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Cultura

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Roteiro cultural tem Arena Brasil, Festival do Parque e Flib até o dia 17

O Roteiro cultural desta semana reúne opções para diferentes públicos no Distrito Federal, com cinema, literatura, humor, oficinas, exposições, shows, feiras, atividades infantis e transmissões dos jogos da Copa do Mundo. Até o dia 17 deste mês, a programação passa pelo Cine Brasília, Espaço Cultural Renato Russo, Museu Nacional da República, Memorial dos Povos Indígenas, Museu de Arte de Brasília (MAB), Teatro Nacional Claudio Santoro, Complexo Cultural de Planaltina e muito mais. No Cine Brasília, na EQS 106/107, esta sexta-feira (12) terá sessões especiais de Dia dos Namorados, com Antes do Amanhecer, às 10h; O Amor Não Tira Férias, às 15h15; Diário de uma Paixão, às 18h; e Um Lugar Chamado Notting Hill, às 20h35. No sábado (13), a sala exibe As Ovelhas Detetives, às 11h, e a sessão acessível de Aqui Não Entra Luz, às 14h. No domingo (14), a programação começa às 11h, com As Ovelhas Detetives, seguida por O Gênio do Crime, às 15h30; a sessão dupla Fenda + Top Gun: Ases Indomáveis, às 17h40; e Backrooms: Um Não-Lugar, às 20h30. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria ou pela plataforma Ingresso.com - Aqui começa o seu momento! No Cine Brasília, na EQS 106/107, a programação da semana está bastante diversificada | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília O Caldeirão Cultural ocupa o Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, até esta sexta-feira. No último dia de programação, das 9h às 11h, o Galpão das Artes recebe a oficina gratuita de Ballet Fitness com Marcelo Smyth. A atividade une princípios do balé clássico a exercícios funcionais, com foco em força, alongamento, postura e consciência corporal. A participação é aberta ao público e não exige inscrição prévia. Ainda no Espaço Cultural Renato Russo, Gabriel Reis e Hugo Perpétuo apresentam, nesta sexta, o especial de humor Tudo o que Você não Deveria Fazer no Dia dos Namorados, às 20h, no Teatro de Bolso. Os humoristas, que atuam no cenário cultural do DF há mais de sete anos, levam ao palco um stand-up voltado tanto a casais quanto a quem vai passar a data sem companhia. Os ingressos custam R$ 30 o promocional para casal, R$ 20 a meia e R$ 40 a inteira. No Museu Nacional da República, duas atividades gratuitas integram a programação da semana. Na sexta, às 16h, a exposição Colagem e Poéticas da Alteridade recebe um encontro em formato de oficina de colagem ministrada por artistas do Coletivo Iló, na Galeria 3. No sábado, às 16h30, a exposição Dípticos, Arte e Curadoria terá bate-papo com mediação de Taís Aragão e participação dos curadores Cinara Barbosa e Léo Tavares, na Galeria 2. As duas mostras seguem em cartaz até o dia 21, com entrada gratuita. Também no campo das artes visuais, o Teatro Nacional Claudio Santoro segue com a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no foyer da Sala Villa-Lobos. A mostra reúne cerca de 40 artistas do DF e fica aberta diariamente, das 10h às 20h, até 17 de julho. A entrada é gratuita, sem necessidade de retirada de ingresso. No Museu de Arte de Brasília, a exposição Rejuntes Afetivos, da artista visual Isabel Becker, abre ao público no sábado, às 11h. A mostra tem curadoria de Cecília Fortes e parte de referências ligadas aos azulejos usados em cozinhas e banheiros no Brasil entre as décadas de 1950 e 1970. A visitação segue até 30 de agosto, todos os dias, exceto às terças-feiras, das 10h às 19h, com entrada gratuita. O Memorial dos Povos Indígenas recebe atividades da Brasília Design Week 2026, que ocupa diferentes espaços de Brasília até domingo. A semana reúne palestras, oficinas, visitas guiadas, circuito de lojas, feira de design, moda circular, experiências, exposições e ativações ligadas