Contas de energia elétrica divulgam canal 180 para mais de 1 milhão de lares do DF e reforçam combate à violência contra a mulher
A Neoenergia Brasília, em parceria com o Ministério das Mulheres e com apoio da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), inicia neste mês uma ação estratégica para fortalecer a rede de proteção feminina. A partir de março, as faturas de energia elétrica de mais de 1,1 milhão de clientes passam a exibir, de forma destacada no verso, o número 180, canal da Central de Atendimento à Mulher. A iniciativa integra o cronograma especial de ações da distribuidora em celebração ao Mês da Mulher e busca transformar um documento cotidiano em ferramenta de utilidade pública e salvamento. A vice-governadora do DF, Celina Leão, destaca a importância da união entre poder público e iniciativa privada: “O enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva. Parcerias como essa mostram que é possível transformar ferramentas do dia a dia em instrumentos de proteção e salvar vidas. Cada número divulgado pode representar uma mulher acolhida e uma história reescrita com dignidade e segurança”. Para Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia, a capilaridade da empresa garante que a informação sobre acolhimento e denúncia esteja ao alcance de mais mulheres. “A violência contra a mulher muitas vezes acontece dentro de casa, e precisamos chegar justamente a esses espaços. Reconhecemos o papel das empresas no enfrentamento às desigualdades de gênero e assumimos a responsabilidade, por meio desta e de outras ações, de promover equidade, acolhimento e proteção às mulheres, tanto nas regiões onde atuamos quanto dentro da própria empresa”, explica Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia. “É uma forma concreta de dizer que elas não estão sozinhas”. Contas de energia passam a divulgar o número 180, da Central de Atendimento à Mulher | Foto: Divulgação/Neoenergia Segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a informação salva vidas. “Quando uma empresa com a capilaridade da Neoenergia incorpora o 180 em mais de um milhão de faturas, estamos transformando um serviço essencial em instrumento de proteção às mulheres”, afirma. “Essa parceria amplia o alcance do Ligue 180 e fortalece a rede de enfrentamento à violência no Distrito Federal, garantindo que o pedido de ajuda esteja mais próximo de quem precisa”, completa a ministra, lembrando que o número do Ligue 180 no WhatsApp é (61) 9610-0180. "Muitas mulheres ainda não sabem onde buscar ajuda ou enfrentam barreiras para denunciar. Quando a informação chega de forma direta, clara e permanente, aumentamos as chances de romper o ciclo da violência" Giselle Ferreira, secretária da Mulher do DF O serviço 180 é gratuito, confidencial e funciona 24 horas por dia. Além de registrar denúncias de violência, o canal oferece orientações sobre direitos, informações sobre legislação e encaminhamento para a rede de atendimento especializado, com garantia de anonimato, além de comunicação às autoridades competentes. Ao incluir o número nas contas de luz, a empresa amplia o alcance da informação e fortalece a rede de apoio, especialmente em contextos nos quais a vítima pode estar isolada ou com acesso restrito a meios de denúncia. Só no DF, por exemplo, mais de 25.650 mulheres usaram o serviço ao longo de 2025. A medida ganha ainda mais relevância diante do cenário local. Somente em 2025, o Distrito Federal registrou mais de 11 mil ocorrências de violência doméstica, além de aumento de 27% nos casos de feminicídio. Ao utilizar sua capilaridade para disseminar o contato do canal de denúncia, a Neoenergia contribui para que a orientação chegue de forma direta aos lares e ajude a interromper ciclos de agressão antes que evoluam para situações mais graves. Para a secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, a iniciativa representa um avanço significativo na ampliação do acesso à informação e na prevenção da violência. “Levar o 180 para dentro dos lares por meio da conta de luz é uma estratégia inteligente e necessária. Muitas mulheres ainda não sabem onde buscar ajuda ou enfrentam barreiras para denunciar. Quando a informação chega de forma direta, clara e permanente, aumentamos as chances de romper o ciclo da violência”, aponta. A secretária também destacou a importância da união entre poder público e iniciativa privada. “O enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva. Parcerias