já em Taguatinga, o ambulatório de endocrinologia do Hospital Regional, o HRT, também é expert no assunto. A unidade atende regularmente pacientes com pé diabético no DF – nome dado às úlceras que aparecem nos membros em decorrência da doença.
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Setembro Vermelho alerta para cuidados com o coração
Brasília, 7 de setembro de 2022 – O mês de setembro está aí para lembrar a todos sobre os cuidados com o coração. A campanha Setembro Vermelho, criada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), alerta para a prevenção e o tratamento das doenças cardiovasculares. E não é para menos: no Brasil, segundo levantamento de 2021 realizado pela associação, cerca de 14 milhões de brasileiros têm alguma doença no coração e cerca de 400 mil morrem por ano em decorrência dessas enfermidades. [Olho texto=”Os hospitais regionais e as unidades de pronto atendimento (UPAs) prestam o socorro inicial. Dali, se necessário, o paciente é encaminhado para três unidades especializadas em coração: o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), no Hospital das Forças Armadas (HFA), e os hospitais Universitário de Brasília (HUB) e de Base (HB)” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] No Distrito Federal, a rede pública conta com atendimento especializado para a saúde do coração e, inclusive, com atenção ao Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a doença que mais mata entre os males no coração. São 102 cardiologistas em atuação na saúde pública, além dos clínicos que fazem o primeiro atendimento. Os hospitais regionais e as unidades de pronto atendimento (UPAs) prestam o socorro inicial. Dali, se necessário, o paciente é encaminhado para uma das três unidades especializadas em coração: o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), no Hospital das Forças Armadas (HFA), e os hospitais Universitário de Brasília (HUB) e de Base (HB). Profissionais dos hospitais regionais utilizam o programa Sprint, que permite a comunicação entre equipes médicas utilizando um aplicativo instalado em um tablet | Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde “Nos casos de infarto, o melhor tratamento é o mais rápido. Não convém esperar duas horas para remover o paciente para uma unidade especializada, sendo que é possível tratar imediatamente”, pontua a médica Rosana Costa Oliveira, referência técnica de cardiologia da Secretaria de Saúde. Profissionais dos hospitais regionais, lembra Rosana, utilizam o programa Sprint, adotado em 2019, e que permite a comunicação entre equipes médicas utilizando um aplicativo instalado em um tablet – uma medida que os capacita ainda no início da consulta, quando se busca o diagnóstico. Mais de 14 mil consultas em 2022 As policlínicas do DF e o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) são locais onde são feitas as consultas ambulatoriais com cardiologistas. Segundo a Secretaria de Saúde, foram 14.220 atendimentos até o final de junho na rede. “Podemos dizer que as doenças no coração são mais comuns em pessoas acima dos 45 anos. Mas, cada vez mais, temos visto pacientes mais jovens buscando o atendimento”, observa a cardiologista. Prevenção de doenças cardiológicas A prevenção de doenças cardiovasculares começa com a adoção de bons hábitos no dia a dia. O tabagismo, o excesso de peso, a obesidade, a hipertensão não tratada e o diabetes são ‘inimigos do coração’. “É a doença que mais mata no Brasil e no mundo, mata mais que a covid-19, por exemplo”, alerta Rosana. “Se a pessoa coloca hábitos simples em sua rotina, ela deixa de correr riscos. É a atividade física, a alimentação equilibrada. Cento e cinquenta minutos de exercícios físicos por semana já fazem muito bem para o coração”, finaliza a especialista.
