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Centro Educacional do Lago Norte

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Curso de francês no CIL de Ceilândia abriu portas para servidora seguir carreira na Embaixada da França

A trajetória de Aline Bastos Lima mostra como a educação pública pode ampliar horizontes e abrir caminhos. Servidora da Secretaria Educação (SEEDF), ela começou a estudar francês aos 14 anos no Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Ceilândia. Anos depois, o conhecimento construído dentro da secretaria passou a fazer parte da sua vida profissional, levando-a a atuar na Embaixada da França em Brasília. “O francês entrou na minha vida quase por acaso, mas acabou me levando a lugares que eu nunca imaginei conhecer”, conta Aline Lima | Foto: Bruno Formiga/SEEDF “Quando conheci os professores e descobri a riqueza da língua e da cultura francófonas, percebi que estava no lugar certo” Aline Lima A entrada no curso se deu quase por acaso. Na época, Aline escolheu o francês porque não havia vagas em outras opções, e o que parecia uma decisão simples acabou transformando sua trajetória. “Quando conheci os professores e descobri a riqueza da língua e da cultura francófonas, percebi que estava no lugar certo”, lembra ela. “Não era apenas aprender um idioma, mas conhecer novas culturas, histórias e formas de ver o mundo”. Durante o tempo de estudo no CIL de Ceilândia, Aline viveu experiências que ampliaram sua visão de mundo. Aos 18 anos, participou de um projeto da Embaixada da França que lhe proporcionou a primeira viagem internacional. “Foi a primeira vez que andei de avião e saí do país”, relata. “Passei 15 dias na França conhecendo cidades, museus e a cultura local. Antes mesmo de entrar na universidade, tive uma oportunidade que ampliou minha visão de mundo”. A força da educação A experiência despertou ainda mais o interesse de Aline pela língua francesa. Depois da viagem, ela ingressou no curso de letras-francês da Universidade de Brasília (UnB) e continuou investindo nos estudos.  Ao longo da formação, participou de programas de intercâmbio até conquistar uma vaga como assistente de língua portuguesa em escolas da França. A oportunidade levou Aline a viver três anos no país europeu, período em que atuou como assistente de ensino e também cursou o mestrado. [LEIA_TAMBEM]Ao retornar ao Brasil, passou a dar aulas de francês e seguiu construindo uma carreira ligada ao idioma. Em 2016, surgiu uma nova oportunidade profissional na Embaixada da França. Graças à dedicação e à experiência acumulada, ela foi selecionada para integrar a equipe do Serviço de Cooperação e de Ação Cultural, onde atua há cerca de dez anos. Para Aline, essa história reforça o papel da educação e dos centros interescolares de línguas na formação dos estudantes da rede pública: “O francês entrou na minha vida quase por acaso, mas acabou me levando a lugares que eu nunca imaginei conhecer. O Centro Interescolar de Línguas ampliou meus horizontes e teve um papel fundamental em toda a minha trajetória profissional”. Educador em destaque Há mais de 20 anos atuando no ensino de francês na rede pública, o professor Waldemar Oliveira Júnior, coordenador de francês do CIL de Taguatinga, conhecido pelos estudantes como Monsieur Oliveira, acompanha de perto como o aprendizado de um novo idioma pode criar novas possibilidades para os alunos. “Aprender uma nova língua abre portas para o conhecimento, para outras culturas e para oportunidades que muitas vezes parecem distantes” Waldemar Oliveira Júnior, coordenador de francês do CIL de Taguatinga Para tornar as aulas mais atrativas, Waldemar busca unir tecnologia, formação constante e temas que dialoguem com a realidade dos jovens. Mestre em Didática de Línguas e Culturas, ele acredita que aprender francês vai além da sala de aula:  “O francês transformou a minha vida e continua transformando a vida de muitos estudantes”, enfatiza.  “Aprender uma nova língua abre portas para o conhecimento, para outras culturas e para oportunidades que muitas vezes parecem distantes”, pontua o professor. “Quando um aluno percebe que pode ir além do que imaginava, a educação mostra toda a sua força de transformação”" Estude francês na rede pública A SEEDF oferece, anualmente, cursos gratuitos de francês nas 17 unidades do CIL. O ingresso ocorre por meio de sorteio eletrônico realizado no site da secretaria. Para o segundo semestre deste ano, as inscrições estarão abertas do dia 29 deste mês a 3 de julho. Além dos CILs, a secretaria também oferece o ensino da língua francesa por meio do Programa de Educação Bilíngue Intercultural (Pebi), desenvolvido no Centro Educacional do Lago Norte (Cedlan), escola pioneira da iniciativa na rede pública. Na unidade, o francês faz parte do projeto pedagógico e está presente em atividades e componentes curriculares da educação bilíngue. *Com informações da Secretaria de Educação    

