Inaugurado primeiro Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista da região Centro-Oeste
A manhã desta quarta-feira (1º) será lembrada como um momento histórico e emocionante com a inauguração do primeiro Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista (Cetea) da região Centro-Oeste. Vinculado à Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) e com recursos da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o novo espaço é um centro de pesquisas interdisciplinar e sem fins lucrativos, que conta com um corpo técnico diversificado para uma visão integral do autismo. Localizado na Estação 108 Sul do Metrô-DF, o Cetea possui papel fundamental no desenvolvimento de pesquisas científicas e clínicas e, por meio de 25 pesquisadores, realiza a sistematização de dados epidemiológicos e contribui para a formulação de políticas públicas voltadas para o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também faz parte da missão do Cetea a capacitação profissional e educação em saúde, a fim de melhorar a assistência aos pacientes atendidos no Distrito Federal. 25 pesquisadores realizam a sistematização de dados epidemiológicos e contribuem para a formulação de políticas públicas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) | Foto: Divulgação Fepecs “Hoje é o dia mais importante do ano para a Fepecs. Precisamos estudar melhor o autismo, produzir evidências científicas e pensar além da medicalização” Vanessa Dalva Guimarães, diretora-executiva do Cetea À frente da ESP/DF, o diretor Demétrio Gonçalves destacou que “participar deste momento é uma grande honra como gestor, pois se trata de uma emoção contagiante”. Segundo ele, “hoje não estamos inaugurando apenas um espaço físico, estamos consolidando um compromisso institucional com o conhecimento e a formação de profissionais, com a pesquisa e, sobretudo, com as pessoas que vivem no espectro autista e suas famílias”. O diretor agradeceu o empenho da equipe do Cetea e todo trabalho desenvolvido até agora. “Quero saudar todas as pessoas autistas presentes e dizer que vocês são o motivo do nosso trabalho”, disse emocionada a coordenadora do Cetea, Valdelice França. Psicóloga da Secretaria de Saúde (SES) e atuando há mais de 15 anos com crianças autistas, ela fez um breve histórico de como surgiu o Cetea e descreveu a iniciativa como “uma proposta de trabalho que une pesquisa e assistência para transformar o estudo em inclusão”. Valdelice ressaltou também que o espaço representa uma “demanda de dedicação, pesquisa de ponta e, acima de tudo, sensibilidade”. Representando o secretário de Saúde, a coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento da SES, Mabelle Roque, elogiou a ornamentação do evento e “o cuidado nos mínimos detalhes” e ressaltou que a criação do Cetea “simboliza a capacitação dos nossos profissionais para o manejo adequado do TEA e a possibilidade de novas evidências para fazer saúde pública”. [LEIA_TAMBEM] Relatos emocionantes Presente à mesa solene, Cibele Lopes se emocionou ao relatar a própria história. “Sou mãe de três filhos autistas e tudo mudou após a chegada deles”, disse com a voz embargada. Ela contou as dificuldades que enfrenta ao “precisar ser forte o tempo inteiro” e destacou que “quando falamos de autismo, não estamos falando apenas de diagnóstico, mas de mudança e reformulação da família”. Para ela, a criação de um espaço como o Cetea significa “conhecimento, ciência, pesquisa séria. E isso importa muito para nós, famílias atípicas, pois, no autismo, o tempo, a capacitação profissional e as pesquisas importam”. “Conhecimento, ciência, pesquisa séria. E isso importa muito para nós, famílias atípicas, pois, no autismo, o tempo, a capacitação profissional e as pesquisas importam” Cibele Lopes, mãe de três filhos autistas “O propósito principal do Cetea é tornar tudo mais claro, e que a inclusão não seja necessária, porque não terá nada de fora para ser incluído”, disse Fernando Pucci, que é autista, professor e faz parte da equipe do Cetea. Com conhecimento de causa, Fernando ressaltou que “pela força de vontade de todos aqui, surgirão coisas maravilhosas para todos nós”. Finalizando o evento, Marco Antônio Toccolini, representante da senadora Damares Alves, se descreveu como “avô atípico” ao receber, recentemente, o diagnóstico de autismo do neto. “Estou muito emocionado, porque agora é uma luta mais pessoal do que nunca, por inclusão, melhores condições, evidências científicas, avanço nas pesquisas e tecnológicos para os estudos sobre o TEA”. Especialista em educação especial desde 1994, ele diz que “Brasília é referência nesse tema e a criação do Cetea é um momento realmente histórico”. *Com informações da Fepecs
Ler mais...
