Da maquiagem à costura, Fábrica Social inicia formação de 800 alunos
A governadora Celina Leão abriu, nesta quinta-feira (18), a aula inaugural da primeira turma de 2026 da Fábrica Social, na Feira do Trabalhador, no Museu Nacional da República. Quase 800 alunos começam a formação gratuita nos cursos de corte e costura industrial e beleza, que serão ministrados nas unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente. Novidade desta edição, o curso de maquiagem foi incluído a partir de sugestão da governadora, dentro da estratégia de ampliar as opções de qualificação em áreas com demanda por serviços e possibilidade de renda imediata. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o programa prepara os participantes para vagas no mercado de trabalho e também para o empreendedorismo. A governadora Celina Leão (C) inaugura na abertura da primeira aula na Fábrica Social; formação profissional impulsiona a autonomia financeira das mulheres | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “A gente está pensando em ver como pode crescer a Fábrica Social, mas, principalmente, crescer a renda dessas mulheres. Esse tipo de curso cria exatamente isso: autonomia financeira” Governadora Celina Leão “São quase 800 mulheres. Nós temos duas fábricas sociais e, cada vez mais, estamos melhorando esse acolhimento. Já temos o curso de corte e costura e o curso de maquiagem, e vamos agregando valor cada vez mais”, afirmou a governadora. Impacto direto Celina destacou que a qualificação tem impacto direto na autonomia financeira das alunas, especialmente em áreas que permitem atuação profissional dentro de casa, em pequenos negócios ou em empresas do setor. “A gente está pensando em ver como pode crescer a Fábrica Social, mas, principalmente, crescer a renda dessas mulheres. Esse tipo de curso cria exatamente isso: autonomia financeira”, disse. Exemplo disso é a aluna Orlene Maria de Amorim. Aos 56 anos, começou o curso de corte e costura com a expectativa de transformar a formação em trabalho. Ela conta que já tinha feito outras capacitações na área, mas vê na Fábrica Social uma estrutura mais completa. Curso vai além da formação técnica: os alunos recebem orientação sobre caminhos possíveis após a profissionalização “A pergunta que a gente faz aos nossos alunos é o que eles querem ser ao final: patrão ou empregado. Se quiserem ser patrões, vão participar de palestras de empreendedorismo, aprender como montar uma empresa, como estabelecer preço e como estruturar o negócio" Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda “É um curso muito bom, porque é completo. Tem serigrafia, modelagem, bordado e corte em máquinas. A pessoa sai profissional. Hoje eu já consigo pegar um tecido, colocar em cima de uma mesa e fazer o modelo que eu quero. Posso fazer um vestido sob medida. Para mim, é um sonho realizado”, compartilhou. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, a proposta da Fábrica Social atende a demanda do mercado de trabalho: “Todos os cursos de qualificação profissional, quando são desenhados, estão dentro de uma expectativa de consumo do mercado por aquele tipo de mão de obra. Hoje, temos mais de 80 vagas em aberto somente nas empresas que participam do programa do uniforme escolar do GDF. Nós vamos preparar essa mão de obra, e o mercado vai consumir essa mão de obra”. Além da formação técnica, os alunos recebem orientação sobre caminhos possíveis após a conclusão do curso. Quem busca emprego pode ser direcionado a empresas com vagas abertas. Quem pretende abrir o próprio negócio pode receber orientação sobre empreendedorismo, formação de preço, estruturação da atividade e acesso a microcrédito. Os cursos de corte e costura industrial serão ministrados nas unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente “A pergunta que a gente faz aos nossos alunos é o que eles querem ser ao final: patrão ou empregado. Se quiserem ser patrões, vão participar de palestras de empreendedorismo, aprender como montar uma empresa, como estabelecer preço e como estruturar o negócio. Ao final, podem aderir a um microcrédito para fazer com que a ideia se torne viável e concreta”, afirmou Thales. O microcrédito citado pelo secretário é voltado para o financiamento de ferramentas, máquinas e equipamentos para pequenos empreendedores. Segundo Thales, os empréstimos começam em R$ 1 mil e podem ser pagos em até 36 parcelas, com carência de até seis meses, conforme o perfil do negócio. Ampliação [LEIA_TAMBEM]De acordo com a governadora, o GDF estuda formas de aproximar a formação de áreas com maior fluxo de comércio e de serviços. Uma das possibilidades citadas é a região do Feirão dos Goianos, em Taguatinga, onde alunas poderiam prestar serviços ou produzir peças vinculadas à demanda do comércio local. Segundo Celina, a proposta ainda precisa de planejamento técnico para garantir que a capacitação se converta em renda. “É um plano de negócios que precisa ser feito com muita capacidade, para que a gente possa promover não só a capacitação, mas a autonomia financeira dessas mulheres”, afirmou Celina. “A mulher se forma e pode, dentro da casa dela, criar a renda dela.” A aula inaugural ocorreu durante a Feira do Trabalhador, que reuniu serviços de qualificação profissional, cadastro de currículos e oferta de vagas de emprego. Segundo a Sedet-DF, os cursos da Fábrica Social integram a política de qualificação profissional do GDF voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Ler mais...
