Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos alerta para a administração correta de remédios
A utilização de medicamentos pode causar problemas graves se for administrada de maneira incorreta. É por isso que, nesta segunda-feira (5), o Brasil celebra o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos – um lembrete importante de que a saúde também passa por informação e responsabilidade. No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), dois setores mostram na prática como essa consciência pode salvar vidas e otimizar recursos: a Farmacotécnica e a Farmácia Oncológica. Medicamentos devem ser administrados de maneira correta para que sejam eficazes e não causem problemas graves | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Desde 2014, a Farmacotécnica do HRT transforma comprimidos em soluções orais para facilitar a administração, especialmente para crianças e pacientes acamados que se alimentam por sonda. O laboratório atende todos os hospitais da rede pública do Distrito Federal. “Manipulamos a dose exata que o paciente precisa, o que melhora o efeito do tratamento e evita o desperdício”, explica o farmacêutico João Paulo Cornélio. Em 2024, a unidade realizou mais de 9,5 mil atendimentos e produziu cerca de 1,8 milhão de mililitros (ml) de medicamentos. Entre os mais manipulados, estão o omeprazol e substâncias para tratar a toxoplasmose congênita. O setor também fraciona medicamentos, onde um frasco pode ser utilizado em mais de uma dose, o que contribui para a otimização dos recursos públicos. [LEIA_TAMBEM]Farmácia Oncológica Já a Farmácia Ambulatorial Oncológica do HRT, em funcionamento desde setembro de 2024, é a única da rede pública especializada em pacientes adultos com câncer. Com cerca de 670 atendimentos mensais, o local oferece orientações detalhadas e acompanhamento contínuo. “Nosso diferencial é a consulta individualizada, em que o paciente recebe um calendário personalizado e uma cartilha com informações sobre a posologia, o armazenamento e as reações adversas”, explica o farmacêutico e responsável técnico assistencial da unidade de oncologia do HRT, Hugo Carvalho. A farmácia também monitora a devolução de medicamentos não utilizados pelos pacientes, ajustando o tratamento conforme a necessidade real do usuário. A técnica em enfermagem Daiane Ventura, 33, que trata um câncer de mama no HRT, conta que as orientações foram essenciais ao longo do tratamento: “Fiquei perdida no início, mas com a cartilha e as explicações dos profissionais, sei exatamente o que, como e quando tomar as medicações. Isso fez toda a diferença”, diz. A Farmacotécnica do HRT transforma comprimidos em soluções orais para facilitar a administração, especialmente para crianças e pacientes que se alimentam por sonda Uso racional De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entende-se que há uso racional quando pacientes recebem medicamentos para suas condições clínicas em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. O cuidado farmacêutico não apenas melhora os resultados dos tratamentos, como também evita erros, reduz custos e fortalece o vínculo entre pacientes e profissionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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UBS 1 do Cruzeiro alerta sobre uso racional de medicamentos
Em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, o grupo Vida Saudável da UBS 1 do Cruzeiro Novo abordou o tema em encontro nesta terça-feira (28). O objetivo foi alertar sobre os riscos da automedicação e também orientar sobre a forma correta de descarte de medicamentos sem uso. “O medicamento é algo bom, mas se não for usado da maneira correta, pode ser muito ruim”, alerta a farmacêutica Anna Giomo | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “A gente orienta a população sobre as medicações prescritas e dosagens corretas. E também como descartar aquele medicamento que não está mais em uso, seja porque venceu, porque o médico suspendeu ou o tratamento finalizou e sobrou um pouco de medicamento”, conta a farmacêutica responsável pelo grupo Vida Saudável, Anna Giomo. O termo automedicação comumente se refere à prática de utilizar medicamentos sem prescrição médica. Porém, atualmente, esse termo também tem sido utilizado para denominar os casos em que os pacientes utilizam fármacos – ainda que prescritos por profissionais – de forma incorreta, seja fazendo uso de doses diferentes das receitadas ou por um período inadequado daquele determinado pelo médico. “O medicamento é algo bom, mas se não for usado da maneira correta, pode ser muito ruim”, reforça a profissional. Adelia da Costa Pinto conta que só teve conhecimento sobre o correto descarte de medicamentos após as orientações que recebeu no grupo Paciente da UBS, a aposentada Adelia da Costa começou a participar do grupo Vida Saudável em outubro de 2023 por indicação de amigas. Ela ressalta a relevância dos temas abordados nos encontros. “Aprendo muito com as palestras que temos aqui. Sobre o descarte mesmo, eu jogava no lixo ou no banheiro”, conta. Como descartar os medicamentos? No Distrito Federal, todos os hospitais e demais unidades