Oficina gratuita de teatro musical abre inscrições para jovens de Taguatinga
Estão abertas as inscrições para a oficina Ópera Suburbana, iniciativa que une teatro musical e educação antirracista em Taguatinga. O formulário de inscrição pode ser acessado aqui. O projeto selecionará 20 jovens para cinco meses de atividades gratuitas em canto, interpretação e expressão corporal. Ao final, o grupo apresentará um espetáculo voltado a estudantes da rede pública. O projeto é destinado a jovens a partir de 14 anos, preferencialmente pretos e moradores de Taguatinga. As inscrições podem ser feitas até 28 de julho. Não é necessário ter experiência em teatro ou música. As atividades começam em 30 de julho, no Centro Cultural Recita, em Taguatinga. Os encontros serão às quintas-feiras, das 14h às 17h, e aos sábados, das 9h às 12h, até novembro. Durante os encontros, os jovens terão aulas de canto, dança, interpretação, expressão corporal e vocal, além de atividades de dramaturgia e encenação | Foto: Divulgação Arte transformadora Durante os encontros, os jovens terão aulas de canto, dança, interpretação, expressão corporal e vocal, além de atividades de dramaturgia e encenação. A proposta é usar a linguagem do teatro para discutir o racismo estrutural, ampliar a representatividade e valorizar a cultura afro-brasileira. Ao fim da formação, os alunos montarão o espetáculo Ópera Suburbana, que terá cinco apresentações em Taguatinga. Quatro delas serão destinadas a estudantes do ensino fundamental II e do ensino médio da rede pública. As sessões serão acompanhadas de material didático, palestras e debates para ampliar a discussão sobre educação antirracista.
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Museu Vivo da Memória Candanga oferece oficinas e cursos para a população
Exposições permanentes sobre a história da capital federal estão em cartaz no Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante. O espaço também oferece diversos cursos e oficinas gratuitas para todas as faixas etárias e recebeu mais de 78 mil visitantes no ano passado. “Todas as nossas atividades têm como finalidade principal desenvolver a cidadania na comunidade por meio de qualificação profissional, integração entre os moradores e lazer”, explica o subsecretário de Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, Felipe Ramon. Localizado no Núcleo Bandeirante, o Museu Vivo da Memória Candanga ocupa as instalações do primeiro hospital de Brasília | Foto: Divulgação Secec/DF [LEIA_TAMBEM]Nesta semana, foram iniciados novos ciclos dos cursos de costura criativa, com aulas às segundas-feiras, das 9h às 11h; de sabonetes artesanais, às quartas, das 10h às 12h; e de crochê no lacre, com duas turmas às terças-feiras, das 9h às 11h e das 12h30 às 15h30. As oficinas são promovidas pela Cia do Lacre, uma das principais parceiras do museu, e são direcionadas, principalmente, ao público que se encontra em situação de vulnerabilidade social. Além disso, a programação também conta com encontros do Grupo de Escoteiros Hokma, aos sábados, das 9h às 12h, e do projeto Poéticas da Meia Noite – Fechaduras Abertas, promovido com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). Os momentos dedicados à poesia ocorrem de segunda a sábado, das 9h às 13h. No próximo final de semana, dias 27 e 28 deste mês, a população também poderá participar do curso de Capacitação de Técnicas de Resgate Autoestima (TRA) – Cuidando do Cuidador, das 8h às 17h. O Museu Vivo da Memória Candanga ocupa as instalações do primeiro hospital de Brasília. As lembranças da época da construção da capital federal estão reunidas em três mostras permanentes: Poeira, Lona e Concreto; A Importância da Mulher na Construção da Nova Capital; e Candangos e Pioneiros — Ernesto Silva e Edson Porto. Também estão disponíveis as exposições A Construção de Brasília, com fotos de Jankiel Gonczarowska, de 1956 a 1970, e Cerrado de Pau de Pedro, com obras de Joaquim Paiva. Os contatos para inscrições estão disponíveis no Instagram do museu. Museu Vivo da Memória Candanga → Funcionamento: de segunda a sábado, das 9h às 17h. Entrada gratuita → Endereço: Setor Juscelino Kubitschek, Lote D, Núcleo Bandeirante → Telefones: (61) 3301-3590 / 3327-2145 / 3301-6641
