Ceilândia: R$ 423 milhões transformam mobilidade urbana e acessibilidade
A retomada das obras das calçadas e da ciclovia da M2 reforça o conjunto de investimentos que vêm transformando a mobilidade urbana e a acessibilidade em Ceilândia. A intervenção, executada pela empresa responsável pelo projeto, ganha ainda mais relevância neste período em que se celebra o Dia Mundial da Bicicleta, destacando a importância de incentivar meios de transporte sustentáveis e seguros. Obras de mobilidade urbana na M2 vão melhorar a circulação de ciclistas na cidade | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia A retomada das obras da ciclovia da M2 reforça esse compromisso e simboliza a construção de uma cidade mais inclusiva, preparada para atender pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência” Fernando Leite, presidente da Novacap Enquanto o programa GDF na Sua Porta leva mais de 40 serviços públicos diretamente à população, as obras de infraestrutura seguem avançando em diversas regiões da cidade. Por meio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), o Governo do Distrito Federal tem ampliado a rede de calçadas e ciclovias, garantindo melhores condições de circulação para pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência. “Estamos trabalhando para garantir mais acessibilidade, segurança e qualidade de vida à população, com investimentos em calçadas, ciclovias e requalificação dos espaços públicos. A retomada das obras da ciclovia da M2 reforça esse compromisso e simboliza a construção de uma cidade mais inclusiva, preparada para atender pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência”, diz o presidente da Novacap, Fernando Leite. Desde 2019, Ceilândia atingiu um marco histórico na área de acessibilidade, chegando a 110 quilômetros de calçadas entregues até março de 2026. O resultado consolida um dos maiores avanços em infraestrutura urbana da maior região administrativa do Distrito Federal. Milhares de moradores serão beneficiados com os investimentos em infraestrutura espalhados por toda a cidade Considerando as obras já concluídas, as que estão em execução e aquelas em fase de contratação e licitação, os investimentos destinados à cidade já ultrapassam R$ 423 milhões. Os recursos são aplicados em diversas frentes, com destaque para obras de infraestrutura, mobilidade urbana, acessibilidade, requalificação viária e espaços públicos. Obras por toda parte Somente em janeiro de 2026, foram entregues quatro quilômetros de novas calçadas na QNN 27, em Ceilândia Norte, nas proximidades do Sesc Ceilândia, um dos locais com maior fluxo de pessoas da região. Ao longo de 2025, diversos outros pontos da cidade também receberam novas estruturas para pedestres, beneficiando milhares de moradores. Entre os locais contemplados estão as regiões da EQNM 02/04, QNM 13 (CILC), EQNP 1/5, 11 e 28/32, EQNN 4/6, 18/20, 22/24 e QNN 27, além da Praça dos Eucaliptos. [LEIA_TAMBEM]As melhorias também chegaram ao Setor O, contemplando as quadras QNO 01/03, QNO 6, EQNO 18/19 e EQNO 17/18, incluindo áreas próximas a unidades de ensino e ao Parque Recreativo do Setor O. Outras regiões beneficiadas incluem o Setor de Indústrias de Ceilândia, a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Federal de Brasília (IFB), a Área de Desenvolvimento do P Sul e importantes ligações viárias, como o trecho entre a Via P5 e a Avenida N2 Sul, próximo à Escola Técnica de Ceilândia. Também foram executadas obras ao longo da Via N1 Sul, nas conexões entre as vias N1 e N2 Sul, no canteiro central da N2 Sul e na ligação da passarela da BR-070, ao lado do terminal do Setor O, facilitando o acesso da população ao Centro de Ensino Especial 02, à Feira Permanente, ao Centro de Saúde nº 7 e à 24ª Delegacia de Polícia. Com a retomada das obras da ciclovia da M2 e a continuidade dos investimentos em infraestrutura urbana, Ceilândia segue avançando na construção de uma cidade mais acessível, segura e preparada para atender às necessidades da população. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia
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Com investimento de R$ 19,5 milhões, GDF entrega ampliação do sistema de abastecimento de água no Lago Sul
