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Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

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Pacientes com Parkinson recebem atendimento especializado no Hospital de Base

Edson Roberto Campos percebeu os primeiros tremores nas mãos aos 58 anos, quando passou a ter dificuldade para segurar o celular. Diante dos sinais, procurou um neurologista que, após identificar sintomas como alterações no caminhar, tremores em repouso (geralmente de um lado do corpo), rigidez e lentidão de movimentos, suspeitou da doença de Parkinson já na primeira consulta. O paciente está entre as pessoas acompanhadas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Atualmente, o serviço presta assistência a uma média de 30 pacientes por semana. O Parkinson é uma doença neurodegenerativa que não tem cura e compromete a coordenação motora e os movimentos do corpo, sendo causada pela degeneração de neurônios. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 8,5 milhões de pessoas no mundo têm a doença, que costuma começar a se manifestar aos 60 anos. O chefe da Neurologia do HBDF, André Ferreira, destaca que existem sintomas que podem ser percebidos até antes das disfunções motoras. “As manifestações iniciais do Parkinson costumam incluir constipação crônica, depressão, perda do olfato e transtorno comportamental do sono REM, condição em que o paciente externaliza fisicamente os sonhos, podendo se debater durante o sono e até machucar quem está ao lado. Na maioria dos casos, esses sinais surgem antes dos sintomas motores e podem indicar o início da doença”, explica. A condição de Edson Ramos ficou mais controlada após o acompanhamentro no HBDF | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o médico, apesar desses sinais prévios, o diagnóstico geralmente acontece apenas após o surgimento das alterações motoras, por serem mais perceptíveis no dia a dia. “A família costuma notar quando o idoso passa a ter dificuldade para abotoar uma camisa, começa a andar mais devagar ou adota uma postura mais curvada. Muitas vezes, são os familiares que incentivam a procura por atendimento especializado”, avalia. Neste sábado (11), é comemorado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. A data busca trazer atenção para a condição e reforçar a importância do diagnóstico precoce, que depende da identificação de sintomas. Vivendo com a doença O tratamento da doença de Parkinson consiste no alívio e controle dos sintomas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Edson conta que, desde que começou o acompanhamento com os médicos especialistas do HBDF, sua condição ficou mais controlada. "É uma doença que vai aprisionando o seu corpo, você sente dificuldade de se movimentar, e tudo que vai fazer é lento. Afeta também a autoestima, já que as pessoas te olham quando você começa a tremer. Você se sente preso dentro do seu próprio corpo", relata. O neurologista destaca que, além da medicação, atividades físicas, fonoaudiologia e fisioterapias de readequação de equilíbrio, postura e marcha também fazem parte do tratamento. "A limitação física do Parkinson causa um dilema muito grande aos pacientes, já que muitos, no início da doença, estão com a função cognitiva intacta, e ela impacta diretamente as atividades diárias. Quanto mais precoce se começam a tratar os sintomas, melhor a qualidade de vida do paciente", completa. Em caso de suspeita da doença, a recomendação é buscar avaliação profissional em uma unidade básica de saúde (UBS). Após essa avaliação inicial, se houver indicação, o paciente é inserido no sistema de regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF) e encaminhado para atendimento especializado.   *Com informações do IgesDF

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Doença de Parkinson: Dia mundial soa o alerta para incidência em maiores de 64 anos

Quando uma pessoa demora mais tempo para fazer o que antes fazia com autonomia e agilidade – tomar banho, vestir uma roupa, cozinhar, escrever – é preciso ficar atento. A limitação motora é um dos principais sintomas da doença de Parkinson. Trata-se de uma condição neurológica que afeta os movimentos da pessoa. Ela decorre de uma degeneração das células produtoras de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla a mobilidade. Quanto maior a faixa etária, maior a incidência da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem aproximadamente 4 milhões de pessoas no mundo com Parkinson, o que representa 1% da população mundial a partir dos 65 anos. No Brasil, estima-se que 200 mil indivíduos sofram com o problema. Para ampliar a conscientização e a compreensão sobre a doença, foi estabelecido em 11 de abril o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. O Parkinson não tem cura, mas os tratamentos disponíveis controlam os sintomas e melhoram a qualidade de vida | Foto: Mariana Raphael/Agência Saúde-DF Neurologista do Centro de Referência em Doença de Parkinson do Hospital de Base (HBDF), Marcelo Lobo explica que não há um teste específico que identifique a doença. “O diagnóstico é principalmente clínico, baseado no histórico médico e nos sintomas apresentados, podendo ser auxiliado por exames de imagem para descartar outras condições”, detalha. Sintomas e tratamento Na maioria das vezes, os sintomas começam de forma lenta e sem sinais alarmantes ou graves. A lentidão dos movimentos e os tremores nas extremidades das mãos, muitas vezes notados apenas pelos amigos e familiares, costumam ser os primeiros sinais da doença. Rigidez muscular, redução da quantidade de movimentos, distúrbios da fala, dificuldade para engolir, além de depressão, tontura, distúrbios do sono, respiratórios e urinários também podem estar relacionados. A aposentada Luci Afonso, 64, levou cinco anos para que soubesse que o Parkinson ocupava cada vez mais espaços em seus dias. “Eu tinha travamentos no pé e na mão, sentia dores pelo corpo e perdi a mobilidade para fazer atividades usuais. Até mesmo caminhar era difícil”, conta. Usuários que necessitam do serviço passam por uma avaliação inicial nas Unidades Básicas de Saúde, onde são direcionados à especialidade | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Sem cura, o tratamento é paliativo, focado em amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Luci, hoje, toma medicamentos que aumentam os níveis de dopamina no cérebro. Ao longo do tempo, contudo, passou a integrar na rotina outros métodos que auxiliam nos movimentos, como psicoterapia, fisioterapia, pilates e acupuntura. “Junto ao remédio, essas atividades são muito eficazes no controle dos meus músculos, ajudando a relaxá-los e facilitando o meu caminhar”, destaca. Os esforços de Luci ilustram uma estratégia adequada ao seu caso em específico. Segundo o neurologista, atualmente não há um plano comprovado que previna a doença. “Estudos indicam que adotar um estilo de vida saudável, com exercícios regulares, uma dieta balanceada rica em antioxidantes e minimizando a exposição a toxinas ambientais, pode ser benéfico para reduzir o risco”, afirma Lobo. Assistência Usuários que necessitam do serviço passam por uma avaliação inicial nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde são encaminhados à especialidade disponível nos hospitais regionais da Asa Norte (Hran), do Gama (HRG), de Ceilândia (HRC) e de Taguatinga (HRT). Casos com manifestações atípicas ou que requerem cirurgia podem ser encaminhados aos HBDF. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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