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Escola pública bilíngue abre horizontes de 400 alunos

“Je m’appelle Maria Paula, j’ai dix-sept ans. Comment allez-vous?”, pronunciou uma das alunas do projeto Escola Intercultural Bilíngue, apresentando-se em francês na entrevista. Traduzido para o português, a jovem disse: “Eu me chamo Maria Paula, tenho 17 anos. Como você está?” Parceria entre a Escola de Ensino Médio Integral (CedLan) e a Embaixada da França foi renovada por quatro anos | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Maria Paula é uma entre os mais de 400 estudantes da Escola de Ensino Médio Integral (CedLan). O Governo do Distrito Federal (GDF) e a Embaixada da França ampliaram, no início de julho, por mais quatro anos, a parceria que estabelece ações para a oferta do ensino de francês e da cultura francófona, a primeira iniciativa na rede pública de ensino do DF com dois idiomas. A supervisora pedagógica do CedLan, Viviane Duarte Rocha, lembrou que a escola foi piloto do ensino médio integral, em 2017, o que permitiu o interesse em fazer parte do projeto bilíngue, acordado com a representação francesa. “Principalmente por morarmos em Brasília, a cidade que tem todas as embaixadas e esse cenário político internacional, essa experiência que eles têm já acrescenta no currículo. Então, a gente traz isso para a grade deles, um enriquecimento a mais, com mais opções para eles pensarem no futuro”, destacou a educadora. Futuro como o de Maria Paula Burmann, de 17 anos. A jovem quer fazer faculdade de Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB). “Estar nessa escola é uma oportunidade maravilhosa. Aprendemos bastante do francês, que é uma língua bonita e que vai ser muito importante para mim”, afirmou a aluna. A supervisora pedagógica Viviane Duarte Rocha diz que o projeto ajuda os alunos a pensarem no próprio futuro A iniciativa da Escola Intercultural Bilíngue foi implantada em agosto de 2019 no Cedlan e conta com o envolvimento de 27 dos 52 professores do centro de ensino que foram capacitados pela Aliança Francesa. O projeto é tocado pela Secretaria de Educação em parceria com a Secretaria de Relações Internacionais. Conteúdo imersivo As aulas de francês são ministradas na unidade pública duas vezes na semana, às terças e quintas. “Aprendemos sobre as classes gramaticais, regras, pronomes de tratamento e numeração. Eu acho muito importante, porque não é uma oportunidade que você acha fácil, em qualquer lugar. Além disso, o francês tem regras, tem jeito… aprender presencialmente assim é sempre importante. Muitas coisas do nosso cotidiano vêm do francês”, comenta a aluna Yasmin Fintelman, de 17 anos. Yasmin Fintelman destaca a influência do idioma francês no cotidiano brasileiro O projeto intercultural bilíngue vai além do aprendizado da língua alvo, tendo como objetivo uma experiência intercultural. Em outras atividades da escola, como oficinas e aulas culturais, outros professores fazem uso do idioma francês. Nas aulas de arte, por exemplo, são incorporados elementos da cultura francesa. “A gente entende que o aluno tem que ser beneficiado da melhor forma possível”, acentuou a supervisora Viviane. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Outras escolas Atualmente, o GDF conta com três escolas da rede pública com ensino bilíngue. Além da Escola de Ensino Médio Integral (Cedlan) com o francês, há aulas em inglês no Centro Educacional do Lago (CEL) e oferta de espanhol no Centro de Ensino Médio de Taguatinga. A próxima escola a receber o projeto é o Centro de Ensino Médio Integrado do Gama (Cemi), que terá o alemão como segundo idioma.

