Morango no DF atravessa gerações com tradição e novas tecnologias
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Em 1976, João Fukushi trouxe para Brazlândia três mil mudas de morango da variedade Campinas. O plantio ocorreu fora da época habitual, mas a colheita surpreendeu. Havia terra fértil, água e mercado para o fruto. O agricultor, que também tinha experiência com flores, encontrou nos morangos um motivo para permanecer e construir a vida no Distrito Federal. “Aqui, com terra nova, tudo que se plantava colhia. Foi uma felicidade imensa, e não tive dificuldades. Tinha terra boa e vendia tudo que plantava”, conta Fukushi. Aos 75 anos, ele ainda cultiva morango na propriedade. Hoje, são 25 mil pés e variedades como Albion, Camino Real e Sabrina. A irrigação mudou, os canteiros ganharam proteção e os consumidores passaram a entrar na lavoura para colher os próprios morangos. Sua trajetória acompanha a transformação de uma atividade que, em 2025, produziu cerca de 5,3 mil toneladas de morango, considerando os cultivos convencional e orgânico, em uma área de 169 hectares. A atividade movimentou mais de R$ 105,2 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP). Ao longo de cinco décadas, o conhecimento dos pioneiros se somou à pesquisa e à assistência técnica para mudar tanto a produção quanto às formas de comercializar. Conhecimento que veio com a família A história do morango em Brazlândia está ligada às famílias de origem japonesa, como a dos Fukushi, que chegaram à região nos anos 1970, muitas delas vindas de Atibaia (SP). Parte desses agricultores foi assentada no Projeto Integrado de Colonização Alexandre Gusmão. Eles trouxeram experiência com frutas e hortaliças para abastecer uma Brasília que ainda dependia de alimentos de outros estados. A partir do início dos anos 1990, a atuação das equipes da Emater-DF em Brazlândia e no Incra 8 ajudou a ampliar o acesso ao conhecimento sobre a cultura | Foto: Divulgação/Emater-DF Na família Fukushi, o aprendizado tinha uma referência próxima: o pai, técnico agrícola, que já cultivava morangos antes mesmo de chegar ao Brasil fugindo da guerra. Era no trabalho diário que ensinava a produzir e selecionar os frutos. O agricultor lembra também da troca de informações entre imigrantes, entre os quais havia profissionais com formação agronômica. “Meu pai era um homem de muitos valores e herdei dele o compromisso de oferecer alimentos confiáveis, e a disposição para recomeçar diante das dificuldades. Não reclamo de nada. Tudo o que me aparece de dificuldade, eu aprendo e aceito”, conta. A partir do início dos anos 1990, a atuação das equipes da Emater-DF em Brazlândia e no Incra 8 ajudou a ampliar o acesso ao conhecimento sobre a cultura. Estudos, testes de variedades e orientações de manejo contribuíram para a entrada de novos agricultores e a expansão do cultivo para outras regiões do DF. Fukushi conta que plantou a variedade Campinas por mais de 30 anos. Hoje, escolhe diferentes materiais para oferecer ao consumidor opções de sabor e qualidade, além de melhorar a produtividade. Essa mudança está entre os avanços destacados pelo extensionista Roberto Carneiro, integrante do grupo técnico do morango da Emater-DF e que teve história de atuação na região. “Uma coisa que evoluiu bastante nos últimos 30 anos foi a diversificação das variedades de morango”, afirma Carneiro. Segundo ele, os agricultores passaram de uma ou duas opções para uma oferta mais ampla, com diferentes características de resistência às pragas e doenças, produtividade, tamanho, sabor e conservação, que permitem atender a diferentes demandas do mercado. A transformação também aparece na irrigação. Na propriedade de Fukushi, a aspersão deu lugar ao gotejamento, que leva a água diretamente à região das raízes. O sistema permite controlar melhor a aplicação, reduzir custo com energia e economia de água e, quando associado à fertirrigação, fornece nutrientes pela água. A mudança ganhou importância para o agricultor, que relata redução na disponibilidade de água ao longo dos anos. Nos canteiros, ele utiliza a cobertura plástica conhecida como mulching. A técnica ajuda a conservar a umidade, controlar plantas daninhas e evitar o contato dos frutos com o solo. Microtúneis e estufas acrescentaram proteção contra a chuva e, combinados com outras práticas, permitiram a alguns produtores ampliar o período de colheita para além dos meses secos. Carneiro destaca ainda a contribuição da produção orgânica de morango, que ganhou impulso no DF a partir de 2003 com o apoio da Emater. Segundo ele, experiências com composto bokashi, biofertilizantes e produtos biológicos para o solo e as plantas geraram conhecimentos, que também passaram a ser aproveitados no cultivo convencional. O tempo do solo e os desafios que permanecem Mesmo depois de décadas na atividade, Fukushi continua aprendendo com a lavoura. Nesta safra, conta ter perdido mudas ao antecipar o uso de um adubo orgânico que ainda não estava pronto. “Na natureza, o preparo do solo acontece ao longo do tempo: a folha cai, se decompõe e vai disponibilizando os nutrientes. Na agricultura, muitas vezes queremos fazer tudo muito rápido, com pressa de produzir e ganhar dinheiro. Só que a planta é um ser vivo. A gente precisa observar, entender o que ela precisa e respeitar o tempo dela. Não é simplesmente do jeito que a gente quer", fala Fukushi. A experiência do agricultor condiz com os diagnósticos relatados por Carneiro. O extensionista aponta que excessos na adubação, tanto no plantio quanto na cobertura, continuam entre os desafios da assistência técnica. A aplicação desequilibrada eleva os custos, traz doenças e pode comprometer o desenvolvimento das plantas. Assim, o acesso a novos produtos precisa vir acompanhado de análise do solo, orientação e observação da lavoura. Além disso, os erros frequentes por excessos na irrigação promovem perdas de fertilizantes minerais, insumos cada vez mais dispendiosos, além de elevarem os riscos fitossanitários. Outro ponto decisivo para uma boa safra é a qualidade das mudas. Carneiro lembra que, nos anos 1990, transporte inadequado e problemas nas raízes prejudicavam o estabelecimento das plantas. Ações de fiscalização e orientação ajudaram a melhorar o material recebido ao longo do tempo melhorando as questões de sanidade e de transporte, que ainda podem melhorar. “Mas o produtor precisa ficar atento se o viveiro é certificado, se fornece material de qualidade. Também deve ter um bom planejamento para a chegada das mudas e preparo do solo para o