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FAC divulga resultados preliminares de habilitação para editais de Audiovisual e Demais Áreas
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (17), os resultados preliminares da etapa de habilitação das propostas inscritas em dois editais do Fundo de Apoio à Cultura (FAC): o Edital nº 22/2025, voltado ao setor audiovisual, e o Edital nº 23/2025, que contempla as demais áreas culturais. Os resultados referem-se à fase de habilitação documental, na qual são verificados os requisitos formais das propostas inscritas. Nesta etapa, as iniciativas são classificadas como habilitadas ou inabilitadas, conforme o atendimento às exigências previstas em edital. A publicação não corresponde ao resultado final dos certames. As listas completas com os resultados preliminares estão disponíveis no DODF e devem ser consultadas pelos proponentes para verificação detalhada de cada inscrição | Foto: Divulgação/Secec-DF No caso do Edital nº 22/2025 – FAC II Audiovisual, o resultado preliminar apresenta a relação das propostas inscritas especificamente para o segmento audiovisual, detalhando a situação de cada projeto quanto à habilitação. Já o Edital nº 23/2025 – FAC II Demais Áreas (Ampla Concorrência, Regionalizado I e Regionalizado II) reúne propostas de outros segmentos culturais, também com a indicação do enquadramento de cada inscrição. A divulgação dos resultados preliminares abre prazo para eventuais recursos por parte dos proponentes, conforme regras estabelecidas nos editais. Após essa etapa, a Secec-DF dará continuidade ao processo seletivo. O Fundo de Apoio à Cultura é um dos principais instrumentos de fomento às políticas públicas culturais no Distrito Federal, viabilizando projetos em diversas linguagens artísticas e promovendo o acesso da população à produção cultural. “O FAC é uma política pública estruturante que garante transparência e oportunidade para que diferentes agentes culturais participem dos editais. A etapa de habilitação é fundamental para assegurar que o processo siga critérios técnicos e democráticos, fortalecendo a cultura como direito da população”, afirma o secretário interino de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)
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Ópera 'Adriana Lecouvreur' tem apresentações gratuitas no DF em curta temporada
A Cia. de Cantores Líricos de Brasília apresenta, em curta temporada e com entrada franca, a ópera Adriana Lecouvreur, do compositor italiano Francesco Cilea. Após apresentações realizadas nos dias 14 e 15 de março, no Teatro Newton Rossi, no Sesc Ceilândia, o espetáculo segue para o Teatro Levino de Alcântara, na Escola de Música de Brasília, nos dias 21 e 22, às 19h. O projeto conta com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). A montagem marca a primeira apresentação da obra pela companhia, que atua há mais de uma década na difusão da música lírica no DF. Com direção cênica de James Fensterseifer e regência do maestro Felipe Ayala, o espetáculo reúne orquestra com 24 músicos, além de solistas e coro, em uma produção de grande porte. Ambientada no universo teatral, a narrativa acompanha o conflito entre a atriz Adriana Lecouvreur e a Princesa de Bouillon, que disputam o amor do conde Maurizio da Saxônia. A trama aborda temas como liberdade, expressão artística e protagonismo feminino, em sintonia com o Mês da Mulher. A iniciativa amplia o acesso do público a uma linguagem artística ainda pouco presente de forma contínua nos palcos da capital. A ópera combina diferentes expressões cênicas, como canto lírico, interpretação dramática, música instrumental, cenografia e figurino, oferecendo uma experiência cultural integrada. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes, o incentivo a produções como essa reforça o papel das políticas públicas no fortalecimento da diversidade cultural. “A ópera é uma expressão artística potente e historicamente relevante. Apoiar iniciativas que ampliam o acesso da população a esse tipo de espetáculo é uma forma de democratizar a cultura e valorizar os artistas locais, além de estimular a formação de público no Distrito Federal”, afirma. A versão apresentada tem cerca de duas horas de duração e foi adaptada para tornar a experiência mais fluida e acessível ao público contemporâneo. A encenação propõe um diálogo entre épocas ao situar a trama nos anos 1920, com figurinos e cenografia que remetem ao ambiente teatral e aos chamados “anos loucos”. A proposta estética reforça o contraste entre os bastidores da vida artística e os conflitos pessoais dos personagens. Fundada em 2014, a Cia. de Cantores Líricos de Brasília desenvolve projetos voltados à difusão da ópera e à formação de plateia, incluindo ações em escolas públicas do DF. Ao longo de sua trajetória, o grupo já levou ao público títulos do repertório internacional e mantém atuação contínua na cena cultural local. A ópera combina diferentes expressões cênicas, como canto lírico, interpretação dramática, música instrumental, cenografia e figurino, oferecendo uma experiência cultural integrada | Foto: Divulgação As apresentações contam com recursos de acessibilidade, incluindo libras e audiodescrição, e têm classificação indicativa de 12 anos. Serviço Ópera Adriana Lecouvreur — Cia. de Cantores Líricos de Brasília Teatro Levino de Alcântara (Escola de Música de Brasília) - 21 e 22 de março, sábado e domingo, às 19h Entrada franca Classificação indicativa: 12 anos Acessibilidade: Libras e audiodescrição *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)
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Abertas as inscrições para oficina do II Festival de Teatro Verônica Moreno
O II Festival de Teatro Verônica Moreno está com inscrições abertas para a oficina Gabri[elas] — Narrativas que nos Compõe, conduzida pelo Coletivo Mulheres da Vida (SP). O encontro será em 28 de setembro, das 9h às 13h, no Complexo Cultural Samambaia, com participação gratuita para interessados a partir de 16 anos. O evento é realizado com patrocínio de R$ 300 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). A oficina será ministrada pela atriz Fernanda Viacava e pela iluminadora Nara Zocher. A proposta é apresentar exercícios práticos e materiais utilizados no processo de criação do espetáculo Gabri[elas], explorando a construção de dramaturgias baseadas no encontro entre artistas e personagens reais. A atividade contará com 20 vagas, abertas a atores, estudantes de artes cênicas e demais interessados. A oficina Gabri[elas] — Narrativas que nos Compõe será ministrada pela atriz Fernanda Viacava e pela iluminadora Nara Zocher, no Complexo Cultural Samambaia | Foto: Rogério Alves/Arquivo Imaginário Cultural Fernanda Viacava tem experiência no teatro, cinema e televisão, com atuações em produções como A Menina que Matou os Pais e Sintonia (Netflix). Pelo trabalho em Gabri[elas], recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Passos (MG). Nara Zocher é formada pelo Teatro Escola Macunaíma e pela USP, e atua como atriz, iluminadora e pesquisadora em projetos de integração das artes cênicas em São Paulo. “Para a oficina dentro