GDF na Sua Porta leva emprego, qualificação e apoio ao empreendedor para a 26 de Setembro
Integrando a programação do GDF na Sua Porta, a carreta Sedet-DF Mais Perto de Você segue estacionada na Colônia Agrícola 26 de Setembro, no km 84 da rodovia DF-001, até sexta-feira (29), levando atendimento gratuito à população e reunindo serviços ligados ao emprego, qualificação profissional, empreendedorismo e apoio ao trabalhador, tudo sem necessidade de agendamento. Carreta da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda: oportunidades diversas bem na porta de casa | Foto: Divulgação/Sedet-DF Para quem passa pela região, a parada significa mais do que um atendimento público: pode ser uma oportunidade. O espaço reúne vagas de emprego, programas de qualificação, orientação ao empreendedor e acesso a políticas voltadas à geração de renda sem que a população precise sair da própria comunidade. “Quando aproximamos esses serviços das comunidades, facilitamos o caminho do trabalhador, fortalecemos pequenos empreendedores e criamos condições reais de geração de emprego e renda no Distrito Federal” Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e o Instituto Nacional de Educação e Qualificação (Ineq) e percorre diferentes regiões administrativas, levando até as comunidades serviços que normalmente exigiriam deslocamento, tempo e atendimento em diferentes unidades. Atendimento Na comunidade 26 de Setembro, os moradores encontram encaminhamento para vagas de emprego, cadastro e intermediação de mão de obra, orientações sobre seguro-desemprego e suporte para emissão da Carteira de Trabalho Digital. A carreta também abre inscrições para programas gratuitos de qualificação profissional coordenados pela secretaria, como QualificaDF, RenovaDF e Fábrica Social, ampliando as possibilidades de formação e inserção no mercado de trabalho. [LEIA_TAMBEM]Para quem já empreende ou pretende começar, o atendimento vai além. Microempreendedores individuais encontram suporte para formalização, regularização e orientação especializada, além de acesso a informações sobre o Prospera, programa de microcrédito produtivo da Sedet-DF voltado para o fortalecimento de pequenos negócios. A estrutura também contempla orientações sobre a Cesta do Trabalhador, programa do GDF destinado a pessoas desempregadas em situação de vulnerabilidade. Com meta estimada de atender mais de 1,5 mil pessoas por mês, a carreta da Sedet-DF Mais Perto de Você busca reduzir barreiras e aproximar o serviço público da população, permitindo que trabalhadores e empreendedores resolvam demandas perto de casa e sem custos de deslocamento. “Nosso compromisso é levar oportunidade para perto das pessoas”, explica o titular da Sedet-DF, Thales Mendes. “Muitas vezes, a vaga existe, a qualificação existe e o crédito também, mas o acesso ainda é um desafio. Quando aproximamos esses serviços das comunidades, facilitamos o caminho do trabalhador, fortalecemos pequenos empreendedores e criamos condições reais de geração de emprego e renda no Distrito Federal.” *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda
Ler mais...