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Contra a pressão alta, manter a disciplina é a melhor conduta
Manter o peso adequado, praticar atividades físicas, evitar o abuso de sal. Quem tem problemas de pressão alta sabe que a disciplina é fundamental para o controle da doença. Neste 17 de maio, é comemorado o Dia Mundial da Hipertensão, condição que afeta mais de 30% da população adulta em todo o mundo. A doença é o principal fator de risco para acidentes vasculares cerebrais, doenças renais crônicas e insuficiência cardíaca. No Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), o atendimento abrange casos de hipertensão moderada a grave e diabetes | Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília No Distrito Federal, o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh) atende os casos mais complexos da enfermidade. A unidade, localizada na Asa Norte, recebe cerca de 120 pacientes por mês, encaminhados de outros serviços da Secretaria de Saúde (SES). São pessoas que, pela dificuldade de controlar a pressão, precisam de atenção especial. [Olho texto=”“Acompanhamos o paciente até que a situação esteja estabilizada. Só então ele volta ao serviço base da Secretaria de Saúde” ” assinatura=”Rômulo Alzuguir, cardiologista do Cedoh” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Quando é de fácil controle, a doença pode ser tratada por clínicos gerais e médicos da família”, explica o cardiologista Rômulo Alzuguir, do Cedoh. “No centro especializado, recebemos pacientes que sofrem de hipertensão moderada a grave, além de hipertensos portadores de outras doenças, como diabetes.” O tratamento no Cedoh começa com o acolhimento e o exame clínico dos pacientes. “Geralmente, fazemos um ajuste na medicação e, se necessário, encaminhamos para nutricionista, psicólogo, assistente social”, comenta Rômulo. “Acompanhamos o paciente até que a situação esteja estabilizada. Só então ele volta ao serviço base da Secretaria de Saúde.” Moradora de Samambaia Sul, a pensionista Zélia Maria Lisboa, 63 anos, foi encaminhada para o centro porque a pressão insistia em se manter elevada, apesar dos remédios. “Nas consultas com a nutricionista, entendi que preciso perder peso para controlar minha doença”, ressalta. “Também farei atividades físicas com mais frequência, a disciplina é importante.” Sobre a doença A hipertensão é uma condição crônica, não transmissível, caracterizada pela alta pressão arterial. Na maior parte dos casos, tem origem em aspectos genéticos. Mas também pode ser provocada por fatores comportamentais, como obesidade e tabagismo, e por doenças que afetam a tireoide ou os rins. Referência Técnica Distrital (RTD) de cardiologia da Secretaria de Saúde, a médica Rosana Costa Oliveira explica que a hipertensão arterial sistêmica é uma doença frequente, de prevalência crescente no Distrito Federal, no Brasil e no mundo. “Em 2010, a prevalência de adultos com hipertensão era de 23% e em 2019 atingiu 28,5%, o que reflete aumento em torno de 22%”, diz. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Algumas pessoas chegam a sentir uma indisposição quando a pressão está muito elevada – pode ser uma dor de cabeça, um enjoo. Mas, no geral, a hipertensão é um mal silencioso, diagnosticado apenas por exame. Foi em uma consulta de rotina que o aposentado Valdeci Ferreira Borges, 69, se descobriu hipertenso. “Eu tinha quase 40 anos quando fui fazer um checape e percebi que minha pressão estava muito alta”, conta. “Eu comia muita fritura, usava muito sal. Precisei mudar os meus hábitos radicalmente.” Além de controlar a alimentação, quem sofre de hipertensão precisa abandonar o cigarro – caso seja fumante –, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e não fazer exercícios físicos sem orientação. “Precisei trocar o futebol na areia por caminhadas”, aponta Valdeci. “Sei que, se não estivesse me cuidando direitinho, estaria com a saúde muito pior.” Arte: Agência Brasília *Com informações da Secretaria de Saúde
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Obesidade infantil precisa ser tratada com urgência