Com investimento de mais de R$ 19,5 milhões, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, entregou, nesta quinta-feira (26), a ampliação do sistema de abastecimento de água do Lago Sul. A obra interliga os sistemas Descoberto/Corumbá e Torto/Santa Maria até a QL 16, reforça a segurança hídrica local e beneficia cerca de 30 mil pessoas na região. “Nós estamos interligando todos os sistemas de água do Distrito Federal para que a população tenha garantia hídrica pelos próximos 50 anos, pelo menos”, afirmou o chefe do Executivo. “Os investimentos têm sido constantes e importantes para abastecer toda a cidade com água de qualidade.” As intervenções também substituíram as redes que atendiam o VI Comando Aéreo Regional (VI Comar), em uma área que enfrentava baixa disponibilidade hídrica, tubulações deterioradas e registros de água fora dos padrões de qualidade. Com a obra, o sistema passou a ter mais estabilidade e capacidade de resposta. Ibaneis Rocha: “Nós estamos interligando todos os sistemas de água do Distrito Federal para que a população tenha garantia hídrica pelos próximos 50 anos, pelo menos" | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Para viabilizar a intervenção, foi construída uma adutora que levará água do Sistema Corumbá ao VI Comar. A estrutura reforça o fornecimento no Lago Sul e em regiões vizinhas, além de ampliar a flexibilidade operacional da rede de distribuição. O pacote incluiu 13,1 quilômetros de adutora e redes de distribuição, 24 ventosas e descargas, 83 metros de túnel e 14 ligações de rede interna. Também foram instalados hidrantes e válvulas de manobra, que reforçam a operação e a manutenção do sistema. “Essa é uma das pautas mais importantes dos três eixos definidos pelo governador: reduzir perdas para ampliar a segurança hídrica, aumentar a produção de água e melhorar o tratamento de esgoto” Luis Antônio Reis, presidente da Caesb “O que muda, na prática, é a resiliência hídrica que a gente está construindo e fortalecendo cada vez mais. Essa é uma das pautas mais importantes dos três eixos definidos pelo governador: reduzir perdas para ampliar a segurança hídrica, aumentar a produção de água e melhorar o tratamento de esgoto”, destacou o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Luis Antônio Reis. Ciclovia Na mesma agenda, o governador Ibaneis Rocha inaugurou um novo trecho de ciclovia entre o Balão do Aeroporto e a QI 17 do Lago Sul, em obra de R$ 5,2 milhões executada no programa Vai de Bike. Com cerca de 10 quilômetros, o novo trecho recebeu serviços de terraplenagem, pavimentação e sinalização horizontal. A obra foi executada com recursos próprios do GDF e gerou 40 empregos. Segundo o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, a ciclovia atendeu a uma demanda antiga da comunidade e ampliou a segurança de quem circula de bicicleta pela região. “A comunidade do Lago Sul já usava a ciclofaixa, mas ainda havia receio pela proximidade com a faixa de rolamento dos carros. Com a segregação da ciclovia, a gente traz mais tranquilidade para quem utiliza esse espaço”, explicou. Neta de Marilza Abrahim Santoro, Fernanda Santoro ressaltou que "a ciclovia representa não só sustentabilidade, mas saúde, convivência e sociabilização" Ele também relacionou a intervenção à estratégia de conexão da malha cicloviária do DF: “Neste governo, já foram construídos mais de 90 quilômetros de ciclovias. Brasília já tinha uma malha relevante, mas ainda sem interligação. O que buscamos é justamente fazer essa conexão, para que a população possa optar pela mobilidade ativa, seja como transporte, seja como lazer, com mais qualidade de vida”. [LEIA_TAMBEM]A nova estrutura passou a integrar o Vai de Bike, programa que reúne ações das secretarias de Obras e Infraestrutura (SODF), da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) para ampliar e conectar a malha cicloviária do Distrito Federal. Hoje, a capital federal conta com cerca de 800 quilômetros de ciclovias integradas. Na ocasião, o governador Ibaneis Rocha nomeou a ciclovia de Marilza Abrahim Santoro, pioneira com grande atuação em iniciativas de filantropia no Lago Sul. A neta da homenageada, Fernanda Santoro, destacou o peso afetivo da inauguração para a família e a ligação da avó com a região: “Nós estamos profundamente emocionados. É uma homenagem que carrega muitos anos, todo um legado, uma história aqui no Lago Sul. Minha avó amava isso aqui.” Ela também ressaltou o efeito prático da obra para a comunidade: “A ciclovia representa não só sustentabilidade, mas saúde, convivência e sociabilização. A população valoriza cada vez mais esses espaços, para sair um pouco das telas, socializar, se exercitar e aproveitar o que a cidade tem de melhor.”