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Aluno da rede pública conquista bolsa para estudar no exterior

Aluno da rede pública de ensino desde os 4 anos, o estudante Jefferson Antônio de Souza Ferreira, 17, foi contemplado com uma bolsa de estudos para cursar a engenharia civil na Universidade de Jaén, na Espanha. Ele concluiu o ensino médio em 2022 no CEM 03 de Taguatinga, uma das três escolas onde funciona o Programa de Educação Bilíngue Intercultural (Pebi). Jefferson com a vice-diretora da escola, Fabiana Matos: “Sempre tive foco naquilo que eu almejava alcançar, e me esforcei, estudando, tendo em mente o objetivo de alcançar boas notas para obter a bolsa” | Foto: Jotta Casttro/SEE A Secretaria de Educação (SEE) tem parceria com três embaixadas para oferecer o ensino de disciplinas estrangeiras aos estudantes. O Pebi funciona em três escolas piloto: no Centro Educacional do Lago Norte (CedLan), com ensino de francês; no Centro Educacional do Lago (CEL), que oferece inglês, e no Centro de Ensino Médio de Taguatinga, onde há aulas de espanhol. [Olho texto=”“É uma janela de oportunidades que se abre na vida desse rapaz. Certamente será um divisor de águas e um avanço em sua vida pessoal e profissional”” assinatura=”Fabiana Alves de Matos, diretora do CEM 03 de Taguatinga” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Além de ensinar o idioma, o Pebi é voltado à qualificação e à expansão da cultura dos países entre os alunos. No CEM 03 de Taguatinga, a Embaixada da Espanha também oferece,  anualmente, uma bolsa de estudos na Universidade de Jaén para um curso na área de engenharia. Jefferson soube aproveitar a oportunidade: “Fiquei lisonjeado em saber que eu tinha conseguido a bolsa, que me dediquei tanto para conquistar. Sempre tive foco naquilo que eu almejava alcançar, e me esforcei, estudando, tendo em mente o objetivo de alcançar boas notas para obter a bolsa”.  Custos Profissionais que atuam na escola comemoram a vitória do jovem. “Para toda equipe do CEM 03 de Taguatinga, essa conquista do nosso estudante gerou um sentimento de orgulho e alegria”, afirma a vice-diretora da instituição, Fabiana Alves de Matos. “É uma janela de oportunidades que se abre na vida desse rapaz, que sempre foi muito educado, dedicado e generoso com seus colegas. Certamente será um divisor de águas e um avanço em sua vida pessoal e profissional”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além do desejo de estudar na Espanha, são critérios para concorrer à bolsa poder contar com o apoio e suporte da família, ter interesse em um curso na área de engenharia e obter média superior a oito pontos no ensino médio – a de Jefferson foi 9,2. O programa  O Pebi busca desenvolver habilidades de comunicação em diferentes contextos e estimular a reflexão crítica sobre a diversidade cultural e linguística, além de contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para atuar no mercado de trabalho. Em 2019, o programa foi implementado em três escolas e contou com apoio dos governos francês, espanhol e estadunidense, por meio de suas embaixadas e entidades culturais. Em 2021, foi assinado um protocolo de intenções entre a SEE e o Goethe-Institut para o ensino de alemão.  *Com informações da Secretaria de Educação

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DF conta com quatro escolas públicas de ensino bilíngue