Segunda chamada para matrícula na Fábrica Social é divulgada
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF) divulgou a segunda chamada dos candidatos selecionados para preenchimento das vagas remanescentes da Fábrica Social. A convocação contempla participantes do cadastro reserva, chamados após a conclusão da primeira etapa de matrículas. Os candidatos convocados deverão realizar a matrícula entre os dias 11 e 15 de maio, das 8h às 17h, em uma das unidades da Fábrica Social: Cidade do Automóvel (SCIA Quadra 14, Conjunto 2, Lote 16) e Unidade Sol Nascente (Setor Habitacional Sol Nascente, Chácara 125-A, Quadra A, lotes 1/7 Ceilândia). Caso ocorram desistências ou permaneçam vagas em aberto após esta etapa, novos candidatos da lista de espera poderão ser convocados | Foto: Divulgação/Sedet-DF Para garantir a vaga, é obrigatória a apresentação dos documentos originais: Número de Identificação Social (NIS) e Cadastro Único, para candidatos inscritos no CadÚnico; CPF; documento de identidade com foto (RG ou equivalente); comprovante de residência atualizado ou declaração de residência escrita de próprio punho. Pessoas em situação de rua ou acolhidas em casas de passagem estão dispensadas da apresentação do comprovante de residência. Somente terão a matrícula efetivada os candidatos que atenderem aos critérios previstos no Edital de Chamamento Público nº 17/2026, respeitando o limite de vagas disponíveis. Caso ocorram desistências ou permaneçam vagas em aberto após esta etapa, novos candidatos da lista de espera poderão ser convocados conforme a ordem de classificação do processo seletivo. *Com informações da Sedet-DF
Ler mais...
Fábrica Social abre 1.000 vagas para cursos gratuitos de qualificação profissional
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), anunciou a abertura de inscrições para o Programa Fábrica Social, voltado à capacitação profissional gratuita. Os interessados poderão se inscrever até 7 de abril. Ao todo, serão ofertadas 1.000 vagas para cursos presenciais nas áreas de corte e costura industrial e beleza. As oportunidades estão distribuídas em duas unidades: 500 vagas na Unidade I, localizada na SCIA Quadra 14, Conjunto 02, Lote 16, na Cidade do Automóvel; e outras 500 vagas na Unidade II, situada no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. Serão destinadas 300 vagas para corte e costura industrial e 200 vagas para o curso de beleza em cada unidade | Foto: Divulgação/Sedet-DF [LEIA_TAMBEM]Na divisão por cursos, serão destinadas 300 vagas para corte e costura industrial e 200 vagas para o curso de beleza em cada unidade. O programa prevê início imediato das aulas para os selecionados, além da formação de cadastro reserva para possíveis convocações futuras. A iniciativa integra as ações do GDF para promover qualificação profissional e ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Confira o edital. Clique aqui e faça sua inscrição. *Com informações da Sedet-DF
Ler mais...
Fábrica Social ganha nova unidade no Sol Nascente, com capacidade para 500 alunos
Responsável por transformar diretamente a vida de mais de 3 mil pessoas em situação de vulnerabilidade desde 2019, a Fábrica Social acaba de ganhar mais um endereço. O governador Ibaneis Rocha participou, na manhã deste sábado (21), da inauguração da nova unidade do equipamento, no Trecho 2 do Sol Nascente. “A fábrica está aqui, inaugurada, todo mundo trabalhando, tendo renda, tendo oportunidade de trabalho, porque, na sequência desse programa, quem quiser montar a sua malharia, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda faz o investimento, empresta o dinheiro para a compra do equipamento e para a montagem, para que as pessoas tenham sua independência”, afirmou o governador, referindo-se ao programa Prospera. O governador Ibaneis Rocha participou da inauguração da nova Fábrica Social, no Sol Nascente; a unidade terá capacidade para 500 alunos | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Durante o discurso, o chefe do Executivo destacou a importância da qualificação técnica para inserção no mercado de trabalho: “Na área da confecção, com a