do festival, teremos a oportunidade de compartilhar algumas pílulas da criação do espetáculo, utilizando conceitos muito caros ao teatro, tanto em sua simplicidade quanto em sua complexidade técnica”, explica Viacava. O II Festival de Teatro Verônica Moreno será realizado de 27 de setembro a 2 de outubro no Complexo Cultural Samambaia. A programação reúne dez espetáculos selecionados por chamada pública, além de atividades formativas, rodas de conversa, exposição, homenagens e ações de acessibilidade. As apresentações incluem grupos locais, nacionais e universitários, com diferentes linguagens e faixas etárias. Fundo de Apoio à Cultura O FAC é o principal mecanismo de fomento cultural do Governo do Distrito Federal (GDF). Criado para apoiar artistas, produtores e coletivos, o fundo possibilita a realização de projetos em diferentes linguagens artísticas e assegura a descentralização das políticas públicas de cultura, ampliando o acesso da população a iniciativas gratuitas em todas as regiões administrativas. [LEIA_TAMBEM]De acordo com a coordenação do projeto, a escolha de Samambaia como sede tem relação direta com a trajetória da atriz e diretora Verônica Moreno, homenageada pelo festival. “O evento impacta diretamente a cidade de Samambaia, que passa a receber espetáculos e atividades formativas em um espaço público de cultura que leva o nome de uma artista fundamental para a região”, afirma Marília Abreu, coordenadora geral do projeto. Todas as sessões terão acessibilidade em Libras. A programação também inclui o Prêmio Verônica Moreno, que homenageia mulheres de destaque no teatro do Distrito Federal. → Oficina Gabri[elas] — Narrativas que nos Compõe · 28 de setembro, das 9h às 13h · Complexo Cultural Samambaia · Inscrição neste link · Atividade gratuita, com 20 vagas → II Festival de Teatro Verônica Moreno · 27 de setembro a 2 de outubro · Complexo Cultural Samambaia · Entrada gratuita A Oficina Gabri[elas] é gratuita; serão disponibilizadas 20 vagas → Programação 27/9 (sábado) · 19h – Solenidade de abertura, exibição do filme Verônica Moreno e o Teatro da Transformação e entrega do Troféu Verônica Moreno à artista Áurea Liz · 20h30 – Abertura da exposição Salão de Palhaçaria Feminina+ 28/9 (domingo) · Das 9h às 13h – Oficina Gabri[elas] — Narrativas que nos Compõe · 16h – Roda de conversa “Teatro como ferramenta de transformação” · 20h – Espetáculo convidado: Varieté Perpétua – Uma gala para Verônica (DF) 29/9 (segunda-feira) · 10h – Espetáculo Pai Nosso (Coletivo Arar/DF) – 14 anos · 15h – Espetáculo O Vestido da Rainha (Cia Bambolina/SP) – Livre · 20h – Espetáculo Gabri[elas] (Coletivo Mulheres da Vida/SP) – 16 anos 30/9 (terça-feira) · 10h – Espetáculo Inventando Moda (Cia Boca do Lixo/GO) – Livre · 15h – Espetáculo Zezinho e o Livro Mágico (Grupo Caras/DF) – Livre · 20h – Espetáculo Amélie (Trupe Trabalhe Essa Ideia/DF) – Livre 1º/10 (quarta-feira) · 20h – Espetáculo O Misterioso Desaparecimento de W (Adriana Nunes/DF) – 16 anos 2/10 (quinta-feira) · 10h – Espetáculo Ofélias Explicam (Chia Liaa/DF) – 16 anos · 15h – Espetáculo Sementes – Sessão Azul (Casulo Teatro/DF) – Livre
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Com apoio do FAC-DF, companhia brasiliense de teatro leva projeto Bonecos na Rural para três estados
