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Centro de Reciclagem

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DF disponibiliza mais pontos de entrega para roupas usadas, vidro e eletroeletrônicos

O Distrito Federal vai ampliar as opções disponíveis à população para o descarte ambientalmente adequado de roupas usadas, resíduos de vidro e equipamentos eletroeletrônicos. A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), por meio da Subsecretaria de Gestão de Águas e Resíduos Sólidos (SUGARS), formalizou três Acordos de Cooperação Técnica com organizações da sociedade civil para apoiar iniciativas de economia circular e ampliar a rede de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) no DF. “Ampliar as opções de descarte correto significa facilitar a participação das pessoas na construção de uma cidade mais sustentável. Quando aproximamos os pontos de coleta da população, criamos condições para que roupas, vidros e equipamentos eletrônicos tenham uma destinação adequada e possam retornar ao ciclo produtivo”, afirma a governadora Celina Leão. “Ampliar as opções de descarte correto significa facilitar a participação das pessoas na construção de uma cidade mais sustentável" Governadora Celina Leão As ações abrangem três frentes. Para os resíduos eletroeletrônicos, está prevista a ampliação da rede de pontos destinados ao recebimento de equipamentos descartados pela população. Outra iniciativa prevê a implantação de PEVs específicos para resíduos de vidro em diferentes regiões administrativas. A terceira frente é dedicada aos resíduos têxteis e integra o Projeto Repense Reuse, que amplia a rede de coletores destinados ao recebimento de roupas usadas. A iniciativa também contempla peças que já não apresentam condições de reutilização, permitindo que esses materiais sejam encaminhados para processos de reciclagem. 100 novos pontos até 2027 Para os resíduos eletroeletrônicos, está prevista a ampliação da rede de pontos destinados ao recebimento de equipamentos descartados pela população | Foto: Divulgação/Sema-DF O Projeto Repense Reuse prevê a instalação de 100 coletores no Distrito Federal até dezembro de 2027. A primeira etapa contempla 35 pontos. A previsão é instalar nove coletores em novembro de 2026, seis em dezembro, cinco em janeiro de 2027 e outros 15 em fevereiro. Na etapa seguinte, entre março e dezembro de 2027, serão implantados gradualmente mais 65 pontos de coleta, completando a rede prevista pelo projeto. “A economia circular começa com uma decisão simples: dar o destino correto ao que não usamos mais. A ampliação dos pontos para resíduos têxteis, vidro e eletroeletrônicos fortalece essa lógica no Distrito Federal. No Repense Reuse, a previsão de chegar a 100 coletores até dezembro de 2027 permitirá ampliar gradualmente o acesso da população à reciclagem de resíduos têxteis”, destaca o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana. A ampliação da infraestrutura de recebimento facilita a participação da população e contribui para reduzir o descarte inadequado de materiais que ainda podem ser reutilizados ou reciclados. Economia circular A proposta está alinhada ao conceito de economia circular, que busca manter produtos e materiais em uso pelo maior tempo possível, reduzindo a geração de resíduos e a necessidade de utilização de novos recursos naturais. No caso dos materiais têxteis, a possibilidade de entregar também roupas sem condições de reutilização amplia as alternativas ao descarte comum e possibilita o aproveitamento de fibras e outros componentes por meio da reciclagem. As novas ações relacionadas a vidro e eletroeletrônicos seguem a mesma lógica: facilitar a destinação adequada e ampliar as possibilidades de retorno dos materiais às cadeias produtivas. Os endereços dos novos pontos de entrega e as orientações específicas sobre os materiais que poderão ser recebidos serão divulgados nos canais oficiais da Sema-DF, conforme o cronograma de implantação.   *Com informações da Sema-DF

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Semob destina mais de 4 toneladas de documentos antigos para reciclagem

