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Dia do Enfermeiro

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Escola Superior de Ciências da Saúde celebra Dia do Enfermeiro com evento para estudantes

A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) promoveu, na manhã desta quarta-feira (13), a 16ª Semana de Enfermagem, evento que reuniu estudantes, docentes e entidades profissionais da área em celebração ao Dia Internacional da Enfermagem. O encontro, organizado pelo Centro Acadêmico do curso (Caenf), aconteceu no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e destacou também a 87ª Semana Brasileira de Enfermagem, cujo tema central é “Aben 100 anos: lutas, avanços e propósitos”. Estruturado para ser um momento de debate, diálogo e reflexão, o evento discutiu os avanços e desafios encontrados no atual momento político, além de defender o fortalecimento da enfermagem brasileira. Durante a mesa de abertura, gestores, docentes e enfermeiros puderam demonstrar o papel fundamental da profissão e a importância de uma formação que combina teoria e prática desde o início do curso — diferencial oferecido pela metodologia ativa da Escs. Representando a direção da Fepecs, a enfermeira Simone Barcelos falou sobre a “honra de participar dessa comemoração” e contou um pouco da sua história profissional que, inclusive, perpassou “a docência no curso de enfermagem da Escs”. Ela citou “a relevância da data para a profissão” e convidou os estudantes a fazerem uma “reflexão crítica sobre a trajetória da enfermagem, com todas as lutas e conquistas ao longo dos anos”. Estruturado para ser um momento de debate, diálogo e reflexão, o evento discutiu os avanços e desafios encontrados no atual momento político, além de defender o fortalecimento da enfermagem brasileira | Foto: Divulgação/Fepecs À frente da direção da Escs, Viviane Peterle parabenizou os enfermeiros presentes ao evento e os estudantes do curso de enfermagem que lotavam o auditório. “Vocês que estão aqui hoje devem sempre lutar pela equidade profissional, pois todos os profissionais de saúde têm o mesmo objetivo, que é a saúde e bem-estar do paciente”, disse. A gestora destacou que tem “estudado e aprendido muito sobre a enfermagem e o trabalho interprofissional” e homenageou docentes e discentes do curso, entregando à coordenação uma placa de reconhecimento pela “excelência na formação de novos profissionais”.  Ao receber a placa, Teresa Christine Pereira, coordenadora da graduação de enfermagem, afirmou que “a enfermagem deve ocupar todos os lugares devidos, pois sem a profissão não existe o SUS”. Ela ressaltou a “trajetória de lutas profissionais” e finalizou garantindo que “vamos continuar a luta e honrar quem já lutou”.  Também estiveram presentes à mesa de abertura entidades da classe, como a Associação Brasileira de Enfermagem (Aben) e o Sindicato dos Enfermeiros (SindEnfermeiros).  Palestra e homenagens Após a abertura do evento, uma palestra explanou um pouco mais sobre a história da enfermagem e a responsabilidade dos profissionais no tratamento, cuidado e recuperação de pacientes. O enfermeiro Francino Azevedo falou sobre “Cuidar com o Algoritmo: Inteligência Artificial (IA) e a Enfermagem que Queremos Construir”. Durante a palestra, ele destacou o futuro da profissão e como a inteligência artificial “estará cada vez mais presente no tratamento de pacientes”.  Os estudantes participaram ativamente da palestra, podendo tirar dúvidas e ter uma perspectiva da profissão escolhida. Reeleita como presidente do Centro Acadêmico de Enfermagem (Caenf), a estudante Geovana Chaves falou sobre a importância do evento e disse ser “um privilégio e uma grande responsabilidade estar nessa função”. Segundo ela, a prioridade desta gestão será “a estabilidade institucional, com um lugar fixo e permanente para o nosso curso”. Ao final do encontro, estudantes homenagearam docentes do curso, com a entrega de certificados que reconhecem o trabalho, a entrega e o comprometimento dos profissionais com o ensino e o Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, também fizeram sorteio de brindes e houve a posse da nova gestão do Caenf.   *Com informações da Fepecs

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Cuidar, a maior missão da enfermagem na rede pública