Os Bonecos na Rural, de Brasília, vão viajar do Cerrado para o sertão para levar teatro, formação e consciência ambiental a comunidades quilombolas, escolas do campo e vilas ribeirinhas de Minas Gerais, Goiás e Bahia. O projeto, idealizado pela companhia brasiliense Cidade dos Bonecos, conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). O grupo apresenta o espetáculo A Flor do Sertão, que trabalha elementos do regionalismo, especialmente da cultura nordestina. Uma história que mescla questões de poder, cangaço e coronelismo com elementos da convivência do povo com o meio ambiente e as condições climáticas marcantes da região. Com um cenário montado por xilogravuras e elementos pensados no movimento armorial — fundado pelo escritor Ariano Suassuna —, que dão um ar de pesquisa e erudição à cultura nordestina, a história de amor e posse, conflito e heroísmo apresenta ícones da literatura e dos contos brasileiros, como o Homem da Meia-Noite (do Recife), o Boi-Bumbá (da região Norte e Nordeste), bonecos de mamulengo, considerados patrimônio imaterial da cultura brasileira, e até uma repentista que canta rap, para tornar a peça ainda mais próxima das crianças e jovens dessas comunidades. Primeira etapa da turnê começou em Montes Claros (MG), no dia 6; segunda fase será em Goiás, e a terceira, na Bahia | Foto: Divulgação “A cultura popular é a representação maior do povo, o que identifica as pessoas. Esses elementos ajudam a compor a diversidade e a pluralidade”, avalia o fundador e diretor da companhia, Dom Rodrigo, que é filho de pai cearense e mãe paraibana, e usou as próprias raízes como fonte de inspiração para a construção do espetáculo. Ele conta que a história foi escrita em 2005, com a primeira montagem em 2006 e que, apesar das questões abrasileiradas, a base do espetáculo está na literatura grega, no conto de Perséfone. Já a técnica, conhecida como bonecos de balcão, é baseada em uma técnica japonesa milenar, e usa até três manipuladores de bonecos para a contação das histórias. [LEIA_TAMBEM]O projeto passa pelo interior do Brasil, em pequenas vilas, com apresentações ao ar livre, em praças e em locais com espaços próprios. Mas, segundo Dom, escolas e igrejas são verdadeiros polos de encontro. Nos colégios, os professores também participam de oficinas de construção de bonecos com materiais recicláveis para aprenderem técnicas simples, que podem ser replicadas em sala de aula. Ao final, recebem um kit pedagógico completo e criativo, com materiais e ideias para adaptarem à realidade local e dos estudantes. Para complementar a formação, os educadores terão acesso exclusivo à websérie Teatro de Formas Animadas, que apresenta, entre outras coisas, conteúdos sobre manipulação de bonecos, teatro de sombras e confecção de personagens. Palco para todos A companhia tem compromisso com a inclusão. Por isso, todos os espetáculos têm a montagem acompanhada por mediação cultural, tradução em Libras e audiodescrição. A sustentabilidade também faz parte da trajetória do grupo. Com a Usina Solar sobre Rodas, o projeto gera energia limpa em todas as atividades e confirma o próprio objetivo da peça, de conscientizar a população. “A arte é onde consigo dar o meu melhor e retribuir o meu melhor para a sociedade. Essas comunidades na invisibilidade social são onde o nosso trabalho faz mais sentido. A arte dentro do social e do educacional é onde nos encontramos. E as pessoas que trabalham comigo na companhia estão mergulhadas nesse objetivo e nessa caminhada, de que a arte deve ser compartilhada como uma questão de sobrevivência e de fazer sentido, chegando a quem realmente precisa dela”, reflete o idealizador. A primeira etapa da turnê começou em Montes Claros (MG), no dia 6 deste mês, e chegou a Paracatu (MG) nos dias 8 e 9. A segunda etapa vai passar por Goiás, em Alto Paraíso, Povoado do Mesquita e Cidade Ocidental. Já a terceira será na Bahia, nas regiões ribeirinhas e vilas de pescadores de Canavieiras. A Cia. Cidade dos Bonecos foi fundada em 2001, no Gama, com o olhar voltado à educação e à cultura no Distrito Federal. Criada pelo artista Domingos Rodrigo, o grupo busca a interação lúdica e inclusiva entre os diversos públicos para fomentar experiências inovadoras e sempre fortalecer a missão da companhia de tornar a arte um caminho acessível.