A obesidade é causada por diversos fatores e preocupa, principalmente, porque pode gerar outras doenças. Na infância, deve ser tratada o mais rápido possível, a fim de evitar que o indivíduo desenvolva problemas de saúde para o resto da vida. A obesidade e o sobrepeso atingem, aproximadamente, 20% das crianças e adolescentes. Feito a tempo, o tratamento evita que o indivíduo desenvolva problemas de saúde para o resto da vida | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Atualmente há cerca de 250 pacientes, entre crianças e adolescentes, tratados nos ambulatórios de endocrinologia da rede pública de saúde. Os locais que acompanham pessoas com obesidade são os ambulatórios dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT), Sobradinho (HRS), Gama (HRG), Ceilândia (HRC), Hospital da Região Leste (HRL) e Hospital da Criança de Brasília (HCB). [Olho texto=”“Hoje, estão em acompanhamento na Secretaria de Saúde adolescentes com altos índices de massa corporal. É uma situação preocupante, pois afeta vários aspectos da saúde física e mental desse público”” assinatura=”Eliziane Leite, Referência Técnica Distrital (RTD) de Endocrinologia e Diabetes” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “As crianças e adolescentes são identificados pelo pediatra ou médico da família para agendar consulta com o endocrinologista pediátrico”, explica a Referência Técnica Distrital (RTD) de Endocrinologia e Diabetes, Eliziane Leite. Ela ressalta que a obesidade e o sobrepeso atingem, aproximadamente, 20% das crianças e adolescentes. “Hoje, estão em acompanhamento na Secretaria de Saúde adolescentes com altos índices de massa corporal. É uma situação preocupante, pois afeta vários aspectos da saúde física e mental desse público em particular”, avalia. Além dos ambulatórios, a população conta com atendimento com as equipes de saúde da família. Nas unidades básicas de saúde é oferecido o primeiro atendimento e acompanhamento nutricional. Havendo necessidade após uma avaliação, o paciente poderá ser encaminhado para um centro especializado. Acolhimento no Cedoh O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), localizado na Asa Norte, também atende crianças e adolescentes de todo o DF, pelo encaminhamento via regulação. De acordo com Alexandra Rubim, endocrinologista e gerente da unidade, desde 2019 já foram atendidas 49 famílias de crianças que fazem tratamento na unidade, além de 42 de adolescentes. [Numeralha titulo_grande=”39″ texto=”crianças começaram o tratamento em 2021, apenas 20 continuaram” esquerda_direita_centro=”direita”] Em 2021, começaram o tratamento 39 crianças, mas apenas 20 continuaram. Entre os adolescentes, dos 26 que iniciaram o acompanhamento, somente 12 seguiram nele. O cuidado contra a obesidade infantil é feito com a endocrinologista pediátrica, além da equipe multidisciplinar composta de nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social e profissionais da enfermagem. “As famílias dessas crianças e adolescentes recebem o nosso acolhimento e também participam do acompanhamento, pois são parte essencial para o sucesso do tratamento, já que todos em casa devem mudar os hábitos alimentares e de vida”, destaca. O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), localizado na Asa Norte, também atende crianças e adolescentes de todo o DF, pelo encaminhamento via regulação O atendimento para crianças e adolescentes é semelhante ao de adultos e passa por cinco fases. São elas: consulta inicial com endocrinologista; acolhimento por aplicativo; cinco oficinas educativas on-line semanais; atendimento individual e oficinas de manutenção, além da alta para continuar o tratamento com o endocrinologista pediatra. A médica Alexandra esclarece que no tratamento contra obesidade é esperada uma média de até 50% de desistência dos pacientes e, no caso dos adolescentes, a taxa às vezes é até maior. [Olho texto=”“(A adolescência) É a fase mais difícil dos pais controlarem, pois eles têm mais liberdade para sair. (…) Além disso, muitos fogem da dieta quando estão sozinhos, é bem complicado”” assinatura=”Alexandra Rubim, endocrinologista e gerente do Cedoh” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “É a fase mais difícil dos pais controlarem, pois eles têm mais liberdade para sair. Às vezes tem o preconceito na escola por parte dos colegas, a vergonha de falar do tratamento, a relutância em tomar os medicamentos necessários. Além disso, muitos fogem da dieta quando estão sozinhos, é bem complicado”, destaca a médica. Mãe e filho A advogada e técnica em enfermagem Meirianny Arruda Lima, 45 anos, faz tratamento contra a obesidade no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh). Ela iniciou seu acompanhamento no ambulatório de Endocrinologia do Hospital Regional da Asa Norte um ano após o início do tratamento do filho Davi Lima Souto, hoje com 12 anos. “Meu filho começou a engordar depois dos 8 anos. Ele estava muito acima do peso e busquei tratamento médico para ele. Como eu ia às consultas e também estava obesa, a médica que o acompanhava me incentivou a buscar atendimento para mim também. Depois de um ano fui chamada e comecei a minha saga contra a obesidade”, relata. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Meirianny está muito feliz com o tratamento, pois em março deste ano pesava 125 kg e, agora, 108 kg, uma redução de 17 kg. Segundo ela, as oficinas com psicólogos, nutricionistas e endocrinologista contribuem muito para se manter motivada e não sair da dieta. “Ter essa rede de apoio com a gente faz a diferença e me deixa mais segura, pois eles estão sempre presentes nos orientando. No meu caso, tenho que estar sempre focada, pois tenho uma lesão na coluna e minhas atividades físicas são limitadas. O tratamento aqui é muito humanizado. Eles avaliam o indivíduo em todo o seu contexto e não apenas a doença”, afirma. Hoje, o filho de Meirianny está finalizando o acompanhamento, também no Cedoh. Ele saiu da obesidade para o sobrepeso. Por ser adolescente, mesmo após a alta terá consultas de rotina com a endocrinologista pediatra. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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GDF oferece atendimento multidisciplinar no controle da hipertensão
[Numeralha titulo_grande=”” texto=”A hipertensão afeta mais de 30% da população adulta do mundo, o que corresponde a um bilhão de pessoas” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Quando procurou atendimento no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (CEDOH), na Asa Norte, Edinalva Damásio sentiu que corria riscos. Era março de 2021 e sua pressão arterial batia nos 180×120 mmHg (ou 18×12). Apesar de já tomar remédios para controlar a alta tensão gerada do sangue bombeado na parede de suas artérias, a empregada tinha uma vida alimentar desregrada. Aos 36 anos, bebia regularmente, não seguia dieta nem se exercitava. Até que decidiu virar o jogo e investir para valer em um tratamento da hipertensão. Apesar de já tomar remédios para controlar a alta tensão gerada do sangue bombeado na parede de suas artérias, Edinalva Damásio tinha uma vida alimentar desregrada | Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília Nesta segunda-feira (17), celebra-se o Dia Mundial da Hipertensão, doença para qual o Governo do Distrito Federal (GDF) oferece atendimento no tratamento e na prevenção. A hipertensão afeta mais de 30% da população adulta do mundo, o que corresponde a um bilhão de pessoas. É o principal fator de risco para doenças cardiovasculares – especialmente coronariana e acidente vascular cerebral – doença renal crônica, insuficiência cardíaca, arritmia e demência. O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (CEDOH), na Asa Norte, é especializado no atendimento e tratamento da hipertensão | Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília As orientações para evitar a pressão alta são simples, mas nem sempre fáceis de serem seguidas por exigir mudanças de hábito: reduzir o consumo de sal, ter uma dieta mais rica em frutas e verduras, praticar atividades físicas e parar de fumar. “Ainda antes de desenvolver esse problema, o importante transformar o estilo de vida e obter costumes saudáveis, impondo-se, muitas vezes, a algumas restrições”, alerta a médica responsável pelo serviço de Hipertensão Arterial do CEDOH, Máira Polshera. [Olho texto=”A partir do momento que a hipertensão é identificada, o primeiro acompanhamento é feito na Unidade Básica de Saúde (UBS) por meio da equipe de Saúde da Família” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Esse é o caso da Edinalva, que reduziu drasticamente o consumo de bebidas alcoólicas, cortou os churrascos constantes nos fins de semana e passou a fazer caminhadas de até 50 minutos por dia. Em um mês ela perdeu 3 kg e voltou a ser atendida na UBS, já que não requer mais as demandas necessárias ao alto risco como do CEDOH. “O atendimento médico abriu minha mente de que algo sério poderia acontecer comigo se eu não me cuidasse. Tenho duas filhas para criar, como elas ficariam sem mim?”, preocupa-se ela, que mora em Planaltina e recebe dois medicamentos de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Onde buscar ajuda [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A partir do momento que a hipertensão é identificada, o primeiro acompanhamento é feito na Unidade Básica de Saúde (UBS) por meio da equipe de Saúde da Família. Pacientes de alto risco cardíaco, com hipertensão resistente e uso de mais de três classes de medicamentos são encaminhados aos centros especializados. Gestantes hipertensas e casos suspeitos de hipertensão secundária – causada por outras doenças – também são atendidos por lá. Quinze práticas integrativas são oferecidos nos centros especializados como o da Asa Norte: acupuntura; arteterapia; automassagem; fitoterapia; homeopatia; Lian Gong; medicina e terapias antroposóficas; meditação; musicoterapia; reiki; shantala; tai chi chuan; terapia comunitária integrativa; técnica de redução de estresse; e Yoga. Com a pandemia, as aulas coletivas foram suspensas e algumas são oferecidas on-line.