No Distrito Federal, atuam 600 equipes de Saúde da Família (eSF) – cada uma encarregada do atendimento de até 4.000 pessoas. Em sua composição, que vai além da recomendação nacional, estão o médico, dois técnicos de enfermagem, quatro agentes comunitários e o enfermeiro. Nesta sexta-feira (12) é comemorado o Dia Internacional do Enfermeiro. Entre os eventos programados, representantes da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e da Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb) participam da 84ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn), que este ano tem como tema “A valorização do trabalho em enfermagem com desenvolvimento sustentável e bem viver”. Em 2022, a categoria foi responsável por 56% dos quase três milhões de atendimentos individuais (consultas e de urgência) na Atenção Primária à Saúde (APS) distrital. Os dados são do InfoSaúde. Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), o maior e mais complexo sistema de saúde pública do mundo, há diferentes níveis de assistência. Uma delas é a APS, a porta de entrada para o atendimento. Para que boa parte do trabalho desenvolvido pela assistência primária flua, existem as unidades básicas de saúde (UBSs), espaços dedicados a ações e atendimentos de prevenção e de promoção à saúde comunitária. Para além da assistência clínica, o foco é estar próximo às pessoas e promover a qualidade de vida da população. Essa atenção integral, que considera o cuidado sua maior missão, é característica inerente à profissão de enfermagem. “Quando analisamos a história do SUS e do trabalho do enfermeiro, identificamos uma completa afinidade. A Estratégia de Saúde da Família existe para melhorar a saúde da comunidade sob sua responsabilidade – o que exige um olhar para o território, o ambiente e o contexto em que o indivíduo está inserido”, explica o gerente de serviços de enfermagem na APS, Ávallus André Alves Araújo. Ávallus Araújo explica que o enfoque no cuidado sempre manteve a enfermagem em associação com a Estratégia de Saúde da Família | Fotos: Tony Winston/ Agência Saúde Coordenação de equipe O papel do enfermeiro transita por diversas vias. Entre elas, o acolhimento a uma família inteira: acompanha o crescimento da criança, afere a pressão do pai, aplica a vacina na avó, participa dos exames de rotina da mãe, puxa a orelha do avô que não apareceu na consulta. Na outra ponta da rotina, está a gestão, habilidade que desponta de forma espontânea nos papéis de coordenação. O usuário assistido pela Equipe 7 (Roxa) da UBS 1 de Águas Claras, por exemplo, ao buscar o primeiro atendimento, além do cadastro regular nos sistemas oficiais, tem também os seus dados incluídos em uma planilha própria. Assim, o enfermeiro Edmon Martins Pereira consegue estruturar o perfil populacional e monitorar as demandas previsíveis de cada uma das mais de três mil pessoas atendidas pela equipe. Um grupo na rede WhatsApp – criado pelo enfermeiro para abrigar toda a comunidade – contribui para o esclarecimento de dúvidas e apresentação de informações sobre a rotina e os eventos da UBS. “Por esse meio, a equipe consegue sanar boa parte das questões apresentadas pela população. Estando bem-informada, às vezes a pessoa sequer precisa vir até a unidade”, explica Edmon. Para ele, nem sempre é necessário ao paciente procurar o atendimento no hospital. “Se ele chegou lá, alguma falha minha existiu. Sou eu quem deve encaminhá-lo para a assistência hospitalar – e apenas quando não consigo resolver a demanda na unidade”, complementa. No último ano, a equipe do enfermeiro foi a que atendeu ao menor número de demandas espontâneas da UBS 1 de Águas Claras. A população atendida pelo Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (Saif) do Areal faz parte do território assistido pela equipe multiprofissional. Assim que passou a trabalhar na unidade, em dezembro de 2019, Edmon empreendeu a instalação de um consultório dentro do estabelecimento de assistência social. A população vulnerável, com dificuldade de adesão aos cuidados prestados na UBS, possui, desde o início de 2020, um espaço próprio para exames e consultas com a equipe de saúde. “O atendimento, sendo prestado aqui no consultório ou lá na UBS, é sempre de ótima qualidade. Sempre que nos encontramos, um simples cumprimento já faz toda a diferença”, atesta Waldemir José Braga de Souza, morador do Saif Areal. O enfermeiro Edmon Pereira monitora de perto os mais de 3.000 pacientes que atende na UBS 1 de Águas Claras Vínculo e capacidade de iniciativa Entre a grande variedade de cenários em que o profissional de enfermagem da atenção primária trabalha, a zona rural apresenta uma