plantio”, afirma. Essas questões levaram equipes técnicas a percorrer lavouras em 2025 para identificar os problemas enfrentados pelos produtores. Os resultados dos diagnósticos foram discutidos com os agricultores, gerando o que denominou Pacto pelo Morango, com atenção à qualidade das mudas, à adubação e ao manejo de pragas e doenças. Quando o consumidor entra na lavoura Para Fukushi, adaptar-se também significou repensar a venda. Em um período de dificuldades financeiras e de falta de mão de obra para a colheita, ele e as filhas adotaram o Colha & Pague, com orientação inicial da Emater-DF. A experiência recuperou uma solução que o pai já havia utilizado décadas antes: receber o consumidor para colher a própria fruta. Com o visitante entre os canteiros, o sabor e a qualidade ganharam ainda mais importância nas escolhas do agricultor. Hoje, ele também considera processar parte da produção para agregar valor ao que cultiva. Depois de cinco décadas, mantém a disposição para ajustar o trabalho ao que aprende no campo. “Procuro a qualidade, muito mais do que a quantidade”, afirma. Diversidade nos canteiros e à mesa Para atender a diferentes públicos e necessidades, os produtores do DF atualmente contam com diversas variedades para cultivo. Camarosa, San Andreas, Portola, Festival, Camino Real, Sabrina e Alpina 10 estão entre as principais variedades cultivadas na região. A escolha considera tanto as condições de produção quanto o mercado a que os frutos se destinam. A San Andreas, por exemplo, apresenta boa firmeza e resistência ao transporte, enquanto a Sabrina se destaca pelos frutos doces e suculentos, ambas indicadas para consumo in natura. Já Camarosa e Camino Real atendem também à industrialização, ampliando as possibilidades de aproveitamento da colheita. A pesquisa brasileira também acrescentou uma nova opção: a BRS DC25, conhecida como Fênix. Desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado e lançada em 2023, a cultivar foi aprovada para plantio no Distrito Federal em 2025. Entre seus atributos estão a produção precoce, o equilíbrio entre açúcar e acidez e a boa conservação dos frutos após a colheita. Destinada principalmente ao consumo in natura, também pode ser utilizada pela indústria de frutas congeladas. Seu desenvolvimento integra o esforço para ampliar a oferta de cultivares adaptadas às condições brasileiras e reduzir a dependência de materiais estrangeiros. A trajetória de Fukushi mostra que permanecer no campo exige mudar e se adaptar. Novas variedades surgem, a tecnologia de manejo e produção mudam e aparecem novas formas de comercializar e de agregar valor ao morango. Sua lavoura aproxima duas pontas da história do morango no DF: o conhecimento das famílias pioneiras e as possibilidades que a pesquisa, a assistência técnica, as políticas públicas, a experiência e a vontade dos produtores abrem para as próximas safras. *Com informações da Emater-DF
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Canal recuperado garante água para produção de 60 famílias de Brazlândia
Depois de mais de dez anos convivendo com a falta de água nos períodos mais críticos do ano, produtores rurais da região do Pulador, em Brazlândia, passam a viver uma nova realidade. A recuperação do Canal do Pulador substituiu 2,5 quilômetros do antigo canal aberto por tubulações de Pead, garantindo que a água chegue de forma eficiente às 38 propriedades atendidas pelo sistema e reduzindo perdas por infiltração, evaporação e vazamentos. A obra representa mais do que uma reforma na infraestrutura de irrigação. Ela garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo. Uma das beneficiadas é a produtora rural Maria de Lourdes, 77 anos. Há anos ela enfrentava as dificuldades provocadas pela escassez de água. Agora, além de manter a produção de morango, já faz planos para diversificar a atividade. "Todo ano a água acabava. E, sem água, como é que a gente produz? A gente sofria com isso há mais de dez anos. Agora estou muito feliz. Comecei a produzir morangos e vou poder continuar. Já pretendo até criar peixes quando o tanque for instalado." Além da nova tubulação, o projeto prevê a instalação de 38 reservatórios revestidos com geomembrana, dos quais três já foram implantados. Os tanques permitirão armazenar água nas propriedades para utilização nos períodos de maior necessidade e também abrirão espaço para a piscicultura, criando uma nova alternativa de renda para os produtores. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, investir em infraestrutura hídrica significa garantir o futuro da produção rural. A obra garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo | Foto: Divulgação/Emater-DF "Água é o principal insumo da agricultura. Quando investimos em obras como essa, estamos garantindo que esse recurso chegue ao produtor com mais eficiência, reduzindo desperdícios e assegurando melhores condições para produzir alimentos durante todo o ano. Essa é uma ação que fortalece a agricultura familiar, preserva os recursos hídricos e leva mais segurança para quem vive da produção", destaca. Segundo o presidente da Associação dos Produtores do Pulador, Demétrio Martins, a recuperação representa a retomada da capacidade produtiva da região. "O canal funcionava de forma muito precária. Muitas chácaras deixaram de plantar porque a água não chegava. Agora teremos condições de voltar a produzir. Tenho certeza de que esta região vai se consolidar como um grande polo produtor", afirma. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, destacou que o crescimento da área rural exige investimentos capazes de garantir o uso eficiente da água. "Antes havia água em abundância e poucas propriedades. Hoje a realidade é outra. A comunidade cresceu e os recursos naturais ficaram mais disputados. Essa canalização é fundamental porque mantém a área rural viva. É a água que garante boas condições para o plantio e permite que Brazlândia continue sendo um dos grandes celeiros de produção do Distrito Federal." O subsecretário de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Paulo de Oliveira Barboza, também participou da inauguração e ressaltou que a obra é resultado da integração entre diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal e os produtores rurais. O engenheiro-agrônomo e extensionista da Emater-DF, Rildon Oliveira, que acompanhou todo o processo de recuperação, explicou que o antigo canal, utilizado havia mais de três décadas, já não conseguia atender à demanda dos produtores. "Era um sonho antigo da comunidade. O canal era aberto e apresentava