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) promoveu, nesta sexta-feira (19), a destinação ambientalmente adequada de 4.322 kg de papéis e caixas de papelão antigos para reciclagem. A iniciativa, além de otimizar a gestão pública, fortalece a economia solidária ao destinar integralmente os recursos gerados para trabalhadores do serviço de reciclagem. Todo o material foi descartado no Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR/DF), localizado na Cidade Estrutural, e repassado à Cooperativa Coper Livre, beneficiando diretamente 29 cooperados cadastrados com a divisão dos recursos financeiros obtidos após a pesagem, trituração e prensagem do material. A equipe da Gerência de Arquivo da Semob conduziu as etapas prévias de organização documental, conferência de cada papel e análise técnica. Todo o trabalho está de acordo com as orientações do Arquivo Público do DF | Foto: Divulgação Semob Antes de serem encaminhados para a trituração, os documentos passaram por um rigoroso controle de segurança e organização arquivística. A equipe da Gerência de Arquivo da Semob conduziu as etapas prévias de organização documental, conferência de cada papel e análise técnica. Todo o trabalho está de acordo as orientações do Arquivo Público do DF e passou por verificação e emissão da autorização formal para a eliminação. Esse cuidado garantiu que apenas os papéis sem valor legal, administrativo ou histórico ativo fossem descartados, preservando a memória e a segurança jurídica do órgão. 4.322 kg Quantidade de papel e caixas de papelão destinadas à reciclagem   A secretária de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, Sandra Holanda, destacou o impacto positivo da ação para a gestão pública e para a comunidade. "Esta ação representa um marco importante para a Semob, pois demonstra que é possível unir a eficiência da gestão pública à responsabilidade socioambiental. Ao darmos a destinação correta a essas quatro toneladas de documentos antigos, não apenas otimizamos nosso espaço físico e a organização interna do órgão, mas também geramos impacto social real, fortalecendo o trabalho dos cooperados e promovendo a sustentabilidade", afirmou a secretária. A reciclagem promovida pela Semob-DF gera benefícios fundamentais. Na área ambiental, promove a preservação de recursos naturais ao reinserir mais de quatro toneladas de papel na cadeia produtiva, evitando o descarte inadequado e reduzindo a pegada de carbono da administração pública. Para a instituição, o descarte libera um valioso espaço físico nas instalações da secretaria, reduzindo custos de armazenamento, otimizando a gestão documental e facilitando a busca e organização de documentos ativos.   *Com informações da Semob

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Catadoras de materiais recicláveis: a força está com elas

O Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR-DF), inaugurado em dezembro de 2020, representa uma mudança na qualidade de vida das catadoras e catadores de materiais recicláveis e dá ao DF posição de vanguarda na América Latina quando se fala da gestão de resíduos. [Olho texto=”“Elas merecem destaque especial pelos resultados alcançados à frente dos empreendimentos e das conquistas”, diz o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] O empreendimento ocupa uma área de 80 mil m², incluindo duas centrais de Triagem e Reciclagem (CTRs) e uma Central de Comercialização (CC), com investimentos de R$ 21 milhões. A iniciativa tem capacidade de gerar mais de 750 postos de trabalho. A grandiosidade dos números não é a única característica que torna o CIR muito significativo, especialmente neste 8 de março, dia de luta pela igualdade de gênero. Do total de vagas, 450 estão ocupadas, sendo que 320 – ou 70% do total -, por mulheres. Organizadas em cooperativas e associações, elas atuam na gestão compartilhada do espaço, junto à Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e ao Serviço de Limpeza Urbana (SLU). De 450 vagas no CIR, 70% são ocupadas por mulheres. Organizadas em cooperativas e associações, elas atuam na gestão compartilhada do espaço, junto à Sema e ao SLU | Foto: Divulgação/SLU Para o titular da Sema, Sarney Filho, a presença das mulheres no processo de gestão é um diferencial importante na cadeia da reciclagem. “É um número muito expressivo, tanto nas mulheres que atuam na linha de produção, quanto no processo gerencial do CIR. Elas merecem destaque especial pelos resultados alcançados à frente dos empreendimentos e das conquistas”, diz. No âmbito das organizações, elas também ocupam posição de liderança. Das 11 cooperativas atuantes no CIR, sete são presididas por mulheres, bem como a Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop). À frente da entidade, Aline Sousa da Silva, considera a construção do complexo uma grande vitória, depois de muita luta, na época em que o trabalho era realizado no