realidade particular. A enfermeira Carine Quadros de Melo atua desde 2014 junto à população da Fercal – situada às margens da Área de Proteção Ambiental (APA) Cafuringa. É tempo suficiente para que ela tenha participação efetiva na história da comunidade. “Ela acompanhou minha primeira gravidez em 2017, na UBS 2, do pré-natal até os anos iniciais de crescimento do meu filho. Na gestação seguinte,que apresentava risco, foi ela que também me recebeu na UBS 3 e esteve presente durante todo o processo”, conta Cleidiane da Silva da Cruz, mãe de Murilo e Benício. “Posso dizer que a enfermeira Carine faz parte da minha vida e da minha família. Eu tenho plena confiança em tudo o que ela faz.” Recentemente, a enfermeira comprou um chip telefônico para melhorar o contato direto com os pacientes. Além disso, com o intuito de expandir o leque de serviços à comunidade, Carine se organizou com a equipe para fim de coletar material para exames laboratoriais. Em um acordo com o Hospital de Sobradinho (a 10 km da UBS), as amostras são recolhidas semanalmente, às quintas-feiras, para análise clínica. “Qualquer coisa que a gente consiga para aprimorar o dia a dia da assistência é uma grande vitória. Enche-me de orgulho ser enfermeira e poder contribuir diretamente para a melhoria da vida das pessoas”, afirma Carine. A enfermeira Carine de Melo acompanhou a gestação e crescimento dos dois filhos de Claudiane da Cruz Olhar sistêmico e afetivo A relação de proximidade com o paciente exige da enfermagem atenção e zelo. Além do cumprimento do calendário vacinal, a equipe de imunização de que participa a enfermeira Gabriela Barasuol, da UBS 3 do Guará 2, busca informar e atender as mais diversas queixas da população. “A cada dia, a comunidade demonstra essa necessidade de instrução. Normalmente, quem chega aqui busca uma vacina específica. Nós conferimos e, se for o caso, oferecemos também outra que esteja liberada para a pessoa. Trata-se não só de dar aquilo que ela vem procurar; mas também estar atenta a tudo que pode ser ofertado ao usuário do serviço”, assegura a profissional. A equipe da sala de vacina da UBS 3 do Guará 2 conta com a contribuição de duas técnicas de enfermagem. Ellen Gonçalves de Carvalho é uma delas e dedica-se há 12 anos à imunização. Nessa trajetória, entre as várias melhorias no serviço, a presença obrigatória do enfermeiro como responsável técnico na sala de vacina recebe destaque. “Hoje, conseguimos manter uma relação direta com a farmácia. Com isso, aumentamos a possibilidade de atender ao usuário e apresentar soluções aqui mesmo. Nós e o serviço ganhamos muito com essa autonomia profissional”, destaca. A autonomia profissional favorece o trabalho em equipe da enfermeira Gabriela Barasuol e da técnica de enfermagem Ellen de Carvalho Inspirar para transformar [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A competência e a presteza manifestada em serviço pelos profissionais da enfermagem inspiram os colegas que atuam ao redor. “São pessoas com essa vontade e determinação, que fazem a diferença, que nos fazem seguir firmes e confiantes nesse trabalho de construção do SUS”,, diz a supervisora de Serviços de Atenção Primária da  Gestores dos Serviços de Atenção Primária à Saúde (Gsap) 01 de Águas Claras, Wânia Lúcia Gomes, entusiasmada pelo bom desempenho da Equipe 7, da qual faz parte o enfermeiro Edmon Pereira. Todo enfermeiro, cada um de acordo com as especificidades do seu cenário de atuação, desempenha atividades gerenciais, zelando pela comunidade em que trabalha. “O profissional da enfermagem é esse que busca algo a mais. Ele quer fazer a diferença, transformar a realidade. A intenção não é unicamente ‘tratar a doença’ e dispensar o paciente. Busca-se, por meio do vínculo, melhorar todas as condições comunitárias que favoreçam ao indivíduo o pleno progresso em saúde”, resume o gerente Ávallus Araújo. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Profissionais de saúde são homenageados no Dia da Enfermagem