muitas perdas por infiltração. A água simplesmente não chegava às propriedades localizadas no final do sistema. Agora isso muda completamente. As 38 chácaras passarão a receber água de forma igualitária, com muito mais eficiência e sem desperdícios", disse. Atualmente, o Distrito Federal possui cerca de 65 canais de irrigação, que somam mais de 240 quilômetros de extensão e abastecem mais de mil propriedades rurais. Desse total, mais de 150 quilômetros já foram recuperados por meio da substituição dos antigos canais abertos por tubulações, reduzindo perdas de água e tornando a irrigação mais eficiente. A obra foi executada em parceria entre a Emater-DF, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a Novacap, a Administração Regional de Brazlândia e a Associação dos Usuários do Canal do Pulador. O investimento de R$ 320 mil na aquisição dos materiais foi viabilizado por emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. *Com informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF)
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Gengibre ganha data oficial no DF e reforça protagonismo de produtores da raiz
O gengibre acaba de conquistar um reconhecimento oficial no Distrito Federal. A governadora Celina Leão promulgou, na quinta-feira (11), a Lei nº 7.906/2026, que institui o Dia do Gengibre. A partir de 2027, a data será celebrada anualmente em 15 de maio. Mais do que homenagear uma raiz amplamente utilizada na gastronomia e conhecida pelos benefícios à saúde, a nova legislação valoriza uma cadeia produtiva que movimentou mais de R$ 27,7 milhões em 2025 e que vem se consolidando no Distrito Federal. Atualmente, são 33 produtores em todo o DF, sendo que 30 estão em Vargem Bonita. A cultura ocupa 19,4 hectares na capital e registrou a comercialização de quase duas mil toneladas no último ano. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o reconhecimento fortalece uma cadeia produtiva construída ao longo de décadas. "A criação do Dia do Gengibre é um reconhecimento ao trabalho das famílias produtoras que transformaram essa cultura em uma importante fonte de renda, geração de empregos e desenvolvimento. A Emater-DF tem atuado lado a lado com esses produtores, oferecendo assistência técnica, capacitação, orientação em gestão e apoio na organização da cadeia produtiva, contribuindo para o aumento da produtividade, da qualidade e da comercialização. Esse reconhecimento também valoriza esse trabalho, que é um trabalho conjunto", ressalta. Atualmente, são 33 produtores em todo o DF, sendo que 30 estão em Vargem Bonita | Foto: Divulgação/Emater-DF A gerente do escritório da Emater-DF em Vargem Bonita, Claudia Coelho, ressalta que a conquista representa valorização do trabalho dos produtores, fortalece a agricultura familiar e amplia a visibilidade da raiz. “É uma conquista que simboliza pertencimento, reconhecimento e novas oportunidades para o futuro do campo no Distrito Federal”, afirma. Das hortas familiares para o mercado A história do gengibre em Vargem Bonita também se confunde com a trajetória das famílias descendentes de japoneses que ajudaram a construir a identidade agrícola da região. Segundo Cláudia Coelho, durante muitos anos a produção era voltada principalmente para o consumo das próprias famílias. Com o apoio da assistência técnica e a identificação do potencial comercial da cultura, o cenário começou a mudar. “As poucos, os produtores foram se organizando e, para incentivar, fizemos duas excursões técnicas com eles ao Espírito Santo, maior produtor do Brasil. Com isso, eles foram passando a enxergar a atividade como oportunidade de negócio, a produção aumentou e novos mercados foram conquistados, o que aumentou a oferta e ampliou o mercado, incluindo restaurantes especializados e estabelecimentos comerciais”, explica. *Com informações da Emater-DF
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DF mostra força com transferência de tecnologias durante a AgroBrasília 2026
A participação da Emater-DF na AgroBrasília 2026 consolidou, mais uma vez, o espaço da empresa como ponto de transferência de tecnologias, troca de conhecimento e fortalecimento da agricultura do Distrito Federal e Entorno. Durante os cinco dias de feira, o estande registrou a participação de mais de 3 mil produtores rurais e técnicos das Emateres de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, que conferiram de perto as tecnologias apresentadas. Teve ainda a participação do público espontâneo, como estudantes, autoridades, técnicos de órgãos públicos e privados ligados ao setor, comitivas estrangeiras, produtores rurais e público urbano que vieram conhecer as tecnologias apresentadas em toda a feira e passaram pelo espaço Emater-DF. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a AgroBrasília contou com mais de 550 expositores e registrou público de 150 mil visitantes. Em uma área de aproximadamente três hectares, os visitantes puderam conhecer os nove circuitos tecnológicos organizados pela Emater-DF, com demonstrações práticas, orientações técnicas e soluções voltadas para sustentabilidade, produtividade, bem-estar e geração de renda no meio rural. Neste ano, foram apresentados trabalhos nas áreas de agroindústria, fruticultura, aquicultura, bovinocultura, avicultura, floricultura e hortaliças, além de tecnologias sociais, gestão ambiental e a tradicional Feira Rural, com produtos da agricultura familiar do Distrito Federal no estande institucional da empresa. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa- DF), a AgroBrasília contou com mais de 550 expositores e registrou público de 150 mil visitantes | Foto: Divulgação/Emater-DF Lançamento de chamamentos públicos Durante a passagem da governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pela AgroBrasília 2026, no dia 22, a Emater-DF lançou dois editais voltados à valorização da agricultura familiar, dos produtores rurais e do turismo rural no DF. As iniciativas incluem a 2ª edição do catálogo Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam e o projeto Do Agro a Você, este último com a missão de criar um selo regional de origem e marketing para produtos e serviços agropecuários acompanhados pela Emater-DF. Cooperação internacional e troca de experiências A AgroBrasília 2026 também fortaleceu o intercâmbio internacional promovido pela Emater-DF. Durante a feira, cinco comitivas estrangeiras visitaram o espaço da empresa interessadas em conhecer experiências de sucesso das políticas agrícolas e da extensão rural desenvolvidas no Distrito Federal. As delegações