Atuação de dentistas na UTI ajuda a prevenir infecções e pode salvar vidas
Quando se fala em unidade de terapia intensiva (UTI), a maioria das pessoas pensa em equipamentos e equipes médicas. O que pouca gente sabe é que a atuação do dentista nesse ambiente pode evitar infecções graves, influenciar diretamente na recuperação dos pacientes e, em alguns casos, até salvar vidas. Nos hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o cuidado com a saúde bucal faz parte da rotina assistencial da UTI. A atuação desses profissionais contribui para prevenir infecções, reduzir complicações clínicas e apoiar o tratamento durante a internação. Sem o acompanhamento adequado, bactérias presentes na boca podem se multiplicar e alcançar os pulmões, favorecendo o desenvolvimento de infecções respiratórias, como a pneumonia associada à ventilação mecânica, uma das complicações mais frequentes entre pacientes intubados. “No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), atuamos diretamente à beira do leito. Nosso objetivo é ajudar a reduzir complicações e contribuir para a recuperação dos pacientes”, explica a cirurgiã-dentista intensivista Ana Paula Oliveira. O trabalho ocorre de forma integrada com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, fortalecendo o cuidado integrado dentro da UTI | Fotos: Divulgação/IgesDF Atuação integrada e cuidado especializado Diferentemente do atendimento em consultório, a rotina odontológica dentro da UTI exige uma abordagem adaptada às condições clínicas dos pacientes. Muitos estão sedados ou impossibilitados de realizar a própria higiene bucal, o que torna o cuidado ainda mais delicado e integrado com outras equipes de saúde. A higiene da boca é realizada diariamente pela equipe de enfermagem. Já o dentista hospitalar é responsável por avaliar toda a cavidade oral, observando toda a estrutura da boca, como dentes, gengiva, língua e mucosas, além de diagnosticar e tratar alterações que possam comprometer a saúde do paciente. Entre os atendimentos mais comuns estão o tratamento de feridas causadas por dispositivos, o controle de infecções como herpes e candidíase, o cuidado com doenças da gengiva e a eliminação de focos infecciosos. Em alguns casos, pode ser necessário extrair dentes que apresentam risco de se soltar e serem aspirados pelo paciente. “Já recebemos pacientes sem diagnóstico definido e, durante a avaliação odontológica, identificamos infecções importantes na boca. Após o tratamento, houve melhora do quadro clínico, o que reforça a relação direta entre a saúde bucal e o organismo como um todo”, afirma a dentista hospitalar do Hospital Regional de Santa Maria, Nathália Machado. O trabalho ocorre de forma integrada com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, fortalecendo o cuidado integrado dentro da UTI. Um cuidado ainda pouco conhecido Apesar da importância, a atuação do dentista em unidades de terapia intensiva ainda é pouco conhecida pela população. Segundo os profissionais, isso acontece porque, nesse ambiente, a presença de acompanhantes é limitada, o que dificulta que familiares percebam esse tipo de atendimento. “Muitas vezes, quando o familiar percebe alguma lesão e explicamos que o tratamento está sendo feito pela odontologia, há uma surpresa”, ressalta Nathália. Esse desconhecimento contrasta com a relevância da saúde bucal no contexto hospitalar. Em algumas situações, infecções na boca podem até impedir a realização de procedimentos médicos importantes. “Antes de uma cirurgia cardíaca ou de um transplante, por exemplo, é essencial que o paciente esteja sem focos de infecção na boca. Caso contrário, o procedimento pode ser adiado por risco de complicações graves”, explica a especialista. O dentista hospitalar Flávio Garcia relembra um caso marcante acompanhado na unidade. “Era um paciente que precisava extrair alguns dentes para ser liberado para um transplante de coração. Conseguimos realizar o procedimento a tempo. Quando finalizamos, ao abrir a porta, a esposa dele estava chorando ao telefone: o coração tinha acabado de chegar. Tudo aconteceu no momento certo”, conta. A rotina odontológica dentro da UTI exige uma abordagem adaptada às condições clínicas dos pacientes Alerta que começa fora do hospital No contexto do Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado nesta sexta-feira (20), especialistas reforçam que os cuidados com a saúde bucal devem começar antes