Saúde mental infantojuvenil é o foco da exposição ‘Cores do Sentir’
A Biblioteca Nacional da República inaugurou, nesta terça-feira (20), a exposição Cores do Sentir, composta por mais de 70 pinturas e desenhos de crianças e adolescentes atendidos pela rede de atenção psicossocial da Secretaria de Saúde (SES-DF). A ação, realizada em parceria com o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil da Escola de Saúde Pública do DF (ESPDF), faz parte das atividades da Semana da Luta Antimanicomial, e teve o objetivo de dar protagonismo aos pacientes atendidos. Cerca de 60 crianças e adolescentes participaram, além de familiares e servidores. A enfermeira Mayhara de Carvalho, da Subsecretaria de Saúde Mental, enfatiza: “Para as crianças e adolescentes, é muito importante haver o pertencimento, e poder expressar seus pensamentos, seus sentimentos, faz parte, inclusive, das estratégias de tratamento” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde “Para as crianças e adolescentes, é muito importante haver o pertencimento, e poder expressar seus pensamentos, seus sentimentos, faz parte, inclusive, das estratégias de tratamento”, explica a enfermeira Mayhara de Carvalho, da Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF. A mostra também inclui poesias. Todo o material foi produzido durante os atendimentos prestados no Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (Compp), no Adolescentro e nas quatro unidades do Centro de Atenção Psicossocial especializadas no atendimento de crianças e adolescentes (Capsi). Cotidiano e poesia As pinturas revelam o cotidiano dos pacientes. Videogames, brincadeiras, diálogos (ou mesmo a falta deles) estão retratados, além de falas explícitas a respeito de solidão e da busca por liberdade. “Com medo, eu bato as asas e voo sem rumo, sem direção, mas com coração em minhas mãos volto a ter razão”, sinaliza um dos poemas. A mostra também destaca o papel do acompanhamento e a identificação dos jovens com temas da atualidade, como música e meio ambiente. Há, ainda, a busca pelo respeito, notadamente contra piadas e outros preconceitos recorrentes a respeito de pacientes das unidades do Caps. A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, ressalta a importância que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem dado ao atendimento infantojuvenil: “Estão em construção dois novos Capsis, sendo um no Recanto das Emas, onde as obras já começaram, e outro em Ceilândia, complementando as unidades hoje já instaladas. Há uma compreensão sobre a importância do tema, e também tem havido priorização para reforçar os recursos humanos para a área, com profissionais capacitados para o atendimento humanizado”. Atendimento especializado [LEIA_TAMBEM]As 176 unidades básicas de saúde (UBSs) formam a porta de entrada aos serviços de saúde mental da rede pública no DF. Equipes de Saúde da Família (eSF), reforçadas por profissionais de diversas especialidades, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, podem fazer a abordagem inicial e promover o acompanhamento do paciente, tanto em atividades individuais quanto coletivas. Se houver sofrimento psíquico persistente e grave, há o encaminhamento a um Capsi. São quatro unidades, localizadas no Plano Piloto, Taguatinga, Recanto das Emas e Sobradinho – todas com equipe multiprofissional para analisar a realidade da criança ou do adolescente e propor intervenções. O Capsi de Brazlândia também faz esse tipo de atendimento, e a unidade do Plano Piloto se destaca por ter sido o primeiro Capsi do Brasil. O Compp presta assistência a crianças com transtornos mentais moderados de todo o DF. Esse trabalho é desenvolvido em parceria com o Adolescentro, unidade que recebe pacientes que atingiram a idade de 12 anos, dando continuidade ao serviço até os 18 anos. *Com informações da Secretaria de Saúde
Ler mais...