como essa mostram que é possível transformar ferramentas do dia a dia em instrumentos de proteção e salvar vidas. Cada número divulgado pode representar uma mulher acolhida e uma história reescrita com dignidade e segurança”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Outras iniciativas Comprometida com a promoção da igualdade de gênero e com o desenvolvimento sustentável, a Neoenergia mantém uma agenda contínua de cooperação com a SMDF. Entre as ações estão conversas promovidas pela secretaria com colaboradores da empresa, além da divulgação, junto à equipe da pasta, de informações sobre canais de atendimento, eficiência energética e a importância do cadastro na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A companhia também compartilha com a pasta projetos do Instituto Neoenergia voltados ao fortalecimento feminino, como o Prêmio Inspirar, o programa Jogando Juntas e novas turmas da Escola de Eletricistas. Cabe à SMDF apoiar a disseminação dessas iniciativas junto ao público atendido pelas políticas da Secretaria. * Com informações da Neoenergia Brasília
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Mais um ponto de denúncia de casos de violência contra a mulher
O Parque da Cidade será mais um aliado no combate à violência doméstica e familiar no Distrito Federal. Vigilantes e funcionários da limpeza e conservação do maior parque urbano da América Latina, além dos funcionários da própria administração, serão treinados para participar da campanha do Código Sinal Vermelho, que incentiva as vítimas de violência doméstica e familiar a pedirem ajuda de forma silenciosa, por meio de um “X” vermelho pintado na mão. Cerca de 25 mil pessoas frequentam o Parque da Cidade, de segunda a sexta-feira. Nos fins de semana, são aproximadamente 100 mil pessoas por dia, um aumento de 40% ao longo da pandemia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A ideia é que o parque seja mais um ponto de denúncia para as vítimas de agressão. “Queremos que as mulheres que frequentam o parque, e sofrem algum tipo de violência, se sintam confortáveis e acolhidas se resolverem pedir ajuda para nossos colaboradores”, explica o administrador do parque, Silvestre Rodrigues da Silva. Segundo ele, o Parque da Cidade recebe cerca de 25 mil pessoas em dias úteis e 100 mil por dia nos finais de semana, um aumento de 40% ao longo da pandemia. ”Recebemos por semana milhares de pessoas, então, com certeza, dentro desse número, há vítimas de violência. Precisamos estar preparados para acolher e direcionar quem nos pedir ajuda, bem como identificar possíveis cenários de violência em nossas dependências e poder reagir a isso da forma correta”, afirma. [Olho texto=”“O Parque da Cidade é o coração de Brasília, onde circulam milhares de pessoas todos os dias. É importante que os funcionários desse local passem pela capacitação para que o parque seja mais um ponto de informação e que as pessoas ajudem na luta pelo enfrentamento da violência contra a mulher”” assinatura=”Ericka Filippelli, secretária da Mulher” esquerda_direita_centro=”direita”] De fato, a pandemia de covid-19 aumentou o risco para as vítimas de violência doméstica. Em março e abril de 2020, o índice de feminicídios cresceu 22,2% em todo o Brasil, em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além disso, conforme dados da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios, da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF), verificou-se que, em 2020, no Distrito Federal, 94% das vítimas de feminicídio não fizeram boletim de ocorrência ou alguma denúncia antes da fatalidade. Calma A capacitação será feita em parceria com a Secretaria da Mulher e acontece nesta quarta-feira (2). No treinamento, os colaboradores assistirão a uma palestra de cerca de uma hora de duração coordenada pela Secretaria da Mulher que vai esclarecer o que é o Código Sinal Vermelho e como participar da campanha. Cerca de dez pessoas, que serão multiplicadoras para as equipes, participarão da capacitação. Para a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, que foi uma das primeiras a aderir à campanha, a iniciativa é fundamental para multiplicar o conhecimento sobre a campanha do sinal vermelho. “É preciso incentivarmos as mulheres a denunciar qualquer tipo de violência e, além disso, é necessário ensinarmos à sociedade como agir diante de uma situação de violência doméstica”, disse. Como será na prática Decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha estabelece que as vítimas de violência doméstica poderão ir a um dos estabelecimentos participantes e apresentar um “X” vermelho na mão, como sinal de que estão vivendo uma situação de vulnerabilidade. A mulher também poderá pedir ajuda verbalmente. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Quem receber a denúncia deve manter a calma para não chamar a atenção das pessoas à volta sobre a condição da mulher e, menos ainda, levantar suspeitas do agressor caso ele esteja por perto. A providência indicada é anotar todo os dados da vítima e, caso ela tenha necessidade de sair do local, ligar, imediatamente, para os números 190 (Emergência – Polícia Militar), 197 (Denúncia – Polícia Civil) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher) para reportar a situação às autoridades competentes. “O Parque da Cidade é o coração de Brasília, onde circulam milhares de pessoas todos os dias. É importante que os funcionários desse local passem pela capacitação para que o parque seja mais um ponto de informação e que as pessoas ajudem na luta pelo enfrentamento da violência contra a mulher”, afirma a secretária da Mulher, Éricka Filippelli. Ela ressalta que cafés, restaurantes e hotéis estão cadastrados na campanha e que, em maio, 350 funcionários do Sistema Social do Comércio (Sesc) foram capacitados para auxiliar mulheres vítimas de violência.
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Nova campanha do GDF reforça importância de denúncia contra violência doméstica
Para reforçar as ações no combate à violência contra a mulher, o GDF lançou uma nova campanha publicitária. Com veiculação em diferentes mídias até 29 de julho, as peças alertam para o fato de que não é preciso ser a vítima para denunciar as agressões. O slogan é: “É tempo de ação contra o feminicídio. A nossa é proteger. A sua é denunciar”. “A luta contra o feminicídio é uma obrigação de toda a sociedade. Essa campanha reforça a postura do nosso governo de agir em consonância com a população, mostrando que este é um crime que só pode ser combatido se houver o envolvimento de todos”, destaca Weligton Moraes, secretário de Comunicação. A campanha exibe um vídeo que mostra a ligação feita por uma mulher denunciando violência doméstica (assista abaixo). Quando a atendente pergunta se o agressor ainda está na casa, a denunciante fala que não sabe, pois a vítima é só a vizinha do casal. Em seguida, um letreiro incentiva que denúncias sejam feitas à Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. A peça está em veiculação na TV e nas redes sociais. A ação faz uma referência à campanha #MetaaColher da Secretaria de Segurança Pública que convida a sociedade a repensar a máxima “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Para a secretária de Estado da Mulher, Ericka Filippelli, uma denúncia pode salvar uma vida. “Você não precisa ser a vítima para denunciar, ao contrário do ditado popular. O vizinho, o amigo, familiares podem ligar no 180 e apoiar essa mulher que está vivendo uma situação de violência a buscar os seus direitos”, diz. Segundo ela, 72,8% das vítimas de feminicídio não buscaram o poder público antes de serem assassinadas. “A gente precisa é mobilizar a sociedade”, exorta. Ericka ressalta que há um o compromisso do GDF em combater a violência doméstica e que os equipamentos do governo estão prontos para atender vítimas desse tipo de crime. [Olho texto=”Há uma orientação do governador Ibaneis Rocha para que todo o governo se mobilize de forma interdisciplinar no combate ao feminicídio” assinatura=”Ericka Filippelli, secretária da Mulher” esquerda_direita_centro=”centro”] “As delegacias estão abertas 24 horas, nossos equipamentos estão sendo reestruturados, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) está funcionando no metrô da 102 Sul, com a presença da Defensoria Pública pronto para acolher, dar atendimento psicossocial e já ter acesso ao Judiciário”, acrescenta a secretária da Mulher. Os anúncios impressos – que estão sendo publicados em revistas e jornais e estampados em outdoors, nas paradas e traseiras de ônibus – também lembram que, no Brasil, a cada dois segundos uma mulher é vítima de violência, a cada 16 segundos uma mulher é vítima de ameaça com arma e a cada 22 segundos uma mulher é vítima de espancamento. Veja o vídeo da campanha:
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