maior lixão a céu aberto da América Latina, conhecido como Lixão da Estrutural. [Olho texto=”“Sempre lutei por nossa dignidade e o CIR oferece essa condição, de mais renda e um trabalho em melhores condições. Era meu sonho vê-lo construído”, afirma Aline Sousa, presidente da Centcoop” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Mãe de sete filhos, Aline começou na catação ainda na infância, junto com o pai. Morava no entorno, onde passava necessidades, e em 2002 veio participar de uma ocupação em Taguatinga Sul. Mas queria ficar perto da avó e do pai e, por isso, seguiu como eles, catando papeis e outros materiais, em carroças. Aos 14, ela passou a ser beneficiária de projetos sociais voltados a combater o trabalho infantil, o que acabou formando uma mulher com consciência política e muita força de trabalho. Além do sonho de mudar a sua realidade e das demais pessoas com a vida parecida com a sua. Entre o relacionamento que tem até hoje, o nascimento de um filho e outro, formações oferecidas por organismos internacionais, a ocupação de cargos em organizações sociais e no próprio Movimento Nacional de Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis, Aline foi se transformando na líder que é hoje, referência em todo o Brasil na gestão da cadeia da reciclagem. “Sempre lutei por nossa dignidade e o CIR oferece essa condição, de mais renda e um trabalho em melhores condições. Era meu sonho vê-lo construído. E ainda sonho em ver mais trabalhadores e trabalhadoras organizados. Não queremos deixar ninguém de fora”, diz Aline. Lúcia Fernandes: de catadora a presidente da Corace e da Associação Vencendo os Obstáculos Poder público Na própria Sema, uma nova servidora tem muito a contar sobre a história do lixão. Rita Pereira Borges de Jesus, 28, foi nomeada para o cargo de gerente de Resíduos Sólidos menos de duas semanas atrás. Ela acredita que há muitos desafios a serem superados na nova tarefa e espera estar à sua altura, já que começa com a missão de tocar processos licitatórios que garantirão melhorias ao complexo. Apesar da nova experiência, Rita tem uma vida inteira de relação com o que antes era chamado simplesmente de lixo e, por força de muita gente, inclusive ela, ganhou a importância que merece a partir da instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a Lei nº 12.305/10. [Olho texto=”“Toda a família se envolve. Junta, separa, vigia o trabalho já realizado, guarda coisas em casa”, conta Rita Pereira, gerente de Resíduos Sólidos” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Filha dos piauienses Francisco Edilberto Laurindo de Jesus e Edite Pereira do Monte de Jesus, casados há 30 anos, ela nasceu no DF e se lembra de ter percorrido, junto aos pais e à irmã, quatro anos mais nova, praticamente todas as regiões administrativas, na tentativa de conseguir um lugar para morar e uma fonte de sobrevivência. “Éramos nômades, íamos de invasão em invasão, de barraco em barraco. Muitas vezes, o aluguel era fechado e, quando o locatário via que havia crianças pequenas, desmanchava o combinado na hora”, relembra. Por volta dos anos 2000, um lugar, finalmente, deu régua e compasso à família inteira, a Vila Estrutural. Naquela época, o lugar era violento, regido por uma espécie de lei da sobrevivência, onde chegavam poucas políticas públicas e tudo era arranjado – desde a água, que chegava em caminhões-pipa, até a energia, puxada por gambiarras chamadas de “gatos”. Da infância em que ia em comboio para a escola, junto a outros moradores e brincava perto do posto policial, para aumentar a sensação de segurança, ela viu acontecer as mudanças na região e em sua própria vida e maneira de pensar. “Na infância, não percebi muita coisa. Mas, a partir da adolescência, comecei a entender o olhar diferente, a distância, o nojo, o tratamento que a gente recebia, sendo pessoas negras, catadores de material reciclável”, relembra. Inaugurado em 2020, o Complexo Integrado de Reciclagem representou uma mudança na qualidade de vida das catadoras e catadores de materiais recicláveis do DF | Foto: Divulgação Sema Filha da catação A rotina de uma família que trabalha com a separação de resíduos não exclui as crianças. “Toda a família se envolve. Junta, separa, vigia o trabalho já realizado, guarda coisas em casa”. Por isso, de acordo com Rita, existe uma identidade comum a filhos e filhas de catadores, que terminam trabalhando no mesmo oficio, correndo os mesmos riscos de ter seus responsáveis acometidos por doenças e até mesmo de serem atropelados