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Rede de Hortos Agroflorestais do DF recebe visita de órgão da ONU

A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB) do Distrito Federal, instalada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, recebeu a visita de um organismo internacional na última quinta-feira (5). Em meio à 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (Larc 39), a iniciativa da Secretaria de Saúde (SES-DF) despertou o interesse de autoridades estrangeiras. Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde: "A rede de hortos é a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O serviço da rede pública é reconhecido como uma experiência bem-sucedida na área de segurança alimentar e nutricional. Segundo a vice-presidente do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), Jhenifer Mojica, e a secretária do CSA, Chiara Cirulli, os hortos eram justamente o exemplo que procuravam para apresentar ao mundo. "Estamos buscando ser mais concretos em nossas propostas. Por isso, queremos exemplos que mostrem que as recomendações de políticas não são abstratas, mas sim ações que já existem e que podem ser replicadas", afirma Cirulli. [LEIA_TAMBEM]A 39ª edição da Conferência Regional da FAO ocorreu ao longo da semana, entre os dias 2 e 6 de março, no Palácio do Itamaraty. O CSA é a principal plataforma internacional e intergovernamental na área de segurança alimentar e nutrição, responsável por desenvolver e endossar recomendações científicas e orientações políticas. Projeção internacional Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF, Marcos Trajano, o interesse demonstrado pelo órgão da FAO representa mais do que o reconhecimento da RHAMB como uma prática bem-sucedida: "É a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo". A RHAMB foi instituída por meio da Portaria nº 137, de 15 de abril de 2025. A iniciativa promove o cultivo comunitário de plantas para a melhoria dos serviços de saúde e o bem-estar das comunidades atendidas. O monitoramento é de responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). Desde 2018, já foram implementadas quase 40 unidades e capacitados mais de cem profissionais da rede pública do DF. A expansão é fruto de parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Representante da ONU visita restaurante comunitário de São Sebastião

Às vésperas do Dia Mundial da Alimentação, comemorado em 16 de outubro, um dos programas de assistência social mais bem-sucedidos do Governo do Distrito Federal (GDF) recebeu a visita da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta quinta-feira (14), o braço da entidade voltado para a Alimentação e Agricultura (FAO) foi conhecer o Restaurante Comunitário de São Sebastião. O representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala, conheceu as instalações internas de produção das refeições e almoçou no Restaurante Comunitário de São Sebastião| Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), o espaço fornece, por dia, de segunda a sábado, cerca de 2 mil almoços a R$ 1 e, em média, 300 cafés da manhã a R$ 0,50 cada. Além de São Sebastião, outras 13 regiões administrativas contam com um restaurante comunitário. Todas as refeições seguem um cardápio nutricional balanceado, rico em legumes, verduras e frutas adquiridos da agricultura familiar. [Olho texto=”“Trata-se de uma política pública que poderia ser só assistencial, mas que vai além: oferece uma alimentação equilibrada e fomenta a agricultura familiar, evitando o êxodo rural e estimulando um dos sistemas de produção que mais geram emprego, principalmente de mulheres”” assinatura=”Rafael Zavala, representante da FAO no Brasil” esquerda_direita_centro=”direita”] Recebido por integrantes do governo, o representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala, conheceu as instalações internas de produção das refeições. Além disso, foi informado de todo o processo de implantação de segurança alimentar e nutricional promovido pelo governo para a população em situação de vulnerabilidade. Zavala também almoçou no restaurante, em que o prato do dia foi um cozidão pernambucano. “Trata-se de uma política pública que poderia ser só assistencial, mas que vai além: oferece uma alimentação equilibrada e fomenta a agricultura familiar, evitando o êxodo rural e estimulando um dos sistemas de produção que mais geram emprego, principalmente de mulheres”, observou Zavala. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) é uma agência das Nações Unidas que tem como uma de suas funções liderar e articular os esforços internacionais para acabar com a fome. De acordo com a própria FAO, o objetivo da organização é alcançar a segurança alimentar de todos e garantir que as pessoas tenham acesso regular a alimentos de alta qualidade, suficientes para levar-se uma vida ativa e saudável. O casal Marcelo Albuquerque, 39 anos, e Cília Bernarda, 42 anos, almoçam no Restaurante Comunitário de São Sebastião pelo menos três vezes por semana e elogiam o serviço | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “Acho pertinente e louvável uma ação como essa do restaurante comunitário, principalmente em um momento como este em que vimos relatos de pessoas brigando por ossos para se alimentar justamente no maior exportador de alimentos do mundo, que é o Brasil”, observou Rafael Zavala. Para a coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Vanderlea Cremonini, a primeira visita da FAO a um restaurante comunitário do GDF tem um grande valor. “É o reconhecimento das ações feitas pelo GDF e a possibilidade de levar a outras instâncias as nossas ações, podendo até servi-las de modelo.” [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Há dois anos, o casal Marcelo Albuquerque, 39 anos, e Cília Bernarda, 42 anos, almoça no Restaurante Comunitário de São Sebastião pelo menos três vezes por semana. Acompanhados de quatro dos oito filhos, muitas vezes o almoço garante a janta do mesmo dia. Marido e mulher, que trabalham em uma borracharia, só veem vantagens. “É uma grande economia de tempo e de dinheiro, principalmente com o preço do gás”, disse Marcelo. “Além de a comida ser muito gostosa, eles aqui têm muita paciência com a gente”, completou Cília.

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