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Começa a distribuição de sensores para medir glicose de diabéticos
Aparelho que faz leitura do sensor armazena dados glicêmicos dos últimos 90 dias | Foto: Breno Esaki / Agência Brasília Os primeiros pacientes com diabetes tipo 1 começaram a receber, nesta sexta-feira (11), sensores para monitorar a glicose, com expectativa de que até 300 pessoas sejam beneficiadas nos próximos meses. A inovação substitui as picadas no dedo, o que dá mais qualidade de vida e conforto aos usuários. A tecnologia pioneira no Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ser distribuída no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), em atividade que contou com a presença do secretário de Saúde, Osnei Okumoto. O gestor visitou as instalações da unidade e acompanhou a primeira paciente do Distrito Federal a receber o sensor. Foi a pequena Maria Heloísa, de quatro anos, que desde os seus sete meses precisa tomar insulina. Ela teve o dispositivo colocado no braço pela equipe de saúde do Cedoh, que no mesmo instante testou o equipamento. [Olho texto=”“Quero agradecer a toda a equipe por esse grande presente. Não só por isso, mas por me ajudarem desde os quatro anos de idade”” assinatura=”Rafael Martins, estudante de 14 anos, paciente do Cedoh” esquerda_direita_centro=”centro”] O sensor é pequeno, descartável e à prova d’água. O aparelho fica constantemente no braço do paciente por 14 dias, preso por um adesivo. Por meio de um aparelho recarregável é feita a leitura para transmitir, a distância, os dados ao médico. Já na primeira hora de uso os pacientes podem checar a sua glicose. Segundo a mãe da Maria Heloísa, Lidiane Blird, a nova tecnologia será um alento para sua filha. “Ela não gosta de medir a glicemia com a picada no dedo. Chora muito e pede até socorro. Com o sensor, vai ser muito melhor para ela. Daqui para frente, a medição da glicose vai ser muito mais fácil e tranquila”, comemora Lidiane. [Olho texto=”“Em meio a todas as dificuldades da pandemia, podemos oferecer à população diabética uma forma de melhorar seu controle glicêmico e evitar que tenham uma complicação crônica”” assinatura=”Eliziane Leite, referência técnica em Endocrinologia e Diabetes” esquerda_direita_centro=”centro”] Outro beneficiado foi o estudante Rafael Maciel, 14 anos. Desde criança ele frequenta o Cedoh para tratar a diabetes, assim como sua irmã, Ana Vitória Maciel, que também tem a doença. Ambos receberam o aparelho no dia. “Quero agradecer a toda a equipe por esse grande presente. Não só por isso, mas por me ajudarem desde os quatro anos de idade”, recorda Rafael. Presente de Natal Para a Referência Técnica Distrital (RTD) em Endocrinologia e Diabetes da Secretaria de Saúde, Eliziane Leite, a entrega dos aparelhos é uma espécie de “presente de Natal” aos pacientes e profissionais do setor, que aguardavam há três anos pela oportunidade de implementar essa tecnologia. Uma nota técnica já foi publicada pela pasta sobre o uso do aparelho. A pequena Maria Heloísa foi a primeira paciente a receber os sensores para monitorar glicemia | Foto: Breno Esaki / Agência Brasília “Em meio a todas as dificuldades da pandemia, podemos oferecer à população diabética uma forma de melhorar seu controle glicêmico e evitar que tenham uma complicação crônica. É oferecer uma forma de tratar a diabetes com muito mais segurança e garantia de resultado”, destaca Eliziane. Mais