da Zâmbia, República do Congo e Colômbia demonstraram interesse em iniciar procedimentos de cooperação técnica com a Emater-DF. Já a representação da Coreia do Sul buscou informações relacionadas a tecnologias agrícolas e processos de registro de insumos. A delegação de Angola participou da feira a convite do governo federal, por meio de ação coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Outro destaque da programação foi o Dia Internacional da AgroBrasília, comemorado no dia 20 e voltado exclusivamente para o recebimento de delegações estrangeiras. O evento reuniu aproximadamente 100 representantes de cerca de 30 países, entre embaixadores, diplomatas, adidos agrícolas e representantes de órgãos ligados à agricultura de nações asiáticas, latino-americanas e africanas. A iniciativa promoveu troca de experiências sobre inovação, assistência técnica, políticas públicas e desenvolvimento rural sustentável, fortalecendo o diálogo e a cooperação internacional no setor agropecuário. Caravanas ampliaram acesso de produtores rurais à feira A Emater-DF também coordenou a participação de caravanas de produtores rurais vindos do Distrito Federal, Entorno e municípios vizinhos. Dezenas de ônibus foram disponibilizados, além dos que chegaram em parceria com prefeituras municipais, ampliando o acesso às tecnologias, capacitações e oportunidades apresentadas durante a feira. Na área de convivência e apoio operacional, a empresa forneceu refeições aos participantes das caravanas e também kits de café da manhã patrocinados por parceiros institucionais como Sebrae, Sicoob e Caixa Econômica Federal. Além dos circuitos tecnológicos, o espaço institucional contou com atendimento técnico especializado, orientações sobre políticas públicas, programas de crédito rural, comercialização, agregação de valor e diversificação da produção. A Feira Rural da Emater-DF também foi um dos destaques da programação, reunindo 60 produtores rurais na comercialização de alimentos artesanais, produtos agroindustrializados e itens do artesanato rural. Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a participação da empresa na AgroBrasília 2026 reforça o protagonismo da extensão rural pública no desenvolvimento do campo e na geração de oportunidades para os produtores rurais do Distrito Federal. “A AgroBrasília mostra, na prática, a força da assistência técnica pública e o impacto que ela gera na vida dos produtores rurais. Mais do que apresentar tecnologias, a Emater-DF leva conhecimento, inovação, sustentabilidade e oportunidades reais de geração de renda. Cada circuito tecnológico, cada produtor atendido e cada delegação internacional que busca conhecer nossas experiências reforçam que o Distrito Federal vem se consolidando como referência em agricultura moderna, sustentável e conectada com o futuro”, destacou. Para o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner, a feira reafirma a força e a capacidade de inovação do setor agropecuário brasileiro. “Encerramos mais uma AgroBrasília com a certeza de que o agro brasileiro segue forte, inovador e preparado para os desafios do futuro. Mais do que números, vimos aqui troca de conhecimento, construção de confiança e produtores buscando decisões cada vez mais estratégicas para suas propriedades. A AgroBrasília é feita por pessoas que acreditam no agro e trabalham diariamente para fortalecer o setor”, ressaltou o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner. No próximo ano, a AgroBrasília 2027 ocorre de 18 a 21 de maio. *Com informações da Emater-DF
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Produtores conhecem primeiro edital do programa de compras da alimentação escolar de 2026
Representantes da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), da Emater-DF e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) se reuniram, na tarde desta quinta-feira (28), para apresentar aos produtores rurais a Chamada Pública nº 01/2026, voltada à aquisição de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede pública de ensino. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais, com previsão de aquisição de cerca de 4,8 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar, movimentando aproximadamente R$ 44,8 milhões por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Cerca de 50 agricultores, representantes de organizações rurais do DF aptas a participar da chamada pública, compareceram ao encontro, onde puderam esclarecer dúvidas e informações sobre esse edital, que representa uma importante oportunidade de comercialização para a agricultura familiar, para o fortalecimento das organizações rurais e também para a comercialização a preços justos de alimentos orgânicos. A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, destacou o impacto social e educacional da iniciativa. “A alimentação escolar é uma das políticas públicas mais importantes para a garantia do direito à educação. Ao investirmos R$ 44,8 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar, fortalecemos a economia local, valorizamos o trabalho dos produtores rurais do Distrito Federal e asseguramos que nossos estudantes recebam refeições cada vez mais saudáveis, nutritivas e de qualidade. É uma ação que gera desenvolvimento no campo e mais oportunidades de aprendizagem na escola.” Segundo o gerente de Comercialização e Organização Rural da Emater-DF, Blaiton Carvalho, o chamamento deste ano traz avanços importantes em relação à edição anterior. “Teremos um aumento de 35% no valor dos contratos e crescimento de 15% no volume de produtos previstos. A expectativa é atender mais de 1,1 mil produtores rurais do Distrito Federal”, destacou o extensionista. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais | Foto: Divulgação/Emater-DF A presidente da Comissão de Chamada Pública da Agricultura Familiar da Secretaria de Educação, Patrícia Jane Lacerda, ressaltou os resultados positivos do programa para os estudantes da rede pública. “Podemos dizer que os 449.593 estudantes da rede pública estão sendo atendidos com alimentos frescos e saudáveis”, explicou. Para o diretor de Compras Institucionais da Seagri-DF, Lúcio Flávio da Silva, o crescimento do programa demonstra sua relevância para agricultores e estudantes. “Desde o primeiro contrato, em 2014, o volume de recursos investidos pelo GDF no PNAE aumentou 2.900%. Esse é um trabalho que beneficia diretamente os agricultores familiares e os estudantes da rede pública”, observou. A nutricionista da Secretaria de Educação, Flávia Itabaiana, reforçou a importância da alimentação escolar para milhares de alunos do DF. “Grande parte dos alunos depende das 515.958 refeições servidas diariamente para ter acesso a uma alimentação saudável, que é um direito constitucional”, aponta. A Chamada Pública 1/2026 foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) em 21 de maio. As organizações rurais interessadas em participar têm até o dia 22 de junho para apresentar a documentação. O edital pode ser conferido aqui. *Com informações da Emater-DF