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Cinco anos após a inauguração, ciclovia entre Gama e Santa Maria é referência de mobilidade na região
O ciclista Joedson Júnior, 38 anos, celebra a ciclovia que liga o Gama a Santa Maria como uma das melhores obras já realizadas na região, por trazer mais segurança e conforto a quem pedala entre as duas cidades. Antes da construção, ele usava o acostamento, dividia espaço com caminhões e enfrentava risco constante de acidentes. Inaugurada em abril de 2020, a ciclovia da DF-483 tem 3,6 quilômetros de extensão e, desde então, beneficia moradores do Gama, de Santa Maria e de cidades vizinhas, ao oferecer um trajeto exclusivo e seguro para quem utiliza a bicicleta tanto para o lazer quanto para o deslocamento diário. A ciclovia da DF-483 faz parte do plano do atual Governo do Distrito Federal (GDF) de ampliar a malha cicloviária em todo o território do DF. O superintendente de obras do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), Cristiano Cavalcante, explica que o tema tem sido tratado com muita atenção e que o DER vem intensificando a construção de ciclovias nas rodovias e áreas urbanas. “Esse trabalho vem sendo feito na área rural, no centro de Brasília e nas regiões administrativas. Recentemente, concluímos trechos no Lago Sul, em Brazlândia, no caminho das escolas de Planaltina, e também no Pistão Norte e Sul, além da EPNB”, destacou. O Distrito Federal tem cerca de 700 km de malha cicloviária, a segunda maior do Brasil em extensão | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Atualmente, o órgão executa a construção de uma ciclovia na Estrutural, que liga Ceilândia e Taguatinga ao Plano Piloto, com 10 quilômetros de extensão. Segundo o superintendente, o principal objetivo dessas intervenções é garantir segurança e integração entre as regiões administrativas. “O DF já possui cerca de 700 quilômetros de malha cicloviária, sendo a segunda maior do Brasil em extensão. Agora, nosso esforço é conectar esses trechos para permitir que o ciclista possa sair de sua cidade, chegar até o Plano Piloto e retornar sem interrupções, com segurança e sem precisar circular pelas vias urbanas”, explicou. Ao separar o ciclista da pista, as ciclovias contribuem para a segurança e a mobilidade urbana. “Quando você constrói uma ciclovia, tira o ciclista do fluxo de veículos, eliminando o risco de acidentes; além disso, diminui os congestionamentos e melhora a fluidez do trânsito, porque muitas pessoas deixam o carro em casa e passam a ir de bicicleta para o trabalho ou lazer. Assim, incentivamos o uso desse modal sustentável e ajudamos a reduzir o número de veículos nas ruas”, completou. Qualidade de vida Assim como o ciclista Joedson Júnior, outros moradores destacam a importância da ciclovia, que se tornou um espaço bastante frequentado não apenas por quem pedala, mas também por pessoas que caminham ou praticam exercícios, incluindo idosos. Para Joedson, a obra trouxe mais qualidade de vida à região e representa uma conquista significativa para a população local. Jefferson da Silva, de 54 anos, é morador de Santa Maria, e utiliza a via principalmente para atividades físicas Para o administrador de Santa Maria, Josiel França, a ciclovia da DF-483 representa mais do que uma obra: é um marco para Santa Maria e para o Gama, pois promove qualidade de vida, segurança e sustentabilidade. “A iniciativa atende a uma demanda antiga da comunidade, incentiva o uso de meios alternativos de transporte, contribui para a redução do tráfego e da emissão de poluentes, e estimula a prática de atividades físicas, fortalecendo o bem-estar da população”, apontou. “Essa obra também reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a mobilidade urbana, a infraestrutura segura e o desenvolvimento sustentável, resultado do trabalho contínuo do DER-DF e da Semob”. Há também quem tenha passado a utilizar a ciclovia recentemente, como o militar Jefferson da Silva, 54. O morador de Santa Maria utiliza a via principalmente para atividades físicas, e ressalta que o percurso é bem-planejado e com boa sinalização. Segundo ele, o trecho permite sair da região e seguir até o Parque do Avião, passando pela área da UnB e retornando com segurança pelas calçadas. Para Jefferson, a ciclovia é uma excelente opção para quem busca praticar esportes e se deslocar com mais segurança entre Santa Maria e o Gama. Continuidade Há projetos em andamento para ampliar e interligar as ciclovias entre todas as regiões administrativas do Distrito Federal, incluindo a continuidade da DF-483. “Temos, sim, projetos para fazer essas interligações, não apenas entre o Gama e Santa Maria, mas em todo o DF. No caso específico da DF-483, ela faz a ligação de Santa Maria ao Gama, e já temos o projeto pronto para dar continuidade a essa ciclovia, seguindo até Santa Maria, chegando à Epia, passando pelo SCIA e alcançando a DF-010, no viaduto do SMU [Setor Militar Urbano]”, explicou Cristiano Cavalcante. Para Joedson Júnior, a obra trouxe mais qualidade de vida à região e representa uma conquista significativa para a população local De acordo com ele, a ideia é dar prosseguimento ao traçado existente, criar conexões internas e ampliar a integração com outras vias que já possuem ciclovias implantadas. “Temos o projeto que liga Santa Maria pela lateral da cidade até o Setor Militar Urbano, pela Epia [Estrada Parque Indústria e Abastecimento]. Nesse percurso, já contamos com trechos conectados: da Epia até o Pistão Norte, passando pela EPNB, além das ciclovias no Pistão Norte e Sul, na EPTG e na Estrutural”, detalhou. O superintendente enfatizou que parte dessa malha já está implantada, e outra parte encontra-se em fase de estudo e com projetos prontos para execução, com o intuito de criar uma rede cicloviária totalmente integrada, para garantir continuidade, segurança e funcionalidade ao deslocamento dos ciclistas. Segurança Além das ciclovias, toda a malha viária do Distrito Federal é monitorada diariamente por equipes do DER-DF. O órgão conta com cinco distritos rodoviários distribuídos geograficamente: o primeiro em Planaltina, o segundo em Sobradinho, o terceiro em Samambaia, o quarto no PAD-DF e o quinto em Brazlândia. Esses distritos são responsáveis pela manutenção e conservação de toda a malha viária e cicloviária sob domínio do DER. Equipes percorrem diariamente as vias para identificar pontos que necessitam de intervenção, manutenção ou recuperação. Esse monitoramento é feito de forma rotineira, e, sempre que é detectada alguma necessidade, as ações corretivas são executadas imediatamente.
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