Aberta capacitação em transfusão de hemocomponentes para profissionais de saúde do DF
A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) e a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), por meio da Escola de Saúde Pública do DF (ESPDF), lançam curso online voltado à capacitação de profissionais da área de hemoterapia. Intitulado “Transfusão de Hemocomponentes: da Captação à Hemovigilância”, o curso é livre, autoinstrucional e oferece certificação de 36 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 27 de junho, de forma online. De acordo com a diretora da Hemorrede do Hemocentro de Brasília e uma das idealizadoras do curso, Bárbara Berçot, a iniciativa representa um avanço na qualificação dos profissionais que atuam com hemoterapia e segurança transfusional. “Este curso foi desenvolvido com extremo cuidado e dedicação, resultado de parceria e esforços conjuntos. Ele representa um marco significativo para a hemoterapia e para a segurança das transfusões no Distrito Federal, proporcionando atualização profissional e ampliando o alcance para as equipes de saúde, por meio da educação a distância”, explica. Entre os temas abordados no curso estão os hemocomponentes disponibilizados à rede pública do DF e procedimentos de solicitação de hemocomponentes | Foto: Divulgação/FHB A diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha, enfatizou a importância da parceria entre as duas fundações para que o curso fosse viabilizado. “O resultado desse produto é uma soma de esforços. É um orgulho para nós fazer parte dessa parceria por meio da ESPDF. O curso ficou muito bem-estruturado, e o Hemocentro se apresenta como pioneiro na formação e treinamento dos profissionais que trabalham com hemocomponentes e hemoderivados”, destacou. O curso aborda temas essenciais para a segurança transfusional e o uso adequado de hemocomponentes, divididos em módulos que incluem introdução à hemoterapia, captação intra-hospitalar de doadores, produção de hemocomponentes, hemocomponentes disponibilizados à rede pública do DF, Pacient Blood Management (PBM), fluxos e procedimentos de solicitação de hemocomponentes e preparo para a instalação do hemocomponente, entre outros. Para obter o certificado, os participantes devem concluir todas as aulas disponíveis no ambiente virtual, atingir o mínimo de 70% de acertos em todas as avaliações de conhecimento e preencher o questionário de satisfação do curso. *Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília e da Fepecs
Ler mais...
Escola de Saúde Pública realiza oficina preparatória para as atividades práticas em 2025
O auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) recebeu nesta quarta-feira (12), a I Oficina preparatória para as atividades práticas curriculares dos cenários de ensino da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para o ano de 2025. Organizado pela Escola de Saúde Pública do DF (ESPDF), o evento reuniu mais de 100 profissionais de instituições de ensino conveniadas com a SES-DF, além de representantes dos Núcleos de Educação Permanente (NEPs) das Regiões de Saúde. Durante o primeiro momento do evento, os participantes foram acolhidos e a coordenadora de Ensino-Serviço e Educação na Saúde da ESP-DF, Verônica Lobo, destacou alguns dos desafios para a realização das atividades práticas curriculares, enfatizando a importância da oficina para o início neste ano. “O objetivo principal da oficina é mostrar os fluxos já estabelecidos, mas também oferecer a oportunidade para as instituições conveniadas discutirem e sugerirem aprimoramentos para a Portaria Conjunta nº 02/2023, que regulamenta todas as atividades práticas curriculares da SES-DF”, destaca. O evento reuniu mais de 100 profissionais de instituições de ensino conveniadas com a SES-DF | Foto: Divulgação/Fepecs Na abertura do evento, a diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha Fernandes, desejou boas vindas aos participantes e reforçou que “a Portaria Conjunta nº 02/2023, é um instrumento que nos resguarda, orienta e norteia com relação ao processo de convênios e contrapartidas. O momento agora é de avaliação para entender toda a potência desse instrumento e também sugerir alterações e melhorias”, destaca. A diretora substituta da ESPDF, Vanessa Dalva Guimarães Campos, também esteve presente na solenidade e lembrou a relevância da integração das áreas de conhecimento, ressaltando a importância das instituições de ensino conveniadas e dos NEPs para todo esse processo. Novidades para 2025 Em 2024, mais 18 mil estudantes atuaram em cenários de ensino da SES-DF. Para 2025, as novidades envolvem a revisão do manual de orientações para atividades práticas curriculares, a publicação do Grupo de Trabalho para alteração da portaria, além da otimização do acompanhamento e devolução das vagas das instituições de ensino conveniadas. Também existe a previsão da realização da II Mostra de Estágio e Práticas em Saúde do Distrito Federal. Oficina No segundo momento do evento, os participantes foram divididos em três grupos para a realização de oficinas. As equipes discutiram sobre os projetos de intervenção nos campos de prática da SES-DF, sobre a utilização dos recursos de contrapartida e propostas de alteração da Portaria Conjunta nº 02/2023. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
Ler mais...