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Espaço da Fruticultura da Emater-DF na AgroBrasília apresenta técnicas para ampliar renda
A Emater-DF apresentará na AgroBrasília 2026, entre os dias 19 e 23 deste mês, um circuito de fruticultura com foco na diversificação produtiva e no uso eficiente dos recursos nas propriedades rurais. O espaço contará com pomares já implantados, demonstrando o cultivo de espécies com elevado potencial produtivo e de mercado, como o maracujá azedo, a pitaia consorciada com amendoim forrageiro e o açaí, além de tecnologias inovadoras, a exemplo do cultivo de mirtilo em sistema semi-hidropônico. Como destaque, o circuito trará o cultivo da goiaba Cortibel, cultivar que vem sendo adotada pelos produtores rurais nos últimos anos em função de sua rusticidade e alta produtividade. O circuito também contempla práticas de manejo essenciais, como sistemas de irrigação por microaspersão e o uso de adubação verde nas entrelinhas, reforçando a proposta de uma fruticultura mais sustentável e eficiente. Segundo a extensionista rural da Emater-DF Maíra Andrade, a diversificação deve ser tratada como estratégia produtiva. “Pomares diversificados são estratégicos para aumentar a resiliência das propriedades rurais. A combinação de culturas permite ao produtor reduzir riscos, ampliar o portfólio de produtos e acessar diferentes mercados ao longo do ano, especialmente em um cenário de alta demanda por frutas frescas e processadas”, explica Maíra. O circuito também contempla práticas de manejo essenciais, como sistemas de irrigação por microaspersão e o uso de adubação verde nas entrelinhas, reforçando a proposta de uma fruticultura mais sustentável e eficiente | Foto: Divulgação/Emater-DF A integração entre culturas também otimiza o uso do solo, melhora a fertilidade e aumenta a produtividade por área. “Práticas como a adubação verde nas entrelinhas também contribuem para a conservação do solo e a sustentabilidade dos sistemas produtivos”, conta Maíra. Tecnologia e manejo para aumento da produtividade O circuito evidencia a importância do manejo técnico das culturas. No caso da goiaba, uma das principais frutas produzidas no Distrito Federal, práticas como escolha de variedades, podas, adubação e irrigação são determinantes para garantir produtividade e qualidade dos frutos. Com potencial produtivo significativo, a cultura pode alcançar médias de até 37,5 toneladas por hectare, consolidando-se como uma alternativa importante de diversificação e geração de renda para os produtores da região. Em 2026, a produção de goiaba chegou a 7,4 mil toneladas, cultivadas em uma área de 432 hectares. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ficou em R$ 38,4 milhões. O manejo e os tratos culturais da goiaba também são destaque no Caderno Tecnológico que a Emater-DF disponibiliza para download durante o evento. AgroBrasília 2026 Durante a AgroBrasília, os visitantes poderão participar de palestras e visitas guiadas aos plantios, conhecendo de perto as tecnologias e práticas recomendadas pela Emater-DF. A entrada é gratuita. *Com informações da Emater-DF
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Dia Especial do Gengibre movimenta Vargem Bonita com programação técnica e cultural neste fim de semana
O gengibre, cultura que transformou a região da Vargem Bonita em referência produtiva da raiz no Distrito Federal, será o grande protagonista nesta sexta-feira (15) e sábado (16) durante a realização do III Dia Especial do Gengibre. Promovido pela Emater-DF, pela Associação Rural de Vargem Bonita e pela Associação da Feira de Produtores da Vargem Bonita, com apoio de diversos parceiros, o evento reunirá produtores rurais, pesquisadores, técnicos e comunidade em uma programação que combina capacitação, gastronomia, cultura e valorização da agricultura local. Nesta edição, o encontro também celebra os cinco anos da Feira do Produtor da Vargem Bonita, espaço consolidado como importante ponto de comercialização da produção agrícola regional e de fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo dos dois dias, os visitantes poderão participar de palestras técnicas, oficinas culinárias, exposição agrícola, concurso de receitas, apresentações culturais, leilão de gengibre e ações de atendimento à comunidade. A programação inclui ainda o lançamento do Projeto de Lei do Gengibre, iniciativa voltada para o fortalecimento da cultura no Distrito Federal. Ao longo dos dois dias, os visitantes poderão participar de palestras técnicas, oficinas culinárias, exposição agrícola, concurso de receitas, apresentações culturais, leilão de gengibre e ações de atendimento à comunidade | Fotos: Divulgação/Emater-DF Entre os apoiadores também estão a Administração Regional do Park Way, a Secretaria de Saúde, a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, a Empresa de Terras Rurais do Distrito Federal (ETR), a Farmacotécnica, da Associação Nipo-Brasileira, entre outros. Crescimento da produção Segundo a gerente do escritório local da Emater-DF, Claudia Coelho, o evento reflete o fortalecimento da cadeia produtiva do gengibre na região ao longo dos últimos anos. “Vargem Bonita vem se consolidando como uma importante região produtora de gengibre no Distrito Federal. Hoje contamos com cerca de 30 produtores, em uma área aproximada de 19 hectares, com produção próxima de duas mil toneladas por ano e Valor Bruto de Produção em torno de R$ 28 milhões”, destaca. Atualmente, a região responde por cerca de 93% da produção de gengibre do Distrito Federal, evidenciando a vocação agrícola local para a cultura. De acordo com a gerente, o crescimento da atividade acompanha tanto a busca dos consumidores por alimentos mais saudáveis quanto a forte influência da comunidade japonesa presente na região. “De 2009 para cá, houve um aumento de cerca de 70% na produção de gengibre em Vargem Bonita. O gengibre possui propriedades antioxidantes e digestivas e passou a ganhar espaço em diferentes preparações, desde a culinária oriental até bebidas e receitas funcionais”, explica. O avanço da produção