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Pesquisa apoiada pela FAPDF compara exames de ingresso no ensino médio no Brasil e na China e revela impactos nos estudantes

Para celebrar o Dia Internacional da Educação, comemorado neste sábado (24), a FAPDF Destaca apresenta um estudo de 2016, fomentado pela fundação por meio da chamada pública Demanda Espontânea, mas ainda relevante dez anos depois, sobre os exames nacionais de acesso ao ensino superior que ocupam um papel central na trajetória educacional de milhões de jovens em todo o mundo. No Brasil, esse papel é exercido pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já na China, a principal porta de entrada para a universidade é o Gaokao, um exame nacional aplicado ao final do ensino médio e frequentemente comparado ao “Enem da China”. De forma semelhante ao Enem, o Gaokao é um exame em larga escala que avalia o desempenho dos estudantes e define o acesso ao ensino superior. Na China, porém, sua influência é ainda mais concentrada: em muitos casos, o resultado do Gaokao é o principal — e, por vezes, o único — critério para o ingresso na universidade. Isso faz com que a preparação para a prova marque profundamente a rotina escolar, os currículos do ensino médio e os projetos de vida dos estudantes e de suas famílias. É a partir dessa comparação que se desenvolve a pesquisa “Estudo comparado dos exames Enem (Brasil) e Gaokao (China): repercussões nos currículos do ensino médio e no acesso à educação superior de jovens brasileiros e chineses”, coordenada pela professora Wivian Weller, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB). O estudo contou com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Edital Demanda Espontânea (2016), na área de Educação e Ciências Humanas. Embora finalizado em 2022, o estudo apresenta resultados consolidados que permanecem relevantes para compreender a dinâmica dos exames em larga escala e seus impactos no ensino médio. Wivian Weller: “Os resultados das pesquisas apoiadas pela FAPDF não se restringem à comunidade científica. Eles chegam às escolas, aos estudantes e à sociedade, ampliando o debate público e contribuindo para a construção de uma educação mais justa e equitativa” | Fotos: Divulgação/FAPDF O papel da FAPDF no fortalecimento das ciências humanas Segundo a pesquisadora, o apoio da FAPDF foi decisivo para a viabilização do projeto, especialmente no que diz respeito à realização do trabalho de campo e à consolidação das atividades de pesquisa. “Pesquisas na área da educação e das ciências humanas são fundamentais para compreender desafios complexos da sociedade e subsidiar a construção de políticas públicas mais eficazes. Ao apoiar estudos como este, a FAPDF contribui para a produção de conhecimento científico que ajuda a compreender desigualdades e a qualificar o debate educacional”, afirma o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, Leonardo Reisman. Para a coordenadora do projeto, o fomento de pesquisas nas áreas de Educação e Ciências Humanas é essencial para fortalecer a produção científica e ampliar o impacto social do conhecimento gerado. “Os resultados das pesquisas apoiadas pela FAPDF não se restringem à comunidade científica. Eles chegam às escolas, aos estudantes e à sociedade, ampliando o debate público e contribuindo para a construção de uma educação mais justa e equitativa”, conclui Wivian Weller. Exames em larga escala e trajetórias educacionais Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisa surgiu da necessidade de compreender a centralidade que o Enem e o Gaokao assumem nas trajetórias escolares e nos projetos de vida dos jovens brasileiros e chineses Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisa surgiu da necessidade de compreender a centralidade que o Enem e o Gaokao assumem nas trajetórias escolares e nos projetos de vida dos jovens brasileiros e chineses. “A pesquisa foi desenvolvida com o intuito de compreender o funcionamento, a adequação e os objetivos dos dois maiores exames mundiais que dão acesso à educação superior, bem como as repercussões dessas avaliações nas trajetórias educacionais de estudantes brasileiros e chineses”, explica Wivian Weller. Embora esses exames sejam frequentemente associados a princípios de igualdade e meritocracia, por submeterem todos os candidatos às mesmas provas, o estudo destaca que modelos padronizados de avaliação convivem com desafios relacionados às desigualdades econômicas, regionais e sociais, bem como à diversidade dos sistemas educacionais e dos contextos vividos pelos estudantes. Ainda assim, tanto no Brasil quanto na China, os exames em larga escala tendem a permanecer como principal via de acesso ao ensino superior. Compreender sua dinâmica e seus efeitos é, portanto, fundamental para qualificar o debate sobre avaliação educacional. Metodologia e análise do cotidiano dos estudantes A investigação adotou como referência a Educação Comparada, com uma abordagem contextual, que busca compreender os sistemas educacionais a partir de suas especificidades históricas, culturais e sociais. Na prática, o estudo combinou análise documental, entrevistas com especialistas e aplicação de questionários a estudantes no Distrito Federal e em Pequim (China). "Ao apoiar estudos como este, a FAPDF contribui para a produção de conhecimento científico que ajuda a compreender desigualdades e a qualificar o debate educacional” Leonardo Reismann, presidente da FAPDF Os dados empíricos permitiram compreender, de forma concreta, a rotina dos estudantes durante o ensino médio, especialmente as estratégias adotadas por jovens e famílias na preparação para os exames nacionais. Parte desses resultados foi analisada em uma tese de doutorado desenvolvida no âmbito do projeto. “Nos dois países, as trajetórias escolares estão fortemente marcadas pela preparação para os exames nacionais. Apesar das diferenças culturais e institucionais, os jovens pesquisados alcançaram seus objetivos e ingressaram na universidade, ainda que por caminhos distintos”, observa Weller. Além das publicações científicas, os resultados da pesquisa foram apresentados em eventos acadêmicos nacionais e internacionais e compartilhados em palestras realizadas em escolas públicas de ensino médio no Distrito Federal, ampliando o diálogo com estudantes, professores e a comunidade escolar. Contribuições para reflexões educacionais e redução das desigualdades Entre os principais resultados do estudo, destaca-se sua relevância para o debate sobre o ensino médio e os modelos de avaliação utilizados para o acesso ao ensino superior. A pesquisa dialoga com temas como organização curricular, avaliação educacional e desafios relacionados às desigualdades no acesso à universidade. O estudo evidencia que Brasil e China, apesar de suas diferenças estruturais, enfrentam desafios comuns no campo educacional, especialmente no que se refere à ampliação do acesso de jovens de diferentes contextos sociais à educação superior. Nesse contexto, o conhecimento comparado produzido pela pesquisa contribui para oferecer subsídios qualificados ao debate educacional e ampliar a compreensão sobre os impactos dos exames em larga escala nas trajetórias juvenis.   *Com informações da FAPDF