de saúde, públicos ou privados, devem disponibilizar recipientes para que a população realize o descarte dos medicamentos. O material recebido é separado das embalagens e bulas, que são descartadas para reciclagem comum de papel, enquanto os medicamentos como comprimidos, bisnagas, frascos com resto de xarope vão para um reservatório chamado de bombona, que é um dispositivo fechado e com lacre. Uma empresa de coleta de materiais retira esse resíduo sólido de saúde e leva para incineração. Evento do Grupo Vida Saudável da UBS 1 do Cruzeiro fez alerta sobre os riscos da automedicação e a forma correta de descarte de medicamentos Durante o encontro, a equipe de farmácia da UBS 1 do Cruzeiro Novo apresentou o coletor de medicamentos que ficará exposto na entrada da farmácia da unidade. A Secretaria de Saúde do DF tem contrato com empresas que fazem o serviço desde a coleta até a incineração. “A incineração é um processo adequado de tratamento do resíduo sólido porque elimina qualquer chance de contaminação, tanto do meio ambiente quanto para outras pessoas”, reforça Giomo. Grupo Vida Saudável O grupo Vida Saudável foi formado há mais de dois anos na UBS 1 do Cruzeiro Novo. Com encontros mensais que oferecem aferição de pressão, medição de glicemia e palestras e debates sobre temas relevantes, o grupo se tornou também um momento de confraternização para os participantes, promovendo o bem-estar mental dos participantes. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Dia do Uso Racional de Medicamentos marca valor da orientação profissional
Usar aquele medicamento sugerido por um familiar ou pela pesquisa feita na internet. Tomar o ‘chazinho’ que a vizinha aconselhou. Quem nunca tentou? A automedicação é mais comum do que se imagina, mas especialistas advertem que ela pode ocasionar problemas graves e, muitas vezes, permanentes. O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, celebrado nesta sexta-feira (5), serve de alerta para os riscos do uso indevido de remédios. A chefe do Núcleo de Farmácia Clínica do Hospital Regional de Sobradinho (HRS), Dafny Oliveira, explica que diversos pacientes são internados na unidade devido à utilização inadequada de medicamentos. “Já atendemos pessoas com insuficiência renal por conta de abuso de anti-inflamatório, com Acidente Vascular Cerebral (AVC), com infarto. A automedicação é um problema e uma realidade que não podemos negar. O importante é deixar a comunidade bem orientada quanto aos riscos de doses indevidas e aos benefícios de um uso correto”, destaca. Plantas medicinais e fitoterápicos também entram na lista de advertências. “Não apenas a automedicação, mas o uso de alguns chás pode levar a interações medicamentosas maléficas. Por serem naturais, é comum acreditar que não haverá problemas. Mas existe, sim, o risco de algum desses elementos prejudicar o tratamento medicamentoso”, esclarece a farmacêutica clínica do HRS Andressa Ribeiro. Ela acrescenta que é fundamental o paciente avisar ao profissional o que está utilizando. “Ainda que seja uma planta”, reforça. A farmacêutica clínica do HRS Andressa Ribeiro destaca que as plantas medicinais e fitoterápicos também entram na lista de advertências | Fotos: Agência Saúde A Secretaria de Saúde (SES) conta com farmacêuticos e serviço de farmácia em setores como unidades básicas de saúde (UBSs), farmácias das policlínicas, farmácias de alto custo, hospitais e outros. Esses servidores atuam tanto na logística (armazenamento e distribuição de medicamentos) quanto na atividade clínica (assistência e atendimento ao paciente, consultas e visitas). Nos hospitais, há os núcleos: Farmácia Clínica, que lida diretamente com os pacientes internados, e Farmácia Hospitalar, responsável pela gerência e logística dos medicamentos. Tire dúvidas com profissionais Chefe do Núcleo de Farmácia Clínica do HRS, Dafny Oliveira: “A automedicação é um problema e uma realidade que não podemos negar. O importante é deixar a comunidade bem orientada quanto aos riscos de doses indevidas e aos benefícios de um uso correto” Nas UBSs, o cidadão pode obter esclarecimentos sobre medicamentos diretamente com os farmacêuticos. É uma alternativa para fugir da automedicação e se basear no conhecimento profissional. “Além da orientação, médicos, enfermeiros e farmacêuticos podem, inclusive, fazer avaliação e detectar se há necessidade de um atendimento e não só do medicamento”, ressalta Dafny. “Nosso papel como profissional de saúde é fazer com que as pessoas entendam quando devem negar medicamentos indicados por leigos ou quando não interromper tratamento sem orientação. Os serviços de saúde são também ponto de apoio para essas instruções”, complementa. No HRS, o projeto-piloto Orientação na alta propõe não só o monitoramento do paciente na unidade hospitalar, mas nortear aqueles que recebem alta, principalmente acerca dos remédios prescritos. O objetivo é tornar o atendimento mais humanizado e orientar em relação ao acompanhamento que deve ser realizado após a internação, seja na atenção primária ou na secundária. *Com informações da Secretaria de Saúde
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