e mortos pelos caminhões. Elas também dividem pequenas alegrias. “Na Estrutural, a gente se alimentou igualmente de uma área chamada por nós de ‘Carrefas’, onde os supermercados depositavam produtos avariados ou em vias de perder a validade. No Natal, comíamos os panetones quase vencidos. Na Páscoa, ovos quebrados. E, vez em quando, iogurtes, ovos, sardinha”, conta. Rita conta que o trabalho dos pais na catação do Lixão, desativado em 2018, sustentou a família inteira e possibilitou que se formasse em Gestão de Recursos Humanos, como bolsista de uma universidade particular e fizesse uma pós-graduação em Gestão Pública. No meio tempo, recebeu formações voltadas a filhos de catadores, voltados à organização da categoria, como o Plano de Negócio Sustentável (PNS), do projeto Cataforte e o Pró-Catador, programa de ações de estímulo à inclusão produtiva dos catadores. Já a irmã graduou-se em enfermagem. Ao lado do marido, Fernando Aleixo Borges de Jesus, com quem está há sete anos, a gestora continua morando na Vila Estrutural, em uma casa pertinho dos pais. “Dizer que sou filha de catadores e fruto da catação me representa muito, é uma expressão nata da minha vida e da qual sinto muito orgulho”. [Olho texto=”“Não tenho vergonha da categoria que represento. Nela ganhei dignidade de sustentar os meus filhos, de construir uma casa apenas vivendo da catação”, afirma a catadora Lúcia Fernandes” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Liderança Lúcia Fernandes do Nascimento, 46, é catadora de material reciclável há quase 20 anos. Ela passou de uma catadora no Lixão da Estrutural para presidente da cooperativa Corace e da Associação Vencendo os Obstáculos. “Hoje faço parte de uma cooperativa representada praticamente por mulheres. No CIR a gente trabalha de forma mais fácil, em um galpão organizado, mas já enfrentou muitas lutas e dificuldades pra chegar até aqui e ser liderança de uma cooperativa, sendo mulher, mãe de família que carrega a casa, que sustenta os filhos”. Ela diz que se sente muito honrada e orgulhosa por ser catadora. “Não tenho vergonha da categoria que represento. Nela ganhei dignidade de sustentar os meus filhos, de construir uma casa apenas vivendo da catação. Então, hoje me sinto guerreira, me sinto orgulhosa e, como mulher, sei que a minha força não vem só de mim, vem de Deus, mas sei que através da minha força muitas mulheres seguem em frente”, afirma. Zilda Fernandes de Souza veio de Minas Gerais para o DF e lembra que ser catadora no Lixão da Estrutural, na época, foi o único meio de sobrevivência que encontrou. Mas a sua história de vida foi se transformando. “De lá pra cá eu entrei em uma cooperativa, na qual fui tesoureira, secretária e hoje estou de presidente já no segundo mandato”. Antigamente, relembra, muita gente perguntava se não tinha vergonha de dizer que trabalhava com lixo. “E eu respondia pra eles que eu não tinha vergonha, tenho orgulho de trabalhar com a reciclagem. Até hoje tiro o meu sustento é da reciclagem”, conclui. Zilda Fernandes veio de Minas Gerais para o DF e hoje é presidente de cooperativa CIR O Governo do Distrito Federal (GDF) vai executar este ano três projetos para a compra de equipamentos para o CIR. De acordo com o coordenador de Implementação da Política de Resíduos Sólidos da Sema, Glauco Amorim da Cruz, os novos equipamentos vão garantir, além de melhores condições de trabalho, maior agregação de valor aos materiais recicláveis, proporcionando valorização técnica e econômica aos materiais, e, principalmente, o aumento da renda dos cerca de 500 trabalhadores que já atuam no local. Para Sarney Filho, o CIR representa o começo de uma nova era, em que o GDF consolida uma nova maneira de tratar os resíduos sólidos, cuidando ao mesmo tempo do meio ambiente e do social. “Os novos investimentos vão agregar mais valor e proporcionar elevação da renda dos catadores”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] As centrais de triagem, de 2,8 mil m² cada uma, recebem os resíduos da coleta seletiva. Nelas, o material é separado, classificado, pesado, prensado e transportado para a central de comercialização, onde ocorrem o beneficiamento, estocagem e comercialização. Já a Central de Comercialização de Materiais Recicláveis recebe o material pré-selecionado para beneficiamento dos materiais advindos tanto das centrais de triagem quanto das demais cooperativas de catadores do DF pertencentes à rede Centcoop-DF. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente do DF

