UBS 1 do Cruzeiro cria modelo de coletor para descarte apropriado de medicamentos
Para ampliar o acesso a meios eficazes de descarte de remédios, a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Cruzeiro criou um coletor exclusivo. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância do tema. Ao eliminar medicamentos de forma correta, os impactos ao meio ambiente podem ser minimizados, evitando a contaminação do solo e da água. Por lei, o descarte de medicamentos vencidos ou inutilizados deve ser feito de forma correta, em uma farmácia pública ou privada, que possuem a obrigação de receber de volta o medicamento. No Distrito Federal, algumas UBSs contam com farmácias ambulatoriais. Os medicamentos descartados de forma correta são coletados por uma empresa incineradora contratada pela Secretaria de Saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Na UBS 1 do Cruzeiro, a farmacêutica Anna Heliza Giomo conta que, muitas vezes, os medicamentos entregues na unidade chegam de maneira inadequada, com agulhas ou seringas expostas. “Por isso, sempre tivemos o desejo de ter um descarte correto, mais didático, com o qual a população possa ser mais ativa e fazer a separação adequada”, explica Anna Heliza. Além da instalação do coletor, a equipe da UBS realiza atividades educativas para conscientizar sobre o uso e o descarte de medicamentos. Durante consultas presenciais e domiciliares, os profissionais orientam sobre como recolher, segregar e descartar os remédios prescritos ou já em desuso. É lei “O tratamento de esgoto não é capaz de eliminar todos os resíduos dos fármacos. Um antibiótico descartado de maneira errada, por exemplo, pode afetar a qualidade da água que bebemos e a vida aquática” Anna Heliza Giomo, farmacêutica Uma portaria federal de 2020 regulamenta o descarte correto de medicamentos. A norma estabelece, entre outros pontos, que farmácias – públicas e privadas – devem disponibilizar e manter pelo menos um ponto fixo de recebimento a cada 10 mil habitantes. A medida visa controlar o destino de remédios em desuso. Quando descartado no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário, o medicamento pode soltar substâncias químicas nocivas aos solos, lençóis freáticos e mares, afetando a vegetação, os animais e a água consumida pelas pessoas. “O tratamento de esgoto não é capaz de eliminar todos os resíduos dos fármacos. Um antibiótico descartado de maneira errada, por exemplo, pode afetar a qualidade da água que bebemos e a vida aquática”, reforça Giomo. Para onde vai? Quando entregues às farmácias da rede pública do Distrito Federal, os remédios são coletados por uma empresa incineradora contratada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), devidamente regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de incineração elimina os resíduos sólidos e químicos do medicamento e o pouco que sobra é metabolizado por bactérias, sem contaminar o meio ambiente. *Com informações da Secretaria de Saúde
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UBS 1 do Cruzeiro alerta sobre uso racional de medicamentos
Em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, o grupo Vida Saudável da UBS 1 do Cruzeiro Novo abordou o tema em encontro nesta terça-feira (28). O objetivo foi alertar sobre os riscos da automedicação e também orientar sobre a forma correta de descarte de medicamentos sem uso. “O medicamento é algo bom, mas se não for usado da maneira correta, pode ser muito ruim”, alerta a farmacêutica Anna Giomo | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “A gente orienta a população sobre as medicações prescritas e dosagens corretas. E também como descartar aquele medicamento que não está mais em uso, seja porque venceu, porque o médico suspendeu ou o tratamento finalizou e sobrou um pouco de medicamento”, conta a farmacêutica responsável pelo grupo Vida Saudável, Anna Giomo. O termo automedicação comumente se refere à prática de utilizar medicamentos sem prescrição médica. Porém, atualmente, esse termo também tem sido utilizado para denominar os casos em que os pacientes utilizam fármacos – ainda que prescritos por profissionais – de forma incorreta, seja fazendo uso de doses diferentes das receitadas ou por um período inadequado daquele determinado pelo médico. “O medicamento é algo bom, mas se não for usado da maneira correta, pode ser muito ruim”, reforça a profissional. Adelia da Costa Pinto conta que só teve conhecimento sobre o correto descarte de medicamentos após as orientações que recebeu no grupo Paciente da UBS, a aposentada Adelia da Costa começou a participar do grupo Vida Saudável em outubro de 2023 por indicação de amigas. Ela ressalta a relevância dos temas abordados nos encontros. “Aprendo muito com as palestras que temos aqui. Sobre o descarte mesmo, eu jogava no lixo ou no banheiro”, conta. Como descartar os medicamentos? No Distrito Federal, todos os hospitais e demais unidades de saúde, públicos ou privados, devem disponibilizar recipientes para que a população realize o descarte dos medicamentos. O material recebido é separado das embalagens e bulas, que são descartadas para reciclagem comum de papel, enquanto os medicamentos como comprimidos, bisnagas, frascos com resto de xarope vão para um reservatório chamado de bombona, que é um dispositivo fechado e com lacre. Uma empresa de coleta de materiais retira esse resíduo sólido de saúde e leva para incineração. Evento do Grupo Vida Saudável da UBS 1 do Cruzeiro fez alerta sobre os riscos da automedicação e a forma correta de descarte de medicamentos Durante o encontro, a equipe de farmácia da UBS 1 do Cruzeiro Novo apresentou o coletor de medicamentos que ficará exposto na entrada da farmácia da unidade. A Secretaria de Saúde do DF tem contrato com empresas que fazem o serviço desde a coleta até a incineração. “A incineração é um processo adequado de tratamento do resíduo sólido porque elimina qualquer chance de contaminação, tanto do meio ambiente quanto para outras pessoas”, reforça Giomo. Grupo Vida Saudável O grupo Vida Saudável foi formado há mais de dois anos na UBS 1 do Cruzeiro Novo. Com encontros mensais que oferecem aferição de pressão, medição de glicemia e palestras e debates sobre temas relevantes, o grupo se tornou também um momento de confraternização para os participantes, promovendo o bem-estar mental dos participantes. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Descarte de medicamentos pode ser feito nas UBSs e farmácias do DF