iniciativa que nós tivemos no ano passado de criar o Cartão Uniforme Escolar, nós temos um número muito grande de malharias que estão contratando mão de obra para poder dar conta de todos os uniformes das nossas crianças e adolescentes. De forma muito especial, as mulheres, porque nós sabemos a importância da qualificação profissional para dar liberdade financeira às nossas mulheres. Isso ajuda em todas as áreas, na renda, na confiança, na autoestima e no crescimento pessoal”. A nova unidade terá capacidade para 500 alunos, sendo 300 na área de corte e costura industrial e 200 na área da beleza. Os cursos vão desde a formação em confecção industrial até atividades como manicure, cabeleireiro com técnicas de tintura, extensão de cílios e outros serviços estéticos. O programa, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), combina formação profissional com prática produtiva no mesmo ambiente. Isso permite aos alunos vivenciar a rotina de trabalho e aumenta as chances de inserção no mercado. “O primeiro impacto é o emprego. Muitos empregos são gerados aqui. Nós montamos recentemente uma agência do trabalhador na região, e várias vagas estão sendo captadas de empresas daqui do Sol Nascente”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. Laura Santos Medeiros trabalha há cerca de um ano na Fábrica Social, na Cidade do Automóvel, e agora celebra a inauguração da nova unidade perto de casa. “Eu amo costurar, aprendi muita coisa. Quem passa por aqui pode trabalhar em outra empresa depois ou até abrir o próprio negócio. Além disso, a gente ainda recebe uma bolsa, que ajuda a juntar um dinheirinho para comprar máquinas sem se endividar. Agora, com a unidade perto de casa, abriu-se uma porta para quem realmente quer aprender e ter uma profissão. A fábrica é maravilhosa, eu gosto muito mesmo”, comemorou. Laura Santos Medeiros: "Eu amo costurar, aprendi muita coisa. Quem passa por aqui pode trabalhar em outra empresa depois ou até abrir o próprio negócio" | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Outras unidades Atualmente, a Fábrica Social conta com uma unidade na Cidade do Automóvel, que atende até 1.200 alunos. O local funciona como um centro de educação profissional, onde é oferecido o curso de costura industrial, dividido em oito módulos. São contempladas diversas áreas de uma fábrica, incluindo malharia inicial e avançada, tecido plano, serigrafia, bordado computadorizado, bolsas e acessórios, bonés e similares. [LEIA_TAMBEM]O desenvolvimento do conteúdo programático, o acompanhamento pedagógico e a monitoria/instrutoria são realizados por uma organização da sociedade civil, contratada por meio de termo de colaboração com a Sedet. Parte dos materiais produzidos é destinada a ações sociais e ao GDF, como os enxovais hospitalares utilizados na rede pública de saúde e uniformes para administrações regionais. Além disso, há outra unidade localizada no Complexo da Papuda que produz artefatos de concreto, como meios-fios, intertravados, bloquetes e tampas de bueiro. Esses itens ajudam diretamente nas ações do programa Renova DF, que cuida da zeladoria em várias regiões administrativas. Com essa estrutura, a Fábrica Social produz e entrega mais de 100 mil itens por ano. Na Fábrica Social do Sol Nascente, os cursos vão desde a formação em confecção industrial até atividades como manicure, cabeleireiro com técnicas de tintura, extensão de cílios e outros serviços estéticos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Quem pode participar A capacitação tem duração de um ano e ocorre de segunda a sexta-feira — das 8h às 12h ou das 14h às 18h. Para participar, os interessados devem estar inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda per capita de até R$ 200. Os alunos recebem uma bolsa de R$ 304, além de lanche e auxílio-transporte como ajuda de custo para incentivá-los a não desistir do projeto. Também há um auxílio de produtividade, com um percentual sobre o que produzem após a fase de instrução. As inscrições para a unidade do Sol Nascente começam com a publicação do chamamento público, prevista para segunda-feira (23).
Ler mais...