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Dia Mundial do Meio Ambiente, oportunidade para reflexão

Orla do Lago Paranoá: projeto prevê recuperação de 65 hectares | Foto: Arquivo / Agência Brasília Desde 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) e diversas outras entidades promovem ações de conscientização no Dia Mundial do Meio Ambiente –  5 de junho. O tema escolhido para marcar a data em 2020 é a biodiversidade. O GDF, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), órgãos vinculados e outras áreas de sua esfera, segue com foco nessas iniciativas, mesmo em tempos mais complicados. “Precisamos utilizar esse momento complexo e difícil que a pandemia nos impôs para repensar nossas ações em relação ao meio ambiente”, defende o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho. “Esse é um momento singular. A reflexão e a ação são mais do que necessárias.” [Olho texto=”“Precisamos utilizar esse momento complexo e difícil que a pandemia nos impôs para repensar nossas ações em relação ao meio ambiente”” assinatura=”Sarney Filho, secretário do Meio Ambiente” esquerda_direita_centro=”centro”] O secretário destaca a importância de atuar contra a destruição ambiental.  “Cuidar da saúde ambiental é condição essencial, e não secundária, para preservar a saúde humana”, afirma. “É ponto pacífico, entre médicos e cientistas, que outras pandemias virão. Para enfrentá-las, será necessário conduzirmos a sociedade sobre novas bases. É fundamental, para nossa sobrevivência, que elas sejam mais justas, igualitárias e sustentáveis”. As ações da Sema obedecem a esse princípio, ressalta o titular da pasta: “[A secretaria] está cumprindo o seu dever de casa, protegendo o Cerrado, cuidando das bacias hidrográficas, com programas de proteção de nascentes, implementando sistemas agroflorestais mecanizados, recuperando áreas degradadas, revitalizando e ampliando os parques, cuidando do clima e desburocratizando as licenças ambientais”. Centro de Triagem Foto: Divulgação / Novacap O GDF vai entregar, em agosto, o Complexo de Reciclagem, que  funcionará para a recepção, triagem, classificação, prensagem, armazenamento e comercialização dos materiais recicláveis provenientes da coleta seletiva do DF. [Numeralha titulo_grande=”R$ 24 milhões” texto=”Custo estimado do Complexo de Reciclagem, que vai gerar mais de 2 mil empregos” esquerda_direita_centro=”direita”] Em uma área de 80 mil metros quadrados, o empreendimento engloba duas centrais de triagem e reciclagem (CTRs) e uma Central de Comercialização (CC). Orçada em R$ 24 milhões, a obra e vai gerar mais de 2 mil empregos. Os trabalhos são executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) será responsável por gerir os centros de triagem, junto a cooperativas e associações de catadores ligadas à Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop), que conta com 27 associados. Agricultura familiar A agricultora Maria Ivanildes Souza integra o projeto-piloto Sistemas Agroflorestais (SAF) Mecanizados, implantado nas bacias do Paranoá e do Descoberto sob a coordenação da Sema. “Estamos ajudando a preservar o meio ambiente; a terra é muito importante para nós, agricultores”, diz ela. “Ano passado os poços secaram. Este ano, graças aos SAFs, os poços estão com água”. A iniciativa tem como meta a execução de boas práticas agrícolas inovadoras em bacias hidrográficas estratégicas para contribuir com a segurança hídrica do DF. Já foram implantados 16 hectares com o modelo. Até o final deste ano, serão totalizados 20 hectares. [Olho texto=”“Plantamos água, vida, e o meio ambiente agradece”” assinatura=”Ilnéia Rocha, agricultora integrante do projeto SAF Mecanizados” esquerda_direita_centro=”esquerda”] No sistema agroflorestal, tem sido feito o plantio de espécies agrícolas e florestais diferentes em uma mesma área, o que torna possível a produção sem que a natureza seja prejudicada. “Plantamos água, vida, e o meio ambiente agradece”, ressalta a agricultora Ilnéia Rocha, que também participa do projeto. Ações pelo clima Em maio, a Sema iniciou um levantamento de espaços com potencial para serem utilizados como sumidouros de carbono, áreas que retiram os gases de efeito estufa e os armazenam por um período, lançando oxigênio na atmosfera. A ação faz parte da meta do governo de neutralizar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no DF até o fim de 2022. A expectativa é que a iniciativa aumente o aproveitamento do potencial da natureza de fixar o carbono que circula livre na