Em comemoração à 82ª Semana da Enfermagem, várias unidades da rede pública de saúde do DF prestaram homenagens aos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, nesta quarta-feira (12). Nesta data também são comemorados o Dia do Enfermeiro e o Dia Internacional da Enfermagem. No Hospital Regional do Gama (HRG), a Superintendência da Região de Saúde Sul entregou certificados de honra ao mérito a 34 servidores da enfermagem. No HRG foi servido café da manhã e foi feita uma linda homenagem pela Orquestra Filarmônica de Brasília. Já no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), os servidores ganharam café da manhã e participaram de eventos comemorativos. O Hospital Regional de Samambaia também prestou homenagens aos servidores com uma aula de ioga e um lanche da tarde. Em Samambaia, os servidores homenageados participaram de aula de ioga, mentalização e alongamento para aliviar o estresse nestes tempos de pandemia | Foto: Geovana Albuquerque / Agência Saúde-DF A tarde de relaxamento ocorreu em um sítio próximo ao HRSam. Além de ioga, os participantes tiveram um momento para mentalização e alongamento para aliviar o estresse do dia a dia. Também houve comemoração com palestra e entrega de lembranças alusivas à data na Unidade Básica de Saúde 3 de Nova Colina, em Sobradinho. [Olho texto=”“Todos nós trabalhamos sem esperar nada em troca e, quando recebemos, o sentimento é de gratidão”” assinatura=”Marcileia Oliveira, enfermeira do Hospital Regional do Gama” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Um sorriso No HRG, Marcileia Oliveira foi uma das profissionais a receber o certificado de honra ao mérito. Ela é enfermeira e trabalha no pronto-socorro de cirurgias ortopédicas. A profissional conta que ficou muito emocionada em receber o certificado. “Todos nós trabalhamos sem esperar nada em troca e, quando recebemos, o sentimento é de gratidão”, disse. “Essas homenagens motivam a gente. Eu trabalho por amor, amo ser enfermeira. É uma profissão que me aproxima das pessoas, me dá a oportunidade de resgatar o lado humano tanto meu como dos pacientes. Muitas vezes um sorriso, o cuidado, já faz esse paciente se sentir melhor”, afirma. Orquestra Filarmônica tocou músicas que emocionaram os servidores homenageados | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF De volta à linha de frente De acordo com o superintendente da Região de Saúde Sul, Lucimir Pessoa Maia, a escolha dos profissionais homenageados foi feita pelos próprios colegas de trabalho de cada setor. “Esses servidores foram reconhecidos pelos seus próprios colegas como pessoas dedicadas que fazem o seu máximo. Tivemos uma servidora que perdeu a irmã por conta da covid-19, ela mesma adoeceu e fez questão de retornar ao trabalho. Segundo ela, porque precisa cuidar do próximo, assim como teve alguém que cuidou de sua irmã quando estava internada. Isso mostra o amor ao próximo, o cuidado”, destaca. Trabalho essencial A Orquestra Filarmônica de Brasília fez uma apresentação que emocionou todos os profissionais presentes no café da manhã, onde tocou clássicos como “Hallelujah” e “Ave Maria”. Além de músicas de trilhas sonoras de filmes, como “Shallow”, de Nasce uma estrela. O superintendente acredita que a pandemia deixou o papel dos profissionais da saúde em evidência e mostrou como é essencial esse trabalho para a sociedade. Por isso, reconhecer a garra e a coragem de cada um é essencial. Segundo ele, muitos pacientes criam laços de amizade com os servidores por conta do tratamento que recebem no HRG. A Superintendência da Região de Saúde Sul entregou certificados de honra ao mérito a 34 servidores da enfermagem, como a enfermeira Lorena Dias Fernandes | Foto: Geovana Albuquerque / Agência Saúde-DF Lorena Dias Fernandes é enfermeira do Centro Obstétrico do HRG e disse que ficou muito feliz com a homenagem e emocionada com a orquestra. “É gratificante ter nosso trabalho reconhecido, principalmente pelo esforço, pois sempre tento prestar a melhor assistência possível”, relata. Homenagens No Hospital Regional de Ceilândia (HRC) foi servido um café da manhã especial para toda a equipe de enfermagem da unidade. Os profissionais receberam lembrancinhas e tiveram uma apresentação de sanfona. A superintendente da Região de Saúde Oeste, Lucilene Florêncio, destaca que os profissionais da enfermagem, diante da pandemia, têm o papel de protagonismo, pois eles cuidam em todos os níveis da atenção. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “A superintendência Oeste reconhece e agradece todo o esforço, dedicação, cuidado e amor da equipe de enfermagem no enfrentamento da pandemia. São profissionais que têm compromisso e comprometimento em cuidar de todas as pessoas que estão com covid-19, dedicam tempo e cuidam com todo amor e carinho. Por isso, nosso agradecimento e reconhecimento”, explica Lucilene. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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