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Peça no DF aproxima diferentes públicos do teatro com sessões inclusivas
Entre sons que retratam o cotidiano de uma casa e palavras que atravessam o tempo, estudantes da rede pública do Distrito Federal e frequentadores da Biblioteca Braille Dorina Nowill, de Taguatinga, assistiram a um clássico da dramaturgia nacional no Teatro Sesi de Taguatinga, nessa segunda-feira (19). Com sessões acessíveis e inclusivas, o espetáculo Há Vagas para Moças de Fino Trato – Experimento Final, de Alcione Araújo, propõe reflexões sobre a condição humana e reforça o direito ao acesso à cultura. Peça em cartaz no Teatro Sesi de Taguatinga conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A peça tem três personagens com perfis distintos e leva o público para dentro da encenação. “É uma interpretação muito cotidiana, ambientada dentro de uma casa”, explica o diretor da peça, Cléber Lopes. Para isso, são utilizados efeitos sonoros, visuais, iluminação e recursos de acessibilidade, como audiodescrição. Há mais de 20 anos em contato com a obra, Cléber, que também é educador, escolheu apresentá-la como experimento final de seu projeto, com foco na formação de plateias e na inclusão. “A tentativa é de que o espaço seja acessível para todas as pessoas e que elas consigam entrar, assistir, assimilar, aproveitar, sair como todas as pessoas. Porque isso é obrigação da sociedade”, destaca o diretor. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), com investimento de R$ 200 mil. Acesso e inclusão A aposentada Fátima da Conceição diz que a peça é uma oportunidade de acesso à arte A montagem conta com sonorização assinada pelo renomado sonoplasta lisbonense João Lucas. Utilizando a técnica de quadrifonia ambiental, a encenação simula em tempo real sons típicos de uma residência – como o percurso da água pelos encanamentos – e inclui trilhas poéticas que ampliam o sentido da narrativa. Sessões com audiodescrição foram organizadas especialmente para os frequentadores da Biblioteca Braille de Taguatinga. Para a aposentada Fátima da Conceição, de 68 anos, que tem deficiência visual, a experiência representa uma oportunidade de acesso à arte e ao conhecimento. “Além dessa e de outras peças, acho muito interessante, porque a gente se inteira mais, conhece as obras e os espetáculos. É informação e cultura”, afirma. "A tentativa é de que o espaço seja acessível para todas as pessoas e que elas consigam entrar, assistir, assimilar, aproveitar, sair como todas as pessoas. Porque isso é obrigação da sociedade”, afirma o diretor Cléber Lopes Já o aluno do Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte, Vitor Vinicius Silva, 16, acredita que ter acesso à arte é uma forma de diversificar a educação. “Oferecer atividades diferentes, principalmente para a gente do ensino integral, é muito importante, para tornar o ensino mais atraente”, opina. Além disso, o jovem observa que o contato com o teatro amplia os conhecimentos culturais e serve de inspiração para novas iniciativas. “A gente está produzindo um sarau na escola e a obra pode servir de inspiração para a gente tentar reproduzir”, planeja. Sobre a peça [LEIA_TAMBEM]Escrita em 1974, durante a ditadura militar, a peça é considerada a obra mais cultuada de Alcione e revela, com vigor e sensibilidade, os dilemas sociais, psicológicos e políticos da convivência humana. O espetáculo é guiado pela vivência de três mulheres e propõe uma reflexão profunda sobre os papéis sociais, a memória, o feminino e as tensões de convivência, mantendo a atualidade do texto original e revelando sua força crítica e estética. As atrizes Carol Nemetala e Nalu Miranda retornam à montagem após 20 anos, ao lado de Rosanna Viegas. A peça convida o público a enxergar o espetáculo como um recorte da vida real, com suas contradições e sutilezas. Próximas sessões → 20/5: 15h e 20h → 21/5: 10h, 15h e 20h → 22/5: 10h → 23/5: 15h.