A rede pública de ensino do Distrito Federal já oferece ensino bilíngue a quem busca aprender um segundo idioma. São quatro unidades educacionais que estão implantando o modelo: Centro de Ensino Médio Integrado do Gama (Cemi), com aulas em alemão; Centro Educacional do Lago Norte (CedLan), com o ensino de francês; Centro de Ensino Médio de Taguatinga, que oferece o espanhol; e o Centro Educacional do Lago (CEL), com o inglês. Aulas ministradas em dois idiomas ajudam a ampliar as oportunidades que os alunos terão no mercado de trabalho | Fotos: Renato Araújo/Agência Brasília “Sabemos o quão importante hoje é ter o conhecimento de uma segunda língua”, afirma a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “Dar essa oportunidade para os professores, para que eles repassem esse conhecimento aos alunos, é muito importante.” No CEL, o projeto teve início em maio de 2019, mas foi suspenso durante o período da pandemia de covid-19 e agora está sendo retomado. “Como já tínhamos o método bilíngue, fomos escolhidos para ser piloto”, informa a diretora do CEL, Rosana Gaviano. Atualmente, o CEL possui 470 alunos. De acordo com ela, o processo de implantação das aulas em inglês foi muito bem aceito pelos estudantes. “Embora tenha sido difícil no começo, eles gostaram. Também fizemos uma consulta à comunidade escolar para escolher a língua que faria parte do ensino bilíngue, e a opção foi pelo inglês.” Parceria O coordenador dos Itinerários Integradores do Ensino Médio Integral do CEL, Vitor Rios, lembra que a escola, embora esteja situada no Lago Sul, reúne alunos de diversas partes do DF, como Jardins Mangueiral, Itapoã, Paranoá e São Sebastião. “É uma comunidade carente e diversa”, diz. “Temos alunos que já são fluentes no inglês, graças aos centros de línguas, e alguns outros que não têm quase nenhum domínio do inglês. A proposta do ensino bilíngue é dar algo mais a eles.” O fato de ser uma escola integral facilita a implantação do ensino em outra língua, uma vez que há mais tempo para desenvolver projetos com os alunos. Como a rede de ensino possui hoje poucos professores habilitados para dar aulas bilíngues, a direção do CEL firmou uma parceria com a escola Casa Thomas Jefferson, que está oferecendo aulas gratuitas aos professores. [Olho texto=”“Como é uma escola em tempo integral, nossa proposta é que pelo menos 20% do tempo seja ocupado com aulas em inglês” ” assinatura=”André Oliveira e Silva, coordenador do projeto do Centro Educacional do Lago” esquerda_direita_centro=”direita”] “Nossa parceria com a Casa Thomas Jefferson proporcionará aos professores aprender estratégias bilíngues”, detalha Vítor. Mas o aprendizado em inglês é para todos os servidores da escola – os auxiliares recebem aulas de inglês instrumental ministradas pelos professores do CEL. O coordenador do projeto bilíngue do CEL, André Luís de Oliveira e Silva, diz esperar que, nos próximos concursos para professores promovidos pela Secretaria de Educação, haja, entre os aprovados, docentes com aptidão ou proficiência em inglês para fazer parte do projeto. “Para dar aula em outra língua, é preciso ter proficiência”, explica. “Como é uma escola em tempo integral, nossa proposta é que pelo menos 20% do tempo seja ocupado com aulas em inglês.” Jovens Embaixadores Para aproximar os estudantes do idioma inglês, a escola recebeu o projeto Jovens Embaixadores, formado por estudantes norte-americanos que conheceram o CEL e participaram das atividades curriculares. Os visitantes foram guiados pelos próprios estudantes da unidade, que fizeram tradução simultânea dos encontros. Nas aulas em inglês, quem tem mais conhecimento da língua auxilia os que estão começando agora. “A ideia é mesclar as aulas em inglês e português”, aponta Vítor. Brenda Martins se sente motivada com o aprendizado: “Em algumas oficinas, as aulas são somente em inglês, e isso é muito bom” “Para mim, o inglês é a melhor opção como segundo idioma”, destaca o aluno do terceiro ano do ensino médio Wesley Henrique Ferreira, 17 anos, que já conhecia a língua por ter estudado no CIL. Sua expectativa é que o aprendizado o ajude no curso de engenharia de software que pretende fazer. Aluna do segundo ano do CEL, Brenda Martins, 16 anos, também diz esperar que o domínio do inglês a ajude na futura profissão – ela quer estudar biologia ou biotecnologia. “Tenho afinidade com o inglês, mas antes de estudar aqui na escola não tinha tido a oportunidade de praticar”, conta. “Em algumas oficinas, as aulas são somente em inglês, e isso é muito bom.” Alemão O diretor do Cemi do Gama, Carlos Lafaiete, disse que a escolha da língua alemã se deve ao fato de o Cemi ser uma escola de ensino profissionalizante, que é muito valorizado na Alemanha, o que pode render oportunidades futuras para os alunos. De acordo com o diretor, o projeto, que deveria ter começado a ser implantado no primeiro semestre deste ano, só está sendo iniciado agora, por falta de professores com proficiência em alemão na rede pública de ensino. Segundo o docente, a expectativa é que com a realização do próximo concurso a escola receba pelo menos dois professores fluentes em alemão. Enquanto isso, o próprio Carlos Lafaiete já está estudando o idioma, num curso gratuito oferecido pelo Instituto Goethe, que apoia o projeto do Cemi. “Como ainda não temos professores como conhecimento em alemão, vamos realizar oficinas com os alunos sobre a Alemanha”, anuncia. “Esta já será uma forma de aproximar os estudantes do estudo do idioma. Mas estão todos empolgados e perguntando quando o projeto terá início.”

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