atmosfera, aumentando a presença de áreas de vegetação. A recuperação e o enriquecimento da flora permitirão que o DF possa aproveitar ao máximo o potencial da cobertura vegetal para absorver e fixar o carbono atmosférico, além de recuperar a capacidade de produzir água. Os trabalhos representam uma efetiva redução das emissões desses gases no DF. Combate a incêndios Foto: Arquivo / Agência Brasília Ainda em maio, a Sema deu início às ações anuais de combate a incêndios florestais, que fazem parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif). Para viabilizar esses trabalhos, o governador Ibaneis Rocha liberou recursos de R$ 3 milhões, que serão destinados à contratação de 148 brigadistas. O edital para a seleção dos profissionais será publicado em breve. Reprodução Também foi lançado o Almanaque do Fogo, em formato digital, pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). A publicação dialoga com a sociedade sobre a importância e os perigos do fogo, além de dar suporte às ações de educação ambiental, e está disponível no site do instituto. Impactos ambientais A apreensão com os impactos ambientais move também uma das principais ações da Sema: a elaboração de um diagnóstico da contaminação do antigo Lixão da Estrutural, com proposta de remediação para toda a área, por meio de tecnologias inovadoras. Durante mais de 50 anos, foram acumulados resíduos no local, próximo aos limites do Parque Nacional de Brasília, gerando impactos negativos sobre as nascentes que convergem para o Lago Paranoá. A maior preocupação é com a infiltração do chorume, acumulado durante décadas em formações mais profundas do solo. Entre as técnicas inovadoras a ser experimentadas no local estão fitorremediação, avaliação do modelo de transporte de contaminantes subterrâneos e o tratamento do chorume. Esses estudos darão subsídio à elaboração do termo de referência para o Projeto de Recuperação da Área Degradada (Prad), de responsabilidade do Ibram. Água, questão fundamental Para revitalizar áreas degradadas e garantir os serviços ambientais prestados à população do DF, a Sema está trabalhando em dois projetos: Recuperação de danos nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) na orla do Lago Paranoá e Restauração de 80 hectares em áreas de nascentes, de preservação permanente e de recargas de aquíferos nas Bacias do Rio Descoberto e Rio Paranoá. O Projeto Orla prevê a recuperação de 65 hectares ao longo das APPs da orla do Lago Sul do Paranoá nos 30 metros às margens do espelho d`água do Lago Sul. A orla do lago tem um contorno total de 102,31 km, sendo 50,31 km no Lago Sul e 52 km no Lago Norte. Os recursos, de R$ 2 milhões, são provenientes do Fundo Único do Meio Ambiente (Funam). Os valores se referem aos pagamentos de acórdãos judiciais e termos de ajustamento de conduta (TACs) dos moradores responsáveis pelas ocupações irregulares envolvidos em uma ação civil pública. Cobertura vegetal Para auxiliar a gestão territorial e monitorar a dinâmica de ocupação, a Sema também atua na elaboração do novo Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do Distrito Federal. O instrumento fornece dados para ações de conservação e recomposição da vegetação natural. O Cerrado, segundo maior bioma da América do Sul, é considerado a mais rica savana do mundo. O novo mapa ficará pronto em quatro meses e seguirá padrões já convencionados, tendo por base o Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE, 2006) e as classificações utilizadas pelo Inventário Florestal Nacional no Distrito Federal, realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro (2016). Pela biodiversidade Foto: Renato Araújo / Agência Brasília Um estudo inédito no Brasil, a ser iniciado em breve pela Sema, vai analisar o modo de vida das capivaras e as repercussões de sua presença, maior a cada ano, ao longo do perímetro do Lago Paranoá. O projeto Capivaras – Identificação e Monitoramento da População de Capivaras no Lago Paranoá será elaborado em parceria com estudiosos da espécie e de instituições como a Embrapa, a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Católica de Brasília (UCB). O prazo de execução é de 12 meses. Sarney Filho lembra que a preocupação da pasta é proteger a fauna silvestre e os seres humanos. “Estabelecemos critérios objetivos para identificar se a ocorrência de capivaras nos 80 km da Orla pode ser nociva ou não, já que elas vivem tão perto das pessoas”, informa. * Com informações da Sema

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