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Lançado edital FAC com investimentos de mais de R$ 30 milhões e novas linhas de apoio
Governo do Distrito Federal · LANÇADO EDITAL FAC COM INVESTIMENTOS DE MAIS DE R$ 30 MILHÕES E NOVAS LINHAS DE APOIO A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) lançou, nesta terça-feira (6), o primeiro edital de 2025 do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). O certame tem o valor de R$ 30,16 milhões e apresenta-se mais inclusivo, democrático e com novas linhas de apoio. O objetivo é promover a descentralização da execução dos projetos e a democratização no acesso aos recursos disponibilizados pelo FAC. Foto: Divulgação/Secec-DF "O lançamento do primeiro edital do FAC em 2025 reafirma nosso compromisso com a valorização da cultura do Distrito Federal. Estamos investindo em projetos que refletem a diversidade e a riqueza cultural da nossa região, fortalecendo a identidade local e promovendo o acesso à cultura para todos”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes. O subsecretário de Fomento e Incentivo Cultural da Secec-DF, José Carlos Prestes, enfatizou que o FAC é uma das principais ferramentas de democratização da cultura no DF. “Com este novo edital, ampliamos o alcance do fomento cultural, garantindo que artistas de todas as regiões administrativas possam tirar seus projetos do papel e impactar suas comunidades”, destacou. Os projetos inscritos no edital poderão concorrer em três categorias de vagas distintas: Ampla Concorrência, Regionalizado I (voltado para projetos em regiões administrativas com menor IDH) e Regionalizado II. [LEIA_TAMBEM] Para a redação do edital 10/2025 – FAC I, houve duas consultas públicas com as 16 regiões administrativas de menor IDH, e outra, mais ampla, em que toda a comunidade cultural foi chamada a participar. Ocorreram ainda conversas com representantes de setoriais de teatro, circo, fotografia, dança e com grupos de ações afirmativas (pessoas com deficiência física). Após essas conversas, passou-se a permitir que os agentes culturais com projetos inscritos em um dos dois anexos regionalizados possam se inscrever também no anexo de ampla concorrência, participando assim com dois projetos - mas só poderão ser contemplados em um. Os valores para a apresentação de projetos Meu Primeiro FAC também foram majorados, passando de R$ 50 mil para R$ 80 mil. Ao todo, serão 303 projetos aprovados nas três linhas, sendo 108 para proponentes que nunca acessaram o Fundo de Apoio à Cultura. Os projetos culturais, com toda documentação obrigatória, deverão ser enviados à Secec-DF entre o dia 15 deste mês e 13 de junho, por meio de formulário eletrônico disponibilizado no site da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural. Serviço FAC I/2025 – Edital, Anexos e documentação. Inscrições: do dia 15 deste mês a 13 de junho, por meio de formulário eletrônico disponibilizado no site da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural. *Com informações da Secec-DF
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Projeto Cria Corpo promove residências artísticas gratuitas com apoio do FAC
Financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), o projeto Cria Corpo promove atividades gratuitas voltadas aos amantes da dança, performance, teatro e práticas corporais, independentemente de formação prévia em artes. Projeto Cria Corpo promove atividades voltadas para dança, performance e teatro | Foto: Djulia Marc/Divulgação Com foco na experimentação e no encontro de diferentes vivências corporais, a iniciativa terá cinco residências artísticas entre abril e julho de 2025. Segundo os organizadores, a proposta do projeto é valorizar mais o processo criativo do que o resultado final. “A ideia surge da vontade de criar um espaço no DF em que o foco esteja no processo, na experimentação, na brincadeira e na troca entre pessoas diversas – com ou sem trajetória acadêmica, com ou sem experiência formal com o corpo”, explica a arte-educadora Ava Scherdien, uma das idealizadoras do Cria Corpo. “A gente acredita que o corpo é lugar de aprendizagem constante, e não só um instrumento para entregar um espetáculo pronto.” A primeira residência será conduzida pelo artista Vitor Hamamoto, com foco na improvisação em dança e movimento consciente. As inscrições abrem neste domingo (20) e seguem até 26 de abril, com aulas presenciais no Sesc Taguatinga Norte. As próximas oficinas serão lideradas por Márcia Duarte, Aline Sugai, Ava Scherdien e Marcelo Evelin, com assistência de Bruno Moreno, distribuídas entre os meses de maio, junho e julho. Inscrições As residências terão, cada uma, duração de oito a dez dias e serão finalizadas com uma mostra aberta ao público, revelando os caminhos percorridos durante os encontros. Além do Sesc Taguatinga Norte, o projeto prevê a utilização de outros espaços culturais do DF, promovendo a descentralização e o acesso às práticas artísticas. Cada oficina terá um formulário de inscrição próprio, e o número de vagas varia conforme a proposta do facilitador. Os interessados em participar da primeira etapa do projeto podem se inscrever por meio deste link.