GDF leva pavimentação com bloquetes a ruas da Estrutural
A Estrutural vive uma nova fase de urbanização com a chegada da pavimentação de ruas que ainda estão em solo exposto e com a recuperação de trechos desgastados pelo tempo. A ação inclui também a pintura das fachadas das casas com cores escolhidas pelos próprios moradores, em um trabalho de zeladoria que utiliza materiais doados por órgãos públicos e parceiros privados e mão de obra de programas sociais do Governo do Distrito Federal (GDF). Os insumos estão armazenados na Vila Olímpica e serão aplicados conforme o avanço da rede de água nos trechos prioritários. José Pereira da Silva elogia o trabalho, mas lembra: “O governo faz a parte dele. Agora basta a população fazer a dela: cuidar. É dinheiro público” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O motorista escolar José Pereira da Silva, 50 anos, lembra que antes da pavimentação convivia com lama e dificuldade até para sair de casa para trabalhar. “Tinha que colocar sacola no pé para ir trabalhar”, lembra. “Muito buraco, muita lama. Agora não. Agora já sai e já pisa no bloquete”. “Nós vivíamos no meio de poeira ou lama. Entrava governo, saía governo e nada fazia. Agora ficou bonito. Tem asfalto, tem água. Hoje tenho orgulho” Francisco Pereira, aposentado Ele também se surpreendeu ao voltar do serviço e encontrar sua fachada pintada: “Quando cheguei, o portão já estava pintado. Deu uma diferença na rua. Ficou melhor do que estava. Para José, a manutenção das melhorias depende da própria comunidade: “O governo faz a parte dele. Agora basta a população fazer a dela: cuidar. É dinheiro público”. Já o aposentado Francisco Pereira, 70, vive na Estrutural desde antes da chegada de rede de água regular, pavimento e até de endereços formais. E elogia a mudança: “Nós vivíamos no meio de poeira ou lama. Entrava governo, saía governo e nada fazia. Agora ficou bonito. Tem asfalto, tem água. Hoje tenho orgulho”. Trabalho em conjunto Vias pavimentadas: vários órgãos do GDF participam da ação de urbanização, que também recebe apoio de empresas parceiras “Por quase 30 anos, as pessoas viveram sem água legal, sem endereço e na lama; hoje, têm rede instalada, pavimentação, e estamos pintando as fachadas para deixar a cidade mais bonita” Alceu Prestes, administrador da Estrutural A urbanização envolve diversos órgãos e programas do GDF. Novacap, Secretaria de Governo (Segov-DF), Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e Fábrica Social contribuem com materiais, logística, mão de obra e apoio técnico, enquanto empresas parceiras doam tintas e insumos para a pintura. O administrador regional da Estrutural, Alceu Prestes, aponta que a participação coletiva viabiliza as obras. “Por quase 30 anos, as pessoas viveram sem água legal, sem endereço e na lama; hoje, têm rede instalada, pavimentação, e estamos pintando as fachadas para deixar a cidade mais bonita”, afirma. “[Cada entidade] doou alguma coisa: bloquetes, cimento, meio-fio, tinta, mão de obra. O importante é entregar dignidade a quem sempre mereceu atenção”. Rede de água antes da pavimentação [LEIA_TAMBEM]A Administração Regional da Estrutural tem pavimentado apenas as vias que já receberam rede de água encanada, para evitar a quebra do piso recém-instalado. Isso ocorre por meio do programa Água Legal, que cadastra as famílias antes da instalação. Os próximos trechos com previsão de pavimentação incluem o Setor Oeste, onde as obras avançam após a implantação da rede, a Chácara do Suzano, com ruas que nunca receberam pavimento, e a Área Especial, rua sem saída ainda em solo exposto. O uso de bloquetes foi adotado devido à durabilidade para tráfego pesado, facilidade de manutenção — já que podem ser retirados e colocados sem quebra — e melhor drenagem, que reduz alagamentos e aquaplanagem. O material também retém menos calor e apresenta menor custo a longo prazo, garantindo conforto e segurança para pedestres e veículos. A combinação de pavimento, fachadas coloridas escolhidas pelos moradores e rede de água regular não representa apenas novas ruas, mas também endereços reconhecidos e participação direta da comunidade na transformação de áreas que antes não possuíam infraestrutura na Estrutural.
Ler mais...
Feirão do Trabalhador terá vagas de emprego e oportunidades para quem empreende ou busca capacitação profissional
Entre os dias 24 e 28 deste mês, Brasília receberá o Feirão do Trabalhador, evento promovido para gerar oportunidades no mercado de trabalho. Serão cinco dias de programação gratuita, especialmente voltada a quem procura emprego, para quem já empreende ou deseja empreender e para pessoas que buscam formas de desenvolver suas habilidades profissionais e estabelecer contatos de trabalho. O Feirão ocorrerá na área central de Brasília, ao lado da Biblioteca Nacional e próximo à Rodoviária do Plano Piloto, e oferecerá serviços como mentoria profissional, produção de currículos e atendimento jurídico e contábil. O espaço contará ainda com estandes de empresas e startups com divulgação de vagas de emprego e oportunidades de negócios, exposição de produtos e serviços de empreendedores locais, além de área de networking para conexões profissionais. Arte: Sedet-DF A programação do Feirão do Trabalhador também terá palestras ministradas por especialistas de diferentes áreas de conhecimento, pertinentes para quem deseja se profissionalizar. Programas como RenovaDF, QualificaDF, PreparaçãoDF e Fábrica Social estarão presentes no evento, que contará com diversas oficinas para capacitação profissional. Os visitantes poderão ainda receber brindes, como acesso a cursos gratuitos e materiais de estudo sobre empreendedorismo e mercado de trabalho, e desfrutar de atrações culturais ao longo dos dias de evento. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), em parceria com o Instituto de Capacitação, Desenvolvimento e Inovação (ICDI). “O Feirão do Trabalhador demonstra o compromisso do Governo do Distrito Federal em ampliar oportunidades, fortalecer a economia local e aproximar a população das políticas públicas que realmente fazem diferença”, afirma o titular da pasta, Thales Mendes. O gestor adianta algumas das oportunidades que a secretaria preparou para os visitantes do feirão: “Nesta edição, serão ofertadas mais de 4 mil vagas de emprego, e nossa expectativa é a melhor possível. Além disso, o evento reúne todos os serviços da Sedet, incluindo acesso aos programas da secretaria e linhas de crédito para empreendedores, reforçando nosso esforço para impulsionar ainda mais o desenvolvimento do DF e a geração de emprego e renda”. Feirão do Trabalhador · Data: de 24 a 28 deste mês · Horário: das 8h às 20h · Local: ao lado da Biblioteca Nacional de Brasília · Mais informações: rede social do ICDI. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF)
Ler mais...