mesmo de qualquer internação. Hábitos simples, como manter uma boa higiene, realizar consultas regulares ao dentista e tratar problemas precocemente fazem diferença na prevenção de complicações. “Cuidar da saúde bucal é cuidar da saúde como um todo. Muitas doenças podem ser prevenidas com hábitos básicos e acompanhamento profissional”, reforça Ana Paula Oliveira. Serviço Em casos de emergência odontológica, a orientação é procurar uma unidade de pronto atendimento. As unidades que oferecem atendimento odontológico de urgência são: UPA Ceilândia I; UPA Samambaia; UPA Sobradinho; UPA Núcleo Bandeirante; UPA Recanto das Emas. Os hospitais atendem a casos de maior complexidade e contam com especialidades como cirurgia bucomaxilofacial, radiologia odontológica, ortodontia, atendimento a pessoas com necessidades especiais, periodontia, endodontia, estomatologia, disfunções temporomandibulares e odontologia hospitalar. *Com informações da IgesDF
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Odontologia hospitalar especializada do Hospital da Criança de Brasília garante maior estabilidade clínica e qualidade de vida aos pacientes
Em alusão ao Dia Mundial da Saúde Bucal, comemorado nesta sexta-feira (20), o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) reforça um princípio fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS): a saúde começa pelo cuidado integral. No HCB, um hospital de alta complexidade pediátrica, a atenção à saúde bucal ultrapassa o campo preventivo e assume papel de assistência complementar essencial na segurança clínica, na qualidade de vida e na continuidade do tratamento de crianças e adolescentes atendidos. Desde sua implantação, em 2011, o serviço de odontologia do HCB foi estruturado para responder a uma demanda crescente e altamente especializada. Crianças em tratamento oncológico, pacientes imunossuprimidos, com doenças crônicas e raras, necessitam de uma abordagem odontológica diferenciada, integrada e resolutiva, característica central da Atenção Terciária à Saúde. Enquanto uma unidade da rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o HCB iniciou a implementação do atendimento odontológico a partir da parceria com o Hospital de Apoio de Brasília (HAB), refletindo a evolução de uma assistência que transcende o consultório convencional para se tornar um pilar essencial no tratamento de pacientes crônicos. "Havia uma demanda crescente de crianças acometidas por neoplasias malignas que precisavam ser recebidas em um ambiente acolhedor, exclusivamente dedicado a elas e com tratamento odontológico especializado e humanizado", relembra a primeira odontopediatra da instituição e atual supervisora da Odontologia Hospitalar do HCB, Flávia de Passos. O atendimento à saúde bucal das crianças, que começou com a operação compartilhada com o HAB, se consolidou em uma estrutura robusta. Com a inauguração dos consultórios próprios em 2012 e a posterior ampliação com o Bloco 2 do Hospital da Criança (internação), a equipe acompanhou o crescimento da complexidade dos atendimentos prestados à população pediátrica. Odontóloga Teresa Villamarin em atendimento e aplicação de laserterapia no leito da internação | Foto: Divulgação/HCB Atualmente, o corpo clínico é composto por cirurgiões-dentistas com pós-graduação em áreas como odontopediatria, pacientes com necessidades especiais, endodontia e odontologia hospitalar, além de técnicas em saúde bucal. Essa composição multidisciplinar e altamente especializada é fundamental para enfrentar o desafio de atender pacientes que, muitas vezes, chegam à primeira infância sem histórico de cuidados bucais, apresentando quadros que podem agravar o estado de saúde. “Os cuidados odontológicos são necessários para eliminar e/ou evitar infecções de origem odontogênica [origem da formação dentária] que podem contribuir para o agravamento das doenças sistêmicas relacionadas à condição base da saúde da criança, bem como para tratar as manifestações orais secundárias ao tratamento medicamentoso, quimioterápico e radioterápico”, explica a supervisora do serviço. Tecnologia e técnicas que ampliam a segurança assistencial A jornada do cuidado odontológico das crianças atendidas no HCB começa com acolhimento e análise criteriosa. Além da precisão técnica e formação qualificada dos profissionais, há, no HCB, uma premente estratégia institucional da busca pelo aperfeiçoamento tecnológico, inovação e