Junho Violeta reforça conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa no DF
O Junho Violeta chama a atenção para a prevenção e o enfrentamento à violência contra a pessoa idosa. No Distrito Federal, a campanha também fortalece ações voltadas para a promoção da autonomia, da qualidade de vida e da garantia de direitos das mulheres, por meio do programa Envelhecer com Sabedoria, iniciativa da Secretaria da Mulher (SMDF). Segundo a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, a campanha Junho Violeta busca conscientizar a população sobre as formas de violência contra a pessoa idosa e incentivar as denúncias. “O alerta destaca que muitos casos seguem sem chegar às autoridades, muitas vezes por medo de retaliação. A denúncia é a principal ferramenta para romper o ciclo de violência, pois permite que a vítima tenha acesso imediato a redes de apoio e medidas de proteção”. A campanha alerta para diferentes tipos de agressão, como violência física, psicológica, financeira e patrimonial, além de negligência e abandono. Dados divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) apontam a persistência dos casos de violência contra a população idosa em todo o país, reforçando a importância da conscientização e da denúncia. De acordo com informações do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), entre as violações mais recorrentes estão a violência física, a violência psicológica e a negligência. Os registros também indicam maior incidência de casos envolvendo mulheres e a participação de pessoas do convívio familiar entre os principais suspeitos. Campanha Junho Violeta busca conscientizar a população sobre as formas de violência contra a pessoa idosa e incentivar as denúncias | Foto: Divulgação SMDF [LEIA_TAMBEM] Programa incentiva envelhecimento ativo e fortalecimento de vínculos Com foco na proteção e no bem-estar das mulheres, o programa Envelhecer com Sabedoria incentiva o envelhecimento ativo e saudável, ampliando o acesso à cidadania, à informação e à participação social. Nos próximos seis meses, a expectativa é atender cerca de 3 mil participantes em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal por meio de ações educativas, rodas de conversa, acolhimento e articulação intersetorial. Responsável pelo programa, a subsecretária de Ações Temáticas e Participação Política, Dayane Timóteo, afirmou que a iniciativa prevê ampliar o acesso a informações sobre saúde, bem-estar e combate à violência, além de incentivar espaços de convivência e escuta qualificada. “A ideia é incentivar a interação entre as mulheres, criando um ambiente de apoio mútuo para melhorar a qualidade de vida e acolhimento às idosas”. Como denunciar O Disque 180, Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa, para acolher, orientar e registrar denúncias de violência. O Disque 100 também funciona 24 horas por dia e recebe denúncias anônimas de violações de direitos humanos. Os casos também podem ser comunicados às delegacias, ao Ministério Público, aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e aos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). *Com informações da SMDF
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Programa debate enfrentamento à violência contra a mulher
A edição desta quinta-feira (11) do programa Tempo de Refletir recebeu a delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás, Tamires Teixeira, para uma conversa sobre protagonismo feminino, autoestima, independência emocional e financeira e como esses fatores contribuem para o rompimento do ciclo da violência contra a mulher. A abertura foi conduzida pelo secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Junior, que apresentou a trajetória profissional da convidada. A delegada Tamires Teixeira ressalta a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres, como o acolhimento oferecido às servidoras públicas no retorno da licença-maternidade | Foto: Divulgação/SEEC-DF “Mesmo vivendo em uma sociedade que ainda carrega traços do machismo, a mulher deve se impor, estabelecer limites e não aceitar nada que possa ferir sua dignidade” Tamires Teixeira, delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás Durante o programa, Tamires destacou que o protagonismo feminino está relacionado à capacidade de a mulher assumir o controle da própria vida e não aceitar situações que violem sua dignidade. “Mesmo vivendo em uma sociedade que ainda carrega traços do machismo, a mulher deve se impor, estabelecer limites e não aceitar nada que possa ferir sua dignidade”, afirmou. A delegada também ressaltou a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres e elogiou iniciativas do Governo do Distrito Federal, como o acolhimento oferecido às servidoras públicas no retorno da licença-maternidade. Ela destacou, em especial, o Berçário Institucional Buriti, que permite às mães deixarem seus filhos em um ambiente seguro e acolhedor durante a jornada de trabalho. Segundo Tamires, ações de apoio à maternidade e de valorização das mulheres representam importantes conquistas para a promoção da qualidade de vida no serviço público. A delegada Tamires também abordou o tema da violência psicológica: “É um crime que vai eliminando a identidade da mulher e sua autoconfiança, fazendo com que ela se torne emocionalmente dependente do agressor” “A violência não começa do nada, com agressão física ou ameaças. Ela aparece no controle das redes sociais, no ciúme excessivo confundido com cuidado e em outras atitudes que muitas vezes passam despercebidas” Tamires Teixeira, delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás Críticas e humilhações Outro ponto abordado foi a relação entre autoestima e violência. Segundo Tamires, relacionamentos abusivos geralmente começam de forma sutil. “A violência não começa do nada, com agressão física ou ameaças. Ela aparece no controle das redes sociais, no ciúme excessivo confundido com cuidado e em outras atitudes que muitas vezes passam despercebidas”, explicou. A violência psicológica também foi tema da conversa. De acordo com a delegada, humilhações, críticas constantes e comentários depreciativos sobre a aparência ou características pessoais afetam diretamente a autoconfiança da vítima. “É um crime que vai eliminando a identidade da mulher e sua autoconfiança, fazendo com que ela se torne emocionalmente dependente do agressor”, alertou. [LEIA_TAMBEM]Tamires destacou, ainda, que a violência contra a mulher atinge todas as classes sociais e que a dependência financeira continua sendo um dos fatores que dificultam o rompimento de relacionamentos abusivos. “A independência financeira ajuda a mulher a sair desse ciclo. Por isso, as políticas públicas de proteção e acolhimento são tão importantes”, ressaltou. Ao final, a delegada reforçou a importância da educação como ferramenta de prevenção e lembrou que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher (180), das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, da Polícia Militar (190), da Polícia Civil (197) e do Disque 100. Serviço: Acesse o link e assista ao programa completo: https://www.youtube.com/live/w9JIliWEj3k?si=O2ljuZdZtAUrwBSg *Com informações da Secretaria de Economia (Seec-DF)
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