também reflete o trabalho de assistência técnica desenvolvido pela Emater-DF junto aos agricultores da região, com capacitações, orientação produtiva e visitas técnicas ao Espírito Santo, principal polo produtor de gengibre do país. A troca de experiências permitiu a adoção de novas tecnologias e práticas de manejo nas propriedades do Distrito Federal. O evento reunirá produtores rurais, pesquisadores, técnicos e comunidade em uma programação que combina capacitação, gastronomia, cultura e valorização da agricultura local Programação A programação do evento reforça a integração entre conhecimento técnico e valorização cultural, com palestras sobre manejo e produção, oficinas culinárias e concurso de receitas envolvendo produtores locais. Também estão previstas ações de vacinação, testes rápidos de saúde, doação de mudas por meio do Programa Reflorestar e atendimento da ETR para orientações relacionadas à regularização fundiária. Entre os destaques culturais está a apresentação do grupo Taiko – Reiwa Daiko, da Associação Nipo-Brasileira da Vargem Bonita. A culinária oriental também estará presente na Feira do Produtor, fortalecendo a identidade cultural da região e sua relação histórica com o cultivo do gengibre. Confira a programação: III Dia Especial do Gengibre Local: Vargem Bonita – DF Data: 15 e 16 de maio de 2026 Sexta-feira (15) 10h — Concurso de receitas com gengibre 14h — Palestra: “Controle Biológico para produção de Gengibre: Manejo, Tratos Culturais e Sanidade” Antônio Fernando de Souza — Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) 15h40 — Apresentação do Servus Seguros 16h — Apresentação de proposta de estudo: “Melhoramento participativo em Gengibre” — online Ana Paula Candido Gabriel Berilli — Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) 17h — Lançamento do Projeto de Lei do Gengibre 17h30 — Happy Hour do Gengibre Sábado (16) Local: Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Vargem Bonita 7h — Feira do Produtor de Vargem Bonita 8h30 — Oficina de biofertilizantes no plantio de gengibre Daniel Rodrigues de Oliveira (Emater-DF) 9h — Exposição e Julgamento de Gengibre 10h — Abertura Oficial 10h20 — Apresentação Taiko – Reiwa Daiko 11h — Premiações: - Exposição de Gengibre - Concurso de Receitas e Desenhos - Desfile dos “Anjibres – Anjos do Gengibre” - Corte do bolo em comemoração aos 5 anos da Feira do Produtor 11h30 — Oficina: Quentão Maria Pereira Juvenal (LICA) 12h — Apresentação Musical: Cleison Santos 14h — Oficina: Biscoito de Gengibre Sandra Cristina de Sousa (Emater-DF) 14h — Bate-papo sobre a produção de gengibre 14h30 — Sorteios das Experiências e Passeios — Cerrado Experience 15h — Leilão do Gengibre 15h30 — Tour do Gengibre 15h45 — Entrega do prêmio da gincana “Peso do Gengibre” 16h — Encerramento *Com informações da Emater-DF
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Inaugurado centro de capacitação para impulsionar agroindústria e ampliar oportunidades para famílias rurais
O fortalecimento da agroindústria rural ganhou um novo capítulo no Distrito Federal com a inauguração do Centro Regional de Capacitação em Agroindústria da Emater-DF, no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina. O espaço, inaugurado neste sábado (9), foi criado para ampliar as ações de capacitação voltadas ao processamento de alimentos, agregação de valor à produção rural e geração de renda para agricultores familiares da região leste do DF. A iniciativa representa um avanço nas políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar e da permanência das famílias no campo. Com investimento aproximado de R$ 282 mil entre 2025 e 2026, a Emater-DF realizou a reforma e adequação completa da antiga estrutura do Batalhão da Polícia Militar, cedida à empresa, transformando o espaço em um centro voltado à qualificação profissional, empreendedorismo rural e desenvolvimento comunitário. A nova estrutura conta com cozinha industrial equipada, forno industrial, fogão, freezer, geladeira, desidratador, utensílios específicos para agroindústria, auditório com capacidade para 80 pessoas e sala de reuniões destinada às atividades coletivas das comunidades rurais. Mais do que um espaço físico, o centro nasce como ferramenta estratégica para estimular pequenos produtores a transformar matéria-prima em produtos com maior valor agregado, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando oportunidades de comercialização. A nova estrutura conta com cozinha industrial equipada, forno industrial, fogão, freezer, geladeira, desidratador, utensílios específicos para agroindústria, auditório com capacidade para 80 pessoas e sala de reuniões destinada às atividades coletivas das comunidades rurais | Foto: Divulgação/Emater-DF O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressaltou durante a inauguração do espaço que o novo centro faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa voltada ao fortalecimento da agroindustrialização rural. “Aqui teremos cursos de doces, geleias, panificados, processamento de frutas, derivados e diversas outras capacitações que atendem às demandas da comunidade. Esse espaço foi pensado para apoiar produtores, associações e grupos organizados, especialmente mulheres rurais e pequenos empreendedores, permitindo que o produtor transforme sua produção, amplie mercados e fortaleça sua renda”, afirmou. Ele também destacou o potencial do Distrito Federal para se consolidar como polo de transformação agroindustrial. “Mesmo sendo um território pequeno, o DF demonstra enorme capacidade de inovação. Temos qualidade produtiva, tecnologia e produtores comprometidos. O próximo passo é avançar ainda mais na industrialização e na valorização daquilo que é produzido aqui”, completou. A implantação do centro atende a uma demanda antiga das comunidades rurais da região. As primeiras capacitações realizadas pela Emater-DF em Tabatinga começaram em 2019, em espaços improvisados da comunidade. Com o crescimento da procura, especialmente após a pandemia, surgiu a necessidade de uma estrutura permanente e adequada para atender os produtores. Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, a entrega do centro reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com o desenvolvimento rural e a valorização do produtor. “O produtor rural do Distrito Federal é comprometido, inovador e responsável por colocar alimento na mesa da população do DF e de outras regiões do país. O Governo do Distrito Federal trabalha para garantir condições de desenvolvimento, geração de renda e permanência das famílias no campo. Esse espaço representa justamente isso: investimento em qualificação, oportunidades e melhoria da qualidade de vida para o homem e a mulher do campo”, afirmou. Além das capacitações técnicas, o espaço terá função social e comunitária. O centro será utilizado para reuniões de associações, encontros de grupos de mulheres rurais, atividades com artesãos e ações voltadas à população idosa da região, fortalecendo os vínculos entre Estado e comunidade. A produtora rural Eli Kanheski, 82 anos, acompanha de perto a atuação da Emater-DF na comunidade e participou de diversos cursos oferecidos pela empresa ao longo dos anos. “Já participei de cursos de geleias, artesanato e flores. Antes tudo era improvisado, agora ficou muito melhor. O espaço ficou mais próximo da comunidade e isso vai facilitar a participação de mais pessoas nos cursos e atividades que são muito importantes para a gente”, contou. A extensionista rural Adriana Lelis reforçou que o novo centro vai fortalecer as ações e os vínculos com a comunidade. “Agora teremos um ambiente adequado, confortável e próximo dos produtores, fortalecendo principalmente as atividades de agroindústria, que já têm grande potencial na região. Esse espaço vai ser importante para descentralizar e facilitar o acesso de comunidades próximas, fortalecendo e incentivando a agroindústria.” Edifício Mazé O novo espaço recebeu o nome de Centro Regional de Capacitação em Agroindústria Edifício Mazé, em homenagem à extensionista rural da Emater-DF, Maria José, conhecida carinhosamente pela comunidade como Mazé. Reconhecida pelo trabalho próximo às famílias rurais de Tabatinga, ela construiu um legado marcado pelo compromisso com o desenvolvimento da comunidade, pela dedicação à capacitação dos produtores e pela atuação humana junto às famílias da região. Extensionista de referência, Mazé ficou conhecida pela capacidade de acolher, orientar e incentivar produtores rurais, especialmente por meio de ações de inclusão produtiva e organização comunitária. Durante a solenidade, os três filhos e os netos da homenageada participaram do descerramento da placa inaugural, em um momento marcado pela emoção e pelo reconhecimento à trajetória da extensionista, cuja atuação permanece viva na memória e na história da comunidade local. *Com informações da Emater-DF
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Tubulação do Canal do Pulador, em Brazlândia, garante fornecimento para cerca de 40 propriedades rurais
As obras do Canal do Pulador, em Brazlândia, foram retomadas. Os serviços são executados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em parceria com os produtores rurais com investimento de R$ 320 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. Cerca de 40 propriedades são beneficiadas com a tubulação de 2,4 km, que leva água de qualidade para todos, garantindo segurança hídrica para plantar e trabalhar. A intervenção reúne esforços da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), com oferta do projeto e do acompanhamento técnico. Participam também a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com disponibilização de maquinário, e a Administração Regional de Brazlândia, por meio do fornecimento de materiais e suporte operacional. Os moradores atuam na instalação das caixas de passagem e captação de água nas chácaras. A tubulação do canal, que antes era a céu aberto, é essencial para evitar desperdícios por infiltração, evaporação e contaminação. O material usado é polietileno de alta densidade (PAD). “O revestimento é de importância fenomenal para transformar as propriedades, para que possam ser produtivas de fato, e para eliminar qualquer tipo de contaminação e de desperdício de água, fazendo com que seja bem melhor utilizada”, explica o engenheiro agrônomo da Emater-DF, Rildon OIiveira. A tubulação do canal, que antes era à céu aberto, é essencial para evitar desperdícios por infiltração, evaporação e contaminação | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília A obra contempla também a construção de caixas de passagem e reservatórios revestidos por geomembrana nas propriedades. A iniciativa busca garantir o abastecimento durante todo o ano, reduzir os impactos da estiagem e fortalecer a agricultura familiar. “Cada propriedade tem a sua caixa de passagem, que disponibiliza a água por uma saída independente, e também construímos, nas propriedades que têm condições, um reservatório preparado para receber a água para que eles possam canalizar e distribuir para as suas plantações ou para criação de peixe, utilizando da melhor forma possível, sem desperdício e voltando o que sobra para o meio ambiente”, explica Oliveira. Presidente da Associação dos Produtores e Protetores do Córrego Pulador (Aprocop), o produtor rural Demétrio Martins, 61 anos, afirma que a falta de água impedia a produção agrícola em diversas chácaras. “No meu caso mesmo, eu produzia folhagem e tive que parar. Você planta uma vez por ano, dependendo da chuva, e o resto é esquecer. Ficava seis meses sem plantar nada”, relata. Segundo Demétrio, a chegada da água marca um novo capítulo para a região, que agora poderá apostar em culturas atrativas economicamente, como morango e goiaba. “Agora, a gente pode plantar sem medo, com tranquilidade. Essa água para nós é tudo, é vida. Era o que a gente precisava mais urgentemente”, destaca. “Vai melhorar muito. A gente vai poder fornecer verdura fresca para a cidade e fomentar também a criação de peixe aqui na comunidade.” A retomada das obras é mais um pedido da comunidade que foi atendida pelo governo: "Nossa obra estava parada tinha uns 15 dias porque não conseguíamos passar pela parte da estrada sem a máquina. Encontrei com a governadora Celina Leão na igreja, contei a situação e prontamente ela me atendeu. Com a chegada da máquina, já estamos quase no final do canal”, compartilha Demétrio. Vice-presidente da associação, o aposentado e produtor rural Cleide Miranda da Rocha, 68, lembra que o problema do abastecimento se agravou ao longo do tempo devido à degradação do antigo canal e às perdas de água. “Estou aqui há mais de 30 anos e, no começo, esse rego chegava até o final. Depois a água foi deixando de chegar, até faltar para mim, que moro logo no início”, conta. Cleide destaca que, além de beneficiar a irrigação das hortas, a obra também melhora as condições de criação de animais nas propriedades. “A água é importante para irrigação e para os animais. Tenho galinhas, aves e outros animais. Água limpa evita doenças e melhora muito as condições de criação”, finaliza.