à economia criativa. As atividades gratuitas exigem inscrição conforme a programação de cada ação. Também no Memorial dos Povos Indígenas, a exposição Conexões Ancestrais apresenta peças do acervo relacionadas a povos indígenas como karajá, desana, tiriyó, tukano, urubu-kaapor, terena, yawalapiti, serente, maxakali, kadiwéu, kamayurá, waurá, kayabi, bororo, pataxó, xucuru e jenipapo-kanindé. A mostra tem curadoria de Daniela Jenipapo e visitação gratuita. Em Sobradinho, a 26ª edição da Feira de Exposição da Indústria, Comércio, Turismo e Agronegócio de Sobradinho (Feicotur) segue até domingo, no estacionamento do Estádio Augustinho Lima. A feira tem entrada gratuita, com retirada de ingresso pelo Sympla, e reúne shows musicais, expositores, empreendedores, gastronomia regional, artesanato, agricultura familiar, produtos e serviços. Foto: Divulgação Feicotur Em Planaltina, o Complexo Cultural recebe programação entre esta sexta e domingo. Um dos destaques é o evento Entardecer dos Ojás, sábado e domingo, com entrada franca. A agenda divulgada pelo espaço também inclui atividades formativas e artísticas, como oficina de artes visuais e percussão. Ainda em Planaltina, o projeto Quintal de Memórias encerra temporada na sexta-feira, no Complexo Cultural. A iniciativa do Coletivo Entrevazios reúne a ação formativa Barraca de Memórias e o espetáculo-instalação Carrego o que Posso, Faço Quintal Onde Dá, com foco nas histórias de mulheres que participaram da construção de Brasília. As atividades formativas seguem para grupos agendados, com acesso gratuito. Em São Sebastião, a 5ª Feira Literária da Biblioteca do Bosque (Flib) ocupa o Balão Central do Bosque na sexta e no sábado, das 15h às 22h, com entrada gratuita. A programação reúne literatura, música, poesia, teatro, dança, artesanato, atividades infantis, brinquedos infláveis, pintura de rosto, mágica, mamulengos, quadrilha junina e a ação Florescendo Poesia, que troca flores por poemas compartilhados pelo público. A edição conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). No Guará, o Viva Guará chega ao Teatro de Arena do Cave no sábado e no domingo, das 14h às 22h. A programação gratuita, mediante retirada de ingresso pelo Sympla, reúne oficinas, teatro infantil, feira colaborativa, praça de alimentação, espaço infantil e shows. No sábado, a partir das 17h, sobem ao palco a Escola de Samba Lobo Guará e o grupo Du Nada um Samba, com transmissão de Brasil x Marrocos às 19h. No domingo, a programação musical terá Luana Dias, Quinta Essência, Brazilian Blues Band e Old is School. A Copa do Mundo também pauta o Arena Brasil, na Birosca, no Setor de Diversões Sul. O projeto começa no sábado, durante a partida entre Brasil e Marrocos, e segue até 19 de julho, com transmissão dos jogos, música, gastronomia e programação cultural. Na abertura, a programação será em parceria com a Makossa Samba Baile e terá BNegão Bota Som, Coisa de Pele com Ellen Oléria e Dhi Ribeiro, além dos DJs Chicco Aquino, Janna e New Nay. A iniciativa é promovida pela Influ Produções, com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal (LIC-DF).  Castelo Magic Land é um dos destaques do festival montado no Parque da Cidade | Fotos: Melina Miranda/Agência Brasília No Parque da Cidade, o Festival do Parque 2026 segue até domingo, na Praça das Fontes, no Estacionamento 9. A atração principal é o Magic Land, com castelo cenográfico, personagens infantis, parque de diversões, áreas de convivência, experiências interativas, praça gastronômica e apresentações para crianças. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingresso e doação de 1 kg de alimento não perecível ou agasalho novo ou em bom estado. No sábado e no domingo, a programação começa às 12h, com apresentações de personagens como Turma da Disney, Moana, Toy Story, Pequena Sereia, Patrulha Canina e Frozen, além da Parada Mágica, às 21h30