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Inclusão em cena: Curso de Libras no teatro capacita intérpretes para atuação artística
No Teatro dos Ventos, em Águas Claras, a comunicação ganhou novos significados: intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) se reuniram para participar do curso Libras no Teatro, apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Com o objetivo de expandir as habilidades dos tradutores e de transformar a experiência artística em algo acessível para todos, 40 pessoas participam da capacitação de forma totalmente gratuita. A oficineira Jhafiny Lima (centro) veio de São Paulo para ministrar as aulas: “Minha missão é trazer a expressão artística para a atuação deles, no teatro, no canto ou na dança” | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Gessilma Dias, de 50 anos, veio de Goiânia e é uma das alunas do curso. Tradutora e intérprete de Libras com 25 anos de carreira, ela vê na capacitação uma chance para aprimorar sua atuação no cenário cultural. “Eu já tenho experiência na área artística, mas ainda pecamos na formação específica. Precisamos garantir esse espaço para os surdos, porque eles têm direito de estar em qualquer lugar, e cabe a nós assegurar esse direito a eles”, pontua. “A comunicação abrangente expande o alcance da cultura. É essencial que o intérprete domine a expressão facial e corporal para transmitir emoções como tristeza, alegria e humor”, diz Amanda de Oliveira A proposta do curso é inovadora: não ensinar a língua de sinais, mas capacitar intérpretes já fluentes a atuarem no contexto das artes cênicas, envolvendo teatro, música e dança. A oficineira Jhafiny Lima, que veio de São Paulo para ministrar as aulas, explica que o foco é o intérprete incorporar as emoções levadas pelo ator ou artista. “O perfil dos alunos é variado, mas muitos nunca tiveram contato com o palco. Minha missão é trazer a expressão artística para a atuação deles, no teatro, no canto ou na dança”, diz. A aluna e intérprete surda multicultural Amanda de Oliveira, 30, reforça a importância da formação para ampliar a acessibilidade cultural. “A arte em Libras é expansiva. Surdos e ouvintes unidos criam oportunidades incríveis. A comunicação abrangente expande o alcance da cultura. É essencial que o intérprete domine a expressão facial e corporal para transmitir emoções como tristeza, alegria e humor. Isso é o que nos conecta”, afirma. Impacto na qualificação cultural O curso Libras no Teatro teve início nesta segunda-feira (6) com 40 vagas divididas em turmas nos turnos da manhã e da noite. Totalmente gratuito, ele é viabilizado pelo FAC, com um investimento de R$ 70 mil, que cobre desde o aluguel do espaço até os honorários dos professores e oficineiros surdos. A produtora cultural e responsável pelo projeto, Hosana Seiffert, lembra que o financiamento é importante para viabilizar iniciativas como essa. “Seria inviável realizar um curso gratuito com essa dinâmica sem o apoio do FAC. Essa parceria é essencial para garantir oportunidades e fomentar a inclusão cultural”, ressalta. A capacitação ocorre nas próximas duas semanas, totalizando 40 horas/aula. A formação visa não apenas a elevar o nível técnico dos intérpretes, mas também a fortalecer a presença da comunidade surda nos espaços culturais do Distrito Federal.
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