O descarte inadequado de medicamentos acarreta graves prejuízos ao meio ambiente e riscos à saúde humana. Muitas vezes, por desconhecimento, remédios, fora da validade ou não, são descartados pela população no lixo comum reciclável. Ocorre, porém, que esses resíduos são levados ao aterro sanitário e, no local, contaminam o chorume produzido, que, por consequência, polui lençóis freáticos e outros corpos d’água da região, como lagos e córregos. Arte: Agência Brasília A estudante Jullia Monteiro, 27 anos, pesquisou como realizar o descarte dos produtos e descobriu que, no Distrito Federal, os remédios sem utilidade precisam ser encaminhados pela população às unidades básicas de saúde (UBSs) ou às farmácias. [Olho texto=”“Como minha mãe é cardíaca, ela acaba tomando muitos remédios. Eu espero juntar uma boa quantidade e, no fim do mês, levo para a farmácia ou para a UBS. Acho que essa é uma prática que todos deveríamos ter justamente para evitar contaminação do meio ambiente”” assinatura=”Jullia Monteiro, estudante” esquerda_direita_centro=”direita”] “Como minha mãe é cardíaca, ela acaba tomando muitos remédios. Eu espero juntar uma boa quantidade e, no fim do mês, levo para a farmácia ou para a UBS. Acho que essa é uma prática que todos deveríamos ter justamente para evitar contaminação do meio ambiente”, relata. Hoje, além das UBSs, existem mais de 2 mil estabelecimentos farmacêuticos credenciados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para fazer o recolhimento dos medicamentos. “O GDF tem um contrato com empresas que vão a esses locais, recolhem corretamente esses medicamentos e dão a destinação própria a eles, que é a incineração, em função do risco causado por estes resíduos químicos”, explica o diretor de Vigilância Sanitária, André Godoy. Para se ter uma ideia do estrago causado pelo descarte irregular, a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) estima que 1 kg de medicamentos seja capaz de contaminar até 450 litros d’água. O Governo do Distrito Federal (GDF) tem 2 mil estabelecimentos farmacêuticos credenciados, além das UBSs, para fazer o recolhimento dos medicamentos | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF “A prática pode parecer até inofensiva, mas há um potencial destrutivo em termos de contaminação ao meio ambiente. Esses medicamentos podem conter substâncias tóxicas ou que podem se tornar tóxicas após a sua decomposição”, alerta o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema-DF, Glauco Amorim. Amorim destaca que a contaminação dos corpos d’água também afeta todos os organismos vivos que dependem do consumo dessa água. “Isso inclui os peixes que neles vivem e as pessoas que consomem esse animal ou a própria água contaminada”, prossegue. [Olho texto=”O conteúdo de frascos, tubos de pomada e vidros de xarope não deve ser depositado na pia ou no vaso sanitário, pois os sistemas de tratamento de esgoto não conseguem eliminar todas as substâncias químicas presentes nos produtos” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Há, ainda, o risco de que o remédio jogado fora de maneira inadequada acabe contaminando terceiros, como garis e catadores que recolhem e realizam a triagem do lixo comum. Como descartar Os medicamentos não devem ser levados de qualquer maneira pela população às UBSs ou às farmácias. O ideal é que os produtos sejam mantidos nas embalagens originais, como as populares cartelas de comprimido, por exemplo. Objetos perfurocortantes também requerem cuidados especiais. Nesse caso, itens como seringas, agulhas e similares precisam ser armazenados em recipientes resistentes, como latas, recipientes plásticos e caixas sólidas, a fim de mitigar eventuais acidentes. Apenas as chamadas embalagens secundárias, ou seja, que não tiveram contato direto com o remédio, podem ser descartadas no lixo reciclável comum. É o caso das bulas e caixas. Frascos, tubos de pomada e vidros de xarope, por sua vez, só devem ser dispensados no lixo comum depois de completamente vazios. Mas, atenção, o conteúdo destes recipientes não deve ser depositado na pia ou no vaso sanitário, pois os sistemas de tratamento de esgoto não conseguem eliminar todas as substâncias químicas presentes nos produtos. Fiscalização [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A fiscalização do descarte de remédios é feita pela Vigilância Sanitária em parceria com o Brasília Ambiental e a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal). Em caso de flagrante de descarte irregular, a população deve denunciar pela Ouvidoria do GDF ou pelo telefone 162. É só por meio da denúncia que as pastas mapeiam a atuação dos fiscais. O subsecretário de Fiscalização de Resíduos da DF Legal, Edmilson da Cruz Gonçalves, ressalta que, entre as penalidades cabíveis, o autor do descarte irregular pode ser multado em até R$ 26,9 mil. “A lei vale tanto para pessoa jurídica quanto para pessoa física. Caso o infrator seja identificado, será multado de acordo com a legislação”, enfatiza. Além dos canais de denúncia, o GDF também disponibiliza um mapa de pontos de entrega voluntária em todo DF aptos ao recolhimento de resíduos especiais, que vão desde medicamentos e eletroeletrônicos a pilhas, baterias e chapas de raios-X.
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