Mulheres na Segurança Pública: presença que transforma
Durante a II Conferência de Segurança Pública iLab Segurança, aberta na terça-feira (3), a comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Habka, mediou o painel “Mulheres, Segurança Pública: presença que transforma”, reforçando o protagonismo feminino nas instituições de segurança e lembrando que a proteção da sociedade é uma responsabilidade compartilhada por homens e mulheres que marcham juntos pelo mesmo propósito. Conferência destacou a participação efetiva das mulheres nas forças de segurança | Foto: Divulgação/PMDF Durante a abertura, foi ressaltado que, embora a segurança pública historicamente tenha sido associada ao universo masculino, a presença feminina consolidou uma transformação institucional baseada na competência, sensibilidade e capacidade técnica. A comandante-geral destacou sentir-se acolhida e respeitada ao dialogar com uma plateia majoritariamente masculina, evidenciando que o ambiente institucional evolui quando há união de forças. A trajetória da mulher na PMDF O encontro mostrou a evolução histórica da presença feminina na PMDF, lembrando que, em 1983, ocorreu o primeiro curso de formação de soldados femininos, quando a corporação ainda contava com uma companhia específica de policiais femininas. Já em 1984, foi realizado o curso de formação de cabos, com 11 policiais aprovadas posteriormente no curso de sargento. À época, as policiais eram direcionadas a funções estratégicas, inclusive com o objetivo de humanizar ainda mais o atendimento prestado à população. [LEIA_TAMBEM]Um marco relevante foi o envio de três sargentos da PMDF para curso na Polícia Militar de Minas Gerais, do qual elas retornaram como oficiais, ampliando a representatividade feminina nos quadros de comando. Com o passar dos anos, os concursos públicos passaram a prever percentual de 10% de vagas destinadas a mulheres, ampliando gradativamente a participação feminina na corporação. Atuação especializada A PMDF tem desenvolvido iniciativas voltadas ao atendimento especializado, como o Copom Mulher, composto por policiais femininas capacitadas para orientar e auxiliar o público feminino em diversas situações. Durante o Carnaval, foi implantada a Sala Lilás, estruturada com policiais homens e mulheres, garantindo acolhimento humanizado às vítimas de violência ou situações de vulnerabilidade. 1.200 Número de policiais formados em 2025; desse total, 317 são mulheres Foi reforçado, no painel, que o policial militar é preparado para atender qualquer cidadão, seja homem ou mulher, com profissionalismo, técnica e respeito. Crescimento e representatividade No último ano, a PMDF formou 1.200 novos policiais militares, sendo 317 mulheres, número que demonstra o avanço significativo da presença feminina na Instituição. Atualmente, mulheres atuam em todos os segmentos da PMDF: Cavalaria, Batalhão de Operações Aéreas, Batalhão Lacustre, Batalhão Ambiental, Batalhão de Choque, área de saúde e funções administrativas e estratégicas de destaque. *Com informações da Polícia Militar do DF
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Copom Mulher oferece atendimento especializado a mulheres vítimas de violência doméstica
Há cerca de três meses, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) – que atende as ligações do canal 190 – passou a contar, em formato piloto, com um atendimento especializado para vítimas de violência doméstica. O Copom Mulher, como foi batizado o programa, acelera a assistência – com o encaminhamento mais ágil de uma viatura até o local da situação de violência – e garante o acompanhamento e suporte às mulheres que solicitam apoio policial, mas optam por não registrar um boletim de ocorrência. O serviço é uma expansão do projeto Busca Ativa, iniciado em janeiro de 2023. “Essa é mais uma vitória que o GDF tem e é mais uma das frentes de combate, ao ter uma agente falando da importância de se fazer o registro e para dar apoio não só no flagrante, mas também no pós”, disse a vice-governadora Celina Leão | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Em cada turno, 10 agentes mulheres da PMDF ficam à disposição para fazer o atendimento das vítimas. Desde o surgimento, 1.120 mulheres foram atendidas. Destas, 32% aceitaram fazer o registro da ocorrência em uma delegacia de polícia durante a ligação. “Começamos há três meses e foi muito efetivo. Chamamos mulheres que estavam na reserva remunerada e elas estão preparadas para atender. O primeiro atendimento é o 190 normal, que aciona a viatura para o local. Depois é passado para a mesa da policial que faz a ligação para acalmar e orientar essa mulher”, explica a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Habka. A vice-governadora Celina Leão destacou que o programa é mais uma ação do Governo do Distrito Federal (GDF) para combater a violência contra a mulher e o feminicídio. “O que tem dado certo no Brasil e no mundo é uma política pública especializada para as mulheres. É isso que estamos fazendo. Essa é mais uma vitória que o GDF tem e é mais uma das frentes de combate, ao ter uma agente falando da importância de se fazer o registro e para dar apoio não só no flagrante, mas também no pós”, afirmou. “Queremos realmente alcançar o índice de ser uma cidade em que a mulher se sinta segura”. Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, esse “é mais um gesto do Governo do Distrito Federal no sentido de fazer tudo o que pode ser feito para se priorizar o atendimento rápido às mulheres”. “Vem sendo feito esse esforço integrado que envolve diversas pastas. O Copom Mulher é mais um nesse sentido”. Rede de apoio “Nosso objetivo é conversar, saber quando elas estão sendo acuadas e tentar ver o máximo de sinais para que a gente possa convencer a maioria delas a comparecer a uma delegacia e cessar essa violência”, diz a sargento Elaine Lucas A sargento Eliane Lucas, integrante do Copom Mulher, comprova que a política já está dando certo. Ela diz que virou rotina entre os agentes comemorar quando mais uma mulher aceita formalizar a denúncia. “Para a gente aqui é uma vitória muito grande. É mais uma mulher salva e mais um ciclo encerrado”, disse. “Nosso objetivo é conversar, saber quando elas estão sendo acuadas e tentar ver o máximo de sinais para que a gente possa convencer a maioria delas a comparecer a uma delegacia e cessar essa violência. Há vários lugares que podem ajudá-las”, complementou. Entre os serviços de apoio citados pelas policiais estão o Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), a Casa da Mulher Brasileira, o Comitê de Proteção à Mulher, o Espaço Acolher e o benefício Aluguel Social, uma assistência financeira temporária e complementar para vítimas de violência doméstica em situação de extrema vulnerabilidade. “Temos cada vez mais ampliado a nossa rede de proteção. O Copom Mulher é mais um espaço com homens e mulheres capacitados para encorajar as mulheres vítimas de violência. Também vamos entregar quatro novas casas da Mulher Brasileira. Nosso objetivo é democratizar esses espaços e incentivar as denúncias, porque a denúncia salva”, ressaltou a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.
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