humanização do cuidado assistencial. O uso de aparelhos de raios-X e equipos odontológicos portáteis permite que o atendimento ocorra diretamente no leito de internação, Unidade de Terapia Intensiva ou mesmo, no centro cirúrgico, minimizando o estresse do paciente com deslocamentos. Procedimentos como extrações dentárias, raspagens, controle de infecções e intervenções em lesões orais são realizados com segurança, evitando o deslocamento de pacientes críticos e garantindo continuidade assistencial. Outro diferencial do HCB está no uso sistemático e na implementação de protocolos atualizados de fotobiomodulação, a laserterapia, uma tecnologia segura e eficaz amplamente utilizada no suporte a pacientes oncológicos. Trata-se de uma radiação não ionizante, com propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e cicatrizantes, aplicada tanto de forma preventiva quanto terapêutica. A aplicação dessa técnica tem papel central na prevenção e no tratamento da mucosite oral (complicação frequente e dolorosa da quimioterapia) e de infecções oportunistas em pacientes com baixa na imunidade. Sarah Dantas (16) é a filha caçula de João Dantas Filho e está internada para tratamento oncológico no Hospital da Criança de Brasília. Em uma sessão de atendimento com a odontologia, ela passou por avaliação e aplicação de laserterapia com finalidades preventivas e terapêuticas. "É muito melhor ser atendida no leito, porque tem vezes que a gente toma a quimioterapia e o nosso corpo fica mais debilitado, a gente fica enjoada, a gente fica mais fraca. E eles virem aqui atender a gente é bem melhor que a gente ter que ir. E o laser não tem nenhuma dor, nenhum incômodo", afirma Sarah. Conforme a odontóloga do HCB, Teresa Villamarin, "a laserterapia é importante porque algumas quimioterapias são muito agressivas para a mucosa oral e gastrointestinal, provocando a mucosite oral, que são úlceras extremamente dolorosas que dificultam a alimentação e a fala". Para a especialista, a intervenção preventiva com radiação não ionizante é crucial para evitar a interrupção de ciclos de quimioterapia ou a necessidade de inserção de sondas nasogástricas devido à perda de apetite ou dores na boca, por exemplo. A inovação também se expressa na adaptação das tecnologias muito próprias do "universo pediátrico". Um exemplo é a recente incorporação do azul de metileno na forma de pirulito, que ampliou a aceitação das crianças ao tratamento e potencializa os efeitos terapêuticos da laserterapia. "A interação e troca com todas as equipes de assistência do HCB faz parte da nossa busca constante por compreender as necessidades dos nossos pacientes e cuidar de forma integral e humanizada. O fotossensibilizante azul de metileno que utilizávamos em forma de líquido, e que era parcialmente aceito por crianças de tenra idade, agora é disponibilizado em forma de pirulito, com a mesma eficiência e com uma forma de apresentação mais lúdica", destaca Passos. Educação em saúde e continuidade do cuidado No ambiente de terapia intensiva e internações, a atuação odontológica é pautada, também, pela vigilância epidemiológica e controle de infecções. A odontóloga do HCB, Nathalia Machado, explica que evidências científicas corroboram a ligação entre "bactérias da cavidade oral, que se tornam mais patogênicas durante a internação, e a pneumonia associada à ventilação mecânica". Nesses cenários, a equipe realiza procedimentos de alta complexidade beira-leito, incluindo extrações dentárias de urgência em pacientes intubados e raspagens periodontais, garantindo que o foco infeccioso oral não comprometa o pulmão ou a corrente sanguínea. Portanto, principalmente quando da alta hospitalar, a parceria com as famílias se constitui como o elo mais especial e sofisticado dessa corrente. Para mães como Maria Sebastiana Aguiar, de Marajó-Goiás, que dedica 24 horas ao cuidado da filha Luara, paciente com condição neurológica complexa, o suporte hospitalar vai além do técnico. "A gente vem atrás da saúde dos nossos filhos, procura a melhoria, e aqui fomos muito bem recebidos. Ela foi bem cuidada", relata Maria. Complementarmente ao atendimento assistencial, o hospital desempenha papel fundamental na educação e continuidade do cuidado sobre saúde bucal na infância e adolescência. A orientação aos pais e cuidadores é considerada parte essencial da jornada do cuidado no HCB. "Oferecemos orientação sobre cuidados de higiene