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Centro Educacional do Lago Norte (Cedlan)

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LAB Bibliotecas Renato Russo une música, inteligência artificial e arte em oficinas para jovens de escolas públicas

Um computador projetado na parede, uma controladora de DJ e dezenas de estudantes atentos aos comandos exibidos na tela. Foi assim que uma sala do Centro Educacional do Lago Norte (Cedlan) se transformou em um espaço de aprendizado diferente do habitual durante a oficina de discotecagem, nesta segunda-feira (11). A atividade faz parte do projeto LAB Bibliotecas Renato Russo, iniciativa promovida pela ONG Amigos da Vida em parceria com o Governo do Distrito Federal que une tecnologia, arte e educação. Segundo a vice-diretora da escola, Isabella Barbosa, o projeto amplia o aprendizado dos estudantes para além do currículo tradicional. “Os alunos aprendem competências diferentes, como socialização, diversidade, respeitar o outro. Além de conhecimentos técnicos de operar uma mesa de som e fazer uma música legal. De repente, isso pode até gerar uma oportunidade de emprego no futuro”, destaca. Isabella Barbosa ressalta que os "alunos aprendem competências diferentes, como socialização, diversidade, respeitar o outro" | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Ao todo, cerca de 200 alunos do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Cedlan participaram das atividades. Entre eles está Júlia Fernandes, de 15 anos. “A gente também está aprendendo a mexer nos equipamentos, na controladora e no toca-discos. Eu penso em seguir na área de exatas, mas a música pode continuar como um hobby. Acho importante ter essa oportunidade porque ajuda a gente a descobrir coisas novas sobre nós mesmos”, conta a estudante. O projeto também oferece oficinas de inteligência artificial, escrita criativa, redes sociais, realidade virtual, dramaturgia imersiva e artes visuais. O aluno Gabriel Martins, de 17 anos, destacou a oportunidade de aprender novas habilidades. “Acho muito legal ter essa oportunidade de aprender isso aqui na escola. Hoje, aprendi sobre os equipamentos, os ritmos e como funciona a transição de uma música para outra. É muito interessante porque ajuda a entender melhor essa área”, diz. O projeto LAB Bibliotecas Renato Russo leva modernidade e tecnologia a bibliotecas Além das oficinas, o projeto LAB Bibliotecas Renato Russo busca transformar bibliotecas de escolas públicas do Distrito Federal em espaços mais modernos e tecnológicos. Kalede Lizan, produtor do projeto, explica que a proposta é criar ambientes que incentivem não apenas a leitura, mas também o acesso à pesquisa digital e às novas formas de aprendizado, com computadores conectados à internet e atividades interativas para os estudantes. “A gente restaura a biblioteca, faz doação de livros novos, pinta os espaços e entrega computadores novos. Dentro disso, também incentivamos atividades artísticas e de tecnologia na biblioteca”, afirma. Neste ano, a biblioteca do Cedlan está entre as unidades contempladas pelo projeto. Outras regiões administrativas, como Recanto das Emas, Ceilândia, Guará e Taguatinga, já receberam as ações da iniciativa.  

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Projeto abre perspectivas profissionais para estudantes da rede pública do DF

Para mostrar para as meninas do ensino médio do Centro Educacional do Lago Norte (Cedlan) que as mulheres podem estar onde quiserem, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Embaixada da França realizam o projeto ImpactMeninas. Por meio de oficinas realizadas na escola, elas aprendem desde cedo a romper preconceitos e a descobrir que novos caminhos profissionais são possíveis. O projeto ImpactMeninas, uma parceria entre a SEEDF e a Embaixada da França, é realizado no Centro Educacional do Lago Norte desde 2023 | Fotos: Mary Leal/SEEDF A estudante do 1º ano do ensino médio Eloá Marinho, de 15 anos, conta que, antes de participar do projeto, pensava em profissões “mais tranquilas”. “Agora, eu quero ser bombeira, uma profissão de linha de frente. Quero mostrar que sou mulher e posso fazer o que eu quiser, mesmo sabendo que não vai ser fácil”, afirma a jovem, que mora no Lago Norte. Cursando o 3º ano do ensino médio, Betina Lisboa, 17, conta que seu pensamento mudou muito após participar do ImpactMeninas. “O projeto realmente incentiva as mulheres a chegarem aonde quiserem. Traz mulheres para falarem sobre suas trajetórias e expectativas. Isso é essencial porque incentiva a nossa força e mostra que mesmo não sendo fácil, a gente vai conseguir”, conta a moradora do Itapoã, que está em dúvida entre os cursos de medicina veterinária ou enfermagem. As estudantes Eloá Marinho (de amarelo) e Betina Lisboa participam do projeto: “Quero mostrar que sou mulher e posso fazer o que eu quiser”, ressalta Eloá No primeiro semestre, o projeto realiza atividades coletivas com meninas e meninos. Já no segundo semestre, são oferecidas mentorias com mulheres de “impacto” para inspirar as estudantes. O tema escolhido para as atividades coletivas de 2024 foi “As mulheres e o esporte”, com foco nas Olimpíadas de Paris. O projeto é realizado na escola desde o ano passado e, em 2024, foi lançado em 8 de março, no Lycée Français, onde os estudantes tiveram a oportunidade de dialogar com a triatleta e maratonista Vivian Dombrowski. No final de maio, os estudantes voltaram à escola francesa para a exposição Les Elles des Jeux e para a exibição do curta Les Roses et les bleus, da diretora francesa Claudia Lopez Lucia. Na última quarta-feira (19), foi a vez de participarem de uma gincana realizada no próprio Cedlan. O ImpactMeninas também tem uma parceria com a Aliança Francesa, que concede bolsas de estudo para os professores do Cedlan para que eles fiquem imersos na cultura e possam inserir elementos daquele país nas atividades pedagógicas dentro dos componentes curriculares de cada disciplina. Atualmente, 18 professores seguem nos estudos da língua francesa. No primeiro semestre, o projeto realiza atividades coletivas com meninas e meninos. Já no segundo semestre, são oferecidas mentorias com mulheres para inspirar as estudantes Programa Intercultural Bilíngue O projeto realizado no Cedlan faz parte do Programa Intercultural Bilíngue, do Governo do Distrito Federal (GDF) realizado em parceria com as embaixadas da França e da Espanha, com projetos no Centro de Ensino Médio 3 de Taguatinga (CEM 3); da Alemanha, no Centro de Ensino Integrado do Gama (Cemi) e dos Estados Unidos, no Centro Educacional do Lago Sul (CEL). A diretora de Educação em Tempo Integral da SEEDF, Érica Soares Martins Queiroz, explica que o projeto vai além de apresentar a língua francesa aos estudantes. “A ideia é trabalhar não só a língua, mas aspectos interculturais que são inseridos nas atividades dentro dos componentes curriculares. Todo o projeto é acompanhado pela Subsecretaria de Educação Inclusiva Integral da SEE”, explica a diretora. O diretor do Cedlan destaca as possibilidades que o projeto abre para os adolescentes. “O mais importante é o contato com a cultura francófona e as oportunidades de trabalho que se abrem nesse universo”, elogia o diretor da escola Jaime Colares. O programa começou em 2018 a partir de uma tratativa encabeçada pela Secretaria de Relações Internacionais do DF para que os estudantes da rede pública do DF pudessem vivenciar a vocação internacional que Brasília naturalmente tem por sediar diversos organismos internacionais.

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