Costurando sonhos: Fábrica Social formou mais de 3,1 mil pessoas desde 2019
Histórias de superação e recomeço são comuns na Fábrica Social do Governo do Distrito Federal (GDF), coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). Desde 2019, o equipamento formou mais de 3,1 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, ampliando o acesso da população a oportunidades concretas de inserção no mercado de trabalho. Apenas neste ano, 322 alunos já conquistaram o certificado de conclusão e uma nova turma será iniciada em breve. Localizado na Cidade do Automóvel, o centro de educação profissional fornece o curso de costura industrial, dividido em oito módulos. São contempladas diversas áreas de uma fábrica, incluindo malharia inicial e avançada, tecido plano, serigrafia, bordado computadorizado, bolsas e acessórios, bonés e similares. A capacitação tem duração de um ano e ocorre de segunda a sexta-feira — das 8h às 12h ou das 14h às 18h. Desde 2019, a Fábrica Social já formou mais de 3,1 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília "A Fábrica Social é um dos exemplos mais inspiradores do nosso compromisso com a inclusão produtiva”, reforça o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. “Cada certificado entregue aqui representa muito mais do que uma nova habilidade: significa resgatar a autoestima, abrir caminhos para a independência financeira e devolver a esperança para quem mais precisa. É esse impacto humano e econômico que torna a Fábrica Social um patrimônio do nosso Distrito Federal.” A instrutora Elisângela Cedrini, 49, é exemplo de que a formação pode mudar vidas. Ela começou o curso em 2023, após perder o emprego durante a pandemia e passar por problemas de saúde. Em pouco tempo, se apaixonou pela máquina de costura e passou a planejar um futuro em que a linha e a agulha fossem protagonistas. Hoje, tem graduação e pós-graduação em design de moda e compartilha o conhecimento com os alunos no mesmo local em que teve a chance de recomeçar. “O curso mudou totalmente a minha vida. Eu era da área de saúde, tinha 40 e poucos anos e tive que recomeçar do zero. Fiquei um ano e seis meses aqui, primeiro estudando e depois na parte de produção, e voltei para trabalhar”, conta Elisângela. “Tenho alunos que já fazem peças incríveis que enchem meus olhos de lágrimas. É extraordinário ver a pessoa plantando a sementinha dela, cheia de esperança para recomeçar, assim como eu. Aqui é um lugar que você pode transformar sua vida, seguir vários rumos. São vários módulos com linguagens e técnicas diferentes em que a pessoa pode se identificar com alguma delas”. Elisângela Cedrini, instrutora: "O curso mudou totalmente a minha vida. Fiquei um ano e seis meses aqui, primeiro estudando e depois na parte de produção, e voltei para trabalhar" Entre os alunos, destaca-se Teresa Régia Araújo, 42 anos, que com muita determinação ganhou uma nova profissão e mais qualidade de vida. Mãe atípica de três filhas, ela estava sem nenhuma fonte de renda quando descobriu a Fábrica Social. Cinco meses de aula foram suficientes para essa realidade mudar: Teresa, que não sabia nem colocar a linha na agulha, já oferece pequenos serviços no bairro em que mora, no Gama, e traça novos objetivos profissionais. “Aprendi a costurar roupa, fazer alguns reparos, modelagem do começo ao fim e a desenhar também”, conta Teresa, que costurou, inclusive, a roupa das filhas para participar das quadrilhas juninas deste ano. “A costura está me trazendo qualidade de vida. Posso ter uma vida melhor em casa, sem precisar me deslocar para longe, podendo cuidar das minhas filhas, sem precisar estar correndo 24 horas.” Quem também não entendia o funcionamento das máquinas de costura e hoje está craque no assunto é Cléber Vagner Dino, 56. Após perder o emprego durante a pandemia, ele passou por um período de desânimo e depressão. A virada de chave começou recentemente, com o ingresso na Fábrica Social. “Minha mãe até tem uma máquina de costura, mas eu não entendia nada. Aprendi tudo aqui e foi altamente desafiador. Ficamos uma semana aprendendo só passar a linha para começar a fazer um