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Ciência em evidência e inovação em alta: 2025 projeta a FAPDF para todo o Brasil

A produção científica fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) alcançou, em 2025, projeção inédita, com pesquisas desenvolvidas no DF ganhando espaço frequente na imprensa local e nacional. A visibilidade evidenciou diversidade temática, qualidade técnica e impacto social, ao mesmo tempo em que a Fundação registrou um ciclo histórico de investimentos em inovação, fortalecendo o ecossistema empreendedor brasiliense. A FAPDF alcançou projeção inédita em 2025, com pesquisas desenvolvidas no DF ganhando espaço frequente na imprensa local e nacional | Fotos: Divulgação/FAPDF Parte dessa projeção veio da editoria FAPDF Destaca, publicada semanalmente no site e nas redes sociais da fundação, que se consolidou como vitrine permanente da ciência financiada no DF. Entre os projetos apresentados estão o Chip-Eny, da Universidade de Brasília (UnB), que combina látex da seringueira e luz de LED para regeneração de tecidos; a vacina antitumoral contra o câncer de mama agressivo, também da UnB; o Vector Tracking System (VTS), voltado ao monitoramento do Aedes aegypti; a pesquisa que mede cortisol em fios de cabelo, método rápido e não invasivo para avaliação do estresse; e o estudo sobre substância extraída de vespa com potencial no combate ao Alzheimer. [LEIA_TAMBEM]No campo do empreendedorismo, 2025 marcou um salto expressivo. Com novas edições dos programas StartBSB, Centelha e Tecnova Brasília, a FAPDF ampliou o apoio às startups do DF. Segundo o presidente da fundação, Leonardo Reisman, o número de empresas apoiadas dobrou, passando de 100 para 200, e os investimentos triplicaram, ultrapassando R$ 40 milhões em relação ao ano anterior. Um exemplo é a startup Virdia, integrante do StartBSB, que desenvolve soluções em compostagem automatizada, monitoramento da maturação de alimentos e lixeiras inteligentes com sensores. Em 2025, a tecnologia foi selecionada para testes no Porto do Itaqui, em São Luís (MA), demonstrando a capacidade de soluções locais alcançarem escala nacional. A startup Virdia, integrante do StartBSB, desenvolve soluções em compostagem automatizada, monitoramento da maturação de alimentos e lixeiras inteligentes com sensores A atuação internacional também foi ampliada com o programa FAPDF pelo Mundo, que fortaleceu redes de cooperação científica. Destaque para o Projeto Perception, em parceria com o Departamento de Engenharia Elétrica da UnB, apresentado na Universidade Politécnica de Madri e na Universidade de Vigo, na Espanha. A iniciativa integra hardware, inteligência artificial e comunicação via satélite para monitoramento do Cerrado e da Amazônia, gerando dados estratégicos para políticas públicas ambientais. Outro marco foi o 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado no ano em que a Fundação completou 33 anos, com homenagens às pesquisadoras Mercedes Bustamante, Maria Sueli Felipe e Rose Monnerat. As trajetórias foram registradas na microssérie Memória Científica do DF, disponível no YouTube da Fundação. Internamente, a FAPDF manteve ações do Programa de Integridade e lançou o FAPDF Talks, com encontros presenciais sobre temas estratégicos. Para 2026, a agenda prevê a gestão do Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), o fomento a projetos governamentais inovadores pelo edital Desafio DF, o lançamento do programa de governança da fundação — o Teia —  e o novo edital Deep Tech, para mais investimento a startups inovadoras do DF, com suporte de até R$ 11,5 milhões. Além disso, a FAPDF participa da campanha nacional “A ciência está em todo lugar”, reunindo as 27 FAPs do Brasil, por meio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), que em 2026 completa 20 anos. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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