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Com apoio do FAC-DF, companhia brasiliense de teatro leva projeto Bonecos na Rural para três estados

Os Bonecos na Rural, de Brasília, vão viajar do Cerrado para o sertão para levar teatro, formação e consciência ambiental a comunidades quilombolas, escolas do campo e vilas ribeirinhas de Minas Gerais, Goiás e Bahia. O projeto, idealizado pela companhia brasiliense Cidade dos Bonecos, conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). O grupo apresenta o espetáculo A Flor do Sertão, que trabalha elementos do regionalismo, especialmente da cultura nordestina. Uma história que mescla questões de poder, cangaço e coronelismo com elementos da convivência do povo com o meio ambiente e as condições climáticas marcantes da região. Com um cenário montado por xilogravuras e elementos pensados no movimento armorial — fundado pelo escritor Ariano Suassuna —, que dão um ar de pesquisa e erudição à cultura nordestina, a história de amor e posse, conflito e heroísmo apresenta ícones da literatura e dos contos brasileiros, como o Homem da Meia-Noite (do Recife), o Boi-Bumbá (da região Norte e Nordeste), bonecos de mamulengo, considerados patrimônio imaterial da cultura brasileira, e até uma repentista que canta rap, para tornar a peça ainda mais próxima das crianças e jovens dessas comunidades. Primeira etapa da turnê começou em Montes Claros (MG), no dia 6; segunda fase será em Goiás, e a terceira, na Bahia | Foto: Divulgação “A cultura popular é a representação maior do povo, o que identifica as pessoas. Esses elementos ajudam a compor a diversidade e a pluralidade”, avalia o fundador e diretor da companhia, Dom Rodrigo, que é filho de pai cearense e mãe paraibana, e usou as próprias raízes como fonte de inspiração para a construção do espetáculo. Ele conta que a história foi escrita em 2005, com a primeira montagem em 2006 e que, apesar das questões abrasileiradas, a base do espetáculo está na literatura grega, no conto de Perséfone. Já a técnica, conhecida como bonecos de balcão, é baseada em uma técnica japonesa milenar, e usa até três manipuladores de bonecos para a contação das histórias. [LEIA_TAMBEM]O projeto passa pelo interior do Brasil, em pequenas vilas, com apresentações ao ar livre, em praças e em locais com espaços próprios. Mas, segundo Dom, escolas e igrejas são verdadeiros polos de encontro. Nos colégios, os professores também participam de oficinas de construção de bonecos com materiais recicláveis para aprenderem técnicas simples, que podem ser replicadas em sala de aula. Ao final, recebem um kit pedagógico completo e criativo, com materiais e ideias para adaptarem à realidade local e dos estudantes. Para complementar a formação, os educadores terão acesso exclusivo à websérie Teatro de Formas Animadas, que apresenta, entre outras coisas, conteúdos sobre manipulação de bonecos, teatro de sombras e confecção de personagens. Palco para todos A companhia tem compromisso com a inclusão. Por isso, todos os espetáculos têm a montagem acompanhada por mediação cultural, tradução em Libras e audiodescrição. A sustentabilidade também faz parte da trajetória do grupo. Com a Usina Solar sobre Rodas, o projeto gera energia limpa em todas as atividades e confirma o próprio objetivo da peça, de conscientizar a população. “A arte é onde consigo dar o meu melhor e retribuir o meu melhor para a sociedade. Essas comunidades na invisibilidade social são onde o nosso trabalho faz mais sentido. A arte dentro do social e do educacional é onde nos encontramos. E as pessoas que trabalham comigo na companhia estão mergulhadas nesse objetivo e nessa caminhada, de que a arte deve ser compartilhada como uma questão de sobrevivência e de fazer sentido, chegando a quem realmente precisa dela”, reflete o idealizador. A primeira etapa da turnê começou em Montes Claros (MG), no dia 6 deste mês, e chegou a Paracatu (MG) nos dias 8 e 9. A segunda etapa vai passar por Goiás, em Alto Paraíso, Povoado do Mesquita e Cidade Ocidental. Já a terceira será na Bahia, nas regiões ribeirinhas e vilas de pescadores de Canavieiras. A Cia. Cidade dos Bonecos foi fundada em 2001, no Gama, com o olhar voltado à educação e à cultura no Distrito Federal. Criada pelo artista Domingos Rodrigo, o grupo busca a interação lúdica e inclusiva entre os diversos públicos para fomentar experiências inovadoras e sempre fortalecer a missão da companhia de tornar a arte um caminho acessível.

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