ponto”, revela. Mais do que aprender uma profissão, Cléber encontrou motivação e novas perspectivas de vida. Animado com as possibilidades, ele já domina diferentes técnicas e se arrisca em softwares de modelagem digital, área na qual pretende seguir carreira. “O conhecimento que adquiri aqui abriu um novo horizonte para mim. Renovou minha vida, conheci novas pessoas, mudou tudo. Hoje consigo olhar qualquer roupa e vou tentar fazer”, afirma. Já a costureira Vanuza da Silva, 39, viu na formação uma oportunidade de aprender uma nova habilidade e agregar valor no próprio trabalho. “Como eu faço crochê, às vezes preciso forrar a peça. Antes eu tinha que terceirizar, agora eu mesma posso fazer isso. Também faço bolsas, roupas”, afirma a moradora do Recanto das Emas. “Muito gratificante estar aqui fazendo esse curso.” A aluna Teresa Régia Araújo, que antes de começar o curso não sabia nem colocar a linha na agulha, já oferece pequenos serviços no bairro onde mora, no Gama: "A costura está me trazendo qualidade de vida" Mais informações O desenvolvimento do conteúdo programático, acompanhamento pedagógico e monitoria/instrutoria são feitos por uma organização da sociedade civil, contratada por meio de termo de colaboração com a Sedet. O investimento é de cerca de R$ 6 milhões por ano. Parte dos materiais produzidos é destinada a ações sociais e ao GDF, como os enxovais utilizados na rede pública de saúde. O espaço dispõe de 470 máquinas de costura industriais, entre caseadeiras, galoneiras, overlock e interlock. “Nosso objetivo é gerar oportunidade para as pessoas que queiram atuar em uma nova atividade, queiram a profissão, para que possam produzir até mesmo da própria casa”, salienta o secretário. Segundo Thales Mendes, a oferta de qualificação profissional será ampliada nos próximos meses, com abertura de mais vagas e de uma unidade da Fábrica Social no Sol Nascente. “Nosso governador Ibaneis Rocha já anunciou que será um equipamento com 2,4 mil metros quadrados. Vamos descentralizar parte da produção, nos aproximando mais do nosso aluno”, afirma ele sobre o compromisso com a expansão da iniciativa. Para participar, os interessados devem ser inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda per capita de até R$ 200. Os alunos recebem uma bolsa de R$ 304, além de lanche e auxílio-transporte, como ajuda de custo para incentivá-los a não desistir do projeto. Também há um auxílio de produtividade, com um percentual sobre o que produzem após a fase de instrução. As inscrições são divulgadas no site da Sedet-DF. * Colaborou Karol Ribeiro
Ler mais...
Hmib recebe mil mantas e 200 lençóis doados pela Fábrica Social
O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) recebeu, na quarta-feira (30), uma doação de mil mantas e 200 lençóis confeccionados pela Fábrica Social — projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). A entrega faz parte da Campanha do Agasalho Solidário 2025, idealizada pela primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, e coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais do Distrito Federal. A iniciativa tem como objetivo substituir peças do enxoval hospitalar com maior tempo de uso, contribuindo para o bem-estar dos pacientes do Hmib | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Com dimensões padronizadas, os lençóis (2,70m x 1,70m) e as mantas (2,20m x 1,60m) possuem etiquetas de identificação da rede pública e foram produzidos conforme as especificações técnicas da Secretaria de Saúde (SES-DF). A iniciativa tem como objetivo substituir peças do enxoval hospitalar com maior tempo de uso, contribuindo para o bem-estar dos pacientes da unidade. [LEIA_TAMBEM]Segundo a diretora-geral do Hmib, Marina da Silveira, a chegada dos itens representa mais do que a reposição de enxoval. "É um gesto concreto de cuidado e acolhimento aos nossos pacientes. Diariamente lidamos com mães, bebês e crianças que enfrentam momentos delicados, e oferecer conforto e dignidade no atendimento é parte essencial da nossa missão. Somos imensamente gratos”, afirma. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
Ler mais...