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Com apoio técnico do GDF, agricultores de baixa renda ampliam produção no Distrito Federal
O apoio técnico oferecido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) à agricultura familiar tem ajudado produtores rurais a melhorar a produção no campo. As ações incluem assistência técnica, orientação para comercialização, acompanhamento da produção rural e até mecanização agrícola da própria terra para aumentar a produção. O apoio direto ocorre por meio do programa Preparo de Solo, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), direcionado aos produtores de baixa renda cadastrados na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Segundo o secretário da Seagri-DF, Rafael Bueno, o trabalho é voltado principalmente às famílias rurais que enfrentam dificuldades para custear etapas essenciais do plantio. “Sabemos que muitas dessas pessoas não têm recursos para preparar o solo para o plantio. O Governo do Distrito Federal vem ampliando esse atendimento, com mecanização e acompanhamento da Emater”, afirma. Por meio do programa Preparo de Solo, são oferecidos serviços de mecanização agrícola a agricultores familiares e trabalhadores vinculados à reforma agrária inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressalta que o atendimento prioriza agricultores familiares e produtores vinculados à reforma agrária que enfrentam dificuldades para custear o preparo do solo. “O governo apoia justamente quem mais precisa na área rural. São produtores que muitas vezes não têm condições de pagar por uma máquina para preparar o solo e iniciar o plantio”, observa. O apoio direto ocorre por meio do programa Preparo de Solo, coordenado pela Seagri-DF, direcionado aos produtores de baixa renda cadastrados na Emater-DF | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Em Brazlândia, a agricultora Marilene Maria de Souza, 66 anos, é uma das produtoras atendidas pelas ações desenvolvidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). Filha de agricultores, Marilene cresceu em meio ao trabalho rural, mas foi em 2016 que assumiu à frente da própria chácara. Hoje, cultiva abobrinha, alface, milho e morango. Contemplada na última edição do programa Preparo de Solo e com o acompanhamento técnico da Emater-DF, ela passou a aprimorar o manejo da produção. O atendimento inclui orientações sobre preparo do solo, aplicação de produtos, condução da lavoura e cuidados com o cultivo. “Antes eu não tinha sabedoria, não sabia de nada”, relata. “Hoje, quando eu necessito, ligo e eles vêm. Eles orientam a gente em tudo.” Na chácara de Marilene, o atendimento incluiu o uso de trator para preparação da área de plantio. Segundo Marilene, o suporte técnico contribuiu diretamente para melhorar a rotina de trabalho na chácara. O programa Preparo de Solo oferece serviços de mecanização agrícola para agricultores familiares e produtores vinculados à reforma agrária atendidos pela Emater-DF. A iniciativa inclui etapas como gradagem e preparação da área de plantio, com o objetivo de reduzir custos para os produtores e dar suporte ao início da produção rural. O acompanhamento da produtora é feito por Sérgio Rufino Maciel, extensionista rural da Emater-DF e gerente do escritório de Alexandre Gusmão. Segundo ele, as políticas públicas voltadas à agricultura familiar envolvem assistência técnica, mecanização agrícola, crédito rural, orientação para comercialização e apoio à produção. “Quando o atendimento é voltado ao agricultor familiar, essa ajuda é ainda maior. É um conjunto completo para a pessoa poder aumentar a renda dela”, afirma. Em Brazlândia, a agricultora Marilene Maria de Souza, 66 anos, é uma das produtoras atendidas pelas ações desenvolvidas pela Emater-DF e pela Seagri-DF A Emater-DF conta atualmente com 17 escritórios locais no Distrito Federal, além de duas unidades regionais e uma unidade central. Os atendimentos aos agricultores familiares incluem orientação técnica, indicação de culturas, adubação, manejo da produção e acesso a políticas públicas voltadas ao campo. Na chácara, Marilene afirma que o acompanhamento recebido trouxe mudanças que vão além da produção agrícola. “Quando eu mudei para cá, eu estava depressiva. Aqui, melhorei porque estou colhendo uma coisa, outra. Tenho prazer no que faço. Eu recomendo a todos os produtores que abram suas portas aos técnicos da Emater, porque eles ajudam muito”, ressalta. Serviço O Programa Preparo de Solo 2026 recebe inscrições entre 11 de maio e 10 de junho. Coordenada pela Seagri-DF em parceria com a Emater-DF, a iniciativa oferece serviços de mecanização agrícola a agricultores familiares e trabalhadores vinculados à reforma agrária inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar per capita de até meio salário mínimo e atendimento pela Emater-DF. As inscrições devem ser feitas conforme as orientações do edital, nos canais oficiais da Emater-DF, em dias úteis, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O programa é regulamentado pela Portaria nº 358, de 19 de novembro de 2024.
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