funcionalidades Além da glicemia do momento, o sistema também informa a tendência de glicose, demonstrada no leitor pelo sinal de uma seta. É capaz, ainda, de armazenar os dados glicêmicos dos últimos 90 dias. Os pacientes devem fazer, no mínimo, sete escaneamentos ao longo do dia, realizados de forma simples e prática. “Essa tecnologia traz um conforto maior nas atividades do dia a dia. Na hora que faz a leitura, ainda determina se a glicemia tende a aumentar, mostrando qual a taxa normal naquele momento. Isso que é o mais importante: a comodidade e qualidade de vida que o paciente vai ter”, explica Osnei Okumoto. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Para a gerente do Cedoh, Alexandra Rubim, o uso constante do equipamento vai impactar até mesmo na forma como o paciente confere sua glicemia. “Ele percebe quando tem mais hipoglicemia, se está mais dentro da meta, ou não. Isso faz com que se sintam mais motivados a melhorar, escanear mais, fazer um melhor autocontrole”, garante. Entregas em sequência Em um primeiro momento, os aparelhos serão entregues tanto no Cedoh quanto no ambulatório localizado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A expectativa é de que, com o tempo, outros ambulatórios do DF para tratar diabéticos também possam entregar os aparelhos com a tecnologia. “Qualquer paciente com diabetes tipo 1 atendido por ambulatórios das redes pública e privada, que esteja dentro dos critérios de uso, poderá ter acesso aos sensores”, informa Eliziane Leite. Paciente do Cedoh há anos, o estudante Rafael Maciel agradeceu a equipe pela entrega dos sensores | Foto: Breno Esaki / Agência Brasília Por enquanto, a prioridade tem sido para os casos mais críticos, além de gestantes e crianças de até sete anos, por serem mais sensíveis à doença e correrem mais riscos. “Essa população é a que mais sofre com esse diagnóstico. Por isso priorizamos aqueles que precisam receber essa tecnologia primeiro”, informa a especialista. De acordo com ela, os pacientes já estão sendo selecionados para receber os primeiros sensores. No futuro, o objetivo é alcançar cerca de 750 pacientes, a depender da dinâmica e do uso adequado e responsável dos sensores. Os que possuem diabetes tipo 1 foram escolhidos para receber os sensores por apresentarem um quadro mais complexo de tratamento. Normalmente são pacientes que precisam aplicar insulina até quatro vezes por dia, além de monitorar por mais vezes as taxas de glicemia no sangue – diferentemente daqueles com diabetes do tipo 2, que começam o tratamento à base de comprimidos, que são ministrados por anos. Primeiro passo O acesso inicial da população será pela Atenção Secundária. Nas unidades, o médico endocrinologista responsável pelo paciente identifica a necessidade e se o caso está dentro dos critérios de inclusão para uso desses aparelhos. Em caso positivo, o profissional de saúde responde ao questionário eletrônico e preenche um relatório. Em seguida o paciente encaminha esses documentos para análise, por e-mail, e aguarda até que ele seja selecionado. Quando for chamado, o paciente deverá participar de reuniões educativas sobre a funcionalidade do aparelho. Nesta etapa do processo, deve assinar um termo de compromisso para só então buscar os sensores no Cedoh e no HRT, aparelhos que deverão ser trocados a cada 14 dias. * Com informações da Secretaria de Saúde
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