Nova turma da Fábrica Social vai capacitar 310 costureiros para o mercado de trabalho
Mais de 310 alunos iniciaram o curso de capacitação profissional em costura promovido pela Fábrica Social. A iniciativa, do Governo do Distrito Federal (GDF), incentiva a qualificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social, criando oportunidades para os capacitados ingressarem no mercado de trabalho e garantirem a autonomia socioeconômica. Todos os participantes da nova turma da Fábrica Social estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e possuem renda familiar per capita de até R$ 200. Ao todo, são mais de 670 alunos ativos no projeto do GDF nas mais diferentes áreas profissionais. Com 470 máquinas de costura industriais à disposição, os novos alunos da iniciativa são preparados para diversos cenários de atuação e aprendem desde o simples manuseio dos aparatos até a parte de corte, modelagem, bordados e serigrafia. “O curso é bem abrangente, pois a ideia é preparar profissionais completos para o mercado de trabalho”, enfatiza a instrutora Débora Silva dos Santos. Segundo a professora, durante as aulas, os alunos têm acesso ao verdadeiro potencial do mercado de trabalho da costura. “É um mundo muito abrangente: a pessoa pode trabalhar em casa de forma autônoma, com vestuário, moda pet, entre outros. Esse curso abre muitas oportunidades para quem não tem muitas alternativas de renda e até mesmo tempo”, prossegue. Com 470 máquinas de costura industriais à disposição, os novos alunos da iniciativa são preparados para diversos cenários de atuação e aprendem desde o simples manuseio dos aparatos até a parte de corte, modelagem, bordados e serigrafia | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Uma das novas alunas da Fábrica Social é Elizabeth Osório, 48. A venezuelana recém-chegada a Brasília comemora a oportunidade de se qualificar profissionalmente. “Eu tinha um pouquinho de experiência, que aprendi em casa com a minha mãe, desde pequenina, mas nada profissional. É uma porta que se abriu para abençoar a minha vida”, diz. A jovem Micaele Melo, 26, acredita que o aprendizado obtido durante o projeto vai lhe abrir portas no mercado de trabalho. “É uma oportunidade única que estou tendo na minha vida, aprendendo com mestres e mestras da costura. Estou atrás de uma qualificação para estar construindo meus produtos, para entrar no mercado de trabalho e abrir portas para mim”, relata. Uma das novas alunas da Fábrica Social é Elizabeth Osório; a venezuelana recém-chegada a Brasília comemora a oportunidade de se qualificar profissionalmente Assim como Elizabeth, a paixão de Micaele pela costura vem de família. “Tenho sangue de costureira e aos poucos estou me profissionalizando para ser uma designer, ter minha marca e estar no mercado de trabalho bombando. Quem não vem está perdendo, é uma oportunidade de aprender, com qualidade, de forma gratuita”, avalia. Mais informações Para participar, os interessados devem ser inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda per capita de até R$ 200. Os alunos recebem uma bolsa de R$ 304, além de lanche e auxílio-transporte, como ajuda de custo para incentivá-los a não desistir do projeto. Também há um auxílio de produtividade, com um percentual sobre o que produzem após a fase de instrução. O curso, de um ano, ocorre de segunda a sexta-feira e é dividido em nove módulos, abrangendo diversas áreas de uma fábrica, incluindo gestão de estoque. Parte dos materiais produzidos é destinada a ações sociais e ao GDF, como os enxovais utilizados na rede pública de saúde. Além da costura, a Fábrica Social abrange áreas de aprendizado como construção civil, jardinagem e cultivo de alimentos, marcenaria sustentável e instalação e manutenção de sistemas fotovoltaicos.
Ler mais...