oral e alimentos potencialmente causadores de cárie em todas as consultas ambulatoriais; higiene oral supervisionada realizada pelas técnicas em saúde bucal na sala de escovação; orientações e higiene oral beira-leito para pacientes internados; atividades lúdicas no hall central com temas relacionados à saúde bucal; temos impresso guia de saúde bucal para pacientes e familiares; participamos da elaboração da cartilha da oncologia e hematologia", destaca Flávia de Passos. Mesmo que o atendimento do HCB seja dedicado ao paciente de alta complexidade, do ponto de vista odontológico, a Atenção Primária é imprescindível para acolher e promover a saúde bucal aos usuários que não fazem parte do perfil de atendimento do hospital, ou mesmo aqueles que passam pela transição de cuidado para outras unidades de saúde quando atingem a maioridade. Vale ressaltar que o êxito do tratamento no HCB depende de uma engrenagem integrada. O acesso à atenção hospitalar especializada no SUS é realizado via regulação e, em Brasília, o Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal (CRDF) possui essa atribuição. Apenas crianças e adolescentes com condições crônicas e raras de saúde são encaminhados para tratamento no Hospital da Criança de Brasília. Aqueles usuários com necessidades de menor complexidade são referenciados para a Atenção Primária à Saúde, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), fortalecendo o fluxo e a integração no âmbito do SUS. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB)
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Evento orienta pacientes do Hran com fissuras labiopalatinas sobre saúde bucal
Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado nesta quinta-feira (20), o Serviço Multidisciplinar de Atendimento aos Fissurados do Hospital Regional da Asa Norte (Smafis/Hran) organizou, nesta semana (17), um evento educativo a pacientes pediátricos, pais e responsáveis. Fora do prédio, no estacionamento da unidade, uma escova de dente se juntava à pasta e ao fio dental contra uma cárie, divertindo e ensinando ao mesmo tempo. “Essa ação educacional é de extrema importância porque começamos a prevenção de algumas patologias dentárias desde o momento em que recebemos esses bebês”, explica o coordenador do Serviço de Prevenção de Problemas Dentários do Hran, Marconi Delmiro. “Cuidar da dentição dessas crianças desde cedo permite que, no futuro, a dentição permanente tenha uma melhor capacidade de mastigação, sorriso e reinserção social”, complementa. “Essa ação de saúde bucal veio em boa hora porque quero que o meu filho aprenda a escovar os dentes corretamente desde pequenininho”, conta Hellen Dias | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF É o que a enfermeira Hellen Dias, 28, e o marido, o vendedor Abel Moreira, 33, querem incentivar no filho Joaquim, de 1 ano e sete meses. Moradores de Santo Antônio do Descoberto (GO), entorno do Distrito Federal (DF), descobriram na gestação – durante ecografia morfológica de 22 semanas – o diagnóstico de fenda palatina completa do filho. “Mesmo antes de ele nascer fomos muito orientados aqui no Hran. O Joaquim já fez a cirurgia do lábio e acabou de fazer a do palato. Foi muito rápido e ficamos bem felizes porque aqui tem toda uma equipe multidisciplinar. Essa ação de saúde bucal veio em boa hora porque quero que ele aprenda a escovar os dentes corretamente desde pequenininho”, conta Hellen. Fissura labiopalatina A fissura palatina ou labiopalatina é um defeito congênito de não fusão do lábio com o palato (céu da boca). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um em cada 650 bebês no Brasil nasce com a malformação genética. O objetivo do evento realizado no Hran foi ensinar crianças e adultos a realizarem uma escovação perfeita A condição ocorre durante o desenvolvimento do feto e está associada a vários fatores como hereditariedade, uso de medicamentos, desnutrição da gestante, álcool, fumo, radiação, entre outros pontos. Embora seja desafiadora, a fissura possui tratamento. Seu tripé consiste em cirurgia plástica, fonoaudiologia e odontologia, envolvendo diferentes profissionais como dentistas, pediatras, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, cirurgiões etc. Na família de Francisca Dantas, 43, a fissura palatina é recorrente. Ela possui fissura submucosa e os filhos Davi, 9, e Arthur Murilo, 5, têm fissura labial. Moradores de Sobradinho, contam que encontraram no Hran o apoio que precisavam. “Recebi acolhimento e apoio de toda a equipe do hospital desde o início. Mas essa atividade aqui [de saúde bucal] é diferente. Achei divertida, com música e teatro, super educativa”, elogia Francisca. Saúde Bucal O objetivo do evento realizado no Hran foi ensinar crianças e adultos a realizarem uma escovação perfeita. Foram distribuídos água e picolés, além de kits de escovação e manuais com informações detalhadas sobre limpeza bucal. O dentista da Secretaria de Saúde (SES-DF) Luiz Guilherme de Azevedo reforça que a ação também busca orientar sobre a escolha de uma dieta mais saudável. “Os pacientes com fissuras têm alterações na formação dos dentes e mais risco de desenvolvimento de doenças bucais. Para passar por uma cirurgia na boca, tem que estar saudável, então é preciso cuidar”, alerta. O evento teve o apoio de alunos de odontologia da Universidade Paulista (Unip), da organização não governamental Smile Train e do Grande Oriente do Distrito Federal (GODF). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Quase 13 mil procedimentos odontológicos em Santa Maria este ano
O Dia Mundial do Cirurgião Dentista é celebrado neste 25 de outubro e, além de homenagear o profissional que está atento à saúde bucal e à autoestima do paciente, reforça a necessidade de campanhas que incentivem os cuidados com a boca. [Olho texto=”“Aprendi dentro do serviço público quão fundamental é a participação efetiva do cirurgião dentista na prevenção de doenças. Além da importância de se trabalhar em equipe e dedicar atenção ao nosso propósito principal, o paciente”” assinatura=”Erika Maurienn, chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM” esquerda_direita_centro=”direita”] O Instituto de Gestão Estratégica da Saúde (IgesDF) conta com 46 cirurgiões dentistas em seu quadro, atuantes no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e no Hospital de Base (HBDF). Somente o HRSM — referência em atendimento odontológico — contabilizou 12.851 procedimentos em seu ambulatório neste ano. Já no Pronto-Socorro Bucomaxilo, o total foi de 493 atendimentos, além de mil atendimentos no Pronto-Socorro Odontológico de Santa Maria. No HBDF, foram realizados 1.900 atendimentos no Pronto-Socorro Bucomaxilo, no período de janeiro a setembro deste ano. No ambulatório, outros 4.800. Ainda que o ritmo seja intenso, a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, aborda os aprendizados que são adquiridos todos os dias. “Cada dia é uma experiência nova. Aprendi dentro do serviço público quão fundamental é a participação efetiva do cirurgião dentista na prevenção de doenças. Além da importância de se trabalhar em equipe e dedicar atenção ao nosso propósito principal, o paciente”. O cirurgião dentista é responsável pelo atendimento de alta complexidade na cirurgia bucomaxilofacial | Foto: Davidyson Damasceno/Ascom IgesDF No HBDF, o cirurgião dentista é responsável pelo atendimento de alta complexidade na cirurgia bucomaxilofacial. O ambulatório é a área responsável por alguns casos, como deformidades faciais dentoesqueléticas, tumores benignos da região bucomaxilofacial, cirurgias da articulação temporomandibular, sequelas de traumas, entre outros. Já o Pronto-Socorro, que atende todo o DF e funciona 24 horas, abrange lesões e traumatismos de face e da região bucomaxilofacial, hemorragias bucais e maxilares, infecções graves da região bucomaxilofacial e patologias agudas da articulação temporomandibular (ATM). [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “No fluxo de atendimento do Pronto-Socorro, os pacientes atendidos nas regionais são encaminhados de acordo com a gravidade apresentada. No ambulatório, os pacientes atendidos na Unidade Básica de Saúde (UBS) e no Centro de especialidades são encaminhados ou regulados no HBDF”, explica o chefe de odontologia do HBDF, Ricardo de Pádua. Nesta mesma data (25), também se comemora o Dia Mundial da Saúde Bucal. Neste dia, que tem por objetivo chamar a atenção para a saúde da boca, ressalta-se o impacto significativo que há em uma boa higiene bucal. “Além de conscientizar sobre os problemas que podem ser evitados ao se cuidar, a data homenageia o profissional capaz de restaurar sorrisos. Um sorriso muda a face, a face muda a expressão, a expressão muda a vida”, completa Erika Maurienn. *Com informações do IgesDF
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